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Diário da Resistência

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Blog da Mulher

E os chargistas não têm nada mais a fazer do que piadas sexistas?


05/01/2011 - 16h16

Por Conceição Oliveira do Blog Maria Frô, twitter: @maria_fro

Hoje no Maria Frô escrevi o post Superar estereótipos (também na imprensa) é o primeiro passo para romper preconceitos, dialogando com um artigo de Marcelo Semer intitulado Reduzir preconceito de gênero não é tarefa fácil para Dilma no qual o autor diante do sexismo que viu rolar solto na mídia durante a cobertura da posse, argumenta que Dilma terá trabalho. Só ela?

Vale a pena abrir os links que adicionei no post publicado no Maria Frô entre eles o texto de @aqueladeborah, o de @andrev_ e de @lolaescreva e constatar, por exemplo, que a frase Marcela Temer, esposa do vice-presidente, roubou a cena da posse tem 2420 entradas no Google no dia em que o Brasil elegeu a primeira mulher para ocupar o cargo máximo do país.

Há ou não um problema de foco na grande mídia? Será que ao invés de discutir os problemas centrais do Brasil a blogosfera, a mulherada terá de perder tempo desconstruindo preconceitos e estereótipos sexistas bestas?


Perto do senhor Sponholz, Aroeira pegou leve e ao menos arranhou no tema político, embora tenha cedido a fazer uma comparação completamente dispensável entre as duas mulheres em questão. Já o senhor Sponholz não fez charge política, não é mesmo? Se tirarmos o estereótipo deste senhor sobra o que para o seu humor duvidável?

Ainda bem que nem só de Sponholz é feita a critiatividade dos chargistas:

De Cláudio de Oliveira, na edição deste domingo do “Agora São Paulo”

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68 comentários

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Pedro

10 de outubro de 2011 às 12h43

Que gente chata, nao se pode nem mais fazer charges.

Responder

Cabeda

14 de setembro de 2011 às 15h30

O machismo e o preconceito contra a mulher estão em todo lugar. Acho muito saudável mostrá-los claramente quando se manifestam. É necessária maturidade para entender que apontá-los não se trata de censura – no sentido contido nos dicionários, de reprimenda, condenação, reprovação – mas de verdadeira atitude pedagógica, que visa principalmente educar a sociedade. Temos de evoluir, afinal, e não ficar sempre na mesma.

E aí, esse papo de patrulha cai totalmente no vazio.

Uma última reflexão. Telenovelas são cheias de preconceitos e estereótipos. Seu poder de persuasão no comportamente das massas é enorme; são veiculadas de manhã, de tarde e de noite. As mulheres são simplesmente viciadas nelas. Mas ninguém fala disso. Por quê?

Responder

Nem a presença de duas candidatas competitivas nas eleições presidenciais impediu a mídia de julgá-las pelo aspecto físico | Viomundo - O que você não vê na mídia

24 de agosto de 2011 às 14h30

[…] faxina é a linguagem sexista da mídia velha Dilma e a ‘Operação doçura’ na mídia velha E os chargistas não têm nada mais a fazer do que piadas sexistas? Dilma Rousseff: “Sim, a mulher pode” Sobre a hipocrisia eleitoral: Mônica Serra e a […]

Responder

Claudio

13 de maio de 2011 às 07h24

Sexismo? Pô, estão querendo copiar tudo dos EUA… incrível… tudo é preconceito, sexismo, racismo, blablabla… tem que gerar processo na justiça… como é nos EUA… Não vi nada de mais; por exemplo, na segunda charge, é extremamente comum mulheres ficarem reparando as outras, comentar sobre as feias, as bonitas, roupas das outras, etc. Todas os grupinhos de amigas que conheço fazem isso… Agora quando alguém mostra isto numa charge é "sexismo"? As feministas as vezes não têm o que fazer, então precisam arranjar algo para comentar, caso contrario perdem a razão de viver?Gente, a vida não precisa se limitar a isso…

Responder

    coliveira

    13 de maio de 2011 às 08h10

    E viva os estereótipos: “mulher fofoqueira” e “futil” por natureza. Aff!

    Gabriel

    22 de maio de 2011 às 19h11

    Caro Claudio,

    Dificilmente acredito que nos EUA seria assim, acho que esse pais, assim como o nosso, é bastante machista.
    Voce nao iria rir tanto se falassem que a reuniao do seu trabalho para resolver assuntos importantes é conversa de bar, ou conversa de futebol. Homens tambem sabem ser muito futeis, e tudo o que fazem por 3 ou 4 horas é falar sobre quem é melhor que quem no jogo de domingo. Nem por isso, falam que isso é motivo de piada, ou futilidade. Porque futebol é muito importante para todos.
    Desculpe te desconsertar mas eu sou feminista. E nao sou "AS", sou O.
    Os machistas as vezes nao tem o que fazer, entao vem comentar sobre piadas sexistas que eles nem entenderam, se nao, perdem a razao de viver…

Mauro A. Silva

24 de janeiro de 2011 às 11h32

Professor assassino.

A reportagem “Professor simula suicídio de sua mulher na zona sul de SP” (Folha de São Paulo, 13/01/2011) é estarrecedora. O morte da professora Mônica El Khouri aconteceu em 23/10/2009; e foi inicialmente considerada suicídio. Apenas em 14/12/2010 o professor Claudemir Nogueira confessou que havia estrangulado sua esposa e foi dar aulas normalmente no colégio particular Passionista Santa
Luzia e na escola pública estadual Rui Bloem. Se for comprovado que o professor é o assassino, ele terá enganado alunos, mães, pais e seus colegas professores por todo o ano de 2010. Mesmo confessando o assassinto da própria esposa, o professor não foi preso: ele tem endereço fixo, emprego e não tem antecedentes criminais. Neste ano de 2011, o professor de matemática está designado para a escola pública estadual Alberto Levy, zona sul de S. Paulo-SP. Será que é aceitável que continue dando aulas um professor que já confessou ser um assassino?

Mauro Alves da Silva –
Coordenador do Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública
http://MovimentoCOEP.ning.com

Responder

Victor Farinelli

24 de janeiro de 2011 às 10h40

Os comentários do Alexandre Garcia no dia da posse foram muitíssimo piores que isso.

Responder

Newton

24 de janeiro de 2011 às 10h14

Acho que nesses casos devemos imaginar o oposto. Existe? Qual a reação? Então, vamos lá: vocês já viram alguma charge tirando sarro de um homem por ele ser feio? Ou por não ser um modelo de beleza? Eu nunca vi. O Fio Maravilha (ex-jogador do Flamengo) era caracterizado como dentuço (que era), mas nunca ridicularizado POR ISSO. Pelo contrário, era um ídolo. Um homem ser feio ou bonito nunca foi motivo de humor. Já com a mulher isso acontece direto. Lembram da mulher feiosa daquele personagem do Chico Anísio? "Está com pena? leva pra casa", dizia o bordão dele ao final do quadro. Isso quando a mulher não é burra, como a Ofélia. Ou seja, em geral a mulher é retratada pelo humor como a "gostosa", ou a "feiosa" ou a "burra". Desses "males" os personagens homens não sofrem. Eles podem ser corruptos, mau-caráter, puxa-saco, etc, mas atributos físicos (beleza e inteligência, o são) jamais. Isso deve querer dizer alguma coisa. Repare que os "defeitos" masculinos são típicos de quem, de alguma forma, participa da vida econômica, política e social, ainda que de forma trapaceira. Já o foco nos atributos físicos colocam as personagens femininas como apenas isso, objetos que devem ser medidos por sua utilidade (ou inutilidade). Sem dúvida que mirar na beleza da esposa do Vice é machismo, mas neste caso cumpre também a "agradável tarefa" (para o PIG) de desviar a atenção e minimizar a posse da Dilma, a firme e eterna combatente que em nada agrada a essa mídia que se criou na ditadura.

Responder

Leonardo

21 de janeiro de 2011 às 22h50

Que patrulha CHATA e INSUPORTÁVEL!!!!!!!

Responder

Bonifa

20 de janeiro de 2011 às 22h12

Um chargista com cérebro é coisa difícil. No Brasil, só vejo o Millôr e o Barão de Itararé.

Responder

Mauro A. Silva

15 de janeiro de 2011 às 11h17

Não vi comentários sobre esta notícia:
07/01/11 – 09h04
Publicado Por: Gabriel Mandel
Um ano depois, professor confessa morte de esposa
Claudemir Nogueira disse que assassinou fisioterapeuta porque ela estava sofrendo demais

Jornal da Manhã
Thiago Samora
Download – Podcast
Um professor confessou, um ano depois, que matou a própria esposa, na zona Sul de São Paulo. A fisioterapeuta do SESI Mônica el Khoury, que tinha 37 anos, foi encontrada morta, dentro de casa, em outubro de 2009. Ela estava caída ao lado do aparelho de ginástica, no que parecia ser um suicídio. Porém, a desconfiança da família foi direto para o companheiro dela que, no caso da morte de Mônica, receberia uma pensão de R$ 2,5 mil.
http://jovempan.uol.com.br/noticias/policia/2011/

Responder

Ava

14 de janeiro de 2011 às 17h59

O "politicamente correto" tem a tendência de tornar tudo uma chatura. O machismo impera porque as mulheres são extremamente machistas. Quem educa os homens, são as mães e as professoras. Se os educassem de outra forma, o mundo já teria mudado faz tempo…

Responder

    Armorel

    19 de maio de 2011 às 23h16

    Concordo! Se as mamães não vivessem protegendo seus filhinhos ninguém teria problemas com sogras…

Paulo Robeto

14 de janeiro de 2011 às 14h05

Mas o pior de tudo é quenão apenas os chargistas são ruins! Os humoristas em geral são umas piadas. Justificam a falta de criatividade e inteligência com a desculpa, muito esfarrada, da liberdade de imprensa, liberdade de opinião ou ainda que não seguem um estilo politicamente correto

Responder

Adriana

14 de janeiro de 2011 às 10h27

Oi Conceiçao
Otimo post! A Lola, do Escreva Lola Escreva, também escreveu dois artigos excelentes sobre o sexismo da midia brasileira e este problema de "foco" (para dizer o minimo).
Realmente ainda temos muito a avançar… Moro na França ha 5 anos, e sabe a Carla Bruni, tao elogiada pela midia brasileira (unicamente pela sua beleza)? Pois aqui ela so nao é mais ridicularizada que o maridinho dela. Eles comentam a atençao dada à Carla em outros paises com um sarcasmo que vou te contar….

Responder

Paulo

09 de janeiro de 2011 às 20h11

Que tal falar dos politicamente corretos. Dêem uma olhada nas charges do Santiago, premiado várias vezes, muito bom.

Responder

Gerson Carneiro

09 de janeiro de 2011 às 07h29

Existe chargista mulher?

Pode ser este o embrião das piadas sexistas.

Responder

    mariana

    13 de janeiro de 2011 às 10h54

    não concordo muito com isso, Gerson. Para mim o embrião é o preconceito mesmo, e tanto homens quanto mulheres são preconceituosos. Digamos que uma mulher chargista faça suas charges debochando dos homens que tem um determinado tipo físico, modo de falar, etc, não seria isso sexista também? Ela estaria, através do pretenso 'humor', assim como os chargistas homem em relação às mulheres, reduzindo o sexo/gênero oposto. E é isso que deveria ser repensado, o tipo de humor.

Emily

07 de janeiro de 2011 às 16h36

ah, ia esquecendo: quanto aso nossos chargistas brasilenhos, com raríssimas exceções, nada a esperar de bom, da parte deles. Fazer "humor" na base do preconceito – em especial, com mulher e homossexual – já caiu "de moda", mas eles continuam toupeiras, na idade das trevas. Sabe oe que é? Se eles fizerem humor decentemente, pode ser que acabem no olho da rua. O que eu quero ver é saberem fazer graça com inteligência, criatividade. Então, como eles estão bem longe disso…

Responder

Emily

07 de janeiro de 2011 às 16h29

Só mesmo no Brasil essa babaquice de babação com mulher jovem e de cabelo pintado – de "loiro". Exemplo típico de brasileiro colonizado, empolgado com estrangeiro norte-americano e europeu.
É o caso do absurdo/risível destaque da mídia e da população masculina à esposa de vice-presidente, Michel Temer. Com a tal da Geisa, que por sinal é a cara da esposa do vice, sobraram pedradas. Estranhamente, o mesmo não acontece com Marcela Temer. O cabelo pintado, o estilo e a juventude têm tudo a ver com ambas. Assim que vi a neta, digo, esposa do vice na tv, já imaginava que daria nisso.

Responder

José Ricardo Romero

07 de janeiro de 2011 às 08h30

A afirmação do Diogo Araujo: "ou pode se fazer piada com tudo ou com nada…é aí que começa o preconceito e o racismo" é extremamente equivocada e de má fé. Está em linha com aquela idéia de que "perguntar não ofende". Que tal se alguém perguntar a ele se a sua mulher está dando prá todo mundo? Perguntar não ofende…A tolerância é uma grande virtude mas, ser tolerante com a intolerância é uma contradição em termos. A piada tem o poder maléfico de desqualificar a honra e o respeito e desmobilizar a reação a ela. Pessoas inteligentes e criativas conseguem ter humor sem ofender ninguém.

Responder

    diogojfaraujo

    22 de janeiro de 2011 às 18h04

    Leia o texto novamente brother… E se uma piada desqualifica a honra (?!?!?!?!?!), não é piada, é ofensa, ou injúria, ou sei lá, não sou advogado… Esse é o meu ponto, vc distorceu o que eu escrevi… Mas ta valendo, vi que muitos entenderam, pra mim já valeu…

Marcia

07 de janeiro de 2011 às 07h57

Agora sim! Vamos tratar a questão do nosso jeito! O fato é que a grande mídia quis projetar a senhora do vice-presidente com o óbvio intuito de diminuir ou "futilizar" um momento grandioso da história política do nosso país. E pasmei ao ver a blogsfera, ou parte dela, caindo na armadilha desta grande mídia. Nosso foco é outro. Vamos manter nossa independência.

Responder

    Ramiro

    07 de janeiro de 2011 às 18h18

    Foi tudo armado com antecedência. Tanto que imediatamente à posse, no mesmo dia à noite já haviam dois vídeos podres no You Tube a respeito. Os quais já foram retirados, em função da justa ação dos órgãos competentes, por pressão dos usuários.
    E manipular Twitter, disseminar reprodução da mesma notícia , até com o mesmo título é facinho para os que controlam a internet. Isso é esquema de NED, CIA e assemelhados . Com o PIG, para trabalhar nas pontas.
    Eles sabem que a nossa Presidente não vai ceder às pressões do poder econômico e do imperialismo. Daí tentam manipular os mais reprimidos instintos e sentimentos dos seres humanos para gerar rumor, fofoca e desgaste.
    Só que estamos ficando muito avisados e espertos!
    O que é triste é ver comentários desrespeitosos e agressivos em relação à Senhora Marcela Temer, que nada mais fez do que dignamente comparecer à festa de posse de seu marido e da Presidente Dilma Rousseff, a quem ela apoiou publicamente inclusive, como pode ser visto nesse vídeo: http://www.dilma.com.br/video/depoimento-de-marce….
    O pior de tudo é que esses comentários agressivos são geralmente feitos por mulheres. Será que não percebem que Marcela Temer é vítima da armação e não algoz? Será que não sabem que ter inveja é normal, mas agir a partir e sob a pressão da inveja é muito negativo e gera mágoas e sofrimento desnecessários? Só porque um ser feminino é formosa deve levar pedradas?
    No meu entender masculino, as mulheres deviam se solidarizar com todas as mulheres usadas e agredidas pela mídia podre nessa questão, com esse enfoque digno da revista caras para baixo. Olha a solidariedade aí! Sem solidariedade nenhum movimento avança!
    Como torço pelo sucesso do movimento feminista sério e comprometido com a mudança social geral, fica aqui o meu alerta fraterno. Uni-vos, mulheres do meu Brasil!

mariazinha

06 de janeiro de 2011 às 23h34

Adorei ver a Luluzinha e o Bolinha por aqui.

Responder

@dandi_

06 de janeiro de 2011 às 23h33

Sensacional a última charge! De fato o humor no Brasil tem me deixado cada vez mais descontente. O humor político então… ainda bem que naufragaram os cassetas. Agora sobra o CQC, dito humor inteligente, mas dirigido pelo sr. reaça Marcelo Tas, dono de infeliz comparações e comentários absurdos no twitter.

Eu tenho rido mesmo é na blogosfera, com os acidentes políticos como a bolinha de papel. Anônimos fazendo as piadas mais infames e hilárias, afinal é a direita que tem feito o melhor humor político no Brasil, não a classe humorista.

Responder

diogojfaraujo

06 de janeiro de 2011 às 14h35

Não vi nada de mais nas charges… Ou pode-se fazer piada com tudo, ou com nada… É aí que começa o preconceito e o racismo…[youtube QS2UsjBufqE http://www.youtube.com/watch?v=QS2UsjBufqE youtube]

Responder

    Janes Rodriguez

    06 de janeiro de 2011 às 21h18

    Caro, o pior cego é o que não quer ver. E o pior preconceituoso é o que tenta esconder e não ver seu preconceito.

    diogojfaraujo

    07 de janeiro de 2011 às 09h34

    Não entendi moça… Vou dar um exemplo mais claro… Um amigo meu ontem me pergunta se eu ja havia visto um piano de judeu, eu respondi que não, e ele me manda uma foto de uma caixa registradora… Eu deveria, como judeu ou descendente de judeus, ficar bravo??? É só uma piada…

    Mas quando eu defendo qualquer coisa sobre os judeus, me chamam de sionista, aqui mesmo nesse blog…

    Onde está o preconceito?

    Adriana

    14 de janeiro de 2011 às 10h32

    Querido, no dia em que você nao conseguir um trabalho, ou alugar um apartamento, ou entrar num restaurante, ou no dia em que for agredido e/ou estuprado simplesmente pelo fato de você ser descendente de judeus, dai neste dia você volta aqui e comenta, ok? Dai você diz se fica bravo ou nao com as piadinhas racistas.

    diogojfaraujo

    15 de janeiro de 2011 às 11h55

    Hmmm, então só tenho o direito de discutir o assunto se já fui estuprado, saquei…

    E as charges acima são, no máximo, de mal gosto… Piada racista é outra coisa..

    Ah, já sofri preconceito por ser ateu; uma chefe testemunha de jeová me odiava e queria me demitir!!!!!! Hooray!!!

    Digite o texto aqui![youtube aIK1obja-l0&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=aIK1obja-l0&feature=related youtube]

    Rhael

    13 de janeiro de 2011 às 20h31

    Er… tecnicamente, não! Uma coisa é ironizar a situação já estabelecida para mexer numa ferida já aberta, como ilustrado no vídeo do Family Guy. Isso é humor. Mas mencionar alguma forma depreciativa gratuitamente com nenhum outro objetivo que não seja rir às custas de degradar terceiros já deixou o campo inteligente do humor.

Geysa Guimarães

06 de janeiro de 2011 às 11h42

Primeiro o positivo, sempre: palmas a essa sentinela dos direitos da mulher que é Conceição Oliveira, a charge do Bolinha e da Lulu é perfeita!
Quanto ao humor jurássico-machista do tal Sponholz, tem que haver espaço para a mediocridade, em nome da diversidade (rima ruim para charges idem).

Responder

Pedro Ayres

06 de janeiro de 2011 às 11h34

Conceição, embora veja como extremamente necessária a luta contra os procedimentos anti-éticos e antidemocráticos que a mass media desencadeia contra todas as propostas e personalidades políticas contrárias ao receituário neoliberal, com o uso de reciclados preconceitos machistas, creio que essa luta para ser melhor travada e até vencida, precisa da compreensão de algumas assertivas históricas sobre o destino da humanidade.
Antes de mais nada, temos que fazer como fez Giovanna Mérola, feminista venezuelana, tentar estudar o fenômeno do feminismo a partir de suas várias relações sociais e econômicas, algo que logo nos coloca imediatamente ligados à História. Uma História que, do ponto de vista social, saiu do primitivo estágio da horda até chegarmos às formas capitalistas de organização sócio-produtiva que vivemos.
Assim, uma primeira lição logos nos é dada, não há retrocesso ou “reinvenção” de etapas e processo históricos, logo para podermos entender e até realizar projeções futuristas sobre questões como a contradição macho-fêmea, que tem momentos que pretende ganhar foros de luta ideológica, precisamos nos situar no tempo e na justa compreensão do que pretendemos como sociedade.
É claro que o presente recrudescimento da campanha de desqualificação, desestruturação e desmoralização da Presidente Dilma Rousseff, utilizando todos os pejorativos e depreciativos lugares-comuns contra as mulheres, com o sensível apoio de alguns segmentos sociais femininos, é apenas mais um momento nesta fase terminal do sistema imperialista. E que merece ser desmascarado a partir desse critério, que é o calcanhar de Aquiles do sistema.
Conceição, sugiro a leitura de um artigo de Giovanna Mérola, que está publicado em http://pedroayres.blogspot.com/2011/01/feminismo-

Responder

    Aline

    06 de janeiro de 2011 às 17h53

    Pedro
    Gostei muito do artigo da venezuelana Giovanna Mérola. Muito lúcida. Faz um bom histórico do movimento feminista na América Latina e levanta questões muito importantes, bem acima da mesmice da "guerra entre gêneros" a que querem reduzir o processo de luta social das mulheres.

    Ramiro

    07 de janeiro de 2011 às 18h25

    As latinoamericanas estão mostrando o seu valor na teorização e na prática do verdadeiro movimento feminista. Muito bom o artigo da Giovanna Mérola, Pedro!
    A visão dela me pareceu muito justa e útil à toda a sociedade humana.

Júlio César

06 de janeiro de 2011 às 11h31

O Cláudio de Oliveira simplesmente arrasou com sua charge!!!

Responder

Aline

06 de janeiro de 2011 às 10h36

Conceição
Há um visível interesse do PIG em querer fazer crer que a Vice-Primeira Dama roubou a cena na festa da posse.
O objetivo do PIG é desmerecer tanto a Presidente quanto a Senhora Marcela Temer. Uma por que seria passível de ofuscação, a segunda porque seria a malévola impostora ofuscante.
Paciência!
Isso é pura armação do poder econômico, das transnacionais com interesses contrariados que financiam o PIG. E que controlam o Twitter e toda a mídia mundial e nacional. Daí, inflam o que bem entendem e ali colocam os seus vieses degradantes para a condição feminina.
A verdade é que se colocarmos "posse de Dilma Rossef f"no Google, já há cerca de 800 mil entradas. E "Marcela Temer, mulher do vice-presidente, roubou a cena da posse ( sintomaticamente o título da matéria da Veja) tem apenas, no momento, 8220 entradas, apesar de todo o esforço concentrado do Pig nacional e mundial para badalar a idéia.
A nossa Presidente e a Senhora Marcela Temer estão nessa questão sendo vítimas da sordidez e mesquinhez da cabeça de miolinho do pessoal que gere o PIG. Cabe a nós brasileiros botar essa mídia podre no seu devido lugar: a lata do lixo.
E rechaçar veementemente esse tipo de estupidez absurda que é usar valores bigbrotherizados para enfocar uma festa de posse singularmente majestosa e emocionante.

Responder

    Conceição Oliveira

    06 de janeiro de 2011 às 12h41

    Exatamente Aline, é um pouco do argumento que usei no post do maria frô que linkei aqui no início do texto.
    Mesmo porque para quem estava na posse e devido a discrição do casal Temer, as pessoas continuaram sem saber quem era Marcela Temer, achei estranho quando cheguei e vi o estadalhaço no twitter e no PIG. Foi uma verdadeira lição de jornalismo, porque temos a exata dimensão como um fato secundário pode ganhar espaço e não ter o menor signifcado fora das lentes das tevês e câmeras. Se perguntasse a qualquer pessoa que estava presente na posse ninguém saberia dizer quem era Marcela Temer.

rafael

06 de janeiro de 2011 às 10h03

Patrulhamento bobo, será que esse blog não tem nada melhor pra fazer?

Responder

ana

06 de janeiro de 2011 às 09h39

O grande problema dessas charges é que estas deixaram de ser políticas para invadirem o espaço do preconceito: na era Lula, a insistência em 'desenhar' um Presidente bêbado, ignorante e autoritário. No ínicio do governo Dilma, todos os itens de campanha da Direita já estão nos traços desses pseudos chargistas.

Responder

Rafael j

06 de janeiro de 2011 às 09h21

Também não gostei das primeiras charges, mas cada um as faz conforme a sua criatividade. Ficar patrulhando chargistas é de um mau gosto terrível. E pouco inteligente. O humor não tem partido, deve escrachar a todos, sem distinção. É claro que alguns políticos já são uma piada pronta, não é preciso criar grandes malabarismos estilísticos. O Temer lembra o Cristopher Lee, em seus áureos tempos de Conde Drácula do cinema.

Responder

    Conceição Oliveira

    06 de janeiro de 2011 às 12h43

    Rafael volto a perguntar: qual é o humor que existe em retratar a chefe da nação e suas ministras que tem um trabalhão imenso pela frente como fofoqueiras? isso é humor? Onde está a graça?

Luci

05 de janeiro de 2011 às 23h38

Os machistas de plantão mostraram toda a deselegância e vocação para analista de futilidades, ficaram embevecidos com estética e deixaram de fazer importantes análises política do momento Dilma Roussef.

Responder

    Jairo_Beraldo

    06 de janeiro de 2011 às 09h36

    Pode parecer, mas nas transmissões que peguei, quem queria colocar a Marcela Temer como destaque, foram as mulheres ancoras/jornalistas. Talvez para dizer que Dilma seja um monstro, ou fosse mesmo para desqualificar, ou por inveja mesmo…e digo mais…75% dos votos que Dilma teve, foram dos homens.

    Paulo Silva

    06 de janeiro de 2011 às 13h52

    Jairo
    O ápice do que vc observa constatei em declarações da Beth Lago, ao ser entrevistada pela Ana Maria Braga. Vale a pena procurar o vídeo do programa e assistir. Ela criticou o cerimonial, a roupa da nossa Presidente, o seu andar, o fato que ela não portava uma bolsa com caneta, o fato de que o colar era "apertado", e isso e aquilo e etc e tal! A elegância da Vice-Primeira Dama, Marcela Temer, ela reduziu a pó de mico! Estava tudo errado: o modelo da roupa, a cor, o comprimento da saia,um verdadeiro horror! E o seu penteado ? Acusou de fora de propósito, fora de moda e outros adjetivos nada elogiosos.
    Beth Lago, a formadora de opinião, falava com tal segurança e convicção,com tão apurada arrogância , que tínhamos nela a perfeitíssima imagem da inveja e da mente curta. Pior do que tudo: ela mencionava a cada minuto, que nos EUA não seria assim! Que lá sim, eles sabem andar, se vestir, organizar uma posse de altíssimo nível. Barbaridade! Que senhora, essa Beth Lago!
    Por outro lado, muito me impressionou aqui no Rio,antes das eleições, ouvir de várias mulheres que considerava inteligentes e conscientes politicamente, profissionais realizadas e que se definem como de esquerda, feministas etc , a afirmação que não votariam em Dilma Rousseff e que ninguém poderia ou deveria votar nela. Quando perguntava o porquê , gaguejavam, vinham com um "não vou com a cara dela", "não vou com o jeito dela" e outras profundidades do mesmo teor. Tentava pedir coerência, uma análise mais profunda, mas que nada! E daí votaram em plínios, marinas e até em serras.
    Hoje, volto a conversar com elas e vejo que muitas caíram em si. E confessam que deve ter sido inveja, puro preconceito contra uma mulher que venceu adversidades e obstáculos, sem perder a esperança e o amor à vida e às pessoas,sem guardar qualquer amargura ou mau humor.
    Estou pegando no pé dessas amigas, agora arrependidas! Há muito machismo na cabeça de grande parte das mulheres brasileiras. E isso é péssimo para elas e para todos. Machismo é o maior atraso de vida!
    O dia em que as mulheres deixarem de ser machistas de verdade e forem realmente solidárias entre si, quando conseguirem ter orgulho e respeito pela sua condição feminina, o machismo acaba. São elas, em grande parte, que alimentam e transmitem os valores machistas.Podem me prender, podem me bater, mas estou sendo sincero! Quem avisa,amigo é.

    Jairo_Beraldo

    06 de janeiro de 2011 às 14h06

    Paulo, voce viu minha pontuação? Sabe por que? Porque sou eleitor da Dilma e bato nesta tecla desde o ano passado. Serão nós, homens que elegerão Dilma…. e elegemos a Dilma! E faço minha suas palavras em tudo que voce colocou na sua opinião, que sobriamente assino embaixo!

    Gerson Carneiro

    09 de janeiro de 2011 às 07h22

    [aplausos]
    Existe isso sim, e muito. E também é uma verdade que tem que ser constantemente dita.

    Destaque para o último parágrafo. Explêndido.

    Aí entra no rolo todas aquelas moçoilas do programa "Saia Justa" apresentado pelo ícone feminino do machismo, dona Maitê Proença.

Maria Lucia

05 de janeiro de 2011 às 22h13

Chego à conclusão que precisamos urgentemente de chargistas com boa cabeça política!
As duas primeiras charges são a visão do homem branco, machista e com uma visão de direita puro sangue: reduzem o feminino à posição de inferioridade diante do macho e a um bando de possuidoras de miolinhos, além de invejosas e mesquinhas! Em ambas, há a clara intenção de desconstruir a imagem verdadeira da nossa Presidente, tentando a impossível tarefa de ridicularizá-la ou inferiorizá-la.
A terceira, do Cláudio, é tudo de bom! A placa "Menina não entra" vai para o lixo. Luluzinha é enfim admitida.E o Bolinha, que tanto fez para ver isso acontecer,chora de emoção e saudades. Lá de cima, Luluzinha acena, sabendo que honrará a confiança do grande amigo Bolinha!
Essa terceira charge nos faz esquecer as outras duas e nos dá forças para seguir lutando contra essa estupidez que é o machismo, não é mesmo Conceição?
Muito legal esse seu post!

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@Fagner_Coelho_

05 de janeiro de 2011 às 21h37

gostei muito da ultima charge, nao sou contra o humor politicamente incorreto, mas o mau desse tipo de humor é que na sua grande maioria é de uma criatividade quase que nula. essas piadas machistas lembram bastante as piadas racistas que eram feitas até o meio da década de 90, sempre com o mesmo enredo, sempre o mesmo negro q nao tinha inteligência e era base de chacota… graças a deus ainda existem chargistas como latuf e esse Claudio(q até agora nao conhecia), que fogem desse estereótipo e desse humor típico de mais um capitulo de zorra total/caceta e planeta

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Carlos

05 de janeiro de 2011 às 20h49

Genial a Charge com o Bolinha e a Lulu (quase dá pra escrever LulA…).
Respeitosa, engraçada.
Acho que até os tucanos riram dessa…

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    Jairo_Beraldo

    06 de janeiro de 2011 às 09h38

    Essa charge comprovou que somos mais feministas, mais abertos que as muheres.

Santos

05 de janeiro de 2011 às 20h47

As três charges são bem engraçadas e brinca mesmo com os fatos.

E foi fato mesmo que a esposa do Michel Temer chamou oras!

Caracas! Chargista é um pugilista mental mesmo.

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    Conceição Oliveira

    05 de janeiro de 2011 às 22h53

    O que tem de engraçado em colocar a presidenta e as ministras vendo Caras? e fofocando. Não temos tempo pra isso não e a presidenta e as ministras então tem um país inteiro pra governar. Vá ler o post que linkei. abraços

    Santos

    05 de janeiro de 2011 às 23h10

    A idéia da charge é ser ácida. Quando Gorbachev começou a glasnost os artistas começaram a tirar com a cara dele. Só por isso deveria ele abortar a glasnost?

    Fofocando? Jura? Achei que era a primeira reunião ministerial, heheheheheheh

    O que é libertador, é que charges não fazem distinção ideológica!

    Quantas vezes já não ri das charges do José Serra????

    Poxa, que fraqueza de espírito. A liberdade vai acabar pois os caras resolveram brincar?

    Santos

    05 de janeiro de 2011 às 23h27

    Corrigindo o terceiro parágrafo: Eu não faço distinção ideológica quando vou apreciar uma charge.

    É um trabalho artístico.

    Conceição Oliveira

    06 de janeiro de 2011 às 12h47

    Não é ácida é só preconceituosa, troque a cena, ponha só homens, não iria aparecer menção à fofoca. Se fosse uma playboy de todo modo a mulher seria objetificada. Pensar a questão de gênero aí é fazer esses exercícios.
    O 3º chargista não precisou reforçar nenhum preconceito pra fazer uma charge inteligente.

andré

05 de janeiro de 2011 às 19h46

Eu detesto charge política, é muito difícil eu achar graça em alguma. A do Cláudio é muito bem feita. Quanto ao lance do machismo… putz… O Concetio da chrage é fazer piada com algum tema, se o tema foi a Mulher do Temer qualo problema nisso?! Essa geração do politicamente correto às vezes exagera no papel de correto… abráz

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    Ivan

    11 de janeiro de 2011 às 10h57

    Concordo!!!

    Roberto Locatelli

    16 de janeiro de 2011 às 08h06

    É porque os chargistas são um lixo. Por isso eles tem que apelar para preconceito contra mulheres, gays, pobres, etc. Se tivessem criatividade e inteligência, não precisariam baixar o nível.

    Tome-se as charges do Latuff: são inteligentes, sarcásticas, ácidas e muito engraçadas. Sem apelar para preconceito.

Gustavo Pamplona

05 de janeiro de 2011 às 17h48

Não é somente as piadas machistas, o que eu ando lendo do PIG ultimamente é que tudo agora parece que depende do vice-presidente.

Algo assim: Sem o Michel ela não governa, ou seja sem um homem ela não consegue governar.

Tinha lido no PHA hoje algo falando que o Michel não é co-presidente.

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erica

05 de janeiro de 2011 às 17h17

a do Agora eu tinha visto e já tinha achado carinhosa tanto com a presidenta quanto com o ex-presidente, que aliás, são duas pessoas que merecem muito respeito.

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quantotempodura

05 de janeiro de 2011 às 17h05

Daqui a pouco alguém da "nova safra do humor" (sem graça) vai aparecer no twitter reclamando: "Isso é patrulhamento! Censura! Eu quero liberdade pra fazer piadas machistas!"

O curioso é que acima temos 3 charges. Duas "livres" e uma "censurada/patrulhada/politicamente correta".

As duas charges "livres" são horrorosas. Sem graça ao extremo. Ridículas. Clichê do clichê. Reciclagem da reciclagem do humor machista de sempre.

A charge "politicamente correta" é basicamente perfeita.
É bonitinho, é engraçado, carrega na nostalgia, se encaixa perfeitamente no momento da posse, tem uma ruptura de espectativa genial, que subverte um dos maiores bordões dos quadrinhos ("menina não entra" indo parar na lata de lixo).
Fora que tem esse Bolinha barbado com uma lágrima no olho que me corta o coração toda vez que eu vejo. Ao mesmo tempo que a luluzinha de faixa dando tchau é de um charminho sensacional.

Tem que ser machista, racista, homofóbico pra fazer humor? Não tem. Esse tempo já era.

Responder

Polivocidade

05 de janeiro de 2011 às 16h23

O Sponholz faz desenhos ofensivos, e não humor. É ressentimento, puro e simples ressentimento.

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    Conceição Oliveira

    05 de janeiro de 2011 às 17h54

    É verdade, vi a série num blog, é de vomitar o mau gosto.


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