Jamil Chade: Mossad, EUA e jato suspeito — Flávio Bolsonaro era fantoche de interesses estrangeiros

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Flávio (à esq), Paulo Figueiredo (ao centro) e Eduardo (à dir) durante visita a Trump Foto: Reprodução Instagram Paulo Figueiredo
A decisão de serviços secretos de sair ao resgate do brasileiro não foi um ato de generosidade. A manobra apenas tinha como objetivo proteger seu ativo na região. Por Jamil Chade*, no ICL Notíciais Um ex-agente do Mossad envolvido na fuga. Alertas por parte de ex-agentes da CIA sobre o padrão usado para retirar Flávio Bolsonaro do país. Um avião sob suspeita de ligações com empresários mais que suspeitos. Uma manobra de desinformação e um desembarque num aeroporto que fez parte da história das intervenções da Casa Branca na América Latina. A operação para permitir que o ex-candidato derrotado na eleição brasileira deixasse o território nacional é reveladora. Se ainda existiam dúvidas para uma parcela da população sobre qual bandeira servia de referência para o clã Bolsonaro, essa manobra escancara o fato de que Flávio Bolsonaro ser, no fundo, apenas um fantoche de interesses estrangeiros no país. Não deveria ser uma surpresa o que foi revelado pela TV Globo neste domingo sobre os detalhes da operação. Afinal, o filho do ex-presidente golpista prometeu entregar as terras raras do país aos EUA, privatizar bens públicos, abrir mão da soberania nacional na defesa do território e ainda reposicionar o Brasil para alinhar sua política externa aos interesses americanos e israelenses. Se não bastasse, ofereceu formar uma equipe de transição com a participação do Departamento de Estado norte-americano, algo jamais visto na história do Brasil. Enquanto isso, se disfarçava de patriota, usurpando a bandeira e a camisa da seleção, como uma fantasia para enganar milhões de eleitores. Abusou do termo patriota, justamente como camuflagem do que poderia ter sido o maior ato de traição já registrado na alta cúpula da política nacional. A decisão de americanos e ex-agentes do Mossad de sair ao resgate do brasileiro não foi um ato de generosidade. A manobra apenas tinha como objetivo proteger seu ativo na região. Ao fugir com a ajuda de potências estrangeiras, Flávio Bolsonaro revelou quem de fato é: um títere destinado a entregar o país, em troca de chegar ao poder. Ao fugir com a ajuda de serviços secretos estrangeiros, o senador nos mostra o que nos esperava caso fosse eleito presidente. Um golpe que teria solapado, ao mesmo tempo, nossa democracia e nossa soberania. Foi disso tudo que nos livramos. *Jamil Chade é colunista do ICL Notícias. Percorreu mais de 70 países, cruzando fronteiras com refugiados, testemunhando crimes contra a humanidade, viajando com papas ou cobrindo cúpulas diplomáticas. Com seu escritório na sede da ONU em Genebra, foi eleito o segundo jornalista mais admirado do Brasil em 2025. Foi indicado 4 vezes como finalista do prêmio Jabuti. Ele é embaixador do Instituto Adus, membro do conselho do Instituto Vladimir Herzog e foi um dos pesquisadores da Comissão Nacional da Verdade. 

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