Lelê Teles: Fomos enganados; são os canibais capitalistas que comem criancinhas e não os comunistas
Tempo de leitura: 3 minPor Lelê Teles
Por Lelê Teles*
“eles estão acostumados a encher a barriga com carne humana e os bolsos com dinheiro, há séculos; precisam perceber que o baile dos vampiros está acabando”, putin.
a orelha do diabo deve tá pegando fogo.
desde que vieram à luz os trevosos arquivos do endiabrado jeffrey epstein, o mundo virou a igreja do malafaia: só se fala no satanás.
descobriram que o capiroto era proprietário de uma ilha maldita, frequentada pela nata da elite mundial.
príncipes, sheiks, donos de big techs, banqueiros, toda essa malta formada por parasitas da bunda mole frequentava os cultos macabros celebrados na ilha do diabo.
sabemos agora que mulheres, meninas, crianças e bebês eram levadas ao paraíso às avessas para servirem, como escravas, aos apetites grotescos de uma gente poderosa e sem escrúpulos que comanda o poder econômico, político e midiático a nível global.
com aquele sorriso contido de um autêntico canastrão, o diabo deu uma entrevista a steve bannon, o porteiro do inferno, onde revelou a sua identidade humana.
abandonara o epíteto de legião, com o qual se identificara na bíblia, e passou a perambular por aí com um passaporte gringo onde se lia jeffrey epstein.
assim, à inglesa.
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sabe-se que se vestia como um dandee, comia bem, morava confortavelmente e era cotejado por ricaços poderosos de todo o mundo.
em sua mansão, de uma beleza pavorosa, promovia festas dionisíacas, rufiava orgias e celebrava rituais satânicos com direito a estupros e mutilações.
a coisa funcionava como uma sociedade secreta, com seus ritos iniciáticos e seus assombrosos rituais.
ali, crepitavam fogueiras onde corpos humanos eram oferecidos em sacrifício, outros eram canibalizados, enquanto libações com sangue humano jorravam das taças de cristal.
draculescos vampiros sacudiam suas asas negras, as diabas, nuas, insinuavam-se em suas danças sinuosas: as bocas, rubras, sujas de carne humana; as presas, agudas, salivantes e devorativas.
corrijo-me, não que epstein seja de facto o satanás, que o demônio é como deus, dele só se ouve falar, ninguém o vê; epstein, em verdade, é aquele cão no qual ¹mefistófeles encarnou para conversar e converter o fausto.
diferente da história contada por goethe, nesse breve relato que vos faço esse (in)fausto é uma legião, representada por esses convivas bem vestidos que aportam na ilha do diabo para celebrarem cultos ao eterno príncipe das trevas.
epstein, que era um cachorro de rua, tornou-se um cão domesticado pelas mãos de ²barr, que o adestrou para ser o cavalo do diabo, o receptáculo humano do espírito maligno.
dissimulado e escorregaduo, esse diabo encarnado surgiu do nada e pro nada voltou!
toda vez que epstein ria, correndo atrás de uma criança seminua, o seu esgar de boca revelava a arcada infame de mefistófeles sorrindo nele.
estuprador, traficante de pessoas, pedófilo, canibal, torturador, verme maldito!
encontraram, a pouco, na sua casa macabra, uma cova rasa com restos mortais de mulheres e crianças.
quantas foram sequestradas mundo afora para satisfazer as parafilias grotescas dessa gente bizarra?
nunca o saberemos.
mas é sabido que filhos e filhas de gente poderosa também frequentavam a ilha.
ali, as crianças eram submetidas a um choque de devassidão e perversões.
os pornólotras promoviam esses ritos iniciáticos às suas crias para controlar suas emoções por meio do trauma.
assim, preparavam os pequenos para dominarem o mundo, treinando suas mentes, controlando suas emoções, tornando-os robôs humanos.
insensíveis, insensatos e insanos!
eles devem estar preparados para lidar com o fato de que suas fortunas advêm da miséria humana, e é preciso que sintam prazer nisso.
crianças devem morrer aos montes em guerras sem sentido, porque isso faz parte da ritualística.
é preciso fabricar doenças para se fabricar ainda mais remédios, é necessário promover a fome dos miseráveis para garantir o banquete dos ricos.
o baile dos vampiros exige sangue.
creio, honestamente, que nada acontecerá com nadie, daqui a pouco ninguém fala mais nisso.
epstein desapareceu atrás de uma coluna de fumaça, deixando os espíritos malignos numa vara de porcos, que caíram num precipício.
essa será a narrativa.
já começam, descaradamente, a ventilar que os pobres bilionários, veja você, foram enganados por epstein.
que era o diabo quem atraía essa gente para as orgias de jeffrey, que as filmava sodomizando crianças, para depois chantageá-las.
querem nos fazer crer que essa gente abria a barriga de bebês para comer suas fezes só porque estavam sendo chantageadas por jeffrey.
pelas barbas de baphomet!
e não nos esqueçamos, essa ilha já existiu no passado, chamava-se cuba, e era um enorme prostíbulo onde a gente rica satisfazia suas parafilias em cassinos, cabarés e bordéis.
tomando rum, fumando charutos e ³trottoando no ⁴malecon.
antes da revolução, cuba tinha cem mil prostitutas que serviam a esses depravados.
enganaram-nos com a conversa mole de que os comunistas comiam crianças, hoje sabemos que são os canibais capitalistas que o fazem.
palavra da salvação.
*Lelê Teles é jornalista, roteirista e mestre em Cinema e Narrativas Sociais pela Universidade Federal de Sergipe (UFS)
¹ mefistófeles é o demônio que oferece ao dr. fausto conhecimento e poder em troca de sua alma, tema central da obra de goethe.
² foi donald barr quem contratou epstein, sem diploma!, como professor na dalton school.
³ trottoir, calçada em francês, lugar onde as prostitutas fazem ponto.
⁴ malecon, calçadão à beira-mar, em havana.
Este artigo não representa obrigatoriamente a opinião do Viomundo.
Lelê Teles
Lelê Teles é jornalista, roteirista e mestre em Cinema e Narrativas Sociais pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).




Comentários
Zé Maria
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PICARETA
(Cartel da Cevada)
https://youtu.be/-P4BaFM1N3Y
https://www.letras.mus.br/cartel-da-cevada/picareta/
Zé Maria
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Predadores Arianos,
Monarquistas ou não,
Estão Fugindo da Raia.
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https://revistaforum.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Revista-Forum-200-6.2.2026-1.pdf
https://revistaforum.com.br/global/suicidios-e-sumico-misterios-ainda-cercam-a-caca-mundial-de-epstein-por-mulheres-jovens/
https://revistaforum.com.br/global/epstein-monitorou-de-perto-a-eleicao-de-bolsonaro-chegou-perto/
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2g71g8xy7o
https://revistaforum.com.br/opiniao/melinda-frita-bill-gates-depois-de-revelacoes-porcaria/
https://revistaforum.com.br/global/escandalo-epstein-deixou-u-10-mi-para-filhos-de-diplomatas/
https://www.dw.com/pt-br/noruega-v%C3%AA-princesa-e-ex-premi%C3%AA-implicados-em-caso-epstein/a-75776819
https://revistaforum.com.br/global/epstein-principe-sob-pressao-para-depor-em-washington/
https://www.cartacapital.com.br/mundo/hesitacao-de-trump-e-apelo-no-maga-tornam-o-caso-epstein-ainda-mais-explosivo/
https://revistaforum.com.br/global/trump-processa-comediante-por-piada-sobre-epstein/
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Morvan
As festas promovidas por esses escrotos lembram, em muito, aquelas igualmente promovidas pelo Botinhas (Calígula), não só pela opulência, pela suntuosidade idem, bem como pelo desrespeito total à pessoa humana, marcadamente às mulheres. Rebotalhos, chorumes.
E não esqueçamos que em Auschritiba também se fizeram festas em loas a Baco, já, reconhecidamente, como ‘acepipes’ para magistrados. Que lúgubre.
Não melhoramos nada como pessoas, desde o Botinhas, mas já se aperfeiçoou bastante a chantagem aos togados…
Zé Maria
Vínculos de um Predador Sexual com Bancos Multinacionais:
JP Morgan, Morgan Stanley, Citi, Barclays, Deutsche Bank
“que atendiam aquele subconjunto de ultra-ricos
que preferiam estratégias de negociação de alto
risco a fundos de investimento mais tranquilos”.
https://www.ft.com/stream/0d590979-782d-4b85-bdd1-e7cce4a19a23
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“Ganhamos muito dinheiro trabalhando juntos”: revela o operador financeiro de Jeffrey Epstein.
Nos últimos anos de vida, um banqueiro privado tornou-se discretamente o gestor financeiro
de um criminoso sexual.
Financial Times (FT)*
Em maio de 2017, Jeffrey Epstein recebeu uma proposta
“emocionante” de seu antigo banqueiro privado
de confiança no JPMorgan.
Segundo e-mails divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA na semana passada, Paul Barrett propôs a criação de um novo escritório de gestão patrimonial familiar em Nova York “para ajudar a supervisionar e administrar o dinheiro de JE e suas diversas entidades jurídicas”.
Em setembro daquele ano, Barrett deixou o JPMorgan e fundou a Alpha Group Capital em Nova York, para negociar ações, títulos e derivativos em nome do criminoso sexual condenado.
Registros sobre o papel de Barrett na gestão do dinheiro de Epstein, que não haviam sido divulgados anteriormente, lançam nova luz sobre as estratégias de negociação do falecido financista, que iniciou sua carreira em Wall Street como operador de opções no Bear Stearns antes de trilhar um caminho no mundo das altas finanças envolto em mistério.
E-mails revelaram que Barrett negociava de tudo, desde opções cambiais até ações da Apollo Global Management, a empresa de capital privado cujo cofundador, Leon Black, tinha laços estreitos com Epstein. Aparentemente, Barrett gerou poucos lucros com as negociações, aparentemente entrando em conflito com o financista devido ao seu desempenho insatisfatório.
As revelações também levantam questões sobre os processos de due diligence e triagem no Citigroup, que contratou Barrett em 2019, semanas depois de ele ter encerrado suas atividades de negociação para Epstein .
Barrett deixou o Citi em 2023, pouco depois de detalhes de seus encontros anteriores com Epstein no JPMorgan terem vindo à tona na imprensa — reportagens que não mencionaram que ele também havia administrado dinheiro para o financista.
Embora o Citi tenha alegado em juízo que só descobriu o papel do Alpha Group na prestação de serviços a Epstein “semanas antes”, os advogados de Barrett alegaram que vários banqueiros envolvidos em seu processo de contratação sabiam de seus laços com o financista.
Barrett não respondeu aos pedidos de comentários. O Citi se recusou a comentar.
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Originário da África do Sul, Barrett trabalhou no banco privado do JPMorgan por quase duas décadas a partir de 2000, atuando em uma mesa que atendia aquele subconjunto de ultra-ricos que preferiam estratégias de negociação de alto risco a fundos de investimento mais tranquilos.
“Paul era bem-apessoado, transmitia uma imagem de sofisticação e inteligência”, disse um ex-colega, acrescentando que ele era experiente em relação aos mercados e tinha um “certo ar de confiança”.
Entre suas funções, estava a de ser um dos vários banqueiros de “cobertura” de Epstein, que supostamente tinha centenas de milhões de dólares em depósitos no banco. Registros divulgados na semana passada mostraram que Barrett apresentou ideias de negociação envolvendo ações, títulos e opções, incluindo várias maneiras de apostar contra a moeda israelense depois que Epstein enviou um e-mail para ele e para Jes Staley, então chefe do banco de investimentos do JPMorgan, solicitando maneiras de “apostar contra o mercado israelense” em 2011.
O JPMorgan manteve Epstein como cliente mesmo depois de ele ter se declarado culpado de aliciar uma menor para fins sexuais em 2008, o que obrigou o influente magnata de Wall Street a se registrar como agressor sexual. No entanto, em 2013, o JPMorgan decidiu romper o relacionamento com Epstein devido ao crescente risco à sua reputação, levando-o a transferir suas finanças para o Deutsche Bank.
Documentos recentemente divulgados mostraram que Barrett continuou a marcar reuniões com Epstein e a trocar mensagens com ele sobre negociações até 2017, muito tempo depois de o JPMorgan ter deixado de ser seu cliente. Em abril daquele ano, ele enviou um e-mail ao financista: “Olá Jeffrey, podemos nos encontrar na segunda-feira para revisar tudo e finalizar nosso acordo?”
No mês seguinte, ele enviou a minuta de uma proposta de consultoria de investimentos para administrar o dinheiro de Epstein por meio de um “escritório multifamiliar” que Barrett planejava abrir em Nova York sob o nome de ESP Advisory. Essas empresas de investimento normalmente administram as finanças de vários clientes ricos.
Os termos preliminares observavam que, embora a empresa de investimentos sediada em Nova York divulgasse o número de clientes e o nível de ativos à Comissão de Valores Mobiliários (SEC), “somente em caso de auditoria a ESP Advisory será obrigada a divulgar a lista de clientes”.
Em junho de 2017, Barrett renunciou ao seu cargo no JPMorgan para se tornar o gestor financeiro de Epstein.
“Deixei uma carreira brilhante no JPM para trabalhar com você”, escreveu ele a Epstein um ano depois. “Ganhámos muito dinheiro trabalhando juntos ao longo dos anos e acredito firmemente que isso pode continuar.”
Em julho de 2017, Barrett incorporou a Alpha Group Capital como um escritório multifamiliar, enquanto os registros regulatórios mostraram que seu vínculo empregatício com o JPMorgan terminou oficialmente em setembro.
Em 11 de setembro de 2017, ele enviou um e-mail a Epstein solicitando uma reunião, acrescentando: “Entraremos em operação na próxima segunda-feira e gostaríamos de conversar antes disso.”
Os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça incluem um “acordo de consultoria de investimentos” de dois anos entre o Alpha Group de Barrett e a Southern Trust Company de Epstein, datado daquela mesma segunda-feira, segundo o qual Barrett deveria receber US$ 500.000 por ano. Embora o documento não esteja assinado, Barrett escreveu em um e-mail posterior para Epstein que eles haviam chegado a um acordo pelo qual ele receberia US$ 1,1 milhão ao longo de dois anos.
O contrato de consultoria concedeu à Barrett autoridade de negociação sobre “toda a atividade de negociação de IPOs e mercado secundário”, limitada a “um valor nocional de US$ 5 milhões por título e por posição em ações, US$ 10 milhões para câmbio e US$ 10 milhões para swaps”. Também observou que “quaisquer negociações recomendadas e implementadas pelo Cliente serão excluídas do desempenho atribuído à PB”.
Naquele mês, ele começou a negociar em nome de Epstein, frequentemente fazendo pedidos de compra e venda de ações, títulos e derivativos por meio do Deutsche Bank, onde Barrett tinha “procuração limitada” para negociar em várias das contas de corretagem de Epstein.
“No verão, Jeffrey contratou Paul Barrett para operar no mercado financeiro para ele”, escreveu o Deutsche Bank em um documento de 2017 que resumia a relação de Epstein com o banco, descrevendo-o como um “trader talentoso em tempo integral” que havia sido “o principal contato de Jeffrey quando ele trabalhava no JPM”.
Em uma troca de e-mails no ano seguinte, um banqueiro sênior observou que “Paul Barrett administra o dinheiro de Jeffrey Epstein” e negocia “em diversas classes de ativos”. Epstein estava particularmente focado em ações de tecnologia e “possuía uma grande participação na Apple há vários anos”, acrescentou o banqueiro, listando também produtos mais complexos, como derivativos de taxas de juros e de crédito, com os quais Barrett negociava.
Em alguns casos, Epstein sugeriu negociações a Barrett, que ele então executou, como um pedido em junho de 2018 para comprar 25.000 ações da concessionária de carros online Carvana e da fabricante canadense de aviões Bombardier. Em outros, Barrett apresentou ideias de negociação a Epstein, como uma proposta de 2018 para comprar US$ 3 milhões em títulos da rede de supermercados francesa Casino, que estava fortemente endividada.
Barrett também sondou Epstein para obter suas opiniões macroeconômicas, possivelmente buscando aproveitar os conhecimentos adquiridos pelo financista em sua ampla rede de contatos influentes na política e nos negócios globais.
“Você está preocupado com o agravamento da situação entre Arábia Saudita e Irã?”, perguntou Barrett a Epstein por e-mail em novembro de 2017. “Estou de olho nos CDS da Arábia Saudita novamente. Se não, provavelmente vou vender petróleo.”
Epstein respondeu: “Sim, provavelmente vai piorar. Petróleo ainda não está à venda.”
Os registros também mostraram que Barrett detinha, em nome de Epstein, ações da Apollo, cujo cofundador, Black, considerava Epstein um conselheiro de confiança. Em outubro de 2017, Barrett informou a Epstein que a Alpha Group possuía US$ 8,4 milhões em ações, com um lucro de aproximadamente US$ 3,4 milhões.
“Você tem uma opinião formada sobre isso?”, perguntou Barrett. “É uma posição maior do que eu normalmente teria em uma ação.”
Epstein respondeu: “Fique com ele.”
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Após um ano negociando para Epstein, o relacionamento de Barrett com o financista pareceu ficar tenso.
Em novembro de 2018, Barrett enviou um e-mail a Epstein pressionando-o para obter uma resposta sobre uma proposta revisada que, segundo ele, abordaria as “preocupações” do financista.
“Você sempre foi muito generoso e justo comigo”, escreveu Barrett. “Por favor, podemos encontrar uma solução?”
“Estou atolado de trabalho no momento”, respondeu Epstein. “Prometo que cuidarei disso na próxima semana.”
No mês seguinte, porém, Barrett enviou um e-mail declarando que “é óbvio que você não deseja mais trabalhar conosco” e cobrando de Epstein pagamentos supostamente atrasados.
“Abandonei todas as minhas ações da JPM e agora minha remuneração anual foi reduzida em 66% até que eu consiga fechar mais contratos com clientes”, escreveu Barrett, reconhecendo ainda que seus lucros com negociações foram decepcionantes.
“Lamento que o desempenho não tenha correspondido às suas expectativas”, escreveu ele. “Talvez uma melhor compreensão de como você queria que o portfólio fosse gerenciado tivesse resultado em um desfecho diferente.”
Em um e-mail de janeiro de 2019 detalhando os lucros do “sindicato” de Barrett, ele afirmou ter ganho US$ 126.000 em sua primeira negociação com Epstein, entre outubro e dezembro de 2017, e que esse valor subiu para US$ 150.000 em 2018.
Ele atribuiu o desempenho ao fato de o Morgan Stanley ter trazido “negócios de péssima qualidade” no final de 2018, argumentando que seus ganhos de US$ 315.000 entre outubro de 2017 e setembro de 2018 eram mais representativos.
Nesses e-mails para Epstein, Barrett afirmou repetidamente que estava feliz em continuar trabalhando para o financista em “qualquer função” que ele precisasse.
Apesar dos problemas, os registros sugerem que Barrett continuou a operar em nome de Epstein no início de 2019, com o operador enviando uma fatura de US$ 29.000 referente a uma “taxa de administração mensal” para Richard Kahn, contador de longa data do financista, em maio de 2019.
No mês seguinte, porém, Barrett assinou uma carta de oferta de emprego do Citi para se tornar diretor-gerente em sua divisão de private banking. Em julho de 2019, ele começou a trabalhar no banco, supervisionando os negócios de family office na América do Norte.
No mês seguinte, semanas depois da morte de Epstein em uma prisão federal enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual, Barrett cancelou o registro da Alpha Group na SEC.
A identidade dos demais clientes do Alpha Group permanece incerta. Em sua declaração final à SEC em janeiro de 2019, o Alpha Group divulgou que administrava US$ 252 milhões em nome de 25 indivíduos de alto patrimônio.
Quatro anos depois, o Wall Street Journal noticiou que Barrett era um dos vários banqueiros do JPMorgan que supostamente se encontraram com Epstein em diversas ocasiões após o término de seu vínculo com o banco. O artigo de abril de 2023 não mencionou as negociações de Barrett em nome de Epstein na Alpha Group.
Três dias depois, o Citi rescindiu o contrato de trabalho de Barrett devido a “considerações de risco reputacional” levantadas pelo artigo, de acordo com um processo movido pelo Citi contra Barrett no ano passado. Em um comunicado ao Financial Times em abril de 2023, que noticiou sua demissão, o banco afirmou: “Até recentemente, o Citi desconhecia a ligação de Paul Barrett com Jeffrey Epstein, que era anterior ao seu emprego em nossa empresa.”
Pouco depois de sua saída, Barrett fundou uma nova empresa, a River Road Advisors, cujo site afirma que ajuda “tomadores de empréstimo a navegar pelos mercados de crédito privado”.
Em setembro de 2023, Barrett iniciou um processo de arbitragem contra o Citi perante a Autoridade Reguladora do Setor Financeiro (FINRA), alegando “difamação, calúnia e injúria” e “quebra de contrato”.
Em julho de 2025, a Finra decidiu contra Barrett, negando todas as suas alegações. No mesmo mês, o Citi entrou com um pedido de confirmação da sentença arbitral contra Barrett em um tribunal de Nova York.
Em seus documentos legais, o Citi alegou que, na época da publicação do artigo do WSJ, Barrett “já era alvo de uma investigação interna porque o Citi havia descoberto, poucas semanas antes, que Jeffrey Epstein era um dos clientes mais importantes de Barrett em sua própria empresa de consultoria de investimentos registrada”.
Os advogados de Barrett, em sua contestação à petição, alegaram que vários banqueiros do Citi “estavam bem cientes de que Barrett trabalhou com Epstein no JPMorgan e na Alpha na mesma época em que foi contratado”.
Numa troca de mensagens de texto de julho de 2019 entre banqueiros do Citi, apresentada como prova no processo judicial, um banqueiro pergunta ao outro: “A administração sabe que o principal cliente de Paul Barrett era Jeffrey Epstein?”
O outro banqueiro responde: “Isso é importante? Epstein parece ser um cara íntegro”, seguido de um emoji de risada.
* Reportagem:
Robert Smith e Costas Mourselas em Londres
e Joshua Franklin em Nova York.
(Reportagem Adicional de Akila Quinio e Peter Andringa).
https://www.ft.com/content/649886ce-877e-4aac-80d5-57e1d6422028
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Zé Maria
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Legião de Capitalistas Ruborizados
não pelo Sol nem pela Vergonha,
muito pelo contrário, por Sangue
Inocente escorrendo na Cara Alva
na ilha Paradisíaca do Diabo Branco.
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O Departamento de Justiça do governo dos EUA
publicou dezenas de imagens de jovens nuas,
algumas delas possivelmente menores de idade e
com seus rostos visíveis em meio aos arquivos do
caso Jeffrey Epstein.
Epstein, um agressor sexual que manteve por anos
uma relação próxima com o presidente americano
Donald Trump, morreu na prisão em 2019, enquanto
aguardava julgamento por acusações de tráfico
sexual de menores.
A morte foi declarada “suicídio”.
“Ao analisar mais de três milhões de páginas carregadas
no site do Departamento de Justiça na sexta-feira,
o ‘New York Times’ encontrou quase 40 imagens
não editadas que pareciam fazer parte de uma coleção pessoal de fotos, mostrando tanto corpos nus quanto os rostos das pessoas retratadas”, diz
o jornal NYT.
“As pessoas nas fotos pareciam ser jovens, embora
não estivesse claro se eram menores de idade.
Algumas das imagens pareciam mostrar a ilha
particular do Sr. Epstein, incluindo uma praia.
Outras foram tiradas em quartos e outros espaços
privados”, prossegue a reportagem.
As imagens estavam entre as mais de 3 milhões de
páginas dos arquivos do caso Epstein divulgadas
na última sexta-feira (30).
Entre os arquivos, há e-mails entre Epstein e figuras
públicas influentes, como Donald Trump, Elon Musk,
e Bill Gates.
Elon Musk e Howard Lutnick, o empresário bilionário
que atua como secretário de comércio de Trump, planejaram viagens à ilha particular de Jeffrey Epstein.
Em e-mail enviado a Epstein
em novembro de 2012, Musk
perguntou:
“em que dia/ noite acontecem
as festas mais selvagens na
sua ilha?”.
Epstein possuía duas ilhas – Great St. James
e Little St. James, próximas às Ilhas Virgens
Britânicas.
“Little St. James” foi o epicentro dos abusos sexuais
cometidos por Epstein e seus comparsas contra
meninas e jovens mulheres durante décadas.
Ao anunciar a disponibilização do novo lote de documentos,
o vice-procurador-geral, Todd Blanche, havia dito
que a nova leva inclui mais de 2 mil vídeos e 180 mil
imagens, que têm “grandes quantidades de pornografia
comercial”.
Questionado por jornalistas sobre uma possível interferência do presidente dos EUA Donald Trump, ele afirmou que a Casa Branca não participou da revisão dos arquivos.
As suspeitas de interferência surgiram devido à
relação próxima que Epstein e Trump mantiveram
ao longo dos anos 1990 e 2000.
“Não protegemos Trump na divulgação dos arquivos”, garantiu Blanche.
Ele também anunciou que a liberação das novas
evidências marca o fim do processo de revisão
realizado pelo departamento:
“A divulgação de hoje marca o fim de um processo
muito abrangente de identificação e revisão de
documentos para garantir transparência ao povo
americano e conformidade com a lei”. [“Ponto Final”].
(Com informações de G1, Estadão, NYT e FT)
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[E “Caso Encerrado”.]
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Vazamento Seletivo:
(https://bit.ly/4rwb8Vo)
(https://bit.ly/4r6JDSQ)
(https://bit.ly/4rv4VJp)
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