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“Se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros”

publicado em 28 de março de 2014 às 14:52

SIPS revela percepções sobre a violência contra a mulher

Maioria dos consultados pelo Ipea acredita que comportamento feminino pode induzir ao estupro

do site do IPEA

Realizada entre maio e junho de 2013, uma nova rodada da pesquisa SIPS/Ipea (Sistema de Indicadores de Percepção Social) divulgada nesta quinta-feira, 27, revelou que 91% dos brasileiros defendem, totalmente ou parcialmente, a prisão para homens que batem em suas companheiras. A tendência em concordar com punição severa para a violência doméstica ultrapassa as fronteiras sociais, com pouca variação segundo região, sexo, raça, idade, religião, renda, ou educação: “78% dos 3.810 entrevistados concordaram totalmente com a prisão para maridos que batem em suas esposas”, afirma o documento.

No entanto, esses dados não permitem pressupor um alto grau de intolerância da sociedade brasileira à violência contra a mulher. Quase três quintos dos entrevistados, 58%, responderam que “se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros”. Quando a questão é se “casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família”, 63% concordaram, total ou parcialmente. Da mesma forma, 89% dos entrevistados concordaram que “a roupa suja deve ser lavada em casa”; e 82% que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”.

De acordo com os autores do estudo, as percepções manifestadas indicam que a população ainda “adere majoritariamente a uma visão de família nuclear patriarcal, ainda que sob uma versão moderna”. Assim, “embora o homem seja ainda percebido como o chefe da família, seus direitos sobre a mulher não são irrestritos, e excluem as formas mais abertas e extremas de violência”.

Rafael Osorio, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, explicou que outras formas de violência estão sendo percebidas pela população. “Existe atualmente uma rejeição da violência física e simbólica – xingamentos, tortura psicológica –, no entanto, 42% das pessoas acreditam que a mulher é culpada pela violência sexual”, afirmou. Outro fator que chama a atenção são os casos de estupro dentro do casamento. “27% das pessoas concordam que a mulher deve ceder aos desejos do marido mesmo sem estar com desejo, e esse é um dado perigoso.”

Variações

Inspirado numa grande pesquisa nacional realizada na Colômbia, em 2009, que investigou aspectos relacionados aos hábitos, atitudes, percepções e práticas individuais, sociais e institucionais no que diz respeito à violência de gênero, o SIPS também buscou outras opiniões relacionadas à questão da discriminação e do sexismo.

Em um sentido mais geral, 50% dos respondentes concordaram total ou parcialmente com a afirmação “casais de pessoas do mesmo sexo devem ter os mesmos direitos dos outros casais”. Entretanto, diante de uma formulação mais incisiva, de que “o casamento de homem com homem ou de mulher com mulher deve ser proibido”, mais da metade, 52%, concordaram com a proibição.

Quando a situação é ainda mais concreta, de explicitação de uma relação homossexual em público, a oposição cresce: mais de 59% concordam total ou parcialmente que “incomoda ver dois homens, ou duas mulheres, se beijando na boca em público”.

Contribuições

Estiveram presentes ao debate a secretária de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves, a técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea Natália Fontoura, e Nina Madsen, do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFMEA), que fez a apresentação Entraves Institucionais ao Enfrentamento da Violência contra as Mulheres: construindo diagnósticos.
Aparecida Gonçalves explicou que mesmo com a Lei Maria da Penha o número de mulheres assassinadas com boletim de ocorrência registrado ainda é alto, e por isso “todas as políticas públicas existentes devem ser preparadas para atender as mulheres”. Segundo ela, “temos apenas 521 delegacias especializadas para atender mulheres no Brasil, o que é pouco”.

Lourdes Bandeira, secretária-executiva da Secretaria de Políticas para as Mulheres, fez os comentários finais. Ela disse que a violência doméstica é um tema delicado e que deve ser tratado com afinco. “Tratar a violência doméstica é tratar o espaço, porque ele revela as relações de intimidade e privacidade. Isso tanto para a violência física quanto sexual”, concluiu.

****

O texto completo da pesquisa Tolerância social à violência contra as mulheres tem 39 páginas (na íntegra, ao final deste post)

Destacamos aqui as páginas 23 e 24, que dizem respeito aos gráficos 24 e 25, publicados no topo:

A culpabilização da mulher pela violência sexual é ainda mais evidente na alta concordância com a ideia de que “se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros” (58,5%). Por trás da afirmação, está a noção de que os homens não conseguem controlar seus apetites sexuais; então, as mulheres, que os provocam, é que deveriam saber se comportar, e não os estupradores. A violência parece surgir, aqui, também, como uma correção. A mulher merece e deve ser estuprada para aprender a se comportar. O acesso dos homens aos corpos das mulheres é livre se elas não impuserem barreiras, como se comportar e se vestir “adequadamente”.

Essa frase também é relevante por apresentar variações significativas segundo algumas características. Mais uma vez, residentes do Sul/Sudeste e jovens têm menores chances de concordar com a culpabilização do comportamento feminino pela violência sexual, que também são menores inversamente ao nível educacional dos entrevistados.

Contudo, chama atenção o fato de que católicos têm chance 1,4 vez maior de concordarem total ou parcialmente com essa afirmação, e evangélicos 1,5 vez maior.

A diferença de postura de tolerância/intolerância à violência doméstica e à violência sexual reafirma mais uma vez a dificuldade de se estabelecer no Brasil uma agenda de  direitos sexuais e de direitos reprodutivos e uma visão de que os corpos das mulheres a elas pertencem. Neste sentido, demandas feministas presentes há décadas ainda são bastante atuais em nosso país, e a permanência de ideias tão avessas a uma perspectiva de direitos humanos, apesar de confirmarem estudos qualitativos e percepções gerais sobre o ambiente social, ainda causam espanto.

Das 3.810 pessoas ouvidas nesta pesquisa, 66,5% são mulheres. Os homens representam 33,5% da amostra.

Pesquisa SIPS/ Ipea: Tolerância social à violência contra as mulheres by conceicaolemes

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lukas

04/04/2014 - 18:59

Para as futuras gerações que vierem pesquisar como era o Brasil em 2014 neste blog:

No dia 04/04/2014 o IPEA corrigiu os dados e, na verdade, são 26% os imbecis.

Responder

luiz carlos ubaldo

01/04/2014 - 16:18

Mulher nenhuma quer ser vitima de violência, ninguém em sã conciência pode defender uma atitude dessa, fomos criados para sermos felizes!

Responder

Patricio

01/04/2014 - 13:53

Se as mulheres soubessem se defender, haveria menos estupros. O estuprador e congêneres são por natureza covardes. Só subjugam quem não tem força igual ou superior à sua.
Qualquer semelhança entre um estuprador desqualificado e um torturador da polícia não é coincidência. A gênese é a mesma.

Responder

Janete (ENSA)

31/03/2014 - 19:45

Essa pesquisa é um estímulo a violência,em todos os sentidos, alguns brasileiros são tão machistas que se as mulheres vestissem a burca,eles iriam dar um jeito de estrupa-las,isso é nojento, pensar que querem inverter os papeis as vítimas agora são vilãs. e os vilões são as vítimas. uma total falta de respeito humano.

Responder

Malu Magalhães (ENSA)

31/03/2014 - 19:26

Por trás dessa afirmação (‘Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros’), está uma visão machista e totalmente errada das mulheres. Baseados nisso tiramos a conclusão de que os homens não conseguem controlar suas ‘vontades sexuais’, algo que é lamentável levando em conta a sociedade em que vivemos hoje em dia. É um desafio importante reduzir os casos de violência contra as mulheres. Uma das formas de se alcançar a diminuição deste fenômeno, além da garantia de punição para os agressores, é a educação. Transformar a cultura machista que permite que mulheres sejam mortas por romperem relacionamentos amorosos, ou que sejam espancadas por não satisfazerem seus maridos ou simplesmente por trabalharem fora de casa é o maior desafio atualmente.

Responder

Victor Diego ENSA

31/03/2014 - 17:00

É inaceitável concordar com essas pesquisas,isso mostra como a população brasileira está totalmente sem ideais corretos devido a manipulação que sofrem durante o dia-a-dia. A mulher tem o direito de usar o que ela bem entender, mulher nenhuma merece ser violentada. Isso causa uma impressão de inversão de papéis onde a mulher se torna culpada do estupro. Isso é machismo da sociedade e deve ser combatido o quanto antes para que essas ideias fracas sejam abolidas.

Responder

Alice (ENSA)

31/03/2014 - 10:45

Uma pesquisa ridícula e machista. Porque ao invés de as mulheres terem que usar roupas mais comportadas, não são os homens que tem que aprender a respeita-las?? O problema todo não está no jeito da mulher se vestir, e sim na mente de cada brasileiro que tem esse pensamento pequeno. Um pensamento retrogrado que só atrasa a evolução e igualdade dos sexos na nossa sociedade, lamentável.

Responder

Malvina Cruela

31/03/2014 - 10:38

e somos o povo mais cristão do mundo..o que mais acredita em deus ..o mais católico, o mais rezador.. e matamos 50.000 dos nossos semelhantes com facas, balas e porretes em um ano, cada ano..todo ano. A classe media mata mais 50.000 com seus carros..depois rezamos..rezamos..rezamos… rezamos.

Responder

Mário SF Alves

31/03/2014 - 00:30

A lógica de estuprador deve ser bem rasa, algo de tipo:

Mulher de biquíni na praia, na sauna ou na piscina é normal. Ali a beleza ou mesmo a nudez feminina é pra ser admirada, mas fora da praia, não. Mulher de vestido curto, calça apertada e decote fundo fora da praia incomoda, excita, fere religiões, insulta o machismo e fere os brios do machão, e isso é imperdoável; e a reação alucinada a isso é que faz vir à tona as taras.

Responder

renato

30/03/2014 - 23:45

Mulher é a unica luz neste planeta..
Sem ela seria um cego mental.
Eu pareço uma arvore de Natal, tenho
várias em minha vida…
Mãe, Avó, Bisa, filhas, tias, primas,
amigas,minha Santinha,adoro minha mulher.

Responder

anac

30/03/2014 - 20:51

É a coisificação da mulher usada como produto de consumo.
Não tem nada a ver com nudez, exposição do corpo, pois assim fosse nas tribos indígenas os percentuais de estupro seriam altíssimos.

Responder

Tales (ENSA)

30/03/2014 - 19:41

Um dos assuntos mais comentados ganhou a força a cada dia através da mídia que expõe a indignação de boa parte da população, não só mulheres mas também de homens. Foram anos de luta para que a mulher fosse realmente reconhecida na sociedade, e no Brasil somente a partir do governo de Getúlio Vargas elas conseguiram o direito ao voto. Dizer que elas são as principais culpadas pelos ataques de estupros que acontecem diariamente em nosso país é a mesma coisa que dizer que toda essa luta pelos seus direitos fosse em vão. As roupas usadas por elas não se correlacionam com o fato de estupradores cometerem tal crime. À medida que o homem diz que não consegue controlar seus instintos sexuais, quer dizer que ele não tem autossuficiência para tomar as suas próprias decisões e responsabilizar-se de seus atos.

Responder

Juliana Eloy

30/03/2014 - 17:19

Perturbante ver que ainda existem pessoas com este tipo de pensamento. Desde quando a roupa define o caráter? Agora as mulheres deveriam pensar antes de usar determinada roupa? Isso é ridículo! A sociedade é tão hipócrita e preconceituosa, que já se auto julgaram adeptos a dizer que mulheres ‘mal vestidas’ são alvos de estupradores. Desde quando a própria vítima é a causadora do estupro? Estes “indelinquentes” que praticam tal crime, ao invés de serem expostos e jubilados da sociedade, saem ilesos, como se nada tivesse acontecido e as mulheres que são apenas vítimas, ao invés de receberem consolo sobre tal desonra, acabam recebendo críticas da sociedade.

Responder

Tomudjin

30/03/2014 - 14:13

Tento imaginar, como será que os estupradores gostariam que as mulheres se comportassem, no momento do ato?
http://www.youtube.com/watch?v=PUs1BZlT2UE

Responder

Murdok

30/03/2014 - 13:45

Qual foi o louco que inventou essa pesquisa?. Qur dizer que a minha mãe tem que andar de BURKA?

Responder

Isabela

30/03/2014 - 13:18

Eita, triste é ler alguns comentários aqui: a coisa é pior do que eu pensava!

Responder

Vixe

30/03/2014 - 01:22

Pois é…
Pela visão tacanha de alguns, as culpadas de existir carrapatos, são as vacas.
Matemos, pois, as VACAS… na visão deles…

Responder

Mauro

29/03/2014 - 21:49

O homem é sempre o culpado do estupro, mas essa questão merece um olhar diferente do moralista e do feminista.Vivemos em uma sociedade heterogênea, com diferentes graus de educação , de civilidade e de evolução espiritual.Frequento estádios de futebol há mais de 30 anos, e há mais de 30 anos existe violência!Por quê?Eu nunca briguei, e conheço várias pessoas que nunca brigaram.Qual a diferença entre os que brigam e os que não brigam?Nesta linha de raciocínio, por que existem homens que estupram e outros não?Se queremos respostas , é esta linha de raciocínio que devemos seguir.Por que o homem estupra?Simples, porque não consegue frear seu instinto animal, afinal é o que todos somos: animais racionais, mas ainda sim animais.Essa é a natureza dos machos, em todas as espécies, é só observarmos, é o instinto que leva à perpetuação das espécies.Não podemos fechar os olhos para a questão biológica e ficar discutindo apenas sob os pontos de vista social, filosófico e jurídico.Não é uma questão de direito.Ninguém em sã consciência vai dizer que é um direito do homem estuprar, nem ninguém vai discordar com quem afirma que o homem não tem direito de estuprar.Existe também o aspecto antropológico.Como o ser humano evoluiu nesse sentido?Dizem que quando o homem deixou de andar de quatro e passou a andar ereto, o olfato deixou de ser o gatilho do impulso
sexual do macho da espécie humana,impulso que passou a ser exercido pela visão.Por isso as revistas masculinas vendem tanto.Partindo da premissa que o aspecto visual desperta este instinto sexual nos homens e que na nossa sociedade existem homens que são desprovidos de freios aos seus instintos, como os sociopatas ou psicopatas (não sei se a classificação está correta), é fácil concluir que numa situação de uma mulher em trajes sumários e a presença de um desses estupradores em potencial, se houver uma oportunidade ele vai atacar, como um predador ataca uma presa.

Por tudo o que eu escrevi, se eu tivesse uma filha, eu a educaria para ser prevenida quanto à roupa, sem moralismo e sem exageros.Da mesma forma que educaria um filho para não sair de casa usando um relógio de ouro , de R$ 5.000,00 reais no pulso, à noite na balada.Temos que entender a sociedade em que vivemos.

Responder

    Marcelo

    29/03/2014 - 22:33

    Poderia citar algum fundamento mais empírico, bibliografia? Ou é mais um que segue o senso comum “científico” tipo Superinteressante, Veja, Galileu, masculinistas, psicologia evolucionista pop, como se fosse representação da verdade?

    Isabela

    30/03/2014 - 12:18

    É pra começar a fazer uga-uga agora mais tarde!?

    Abolicionista

    31/03/2014 - 06:06

    A primeira falácia, penso, seja associar estupro e psicopatia. A segunda é tornar a patologia que supostamente motivaria o estupro algo natural. Afinal, não creio seja possível encontrar casos de psicopatia na natureza. Quem imaginaria, por exemplo, um beija-flor serial killer? Mesmo os animais mais agressivos seguem um comportamento típico de sua espécie, com raras exceções. O humano é uma unidade indissolúvel entre biologia e cultura, não existe algo como o humano puramente biológico. Os nazistas, aliás, buscaram-no sem sucesso.

Carlos Morelli

29/03/2014 - 21:46

Todo exagero faz mal. Isso é uma regra, é uma lei natural. Não estou falando em abundância, estou falando em excesso. Você pode ter muito dinheiro mas se sabe usa-lo não lhe fará mal, mas, se você usa o excesso de dinheiro que tem sem critério, certamente lhe trará grandes frustrações. A mesma coisa com a beleza, se sabe usa-la, certamente ela será duradoura, se não sabe……

Responder

    Marcelo

    29/03/2014 - 22:34

    Gente que acompanha site de esquerda e fica falando em “lei natural” de forma acrítica.

marcia helena

29/03/2014 - 21:28

Nenhuma mulher merece ser estuprada independente do seu modo de se vestir pois a ela tem o direito de se vestir da maneira que preferir,o que faz a pessoa não é a sua roupa,seu cabelo,seu modo de falar e sim seu caráter.Deve-se levar em conta que não são apenas mulheres atraentes que sofrem abuso sexual,temos como exemplo crianças,idosos e deficientes que diariamente também sofrem dessa pratica absurda.
Quem deveria ser considerado o culpado da situação são os os estupradores que cometem esses atos e muitas vezes saem em puni.Um fato que comprova que não é somente a roupa que influência o ato estupro é que mulheres árabes que usam burca também são estupradas ou seja, a roupa não influencia tanto quanto diz a pesquisa.
Essa pesquisa nos dar a entender que a vítima é a culpada da violência,cabe aos homens respeita-las,até porque grande parte das mulheres violentadas não tem perfil “periguete” mas sim mulheres com roupas comuns.

Responder

abolicionista

29/03/2014 - 21:11

É preciso fazer essa autocrítica, o conservadorismo disseminado na sociedade brasileira, mesmo entre as classes populares, é algo para o qual nossa esquerda nunca quis olhar. Contudo, penso que ser de esquerda não é nem nunca foi criar uma imagem idealizada do povo. Tampouco se trata de demonizá-lo. O machismo está presente em todo o tecido social brasileiro, de cima a baixo. Penso que suas raízes remontam a nossa “cordialidade”, aos portugueses e à nossa formação católica, que nos incentiva a esconder nossos problemas para baixo do tapete em vez de enfrentá-los com radicalidade.

Responder

Thomes Nooko

29/03/2014 - 19:02

Concordo plenamente. Hoje em dia está difícil achar uma mulher com valores que elas deveriam preservar. Elas são especiais, mas em nome de uma luta que não leva a nada, se rebaixaram demais. Se vulgarizaram demais. Que me desculpem as que tem amor e dedicação às suas famílias se escrevi algo que possa tê-las ofendido. Não foi minha intenção, uma vez que vocês merecem meu respeito.

Responder

Marcio Ramos

29/03/2014 - 16:42

… seria bom se as e os feministas mudassem o discurso, algo anda errado, não adianta culpabilizar só o “machismo”, tem que “bater” no juiz, na polícia, no estuprador. Incentivar a denúncia sem a garantia de justiça fica difícil.

Responder

Luís Carlos

29/03/2014 - 16:39

O horror, é saber que essas pessoas pesquisadas são em sua ampla maioria, mulheres. O moralismo é um cancro social que extirpa direitos e causa muita dor, sofrimento e morte, legitimando psicopatias, como por exemplo, de estupradores.
A TFP foi às ruas, de forma miserável e ridícula, dias atrás, defendendo a tortura do regime ditatorial civil-militar que assombrou o Brasil de 1964 a 1985. Devem estar rindo com esta pesquisa.

Responder

Messias Franca de Macedo

29/03/2014 - 15:09

Governo Alckmin faz piada com metrô: “lotação serve para ‘xavecar’ a mulherada!”

VÍDEO http://www.youtube.com/watch?v=L2ppfF1LtlM

Responder

Urbano

29/03/2014 - 14:05

Será que os escroques mudariam de opinião e diriam “mas é minha filha ou minha mãe…”, quando não seja ele próprio? De maior e consentido; fora disso é estupro. E neste caso, a vítima sendo criança (ainda pior quando de tenra idade) é a maior das covardias que um dito ser humano pode cometer. Acaba-se aí toda e qualquer harmonia de vida de um ser humano, e isso por toda uma encarnação, quiçá para mais outra ainda…

Responder

    Urbano

    30/03/2014 - 13:30

    Pelo o que os cretinos creem, o estupro de prostitutas é altamente legal… E se uma dessas fosse mãe, irmã ou filha dele? Ou iria se servir e/ou rufiar?

Luiz

29/03/2014 - 12:14

Se esses dados for verdadeiro e for somente a ponta do iceberg, que sociedade está por vir?

Responder

Patricio

29/03/2014 - 12:12

O que se poderia esperar de uma sociedade que é cruza entre a lei de mercado e a lei do mais forte?

Os dados apresentados pelo IPEA, podem parecer simplistas. Há porém, alguma verdade terrível nessa história do machismo no feminino. Não existe índole. O comportamento de homens e de mulheres são ditados pela mídia, desde sempre. O machão é um estereótipo criado pela sociedade, aperfeiçoado pelo cinema, patrocinado por empresas. Ele é o forte, o músculo, o pênis ereto, a espada, o vencedor, o guerreiro, a arma de fogo. O estupro vem embutido. A Barbie é estereótipo perfeito que sorve tudo o que a sociedade patriarcal capitalista deseja. Ela é o símbolo da docilidade, da sujeição, da superficialidade, da moda, da sexualidade, da reprodução, da ingenuidade, do consumismo, da fragilidade, da obediência, da beleza. O consentimento ao estupro está no pacote. Meninas e meninos são crias desses valores que são repercutidos pelos marinhos, sílvios, bandeirantes, bispos, uma rede de malfeitores, Fakebook incluso. Forçadas a uma lavagem cerebral desse tamanho, é quase impossível pensar diferente do menu, seja mulher ou homem.

As pessoas que sinceramente deploram o avanço da violência contra as mulheres, ao invés de ficarem só chocadas, deveriam assumir posturas mais radicais e enfrentar a ignorância de frente. A passividade é uma aliada da violência. Mudar esse quadro está nas mãos das pessoas que são atingidas fisicamente e espiritualmente por essa infâmia. Pessoas, grupos, movimentos, organizações que não se institucionalizaram -porque não dá para esperar que os outros (nossos representantes) façam ou se compadeçam de nada.

Responder

Cético

29/03/2014 - 09:17

Para o espiritismo não existem vítimas, antes de reencarnar a pessoa escolhe o que vai passar. As mulheres são estupradas para pagar débitos do passado. Portanto elas “mereceram”, devido a tal “lei de causa e efeito”.

Antes de qualquer mal-entendido, considero tudo isso, uma besteira. No entanto, milhares de brasileiros consideram o que escrevi acima, uma verdade absoluta, um dado da realidade, tal como a Terra que orbita o Sol.

Criticar católicos e evangélicos é relativamente fácil. Quero ver refutações aos espíritas, que é algo pouco comum. Vale lembrar, que eles apoiaram a aprovação da bolsa-estupro.

Responder

    abolicionista

    29/03/2014 - 21:05

    O Machado de Assis fez muita ironia com o espiritismo. Um dado curioso é que o espiritismo, apesar de ter nascido na França, praticamente só frutificou no Brasil. É mais um dos frutos indigestos dessa “terra de feracidades excepcionais”, como dizia o bom Manuel Bandeira.

    Adma

    29/03/2014 - 23:49

    Amigo, essa pe uma visão totalmente distorcida e caricatural do espiritismo. Nunca vi ninguém dizendo tamanha sandice em um centro espírita e/ou em nome do espiritismo; Como se tivéssemos de aceitar passivamente as violências que sofremos para pagar débitos – não é por aí. Os espíritas defendem que quem comete crimes deve pagar por eles.

    Cético

    30/03/2014 - 08:58

    Minha cara, veja com que delicadeza alguns espíritas tratam da questão:

    http://gecasadocaminhosv.blogspot.com.br/2012/11/estupro-e-aborto-ricardo-di-bernardi.html

    Os demais espíritas são omissos por não questionarem essas insanidades.

    otto

    31/03/2014 - 20:55

    “Os espíritas defendem que quem comete crimes deve pagar por eles.” É uma meia verdade, como tudo já está determinado do alto, então quem sofre uma violência tem que se resignar, pois estava envolvido em algo grave, em outra existência, com quem cometeu o crime. E está recebendo o troco.

Eudes Hermano Travassos

29/03/2014 - 08:50

Homens do Brasil, reconheçamos, neste aspecto(relações de gênero), não somos tão diferentes deles.

Responder

Romanelli

29/03/2014 - 08:02

Um dos problemas é que a sociedade de há muito desaprendeu a ver o homem (a humanidade) como se sendo um bando de ANIMAIS que vivem em colonias

..animais dotados de instinto, herança genética, falhas ou desvios reprodutivos, aliás, como qq outra espécie do planeta

Agora desculpe, mas fica evidente que se uma mulher esfregar as suas partes intimas na cara dum homem, convenhamos, vai ficar difícil segurar..

..e é isso a que muitos se referem quando respondem a estas pesquisas, ao FUNK, às baixarias por exemplo, às atitudes provocativas, à exploração sexualizada em que nos meteram ..isso sem falar na mercantilista de idos tempos

Claro que a violência JAMAIS irá ser justificada por ninguém de bem e com os cornos no lugar.

..mas, mas se dos 80% de INSTINTOS e hormônios que carregamos em nossas decisões associativas (aliás, inclusive quando defendemos a territorialidade instintiva, num simples jogo de futebol por exemplo), se eles ao menos deixarem os outros 20% de RACIONALIDADE que carregamos fluírem, fluírem pra tentar explicar e entender o que se passa, tenho certeza que vai ficar mais fácil interpretar, moderar e refletir sobre esta matéria, e todos os demais exageros que se acometem em nome dela.

https://www.youtube.com/watch?v=7raxxqP6DSU

Responder

    abolicionista

    29/03/2014 - 19:28

    Discordo frontalmente. Não acho que se trate de uma questão biológica nem genética, mas de uma questão cultural.

    Provo isso com um exemplo. Muitos povos indígenas vivem com os órgãos sexuais expostos sem que isso conduza a estupros ou qualquer tipo de violência sexual.

    Portanto, penso que sua questão parte de um falso pressuposto: o de que o desejo masculino é automaticamente disparado pela visão dos genitais femininos. Em muitas culturas, a excitação sexual depende de um ritual específico.

    A sexualidade, na civilização ocidental, é também um fenômeno cultural. Ela tem inclusive seus próprios rituais. Contudo, o Ocidente dito civilizado tem uma maneira muito ignorante de lidar com a sexualidade. A erotização fetichizada do corpo feminino é parte de nossa cultura. Suas raízes podem ser encontradas na Idade Média. Quando o padre jesuíta José de Anchieta traduziu os sermões católicos para o Tupi, não encontrou um termo equivalente para “pecado” na língua dos nativos. Para saber mais, siga o link: http://myrtus.uspnet.usp.br/tradterm/site/images/revistas/v17n1/01_TradTerm_17_-_Paulo_Alves_Filho.pdf
    O islamismo, como o catolicismo, também é marcado por uma forte fetichização do corpo feminino (um termo que frequentemente pode ser substituído por “fetiche” é “tabu”). Isso é uma questão que exigiria mais tempo e competência do que eu possuo para ser desenvolvida. Contudo, minha opinião é a de que, com o advento da chamada sociedade do consumo, a fetichização do corpo feminino foi ainda mais intensificada.

    Não tenho dúvidas de que essa fetichização do corpo feminino tem relação com a violência contra as mulheres presente em nossas sociedades ocidentais. Contudo, ela não tem nada de biológica, a fantasia que possibilita a realização do desejo é construída social, cultural e historicamente.

    Mauro

    29/03/2014 - 21:58

    Antes de ser cultural ela é biológica.Se numa dessas tribos indígenas, nascer um indivíduo com potencial de estuprador ( não sei a classificação psiquiátrica) e ele tiver oportunidade ele vai sim estuprar, porque a questão instintiva vem antes da cultural.

    anac

    30/03/2014 - 20:59

    “Muitos povos indígenas vivem com os órgãos sexuais expostos sem que isso conduza a estupros ou qualquer tipo de violência sexual.”
    É vero. O problema é cultural.

    Abolicionista

    31/03/2014 - 06:10

    Antes de que, cara-pálida? Na época em que deus pegou o barro para fazer o homem? Não existe como separar o humano do cultural.

    Cético

    30/03/2014 - 09:01

    Mais um primo pobre do Richard Dawkins e do Steven Pinker repetindo que nem papagaio os gurus, como se fossem infalíveis/inquestionáveis.

    Otto

    30/03/2014 - 16:51

    Rigoroso esse Mauro, hein? Não sabe da classificação psiquiátrica para o estuprador, se é que existe, e já vai dando palpite cheio de razão.

    Cético

    01/04/2014 - 16:54

    Você postou o link de um vídeo de funk? Pensei que fosse algum documentário científico para fundamentar suas observações.

Karlo Brigante

28/03/2014 - 20:58

“Das 3.810 pessoas ouvidas nesta pesquisa, 66,5% são MULHERES. Os homens representam 33,5% da amostra.”!!!

É impressão minha ou as mulheres estão se tornando machistas?

Triste, muito triste…

Responder

    Luís Carlos

    29/03/2014 - 16:34

    Se tornando? O machismo não é exclusividade do gênero masculino. Machismo não significa, como postulam alguns, benefícios aos homens em detrimento de mulheres. Machismo implica em centralidade no masculino, para o “bem e para o mal”, ou seja, em situações que aparentemente beneficiam homens e prejudicam mulheres, mas de fato, desprestigiam ambos. Machismo é a estrutura formal de pensamento e comportamento fundamentado em valores morais, por isso tem nas Igrejas cristãs em especial mas não exclusivamente sua sustentação. Machismo dá suporte absoluto ao regime capitalista pois tem na centralidade do masculino o fundamento para competitividade extrema e desigualdade intra gênero e entre gêneros, causando distorções historicamente provocadas entre remunerações e práticas/espaços laborais entre homens e mulheres.
    Homens morrem muito mais cedo que mulheres, vivem em média, no Brasil 11 anos menos que mulheres e tem na violência suas vidas ceifadas quotidianamente. Homens entopem as prisões sem mínimas condições de ressocialização. Meninos se aglomeram em unidades de detenção. No RS cerca de 99% dos adolescentes que cumprem penas são do gênero masculino. Tudo isso também é fruto do machismo, além de outras inúmeras e conhecidas consequências nefastas nas vidas das mulheres, como as expostas pelo texto acima.
    O machismo prejudica tanto homens quanto mulheres e sustenta no poder moralistas e capitalistas, “por acaso”, homens e mulheres. A TFP que foi às ruas, num vigoroso fiasco dias atrás, tem em sua base de sustentação inúmeras mulheres.
    José Ângelo Gaiarsa, escreveu em um de seus inúmeros livros que as “mães formam o maior partido conservador do mundo”.

renato

28/03/2014 - 20:09

MULHER, o ser humano que JESUS não julgou!!!
A graça desta raça..sem ela tudo perde a graça.
Sem ela…acaba a raça..

Responder

Vlad

28/03/2014 - 19:27

è a tar da açenssão sociar do ilusionista anarfa

iscola infantiu q c dane

o importante é o carnê da moto em dia

cría cuervos

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Julio Silveira

28/03/2014 - 19:20

A falta de noção demonstrada na apresentação dessa estatística, mostrando uma quase generalização de pensamento, revela, para mim, um efeito colateral muito mais grave por trás dela, que é um certo coro a esse pensamento e a desinteligência como um mal consolidado. Infelizmente não aponta o problema cultural que o gerou e produz continuada ignorância. Não procura distinguir, nem discutir o porque de seu resultado. Apenas transforma o preconceito nele identificado como uma quase unanimidade nacional. Vejo isso como um reducionismo cultural constrangedor, e nada propositivo. Um nivelamento insensato, que dá a entender ser quase toda a sociedade brasileira feita de trogloditas sem mãe. Para mim, a sociedade está mostrando sintomas de uma doença social grave. Indica que seus anticorpos não estão funcionando bem, e que os agentes identificadores não desempenham bem seu papel para um diagnostico e consequente tratamento. E esse é apenas um aspecto viral, de um vírus que é fruto de um caldo cultural rançoso e doentio, que vem se perpetuando a tempos e que não está sendo combatido como deveria, afinal estamos em pleno seculo XXI, e o séculos das luzes já passou a lonnngo tempo. Essa, como muitas outras doenças sociais que assolam a nossa cidadania, tem ajuda para falsear sua identificação e não permitir produzir um diagnostico que ajude a combater sua consequência oportunista. Aliás, característica de qualquer patologia viral mais material, que atua para evitar que ganhe aspectos de anormalidade. O Brasil, meu amado país, tem sido retroalimentado por doenças sem dar-se conta, sem um diagnostico profundo. Tem agido como aquelas crianças que mergulham nas lagoas dos rincões, ritualizando esses atos por maus hábitos, sem se dar conta de sua profundidade, tanto de seu ato, como da própria e pueril opção de local de lazer, que muitas vezes eivados de contaminação costumam produzir vitimas, inocentes. Mas principalmente vitimas da própria inconsequência.

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mineiro

28/03/2014 - 19:07

o ipea nao ajudou a dar o golpe em 64 , me corrija se eu estiver errado. se for nao precisa dizer mais nada, desde quando orgao golpista tem alguma credibilidade, a unica credibilidade deles é passar informaçao errada para induzir a populaçao. vai para os quintos dos infernos ipea golpista. agora dizer que as mulheres sao culpadas ou induzem ao estupro por causa de usar roupas curtas. se a mulher trabalha , paga seus impostos e nao deve nada a fdp nenhum e anda na rua de minisaias e é atacada e ainda esta errada. e a culpa é da mulher? e o escroto , vagabundo que estupra ta no direito dele de fazer isso? o ipea nao tem moral nenhuma ou o pvo que respondeu a essa imbecilidade que nao tem. é o fim do mundo.

Responder

    Nelson

    29/03/2014 - 19:54

    Caro amigo Mineiro.

    Creio que você tá confundindo Ipea com Ibad ou mesmo com o Ipes.

    O Instituto Brasileiro de Ação Democrática (Ibad) era uma organização anticomunista que, tal como muitas que vemos hoje, enxergava comunismo em tudo. Este instituto foi extinto ainda em 1963, por ordem judicial, mas obviamente, seus membros deram toda ajuda possível para o golpe de 1964.

    O Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), entidade empresarial, era ferrenho opositor ao João Goulart e é quase certo que também fez parte do grupo de golpistas.

    mineiro

    30/03/2014 - 19:56

    obrigado esclareceu minha duvida, estava na duvida mesmo.

    renato

    30/03/2014 - 23:41

    Valeu a pergunta Mineiro..
    Tambem aprendi.

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