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Cartas de Minas

Paulo Nogueira: Se S&P rebaixou Brasil, Dilma deve estar fazendo algo de bom

25 de março de 2014 às 13h12

por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

“E então a S&P rebaixou a França.

E o que isso nos diz?

Não muito sobre a França. Não podemos subestimar que as agências de classificação não têm – repetindo, não têm – informações privilegiadas sobre solvência de grandes países.”

Clap, clap.

Assim se iniciou um artigo, no final do ano passado, do Nobel de Economia Paul Krugman, americano.

Troque França por Brasil, e o conteúdo continua inteiramente válido.

Krugman – que em outra ocasião chamara os economistas da S&P de “idiotas”, depois que eles rebaixaram os Estados Unidos – notava o seguinte: a França no fundo estava sendo rebaixada porque o presidente Hollande aumentara o imposto sobre os ricos e não desmontara o estado de bem estar social.

Na França, a nota da S&P esteve longe de causar comoção nacional.

Mas no Brasil o caso vai ser absurdamente explorado – muito mais por razões políticas do que econômicas.

É um ano eleitoral, e a oposição a Dilma vai usar a S&P como prova de que o país está afundando, assim como vem acontecendo com a compra de uma refinaria em Pasadena pela Petrobras.

É o chamado triunfo do desespero. Na falta de uma candidatura oposicionista que empolgue os brasileiros, e diante da vantagem de Dilma a poucos meses das eleições, vale qualquer coisa.

Mas pouco vai mudar eleitoralmente. As pessoas que se comovem com notas de agência de classificação de crédito – e nunca é demais lembrar que elas falharam miseravelmente em não perceber a grande crise de 2008 – não votam em Dilma.

As agências refletem, como notou Krugman, o chamado “mercado” – ou, para usar uma linguagem mais apropriada, o “1%”.

Sob Lula, o Brasil atingiu seu grau máximo para as agências. Isso porque, como o próprio Lula tantas vezes disse, nunca bancos e empresas ganharam tanto no Brasil.

Se Dilma recebeu uma “luz amarela”, como dizem alguns investidores estrangeiros interessados em coisas como juros altíssimos, é porque deve estar fazendo alguma coisa certa para os “99%”.

Menos do que deveria, com certeza, mas mais do que gostaria gente que, como a S&P, representa o “1%”.

Leia também:

Heitor Scalambrini Costa: O ambientalismo da motossera

 

21 Comentários escrever comentário »

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abolicionista

26/03/2014 - 21h36

Os EUA, aliás, estão processando a S&P por ela ter “errado” um pouquinho (cerca de um trilhão) nos cálculos antes da crise de 2008 estourar. O erro, é claro, beneficiou um grupo muito seleto de acionistas do mercado financeiro…

Responder

lukas

26/03/2014 - 16h39

Torço para que Dilma mantenha a política econômica do mesmo jeito.

Responder

Julio Silveira

26/03/2014 - 10h50

Essas agencias de risco gringas são as bengalas feita sob medida para que “nossos” grupos midiáticos corporativos possam seguir com sua politica de implementar a cartilha da evangelização colona.

Responder

Wladimir

26/03/2014 - 10h32

Sobre o rebaixamento do Brasil pela agência manipuladorda Standard & Poor’s, estou tomando Activia com Johnny Walker, ou seja, “tô cagando e andando”!

Responder

FrancoAtirador

26/03/2014 - 09h21

.
.
Marco Civil da Internet

Íntegra do Projeto de Lei

aprovado pela Câmara:

(http://migre.me/ivAhb)
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    26/03/2014 - 11h12

    .
    .
    Com marco civil da internet,
    Brasil vira referência mundial em democratização da rede

    A aprovação do projeto coroa a vitória do governo que,
    para aprová-lo sem alterar sua essência,
    enfrentou a maior crise de relacionamento com a base aliada

    Najla Passos, na Carta Maior

    Brasília – A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça (25), por quase unanimidade (só o PPS votou contra), o marco civil da internet, que há cinco meses travava a pauta da casa…

    Construção do consenso

    A quase unanimidade em torno do texto que, até a semana passada, dividia a Câmara e ameaçava até colocar PT e PMDB em lados opostos,
    só foi possível porque o governo aceitou alterar dois pontos reivindicados por parlamentares da base e da oposição,
    e que não comprometeram os três pilares essenciais da proposta construída com a participação da sociedade civil e encaminhada ao parlamento pela presidenta:
    a garantia da neutralidade da rede,
    de proteção à privacidade dos usuários
    e da garantia da liberdade de expressão.

    Segundo o relator da matéria, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), o primeiro deles foi a retirada do artigo que obrigava as empresas a manterem data centers para a armazenagem de dados exclusivamente no Brasil.

    A alegação dos opositores da norma era que a medida ia encarecer o custo da internet para os usuários, sem trazer o resultado esperado:
    a proteção dos dados dos usuários.

    O relator, entretanto, fortaleceu o artigo que trata do tema no texto final,
    ao prever que a lei brasileira seja aplicada à proteção de dados de brasileiros, independentemente de onde estejam armazenados.
    [art. 8º, parágrafo único, II; e art. 11, §§ 1º a 4º].

    “Este texto está maior, mais forte e mais protetivo do internauta brasileiro”, afirmou em plenário, ao defender a mudança.

    O outro ponto alterado, e o mais polêmico,
    diz respeito à prerrogativa para determinar
    as exceções à neutralidade da rede.
    [art. 9º; § 1º, I e II; e § 2º].

    O texto original falava que a prerrogativa era exclusiva do presidente da república, por decreto.

    Com a alteração, o texto agora define que a prerrogativa continue do presidente,
    mas determina que que ele ouça a Anatel (http://migre.me/ivCYs)
    e o Comitê Gestor da Internet [CGI: (http://migre.me/ivDIN) e (http://migre.me/ivDf3)].

    A mudança, embora enaltecida pela oposição e pelos partidos da base que estavam contra a proposta como definitiva, possui efeitos práticos sutis, quase inócuos.
    Mas foi suficiente para fazer com que bancadas como a do PMDB, do PSB e do PSDB, por exemplo, encontrassem a justificativa para passar a apoiar a proposta, visando, inclusive, mais apoio popular nas eleições de outubro.

    Outras duas mudanças no texto também ajudaram o relator a angariar votos nas bancadas feminina e evangélica.

    Uma delas [art. 21] passou a responsabilizar o provedor pela divulgação de cenas de nudez ou de sexo privado, divulgadas sem o conhecimento de uma das partes.

    A outra [art. 29] ampara o controle parental de conteúdo, de forma a permitir que os pais possam limitar o nível de acesso de filhos a sites julgados impróprios.

    Posicionamentos contrários

    Apenas o PPS, que possui uma bancada de oito deputados, votou contra o projeto.
    Vaiado pelo público que acompanhava a votação e por colegas deputados, o deputado Roberto Freire (PPS-RJ) justificou a posição alegando que o “Brasil se transformou na Turquia”,
    país que disciplina a utilização da internet de forma autoritária e chegou a proibir o uso de redes sociais como o Twitter e o Facebook.

    Segundo Freire, o texto do marco civil, já nos seus primeiros parágrafos, revela a intenção do governo de disciplinar a internet, uma ferramenta não regulamentada nos demais países democráticos.
    “É como se tivéssemos os neoliberais, que defendem a liberdade de mercado, e aqueles que querem a intervenção do Estado”, comparou ele, de forma desastrosa.

    Vários parlamentares criticaram sua posição.
    Entre eles o deputado Amauri Teixeira (PT-BA) que, em tom bastante exaltado, esclareceu que a intenção do projeto era justamente o contrário:
    impedir que o mercado ou governos de plantão se apropriassem de uma ferramenta tão importante para a democracia, com forte impacto na diminuição das desigualdades sociais e na prestação de serviços públicos de melhor qualidade.

    O deputado Márcio Macedo (PP-SE) fez coro e criticou a incapacidade de Freire de entender o tempo histórico em que vive.
    “Precisamos combater esse reacionarismo anacrônico do colega que me antecedeu.
    Perdoem, mas ele perdeu a noção do presente e do futuro e não sabe o que diz”, afirmou.

    Eduardo Cunha: rabo entre as pernas

    Personagem-chave na crise que paralisou a Câmara por cinco meses ao se posicionar contra o marco civil para defender os interesses das empresas de telecomunicações, o líder da bancada do PMDB, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) acabou dando a mão à palmatória e reconhecendo que perdeu a guerra que tentou travar contra o governo.

    Em pronunciamento na bancada, explicou que mantinha sua posição por uma internet sem regulamentação, mas esclareceu que, como líder da segunda maior bancada da casa, acataria a decisão da maioria dela.
    “Eu sou líder de uma bancada e tenho que expressar o que a maioria da minha bancada quer, mesmo que a minha posição seja vencida”, informou.

    (http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Com-marco-civil-da-internet-Brasil-vira-referencia-mundial-em-democratizacao-da-rede/4/30563)

    Leia também:

    (http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/COMUNICACAO/464522-MUDANCAS-NO-TEXTO-PERMITIRAM-VOTACAO-CONSENSUAL-DO-MARCO-CIVIL-DA-INTERNET.html)
    (http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/COMUNICACAO/464521-DEFENSORES-DIZEM-QUE-MARCO-CIVIL-DEMOCRATIZA-INTERNET-E-TRAZ-SEGURANCA-A-POPULACAO.html)
    .
    .

lamarca73

25/03/2014 - 20h17

não vão me calar no YouTube: olha aí a matéria editada do JN:

http://www.dailymotion.com/video/x1jq8dy_a-materia-editada-da-entrevista-do-sergio-gabrielli-a-globo-sempre-manipulando_news

e a entrevista completa: https://www.youtube.com/watch?v=0U1BQ9-nFWc

Responder

Alexandro Rodrigues

25/03/2014 - 17h56

Dilma vai ter em breve muito tempo para se divertir usando o controle remoto!

Ou: Bye Bye Dilma 2014…

Responder

sergioa

25/03/2014 - 16h17

Bem … calma lá …
A DILMA, o Manteiga (Mantega) e o Trombadini (Tombini) já arrearam as calças faz tempo.
Por causa do blá blá blá do mercado, que o Brasil iria afundar, que a inflação iria explodir, que a nota do Brasil iria cair … já aumentaram a taxa selic em quase 4% e sem perspectivas de parar. Isto vai transferir cerca de 80 bilhões de reais ao ano para os rentistas preguiçosos, os banqueiros inuteis e os especuladores internacionais.

A inflação não cede, pois juros não reduzem a inflação nem aqui nem na China. O que reduz inflação é desemprego e corte nos beneficios sociais ou aumento de produção. Como o governo não produz bens, está optando via aumento de juros a geração de desemprego ou irá cortar os gastos sociais.

A Dilma perdeu a batalha … não quis lutar contra o monopólio da informação agora esta refém deles. Daqui para a frente vai ser chumbo grosso quase todo dia.

Na verdade o mercado e a midia sabem que se não conseguirem derrotar a DILMA na eleição, pelo menos alguns bilhões de reais estão conseguindo arrancar de nós, através da fraqueza dela.

Responder

    José X.

    25/03/2014 - 20h24

    —————-
    A inflação não cede, pois juros não reduzem a inflação nem aqui nem na China. O que reduz inflação é desemprego e corte nos beneficios sociais ou aumento de produção. Como o governo não produz bens, está optando via aumento de juros a geração de desemprego ou irá cortar os gastos sociais.
    —————-

    Inflação ? Desemprego ?
    Bicho, tá maluco ?

    Durante todo o período Lula/Dilma a inflação e o desemprego estiveram baixos e estáveis, *especialmente* se comparados com o período das trevas tucanas.

    Esse discursinho mentiroso não vai levar a nada…aliás, Aécio das Neves se mostra cada dia mais desesperado, pois, merecidamente, está empacado nas pesquisas.

EVAIR DA COSTA NUNES

25/03/2014 - 15h06

Agência de classificação de risco é para os donos dos 2% da população que detém 54% da riqueza mundial!!!!!

Responder

anac

25/03/2014 - 14h49

O mundo utiliza essas agencias para enganar otário e ganhar muito dinheiro. Para forçar os otários agirem como eles querem, fazendo o que eles querem, aumento da taxa de juros a percentual estratosféricos, assim ficam mais ricos.
Estudo publicado pelo BCE mostra que Moody’s, S&P e Fitch favorecem as entidades que as contratam para outros negócios. — Um estudo recém-publicado pelo Banco Central Europeu (BCE) mostra que as agências de classificação de risco tratam algumas instituições financeiras de forma mais benevolente. Os resultados do estudo sugerem que “há conflitos de interesse entre os bancos e as agências de classificação que parecem alterar o processo de classificação”. “As agências dão classificações sistematicamente melhores para os bancos que proporcionam a agência uma grande quantidade de negócios”, acrescenta o relatório. Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/econom

Só mesmo uma agência que ignorou o ROMBO DOS BANCOS EUROPEUS e AMERICANOS e não conseguiu enxergar o DESASTRE DAS HIPOTECAS nos Estados Unidos, pode, com base em argumentação totalmente desprovida de sentido, rebaixar a NOTA de crédito do Brasil nesse momento.

Responder

    Daniel

    26/03/2014 - 08h32

    Você acertou bem na mosca. Essas “notas” nada mais são do que meios de fazer os ingênuos vender os seus ativos em empresas rentáveis para depois os “tubarões de sempre” comprarem baratinho as ações supostamente “podres” e ganharem muito dinheiro. E claro que tais agências de “análise” pagam muito bem para certos jornalistas da “grande mídia” para espalhar as suas avaliações.

Claudio-SJ

25/03/2014 - 13h54

Certo, só que o mundo utiliza estes dados para classificar a confiança e a economia em um país. Os investidores do mundo inteiro que colocam dinheiro aqui dentro do país.

E para o PT o mundo continua errado e eles certos…

Lamentável a cegueira

Responder

    anac

    25/03/2014 - 14h50

    Cegueira é quem não vê o que eles transformaram com Banco Mundial e o FMI a Europa.
    ESPANHA Os manifestantes protestaram contra a política de austeridade, mas também denunciaram a taxa de desemprego de mais 26% e uma série de outras questões, como explicou uma jovem estudante, Angela Olivas: “Protestamos contra tudo – a educação, o sistema de saúde, as hipotecas, os cortes, a nova lei de segurança pública, não esqueçamos, pois é muito importante, e a enorme corrupção que temos em Espanha neste momento.” Fonte: Euronews LEIA AQUI A SITUAÇÃO DA ITÁLIA – De acordo com o que foi divulgado pela associação, um número de quase 4.1 milhões de italianos necessitados receberam cestas de alimentos ou refeições gratuitas, através de organizações sem fins lucrativos. Cerca de 303.485 desses novos pobres puderam ser beneficiados com alimentação oferecida em refeitórios comunais, enquanto 3.764.765 foi o número daqueles que, por vergonha, preferiram solicitar a entrega de cestas com alimentos na própria residência.

    Urbano

    25/03/2014 - 18h55

    Ô Anac, a nossa cegueira é porque sabemos que não sabemos praticamente nada; e nós sabendo disso, já sabemos alguma coisa. Agora, em relação ao ‘bengala branca’ do andar de cima, certamente que somos uns verdadeiros telescópios Hubble, principalmente por não sermos da direita tenebrosa brasileira, que o único caminho que conhece, nos apresentara a amostra grátis nessa sua marcha ré recente.

    anac

    25/03/2014 - 14h54

    É isso que eles estão produzindo com a ajuda dos rola bostas coxinhas otários que acreditam em TUDO. Viseira de burro é o que usam os coxinhas.

    85 pessoas detêm metade da riqueza do mundo
    http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/detalhe/oxfam_1_da_populacao_detem_quase_metade_da_riqueza_global.html

    Joca de Ipanema

    25/03/2014 - 18h51

    Então me responde porquê o Brasil é o 5o. mais de maior destino do Investimentos diretos – ou seja, não especulativos, mas destinados diretamente à produção – do muno?
    Na França, o pessoal obrou e locomoveu-se a pé, na forma polida de dizer…O Hollande entrevistado disse algo assim: A França só deve satisfação a instâncias e organismos institucionais e aos seus parceiros da União Europeia.

    Daniel

    26/03/2014 - 08h33

    Só gente muito, muito estúpida leva a sério essas “avaliações” da S&P.

    26/03/2014 - 22h00

    Depois do triplo A (AAA+) dado à Lehman Brothers você ainda acredita na credibilidade desta agência ? Alguém leva à sério estas “previsões” plantadas?

Urbano

25/03/2014 - 13h28

As eternas baixarias de algumas locadoras de classificação, somente…

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