Jeferson Miola: Mídia normaliza gangsterismo bolsonarista na eleição
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Por Jeferson Miola, em seu blog
Esta é a eleição mais relevante para a sobrevivência da democracia brasileira e para a preservação da nossa soberania enquanto povo e nação.
Nesta eleição se escolherá não apenas o Presidente que assumirá o Palácio do Planalto no dia 5 de janeiro de 2027, mas se decidirá se continuaremos vivendo como uma sociedade regida pela [débil, ameaçada e insuficiente] democracia liberal, ou se passaremos a ser governados por uma autocracia fundamentalista e reacionária.
Está em jogo, também, se o Brasil continuará sendo um país soberano e independente, ou se será convertido num protetorado servil a Washington e submisso a Donald Trump.
A disputa presidencial não se dá entre dois candidatos equivalentes nos compromissos com a democracia e a soberania nacional, mas entre um dos maiores líderes democráticos do mundo contemporâneo, e um bandido que é filho do gângster que liderou a ORCRIM que planejou assassinar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes e perpetrar o golpe de Estado para continuar no poder.
Não há equiparação possível entre Lula e Flávio Bolsonaro: Lula é um estadista cuja biografia é mundialmente exaltada, ao passo que o gângster-filho não tem biografia, só ostenta uma extensa ficha criminal que percorre quase todo Código Penal.
Não há dúvidas sobre os retrocessos que Flávio Bolsonaro pretende impor com a maioria conquistada no Senado mais a expressiva representação parlamentar obtida na Câmara: será uma tirania da maioria.
Destruição é a palavra-chave do plano bolsonarista. Destruição do STF e do judiciário; dos direitos sociais, da soberania, da democracia, da liberdade de imprensa e de expressão.
Eleito, Flávio destruirá aqueles mecanismos de combate à corrupção implantados no governo Lula que revelaram esquemas criminosos de bolsonaristas no INSS, Master, Refit e livrará os implicados nos crimes – ele próprio, os ministros do STF e de outros tribunais, empresários, o apresentador da Globo, gente da Faria Lima e, óbvio, o Daniel Vorcaro.
Flávio não esconde que seu modelo é um combo das experiências ultradireitistas que reúnem o que há de pior: a autocracia de Viktor Orbán, da Hungria; o regime de exceção de Bukele em El Salvador; e a demolição ultraliberal do argentino Javier Milei.
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Apesar, no entanto, disso tudo e dos enormes riscos de expansão do crime e do banditismo que a eventual eleição de Flávio representa, a mídia dominante normaliza o gangsterismo bolsonarista e equipara Lula e o gângster-filho como faces de uma mesma moeda democrática.
É uma escolha irresponsável e inadmissível da chamada grande mídia, que finge agir com isenção e imparcialidade jornalística para mascarar sua verdadeira tomada de posição.
Essa falsa simetria esconde o engajamento das famílias proprietárias dos grupos de mídia com a eleição do Flávio Bolsonaro. O jogo sujo da Globo na entrevista do Jornal Nacional, assim como o crime da Veja com o áudio falso do Vorcaro são duas fortes evidências dessa escolha da mídia hegemônica.
Na realidade, o ódio antipetista, que no fundo é a expressão do ódio ao povo brasileiro, é o motor dessa mídia vomitável e asquerosa que não hesita em afundar o Brasil no precipício fascista e reacionário se for preciso para bloquear um governo petista que promova políticas distributivas, de igualdade e justiça social.
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