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Cartas de Minas
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Racha no PSOL: Jean Wyllis denuncia a ditadura de Maduro, mas Maringoni diz que definição “é má-fé ou ignorância”

07 de agosto de 2017 às 21h03

A ESQUERDA NÃO PODE APOIAR MADURO

por Jean Willys, 31.07.2017, no Facebook

A situação da Venezuela é catastrófica, uma verdadeira tragédia humanitária.

A ditadura de Nicolás Maduro, cada dia mais descontrolada e sem limites, reprime as manifestações com uma violência inusitada, cercea as liberdades públicas e avança sobre os outros poderes, eliminando os poucos resquícios de institucionalidade que ainda restam no país.

Ontem, na eleição sem participação da oposição para uma Assembleia Constituinte considerada ilegal pelo parlamento e pela própria procuradora-geral da República (nomeada por Hugo Chavez), por volta de 90% da população decidiu não votar.

E a resposta do governo foi “maquiar” os resultados depois de horas sem saber o que dizer, mentir ao mundo e ameaçar com um processo de cassação contra a procuradora e com enviar os deputados da oposição para a cadeia!!

Enquanto isso, nas ruas, a repressão estatal e paraestatal provocou mais de dez novas mortes. Desde o início dos protestos contra Maduro, já são mais de cem pessoas assassinadas, a maioria jovens.

A “constituinte” de Maduro é a última loucura de um regime que está podre há tempos. Foi convocada pelo presidente sem a aprovação do Congresso, sem a consulta à população e com um bizarro sistema eleitoral que garantia que, mesmo que a oposição participasse da eleição e tivesse muitos mais votos que o oficialismo, o partido do presidente teria uma ampla maioria na assembleia constituinte.

Ou seja, era um jogo de cartas marcadas. O objetivo era substituir o atual parlamento, com maioria da oposição, que venceu por ampla maioria as últimas eleições que Maduro permitiu, porque as seguintes foram suspensas.

Foi por isso que a imensa maioria da população não foi votar ontem nessa farsa de eleição com partido único, apesar das ameaças do governo contra servidores públicos e beneficiários de programas sociais.

Enquanto a maioria dos centros de votação estavam vazios, a polícia e as milícias do governo (os “coletivos” que patrulham as ruas em motos e fortemente armados) reprimiam brutalmente os protestos cidadãos.

Há muitos anos que eu digo que o governo venezuelano é indefensável. Comecei a falar isso quando a maioria da esquerda brasileira (inclusive a maioria do meu partido) defendia Nicolás Maduro.

Fui muito criticado e insultado nas redes por isso, mas os fatos comprovaram que eu estava certo. Maduro é um ditador e nós da esquerda não podemos ser cúmplices de um ditador ou ficar calados diante da censura à imprensa, a perseguição contra os opositores, os presos políticos, os torturados, os assassinados.

Não há simpatia ideológica que justifique nada disso, e também não há motivos para ter simpatia ideológica com um regime que, além de ser antidemocrático (e isso deveria bastar para ser contra), também é corrupto, ineficaz e, apesar da enorme renda petroleira recebida pelo Estado venezuelano durante anos, levou o país ao caos econômico, o desabastecimento, a falta de comida e remédios e taxas de inflação e violência inéditas no continente.

Dizer tudo isso, como eu digo há anos (basta usar o Google para ler meus textos anteriores), não significa apoiar a oposição de direita da Venezuela. Como em todos os países, a oposição de lá é diversa e há setores de ultradireita (inclusive alguns que no passado se envolveram em tentativas golpistas), liberais progressistas, neoliberais, social-democratas, setores de esquerda, ex-chavistas e até marxistas.

O que unifica os protestos na rua é a luta contra a ditadura, mas os programas para o dia depois são diversos e, quando a democracia for recuperada (quando o governo permitir eleições livres), os venezuelanos vão decidir. Cabe a eles decidir!

Denunciar as violações aos direitos humanos cometidas pela ditadura de Maduro, como eu faço, não me cega para, nem me faz negligenciar as violências insufladas e praticadas por setores da oposição a seu governo.

Há manifestantes anti-Maduro vitimando fatalmente a sociedade civil que ainda apoia o governo ditatorial, embora também seja óbvio que este tem maior poder de fogo e, por isso, as vítimas fatais entre os manifestantes da oposição são em maior número.

Além disso, o dever de fazer uso legal e responsável da força é do Estado, que é quem deve garantir a proteção dos direitos humanos. Tampouco ignoro que parte da oposição à ditadura em que se converteu o governo de Maduro é composta de uma elite egoísta e irresponsável que, com o objetivo de controlar a principal riqueza do país (o petróleo) e privatizar sua exploração comercial, sabotou economicamente a Venezuela, precipitando o país no abismo em que hoje se encontra. A resposta de Maduro a isso não poderia ser pior: instalar uma ditadura violenta!

Àqueles que, sempre que eu falo das violações aos direitos humanos na Venezuela, me respondem que eu estou “reproduzindo o discurso da mídia hegemônica”, eu recomendo que leiam o que diz Anistia Internacional (“Na Venezuela se viola toda a gama dos direitos humanos: econômicos, sociais, culturais, las liberdades fundamentais, o direto à associação, a liberdade de expressão”), a ACNUR (segundo a entidade, de nenhum país chegam tantos pedidos de asilo como da Venezuela), a CIDH (estima que na Venezuela há mais de 3500 presos políticos), o Comitê contra a Tortura da ONU (desde 2014 denuncia casos de tortura contra manifestantes, inclusive mediante descargas elétricas) e até a própria procuradora-geral, Luisa Ortega, uma ex-chavista que hoje denuncia os assassinatos de opositores e disse que no país “se violam os direitos humanos como nunca antes na história”.

*Deputado federal pelo PSOL do Rio e vencedor do Big Brother Brasil

Não há nuances na Venezuela. Ou se está de um lado ou de outro

Gilberto Maringoni*, em seu blog, 02.08.2017

Há uma crise profunda na Venezuela. Neste exato momento, ela tem seu fulcro na disputa do poder. Embora exista um poderoso pano de fundo econômico, seu epicentro deslocou-se para a arena política.

Cada parte joga com os instrumentos que tem à mão. Nicolas Maduro detém o poder de Estado e seus principais instrumentos, incluindo as forças armadas, o judiciário e governos estaduais.

A oposição, agrupada na Mesa de Unidade Democrática (MUD) ganhou a Assembleia Nacional (congresso), tem outros tantos governos estaduais e conta com um formidável aparato internacional, fixado na Casa Branca, nos governos de direita da América Latina, nos organismos multilaterais (ONU, OEA) e no grande capital, o que inclui gigantescas redes de comunicação global.

Apesar de aparentar ser o lado mais forte, Maduro não está nessa posição, ao contrário. Ele foi eleito e a oposição na AN também. Quem fala em ditadura lá, age por má fé ou ignorância.

Fustigado por forças de direita que querem tudo, menos diálogo e entendimento – como sobejamente demonstra o caso brasileiro –, Maduro radicalizou. Convocou uma assembleia constituinte para relegitimar sua administração, ganhar força interna e organizar o enfrentamento.

O comparecimento de 40% não é baixo diante do histórico venezuelano, que já teve pleitos decididos com menos de 25% dos votantes nas cabines.

A sociedade está polarizada. Não há mal nisso. Disputas acirradas e nítidas ensejam quadros em que as nuances se tornam secundárias e o meio-termo desaparece.

Há dois lados para se perfilar. Pode-se criticar um ou outro, mas não há escapatória. Nessa disputa, nas próximas semanas, joga-se o futuro da Venezuela e da esquerda no continente.

Se a manifestação da crise está na política, suas raízes estão em outra esfera, nos rumos da Economia e em suas consequências na vida cotidiana da população. A erosão de parâmetros materiais mina a legitimidade oficial e abre caminho para o avanço conservador.

O país caribenho chegou ao ponto extremo de praticamente não possuir moeda nacional. O Bolívar tem sua cotação oficial fixada em 10 por dólar, segundo o Banco Central.

Nas ruas de Caracas, a divisa dos Estados Unidas é comercializada a 12 mil bolívares! Você leu certinho: mais de mil vezes mais.

O que isso significa? Significa que a relação comercial do país com o mundo não segue nenhum parâmetro lógico. A taxa oficial, base para importações e exportações, é o ponto de apoio para uma desenfreada corrida especulativa interna.

Comerciantes importam produtos na cotação oficial e os vendem em redes clandestinas controladas por máfias na base do paralelo. Não é preciso muita imaginação para perceber que as inflações de 720% para 2017 e de 2000% para 2018, previstas pelo FMI, têm no câmbio seu grande motor.

Assim, a escassez de produtos nos supermercados – num país que importa praticamente de tudo, à exceção de petróleo – está diretamente ligada á crise cambial. E por que existe uma crise cambial no país?

Pela continuada e extremada dependência do petróleo, não apenas como quase único exportável, mas pelo fato de o Estado ser financiado em boa parte pela renda advinda de sua comercialização.

A carga tributária venezuelana é historicamente baixa, situando-se em cerca de 13,5% do PIB, no período 2010-14, segundo a Cepal.

Para efeito de comparação, a carga brasileira está por volta de 34% do PIB, a francesa 45% e a alemã 46%. Há algo mais grave: daquele total, cerca de 2/3 é composto por impostos indiretos e 1/3 por cobranças diretas (como o imposto de renda). Isso mostra que a carga é bastante regressiva, apesar de ter se elevado bastante nos anos Chávez (1999-2013).

O financiamento do Estado é complementado largamente pela renda petroleira. Isso implica dizer que quando o preço do óleo está alto (como em 1974-80 e 2000-2011), a Venezuela torna-se próspera. Quando os preços desabam – como nos últimos três anos – o país tem de apertar cintos.

Como os preços do petróleo oscilam de acordo com uma infinidade de variáveis – boa parte delas especulativa – a manutenção dessa política fiscal na prática amarra o país à especulação mundial.

Não é característica apenas venezuelana. O fenômeno atinge até mesmo um gigante como a Rússia. Além disso, o baixo ingresso de petrodólares gera escassez interna de moeda forte, o que alimenta a procura e eleva seu preço. A pergunta óbvia é: por que Chávez não mudou isso?

A resposta nada óbvia é: porque não é fácil.

Quando os preços estão altos e o ingresso de petrodólares financia a máquina pública, os investimentos e o dinamismo econômico (incluindo geração de empregos, elevação de salários e programas sociais) não há incentivo algum para se realizar uma reforma tributária ou para se promover a reestruturação produtiva, impulsionando a industrialização.

A moeda nacional se valoriza, as importações ficam baratíssimas e os custos de produção internos se tornam proibitivos. É o fenômeno conhecido como “doença holandesa” e foi percebido pioneiramente por Celso Furtado, em 1956.

Quando o preço internacional desaba e a economia interna entra em crise, não há condições de se fazer investimentos.

Chávez tentou reativar a siderurgia, a instalação de indústrias de bens duráveis e internalizar a produção de produtos agrícolas processados, mas não conseguiu.

Assim, o problema estrutural do país – o câmbio e a moeda – não têm solução fácil à vista. Nem pelo governo e nem pela oposição.

O programa desta última é voltar ao que existia até 1998: concessões de poços de petróleo a estrangeiros e adaptar a estatal de petróleo – PDVSA – à lógica dos grandes consumidores internacionais (EUA, entre outros), além de acabar com dezenas de programas sociais.

Esse é o pano de fundo sobre o qual se dá a disputa de poder. A falta de liderança presidencial, o sucateamento da PDVSA e problemas administrativos agravam, mas nem de longe são determinantes na composição do quadro.

Se a situação é essa, por que motivos o governo venezuelano convocou a Constituinte?

É pouco provável que uma nova Carta ataque de imediato as disfuncionalidades econômicas. Mas ela se volta para uma questão também essencial para o chavismo: o tempo. Maduro precisa ganhar fôlego. Tem necessidade premente de se relegitimar, após perder as eleições parlamentares de 2015 e de ver seu país afundar – como todos os da periferia – após o repique da crise internacional, em 2013.

Embora tenha havido uma pequena recomposição dos preços do barril do petróleo (US$ 30 em janeiro de 2016, US$ 50 em janeiro de 2017 e US$ 44 agora), o rombo econômico é de tal magnitude que tais majorações não resolvem as turbulências.

A relegitimação oficial via Constituinte permite, em tese, enfrentar a oposição interna, tentar compensar os efeitos da crise com medidas sociais tópicas e traçar nova tática de enfrentamento diante de um ascenso vigoroso de forças conservadoras no continente e nos EUA.

Repetindo: pelo que se vê no Brasil, o que a direita menos quer agora é entendimento. Os bolivarianos terão êxito? Não se sabe.

Por que é vital apoiar Maduro, apesar de suas insuficiências e erros? Porque a queda do chavismo não melhorará a situação da esquerda nem interna e nem externamente.

Cuba será novamente fustigada e as correntes progressistas latinoamericanas serão desqualificadas ad nauseam.

Assistiremos uma tragédia anunciada ainda maior para a população local e veremos um triunfo espetacular da direita e do financismo global.

Será um exemplo a ser brandido por décadas para intimidar quem busca transformações sociais. Algo que só encontrará paralelo com a queda dos países socialistas, há quase trinta anos.

Infelizmente não há terceira via ou saída progressista na Venezuela fora do governo Maduro. Não há muro confortável, posição equidistante ou lugar para isenções.

A neutralidade favorece o mais forte em situação de radicalização.

Abandonar a Venezuela ou fazer carga contra quem luta como um leão para vencer as oligarquias equivale a se somar com armas e bagagens ao outro lado.

É possível criticar Maduro, falar de sua inépcia e esbravejar pelo fato de seu governo não raro meter os pés pelas mãos.

Mas colocar-se contra ele e compará-lo à brutalidade fascista significa colocar-se ao lado de quem, no Brasil e no mundo, opera ferozmente pelo fim da democracia, pela regressão social e pela negação de qualquer ideia transformadora.

*Professor do Bacharelado em Relações Internacionais (BRI) da Universidade Federal do ABC e autor de A Venezuela que se Inventa

Leia também:

Ideias “modernas” de Doria estão ultrapassadas nos Estados Unidos

 

21 Comentários escrever comentário »

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Jair de Souza

09/08/2017 - 16h15

Nem com 100 novas cusparadas na cara de Bolsonaro, Jean Wyllis vai conseguir se redimir do golpe covarde, vil e traiçoeiro que está desfechando contra o povo venezuelano, que não aceita ser subjugado docilmente pelas forças do grande capital. Como muito bem lembraram em comentários anteriores, depois de que Jean Wyllis apareceu em Israel fazendo apologia do massacre sionista contra o povo palestino, poderíamos esperar qualquer coisa dele em relação à política mundial e o enfrentamento dos povos contra as forças imperialistas. Não há como negar, Jean Wyllis tem lado, e ele sabe muito bem disto. Ele é um aliado das forças econômicas que dominam a maior parte do planeta e submete à escravidão quase literal boa parte da humanidade. Fico feliz de ver que Gilberto Maringoni não compartilha desta posição proimperialista. Gosto dos posicionamentos do Maringoni de modo geral. Ele não tem a habilidade do ex-BBB para gerar estupefato e chamar a atenção para sua figura, mas eu o sinto como um revolucionário sincero. Gosto de suas críticas firmes, mas construtivas, aos erros cometidos pela dirigência do PT. No entanto, acho que o PSOL não é um partido digno de Maringoni. Eu sinto que a maioria de sua dirigência está profundamente imbuída do sentimento que sempre prevaleceu no trotskismo internacional: o interesse principal em derrotar a URSS, em tempos passados, e agora a Rússia. Ou seja, seus objetivos principais coincidem sempre com os do imperialismo yanki. Não é por acaso que vimos Luciana Genro entusiasmada com as forças neonazistas que derrocaram o governo eleito da Ucrânia. Era parte dos objetivos do imperialismo yanki, portanto, também do movimento trotskista.
Para quem ficar chateado com minha menção criticamente severa ao trotskismo, esclareço que nada tem a ver este movimento com as ideias e teorias brilhantes desenvolvidas por aquele em quem se dizem inspirar, León Totski. Na verdade, assim como vemos a herança e os ensinamentos de Jesus Cristo serem postos a serviço de verdadeiros antiCristo, como Eduardo Cunha e Malafaya, também os ensinamentos de Trotski têm sido desvirtuados para servir à causa do imperialismo.

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Nelson

09/08/2017 - 11h07

Estaria o nosso emérito deputado pavimentando sua conversão – ou seria reconversão – à direita. Este escrito e a bajulação ao sionismo depõem contra ele, se assemelham à postura do “cristão novo”, que tudo faz para mostrar que, realmente, se converteu à nova religião.

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Esporas

08/08/2017 - 22h13

O senhor Deputado desconhece o que era Venezuela ante de Chaves.E não conhece porque Venezuela mudou, e hoje os interesses dos EUA que e o petróleo, fazem que os traidores de seu pais dessa forma atuem.

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Zildo

08/08/2017 - 20h42

É um analfabeto político, não sabe a história da Venezuela. Repete o pensamento único da midia de mercado. Assim como ele vários político que pensam que estão muito bem informado pelos jornais.

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RONALD

08/08/2017 - 16h44

A tragédia da Venezuela tem nome e sobrenome: EUA CIA.

Os capangas dos empresários lambe-bunda dos EUA castigam o povo com lockout criminosos para criar o caos e a desestabilização colorida.

Aí vem a classe “mérdia” local e blasfema contra o presidente democraticamente eleito e que tenta fazer valer a soberania contra os abutres americanos e seus vassalos europeus, dizendo que é ditador, tirano, regime, etc.

Só que na Venezuela, o povo é muitíssimo mais politizado do que aqui nas terras brasilis e não cai nesta baboseira da mídia, da classe “mérdia” e destes empresário lesa-pátria criminosos.

Como diria Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar y Palacios Ponte-Andrade y Blanco: “Juro pelo Deus dos meus pais, juro pela minha pátria, juro pela minha honra, que não darei tranquilidade a minha alama, nem descanso a meus braços até ver rompidas as cordas que oprimem meu povo por vontade dos poderosos”.

Se me chamarem de bolivariano, ficarei muito orgulhoso !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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oylas pereira

08/08/2017 - 15h55

uma decepção mais ou menos esperada, com cara de peça lapidada introduzida na esquerda, como cavalo de tróia.

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oylas pereira

08/08/2017 - 15h49

uma decepção calculada, se não é mais uma peça lapidada e introduzida na esquerda, como cavalo de tróia.

Responder

Moacir Moreira

08/08/2017 - 14h55

O fato da pessoa ser vegana e/ou gay não interfere em nada na sua consciência de classe.

Há veganos gays pobres e há veganos gays ricos.

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Jaci

08/08/2017 - 14h27

Pergunto cá com os meus botões: O que diria desse “absurdo ideológico” o professor da UFSC Nildo Ouriques presidente do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) – por favor professor nos dê Vossa Opinião.

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Morvan

08/08/2017 - 11h59

Bom dia.

Não entender do binômio política | economia e nem de suas imbricações dá vazão a discursos como este de Jean Willys. Os problemas da Venezuela vão muito além de regime político. Na verdade, no plano especificamente político, Venezuela é foco de mais uma “Prima Vera”. Onde tem o ouro viscoso tem guerra, seja sutil ou não.
No plano especificamente econômico, falei, aqui mesmo, no VOM, faz uns três anos, sobre o problema de a Venezuela não dispor de um portfólio econômico. Um país cuja pauta de exportações se limita ao petróleo, item profundamente afetado pela sazonalidade e pelo artificialismo dos falcões detentores das OPEP´s, a oficial e a “sequestrada”, tem, inerentemente, seu destino em outras mãos. Some-se a isso a pendenga interna, financiada pelos “demo-cráticos”, e temos a receita do desastre.
Nós, brasileiros, temos petróleo, logo, também “salvadores”, idem Venezuela. Mas tem uma coisa que lá’tem e aqui não:
Maduro; ou cojones, pois ele enfrenta. Lá o pato nem nasce, imagine ficar amarelo…

Saudações “#ForaTemerGolpsista; Eleger o ‘Jara’, recobrar o país das mãos dos destruidores. Reforma do Golpiciário urgente. Com esta curriola togada, jamais teremos democracia“,
Morvan, Usuário GNU-Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux.

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Nelson

08/08/2017 - 11h38

Para começarmos a conversa, eu digo que, não faz muito, Jean Willys estava em Israel a “jogar água no moinho” da ditadura sionista que lá detém o poder há décadas e com os coturnos nos pescoços dos palestinos. Não vi ou ouvi ele soltar um pio sequer de crítica aos sionistas. Dá para acreditar num deputado desses?

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bonobo de oliveira, severino

08/08/2017 - 10h12

Essa pode ser a materialização mais exemplar da esquizofrenia característica das chamadas esquerdas. Se o mandatário no poder (no caso, a mandatária, Presidenta) não reage e não lança mão de todos os instrumentos de poder que seu mandato lhe permite, é condenado porque é acusado de “conciliador”, de fazer concessões aos inimigos.
Se reage à altura da fúria bárbara e herege que enfrenta de seus algozes, internos e externos, o mandatário é acusado de Ditador e de cometer atentados contra os Direitos Humanos.
Pelo menos, nesse caso, parece que a esquizofrenia não é dominante na ala progressista, e boa parte parece compreender que estamos em estado de GUERRA. Na guerra, é, como diz o Maringoni, não há terceira via, não há neutralidade. Ou se está de um lado ou se está do outro. Toda a nossa solidariedade, portanto, ao Maduro e ao bravo povo venezuelano!! Se não tiverem força e coragem para enfrentar o MAL, o Deus Mercado, farão na Venezuela o que fazem hoje no Brasil.

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    Albert F Fanon

    08/08/2017 - 15h50

    Corretíssimo!

Francisco de Assis

07/08/2017 - 23h23

É, Jean Wyllis, ninguém entra na casa do BBB impunemente.

Responder

Luiz Carlos Breviglieri

07/08/2017 - 23h22

Jean Wyllys, a direita travestida de esquerda.Pobre que ficou com um pouco de dinheiro no BBB.Fla pelos cotovelos porque não tem conhecimento do que fala.Quer holofotes falando sobre um pais sobre o qual desconhece sua história.A história de Simon Bolívar traído pelos Ingleses,pelo império da exploração e da aniquilação.Jean não existe mais aqui,esta lá do lado dos golpista!

Responder

Valdeci Elias

07/08/2017 - 22h51

A diferença entre o Brasil e a Venezuela, é que lá eles estão reagindo. No futuro vai ser descoberto, o que foi usado pra deixar o brasileiro apático, passivo e domesticável.

Responder

fernando

07/08/2017 - 22h26

o Jean pisou feio na bola!!!

Responder

lulipe

07/08/2017 - 21h53

Seria o nosso destino caso não tivéssemos varrido o PT do poder. Quem diria que um dia iria concordar com o cuspidor-mor!!

Responder

    Ronald

    08/08/2017 - 18h01

    Quem é você, chupa-ovo da elite babaca para concordar ou discordar de alguma merda????

cleverson

07/08/2017 - 21h49

Jean Wiiys (que eu admiro) pensando como voce pensa, e – pior- nao vendo a oposiçao que tem os venezuelanos, voce se iguala a Temer e Macri. Sim, porque eles dizem o que voce diz.

Veja quando Nicolas ganhou as eleiçoes o que aconteceu por lá? Desde as primeiras horas, já houve atos violentos e mortes. A oposiçao nao pode deixar Maduro governar com tranquilidade, por uma simples razao: porque ele se reelege. Ele investe no social, nas pessoas. Eles, os venezuelanos mais pobres sabem o que pode acontecer com eles se a direita deles volta ao governo. E outra coisa, ali saindo o chavismo, nao é só questao política, também é questao de vida ou de morte. Veja o episódio da embaixada cubana, quando das primeiras horas do golpe contra Chaves. Veja que alguns ministros chavistas quase foram LINCHADOS.

Se Dilma, tivesse metade da coragem de Maduro, nao estaríamos nessa encrenca que estamos agora.
Portanto, pode gritar e espernear, nós esquerdistas APOIAMOS Maduro.
Se é golpe, pelo menos neste, quem manda é o povo venezuelano.

Sorte Venezuela!

Responder

    Dorival

    08/08/2017 - 16h36

    Tornei-me fã do Jeans Willys desde o momento em que ele deu aquela cusparada na cara do Bolsonaro. Mas exatamente aquela cusparada demonstra que, quando se chega ao limite da indignação, aí vale tudo, inclusive cuspir num verme daquele. E a situação do governo Maduro é a mesma: ou reage indignado, com a força do Estado Bolivariano, ou sucumbe ao poder da direita que se tornou oposição capitaneada pelos interesses americanos e dos demais direitistas latino-americanos. Inclusive a direita brasileira que, mais que uma cusparada na cara, merece bala na cara. Ou será que dá para acreditar que com bons modos democráticos nós vamos vergar os salafrários do judiciário, do MPF, do Congresso de golpistas e da elite que precisa ser combatida com as armas que eles usam: armas para matar, a qualquer custo, principalmente o sonho de Lula voltar.

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