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Cynara Menezes: “Não viemos ao mundo para sermos primeiras-damas resignadas em permanecer nos bastidores”


13/10/2010 - 18h39

Por Conceição Oliveira do Blog Maria Frô, twitter: @maria_fro

Reproduzo artigo da Jornalista Cynara Menezes sobre duas mulheres alçadas ao cenário político por seus maridos e que andam retrocedendo a luta feminina ao século XIX.

Cynara faz alguns apontamentos a partir de sua experiência como jornalista na cobertura política e sua especialidade em ‘primeiras-damas’, o foco de sua análise comparativa é Mônica Serra e Weslian Roriz com uma primeira-dama que repudiou este papel: Ruth Cardoso.

Após ler o artigo fica-me uma questão: no imaginário de Mônica Serra e Weslian Roriz a autonomia de Dilma Rousseff, o fato de ela mostrar na campanha que é um sujeito histórico, com propostas políticas, com conhecimento do que fala e não é ‘um poste’ como os maridos machistas das primeiras e seus partidários costumavam se referir à candidata do PT, de alguma forma diminui a masculinidade de seus companheiros? Se a hipótese proceder, será que a psicanálise explica?

O levante das Amélias pitbull

Por: Cynara Menezes, na Carta Capital

13 de outubro de 2010 às 10:13h

Weslian Roriz e Mônica Serra: lutando pelo direito das mulheres de serem só primeiras-damas. Por Cynara Menezes. Foto: Agência Brasil/Sérgio Lima/ Folhapress

Em novembro de 1994, fui cobrir a participação de Ruth Cardoso, esposa do presidente eleito Fernando Henrique, no congresso da Anpocs (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais), que até hoje acontece em Caxambu, Minas. Depois de flanar durante o dia por entre as mesas-redondas e palestras, dona Ruth sentou-se à beira da piscina do hotel, com seus amigos intelectuais, para fumar um cigarrinho e tomar um drinque. Ali vi que era o tipo de mulher a admirar: inteligente, independente, interessante. Eu nunca votaria no marido dela para nada, mas dona Ruth era a perfeita primeira-dama. Termo, que, coerentemente, odiava.
Sou uma espécie de especialista em primeiras-damas. Sempre que estive em Brasília cobrindo política, elas eram “minha área”. Fui a primeira jornalista do país a entrevistar Rosane Collor após a vitória em 1989, e depois da posse, em 1990. Collor foi substituído por Itamar Franco, que era divorciado. E então veio dona Ruth. Claro que a discreta antropóloga foi um sopro de civilidade diante da moça simplória, cuja característica mais marcante era combinar a bolsa com os sapatos. E que achava ser primeira-dama “bárbaro”. Com Lula chegou dona Marisa Letícia que, pena, optou por ser silenciosa. Mas, com exceção da estrela sem noção que quis pôr nos jardins do Alvorada, nada fez que pudesse me envergonhar como cidadã.

Dona Ruth foi de longe a mais completa das primeiras-damas, mas ainda assim era primeira-dama, não presidente. E vejam só. Agora que se desenha a possibilidade de termos finalmente uma mulher no cargo máximo da Nação, e não um apêndice – admirável ou não -, eis que duas integrantes do sexo feminino saem da sombra onde se achavam para colocar as brasileiras “no seu devido lugar”, com a mensagem subliminar de que não nascemos para presidir, e sim para sermos eternamente primeiras-damas. No máximo, vice-presidentes, cargo que Rita Camata topou ocupar ao lado de José Serra em 2002. Presidente, não. Se ser primeira-dama é tão bom, toda a glória e nenhum poder…
Não consigo ver diferenças profundas entre Weslian Roriz e Monica Serra. Deveria, pois enquanto a primeira é a típica mulher “do lar” da geração de nossas mães, a segunda esteve exilada com o marido no exterior, estudou em universidades norte-americanas, tem até doutorado. Do jeito que tem se posicionado, foi uma surpresa para mim descobrir isso – sinceramente, pensava que era apenas uma ex-bailarina e dona-de-casa. O caso da sra. Roriz é sem dúvida mais grave: ela quer se tornar governadora para continuar a ser primeira-dama! Já Monica quer ser primeira-dama, e basta. Alguém duvida, porém, que faria o mesmo pelo “Zé” se ele, por alguma razão, pedisse? Que se lançaria às feras de uma eleição, como Weslian, para agradar ao marido?

O tipo de fidelidade canina de Monica é idêntico ao da mulher de Roriz. Como Amélias pitbull, ambas são capazes de atacar quem quer que seja na defesa do macho da casa e da instituição familiar. Ambas se dizem católicas fervorosas. E ambas apelam para o aborto para tentar derrotar os adversários dos maridos. No debate do primeiro turno na Globo do Distrito Federal, a “doce” Weslian virou-se para Agnelo Queiroz, do PT, e, em vez de responder à pergunta que lhe foi feita, leu seu papelzinho: “Ah, o sr. é comunista, não acredita em Deus! Então, é a favor do aborto ou não?” Monica recebeu a incumbência, ao lado do vice Índio da Costa, de atiçar pastores e padres para que associem Dilma Rousseff a valores condenados pela igreja. Nas palavras da candidata a primeira-dama, Dilma “gosta de matar criancinhas”.

Tanto o comportamento da mulher-laranja, que ocupa o lugar do marido ficha-suja, como o da mulher que assume a estratégia mais rasteira da campanha para deixar a figura do esposo imaculada me parecem igualmente desprezíveis. Weslian e Monica encarnam a perfeita antítese dos quase 50 anos de movimento feminista no mundo. Quem diria? Em pleno século 21, após tantas lutas e conquistas, surgem do nada duas mulheres sem brilho próprio para impor, em Brasília e no Brasil, uma moral arcaica, retrógrada, em que aborto não é um problema de saúde pública, mas religioso.

E o pior, para insinuar que nosso papel deve continuar a ser subalterno, subserviente, que não estamos “preparadas” para sermos presidentes. Não é assim que fala a propaganda do maridão de Mônica? O mais engraçado é que a ação delas se dá justamente diante da perspectiva de passarmos quatro (ou oito) anos sem ter primeira-dama alguma. É como se Weslian e Monica estivessem à frente de um levante de felizes e ferozes donas-de-casa preocupadas em salvaguardar a existência de um cargo por si – Ruth Cardoso tinha toda razão em abominar o termo – meio patético.

Somos iguais aos homens. Não somos maiores, mas não somos menores. Não nascemos para servir – embora, gentis, gostemos de servir. Não fomos feitas para nos submeter a tudo que os homens querem, nem os nossos homens. E não viemos ao mundo para sermos primeiras-damas resignadas em permanecer nos bastidores, na cozinha, ou, na melhor das hipóteses, servindo de peça de enfeite, ornando poderosos. Estamos, sim, preparadas para estar no comando do país.

A postura de Weslian Roriz e Monica Serra me causa indignação e estou segura que indignaria Ruth Cardoso, se fosse viva. Sobre o aborto, aliás, ela declarou em 1999, em entrevista no programa Roda Viva: “Eu acho que se deve garantir o direito às mulheres de usarem ou não essa possibilidade”. Não surpreende que pensasse assim. Dona Ruth não era nenhuma Amélia.

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40 comentários

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Nem a presença de duas candidatas competitivas nas eleições presidenciais impediu a mídia de julgá-las pelo aspecto físico | Viomundo - O que você não vê na mídia

24 de agosto de 2011 às 14h41

[…] a mulher pode” Sobre a hipocrisia eleitoral: Mônica Serra e a ‘assassina de criancinhas’ Cynara Menezes: “Não viemos ao mundo para sermos primeiras-damas resignadas em permanecer nos bas…Maitê Proença fazendo escola entre os machos selvagens Maitê Proença ataca de novo: “machos […]

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Fátima Ilha

21 de outubro de 2010 às 17h52

A Monica Serra sumiu? As mulheres jornalistas que apoiam o Serra poderiam interceder pela Monica Serra e Senhora Roriz que agora nem fala só acena, tenho duvida se a mão é dela mesmo.

Responder

Fátima Ilha

21 de outubro de 2010 às 16h28

O constrangimento que o Serra e o Roriz fizeram as suas respectivas mulheres passarem não seria o caso de acionar a Lei Maria da Penha?

Responder

Vandeilton F. Sousa

16 de outubro de 2010 às 22h16

Dilma pode ser a nossa Anita renovada, contemporânea, para lutar contra os preconceitos dos últimos fascistas e hipócritas de plantão.

Responder

Marcelo de Matos

15 de outubro de 2010 às 07h39

Não estou entendendo mais nada. Dona Mônica acusa Dilma de "matar criancinhas" e ela mesma fez aborto? É o que mostra o http://correiodobrasil.com.br/ex-alunas-de-monica

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clarice

15 de outubro de 2010 às 00h54

A Mulher do Serra é, ou foi, professora universitária, tem doutorado, poderia fazer uma imagem mais independente, tipo dona Ruth. Mas a campanha do próprio Serra optou por colocá-la nesse papel. Não dá pra saber quem ela é de verdade, o que sabemos é que o Serra tem mesmo essa postura sexista, quando conheceu seu vice foi perguntar se ele tinha "namorado" a Cicarelli, dá em cima da repórter do CQC e deve estar furioso com a hipótese de ver uma mulher como presidente do Brasil!!!

Responder

Mariana Rodrigues

14 de outubro de 2010 às 22h15

Conceição,

Gente, não dá mais para fazer de conta que um fato não é um fato. Está num jornal. Dá para apurar mais?
Caiu na rede não é mais só um boato sem fonte.
* "Monica Serra já fez um aborto e sou solidária à sua dor", afirma… http://correiodobrasil.com.br/monica-serra-ja-fez
* Ex-alunas de Monica Serra confirmam relato sobre aborto http://correiodobrasil.com.br/ex-alunas-de-monica

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    Conceição Oliveira

    15 de outubro de 2010 às 08h12

    Estou acompanhando.
    De todo modo, fica-me a questão: para além de comprovar mais uma hipocrisia desta campanha de submundo, o que enriqueceria o debate?

Rogerio Rais

14 de outubro de 2010 às 19h18

Seria interessante repercutir essa história…
Seria interessante repercutir essa história…

CONSTRANGEDOR: DOIS MOMENTOS NA VIDA DE MONICA SERRA
Ex-alunas de Monica Serra confirmam relato sobre aborto
Correio do Brasil –14/10/2010 15:06
Monica Serra optou por não se pronunciar sobre relato de ex-alunas
Alunas da então professora de Psicologia do Desenvolvimento aplicada à Dança, no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Monica Serra, confirmaram nesta quinta-feira estarem presentes à aula em que a mulher do presidenciável tucano, José Serra, relatou ter sido levada a interromper a gravidez, após quarto mês da concepção. A coreógrafa Sheila Canevacci Ribeiro revelou o fato após o debate realizado domingo, na Rede Bandeirantes de TV, em sua página na rede social Facebook.

Responder

Josnei Di Carlo

14 de outubro de 2010 às 16h27

As Amélias pitbull estão mordendo Dilma para ver o quanto conseguem sangrá-la. O sangue de Dilma está atiçando a fome dos fascistas.

Responder

Liu

14 de outubro de 2010 às 15h53

Me chamou muito atenção não só do comportamento, mas até da estética dessas dos. Maior cara de Amélia. Figurinos de matronas que esquentam a barriga no fogão.
Sem querer desmerecer as donas de casa, mas essas duas, parecem realmente querer conquistar o voto das Amélias que se sentem inibidas por ver no poder a imegem de uma mulher que é o oposto delas

Responder

Ely

14 de outubro de 2010 às 15h47

Eu não entendo porque não tem nenhum movimento para conter esses estragos, que essas mulheres estão fazendo,eu nunca vi tanta hipocrisia na minha vida. Tenho esperança que as mulheres acorde e sinta que essa pureza e santidade é uma farsa só para ganhar a eleição.

Responder

Franz

14 de outubro de 2010 às 11h01

Gente. respeitem o cidadão Jose chirico serra QUEM PROVA QUE ELE NUNCA CUMPRIU O QUE PROMETEU E QUE ELE E SUA ESPOSA SÓ FALAM A VERDADE?

Responder

Franz

14 de outubro de 2010 às 10h53

Interessante, como " um poste"foi capaz de provocar tantas amélias a sairem da escuridão e tentarem ser famosas como 1ª dama. CAUSA-ME DÓ, perceber que pessoas simples ainda acrditem em SM de 600 do zepromessa que não cumpre

Responder

valdeci elias

14 de outubro de 2010 às 10h40

Aqui na repartição que trabalho, a maior oposição a Dilma, vem das mulheres. É incrivel , más é verdade.

Responder

    Lênin

    14 de outubro de 2010 às 18h12

    Não sei se você é de Sp, mas aqui vejo três questões que as pessoas levantam contra a Dilma.__1° O fato dela ser do PT, que nas classes média para cima, tem altas taxas de rejeição (especialmente com pessoas com mais de 40 anos de idade);
    2° Construiram uma imagem de "Guerrilheira Louca" dela aqui em SP;
    3° Muita gente nunca ouviu falar nela.

Klaus

14 de outubro de 2010 às 09h07

Para combater Monica Serra e Weslian Roriz nada melhor que Dilma Roussef, uma mulher que por seu próprio esforço, sem se apoiar em homem nenhum, disputa a presidência de seu país.

Responder

nina

14 de outubro de 2010 às 08h42

Interessante. ,muito interessante….o marido da D. Mônica, com doutorado ou não,
não é graduado em nada…..nadinha e isso é fácil de ser provado.Mas só tem impor-
tância pq ele mente à esse respeito…..assim como faz comentários infelizes do tipo:
pode ter amante, mas sem publicidade….aiaiai

Responder

Marat

14 de outubro de 2010 às 07h26

Elas são pitmadames fúteis e inúteis, ou melhor, não tão inúteis: servem de mau-exemplo!

Responder

neide

14 de outubro de 2010 às 03h42

A avaliação dessas duas mulheres por essa jornalista é grosseira e estúpida com as mulheres que exercem o papel de dona de casa, não trabalhar fora de casa não significa submissão e servilismo ao homem, a mulher pode querer cuidar da família tempo integral e manter suas posições coerentes com o que pessoalmente acredita, estar como dona de casa não faz de ninguém um despersonalizado.
A posição que essas duas mulheres exercem nessa campanha não é nem um pouco pior que o papel de capacho que faz uma multidão de jornalistas conhecidos em relação aos patrões.
Assumir papel humilhante na vida não tem nada a ver com o fato de pessoa ser dona de casa ou não, é sim uma questão de caráter. Elas não conseguiriam viver tantos anos com esses homens se não fossem parecidas ideologicamente com eles.

Responder

Lênin

14 de outubro de 2010 às 02h03

Texto muito bom!
Infelizmente é essa a imagem que se vende da mulher na política, ótimas primeiras damas.
Que horrível.
Pelo menos a vitória da Dilma vai começar a quebrar com essa mentalidade.
Uma mulher na presidencia do Brasil, será uma grande vitória para a igualdade, para a valorização da mulher na sociedade e na política brasileira.
Não vejo a hora da Dilma ganhar (apesar que o PT tem que ficar esperto com o crescimento do Serra).
Será uma pena se o Serra ganhar.

Responder

    Margareth

    14 de outubro de 2010 às 13h18

    A mentalidade começou a ser quebrada há tempo, com Erundina, Ângela Amin, Marta Suplicy, Benedita e Yeda Crusius.
    Q q mudou?

    Juliana Paiva

    14 de outubro de 2010 às 16h29

    Falta mudar bastante ainda, o feminismo existe e é necessário até hj justamente pq, ao acontrário do que diz a Mônica Serra, a questão de gênero não foi superada.

    A eleição/releição dessas mulheres , pra ficar apenas em 1 exemplo, muda o óbvio: mulheres no poder.

    Não precisamos recuar mto na hist. do país para ver quadros exclusivamente masculinos nos 3 poderes. Obviamente, a grande desproporção atual não é o ideal nem o q almejamos. No entanto, Erundina, Janete Pietá, Marta Splicy, etc. nos garante q haverá mulheres pensantes e feministas nas discussões e votações q virão cujas pautas nos afetam diretamente. Por exemplo: legalização do aborto.

    Estamos a um passo de ter uma mulher como Chefe do P. Executivo. Por si só, uma presidente agora é um fato gigantesco e incomparável… no país onde o feminicídio mata 10 mulheres/dia ainda precisamos amplificar bastante as imagens positivas se queremos e lutamos por uma sociedade efetivamente igualitária.

    Lênin

    15 de outubro de 2010 às 17h36

    Juliana,
    Concordo com tudo que vc disse, principalmente no ponto da mentalidade das mulheres que assumem os cargos políticos (Marta e Erundina, por exemplo)
    Por isso acho fundamental a vitória da Dilma, pois pode ser o início da ampliação das imagens positivas e ela me parece ser favorável à discussão de problemas como o aborto.
    Fora que se ela ganhar é torçer que nada de traumático ocorra no governo dela, senão a imagem de presidente mulher pode ir água a baixo.
    Não pode acontecer com ela o que aconteceu com a Zélia Cardoso de Mello, que errou no seu plano, mas não foi a única a errar no ministério da fazenda (quem não se lembra dos planos Bresser ou dos planos do Delfim Neto?).
    A diferença é que eles erraram e continuam com status. Já a Zélia é chamada de economista de 5° categoria e teve que sumir do mapa.
    Converso com amigas economistas e professoras de economia sobre este assunto, e a opinião delas é a mesma: A profissão de mulher economista ficou marginalizada depois da Zélia..

    Juliana Paiva

    16 de outubro de 2010 às 09h28

    No entanto, mesmo sem saber como e em que grau exatamente, uma mulher na presidência não animará apenas a militância feminista. Servirá tb como uma imagem poderosa e contundente p/ novas gerações. Pq uma coisa é dizermos às nossas crianças "menina pode, sim" enquanto ensinamos a elas uma História nacional exclusivamente masculina e oferecemos no presente uma sociedade inegavelmente machista.
    É mto difícil fazer ecoar a msg de igualdade de gênero qdo esta ainda está bem longe do real/cotidiano das novas gerações.
    Para além da continuidade de um projeto de país mais justo e democrático, Dilma nos abrirá essa perspectiva. Um 'efeito colateral' extremamente importante, no meu enteder.

    Lênin

    17 de outubro de 2010 às 03h47

    É uma chance de ouro a eleição da Dilma!!
    É torçer pela vitória dela!!

    Juliana Paiva

    16 de outubro de 2010 às 09h29

    É isso ai, Lênin! :)
    Claro que o principal e óbvio nessa questão é o q vc mto bem explicou, quebrar o paradigma patriarcal e aumentar a participação das mulheres em todas as esferas de poder.
    Isso leva tempo e não depende exclusivamente de uma mulher no cargo máximo…a questão de gênero não faz parte do currículo escolar, por exemplo; as pautas feministas engatinham no Brasil onde não garantimos sequer a integridade física das mulheres. (cont.)

    Lênin

    15 de outubro de 2010 às 19h20

    Mesmo por que Juliana, não dá para mudar um paradigma de uma sociedade de uma hora para outra. É necessário décadas para se quebrar um paradigma, especialmente para a mal-educada (no sentido da qualidade da educação) população brasileira.Cá entre nós, quase tivemos um 2° turno só de mulheres!! Quando poderiamos imaginar isto à uns 4 anos atrás??
    E nas próxima eleição é provável que a Heloisa Helena concorra (já imaginou, três mulheres, com chances de vencer a disputa presidencial?)!! Como vc mesmo apontou, a Marta e Erundina foram eleitas (o que foi ótimo, concordo inteiramente com vc)!!! Eu também adoraria ver somente políticas feministas pensantes eleitas, mas a sociedade ainda não aceita muito bem. Eu adoraria ver a Marta governadora de SP, por que ela é uma política pensante e muito boa gestora pública. Mas antes disto é necessário uma QUEBRA com Q maiúsculo, uma presidente mulher!! Se tudo der certo no governo Dilma a aceitação de mulheres na política vai melhorar e MUITO!!! Inclusive a aceitação de políticas feministas pensantes.

    Lênin

    14 de outubro de 2010 às 17h03

    O que mudou foi a presença da Dilma como candidata à presidente e liderando as pesquisas (tudo bem, tem a ligação com a imagem do Lula, mas uma mulher liderando as pesquisas é uma grande vitória).
    O que mudou foi a Heloisa Helena candidata a presidente na eleição passada.
    O que mudou foi a Marta eleita como Senadora.
    O que mudou foi o fato de MULHERES receberem votos de homens também.
    O que mudou foi 20% dos votos na Marina (as pessoas poderiam votar em branco, nulo ou nos outros).
    O que mudou foi quase 70% da população votando em mulheres para presidente (fato único e maravilhoso na história do país).
    Mas ainda falta uma quebra de verdade, Margareth, uma que não deixe mais dúvidas: "Uma mulher presidente".
    Falta uma mulher ocupar o cargo mais importante do país!!!
    Concordo que a mentalidade começou a ser quebrada já faz um tempo, mas falta uma QUEBRA com Q maiúsculo.

Mariana Rodrigues

13 de outubro de 2010 às 23h04

Bergamo: Pesquisa indica que eleitor não aceitou bem Serra não ter defendido a mulher
DE SÃO PAULO

As pesquisas qualitativas tanto da campanha de José Serra (PSDB) quanto da de Dilma Rousseff (PT) revelaram que o eleitor não aceitou bem o fato de Serra não ter defendido a mulher, Monica, quando a petista a acusou de participar de uma campanha de difamação ao declarar que Dilma é a favor de "matar criancinhas", informa a coluna Mônica Bergamo, publicada nesta quarta-feira pela Folha (a íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Na segunda à noite, o programa de Serra saiu em defesa da ex-primeira dama de SP.

Na saída do debate da Band, Serra minimizou o fato de não ter respondido, no ar, ao ataque de Dilma a Monica Serra. "Defender de quê? De uma besteira dessas?", disse ele à coluna.

Responder

    Franz

    14 de outubro de 2010 às 10h20

    Faça-se justiça a serra, ele Está Certíssimo, o Desempenho da mônica Pit-Lul, não merece defesa, até porque, com essa fome para se chegar à primeira dama, ela tem que se lançar,se doar, como ela não tem o que doar, pelo menos, algo de nobre a sugerir, então, só é capaz de participar com sofismas desta natureza. Agora, está explicada a aparência de mal-amado, d serraabaixo.Franz

    Franz

    14 de outubro de 2010 às 10h40

    Essas senhoras , autênticas améllis pitbul querem se empoleirar nos palácios, não tem representatividade junto a
    sociedade trabalhadora; os verdadeiroos proprietários do país. Está chegando a hora :Vamoos gente, elçeger a Presidente
    DILMA VAMOS ESMAGAR ESSES PIÔLHOS!! OBRIGADO LULA!!

O medo sobre a esperança |

13 de outubro de 2010 às 22h39

[…] são, mas acessórios de seus maridos como a jornalista Cynara Menezes bem escreve no artigo O levante das Amélias Pitbulls. O fato dos papéis protagonizados por Mônica e Weslian serem o retrocesso do retrocesso na […]

Responder

Marcos

13 de outubro de 2010 às 22h30 Responder

monge scéptico

13 de outubro de 2010 às 21h26

Vão dar um abraço num mandacarú e, logo sairão dos bastidores para as primeiras páginas.
Sabemos que por trás de invertebrado, pode existir uma mulher. Porém, não é essa mulher
que almejamos; queremos a companheira, inteligente, com quem se possa discutir a vida em
pé de igualdade.
Essas senhoras que querem se empoleirar nos palácios, não tem representatividade junto a
sociedade trabalhadora; os proprietários do país.
DILMA VAMOS ESMAGAR ESSES PIÔLHOS!! OBRIGADO LULA!!

Responder

Ana Maria

13 de outubro de 2010 às 21h13

Essa raivosa não merece comentário, mas Dilma tem que mostrar em seu programa a reportagem que fraga a raivosa falando o que falou , e mais chamando bolsa família de Bolsa vagabundo

Responder

mariazinha

13 de outubro de 2010 às 20h54

Realmente estas duas Amélias sem educação e malcriadas, denigrem a imagem das mulheres, até da Amélia que era mulher de verdade. Tenho certeza que aquelas, só defendem seus status; a Amélia de verdade, ama seu homem, independente de seu status.

Responder

william porto

13 de outubro de 2010 às 19h52

É perfeitoo apelido: amélias pit bull. A dona mônica ainda tem um agravante: o cocozinho das matronas de direita. A acusação fascista que ela ffez contra Dilma é algo que clama aos céus. Uma baixaria indigna. E o maridão ficou calasdo quando Dilma denunciou essa baixaria dele. De duas, uma: ou o cara está se lixcando para a defesa da esposa ou é barriga branca, tem medo da am´relia pit bull. Mais ridículo de que as duas só quase genro de Cacciola, o tal indio de costas.

Responder

    Marat

    13 de outubro de 2010 às 22h49

    Endosso seus escritos!


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