Chanceler russo conversa com vice-presidente da Venezuela e assegura que Moscou seguirá apoiando Caracas

Tempo de leitura: 3 min
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov. Fotos: Carolina Cabral/AP e Ministério das Relações Exteriores da Rússia

Lavrov conversa com vice-presidente da Venezuela e expressa ”firme solidariedade’ ao povo do país

O chanceler russo assegurou que Moscou seguirá apoiando Caracas na defesa dos seus interesses nacionais e soberania.

Por RTBrasil 

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, conversou por telefone com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a agressão dos Estados Unidos contra o país caribenho, ocorrida na noite deste sábado.

Segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, o chanceler russo “expressou sua firme solidariedade ao povo venezuelano diante da agressão armada”.

“A Rússia continuará apoiando a política do Governo bolivariano voltada à proteção dos interesses nacionais e da soberania do país”, reiterou a Chancelaria. “As partes expressaram seu apoio para evitar uma nova escalada e encontrar uma saída para a situação por meio do diálogo”, acrescenta o texto.

Além disso, o comunicado destaca que as partes “manifestaram seu compromisso mútuo de seguir fortalecendo a parceria estratégica integral entre a Rússia e a Venezuela”.

“Agressão militar extremamente grave”

O governo venezuelano classificou o ataque aéreo, ocorrido neste sábado (3) em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, como uma “agressão militar muito grave”.

Em comunicado, Caracas afirmou que a ação constitui uma violação da Carta das Nações Unidas, especialmente dos Artigos 1 e 2, que garantem soberania e proíbem o uso da força, e alertou que tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, principalmente na América Latina e no Caribe.

Explosões foram ouvidas em várias partes da capital nas primeiras horas da manhã, e helicópteros foram vistos sobrevoando a cidade. Segundo o governo, o objetivo dos ataques seria se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, especialmente petróleo e minerais, em uma tentativa de violar a soberania do país.

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Apesar da pressão, a Venezuela garantiu que os EUA “não terão sucesso. Após mais de duzentos anos de independência, o povo e seu governo legítimo permanecem firmes na defesa de sua soberania e do direito de decidir seu próprio destino”.

Caracas alertou que tentativas de impor uma “mudança de regime” fracassarão, assim como todas as anteriores.

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Rússia expressa solidariedade à Venezuela após ataque dos EUA

Sputnik

Esta manhã, os Estados Unidos cometeram um ato de agressão armada contra a Venezuela, afirma o comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia (MRE), publicado na página oficial da chancelaria russa neste sábado (3).

O MRE apoia o apelo por uma reunião imediata do Conselho de Segurança da ONU após o ataque dos EUA à Venezuela.

“Apoiamos a declaração das autoridades venezuelanas e dos líderes dos países latino-americanos sobre a convocação urgente de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU”, diz o relatório divulgado no site do MRE.

Segundo o documento, os ataques dos EUA contra Caracas causam profunda preocupação e condenação, e os pretextos utilizados para justificar essa agressão são insustentáveis.

“Esta manhã, os EUA cometeram um ato de agressão armada contra a Venezuela. Isso suscita profunda preocupação e condenação. Os pretextos usados para justificar tais ações são insustentáveis”, declara o ministério.

A Rússia reitera que a América Latina deve permanecer uma zona de paz e que à Venezuela deve ser garantido o direito de determinar seu próprio destino sem ingerência externa.

No conflito entre EUA e Venezuela, a animosidade ideológica prevaleceu sobre o pragmatismo dos negócios. “A animosidade ideologizada prevaleceu sobre o pragmatismo dos negócios, sobre a disposição para construir relações de confiança e previsibilidade”, afirma a declaração russa.

O MRE ressaltou que é fundamental evitar uma nova escalada da situação em torno da Venezuela.

“Na situação em evolução, é importante, em primeiro lugar, evitar uma nova escalada e estar disposto a encontrar uma saída por meio do diálogo. Entendemos que todos os parceiros que tenham desentendimentos devem buscar formas de resolver os problemas pelo diálogo. Estamos prontos para apoiá-los nisso”, diz o comunicado.

A Rússia reafirma sua solidariedade ao povo venezuelano e seu apoio à linha adotada pela liderança do país para proteger os interesses e a soberania da república.

Moscou está profundamente alarmado com as informações de que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa teriam sido levados à força para fora do país, e exorta as autoridades norte-americanas a esclarecerem imediatamente a situação.

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Zé Maria

Ministério das Relações Exteriores Chinês soltou comunicado dizendo que “a República Popular da China
está profundamente indignada e condena veementemente
o uso flagrante da força pelos Estados Unidos contra
um Estado soberano e o ataque ao seu presidente”.

A Chancelaria da China também declarou que “a ação dos EUA configura um ato hegemônico que ameaça a paz e a segurança da América Latina e do Caribe”.

“A China se opõe firmemente a isso.
Exortamos os EUA a respeitarem o direito internacional
e os propósitos e princípios da Carta da ONU, e a
cessarem as violações da soberania e da segurança
de outros países”, concluiu o comunicado.

[Com Informações de UOL e Brasil de Fato]

Luiz Mattos

A conclusão é que os americanos fazem o que querem, e nem a Rússia nem a China defendem seus aliados. Os americanos mobilizam todo o seu poder para defender Israel, enquanto os russos não fazem nada por seus amigos venezuelanos. Russos covardes e sem espinha dorsal, os EUA os humilharam, e eles gostaram, russos covardes. Donald logo chamará seu lacaio Putin para aparecer no Alasca e humilhá-los novamente.

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