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Dilma Rousseff: “Sim, a mulher pode”


01/11/2010 - 13h35

Por Conceição Oliveira do Blog Maria Frô, twitter: @maria_fro

Por várias vezes, ao longo desta campanha eleitoral abri a administração do Viomundo para escrever um texto sobre a minha indignação diante da campanha do adversário que, a meu ver, foi a mais suja da história brasileira.

Muitas vezes fiquei paralizada diante de tantos preconceitos, das demonstrações totalitárias do discurso de José Serra: ‘governarei acima dos partidos’; ’em meu governo não haverá boné do MST’. Vários textos ficaram no rascunho porque decidi mandar e-mails, entrar nas redes sociais e combater no ato cada preconceito explícito ou velado proferido e estimulado por José Serra e seus partidários.

Foram muitos os discursos preconceituosos, mas nada foi tão obtuso e assustador quanto as suas falas sexistas, misóginas, machistas, chauvinistas. Minha indignação era tão grande que muitas vezes chorei. Como chorei ontem de alívio por conseguirmos derrotar esta campanha suja, graças à força de milhões de mulheres e homens que a repudiaram e disseram não a este projeto excludente, autoritário e preconceituoso. Parabéns a todas as mulheres e todos os homens, cidadãs e cidadãos do Brasil.

Abaixo, transcrevo o pronunciamento da primeira presidenta que o Brasil teve coragem de eleger dando uma resposta eficiente à truculência. Depois de  sermos tão desrespeitadas é realmente um alívio ler o primeiro discurso da vitória da primeira presidenta que o Brasil cidadão elegeu.

Pronunciamento de Dilma Rousseff após a vitória nas eleições presidenciais de 2010, via Macro ABC

01/11/2010

Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,

É imensa a minha alegria de estar aqui. Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida. Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade. A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!

Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país:

Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social.
Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa.
Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto.
Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição.
Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.
Nesta longa jornada que me trouxe aqui pude falar e visitar todas as nossas regiões. O que mais me deu esperanças foi a capacidade imensa do nosso povo, de agarrar uma oportunidade, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para sua família. É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.

Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem.

Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte. A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.

O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro. Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.

Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.

No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.

Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações.

Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento.

É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.

Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável.

Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos. Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.

Sim, buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública.

Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público. Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo. Valorizarei o Micro Empreendedor Individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre outros.

As agências reguladoras terão todo respaldo para atuar com determinação e autonomia, voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade dos setores regulados.
Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental. Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais. Trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades.

Mas acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.

Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas sempre com pensamento de longo prazo. Por isso trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais.

Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas.

Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas. Me comprometi nesta campanha com a qualificação da Educação e dos Serviços de Saúde. Me comprometi também com a melhoria da segurança pública. Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias.

Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos. Mas acompanharei pessoalmente estas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.

A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso a educação e saúde de qualidade. É aquela que convive com o meio ambiente sem agredí-lo e sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento.

Não pretendo me estender aqui, neste primeiro pronunciamento ao país, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa. Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.

Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental.

Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.

Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio.

A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.

Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia.

Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.

Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los. Primeiro, ao povo que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido, em todos os lugares que passei.

Mas agradeço respeitosamente também aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia.

Agradeço as lideranças partidárias que me apoiaram e comandaram esta jornada, meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho. Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.

Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento.

Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.

Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu pais e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida.

Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós. Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta. Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado. Saberei consolidar e avançar sua obra.

Aprendi com ele que quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados uma imensa força brota do nosso povo. Uma força que leva o país para frente e ajuda a vencer os maiores desafios.

Passada a eleição agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos agora é hora de união. União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país.

Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela.

Muito obrigada.

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31 comentários

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Nem a presença de duas candidatas competitivas nas eleições presidenciais impediu a mídia de julgá-las pelo aspecto físico | Viomundo - O que você não vê na mídia

24 de agosto de 2011 às 14h36

[…] doçura’ na mídia velha E os chargistas não têm nada mais a fazer do que piadas sexistas? Dilma Rousseff: “Sim, a mulher pode” Sobre a hipocrisia eleitoral: Mônica Serra e a ‘assassina de criancinhas’ Cynara Menezes: […]

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Prevent Senior

23 de dezembro de 2010 às 09h59

Ele é uma pessoal de caráter que vai fazer o que o nosso grande presidente fez em 8 anos mudar pra melhor.

Responder

José Manoel

07 de novembro de 2010 às 13h35

Azenha: YES, SHE CAN!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

PaulaBeiro

06 de novembro de 2010 às 21h27

A nossa frase é de empoderamento: Sim, nós PODEMOS! Agora, vamos transformar a frase em ação. Vamos lutar por uma Reforma Política e Eleitoral, que nos dê chances reais de concorrer e depois, eleger Prefeitas, vereadoras , deputadas estaduais e federais………………

Responder

Homem Alpha

06 de novembro de 2010 às 16h21

Finalmente uma mulher para assumir o comando desse pais,chega de preconceiro e agora podemos ver que a mulher a está cada vez mais buscando seu espaço na sociedade

Responder

Baixada Carioca

02 de novembro de 2010 às 21h49

Temos que nos manter alertas. Agora vão querer fazer do governo Dilma um inferno para dar razão às vozes preconceituosas.

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    hatecotidiano

    04 de novembro de 2010 às 17h49

    Relaxe um pouco rs

As mulheres que podem comemoram | Maria Frô

02 de novembro de 2010 às 15h46

[…] exclusiva dada ontem no Jornal da Record Dilma Rousseff explica a frase simbólica dita no seu primeiro pronunciamento após sua vitória nas eleições presidenciais: “Sim, mulher pode“. Segundo a […]

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Clara

02 de novembro de 2010 às 11h41

O José Serra disse um "até logo…" e nós estamos dando um adeus ao comando tucano.

Responder

Nathália de Tarso

02 de novembro de 2010 às 10h01

Nunca senti tanto orgulho e confiança nesse país quanto no segundo governo do Lula e nunca me emocionei tanto com uma eleição quanto na vitória de Dilma. Sim, nós podemos fazer desse país uma nação mais justa e mais feliz. E vamos fazer. Não viviam dizendo que o Brasil era o país do futuro? Pois o futuro chegou!

Responder

Cris sp

02 de novembro de 2010 às 08h34

Pessoal,
percebam como agora até a Globomentiras fez referencia as torturas que Dilma sofreu na época da ditadura, da sua prisão…fez até entrevista com amigos de prisão.
Fico impressionada com a cara de pau…poque não esclareciam isso antes…que ela não foi guerrilheira no sentido destrutivo da palavra e sim de lutar por ideais. Muitas pessoas receberam emails com uma caracterização horrível de seu passado…e só hoje eles podem ter certeza que não foi assim.

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    Baixada Carioca

    02 de novembro de 2010 às 21h42

    Eu acho Cris que todo esse material já estava pronto quando foram tentar encontrar alguma coisa que pudesse comprometer Dilma. Então, na medida em que aparecia o material, foram descobrindo que a biografia dela era invejável e sua trajetória de vida, se divulgada, lhe daria uma vitória rotunda.
    Guardaram a sete chaves.

Com a palavra a primeira presidenta do Brasil: Sim, nós mulheres | Maria Frô

01 de novembro de 2010 às 21h41

[…] Fiz uma breve apresentação ao pronunciamento da primeira presidenta do Brasil, hoje, no blog da mulher, no Viomundo: Dilma Rousseff: “Sim, a mulher pode“. […]

Responder

Alex Gonçalves

01 de novembro de 2010 às 20h17

Não acredito que Dilma vai dar entrevista pro JN…

Responder

    Nathália de Tarso

    02 de novembro de 2010 às 09h59

    Mas tem que dar, Alex, ela agora é presidente do Brasil e o PIG vai ter que engolir ela. Tem coisa melhor que essa?

    Baixada Carioca

    02 de novembro de 2010 às 21h45

    Na hora que vi a entrevista, fiquei p… Daí minha mulher disse: "agora é que ela tem que ir lá mesmo. Imagina! Chegar lá, de cabeça erguida, com um triunfo sobre o papa, sobre a mída, sobre a mentira, sobre o preconceito e sobre esses globais arrogantes! É para dar um tapa sem lhes tocar a face." Adorei! Aceitei numa boa.

Alex Gonçalves

01 de novembro de 2010 às 19h50

O discurso de Dilma foi maravilhoso. Não queria poluir os comentários com negatividade, mas o do Serra foi assustador. Cheio de ódio, rancor e preconceito.

Dá pra ver quem é quem, de verdade.

Responder

Renata Cristiane

01 de novembro de 2010 às 18h38

Eu tb chorei! Chorei pq temi q o P.I.G e esses partidos de direita pudessem reverter a vontade do povo e manipular as massas num momento imperdível da História das Mulheres. Me emociono qdo penso na trajetória da Dilma. Representa uma geração q enfrentou a ditadura e hje tem legitimada a luta de outrora.
Sim, a mulher pode!
Feminista na alma a gente conhece assim, decara!
Obrigada Dilma, por todas nós e obrigada as companheiras que levaram ela até lá…

Responder

Gustavo Pamplona

01 de novembro de 2010 às 18h35

Quero que vocês acompanhem o PIG esta semana… Vocês vão notar que alguns assuntos como

– Caso Erenice Guerra
– Sigilo fiscal dos tucanos quebrado
– Aborto e outras bobagens religiosas

Num passe de mágica… eles desaparecerão

Responder

    SôniaG.

    01 de novembro de 2010 às 23h18

    Não Pamplona. O kamel e simpson tiveram a desfaçatez de colocar o caso Erenice, com imagem dela, quando recepcionavam a PRESIDENTE DO BRASIL naquele antro de hipocrisia. Isso…depois da entrevista escelente à Record, em sua casa.

    Gustavo Pamplona

    02 de novembro de 2010 às 02h57

    É Sônia… eu percebi isto também… mas esquenta a cabeça com isto não… o Kamel não pode fazer mais nada, acabou a eleição (hahhahahahhaa) E o Serra está clinicamente morto também, só falta o vampiro se recolher no caixão e nunca mais levantar… (hahahahhahahhahhaah)

    E eu assisti a entrevista da Record também, gostei das duas, a Ana Paula e a querida Adriana Araújo a entrevistando.

Marco Aurelio

01 de novembro de 2010 às 16h16

A Conceição deve lembrar da Professora Elisabeth Sousa Lobo(falecida mulher de Marco Aurélio Garcia).Ela batalhou muito pela participação das mulheres nas candidaturas dentro do PT.
Foi minha mulher quem disse,ontem,ao chorar quando Dilma disse a frase "A mulher pode" e ao se lembrar da antiga professora dela na UNICAMP.
Um grande abraço da Socorro,Conceição Oliveira!!!!

Responder

    Conceição Oliveira

    01 de novembro de 2010 às 19h03

    Claro que lembro, Beth Lobo, esposa do Marco Aurélio Garcia, quantas vezes pegamos carona juntas com a professora Clementina e Silva Lara durante o mestrado na Unicamp.

    Socorro como todas as mulheres de fibra neste país vibraram e se emocionaram como eu ontem, e certamente se lembraram de guerreiras como Beth Lobo.

    Sua morte trágica foi uma perda para todos nós, mas de algum lugar entre os justos Beth deve ter comemorado conosco.

    Mande meu beijo a minha querida amiga, Socorro Rangel, Marco.

    Marco Aurelio

    01 de novembro de 2010 às 20h28

    Ontem eu enchi minha mulher de beijos por causa da Dilma,Conceição.E ela nem ficou com ciúmes!!KKKK!!!

Solange

01 de novembro de 2010 às 15h38

Azenha,
Aproveitando o tema do preconceito contra a mulher, queria aproveitar para comentar o preconceito regional, de ordem até separatista, que observei no Twitter. E gostaria até de sugerir uma análise sua sobre essa grande tuitação que houve entre ontem e hoje com as ashtags Norte/Nordeste , Sul/Sudeste, #nordestisto (não faço ideia porque a palavra foi escrita assim), #orgulhodesernordestino, entre outras.
É incrível como a internet , especialmente o Twitter, serve de espelho tão transparente e espontâneo dos nossos
dos nossos preconceitos normalmente escondidos sob o signo do politicamente correto.

Não sei se é porque cheguei há pouquíssimo tempo nessa rede social ainda tão novinha, mas já tão integrada com os jovens de hoje, mas sinto uma certa surpresa diante da falta de máscara e despojamento com que principalmente eles, os mais jovens, colocam suas opiniões, propagam suas ideias e desferem seus golpes verbais nesse campo aberto de lutas que é a internet.

Se, por um lado, acho ótimo que o twitter acabe servindo de espaço de revelação explícita de opiniões, sem o horroroso recurso à mascara social do politicamente correto que tanto pressiona nossas pobres e mortais vidas ultimamente, por outro o que vejo é aterrador. As pessoas declaram um ódio ao outro, uma xenofobia, uma aversão ao diferente em que não se mede consequências dos verdadeiros crimes cometidos com os aparentemente inofensivos (e tão rasos) 144 caracteres da digitação. Mensagens de ódio contra nordestinos, incitando até mesmo a violência apareceram facilmente nas buscas mais simples que fiz para entender o porquê da recorrência dessas tags nos TTs.

Entrei no Twitter para acompanhar a eleição, pois me pareceu um espaço interessante de "ouvir" e emitir "vozes", de entender ou pelo menos visualizar as "dissonâncias". Mas hoje me vejo um tanto assustada com essa sinfonia escancarada de intolerância, ódio, incompreensão do outro.

Sei que esses sentimentos sempre existirão. Meu susto é por causa de tantos ecos em tão pouco tempo, por tão joves vozes.

Responder

    Conceição Oliveira

    01 de novembro de 2010 às 19h04

    Solange eu acabei de fazer um post sobre este assunto, mas não no blog da mulher, no Maria Frô: http://mariafro.com.br/wordpress/?p=21285
    Um abraço

    Solange

    02 de novembro de 2010 às 11h32

    Olá, Conceição! Li seu post e fiquei muito preocupa com esse tal Manifesto de Jovens Paulistas.

    Conceição Oliveira

    02 de novembro de 2010 às 14h41

    O manifesto é só reflexos dos discursos que vemos na boca de políticos de extrema-direita. Tem um comentário lá no post que vale uma leitura atenta sobre o mito do paulista trabalhador versus os demais vagabundos migrantes (como se os nordestinos de São Paulo não fossem trabalhadores), o autor do comentário reproduz o discurso de um político sulista na campanha. É fascista.

    Acrescente aí a fala de Serra culpando os migrantes pelos baixos índices de rendimento educacional de São Paulo ou Afif dizendo que São Paulo é o estado que sustenta os vagabundos dos demais estados…

    Este preconceito regional é retro-alimentado pelo discurso da direita há pelo menos um século. Se no início do Século XX Guilherme de Almeida culpava negros e italianos das desordens da cidade excludente, em meados do XX vemos o mito do Bandeirante ser reconstruído e fortalecido em outro mito, o da elite quatrocentona versus todas as classes populares.

Geraldo

01 de novembro de 2010 às 15h38

Dilma ganhou do Oiapoque ao Chuí.
É sério.
No Oiapoque fez 70% a 30%
E no Chuí fez 55% a 45%
http://eleicoes.folha.uol.com.br/2010/2turno/apur

Responder

    Leopoldo

    04 de novembro de 2010 às 22h34

    Bateram tanto que quem elegeu a Dilma foi o nordeste. Comprova-se que mesmo sem os votos do norte e do nordeste do Brasil, Dila se elegeria.

Fernando

01 de novembro de 2010 às 14h00

Se tiver algum amigo reaça que sempre te enche o saco, mande esse texto pra ele: http://pud.im/f4c

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