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Martín Granovsky: As dez chaves da eleição no Brasil

05 de outubro de 2010 às 06h01

As 10 chaves da eleição no Brasil

Dilma obteve aproximadamente o mesmo percentual de votos que Lula no primeiro turno das eleições presidenciais de 2002 (46%) e 2006 (47%): quase 47% (46,9%). Em fevereiro deste ano, quando Lula pediu sua proclamação como candidata ao Quarto Congresso do PT, sua intenção de voto era menor que a de Serra e era pouco conhecida pela população. Por isso seu resultado de ontem, é interessante: obteve 47 milhões de votos. Lula seguirá sendo chave na construção da vitória. Não só fará campanha como se ocupará ainda mais do desenho fino da campanha no segundo turno. O artigo é de Martín Granovsky, do Página/12.

Martín Granovsky – Página/12, na Carta Maior

A maioria das pesquisas dava vitória em primeiro turno para Dilma Rousseff, a candidata do Partido dos Trabalhadores e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não aconteceu. Também essa a era a percepção da maioria dos dirigentes do PT e dos membros do governo, que agora deverão redefinir a estratégia para o segundo turno, no dia 31 de outubro. Outra surpresa foi a votação obtida pela candidata do Partido Verde e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que fez quase 20% dos votos. No entanto, o PT e seus aliados não enfrentam um quadro desesperador. Isso pode ser mostrado por meio dos dez seguintes elementos de análise eleitoral:

1. O Partido dos Trabalhadores conseguiu uma base territorial da qual carecia. A partir de 1° de janeiro de 2011, haverá governadores do PT em Sergipe, Bahia, Rio Grande do Sul e Acre, além do Distrito Federal, Brasília, onde tem altas possibilidades de vencer no segundo turno. Os aliados do PT ganharam, entre outros, os governos do Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Piauí, Mato Grosso, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. Rio e Pernambuco (onde nasceu Lula) estão entre os principais Estados do país em população.

2. Em função dessas vitórias, o PT e seus aliados, principalmente o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), terão maioria no Senado. Só o PT, passou de 8 para 16 senadores. A coalizão oficial ampliou o número de sua bancada na Câmara de Deputados, ainda que os cálculos mais finos devam ser feitos após a divulgação dos resultados finais e da recontagem Estado por Estado.

3. O Partido dos Trabalhadores melhorou seus números no Estado de São Paulo, mas não triunfou. José Serra, do PSDB, de centrodireita, ganhou de Dilma em São Paulo por 41 a 37. É um pobre desempenho de Serra que no último debate jactou-se de sua maior experiência em gestão e recordou que foi prefeito da capital do Estado e governador paulista, cargo que deixou este ano para candidatar-se à presidência da República. Nas eleições para governador, por volta da meia noite de ontem, o petista Aloizio Mercadante esteve a ponto de obter o sucesso histórico de passar para o segundo turno, coisa que nunca havia ocorrido. Mas Geraldo Alckmin, candidato de Serra, superou por décimos a casa dos 50%. Serra foi derrotado por Lula nos dois turnos da eleição presidencial de 2002. E Alckmin ocupou o posto de perdedor nos dois turnos de 2006.

4. O PT ganhou o governo em outro Estado importante, o Rio Grande do Sul, com um de seus principais dirigentes nacionais, o ex-ministro Tarso Genro, que terminou com uma impressionante diferença de 30 pontos sobre o segundo colocado (um dirigente do PMDB) e de 36 pontos sobre o terceiro, do PSDB. No RS, Dilma também ganhou de Serra, mas só por seis pontos. Transferir parte dos votos de Tarso Genro para Dilma é um dos desafios nacionais para o segundo turno.

5. O Rio de Janeiro, por sua vez, coloca um problema sério para o PT. Dilma ganhou a eleição no RJ com 43,76%, mas Marina Silva obteve nada menos que 31,52%. Um aliado petista, Sergio Cabral, ganhou no primeiro turno com 66% dos cotos. Também aqui deveria ter funcionado a transferência de votos, que, como em qualquer país do mundo, não é um fenômeno simples ou automático.

6. Minas Gerais segue sendo, dos grandes Estados, o mais resistente ao PT em termos locais, porque ali venceu o PSDB de Serra no primeiro turno. No entanto, Dilma também ganhou ali por uma diferença importante: 47 contra 31 de Serra. Marina Silva fez uma grande votação, chegando a 21,26%.

7. Dilma obteve aproximadamente o mesmo percentual de votos que Lula no primeiro turno das eleições presidenciais de 2002 (46%) e 2006 (47%): quase 47% (46,9%). É verdade que, em boa medida, os votos se devem ao crescimento econômico, à importância internacional do Brasil, à justiça social e ao próprio Lula. Mas Dilma não tem o carisma nem a popularidade de Lula. Em fevereiro deste ano, quando Lula pediu sua proclamação como candidata ao Quarto Congresso do PT, sua intenção de voto era menor que a de Serra e era pouco conhecida pela população. Por isso seu resultado de ontem, é interessante: obteve 47 milhões de votos em eleições livres.

8. Marina Silva fez uma grande eleição, com 19,4% dos votos, e provocou um baque. Nenhuma pesquisa previu esse resultado. É possível que a ex-ministra de Lula deixe seus eleitores livres para votar, com o que uma parte poderia votar em branco (e favorecer, de fato, a Dilma, porque quem está na frente se beneficia do voto em branco ao aumentar o índice dos votos válidos) e outra dividir-se entre Dilma e Serra. Em nenhum lugar do mundo 20 milhões de votos do primeiro turno se movem em bloco no segundo. Se Marina concentrou o voto descontente com o PT, mas que não queria votar em Serra ou em candidatos ainda mais conservadores, se verá no segundo turno quanto há de descontentamento entusiasmado e quanto de temor de regresso de um presidente ligado, como Serra, à estagnação de Fernando Henrique Cardoso.

9. O PSDB retrocedeu notavelmente em governos e também no Senado. Também foi importante o retrocesso de vários dos antigos coronéis (chefes territoriais) que foram derrotados no Nordeste.

10. Lula seguirá sendo chave na construção da vitória. Não só fará campanha como, segundo anunciaram ontem à noite dirigentes do PT, se ocupará ainda mais do desenho fino dos dias que faltam até o segundo turno. Ele tem, pelo menos, cinco desafios: seduzir eleitores de Marina Silva, melhorar os índices do PT no Rio e em São Paulo, reduzir a abstenção no Nordeste (que chegou a cerca de 20%), convencer militantes e eleitores que não ter vencido no primeiro turno está longe de ser uma derrota, porque obviamente foi uma vitória, e reforçar a percepção de que o que foi alcançado socialmente nos últimos oito anos pode ser perdido em um único dia.

Tradução: Katarina Peixoto

 

37 Comentários escrever comentário »

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kali, a negra

05/10/2010 - 14h13

Eu vou dizer qual é a chave.

O problema é que o PT está adotando uma estratégia paz e amor quando se faz quando o placar está 3 a 0.

Mas não foi isso que vimos.

Tem de partir para cima. Bater no vampiro sem dó.

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william porto

05/10/2010 - 13h44

Estamos fazendo campanha de forma virtual. Com base em pesquisas, internet e opiniões firmadas. A verdade é que ninguém está fazebndo campanha de verdade. Há apenas as de4clarações dos líderes, mas nada de militância, a militância que existe nas ruas é paga, vinte e cinco reais para agitar bandeiras e distribuir santinhos e panfletos. Existe um contingente de jovens e pessoas com certa informalção que não estão satisfeitas com essa campanha virtual, acho que foram essas que migraram para Masrina. Não vi nenhum movimento dos jovens e nem nenhuma declaração dos intelectuais. Todo cuidado é pouco.

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ValmontRS

05/10/2010 - 12h06

É bom lembrar que nesta eleição existe o VOTO EM TRÂNSITO para presidente. Faltou divulgar isto.
Dilma pode ganhar muitos votos com uma simples campanha de cadastramento para VOTO EM TRÂNSITO nos seus redutos. Reduziria a abstenção, principalmente no Nordeste, onde ela é sempre muito elevada.

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    naflima

    07/10/2010 - 00h32

    Eu moro em São Paulo e me cadastrei p/ o voto em trânsito, assim como meu namorado!
    Somos nordestinos e Dilma Presidente!!!!!!!!!!!!!!

yuri

05/10/2010 - 11h52

Se o PT mudar o programa do partido, agora -por oportunismo – para aderir a pauta reaça (e disser que é CONTRA a Legalizaçao do Aborto) será o fim do idealismo. J;a vimos o PT se curvar aos poderosos em termos economicos mas aderir a TFP não dá. Aí vou votar no Serra só pra melar tudo mesmo!!! Pelo amor, sejamos coerentes. Fora pragmatismo eleitoral. Já basta ter que engolir o Sarney, Temer, Barbalho, Collor etc. Aí não dá! Vamos defender a bandeiras histórica da Liberdade da mulher sobre seu corpo. Só faltava essa mesmo pra vaca ir pro brejo. Coerência!!!!!

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    bernardt

    05/10/2010 - 13h45

    O que faremos com a coerência se essa direita incompetente e desonesta voltar ao poder???
    Sou pelo pragmatismo eleitoral, sim

Ananda

05/10/2010 - 11h37

Também acho importante que a campanha do PT leve à TV inserções para desmentir boatos e esclarecer questões mal compreendidas, de uma forma bem didática. Talvez o exemplo do que ocorreu com Barack Obama pudesse ser mostrado para ajudar o eleitor a entender por analogia que tipo de campanha a direita está fazendo. Só pela Internet não será suficiente desmentir os boatos.

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João Batista

05/10/2010 - 10h51

A questão de Minas Gerais é o PT de Pimentel. Ele impediu o Patrus de ser o candidato a governador e ainda saiu candidato a senador fazendo dobradinha com Aécio. O sucessor de Pimentel na Prefeitura de BH, Márcio Lacerda, fez campanha para o PSDB. Diga-se de passagem que Márcio Lacerda, afilhado de Pimentel, está fazendo uma péssima administração. Então Dilma, aqui em MG, tem que ficar esperta e fugir do Pimentel, mandá-lo para o ostracismo.

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    Carlos

    05/10/2010 - 11h21

    Pimenbtel será secretário de Anastasia?

Juliano

05/10/2010 - 10h30

Religião é um negócio perigoso. Aqueles que não votaram na Dilma por causa do aborto, tenho em meu entendimento que votarão no Serra, mesmo sabendo que as coisas tendem a piorar em seu governo.
Embora para a Bíblia não pecado é pecado, na cabeça deles é preferivel ser roubado pelo governo Serra do que ter uma presidente honesta, que lhes forneça trabalho, estudo, saúde, etc, mas que, segundo o que lhes foi inculcado, "é a favor do aborto".

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Diego de Vasconcelos

05/10/2010 - 10h16

Sou ultra PT, super fiz campanha pra Dilma por onde passei. Mas querer culpar esse ou aquele estado é d+.
Analisemos os dados friamente.. a vitoria de Serra em São Paulo (sua terra) foi pifia, teve menos votos que o Alckimin. Em Minas foi pior ainda, e os 39% do Aecio demonstra que ele não é tão todo poderoso assim, pelo menos pra mim. No Rio tradicionalmente o Psdb não ganha mais nada.. sua bancada na Alerj se resumiu ha menos de 5, isso de um total de 70, fora que o voto dos fluminenses sempre foram mais "engajados", somando a isso a candidatura do Gabeira (a unica oposição de fato a Cabral), puxou esse votos 'consciente' pra Blablarina fora os utópicos de plantão, algo que não deve acontecer no 2° turno. No Rio acredito que entre Serra e Anular, a maioria dos votos "verdes" serão nulos!

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    Baixada Carioca

    05/10/2010 - 16h18

    Também estou de acordo. Não há um estado culpado por isso ou aquilo. O problema do PT é que seus candidatos foram muito ruins eleitoralmente, sobretudo deputados federais. Veja o caso do Rio de Janeiro: só Garotinho, que disputou uma eleição protegido por uma liminar, já que está pra ser julgado o mérito de seu crime eleitoral, teve mais votos que todos os candidatos do PT e os votos de legenda juntos, no Rio de Janeiro. Isso é que tem que ser questionado. Persnolidades do partido tem ocupado um espaço que deveria ser partidário. Isso é que é preocupante e que talvez explique o resultado final.

Jorge

05/10/2010 - 10h00

Em 2002 Genoino foi para o segundo turno contra Alckmim em SP. O artigo precisa de ajuste.

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francisco.latorre

05/10/2010 - 09h47

na argentina tem pagina12.

jornal de esquerda.

ô inveja..

..

Responder

    Hans Bintje

    05/10/2010 - 11h50

    Mais do que ser de esquerda, o jornal Pagina12 é bem escrito!

    ô inveja… dupla!

Rogério Madureira

05/10/2010 - 09h43

Fantástica a análise. Só faltou mesmo uma pensata sobre a provável ação da direita. Principalmente sobre o papel das igrejas e do judiciário e porque não dizer das sempre possíveis fraudes em favor de Serra.

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Fábio Villela

05/10/2010 - 09h38

Minas Gerais não é resistente ao PT e nem é pró PSDB. A avaliação do jornalista falha em simplificar a disputa em mera sopa de letrinhas. Minas, mais do que partidos, escolhe candidatos, e cá pra nós, escolher Hélio Costa ninguém merece, nem pintado de ouro. O cara é um charlatão, ex-globo, desde sempre, devia por todos, ser considerado da banda do PIG, mas em política, a conjuntura e interesses imediatos escondem o passado negro de muitos… lamentável.

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deliciosasinecura

05/10/2010 - 09h15

Só uma correção, em 2002 houve 2º turno entre Genoíno e Alckmin.

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PauloPalavra

05/10/2010 - 09h06

CONT… Solução: Ao fazer matrícula ou rematrícula em qualquer escola para os filhos, ao se apresentar para o serviço público, ao requisitar qualquer documento oficial, carteira de hablitação, passaporte, carteira d etrabalho, etc…, ou seja, para ser admitido em qualquer empresa, seria exigido o título de eleitor na zona eleitoral próxima a residência. Isso obrigaria ao cidadão a transferir o seu título de leitor para o novo endereço diminuindo bastante as abstenções.

Responder

    francisco.latorre

    05/10/2010 - 09h44

    boa idéia.

    excelente.

    ..

    ValmontRS

    05/10/2010 - 12h10

    A boa idéia é fazer campanha informativa divulgando o VOTO EM TRÂNSITO, principalmente no Nordeste.
    A Justiça Eleitoral quase não divulgou isto.
    Dilma pode recuperar muitos votos reduzindo a abstenção.

PauloPalavra

05/10/2010 - 09h05

Meus caros, é interessante como eleição após eleição as abstenções são tratadas como "NORMAIS" por todos os partidos e pseudo cientistas políticos. Na minha ótica, a abstenção na maior parte se resume à questão da migração (mobilidade), ou seja, a não transferência do título de eleitor para o nova cidade ou estado em que o cidadão pretetende morar. Por isso que PHA chama a atenção, por exemplo, dos milhões de baianos – paulistas, cearenses – paulistas, etc… que vivem e trabalham em SP mas que nunca transferiram o seu título de eleitor para o ESTADO que a cada sema tem um incêndio em favela que atinge , principalmente, esse contingente. cont…

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paulo chacon

05/10/2010 - 08h14

O povo brasileiro não é estúpido. Ele não vai jogar no lixo todas as conquistas que obteve nos últimos 8 anos de governo Lula. O povo sabe que o zé "esgoto"serra é a volta do desemprego , das privatizações criminosas, do arrocho salarial , da desvalorização dos salários, da criminalização das reinvidicações sociais do (des)governo do Fernando Henrique. No dia 31 o povo vai votar com a cabeça, com o bolso e com o estômago. Vai votar DILMA.
Em tempo: só eleitor do serra vota com o fígado, com ódio e preconceito..

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    Jairo_Beraldo

    05/10/2010 - 09h11

    Não se deixe enganar. os cariocas espertos, fizeram acontecer o segundo turno. Logo eles, os maiores beneficiados pelo governo, através do combate das milicias, trafico de drogas e urbanização das favelas. A cultra do brasileiro ainda é cuspir no prato que comeu.

    Bonifa

    05/10/2010 - 09h59

    Lula fez o Rio ressuscitar. Os grandes projetos da Petrobrás, a maior refinaria do Brasil sendo construída na baixada, a industria naval vigorosa, as Olimpíadas. Os cariocas têm pensado muito pouco e se guiam por pequenos gurus que indicam o que está na moda, mesmo em política.

    TavaresdeMello

    05/10/2010 - 12h06

    Tem uma cariocada que complica sempre… eles votam na última moda, na nova onda… o "protesto" deles, geralmente, beneficia o pior lado. O efeito "Macaco Tião" não é diferente do efeito Tiririca.

    Não é exclusividade carioca, mas à sua irreverência falta muita consistência.

    Diego de Vasconcelos

    05/10/2010 - 10h09

    os cariocas!?
    acho q vc está equivocado, seja lá de onde vc for…

    ps. o governo federal tem até feito algo pelo Rio com o PAC das favelas, mas as UPP's são politica do governo estadual…

    Jairo_Beraldo

    05/10/2010 - 10h18

    São administradas pelo governo estadual. A verba é federal!

    Juliano

    05/10/2010 - 10h23

    Jairo, concordo absolutamente com sua opinião. O povo brasileiro é um povo absolutamente ingrato.
    Dou um exemplo. Em Capivari/SP, houve um prefeito que em 1990 entregou mais de 1.000 casas populares (para a cidade, este é um número expressivo). Sabe o que aconteceu??? Ele nunca mais venceu uma eleição, sendo que as pessoas que receberam as casas são as que não votam nele.
    O prefeito atual acabou de entregar 300 casas esta semana. Ele que fique ciente que não terá o voto destas pessoas.

    Baixada Carioca

    05/10/2010 - 16h21

    Pô Jairo. No Acre o governador eleito no primeiro turno foi o Jorge Vianna do PT, mas Dilma perdeu pro tucano mentiroso. Foi o RJ o culpado pela não vitória no primeiro turno mesmo com Dilma à frente do Serra?

    ValmontRS

    05/10/2010 - 11h58

    Tem razão, Paulo.
    Tem que lembrar muito bem ao eleitor: DESEMPREGO E ARROCHO SALARIAL.
    Salário mínimo de 64 dólares.
    Trabalhador de joelhos implorando por um emprego mesmo precarizado e mal pago. Esta é a imagem mais característica dos governos demotucanos e que mais repercute sobre o eleitorado. Pegar na veia trabalhista.

Panambi

05/10/2010 - 08h07

"…e reforçar a percepção de que o que foi alcançado socialmente nos últimos oito anos pode ser perdido em um único dia." A campanha da Dilma deveria usar isto.

Responder

Ivonildo Dourado

05/10/2010 - 08h02

Faltou na avaliação a tendência do voto religioso. Não está claro ainda como será o comportamtno do eleitor paulista e do mineiro. No Rio não tenho dúvidas que Dilma irá herderar a maioria absoluta dos votos da Marina, pois os cariocas irão perceber o quanto o governo Lula foi generoso digamos assim com o Rio: recuperação da induistyria naval; petroquímica; conquista das olimpíadas; combate a violência e tantas outras conquistas do povo carioca que fora esquecidos pelos paulistas do governo Serra/FHC

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    Jairo_Beraldo

    05/10/2010 - 09h13

    MG está com Dilma…paulista é xique, só vota na direita…só não compreendo os cariocas.

    Bonifa

    05/10/2010 - 10h05

    O pavor dos cariocas é estar fora de moda. Têm pavor de serem considerados fora de moda. Alguém os convenceu de que votar na Marina era o último grito da moda. Pobreza…

    TavaresdeMello

    05/10/2010 - 12h14

    Com licença, aqui. Vou reproduzir um texto que escrevi quando percebi que certo seguimento social mediano, estava saindo do armário nas vésperas da eleição aqui em Recife. Acho que casa bem com o mesmo seguimento carioca:

    Muito chique a nossa classe média.
    Faz piadas sobre os ricos,
    tenta ardentemente se parecer com eles.
    Faz piadas sobre o povo,
    tenta ardentemente se parecer com os ricos.
    Não tem noção do quanto se ri deles e mal sabem rir de si mesmos.
    Muito chique a nossa classe média.
    Democracia? É moda.
    Justiça social? É moda.
    E como tudo que é adequado mais para consumo e menos para a vivência,
    moda que se recicla em outra, num moto-contínuo,
    muito chique a nossa classe média,
    tenta ardentemente disfarçar o vazio.
    É moda, agora, o meio ambiente.
    O meio ambiente da Casa & Jardim e carro flex na garagem.
    Muito chique a nossa classe média,
    tenta ardentemente não se parecer com o povo.

    Claudio Tavares de Mello

Marat

05/10/2010 - 07h20

Dilma vai aumentar seus votos ainda mais no NE e RJ. Em SP e MG os manterá. Vai ganhar também, ao menos 35% dos votos dos eleitores da Marina!!!

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