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Stedile: Derrotar Serra é “obrigação” dos movimentos sociais

publicado em 15 de agosto de 2010 às 21:54

Serra representa a burguesia e a volta do neoliberalismo

Para João Pedro Stedile, da direção nacional do MST, a vitória de Dilma permitirá um cenário e correlação de forças mais favoráveis ao avanço de conquistas sociais

13/08/2010

Nilton Viana, no Brasil de Fato

A candidatura de José Serra (PSDB) representa o núcleo central dos interesses da burguesia e a volta do neoliberalismo. Esta é a avaliação João Pedro Stedile. Em sua primeira entrevista ao Brasil de Fato, o dirigente nacional do MST e da Via Campesina constata que, no atual cenário eleitoral, as candidaturas não estão debatendo programas, projetos para a sociedade. Mas, segundo ele, elas representam claramente interesses diversos de forças sociais organizadas. Nesse sentido, Stedile afirma que Serra representa os interesses da burguesia internacional, da burguesia financeira, dos industriais de São Paulo, do latifúndio atrasado, com Katia Abreu de coordenadora de finanças e setores do agronegócio do etanol. E, frente a esse cenário, defende que, “como militantes sociais, e como movimentos sociais, temos a obrigação política de derrotar a candidatura Serra”.

Brasil de Fato – Com a implementação do modelo neoliberal, os bancos e o capital financeiro aumentaram seus lucros e passaram a dirigir a economia do Brasil, que se sustenta na política de juros altos, meta de inflação, arrocho fiscal e política de exportações. Quais as consequências desse modelo?

João Pedro Stedile – Estamos vivendo a etapa do capitalismo que se internacionalizou, dominou toda a economia mundial sob a hegemonia do capital financeiro e das grandes corporações que atuam em nível internacional. O mundo é dominado por 500 grandes empresas internacionalizadas, que controlam 52% do PIB mundial e dão emprego para apenas 8% da classe trabalhadora. As consequências em nível mundial são um desastre, pois toda população e os governos nacionais precisam estar subordinados a esses interesses. E eles não respeitam mais nada, para poder aumentar e manter suas taxas de lucro. Seus métodos vão desde a apropriação das riquezas naturais, deflagração de conflitos bélicos para manter as fontes de energias e controle do Estado, para se apropriarem da mais-valia social ou poupança coletiva através dos juros que os estados pagam aos bancos. No Brasil, a lógica é a mesma. Com um agravante, sendo uma economia muito grande e dependente do capital estrangeiro, aqui o processo de concentração de capital e de riqueza é ainda maior. Esta é a razão estrutural do porquê – apesar de sermos a oitava economia mundial em volume de riquezas – estamos em 72º lugar nas condições médias de vida da população e somos a quarta pior sociedade do mundo em desigualdade social. Portanto, essa fase do capitalismo, em vez de desempenhar um papel progressista no desenvolvimento das forças produtivas e sociais, como foi a etapa do capitalismo industrial; agora, os níveis de concentração e desigualdade só agravam os problemas sociais.

Mesmo com a eleição de governos mais progressistas, o Estado brasileiro mantém seu caráter antipopular, sem a realização de mudanças mais profundas que resolvam os problemas estruturais do país. Como você avalia a democracia e o Estado no Brasil?

Primeiro, há uma lógica natural do funcionamento da acumulação e da exploração do capital que sobrepõe os governos e as leis. Segundo, no período neoliberal, o que o capital fez foi justamente isso, privatizar o Estado. Ou seja, a burguesia transformou o Estado em seu refém, para que ele funcione apenas em função dos interesses econômicos. E sucateou o Estado nas áreas de políticas públicas de serviços que servem a toda população, como educação, saúde, transporte público, moradia etc. Por exemplo, temos 16 milhões de analfabetos. Para alfabetizá-los, custaria, no máximo, uns R$ 10 bilhões. Parece muito – o Estado, com todo seu aparato jurídico impede de aplicar esse dinheiro –, mas isso representa duas semanas do pagamento de juros que o Estado faz aos bancos. Construímos viadutos e estradas em semanas, mas para resolver o deficit de moradias populares é impossível? Temos ainda 10 milhões de moradias faltando para o povo.

Por último, a sociedade brasileira não é democrática. Nós nos iludimos com as liberdades democráticas de manifestação, que conquistamos contra a ditadura, que foram importantes. Mas a verdadeira democracia é garantir a cada e a todos cidadãos direitos e oportunidades iguais, de trabalho, renda, terra, educação, moradia e cultura. Por isso, mesmo quando elegemos governos com propostas progressistas, eles não têm força suficiente para alterar as leis do mercado e a natureza do Estado burguês.

Na política internacional, o governo Lula investiu na relação com países do hemisfério Sul, com o fortalecimento do Mercosul e da Unasul, por exemplo. Qual a sua avaliação dessa política e quais os seus limites?

O governo Lula fez uma política externa progressista no âmbito das relações políticas de Estado. E uma política dos interesses das empresas brasileiras, nos seus aspectos econômicos. Comparado às políticas neoliberais de FHC, que eram totalmente subservientes aos interesses do imperialismo, isso é um avanço enorme, pois tivemos uma política soberana, decidida por nós. Na política, se fortaleceram os laços com governos latinos e daí nasceu a Unasul para a América do Sul, e a Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) para todo o continente, excluindo-se os Estados Unidos e o Canadá. Esses dois organismos representam o fim da OEA. Aliás, já tarde. Na economia se fortaleceram laços econômicos com países do Sul. Mas ainda precisamos avançar mais na construção de uma integração continental que seja de interesse dos povos, e não apenas das empresas brasileiras, ou mexicanas e argentinas. Uma integração popular latino-americana no âmbito da economia será o fortalecimento do Banco do Sul, para substituir o FMI. O banco da Alba, para substituir o Banco Mundial. E a construção de uma moeda única latino-americana, como é proposto pela Alba, através do sucre, para sair da dependência do dólar. Se queremos independência e soberania econômica nas relações internacionais e latino-americanas, é fundamental colocarmos energias para derrotar o dólar. O dólar foi fruto da vitória estadunidense na segunda guerra mundial e tem sido, nessas décadas todas, o principal mecanismo de espoliação de todos os povos do mundo. Num aspecto mais amplo, o presidente Lula tem razão: as Nações Unidas não representam os interesses dos povos, e por isso é besteira o Brasil sonhar em ter a presidência. Precisamos é construir novos e mais representativos organismos internacionais. Mas isso não depende de propostas ou vontade política. Depende de uma nova correlação de forças mundial, em que governos progressistas sejam maioria. E hoje não são.

O sistema de televisão e rádio é extremamente concentrado no Brasil, em comparação até com os outros países da América Latina. Quais as consequências disso para a luta política?

Durante o século 20, hegemonizado pela democracia republicana e pelo capitalismo industrial que produziu uma sociedade de classes bem definida, a reprodução ideológica da burguesia se dava pelos partidos políticos, pelas igrejas e pelos sindicatos e associações de classe. Agora, na fase do capitalismo internacionalizado e financeiro, a reprodução da ideologia dominante se dá pelos meios de comunicação, em especial redes de televisão e as agências internacionais de noticias. A burguesia descartou os outros instrumentos e prioriza estes, sobre os quais tem controle total. Por isso, no Brasil, na América Latina e em todo o mundo, os meios de comunicação estão sob controle absoluto das burguesias. E eles usam como reprodução ideológica, como fonte de ganhar dinheiro e como manipulação política. E como seus patrões estão internacionalizados, suas pautas e agendas estão também centralizadas. Por isso, a construção de um regime político mais democrático, mesmo nos marcos do capitalismo, depende fundamentalmente da democratização dos meios de comunicação. Isso é fundamental para garantir o direito ao acesso à informação honesta e impedir a manipulação das massas. E os governos deveriam começar eliminando a publicidade estatal, em qualquer nível, em qualquer meio de comunicação. É uma vergonha o que se gasta em publicidade oficial. No Paraná, para se ter uma ideia, em oito anos de governo Lerner [1995-2002], o Estado pagou mais de R$ 1 bilhão em publicidade para dois ou três grupos de comunicação.

As grandes cidades brasileiras enfrentam problemas como falta de habitação, saneamento básico, escolas, hospitais, além de trânsito e violência. Como você analisa a questão urbana?

A maior parte da população se concentra nas grandes cidades, e aí estão concentrados também os pobres e os maiores problemas resultantes desse modelo capitalista, e de um Estado que atua somente em favor dos ricos. Os pobres das grandes cidades se amontoam nas periferias, não têm direito a moradia, escola, transporte público decente, trabalho, renda. Nem a lazer. Sobram os programas de baixaria da televisão como lazer. Nesse contexto é evidente que o sistema gera um ambiente propício para o narcotráfico, para a violência social.

E o Estado, o que tem feito através dos mais diferentes governos?

A única resposta tem sido a repressão. Mais polícia, mais violência oficial, mas cadeia. As cadeias estão cheias de pobres, jovens, mulatos ou negros. Há uma situação insustentável de tragédia social. Todos os dias assistimos os absurdos da desigualdade social, do descaso do Estado e da truculência do capital. As estatísticas são aterrorizantes: 40 mil assassinatos por ano nas grandes cidades, a maioria pela polícia. Por isso os movimentos sociais apoiaram a campanha pelo desarmamento. Mas a força das empresas bélicas financiou deputados, campanhas etc., e o povo caiu na ilusão de que o problema da violência urbana se resolveria tendo o direito de ter arma. Acredito que a pobreza e a desigualdade nas grandes cidades brasileiras é o problema social mais grave que temos. Infelizmente nenhum candidato está debatendo o tema, nem quando o debate é para prometer segurança! Segurança para quem? As famílias precisam de segurança de trabalho, renda, escola para os filhos.

Nas eleições presidenciais, o quadro apresenta duas candidaturas que polarizam a disputa, enquanto as outras não demonstram força para mudar essa situação. Nessa conjuntura, quem abre melhores perspetivas para a classe trabalhadora e para a reforma agrária?

As candidaturas não estão debatendo programas, projetos para a sociedade. Mas as candidaturas representam claramente interesses diversos de forças sociais organizadas. Serra representa os interesses da burguesia internacional, da burguesia financeira, dos industriais de São Paulo, do latifúndio atrasado, com sua Katia Abreu de coordenadora de finanças, e setores do agronegócio do etanol. Dilma representa setores da burguesia brasileira que resolveram se aliar com Lula, setores mais arejados do agronegócio, a classe média mais consciente, e praticamente todas as forças da classe trabalhadora organizada. Vejam, apesar de toda popularidade do Lula, nessa campanha, a Dilma reuniu mais forças da classe trabalhadora do que na eleição de 2006. A candidatura da Marina representa apenas setores ambientalistas e da classe média dos grandes centros, e por isso seu potencial eleitoral não decola. E temos três candidaturas de partidos de esquerda, com companheiros de biografia respeitada de compromisso com o povo, mas que não conseguiram aglutinar forças sociais ao seu redor, e por isso, o peso eleitoral será pequeno. Nesse cenário, nós achamos que a vitória da Dilma permitirá um cenário e correlação de forças mais favoráveis a avançarmos em conquistas sociais, inclusive em mudanças na política agrícola e agrária. E evidentemente que nesse cenário incluímos a possibilidade de um ambiente propício para maior mobilização social da classe trabalhadora como um todo, para a obtenção de conquistas. Como militantes sociais, e como movimentos sociais, temos a obrigação política de derrotar a candidatura Serra, que representa o núcleo central dos interesses da burguesia e a volta do neoliberalismo.

O MST apresentou uma avaliação de que a luta eleitoral não é sufi ciente para a realização das mudanças sociais. Por outro lado, analisa que é um momento importante no debate político. Como o MST vai se envolver nessas eleições?

A esquerda brasileira, os movimentos sociais e políticos ainda estão aturdidos com a derrota político-ideológica-eleitoral que sofremos em 1989. Isso levou a muitas confusões, e também a alguns desvios de setores da classe. Vivemos um período da história da luta de classes de nosso país – e poderíamos dizer em nível internacional, na maioria dos países – em que a estratégia para conseguir acumular forças para mudanças sociais é a combinação da luta institucional com a luta social. Na luta institucional, compreendemos a visão gramsciana na qual os interesses da classe trabalhadora precisam disputar e ter hegemonia na disputa de governos nos três níveis: municipal, estadual e federal. Nos espaços do conhecimento, universidade, meios de comunicação. Nos sindicatos, igrejas e outras instituições da sociedade de classes. E a luta social são todas as formas de mobilização de massa, que possibilitam o desenvolvimento da consciência de classe e a conquista de melhores condições de vida – sabendo que elas dependem de derrotar os interesses do capital. Pois bem, o que aconteceu no último período? Parte da esquerda e da classe trabalhadora priorizou a luta institucional da disputa apenas de governos e menosprezou, desdenhou a luta social. E parte dos movimentos sociais, desencantado com a crise ideológica, desdenhou a luta institucional, como se a luta direta, de massas, fosse suficiente. Luta social apenas, sem disputar projeto político na sociedade e sem disputar os rumos institucionais do Estado, não consegue acumular para a classe. Podem até eventualmente resolver problemas pontuais da classe, mas não mudam a natureza estrutural da sociedade. O MST compreende que devemos aglutinar, combinar, estimular as duas formas de luta, de forma permanente. Para que com isso possamos acumular forças, organizadas, de massa, de forma orgânica, que construa um projeto político da classe e ao mesmo tempo crie condições para o reascenso do movimento de massas, pois este é o período histórico em que a classe tem condições de ir para a ofensiva, de tomar inciativa política, de pautar seus temas para todo o povo. Por isso, claro que todo militante do MST, como cidadão consciente, deve arregaçar as mangas e ajudar a eleger os candidatos mais progressistas em todos os níveis. Isso é uma obrigação de nosso compromisso com a classe.

Desde os tempos do governo FHC, José Serra fez declarações contra a reforma agrária e o MST. No entanto, nas últimas semanas, vem intensificando os ataques. Na sua visão, por que ele vem agindo dessa forma?

Por dois motivos. Primeiro, porque as forças sociais que ele representa agora, como porta-voz maior, são as forças da classe dominante do campo e da cidade, que são contra os interesses dos camponeses, da classe trabalhadora em geral e do povo brasileiro. Portanto, ele é contra a reforma agrária não porque não goste do MST, mas por uma questão de interesse de classe. Segundo, na minha avaliação, é que a coordenação tucana acha que a única chance do Serra crescer eleitoralmente é adotar um discurso de direita, para polarizar e, então, se mostrar mais de confiança do que a Dilma. Por isso adotou todos os ícones da esquerda para bater. Bate em nós, em Fidel, em Cuba, Chávez, Evo Morales, até no bispo Lugo ele bateu. Achou uma conexão das Farc com o PT absurda. Ele sabe que o partido está mais próximo da social-democracia. Não é por ignorância, é por tática eleitoral. Acho que ele errou também na tática. E vai ficar refém de seu discurso de direita sem ampliar os votos. Eu acho ótimo que ele se revele como direitista mesmo. Ajuda a clarear os interesses de classe das candidaturas. E por isso mesmo vai perder de maior diferença do que o Alckmin perdeu do Lula em 2006.

Para ler até o fim, clique aqui.

 

72 Comentários para “Stedile: Derrotar Serra é “obrigação” dos movimentos sociais”

  1. [...] na íntegra aos leitores-ouvintes do Viomundo. Começamos falando sobre as eleições e uma recente entrevista de Stédile que o Viomundo [...]

  2. seg, 16/08/2010 - 23:36
    Zeca Oliveira

    Apreciem este texto e vamos enterrar o Zé Pedágio de vez:
    http://muitopelocontrario.wordpress.com/2010/08/1

  3. seg, 16/08/2010 - 23:24
    CARLOS

    DILMA NO 1º TURNO……

  4. seg, 16/08/2010 - 22:24
    ZePovinho

    O "Arnesto" me disse,Zé Chirico,que é melhor você pedir para ir no banheiro fazer o número 2 e,na sequência(sem ninguém ver),pegar o Trem das Onze:

    [youtube ceBdGz3eTFg http://www.youtube.com/watch?v=ceBdGz3eTFg youtube]

  5. seg, 16/08/2010 - 22:18
    Fabio_Passos

    "… Plínio de Arruda Sampaio, candidato pelo PSOL à presidência da República, receberá formalmente do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA) uma carta com um conjunto de considerações e proposições que espera que sejam incorporados no debate político das candidaturas e na plataforma de governo, caso seja eleito no próximo pleito.

    Dentre as considerações do ato estará o anúncio oficial ao candidato do Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra que ocorrerá em todo Brasil na Semana da Pátria, de 1 a 7 de setembro, junto com o Grito dos Excluídos."

    Participem do abaixo assinado!
    CAMPANHA NACIONAL PELO LIMITE DA PROPRIEDADE DA TERRA http://www.limitedaterra.org.br/

  6. seg, 16/08/2010 - 21:58
    Fabio_Passos

    "… o censo do IBGE de 2006 revelou que agora a concentração da propriedade da terra é maior do que no censo de 1920, quando recém saímos da escravidão. E no governo Lula não tivemos espaço para debater um processo de reforma agrária verdadeiro, e nem tivemos força de massas para pressionar o governo e a sociedade. Por isso, a atual política de assentamentos é insuficiente por um lado, mas reflete a correlação de forças políticas que há na sociedade. Lamentamos apenas que algumas forças dentro do governo se iludam a si mesmas, fazendo propaganda ou achando que essa política de assentamentos – insuficiente – fosse reforma agrária."
    João Pedro Stedile

    Participem do plebiscito!

    [youtube uaMkm-NJCk4 http://www.youtube.com/watch?v=uaMkm-NJCk4 youtube]

  7. seg, 16/08/2010 - 21:45
    keko

    O golpe virá por meio da necessidade de apresentar-se dois documentos para que se possa realizar a votação…

    Pobres não tiram documentos pois são caros…

    Esse é o golpe; e ninguém está prestando a atenção

  8. seg, 16/08/2010 - 21:02
    Eudes H. Travassos

    O Uol dá a pesquisa Ibop em que Dilma tem voto suficient eprá levar no pime3iro turno, mas não fala nada.

  9. seg, 16/08/2010 - 20:32
    assalariado.

    Stédile vai na raiz do esgoto capitalista neoliberal,analisa de forma inteligente o que muitos "especialistas"em injustiças sociais, se negam a escrever ,ou seja,os problemas sociais decorrem do fato de vivermos numa sociedade de luta de classes.Este é o DNA que tem que ser abordado e atacado,e nem por isto se negou a elogiar ou criticar o(a) futuro(a) o próximo(a) gerente de "esquerda" a governar o Estado burgues para a burguesia.Tudo muito coerente,esta analise do Stédile com respeito a social democracia petista.Prova disso esta nesta fala do stédile; "As candidaturas não estão debatendo programas, projetos para a sociedade. Mas as candidaturas representam claramente interesses diversos de forças sociais organizadas." E mais a frente diz; " E temos três candidaturas de partidos de esquerda, com companheiros de biografia respeitada de compromisso com o povo, mas que não conseguiram aglutinar forças sociais ." Stédile aqui nos blogs de "esquerda" os comentaristas petistas aloprados, estão no mesmo caminho,não sabem separar o joio do trigo.Stalinismo puro sangue.

    Saudações Socialistas.

  10. seg, 16/08/2010 - 20:03
    ZePovinho

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-caso-l

    O caso Lunus, por dentro
    Enviado por luisnassif, seg, 16/08/2010 – 19:08

    Enviado por luisnassif, seg, 16/08/2010 – 19:08

    Por Leandro Fortes (Brasília, eu vi)

    Seria apenas risível, não fosse, antes de tudo, muito grave, o surgimento de uma nova e alucinada versão sobre a operação da Polícia Federal, deflagrada em março de 2002, que resultou na apreensão de 1,3 milhão de reais na sede da construtora Lunus, em São Luís, no Maranhão. A empresa, de propriedade da governadora Roseana Sarney (PMDB) e do marido dela, Jorge Murad, tornou-se o epicentro de uma crise política que modificou os rumos da campanha eleitoral de 2002, justamente quando a direita brasileira parecia capaz de emplacar, finalmente, um candidato puro-sangue com real chance de chegar à Presidência da República. Na época, Roseana Sarney era do PFL, atual DEM, e resplandecia numa eficiente campanha de mídia como exemplo de mulher corajosa, determinada e, sobretudo, competente. Resguardada pelo poder do pai, o senador José Sarney (PMDB-AP), e pela aliança pefelista que sustentava o governo Fernando Henrique Cardoso, Roseana sonhou, de fato, em tornar-se a candidata da situação contra Luiz Inácio Lula da Silva.
    ……………………………………………………………………………………………………………………………………………

    ……………………………………….No fim das contas, o neoarrependido Wagner Cinchetto nada mais é o do que um dos cachorros loucos liberados pela mídia neste agosto eleitoral. Ao imputar a Lula e ao PT a tucaníssima Operação Lunus, o sindicalista conseguiu apenas consolidar essa impressão terrível, que cresce com a proximidade das eleições, de que os ventos da derrota não trazem, definitivamente, bons conselhos aos candidatos.

  11. seg, 16/08/2010 - 19:54
    EDSON HAUTSCH

    Tudo isso na verdade, é fruto dessa Elite pôdre que assaltou nosso País.
    Transformaram seus filhois em "Playboys, sim ".
    E acabam sendo discriminadores e em até alguns casos, racistas.
    Os noticiários estão cheios de desgraças envolvendo essa gente.
    A Cultura Neoliberal defendida pela elita corrupta Brasileira, está invadindo as Universidades para domesticar os jovens.
    Nossa sorte é que fazem parte de uma diminuta população de ignorantes políticos.

  12. seg, 16/08/2010 - 18:54
    ZePovinho

    http://www.aporrea.org/internacionales/n163526.ht

    Alertan sobre “golpe institucional” contra presidente Lugo en Paraguay
    Por: Agencia Venezolana de Noticias (AVN)
    Fecha de publicación: 16/08/10

    Caracas, 16 Ago. AVN .- El politólogo e intelectual Atilio Borón alertó sobre la posibilidad de un golpe institucional contra el presidente de Paraguay Fernando Lugo, encabezado por las fuerzas más reaccionarias que todavía ejercen poder en el país suramericano.

    En un artículo publicado este lunes en el diario Página/12, Borón aseguró que el mandatario paraguayo “se encuentra seriamente amenazado” por “golpe institucional”, mecanismo utilizado por la derecha para “sacarse de encima” a “presidentes molestos” como Manuel Zelaya en Honduras, derrocado en junio pasado.

  13. seg, 16/08/2010 - 18:33
    Helcid

    vejam que interessante:

    Folha 16/08 – - Chamados de "playboys", jovens criam vídeos pró-Serra
    RODRIGO VIZEU
    DE BELO HORIZONTE

    Em Minas, onde se costuma questionar o engajamento de tucanos na campanha de José Serra (PSDB), surgiu uma "tropa de choque" de jovens com estilo "yuppie" que promove a candidatura do presidenciável na internet.
    A "Turma do Chapéu" é formada por jovens de classe média e alta de BH ligados à juventude do PSDB. Na faixa dos 20 anos, eles são advogados, empresários, publicitários e universitários.
    Dizem que sua marca registrada, o chapéu-panamá, é inspirada nos presidentes Juscelino Kubitschek e Franklin Roosevelt (EUA), além do aviador Santos Dumont.
    O grupo produz vídeos de humor -todos favoráveis- com "bastidores" da campanha de Serra a presidente e dos tucanos Antonio Anastasia ao governo de MG e Aécio Neves ao Senado.
    A peça mais famosa é o vídeo "O Serra que é o tal", reação ao "Dilmaboy", publicitário de Goiás que gravou uma performance pró-Dilma.
    A turma também transmite ao vivo pela internet um programa à la "CQC", da Band. No Twitter, trocam ataques constantes com as juventudes do PT e do PMDB.
    Estúdio, equipamentos de gravação e edição e viagens por Minas são bancados pelo PSDB e por recursos próprios, dizem eles.
    Apesar de estar agradando a cúpula do partido, o administrador Thiago Nagib, 26, reclama que ele e seus amigos sofrem preconceito e são "acusados de ser playboys".
    Por isso decidiram maneirar no uso de ternos, carros importados, celulares caros.
    Nagib, que é sócio de três empresas, lamenta: "Continuar com esse estilo, que eu adoro, repercute no candidato. Hoje é "cool" ter cara de necessitado, de auxiliado pelo governo. Não é nosso esquema, a gente paga imposto".

    eis o Thiago Nagib:
    [youtube tO9t53hj0so http://www.youtube.com/watch?v=tO9t53hj0so youtube]

    • seg, 16/08/2010 - 20:47
      ZePovinho

      "A gente paga imposto….".Esse é sempre o maior discurso ideológico dessa direita dinossáurica do Brasil.Já sabemos(até doer nos culhões) que o grosso da carga tributária incide nos mais pobres que pagam impostos indiretos(ICMS,ISS,etc) nos produtos de primeira necessidade que consome.
      Assim é o sistema tributário reformado por FHC e pelo PSDB(com fortes suspeitas de venda de legislação tributária dentro da Receita Federal na época em que por lá mandava o primo de Marco Maciel:Everardo Maciel) para tirar a carga tributária das costas das empresas e jogar em cima da escumalha ignara.
      Os pobres não são como os ricos que podem fugir dos tributos com isenções fiscais sobre o patrimônio,renda e aplicações de capital(chamados de setor FIRE nos EUA).Não dá para deixar de comer,se vestir,usar energia elétrica(essa com alíquota de ICMS de 25% mesmo em estados onde a alíquota é 17%,o que mostra mais uma ajuda de FHC para concessionárias de empresários amigos do PSDB!!!),usar a água,usar telefone,etc-todos pesadamente tributados com impostos indiretos.
      Que juventude cretina!!!!!!!!!!!!Nem os tributos do Brasil esses caras querem entender como funciona!!!O cretininho aí,certamente,deve receber seus salários como dividendos de capital ou participação nos lucros- o que permite que ele pague apenas 15% de imposto de renda.
      VADE RETRO SATANÁS!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    • seg, 16/08/2010 - 22:44
      Márcio

      Gostei do sotaque de surfista carioca do entrevistador. Nada mais "mineiro" do que isso.

  14. seg, 16/08/2010 - 18:33
    ZePovinho

    http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010

    segunda-feira, 16 de agosto de 2010
    Procura-se! Além do diploma, a tese do Serra.

    Quem souber do paradeiro da tese de José Serra (PSDB/SP), feita nos Estados Unidos, favor avisar ao blog. Ela não se encontra disponível na internet, nem nos bancos de teses de domínio público, nem mesmo nos pagos, que vendem cópias.

    Um dos maiores mistérios da biografia de Serra, é como o EUA patrocinaram o golpe de estado no Chile contra Salvador Allende, e o demo-tucano supostamente saiu fugido do Chile, e foi recebido de braços abertos justamente nos EUA.

    Fazendo uma analogia com os dias atuais, seria como os EUA, depois de invadirem o Afeganistão, receberem um líder taliban, ligado à Al Qaeda, de braços abertos, dando-lhe visto de permanência, e ainda bolsa de estudos em universidades estadunidentes.

    Dizem que Serra assessorou gente do governo de Allende. Dizem que ele chegou a ser preso no Chile, no Estádio Nacional. Então é bastante improvável que tivesse facilidade para conseguir visto para os EUA, ainda mais para trabalhar, e ainda conseguir bolsa nas caríssimas Universidades estadunidenses, a não ser que… já tivesse virado a casaca.

    Para complicar, o título da tese dele foi: "Some aspects of economic policy and income distribution in Chile, 1970-1973" (Alguns aspectos da política econômica e distribuição de renda no Chile). Ou seja, os estadunidenses bancaram Serra para escrever uma tese sobre a política econômica e distribuição de renda no Chile, justamente no período do governo socialista de Allende, que eles faziam de tudo para desconstruir perante a história, para eliminar vestígios de que pudesse haver qualquer coisa boa.

    Aí fica a dúvida: Serra foi pago pelos EUA para falar mal do período Allende?

    • ter, 17/08/2010 - 9:45
      Carlos

      “Quem souber do paradeiro da tese de José Serra (PSDB/SP)”
      "Some aspects of economic policy and income distribution in Chile, 1970-1973"

      Instituto de Economia da UNICAMP, que o contratou como professor, tem cópia?
      Não?
      Mas deveria ter, certo?

  15. seg, 16/08/2010 - 16:03
    José Paulo

    Stedile: Derrotar Serra é “obrigação” dos movimentos sociais !!!

    Ué!!! Mas o Plínio não disse que o PSDB fez mais pela Reforma Agrária do que o PT?!?

    Como é, então, que o Stedile vem pregar contra o sujeito que – segundo o Plinio (e só ele) – teria feito mais pela reforma agrária?!?

    Quer prova melhor do quanto o Plinio foi irresponsável, vingativo e inconsequente ao se sair com essa no debate da Band?!

  16. seg, 16/08/2010 - 15:35
    ferrera13

    Eu venho dizendo aqui e em outros comentários que o papel do Plínio e da Marina é oxigenar a campanha daquele que Mente Por Minuto com o apoio do PIG. Mas, vamos com calma que a estratégia não está dando certo. Se analisarmos os números do datafalha, veremos que Marina cresce, mas não tira votos de Dilma. Então tira de quem? Dele. Do mentiroso. Daqui a pouco o PIG vai ter que, para salvaguardar um pouco desse PSDemB e do seu representante, cair de pau na candidata verde ou ela acaba tomando o 2° lugar dO Grande Mentiroso. Só aí ela vai perceber que não vale a pena dar mãos ao PIG, mas será tarde demais.

    • seg, 16/08/2010 - 16:44
      Jairo_Beraldo

      Ela já deve estar amargamente arrependida. Ver o que outrora eram "companheiros" de luta, traindo uns aos outros, deve tye-la feito refletir muito. Com certeza ela deve deitar todo dia e refletir…"QUE EU FIZ DA MINHA VIDA, MEU BOM DEUS! EU ERA FELIZ E NÃO SABIA. MALDITA GANANCIA!"

    • ter, 17/08/2010 - 9:42
      Carlos

      Se candidata, Marina seria reeleita ao Senado?
      Teria alguma chance para o governo do Acre?

  17. seg, 16/08/2010 - 15:15
    Elias São Paulo SP

    Fora da Pauta
    Ontem à noite assisti a entrevista da Dra. Sandra Cureau (se pronuncia Quirrô), conduzida pelo jornalista Kennedy Alencar na Rede TV. De imediato percebi que Cureau não é o bicho papão que se propalou na imprensa e nos blogs. Além de beleza marcante (seu rosto lembra Karina Bacchi), a procuradora é dócil, afável e muito simpática. Torcedora do Inter, na infância em Porto Alegre, e botafoguense ao ir morar no Rio de Janeiro. Sandra Cureau considera-se uma pessoa de centro-esquerda e só pecou quando disse que Fernando Henrique “é um bom estadista” e Lula “um homem extremamente carismático”. Para confirmar seu pecado fui ao Houaiss e li no verbete ‘estadista’ tudo que FHC não foi: estadista – 1 pessoa versada nos princípios e na arte de governar. 2 pessoa ativamente envolvida em conduzir os negócios de um governo ou moldar a sua política; homem de Estado. 3 pessoa que exerce liderança política com sabedoria e sem limitações partidárias.
    Nas pontuações de Houaiss fica claro que estadista é Luis Inácio Lula da Silva.

    • seg, 16/08/2010 - 17:21
      ZePovinho

      Eu fiquei com a mesma impressão que você,Elias.Acho que se a esquerda democrática conseguir manter um bom diálogo com a direita democrática conseguiremos isolar uma coisa,no Brasil,bem pior do que o Tea Party:o Financial Party que quer transformar o Brasil em um centro financeiro com o Projeto Ômega.Imagine esse vampiros sugando o sangue dessa jovem economia em expansão que é o Brasil.
      Armínio Fraga(esse sósia do William Shakespeare) está articulando esse Projeto Ômega.

      • seg, 16/08/2010 - 18:26
        Elias São Paulo SP

        (risos) Achei demais essa do Armínio ser sósia do Shakespeare. Só um reparo, a visão de mundo do dramaturgo, até hoje, nos ensina a pensar a vida e o ser humano. Quanto ao economista, só lembro seu modo estreito para resolver os problemas brasileiros. Um plantonista a mais a serviço do Tio Sam.

  18. seg, 16/08/2010 - 15:03
    O Brasileiro

    Dois pontos:
    1) É esdrúxula a idéia de focar eleição em biografia, e não em governos e programas de governo!__ Isso é coisa de gente golpista, como fez FHC em 1998!
    2) Stédile tocou num ponto fundamental. A esquerda brasileira é muito dividida, e por isso está enfraquecida, o que
    levou o PT ao centro, ou seja, ao colo do PMDB!
    Veja se a direita lançou mais de um candidato. Não! Podia ter lançado simultaneamente o Jereissati, o Agripino
    Maia, o Bornhausen, a Kátia Abreu. Mas, lançou apenas o Serra! Eles continuam unidos, e por isso a direita sempre
    consegue voltar ao poder!

    • seg, 16/08/2010 - 16:46
      Jairo_Beraldo

      Não foi o PT que debandou para o centro. Foi Lula em sua inteligencia política. Se ele fosse radical, centralizador, jamais teria feito o grande governo que fez. E nem iria eleger sucessor.

    • seg, 16/08/2010 - 19:43
      Daniel fim tucanos

      Caro " O Brasileiro " por isso que eu voto no partido. Sem noção esse Plínio e essa Marina, os dois, não vale o que o gato enterra. Estamos a poucos dias de fazer uma revoada dos tucanos e demônios, da câmara e das assembléias. Por um senado também de cara nova, chega de sanguessuga. Senadores de alma e coração brasileiro. Fora Alvaro Botox, Demós, Virgílio sem Caráter , o valentão. Chega.

  19. seg, 16/08/2010 - 14:49
    Dede

    Dia 3 de outubro: Dilma lá!!!!

  20. seg, 16/08/2010 - 14:01
    ZePovinho

    George Orwell,"1984":
    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-globo-

    A Globo apagou a história do agitador Serra

    Enviado por luisnassif, seg, 16/08/2010 – 13:27

    A Fundação Roberto Marinho montou um projeto de recuperação da memória do movimento estudantil, em parceria com a Rede Globo e a Petrobras.

    É um projeto bonito, Memória do Movimento Estudantil, que faz uma apologia dos jovens idealistas, adolescentes ou récem-chegados à idade adulta.

    Eles lutaram contra a ditadura militar. Participaram da campanha O Petróleo É Nosso e das manifestações pelas Diretas Já. Foram às ruas com suas caras pintadas, pedindo o impeachment do presidente Fernando Collor. A história do Brasil não seria a mesma se não fosse a atuação dos estudantes.

    Agora é a vez de reunir informações sobre esses e outros momentos e destacar a importância da participação estudantil no país. Essa é a missão do projeto Memória do Movimento Estudantil, que vai organizar, preservar e divulgar essa história, além de resgatar uma parte importante da trajetória política do Brasil.

  21. seg, 16/08/2010 - 13:33
    Chicão

    O pessoal do MST, mais uma vez, demonstra a esquerda qual o caminho a seguir.

    É hora de derrotar o representante do atrazo.

  22. seg, 16/08/2010 - 13:21
    Henderson Sousa

    O que os senhores acharam da recente entrevista do Wagner Cincheto ( não sei se essa é a forma correta do seu nome) que revela quem de fato destruiu a campanha da filha do Sarney em 2002? E sobre o dossiê feito contra o vice do Ciro em 200 2?

    E mais uma coisa : se o MST fosse um movimento sério e honesto, apoiaria tão-só o candidato do PSOL, Plínio.

    • seg, 16/08/2010 - 13:41
      ZePovinho

      Quem é Wagner Cinchetto.Pela própria,e SUJA,revista VEJA:
      http://desabafopais.blogspot.com/2010/08/revista-

      Wagner Cinchetto, em Paris: mordomias e contas secretas

      Prestem atenção na matéria abaixo. Ela é 25/09/2006, e foi publicada na revista Época. Acreditem: A revista Veja cinicamente requentou a matéria, e publicou neste fim semana como uma grande novidade, idêntica a matéria de 2006
      SAIBA QUEM É ESSE SUJEITINHO
      Wagner Cinchetto reponde processo no STF: O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a quebra do sigilo bancário de dois ex-assessores de Medeiros, Marcos Cará e Wagner Cinchetto. O STF também vai enviar à Justiça americana um pedido de informação sobre supostas contas que Medeiros teria no Commercial Bank, em Nova York. Um processo contra Medeiros, por causa das denúncias, corre em sigilo no STF. (©O Globo)

      Leiam aqui o que a própria Veja publicou sobre esse sujeitinho em 2001:

      Depoimentos colhidos pela Polícia Federal, aos quais VEJA teve acesso, mostram que tudo começou em 1990, quando Medeiros levou ao então presidente Fernando Collor a idéia de criar uma central sindical, azeitada por doações empresariais. Entusiasmado, Collor escalou seu tesoureiro, PC Farias, para tomar conta do negócio. Um dos empresários dispostos a ajudar, Aldo Lorenzetti, dono da fabricante de chuveiros, vinha sendo achacado por PC e refugou a presença do tesoureiro. Collor escalou então um empresário ainda pouco conhecido, Luiz Estevão de Oliveira. Luiz Estevão reuniu empresários graúdos, que passaram a contribuir, em média, com 300.000 dólares, pagos em parcelas de 50.000. As doações eram legais, feitas com contrato e recibo. Entre as empresas, estavam Souza Cruz, Alcoa, Rhodia, White Martins, Brasinca, Cataguases, Iochpe e Ticket – além do Grupo OK, de Luiz Estevão.
      Com dinheiro garantido para criar a central, Medeiros precisava batizá-la. A idéia veio em terras distantes. Financiados pela Ticket, Medeiros, Cinchetto e outro sindicalista, Marcos Cará, embarcaram para a Europa, acompanhados das esposas, para o réveillon de 1990. Foram vinte dias de viagem. Em Portugal, visitaram castelos de Sintra, o santuário de Fátima e comemoraram a virada do ano num cassino no Estoril, onde só entraram depois que um alfaiate lhes conseguiu às pressas os necessários trajes de gala. "Ainda saímos com alguns escudos no bolso", conta Cinchetto, que teve sorte na roleta. Na França, o grupo hospedou-se no hotel Mercure, com três limusines brancas à disposição, com motoristas e guia. Os casais não se separavam, mas cada um saía em sua limusine. Os funcionários do hotel confundiram Medeiros, pela aparência, com um xeque árabe. Nos passeios, usavam o telefone do carro para ligar para o Brasil, narrando os locais por onde passavam. "Estou vendo a Torre Eiffel, uma maravilha", dizia Medeiros, que então presidia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Também utilizavam o telefone para falar entre si, de limusine para limusine……………………………………..

      Entendeu ou quer que eu desenhe????????????????????O cara era bandido em 2001 e agora é sério porque ataca o PT???KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      • seg, 16/08/2010 - 18:23
        Nelson Menezes

        Por favor não dezenhe não,grave em CD, quem sabe na base da decoreba este Hendersom aprende.

    • seg, 16/08/2010 - 14:13
      Carlos

      Merecias a resposta do "ZéPovinho", Henderson…
      Dirigentes do MST dispensam teus ´sábios e desinteressados´ conselhos.

    • seg, 16/08/2010 - 16:55
      Ed.

      Quando é que vc vai parar de repetir o que vê no PIG como verdade e enriquecer um pouco sua mente pensando por si próprio? Acredite: é mais fácil do que vc imagina:
      É só começar…

    • seg, 16/08/2010 - 17:13
      Helcid

      ah trollzinho… já na segunda feira com essa conversa batida ?

      pra não falar que estou com má vontade, ao menos clique e leia: http://desabafopais.blogspot.com/2010/08/revista-

      … se bem não vai alterar nada nessa sua "cabeçinha" !

  23. seg, 16/08/2010 - 12:48
    Supertramp68

    Isso é que eu chamo de nivelar por baixo!!!

  24. seg, 16/08/2010 - 12:16
    ZePovinho

    Digite o texto aqui![youtube aF0vxD4WGyg http://www.youtube.com/watch?v=aF0vxD4WGyg youtube]

  25. seg, 16/08/2010 - 11:25
    Mc_SimplesAssim

    Olá, Azenha e demais amigos leitores e comentaristas,

    Segundo todas as análises sérias disponíveis atualmente, o capitalismo atravessa uma crise estrutural gravíssima que o conduzirá inevitavelmente ao seu fim, não sem antes causar muitos estragos.

    A única alternativa para sistema capitalista continuar respirando, ainda que por tubos, é justamente servir-se das táticas nazi-fascistas bem nossas conhecidas de apelar para o racismo e a intolerância, de jogar uns contra os outros evitando a união de todos os povos que seria a única maneira de enfrentar o poderio bélico-propagandístico do imperialismo.

    Por isso é importante neste momento histórico que todas as correntes autênticas de esquerda, sejam comunistas, anarquistas, trotskistas, stalinistas, maoistas, ou seja que lá que "istas" sejam, movimentos sociais em geral, UNAM-SE em torno não de um projeto de poder, mas de um projeto de sociedade que valorize a solidariedade e a justiça social acima dos valores individuais.

    A quem interessa a divisão do povo?

    Abraços

    • seg, 16/08/2010 - 13:28
      Renato

      Solidariedade e os sonhos do individuo, prefiro o segundo. SOnhos. Socialistas não sonham, e sim matam sonhos.

      • seg, 16/08/2010 - 14:53
        Carlos

        Maria Antonieta – ainda pescoçuda – pensava igualzinho a usted….

      • seg, 16/08/2010 - 16:18
        Ed.

        Como se um excluísse o outro…
        O lamentável pensamento binário: "ou isso ou aquilo…ou eu ou vc …
        Com esta pobreza de pensamento, os sonhos devem ser igualmente pobres … e egoístas.

      • ter, 17/08/2010 - 17:24
        Carlos

        Ótima resposta a tua, com adendo: mais que pobreza, mesquinharia nos sonhos´.

    • seg, 16/08/2010 - 16:22
      Ed.

      Menos, McSimplesAssim, menos…
      Senão, o "simples assim" pode acabar virando "complicado assado"…

  26. seg, 16/08/2010 - 11:12
    luís nascimento

    Quanto mais o Serra fala mais ele cai em descrédito – é o que sinaliza as pesquisas. Até os tucanos andam insatisfeito com a língua do Serra. Só pra ficar em um exemplo, vale à pena saber o que Serra pensava, quando achava que não precisaria mais de Alckmin. Registrou a seguinte pérola, num relatório do TCE, quando assumiu o governo de São Paulo, a respeito da educação herdada do aliado: "…INEXISTÊNCIA E INSUFICIÊNCIA DE ESPAÇOS FÍSICOS; INSUFICIÊNCIA DE EQUIPAMENTOS E MATERIAIS DE CONSUMO; FALTA DE FUNCIONÁRIOS, INCLUSIVE PARA A COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA; DEFICIT DE DOCENTES COM PERFIL ADEQUADO; E FALTA DE PARÂMETROS CURRICULARES".

  27. [...] *Matéria originalmente publicada no site Vi o mundo [...]

  28. seg, 16/08/2010 - 11:00
    Carlos

    Foto de caminhada no Paraná?
    Qual o autor?

  29. seg, 16/08/2010 - 10:59
    I. Milão

    A Ameaça não é apenas desta figura nefasta, precisamos aposentar outro paria no estado de S.Paulo, São Paulo não pode continuar nesta lama, Precisamos urgente de iniciarmos a campanha BYE BYEalkimin2010. Me recuso a digitar em maiúsculo.

  30. seg, 16/08/2010 - 10:51
    Carlos

    Azenha

    Capitalização da Petrobrás vai entrar na pauta?

  31. seg, 16/08/2010 - 10:35
    Paulo Cavalcanti

    Sobre o METRÔ-SP (continuação)

    Sobre a declaração de Serra, sobre a construção de 400kms de metrôs – (mais uma falácia)

    METRÔ DE LONDRES, tem 415 kms de trilhos –
    METRÔ DE NOVA IORQUE, tem 398 kms de trilhos,
    METRÔ DE MADRÍ, tem 283 kms de trilhos,
    METRÔ DE TÓKIO, tem 195,1 kms de trilhos,
    METRÔ DE PARÍS, tem 211 kms de trilhos,

    METRÔ DE SÃO PAULO, tem 61 kms de trilhos, para atender uma população de 30,8milhões de habitantes – com 4 linhas e 55 estações, transportando 3,7 milhões de
    passageiros/dia – com a média de 60.655 passageiros por km.

  32. Precisamos debater o METRÔ-SP

    O Metrô de SP, transporta 3,4 milhões de passageiros (um Uruguai por dia);

    Fatura por dia R$ 9,18 milhões, com pagamento antecipado pelo bilhete único;
    A Linha Vermelha (que atende a Zona Leste), nos horários de picos, transporta 10 passageiros por m2 – o que é um absurdo, pois a OMS (Organização Mundial de Saúde),recomenda no máximo 6 passageiros;

    GOSTARIA QUE LESSEM ESSAS COMPARAÇÕES CURIOSAS (vou redundar, para melhor explicar, pois a coisa é tão absurda, que tenho que ser repetitivo nas informações) – os números que indicam (habitantes), em todos os casos, estão apontados, as capitais e regiões metropolitanas.

    LEIAM OS NÚMEROS NO PRÓXIMO POST

  33. seg, 16/08/2010 - 10:25
    Luiz Jornaleiro

    Perfeita a avaliação do Stédile. Aliás, não seria ótimo um debate, na tv manipuladora, entre ele e a senadora latifundiária?

  34. seg, 16/08/2010 - 9:26
    Jairo_Beraldo

    A suprema cara de pau…o Zé vai ao JN, fala o que quer, mente, distorce dados e quando os ministérios que tiveram seus trabalhos adulterados se defendem, o PIG vem a público dizer que o governo Lula está usando a máquina a seu favor e a favor da candidata Dilma.

    • seg, 16/08/2010 - 10:28
      Klaus

      Jairo, o que se questiona é que quando Dilma faz o mesmo, os ministérios não são tão pretativos. Ou ela não fez isto?

      • seg, 16/08/2010 - 11:23
        Jairo_Beraldo

        Klaus, se o secretariado do Zé em sunpaulu não responde aos questionamentos da Dilma sobre seus "feitos", é porque não tem o que argumentar sobre as mentiras e os boatos que o Zé solta por aí. Se os ministerios do Lula rebatem o Zé, é porque tem argumentos para faze-lo. Tem alguma duvida sobre esta lógica ainda?

  35. O MST e suas lideranças me surpreendem positivamente a cada dia. Muita lucidez e clareza do Stédile.Ele mostra que o governo Lula é, sim, progressista, mas detecta claramente suas limitações. No entanto, não parte para o discurso utópico como o Plínio. Sensacional essa entrevista.

    • ter, 17/08/2010 - 11:39
      ValmontRS

      Faço minhas as suas palavras, Roberto.
      Stédile é de uma inteligência e lucidez impressionantes. É capaz de análises extremamente complexas e abrangentes, sem perder o foco nos objetivos essenciais. Infelizmente, o PiG criou uma imagem demonizada para estigmatizá-lo junto à população brasileira, assim como fez diariamente em suas campanhas de marginalização do MST. Isto revela o mal que essas corporações midiáticas impingem à sociedade brasileira, invertendo valores e distorcendo a realidade.
      O verdadeiro Stédile tem que ser revelado pela mídia alternativa.

  36. seg, 16/08/2010 - 6:49
    Melinho

    MAIS UMA VIGARICE DO PIG, QUE NÃO INFORMA ÀS PESSOAS.

    Eu nunca precisei de um documento com foto para votar. Bastava apresentar o título de eleitor e por ele o mesário conferia a minha assinatura. Se a foto fosse importante, ela deveria fazer parte do próprio título de eleitor, não acham?

    De repente, inventaram esta história: Só vota quem levar um documento com uma foto. Leia para você entender o porquê.

    Emir Sader* – Sociólogo e cientista político.
    Quando o quadro eleitoral vai ganhando um formato que dificilmente parece poder ser alterado significativamente, o único fator que pode alterá-lo vêm, não da esfera das opiniões dos cidadãos, mas de uma lei absurda, aprovada e sancionada, que obriga os eleitores, para poderem votar, portar um outro documento, com foto. Independentemente da intenção de evitar os votos fraudados, a decisão é sumamente discriminatória, afetando diretamente a milhões e milhões de eleitores mais pobres, que não dispõem da informação e/ou de documento com foto ou de possibilidade de se deslocar de novo até suas casas para poder retornar a tempo de votar.
    A falta de campanha maciça de informação por parte das autoridades responsáveis pelo processo eleitoral só agrava a situação, revelando má fé ou falta de consciência das conseqüências da lei e dos danos que ela pode causar no exercício do direito de voto por milhões de cidadãos brasileiros.
    Na primeira eleição de Evo Morales, na Bolívia, centenas de milhares de pessoas não puderam votar por uma decisão de que os que não tinham votado na eleição municipal anterior, teriam que se reinscrever. A informação circulou pouco e justamente eleitores pobres, do Evo, não puderam exercer seu direito de voto. Felizmente a maioria obtida pelo Evo foi suficiente para que triunfasse com a maior votação que um presidente havia obtido, mas o MAS deixou de eleger a governadores e a uma bancada parlamentar maior por essa circunstância.
    No Brasil, até hoje ainda há setores significativos da população – basicamente mais pobres, grande parte deles vivendo no campo – que querem votar no candidato do Lula, mas que só agora, lentamente, vão canalizando esse voto para a candidata do Lula, Dilma. Podemos imaginar a dificuldade para que esses setores possam ser informados da necessidade de portar documento com foto para votar. Muitos sequer têm esse documento, seja por falta de recursos para tirá-lo, seja por falta de consciência da importância e falta de tempo de providenciá-lo.
    A imprensa, alinhada maciçamente com o candidato da direita e consciente de que os setores mais diretamente afetados são bastiões de voto do governo e da Dilma, nem tocam no tema, em atitude que revela, mais uma vez, como não apenas informam mal e errado a população, como também desinformam pelo silêncio.
    Não podemos contar com esses meios. Temos que organizar, desde já, uma ampla campanha cidadã de massas para fazer chegar essa informação a todos os eleitores, de que necessitam indispensavelmente levar um documento com foto para poder votar. É responsabilidade da imprensa pública, de todas as organizações democráticas e populares, de todas as candidaturas desse campo e de toda a militância, organizar formas de difusão ampla dessa informação, com criatividade e com eficácia, para evitar que uma determinação absurda e a irresponsabilidade dos setores que deveriam encarregar-se da informação do eleitorado, falseiem a vontade dos eleitores brasileiros.
    (Aproveito para reiterar-lhes a informação que o contacto comigo também pode ser feito pelo twitter: http://www.twittter.com/emirsader

    Leia mais no Blog da Dilma: BLOG DA DILMA 13 PRESIDENTE

    • seg, 16/08/2010 - 11:44
      Cleverton Silva

      Caro Melinho, bela observação a sua. Para resolver o problema de mais este golpe, é necessário que Lula chame Lewandowski "às falas" e o convença a se pronunciar pouco antes das eleições para orientar a população sobre a necessidade de título + decumento com foto para votar. A televisão, oligarquizada, chega a cerca de 97% da população. Então, se não interessa ao PIG divulgar, que Lewandowski cumpra a sua obrigação por transmissão em cadeia nacional.

      • seg, 16/08/2010 - 15:19
        Carlos

        Para o RG, fica a dependência da disposição do institutos de identificação da secretarias de segurança de cada estado, mas a carteira de trabalho é de responsabilidade do Ministério do Trabalho.

    • seg, 16/08/2010 - 15:29
      ferrera13

      Andei postando comentários em vários blogs falando de minha preocupação com esse fato. Acho que nos programas eleitorais o PT não pode deixar de fazer um chamamento aos seus eleitores para que providenciem o título e um documento com foto. A Lei foi aprovada no Congresso com o apoio do PT e o presidente LULA sancionou. Todos tem responsabilidade com esta Lei. Agora, não nos resta alternativa a não ser fazer ampla divulgação e chamamento para o cumprimento fiel da Lei no dia da eleição sob pena de prejudicar nossa candidata.

  37. seg, 16/08/2010 - 1:02
    SérgioFerraz

    Tem razão os que já disseram, o verdadeiro "terrorismo" é a volta do neoliberalismo, do "choque" de gestão, das ´privatizações, das pauladas nos movimentos sociais e da miséria.

  38. dom, 15/08/2010 - 23:25
    Rinaldo xavier

    alguem ainda duvida da VITORIA da DILMA?

  39. O processo de desmontagem do país empreendida pelo psdb tem sua face atual no governo do Estado de São Paulo, governado sob o lema, desmonte do Estado, terceirização, arrocho salarial. E muita repressão contra os movimentos sociais organizados. O espetáculo programático do psdb está, aliás, ainda em cartaz. A última a sofrer o golpe foi a tv Cultura.

    • seg, 16/08/2010 - 12:30
      Supertramp68

      É realmente tragica a situação de SP. Metrôs, Rodovias melhores do país, estado mais rico, maior redução da violencia…
      é, bom mesmo é Pernambuco… lá em Guaranhuns…

      • seg, 16/08/2010 - 13:21
        vera oliveira

        estado mais rico mas os trabalhadores em sua maioria são de outros estados

      • seg, 16/08/2010 - 17:17
        Ed.

        Quem fez a maior parte do metrô (da cidade) de SP? alguns, lá atrás
        Quem fez a maioria das estradas de SP? Muitos, lá atrás…
        Quem criou a riqueza de SP? O café.
        Agora, quem gerou o melhor presidente contemporâneo do país? … Garanhuns
        E dê lembranças ao seu medíocre preconceitinho paulistariano…

  40. dom, 15/08/2010 - 22:16
    Ed.

    Muito mais do que o terrorismo eleitoral com o "terrorismo" de Dilma, me aterroriza a mera hipótese de voltarmos ao neoliberalismo de FHC, através de seu planejador Serra,
    A reinstalação da república da corretagem, do loteamento da nação. Da desconstrução do país e de seus habitantes.
    Confesso que, embora com diversas explicações parciais, não consigo compreender como conseguiram tamanha destruição do país sem que as instituições conseguissem impedir.
    Este processo "bem sucedido", sim, é aterrorizante!…

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