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Diário da Resistência


O Santo, o demônio e a Globo
Reprodução de vídeo
Amor Nos Tempos de Cólera 19/09/2018 - 14h57

O Santo, o demônio e a Globo


Por Marco Aurélio Mello


por Marco Aurélio Mello

A pesquisa Ibope divulgada na noite de terça-feira revela muito mais do que números, sempre manipuláveis, dentro ou fora da margem de erro.

Revela que a Globo fez um escolha.

Na verdade, revela que a Globo ficou sem escolha.

E, na falta de escolha, o conglomerado de comunicação estendeu seus braços ao primeiro colocado, o #elenão.

Por uma razão simples, não há mais acordo possível com partidos e candidatos do campo popular e democrático.

O Santo

É claro que, se pudesse escolher, o candidato dos sonhos seria outro, o Santo.

Mas seu partido, golpista, não o ajudou.

Não o ajudou porque nas últimas eleições gerais, em 2014, o candidato deles, derrotado, um dos artífices do golpe, hoje desmoralizado por denúncias e cercado de desconfiança, já não consegue reunir 100 gatos pingados para lançamento de sua campanha a deputado federal por Minas Gerais, como foi no último fim de semana.

Um vexame.

Virou um zumbi, um cadáver político, num dos colégios eleitorais mais importantes do país.

O próprio presidente da legenda admitiu: apoiar o golpe jurídico-parlamentar-midiático foi um erro.

É a velha máxima: quem tem pressa, come cru.

Não ajudou também porque a elite intelectual do partido da social democracia nunca comungou, nem com sua caipirice, nem com seus vínculos com a Opus Dei, a extrema direita da igreja católica.

Os “intelectuais” do partido não aceitam também a falta de carisma do chamado picolé de chuchu.

Também pesam contra ele a derrota para Lula em 2006 e os escândalos de sua já desgastada gestão em São Paulo, com pelo menos três casos emblemáticos: o Metrô, o Rodoanel e a Merenda Escolar…

Na verdade, o partido vem rachado desde que seu inimigo número um, economista e ex-ministro da Saúde, passou a bombardear as pretensões políticas de seu colega.

Sem contar a ascensão do prefake, que trouxe o fisiologismo mais rasteiro para as hostes do partido.

O Demônio

A falta de escolha da Globo ficou clara, quando do encontro no Jardim Botânico, há três semanas.

É certo que os e donos da mídia levantaram uma bandeira branca para o candidato de extrema direita, desde que demarcado antecipadamente o território de convivência pacífica.

Por convivência pacífica entenda-se: mantem-se privilégios por um lado em troca de governabilidade, sobrevivência política e econômica por outro.

É o bom e velho “toma lá, dá cá”.

A Globo

A Globo hoje é refém dos interesses dos EUA, porque é lá que se investigam os escândalos do futebol.

Apesar da audiência, a emissora não tem mais credibilidade jornalística.

Isto fica claro ao conversar com as pessoas nas ruas.

Muitas identificam seus interesses comerciais sempre acima dos interesses dos cidadãos comuns.

A própria agenda da emissora deixa claro esses interesses: rentabilidade do capital financeiro (mantra: honrar contratos); transnacionais do petróleo (mantra: corrupção na Petrobras); transnacionais de alimentos (mantra: agro é pop) e não para por aí.

Sua pauta é reformista, desde que as reformas mantenham os privilégios.

Reformas Trabalhista, Previdenciária, Tributária, Política… todas elas excludentes.

Não há acordo nacional que traga eles de volta.

Ou há?

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5 comentários

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Rita

22 de setembro de 2018 às 16h51

Kkkkkkkkkkkkkkkk.Adorei Wanildo Alves

Responder

Edgar Rocha

21 de setembro de 2018 às 15h43

Marco Aurélio, haveria possibilidade de te enviar uma mensagem em-off (pessoal, um e-mail, coisa do tipo). É importante, estou procurando um contato de jornalista confiável. Sei que pode ser você. Seria possível?

Responder

Edgar Rocha

20 de setembro de 2018 às 20h45

Boa pergunta. Eu temo que haja acordo, Marco Aurélio. É cacoete da política nacional. Sobretudo da esquerda. Se por um lado a truculência da direita assusta e não pode ser aceita, por outro, o abafa conciliatório como definidor da própria política já se sedimentou nos outros setores. Ser político é negociar com o capeta, caso ele tenha algum poder. Jamais confrontá-lo e coloca-lo em seu lugar. Nesta história toda, as vítimas diretas e imediatas ficam à espera, aguardando a conversão do cramulhão e sua concessão magnânima de direitos por ele próprio sonegados.
A esta espera, aqui no Brasil, dão o nome de esperança.
Isto nunca deu certo, nunca dará e nunca irá colaborar efetivamente com os avanços democráticos sobre as instituições.

Responder

wanildo alves

20 de setembro de 2018 às 19h43

Se saiu na Globo, desconfie: Se acreditar, relinche!

Responder

    Hell Back

    21 de setembro de 2018 às 11h50

    Se relinchar, aguente a carga!


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