Ângela Carrato: O que o Grupo Globo esconde sobre o aumento dos preços dos combustíveis
Tempo de leitura: 10 min
Por Ângela Carrato*
Mesmo não tendo nada a ver com a absurda guerra de Trump e de Netanyahu contra o Irã, o governo Lula está muito preocupado com seus efeitos para a economia brasileira e, sobretudo, para a vida da população.
Já nos primeiros dias da guerra, adotou uma série de medidas emergenciais e diplomáticas frente à crise. Medidas que envolvem bilhões em crédito pelo BNDES para exportadores, isenção de impostos federais sobre o diesel, tributação de 12% sobre a exportação de petróleo e fiscalização de preços nos postos.
Apesar da gravidade da situação, inúmeros dos 8 mil postos existentes no país estão se aproveitando da crise para aumentar o preço do combustível, o que atinge diretamente o bolso do consumidor, projeta alta geral de preços e da inflação.
Além da ganância dos donos dos postos, também as redes sociais de extrema-direita entraram no assunto, espalhando mentiras de que os combustíveis vão faltar.
Sabe-se também que a extrema-direita estava por trás da tentativa de mobilizar os caminhoneiros para uma greve nacional. Algo gravíssimo, especialmente neste momento e num país movido pelo transporte rodoviário.
O governo Lula agiu rápido, houve negociação com os caminhoneiros e o risco de greve foi debelado.
A mídia corporativa, que tem dado tanto destaque à guerra, ignorou tudo isso. Finge desconhecer os esforços do governo Lula e, sobretudo, se mostra criminosamente calada diante de aumentos abusivos, que em muitos locais ultrapassam 100%.
Não é explicado para a população porque mesmo a Petrobras tendo baixado o preço em suas refinarias, o valor cobrado pelo litro da gasolina, do diesel e até do etanol (álcool) continua aumentando.
Estes aumentos, que impactam diretamente no bolso do consumidor, não são notícia no Jornal Nacional e nem na maioria dos veículos da mídia corporativa, mesmo diante da intensa fiscalização realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Procons.
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O que está acontecendo?
Entender o que se passa envolve conhecer como esta mídia funciona, em especial o seu principal conglomerado, o Grupo Globo.
Era de se esperar, por exemplo, que o JN, noticiário de maior audiência do grupo e da própria TV brasileira, esclarecesse a opinião pública.
No entanto, o que se verifica é uma espécie de contorcionismo editorial, através do qual se fala muito sobre a guerra (ver primeira matéria desta série), mas há omissão, manipulação e mentiras quanto se trata dos aumentos nos preços dos combustíveis.
Vamos aos fatos.
Quando o presidente Lula e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, estiveram no último dia 20, na refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG), eles explicaram detalhadamente o que está acontecendo.
Além de anunciarem investimentos de R$ 9 bilhões na empresa, com a previsão de gerar 36 mil empregos, durante a entrevista coletiva Lula foi certeiro: as criminosas privatizações de refinarias e da BR Distribuidora feitas por Bolsonaro retiraram da Petrobras instrumentos capazes de controlar estes preços.
À noite, a reportagem do JN exibiu cenas da refinaria, uma fala totalmente fora de contexto da presidente da Petrobras e nada do que disse Lula.
Por que a censura a um pronunciamento crucial para a população entender o que está acontecendo?
Um dos objetivos do ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, queridinho da família Marinho e de toda a mídia corporativa brasileira, era privatizar a Petrobras. Objetivo que ele conseguiu apenas em parte, devido à forte resistência dos petroleiros e da própria população.
A privatização visava atender aos interesses internacionais. Após o golpe contra a presidente Dilma Rousseff, em 2016, o governo Michel Temer (2016-2018) promoveu uma mudança estrutural na política petrolífera, encerrando a obrigatoriedade de a Petrobras ser operadora única e ter participação mínima de 30% no pré-sal.
Oficialmente, a medida visava atrair capital estrangeiro, mas na prática, ampliou a presença de multinacionais na exploração do petróleo, implicando significativa perda de soberania nacional.
O governo Jair Bolsonaro (2019-2022) deu continuidade ao processo com Paulo Guedes anunciando a privatização de diversas subsidiárias e de 8 das 13 refinarias da Petrobras, sob o mentiroso argumento de “reduzir a dívida da estatal e aumentar a concorrência”.
O absurdo era tamanho, que Guedes conseguiu privatizar apenas uma dessas refinarias, a Landulfo Alves, na Bahia, vendida para o fundo Mubadala dos Emirados Árabes, e renomeada como Refinaria de Mataripe. As outras sete entraram no chamado “plano de desinvestimento” que em muito as prejudicou.
É importante lembrar que nessa época estava no auge a Operação Lava Jato, que, como agora se sabe, sob os auspícios dos Estados Unidos, tinha como objetivo criminalizar a empresa e retirar da vida pública o então ex-presidente Lula.
Foi na privatização da Refinaria Landulfo Alves que Bolsonaro e a esposa Michele receberam de presente aquelas joias cravejadas de brilhantes.
Do ponto de vista do interesse popular, a privatização da BR distribuidora, a maior rede de postos que garantia a chegada do combustível ao consumidor, foi a mudança mais dramática.
Além de quebrar a lógica da Petrobras, que envolvia o ciclo “do poço ao posto”, retirava da empresa a capacidade para controlar preços do combustível e impedir abusos.
Entre 2019 e 2021, período em que a BR Distribuidora passou para o controle privado e foi renomeada como Vibra Energia, a Petrobras viu-se obrigada a ir vendendo sua participação. O JN não só aplaudia como não poupava referências positivas ao ministro Guedes.
Além de mostrá-lo como pessoa “dinâmica e eficiente”, o mercado também fez a sua parte, difundindo a metáfora criada por Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, de que Guedes era o seu “Posto Ipiranga”.
A analogia fazia referência à propaganda dos postos de gasolina desta rede, onde, para qualquer problema ou dúvida, a resposta era “pergunta lá no Posto Ipiranga”. No caso, Guedes seria o detentor de todo o conhecimento sobre economia, privatizações e austeridade fiscal.
Como já tive oportunidade de mostrar em outro momento desta série, a observação cuidadosa sobre os termos utilizados pela mídia é reveladora.
No caso específico, Bolsonaro, um capacho dos Estados Unidos, definir seu principal auxiliar como “Posto Ipiranga” expõe o seu desprezo por tudo o que é público e o seu compromisso com o interesse de uns poucos.
Não por acaso, em 2022 executivos do Grupo Ultra, que controla os Postos Ipiranga, foram cotados para cargos no Ministério da Indústria. Se dependesse de Bolsonaro e Guedes, o Estado poderia até deixar de existir, com o mercado assumindo o comando.
O nome disso, que a mídia corporativa brasileira esconde do seu respeitável público, é “neoliberalismo predador”. O termo se refere à fase contemporânea do capitalismo que maximiza privilégios e exclusões.
Este modelo intensifica a desregulamentação, resultando em injustiças sociais e concentrando riqueza, ao mesmo tempo em que possibilita à extrema-direita capitalizar o descontentamento popular a seu favor.
A mídia corporativa tem papel central neste processo, pois além de constatar os problemas, os joga no colo de quem tenta enfrentá-los, como se fosse o seu responsável.
É o que está ocorrendo com Lula.
Em Betim, por exemplo, ele anunciou que pretende reestatizar a refinaria Landulfo Alves. Quanto à BR Distribuidora, o que se sabe é que no contrato firmado pelo governo Bolsonaro e a Vibra, a Petrobras fica proibida, até 2029, de criar rede própria de distribuição.
Inúmeros postos que não pertencem mais à Petrobras continuam se valendo desta bandeira e da confiança que sempre despertou no consumidor brasileiro. Pelo contrato de venda, a empresa Vibra poderá usar esta marca até 2029. Espera-se que esse prazo possa ser abreviado, especialmente num momento crucial como o que estamos vivendo.
No dia seguinte à fala de Lula, parlamentares, majoritariamente do PT, criaram uma Frente Parlamentar Mista Pela Reestatização da BR Distribuidora.
A frente tem o apoio dos sindicatos da categoria, da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e de outras entidades sindicais. O objetivo é combater o alto preço dos combustíveis, uma vez que a privatização foi equivocada e prejudicou o consumidor.
O JN ignorou o assunto, preferindo levar ao ar um “povo fala”, com as pessoas espantadas, preocupadas e irritadas com o aumento no preço dos combustíveis.
Até preço do etanol, que não tem nada a ver com a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, também disparou nas bombas. No caso, é o agronegócio em parceria com a distribuição privada, se aproveitando da situação para aumentar o faturamento.
Além de esconder os motivos pelos quais o governo federal enfrenta dificuldade para conseguir reduzir o preço dos combustíveis, o Grupo Globo deve ter circulado determinação para que nenhum de seus veículos mostre a realidade como ela é.
Na época em que o patriarca do grupo, Roberto Marinho, estava vivo, estas ordens eram conhecidas como “voz do trono”.
Na terça-feira (24), o portal G1, que pertence ao conglomerado, veiculou o podcast “O Assunto”, comandado pela jornalista Natureza Nery, denominado “O cerco à alta nos preços dos combustíveis”.
Entre os convidados estava o repórter Fábio Couto, do Valor Econômico, que também pertence ao conglomerado. Especializado no setor de energia há mais de 20 anos, Couto falou de tudo, menos do fato de que os aumentos abusivos de preços decorrem da privatização da BR Distribuidora.
A “Voz do trono” foi seguida à risca.
Couto não disse, por exemplo, que com o mercado no comando, a lógica é a maximização dos preços. E que se danem os consumidores.
O podcast abordou ainda outros aspectos do assunto, como a proposta do governo de isentar o diesel de tributos federais (PIS/Cofins) até maio para conter os preços e solicitou que os estados isentassem o ICMS do diesel por igual período, com contrapartida de 50% de compensação federal.
Mesmo buscando parecer imparcial, o podcast deixou nítido que tem lado, escondendo a raiz do problema e dando razão aos governadores, a maioria de extrema-direita, que não aceita acompanhar o governo federal numa medida fiscal importante e necessária neste momento.
A impressão que fica, para quem ouve o podcast até o final, é de que a responsabilidade pelo problema é do governo Lula.
O impacto disso num ano eleitoral, em que Lula busca a reeleição, pode ser grande.
Não é nenhuma novidade para quem estuda a mídia brasileira, o comportamento dos seus principais veículos contra a Petrobras.
A ordem no Grupo Globo é falar sobre os combustíveis, mas ignorar as razões pelas quais o governo está tendo dificuldade na redução destes presos.
A determinação é esconder e abafar acertos e esforços do governo.
Ela vale para todos os veículos, inclusive este podcast veiculado em streaming, como o Spotify. Lá, em espaço fora do controle do Grupo Globo, não faltam comentários de ouvintes do tipo: “foi um absurdo do Bolsonaro ao vender (privatizar) refinarias, gasodutos” ou “faltou abordar a questão da privatização da BR distribuidora pelo governo Bolsonaro”, curtidos por dezenas de pessoas.
É incrível como a mídia corporativa brasileira esconde a centralidade do petróleo no momento atual e como a cobiça imperialista se faz presente.
O bombardeio da Venezuela pelos Estados Unidos, seguido do sequestro do presidente, Nicolas Maduro, e de sua esposa, a deputada Cilia Flores, teve o objetivo de se apoderar das reservas petrolíferas do país, a maior do mundo. Donald Trump não se preocupou, sequer, em esconder este fato.
Na sequência, Trump ameaçou os governos da Colômbia e do México, também dois grandes produtores de petróleo, e culminou, junto com Israel, no absurdo e criminoso ataque ao Irã, cuja guerra já dura quase um mês e sem expectativa de fim.
Também nesta guerra, na qual Estados Unidos e Israel mataram o Líder Supremo iraniano, Ali Khamenei e altos oficiais, o motivo é o petróleo. O Irã possui a segunda maior reserva mundial de petróleo.
Desde o século passado, o petróleo se converteu em item fundamental para a segurança, a prosperidade e a própria natureza da civilização. Os países foram classificados entre os que possuíam o “ouro negro” e os que eram obrigados a importá-lo, pagando preços pré-fixados.
Derrubadas de governo e guerras passaram a acontecer em função da cobiça do petróleo pelos países imperialistas.
Há uma vasta bibliografia sobre o tema, na qual se destacam os livros “O Petróleo. Uma história mundial de conquistas, poder e dinheiro”, de Daniel Yergin (Editora Paz e Terra) e “Geopolítica do Petróleo”, de Philippe Sébille-Lopez (Editora Instituto Piaget).
A derrubada do governo nacionalista do presidente Mahmmed Mossadegh, no Irã, em 1953, pela Inglaterra e Estados Unidos, é um caso clássico.
No lugar de Mossadegh assumiu o xá Reza Pahlevi que, sob o argumento de modernizar o país, abriu todas as portas para os interesses imperialistas.
A situação só mudou com a vitória da Revolução, em 1979.
A guerra que o Irã enfrenta neste momento mostra que o imperialismo está mais vivo do que nunca.
No Brasil, a luta pelo estabelecimento do monopólio estatal do petróleo e pela criação da Petrobras foi tremenda. Deu origem a uma das maiores mobilizações populares de que se tem noticia, a campanha “O Petróleo É Nosso”.
A derrubada de Getúlio Vargas em 1945 e seu suicídio em 1954 guardam relação direta com estes episódios.
Sua carta testamento, redigida pouco antes do suicídio em 24 de agosto, deixa isso claro. (…) “Quis criar liberdade na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. (..) Não querem que o povo seja independente”.
O governo João Goulart foi derrubado por um golpe militar apoiado pelos Estados Unidos em 1964, por defender a Petrobras, regular o envio de lucros de empresas estrangeiras para o exterior e encampar refinarias privadas.
O golpe aconteceu 14 dias após anunciar estas medidas no famoso Comício da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 13 de março.
Os chamados grandes jornais brasileiros sempre se alinharam aos interesses estrangeiros contra o monopólio estatal e a criação da Petrobras.
Quase todos dedicaram amplos espaços para “especialistas” de fora garantirem que “aqui não havia petróleo”.
O então todo poderoso dono dos Diários e Emissoras Associados, Assis Chateaubriand, o primeiro magnata da mídia corporativa brasileira, foi porta-voz destes interesses, seguido por Carlos Lacerda, um político-jornalista que, de tanto trabalhar contra o Brasil, recebeu o apelidado de “o corvo”.
Em 1957, uma CPI do Senado comprovou que os jornais O Estado de S. Paulo, O Globo e Correio da Manhã foram remunerados pela publicidade estrangeira para moverem campanhas contra a nacionalização do petróleo.
Em momentos cruciais para o país se inclinaram para o golpismo e a traição aos interesses nacionais: contra Getúlio, a Petrobrás, Juscelino Kubitschek, contra Jango, apoiando a ditadura, Collor, Fernando Henrique Cardoso e suas privatizações, atacando Lula e na linha de frente para a derrubada de Dilma Rousseff.
FHC, em seus dois governos, atuou decisivamente contra a Petrobras, a ponto de tentar privatizá-la.
Já tinha até uma campanha preparada: saia a marca Petrobras e entrava a Petrobrax. Uma mudança sutil, mas que excluía o Brasil da empresa.
Lula, no primeiro mandato, fortaleceu o quanto pode a Petrobras. O que lhe valeu todo tipo de crítica desta mídia, Grupo Globo à frente.
Próximo ao final de seu segundo mandato, depois de anunciar a descoberta do pré-sal pela Petrobras, foi alvo de combate por comentaristas de O Globo, como Carlos Alberto Sardenberg. Eles consideravam inviável a exploração do pré-sal, pelo Brasil não deter tecnologia e pelos custos.
É importante observar que no passado as chamadas “sete irmãs” estavam entre os maiores anunciantes da mídia brasileira.
“Sete irmãs” foi o apelido dado ao monopólio das sete maiores companhias de petróleo multinacionais que dominavam o mercado entre as décadas de 1940 e 1970. Algumas são bem conhecidas dos brasileiros: Exxon, Shell, Texaco, e Chevron.
Em que pese a Petrobras ter se tornado uma grande empresa e também um grande anunciante, os veículos da classe dominante brasileira, esta mídia subimperialista, continuam trabalhando para os interesses estrangeiros.
Dessa ausência de visão crítica não escapam nem jornalistas.
Basta lembrar que durante décadas (1955 a 2016), o principal prêmio para o jornalismo brasileiro foi o Esso, patrocinado pela Exxon.
Mais ainda, durante décadas o noticiário que antecedeu ao JN, exibido pelos Diários e Emissoras Associados, era o Repórter Esso (1941-1968), patrocinado pela Standard Oil Company of Brazil, conhecida popularmente como Esso Brasileira de Petróleo.
O patrocínio fazia parte da política de boa vizinhança dos Estados Unidos durante a Guerra Fria.
Apesar de premiar reportagens importantes, não se tem notícia de alguma que abordasse a penetração do capital estrangeiro no Brasil e, menos ainda, a questão do petróleo.
No entanto, é de 1966, o livro do jornalista Genival Rabelo, “O Capital Estrangeiro na Imprensa Brasileira” (Editora Civilização Brasileira) hoje um clássico, que retrata, com riqueza de detalhes, como foi implantada a Editora Abril e como atuavam no Brasil os 15 departamentos de Relações Públicas das grandes empresas multinacionais da época, todas com instruções absolutamente claras de quem patrocinar.
Não é mero acaso que o livro publicado por Rabelo no ano seguinte tenha tido o título de “A Conquista da Opinião Pública”.
Ele sabia do que se tratava e do que estava falando.
Voltando à questão do aumento no preço dos combustíveis, o que a mídia corporativa brasileira está fazendo não tem nada de novo.
É a continuação do que sempre fez: combater governos progressistas e contribuir para a entrega de nossos recursos minerais.
Os editoriais de O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo sobre o assunto parecem redigidos em gabinetes em Washington ou Londres, com os “corvos” atuais atendendo por nomes como Malu Gaspar e Vera Magalhães.
Na recente cúpula Celac-África, na Colômbia, o presidente Lula, ao lado do anfitrião Gustavo Petro, disse com todas as letras que o Brasil não é colônia de ninguém e que os países do Sul Global têm o direito de utilizar seus recursos naturais e minerais a favor do desenvolvimento e de suas populações.
Dispensável dizer que o JN ignorou esta fala do presidente.
*Ângela Carrato é jornalista, professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG e membro do Conselho Deliberativo da ABI




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