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Rússia e China desafiam OTAN-Estados Unidos

publicado em 9 de maio de 2011 às 22:01

Rússia e China desafiam OTAN-EUA

10/5/2011, M K Bhadrakumar, Asia Times Online

Tradução do Coletivo da Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu:
“Não é maravilhoso saber que a gente aqui, nessa quebrada braba, já sabe de tudo isso… E que o Merval Pereira e o William Waack ainda não sabem de naaaaaaaada disso?! [risos, risos] É nóis! A Rede Globo tá é por fora!

A visita para consultas que o ministro de Relações Exteriores da China Yang Jiechi fará no final de semana a Moscou está prevista como parte da preparação para a visita que o presidente Hu Jintao fará à Rússia em junho. Mas essas consultas ganham imensa importância nas atuais circunstâncias, para a segurança internacional.

Os esforços que russos e chineses empreendem já há algum tempo para “coordenar” posições nas questões regionais e internacionais sobem de grau, em termos qualitativos, agora, em face da situação no Oriente Médio.

A agência oficial russa de notícias usou expressão pouco usual – “estreita cooperação” – para caracterizar o novo status dessa coordenação de políticas para a região. E essa coordenação pode implicar um grande desafio que o Ocidente terá de enfrentar, para fazer avançar sua agenda unilateralista no Oriente Médio.

Em tese, Hu visitará a Rússia para participar do grande evento-show previsto para São Petersburgo nos dias 16-18 de junho, e que o Kremlin vem coreografando atentamente como evento anual, de importância comparável à de um Fórum Econômico Internacional, um “Davos russo”. Vê-se muita excitação nos dois países, à espera de que a visita de Hu seja um ponto de virada na cooperação entre Rússia e China, no campo da energia.

A gigante russa Gazprom de energia espera estar bombeando 30 bilhões de metros cúbicos anuais de gás natural para a China em 2015, e as negociações sobre preço já estão em fase avançada. Os chineses garantem que as negociações, que estiveram paralisadas, estão de fato a ponto de serem concluídas e postas em acordo a ser firmado, quando Hu chegar à Rússia.

Verdade é que, quando a grande economia que mais cresce no mundo e o país maior exportador de energia chegam a algum acordo, a coisa é sempre muito mais ampla que simples questão de cooperação bilateral. Haverá mal-estar na Europa, que historicamente tem sido o maior mercado para a energia russa exportada, se se vir surgindo do leste um “concorrente”; e os negócios de energia entre o Ocidente e a Rússia terão, na China, “um parceiro à espera”. Essa mudança de paradigma altera o quadro atual das tensões entre Leste e Oeste sobre o Oriente Médio.

Posições idênticas

O Oriente Médio e o Norte da África acabou por ser um dos temas centrais das conversações que Yang terá em Moscou com seu anfitrião Sergei Lavrov. Rússia e China decidiram trabalhar juntas sobre as questões criadas pelos levantes no Oriente Médio e Norte da África. Nas palavras de Lavrov: “Concordamos em coordenar nossas ações, usando as habilidades e competências de nossos dois países, para ajudar numa rápida estabilização e para prevenir que haja ali outras consequências negativas.”

Lavrov disse que Rússia e China têm “posições idênticas”, de que “cada nação deve poder determinar o próprio futuro, independentemente e sem interferência”. Pode-se presumir que os dois países tenham construído a posição comum de opor-se a qualquer movimento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que caracterize ocupação por terra, na Líbia.

Até aqui, a posição da Rússia havia sido de que Moscou não aceitaria que o Conselho de Segurança desse à OTAN qualquer tipo de mandato que autorizasse a ocupação por terra, sem “posição claramente expressa” de aprovação pela Liga Árabe e pela União Africana (da qual a Líbia é membro).

Evidentemente, há aqui um “déficit de confiança”, que se vai tornando cada dia mais insuperável, a menos que a OTAN decida por um cessar-fogo imediato na Líbia.

Dito de outro modo, mais claro: a Rússia já não confia que os EUA ou seus aliados da OTAN estejam sendo satisfatoriamente transparentes quanto às próprias intenções no que tenham a ver com a Líbia e o Oriente Médio.

Há alguns dias, Lavrov falou longamente sobre a Líbia em entrevista a um canal russo de televisão, Tsentr. Mostrou-se profundamente frustrado com a ‘fala dupla’ do Ocidente e os subterfúgios usados para interpretar unilateralmente a Resolução n. 1.973 da ONU, de modo a fazer o que desejava fazer.

Naquela entrevista, Lavrov revelou que há “relatos de que se prepara uma vasta operação na Líbia e que sugerem que os planos estejam sendo desenvolvidos na OTAN e na União Europeia”. E sugeriu bem claramente (e publicamente) que há suspeitas em Moscou de que os EUA conspiram para contornar a exigência de que o Conselho de Segurança autorize operações em terra na Líbia; que em vez de buscar obter a autorização legal, os EUA planejam aplicar uma ‘chave-de-braço’ na Secretaria Geral de Ban Ki-Moon, para que a SG apresente à aliança ocidental “um pedido” para que a OTAN dê cobertura à missão humanitária da ONU; os EUA, então, usariam esse pedido como folha de parreira para iniciar a ocupação por terra.

A divulgação da posição assumida por Rússia e China visa a impedir que a Secretaria Geral de Ban facilite subrepticiamente a operação em terra, da OTAN, na Líbia, que estaria sendo construída. Ban visitou Moscou recentemente, e relatórios russos sugerem que ele teria saído “com as orelhas cheias” de críticas ao modo como preside a ONU. Colunista moscovita sempre bem informado, escreveu, cheio de sarcasmo:

“Há vários modos de dizer politicamente a um hóspede, em nome próprio e em nome de parceiros internacionais: ‘Não estamos muito felizes com seu desempenho, estimado Mr. Ban.’ Em muitos casos, nem se precisa de palavras. É visível para todos que o secretário-geral tem uma queda pelo romantismo revolucionário das guerras civis e apóia, em geral, todos os combatentes da liberdade. Por isso, precisamente, vive de braços dados com os arquiliberais europeus e norte-americanos.

Não se recomenda que o secretário-geral da ONU tome posições políticas extremistas, muito menos que se ponha ao lado da minoria dos estados-membros da ONU, como fez no caso da Líbia e da Costa do Marfim. Não foi eleito para isso. Não se trata de querer forçar Mr. Ban a mudar de posição ou de convicções, mas, apenas, de promover um pequeno ajuste no seu modo de ver as coisas, a favor de maior neutralidade.”

Moscou e Pequim parecem ver o chamado Grupo Líbia de Contato (22 países e seis organizações internacionais) com olhos altamente desconfiados. Referindo-se à decisão do Grupo, em reunião em Roma na 5ª-feira passada, para disponibilizar imediatamente um fundo temporário de US$250 milhões, como ajuda aos rebeldes líbios, Lavrov disse, em tom cáustico, que o grupo “ampliava seus esforços para assumir o papel principal na determinação da política de toda a comunidade internacional em relação à Líbia” e alertou que não deveria estar “tentando substituir o Conselho de Segurança da ONU. E que evitasse tomar posição a favor de um dos lados.”

Moscou e Pequim têm dado sinais bem claros de preocupação ante o risco de o Grupo de Contato estar aos poucos se convertendo em processo regional que estaria deslocando a ONU, no trabalho de modelar os levantes árabes na direção que mais interesse às estratégias ocidentais. Os estados do Conselho de Cooperação do Golfo (e da Liga Árabe) incluídos no Grupo de Contato permitem que o Ocidente apresente o Grupo de Contato como se fosse uma voz regional coletiva. (Ironicamente, a França convidou a Rússia a participar do Grupo de Contato.)

A ponta do iceberg

Na conferência de imprensa com Yang em Moscou, na 6ª-feira, Lavrov foi diretamente ao ponto: “O Grupo de Contato se auto-estabeleceu. E, agora, tenta puxar para si a responsabilidade sobre a política de toda a comunidade internacional em relação à Líbia. E não só isso. Também estamos ouvindo vozes que querem que o Grupo de Contato decida o que fazer em outros Estados da região.” O que preocupa a Rússia em termos imediatos é que o Grupo de Contato parece estar começando a deslocar-se em direção à Síria, para promover mudança de regime também lá.

Até aqui, a China tem sido muito diplomática na questão da Líbia e deixou com a Rússia a tarefa de pendurar o guizo no pescoço do gato ocidental; mas aos poucos, está começando a falar. Yang foi bastante direto na conferência de imprensa em Moscou, criticando a intervenção ocidental na Líbia. Há apenas três semanas, o People’s Daily [Diário do Povo] chinês comentou que a guerra na Líbia chegara a um impasse: o regime de Muammar Gaddafi mostrou-se capaz de resistir; e o Ocidente superestimou a oposição líbia. Diz o jornal:

“A guerra da Líbia converteu-se em ‘batata quente’ para o Ocidente. Primeiro, o Ocidente, em termos econômicos e estratégicos, não pode sustentar a guerra (…). A guerra é peso excessivo para os EUA e para os países europeus, que ainda não superaram completamente a crise econômica. Quanto mais tempo durar a guerra da Líbia, mais os países ocidentais ver-se-ão em desvantagem.

Em segundo lugar, o Ocidente enfrentará inúmeras dificuldades militares e legais (…). Se o Ocidente continuar a envolver-se, logo será visto como tendente a um dos lados (…). No campo das ações propriamente militares, os países ocidentais terão de despachar soldados para depor Gaddafi (…). A ONU absolutamente não tem autoridade para ordenar esse movimento, e parece estar começando a repetir os erros da Guerra do Iraque (…). Em resumo, a solução militar para o problema da Líbia está esgotada e a solução política já está na agenda.”

As conversações de Yang em Moscou significam que Pequim está sentindo que o Ocidente está decidido a segurar a ‘batata quente’ custe o que custar, deixá-la esfriar custe o que custar, para, no fim, devorá-la sem partilhar com ninguém. No mesmo andamento, uma recalibração da posição chinesa, que a aproxima muito da posição da Rússia (que já criticou muito mais abertamente a intervenção ocidental na Líbia) começa a deixar-se ver.

Moscou pode ter encorajado Pequim a ler o que se via escrito na parede. Mas o fator determinante da aproximação parece ser o incômodo crescente, entre chineses e russos, ante a evidência de que a intervenção ocidental na Líbia é só a ponta do iceberg – e que o que se prepara pode ser uma geoestratégia para perpetuar a dominação histórica do Oriente Médio pelo Ocidente, agora na era pós-Guerra Fria. E tecido aí, também, um precedente extremamente preocupante, de a OTAN pôr-se a agir militarmente sem mandato específico da ONU.

Lavrov e Yang participam depois, em Astana, de uma conferência dos ministros de Relações Exteriores da Organização de Cooperação de Xangai [ing. Shanghai Cooperation Organization (SCO)] que negociará a agenda para a próxima reunião de cúpula do corpo regional, que acontecerá na capital do Cazaquistão, dia 15 de junho. A grande questão é se o acordo Rússia-China, de “estreita cooperação” nas questões do Oriente Médio e Norte da África, será assumida como posição comum de toda a SCO. A probabilidade parece alta.

 

21 Comentários para “Rússia e China desafiam OTAN-Estados Unidos”

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  2. qua, 11/05/2011 - 1:00
    Pall Kunkanen

    Eu diria que a temperatura do forno das batatas vai subir. usem o chrome com tradução para ler.
    http://news.yahoo.com/s/afp/uschinairanrightsinte

    aqui neste link tem o interesse da China nos restos do helicóptero que caiu no pakistão: http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.p

    E se querem saber de guerras e outras estratégias de segurança mundial acessem o http://www.militaryphotos.net

    • sex, 13/05/2011 - 22:49
      Mário SF Alves

      Atenção! Propaganda pró-imperialisata da (in)Veja! Quem acessar o primeiro link, com certeza, vai se enojar!

  3. ter, 10/05/2011 - 23:49
    Eugênio

    Cara, cadê o Braddley Manning?????????

  4. ter, 10/05/2011 - 19:38
    Julião

    A OTAN (digo USA) cerca a Russia e a ChIna desde o fim da guerra fria. Este cêrco é real e já foi tratado aqui neste blog. A Otan deseja a adesão da Ucrania pata completar o fechamento das saída, para o mares quentes, para a frota russa. O assunto de privar a China de combustíveis tambem é antigo.

    O que eu penso é quando estes países sentirem a suas existencias sériamente ameaçadas como reagirão?
    As 300 bombas atômicas chinesas são suficientes para mudar totalmente o clima do planeta colocando-nos em uma nova era glacial ! Imaginem as 5.000 ou mais dos USA e as em mesmo numero da Russia.

    Só dá para diser uma coisa -" QUE BANDO DE IMBECIS"

  5. ter, 10/05/2011 - 16:28
    Bonifa

    Depois de bombardear um hospital e outras instalações civis, o porta-voz da OTAN veio a público dizer que as ações visam exclusivamente proteger os civis da Líbia. A Europa não precisa de petróleo. Ela está precisando de um carregamento de 200.000 barris de óleo de peroba:

    terça-feira, 10 de Maio de 2011 | 11:26 http://noticias.sapo.pt/especial/libia/
    OTAN volta a bombardear Trípoli
    As autoridades líbias disseram que quatro crianças ficaram feridas na sequência das explosões, sendo que duas delas estão em estado grave. As autoridades líbias mostraram aos jornalistas um hospital com janelas destruídas, supostamente por causa das explosões.
    Segundo testemunhas, quatro explosões atingiram a capital líbia, sacudindo as janelas de um hotel que hospeda jornalistas, tendo sido seguidas por mais duas detonações menores.
    Horas antes do segundo bombardeamento, pelo menos duas fortes explosões sacudiram a cidade, informou a agência oficial Jana. Colunas de fumo subiram da zona da TV estatal e dos escritórios da agência de notícias.
    Pelo menos um desses ataques atingiu um edifício que tinha sido previamente bombardeado a 30 de Abril e que abrigava várias organizações da sociedade civil, disseram testemunhas.
    As explosões ocorreram depois de o chefe da NATO, Anders Fogh Rasmussen, afirmar que o tempo está a esgotar-se para Kadhafi, que «deve perceber cedo ou tarde que não há futuro para ele ou o seu regime».
    Trípoli tem sido alvo constante da aviação da NATO, que bombardeia instalações do regime do ditador líbio. A NATO assumiu no final de Março o comando das operações militares da coligação internacional e desde então já realizou mais de 2 mil bombardeios para evitar a ação das forças de Kadhafi contra os rebeldes líbios.

  6. ter, 10/05/2011 - 14:24
    Mário SF Alves

    O William Waack devia mesmo é processar a Rede Globo por obrigá-lo a publicar esse show de inverdades cotidianas.

  7. ter, 10/05/2011 - 13:09
    fernandoeudonatelo

    Esse pessoal é certeiro. Porque de fato, o realinhamento de estratégias conjuntas entre Rússia e China, ocorre pela aproximação física da coalização militar ocidental, nas áreas de influência entre os dois países.

    Tanto por motivos de geopolítica hegemônica, como de controle de corredores comerciais e eixos logísticos, os apoios em bases e estações avançadas que a OTAN e EUA firmam com sub-parceiros regionais, começam a se extender da Ásia Central (Af/Pak/Irak) ao Leste Europeu (Pol/Rep.Tcheca/Georgia), tendo como cinturão de "contenção" o mar da Ásia do Pacífico (Cor. Sul/Japão).

    • ter, 10/05/2011 - 19:17
      Bonifa

      A China com a energia da Russia. A Índia com a energia do Irã, através do Paquistão. Para quem não quer que os outros se desenvolvam, é o pesadelo.

  8. ter, 10/05/2011 - 9:59
    ZePovinho

    Ué?????????????Por que alguém negativou meu comentário??Foi porque o Chávez está certo,ao dizer no ano passado que os EUA tem uma máquina de terremotos??????????????Será que o Parlamento Europeu está lotado de malucos?????

  9. ter, 10/05/2011 - 9:53
    Fernando

    Militarmente nosso bloco é mais forte que o dos yankee-europeus.

    • ter, 10/05/2011 - 11:32
      Artur

      "Nosso Bloco"??? Cai na real, nós também somos ocidentais! E o BRICS não é um bloco político, mas um mero conceito… cada um têm seus próprios objetivos.

      • ter, 10/05/2011 - 17:40
        Bonifa

        Você pode se julgar ocidental. Que mais você se julga? Branco de olhos azuis? Descendente do "Myflower"? Súdito de Elizabete II? Her majesty object?

  10. ter, 10/05/2011 - 7:10
    Marat

    Já passou da hora de esses dois países se unirem e se articularem, pois, se demorar mais ou pouco, serão expremidos pelos carniceiros da OTAN, e depois rapinados, ato que tão bem os ocidentais conhecem!

  11. ter, 10/05/2011 - 1:08
    Patrícia

    O que é o Coletivo da Vila Vudu? Tem um site próprio?

  12. seg, 09/05/2011 - 22:55
    ZePovinho

    PARTE 02:
    http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pub

    "………….O HAARP, em virtude das suas vastas consequências para o ambiente, constitui um problema mundial e deve-se pôr a questão de saber se as vantagens desse sistema compensam os riscos. Os efeitos ecológicos e éticos devem ser investigados profundamente antes de continuar com a investigação e os testes. O HAARP é um projecto quase totalmente desconhecido do público e é importante aumentar a consciência do público em geral sobre este projecto.

    O HAARP está ligado a 50 anos de investigação espacial intensiva, de clara natureza militar, nomeadamente como parte da chamada "guerra das estrelas" para controlar as camadas superiores da atmosfera e as comunicações. Esta investigação deve ser considerada como seriamente prejudicial para o ambiente e podendo ter efeitos incalculáveis para a vida humana. Ninguém sabe ainda hoje de forma segura os efeitos que o HAARP pode ter. A cultura do secretismo no seio da investigação militar deve ser combatida. O direito à transparência e ao controlo democrático dos projectos de investigação militar e o controlo parlamentar devem ser promovidos.

    Uma série de acordos internacionais ("Convenção sobre a proibição de utilização militar ou outra utilização hostil de técnicas de alteração do ambiente", "Tratado da Antárctida", "Tratado sobre os princípios a seguir pelos Estados na exploração e investigação do espaço exterior, incluindo a Lua e outros astros" e a "Convenção da ONU sobre o direito marítimo") fazem com que o HAARP pareça muito contestável, não só do ponto de vista humano e político como também jurídico. O Tratado da Antárctida estabelece que a Antárctida deve ser utilizada unicamente para objectivos pacíficos(26). Isto implicaria que o HAARP viola o direito internacional. Todos os efeitos dos novos sistemas de armas devem ser investigados por órgãos internacionais independentes. É necessário preparar novos acordos internacionais para, em caso de guerra, proteger o ambiente contra destruições desnecessárias"………

  13. seg, 09/05/2011 - 22:54
    ZePovinho

    Parlamento Europeu reconheceu,em 1999,que o HAARP é uma arma:

    PARTE 01
    http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pub

    HAARP – um sistema de armamento que perturba o clima

    Em 5 de Fevereiro de 1998, a Subcomissão da Segurança e do Desarmamento, do PE, organizou uma audição pública sobre, entre outras coisas, o projecto HAARP. Estavam também convidados representantes da NATO e dos EUA, mas decidiram não participar. A comissão lamenta que os EUA não tenham enviado ninguém à audição ou usado da possibilidade de comentar o material apresentado(22).

    O HAARP – Programa de Investigação de Alta Frequência Auroral Activa (High Frequency Active Auroral Research Project) é da responsabilidade conjunta da Força Aérea e da Marinha dos EUA, em colaboração com o Instituto de Geofísica da Universidade do Alasca, de Fairbanks. Experiências semelhantes decorrem também na Noruega, provavelmente na Antárctida, mas também na antiga URSS(23). O HAARP é um programa de investigação em que é utilizado um dispositivo terrestre, uma rede de antenas, cada uma alimentada pelo seu próprio transmissor, cujo objectivo é aquecer sectores da ionosfera(24) graças a potentes raios de frequências de rádio de impulsos. Deste aquecimento de sectores da ionosfera resultam buracos ionosféricos e lentes artificiais.

    Isto pode ser utilizado para muitos fins. Através da manipulação das particularidades eléctricas da atmosfera é possível controlar energias gigantescas. Utilizadas como arma militar contra um inimigo podem produzir efeitos devastadores. Com as técnicas do HAARP pode-se dirigir para um ponto determinado uma energia milhões de vezes superior à que é possível controlar com um emissor clássico. A energia pode também ser dirigida contra alvos móveis, o que poderia ser utilizado contra mísseis inimigos.

    O projecto permite criar melhores comunicações com os submarinos e manipular as condições metereológicas mundiais. Mas também o contrário, perturbar as comunicações, é possível. Através da manipulação da ionosfera é possível bloquear as comunicações mundiais, ao mesmo tempo que as suas próprias chegam ao destino. Outra aplicação deste sistema é a tomografia por penetração da crosta terrestre, que podemos imaginar como um exame da Terra ao raio X a diversos quilómetros de profundidade para detectar jazidas de petróleo ou gás, mas também instalações militares subterrâneas. Outra das aplicações do sistema HAARP é o "radar além-do-horizonte" que segue a curvatura terrestre para observar objectos que se aproximam a grande distância.

    Desde os anos 50, os EUA realizaram explosões de material radioactivo na cintura de Van Allen(25) para investigar qual o efeito das explosões nucleares a alta altitude e das emissões electromagnéticas resultantes da explosão sobre as transmissões de rádio e as operações de radar. Isto criou novas cinturas de radiações magnéticas que abrangem quase todo o globo. Os electrões moveram-se ao longo destas linhas de campos magnéticos e criaram uma aurora boreal artificial sobre o Polo Norte. Através destes testes militares criaram-se sérios riscos de perturbação da cintura de Van Allen por muito longo tempo. Os campos magnéticos terrestres podem ser perturbados em largas zonas e impedir as comunicações por rádio. Segundo cientistas americanos, pode levar várias centenas de anos até que a cintura de Van Allen estabilize numa situação normal. O Projecto HAARP pode ter como resultado alterações das condições climáticas. Pode também influenciar todo o sistema ecológico, especialmente nas zonas sensíveis da Antárctida.

    Uma consequência extremamente séria do HAARP são os buracos na ionosfera provocados pelas fortes ondas de rádio emitidas para uma determinada zona. A ionosfera protege-nos das radiações cósmicas. Espera-se que estes buracos na ionosfera sejam de novo preenchidos, mas a experiência das alterações da camada de ozono apontam no sentido contrário. Isto significa que existem vários buracos na zona de protecção que a ionosfera constitui…………..

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