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Privatização das estatais: votação adiada; substitutivo de Requião já tem apoio de 30 senadores

16 de fevereiro de 2016 às 19h15

privatização das estatais Lindbergh

Senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e Eduardo Guterra (CUT) percorrem gabinetes, nesta terça

Antiprivatistas precisam de 11 votos para barrar PLS 555

Votação, prevista para hoje, é adiada. Já são 30 senadores que manifestaram apoio a substitutivo de Roberto Requião, que altera projeto. São necessários 41

Escrito por: Isaías Dalle, publicado no site da CUT em 16/02/2016 – 15:41 • Última modificação: 16/02/2016 – 16:35

Está por 11 votos a derrubada do PLS (Projeto de Lei do Senado) 555, aquele que pretende abrir caminho para a privatização de todas as empresas públicas, desde as federais até as municipais. É preciso 41 votos para impedir a aprovação da proposta. Até o momento, aqueles que se opõem à privatização somam 30 votos. Esse número de senadores, até o momento (16h), havia afirmado apoio a um projeto substitutivo do senador Roberto Requião (PMDB-PR).

Por causa disso, a votação, prevista para hoje, foi adiada por tempo indeterminado.

O substitutivo altera 20 pontos considerados “críticos”, como a proposta original de transformar as estatais em sociedades anônimas a partir da simples aprovação dos conselhos de administração de cada empresa.

O PLS 555 é de autoria de uma comissão mista composta por apenas cinco parlamentares, todos do PSDB e do Solidariedade. Opõem-se a ele senadores do PT, do PCdoB, PSOL, parte do PDT e do PMDB, segundo informações do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar).

Trancar a pauta

Há ainda a possibilidade de alguma MP (medida provisória), entre as 21 que estão na fila de votação, ser levada a apreciação do plenário, o que trancaria a pauta – hipótese anunciada aqui ontem. Reunião do colégio de líderes partidários, realizada no início desta tarde, apontou nessa direção.

Porém, segundo avaliação do Diap, a maior possibilidade é que qualquer uma dessas MPs seria aprovada com rapidez, o que permitiria que o PLS 555 fosse votado ainda hoje.

Durante todo o dia, dirigentes sindicais, da CUT, da CTB e da Conlutas, percorreram gabinetes de senadores na tentativa de colher apoio à derrubada do PLS 555.

Mudança na lei de partilha

Outro risco ronda os trabalhadores e a soberania nacional nos corredores do Senado. O projeto 131, do senador José Serra (PSDB-SP), que objetiva retirar da Petrobrás a exclusividade na operação de pelo menos 30% das reservas do pré-sal, também está na fila de votação. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já manifestou simpatia pelo projeto.

Segundo revelou a assessoria de um gabinete do PT no Senado, “nenhum senador do partido tem a menor ideia do que o governo federal tem conversado” nem com Renan nem com Tasso Jereissati (PSDB-CE), um dos idealizadores do PLS 555.

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Nelson

16/02/2016 - 22h59

“nenhum senador do partido tem a menor ideia do que o governo federal tem conversado”

Será que o governo Dilma está preparando mais uma “rasteira” no povo brasileiro? Não duvido.

De quem só fala em nova reforma da previdência, para castrar direitos dos trabalhadores, não para garantir aposentadoria digna para todos, não podemos nos surpreender.

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