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Cartas de Minas

Dr. Rosinha: Escritores gozam da tese linguística da velha mídia

19 de maio de 2011 às 16h09

Do site do mandato do deputado Dr. Rosinha (PT-PR)

Os escritores Marcelino Freire e Cristovão Tezza participaram nesta semana do programa “Entre aspas”, apresentado por Mônica Waldvogel na GloboNews. Com bom humor, os dois escritores rechaçaram a tese da Globo (e da velha mídia), que, a partir de trechos retirados do contexto, ataca o livro “Por uma vida melhor”, adotado pelo Ministério da Educação para turmas de jovens e adultos.

Quando a apresentadora fala em “regra errada do português”, imediatamente Tezza, professor aposentado da UFPR, a interrompe e a corrige: “Variedades não padrão”.

Mônica responde: “Estamos tucanando aqui”. Ao que Tezza rebate: “É um conceito linguístico esse. Todas as línguas do mundo funcionam assim, são variedades. […] A diferença entre dialeto e uma língua é que uma tem exército, e a outra não. É a história das línguas.”

Marcelino Freire cita o poeta Sérgio Vaz: “Quando a gente diz nós vai, é porque nós vamos”.

Tezza explica:

“Quando você constrói uma gramática escrita, você escolhe formas, passa a escrever essa formas, passa a defendê-las. E elas passam a ser o certo. E aí se começa a estigmatizar o que não está daquela forma. Isso é construção histórica das línguas padrões […].

O conceito de variedade linguistica é fundamental, não há mal nenhum em mostrar aos alunos, mesmo dos primeiros anos, que a língua é um conjunto de variedades, inclusive para trabalhar com a diferença e a importância da norma culta. O que não precisa é humilhar ninguém para fazer isso.. é um processo esmagador, a escola tem muito poder, o aluno chega lá, só fala a variedade dele, o professor vai olha, você é burro, senta ali no milho… não. Vamos trabalhar de outra forma. É uma questão didática.”

“Que conselho vocês dão aos que estão tão preocupados?”, questiona a apresentadora, ao final do programa.

É a deixa para Freire arrematar:

“Vão de Adoniram Barbosa: “Arnesto nos convidou / prum samba ele mora no Brás /  Nóis fumo, num encontremo ninguém…” [mais risos]

PS do Viomundo: O Brasil é o país da subliteratura no iPad. Isso se aplica, obviamente, aos “formadores de opinião” da grande mídia.

 

90 Comentários escrever comentário »

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Paulo

17/05/2013 - 10h31

Cada um que fale e escreva como quiser e chega de bobagem. Que perda de tempo.

Responder

vagner

28/05/2011 - 18h41

Amo este espaço crítico e desejo receber a newsletter.Um abraço.

Responder

ROSA

26/05/2011 - 07h18

ROSA

As variedades linguísticas devem ser apresentadas em sala de aula, servindo de exemplo para mostrar a cultura de cada região.

Responder

Wildner Arcanjo

21/05/2011 - 19h42

Vuceis tudu tá escrevendo errado dí propozitu? Mas eu intendu tudo, JURO!

Responder

ANA

21/05/2011 - 14h30

O que é posível acrescentar a essa discussão?
1. A língua não é um ser vivo: não nasce, não se desenvolve e não morre.
2. A língua portuguesa é o latim vulgar em evolução.
3. A língua é uma entidade social.
4. A Linguística Aplicada é legítima ao ensino em países -quase todos- em desigualdade social.
5. As variedade linguísticas têm sim que ser mostradas aos alunos, sem preconceitos.
6. Formas adequadas têm sim que ser ensinadas na escola diante da dominação.
7. Aprender a Norma do dominador é sim ser cidadão.
8. Falar e escrever são variedades diferentes.
9. Ser professor de português é um saco!sobretudo quando gente metida não deixa a 'classe' trabalhar.

Responder

joni

21/05/2011 - 11h15

Um esclarecimento: os professores têm a opurtunidade de escolher dentre vários autores e títulos. Não é o caso, por exemplo, de muitas escolas municipais do Estado de SP, que não participam do programa do MEC (PNLD), e os professores são "obrigados" a trabalhar com um único livro (?) didático, escrito, impresso e avaliado não se sabe por quem, e custando aos cofres públicos muito dinheiro. Espero que o VIOMUNDO publique algo sobre o assunto. Essa, sim, é uma discussão pertinente sobre educação, dinheiro público, e campanhas eleitorais.

Responder

joni

21/05/2011 - 11h00

Acho mió lerem Oswald de Andrade.
O processo de escolha dos livros didáticos é bastante democrático. Os livros são avaliados por professores de universidades conceituadas, e recomendados ao MEC. As escolas cadastradas no programa recebem a relação dos títulos,autores, e exemplares (de livros de todas as disciplinas). Os professores (de cada unidade escolar do país) avaliam os livros, e escolhem aqueles que consideram os mais adequados para a sua realidade escolar. O Ministério da Educação não participa da avaliação. Seria ingênuo pensar que o Sr. ministro e sua equipe teriam condições de avaliar os milhares de exemplares de cada disciplina.
Participei durante muitos anos desse processo como professora, em minha unidade escolar

Responder

Luciano Prado

20/05/2011 - 14h40

Fica a indagação:

Quem é o "burro" nessa história?

O sujeito que não teve oportunidade de receber novas informações e continua se expressando dentro da sua variedade lingüística e ainda assim sendo compreendido ou alguém – como essa jornalista – que teve oportunidades e ainda não compreendeu nada do que lhe foi ensinado?

Os entrevistados riram tanto das colocações da moça que deu dó da "sábia e culta" entrevistadora.

Responder

Luciano Prado

20/05/2011 - 14h22

A Globo e seus soldadinhos formam idiotas seguidores de idiotas.

Responder

jose marcos

20/05/2011 - 13h32

Bem para o classe media que adora falar corretamente a lingua patria e gosta de assistir a globo NEWS, para dar um FEEDBACK para este SITE enquanto viaja no EXECUTIVE SERVICE ou assiste ao SPORT TV,este livro deve ser um horror, cruzes, não tem nem uma frase em ingles!!!!

Responder

Marcelo

20/05/2011 - 12h41

Desculpem o termo , mas é preciso ser um merda sem noção para criticar um livro que não leu .

Responder

Nuno

20/05/2011 - 11h08

Fiquei com pena da Mônica Waldvogel.

Responder

    Francisco De Olavo

    20/05/2011 - 12h25

    E eu de vocês aqui, um bando de coitados que apoiam o apedeutismo.

    Victor

    20/05/2011 - 12h44

    hahaha, obrigado pela sua medieva participaçao, Francisco de Olavo… de Carvalho?

    jose marcos

    20/05/2011 - 13h24

    SR Francisco, não precisa ficar com pena de mim, pois estou muito bem obrigado, voce que deve estar com algum problema, pois parece que não consegue escrever alguma coisa sensata. Alias, Sr Francisco, o SR deve morrer de raiva em ver o apedeuta Lula viajando pelo mundo, fazendo o que gosta e ganhando dinheiro, ja o Sr…..Paciencia, como diz o ditado, a inveja é uma m….

EUNAOSABIA

20/05/2011 - 10h47

Tem que ensinar a escrever corretamente.

Responder

    joni

    21/05/2011 - 14h23

    Não vamos simplificar assim. A discussão é muito mais ampla. O livro em questão até parece que já foi adotado pelas duzentas mil escolas do país. Ele é apenas mais um livro de língua portuguesa, dos milhares que são apresentados. E os professores têm a liberdade de descartá-lo.

urbano

20/05/2011 - 10h30

Vai conseguir explicar esse assunto para essas apresentadoras da Globo. Ela só entendem de "Fashion", "Celebridades", "Surfistas" e outras palavras castiças da ligua portuguesa.

Responder

Felipe M

20/05/2011 - 08h36

A língua tem diversos desvios da norma padrão, que na prática é o português de lugar nenhum. É preciso ter uma gramática normativa para manter a língua unida, mas não se pode dizer que as variações dentro do território nacional estejam erradas. O bom falante da língua é aquele que sabe se expressar bem e de formas diferentes nas situações em que isso se faz necessário. Em um lugar onde todos falam "nóis vai", um bom meio de se excluir ou de mostrar falta de identidade com os demais está em dizer "nós vamos".

Preconceito linguístico com quem fala a norma culta também pode ocorrer: um homem que resolve adotar a norma culta até numa conversa de bar corre o sério risco de ser visto como esnobe ou arrogante pelos amigos, especialmente se estes se expressam através de um português mais distante do que aprendemos na escola – uma variante estigmatizada da língua.

Duvido que a própria Ana Paula Padrão jamais comece uma frase com o pronome "me" (como em "me empresta uma caneta?"). Também não creio que ela corrija o filho (se o tiver) caso ele faça o mesmo. Isso porque a norma culta também não é o mesmo que a gramática normativa – é apenas o português "errado" falado pelas elites intelectuais.

Acho que a Globo deveria estar inconformada por ninguém ter adotado um livro como esse antes, já que nada do que ele diz é novidade – são coisas que vêm do século passado!

Responder

Ronaldo

20/05/2011 - 08h06

PIG fariseu!

Braço mediático da oposição canalha que se locupleta no cáos.

Nóis vai ferrá u PIG . . .

Responder

CiciBarbosa

20/05/2011 - 07h40

Falando em "besterol" linguístico da mídia. Onde ele me acharam "crime de pedofilia", "crime de assalto"? este com variação e tudo, "assalto a mão armada", deve ser o tipo qualificado. Só rindo…

Responder

Marat

20/05/2011 - 07h23

Marcelino Freire matou a pau: encher o saco de quem fala demasiadas palavras em inglês!!! Uma amiga meio que pedante, que adora soltar palavras em inglês, veio me corrigir um termo naquela língua. Não aguentei e respondi: – eu sei falar tal coisa nessa língua, mas odeio o idioma inglês, e prefiro falar "errado"…

Responder

    froid

    21/05/2011 - 08h20

    Marat, vc. citou um exemplo perfeito. Defender a variedade linguística e atacar quem fala "outra língua".
    Falar , estudar outra língua é um plus a mais para vc: viajar, poder ler outro tipo de pensamento lendo revistas e jornais impressos ou on line enfim é uma abertura única e que não deve ser menosprezada.
    Quanto mais línguas sabemos, mesmo que não fluentes, mais compreendemos as outras culturas.
    Fazer apologia à língua única como "nacionalismo" é que me parece coisa de totalitários.
    Se é que vc. me entende.

Luiz

20/05/2011 - 03h01

E Evanildo Bechara é sóbrio quando a diferença entre a questão linguística e a educacional:
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/o+aluno+n

Responder

ZePovinho

20/05/2011 - 01h54

VEJAM O QUE PODE ESTAR OCORRENDO NA REDE PÚBLICA EM SÃO PAULO!!!!
http://www.rodrigovianna.com.br/tag/o-coloquialis

Samuel Alvaro Leite disse:
19 de maio de 2011 às 18:09

Uma notícia relacionada a educação:

Os profissionais da Editora Moderna, (GRUPO SANTILLANA), especialmente os que trabalham na área de criação, iconografia e diagramação, estão vivendo momentos de tensão e constrangimentos.

Foram informados, (Quem se opuser ou divulgar alguma notícia referente ao assunto sofrerá sansão severas), não divulgados oficialmente, que grande porcentual dos trabalhos de criação e diagramação que seriam feitos no Brasil, estão sendo destinados aos trabalhadores da Índia, (tudo enviado pelo sistema FTP, internet), onde o valor da mão de obra é muito inferior ao valor da mão de obra cobrada no Brasil. No ano de 2010, já houve um envio de cerca de 15% desses trabalhos para o mercado indiano, e esse ano a diretoria da empresa destinará um porcentual por volta de 40% a 60% do seu total do volume de trabalho. Quer dizer, beneficia trabalhadores de outro país em detrimento dos trabalhadores brasileiros, gerando empregos para eles, enquantoque os brasileiros que contribuem para que o BNDES levante recursos para repassar ao GRUPO SANTILLANA para este desempregar nós, brasileiros. Até por uma questão de justiça gostaríamos de ver iniciativas em defesa dos trabalhadores na área dos editores de Livros Didáticos, por parte das Centrais Sindicais. Esperamos ansiosos por medidas favoráveis por parte dos representantes dos trabalhadores.

Vale lembrar que o nosso ex-ministro da educação e ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo, Paulo Renato Souza, faz parte do Conselho Consultivo da Fundação Santillana, uma instituição espanhola com atuação também na América Latina.

Como se não bastasse mandar imprimir os Livros na China, deixando de lado as gráficas nas quais os empresários do setor investiram na vã ilusão de conseguirem imprimir livros criados aqui, no Brasil. Isso é um descaso aos brasileiros em geral.

Responder

Luiz Clete

20/05/2011 - 00h44

A lingua é nós que fazemos, né-naum?

Responder

teixeira

20/05/2011 - 00h42

Aqui na minha terra, em Fidelândia, interior de Minas Gerais, homem que é homem fala: "noiz vai". Se falar "nós vamos", é boiola. Vítima de bulling. Mas, isso é uma outra polêmica bem maior. Tudo preconceito. Aí, a galera do PIG aproveita e mandar ver crítica no Haddad: "homem da massa cheirosa mesmo, diz: 'iremos'". Demonstra a postura digna dos patrões, eternos opressores dos pobres que galgam altos voos no mercado de tabalho, eternamente preconceituoso, arrogante, exclusivo. Salve a variedade não padrão, que no final das conta é que ditará a regra, nosso bom português coloquial.

Responder

    froid

    21/05/2011 - 08h57

    Uma coisa é a língua viva aceitar : "pra", ou "tá bem" ou qualquer coisa nova como as abreviações escritas vc., tb. etc. O absurdo da coisa é a contradição: A reforma ortográfica feita pelo Governo Lula que Portugal não aceitou – vide Miguel Souza Tavares- trocar o "facto" pelo fato, que diria se nós 'impusséssemos' o 'agente vamos', 'nóis fumo' ou 'as uva tão verde'. Duvido que aceitariam.
    A Itália é ainda uma colcha de dialetosapesar de Dante ter dar um padrão à língua. O tamanho do nosso país falando portugues do Oiapoque ao Chui é TUDO.
    Os portugueses conseguiram expandir a língua catequizando os povos a medida que entravam pelos sertões ,em busca de riquezas. Fizeram, ocasionalmente, o maior bem e nos trouxeram a maior riqueza que temos. Somos senão o maior, um dos maiores países continentais que falam uma única língua.

    froid

    21/05/2011 - 08h58

    Os portugueses conseguiram expandir a língua catequizando os povos a medida que entravam pelos sertões ,em busca de riquezas. Fizeram, ocasionalmente, o maior bem e nos trouxeram a maior riqueza que temos. Somos senão o maior, um dos maiores países continentais que falam uma única língua.
    Temos que ter mais escolas e mais professores preparados para ensinar a lógica de uma língua, por exemplo. Pois dizer 'nós vai', é matemático, é dizer que 2+2= 22. A estrutura da língua admite coerência, não incoerencias.
    Sou professora de História e completamente contra a medida de normas diferenciadas. Quero um Brasil unido e a língua é a chave para isso. Estamos nos metendo numa celeuma por um desvairado que quer CAUSAR , isso sim.
    Revolução no lombo dos outros é refresco, galera. Fui pro park. Norma culta na cabeça.
    Ah, sou PT desde sempre.

    Wildner Arcanjo

    21/05/2011 - 19h38

    Só para constar: O português que falamos é o Brasileiro e não o de Portugal.

Gerson

20/05/2011 - 00h34

Esse pig é uma piada pronta.

Deveriam começar por fazer uma auto-crítica em primeiro lugar.

Vejam este vídeo (dica do Gerson Carneiro) lá no Edú:

"BBB A Masturbação Nacional" ( “O site do O Globo dá no seu Caderno Cultura, quantas vezes as meninas se masturbaram no BBB”
http://youtu.be/lzefF9i_Ucw

Responder

João luzia

20/05/2011 - 00h33

Lá na minha terra tinha (ou tem) uma familia que homenageava os fondas… tinha o henry, a jane e um Kirse fonda…o probrema não falar certo errado é o modo errático que conduzimos o debate… quanta nervosura para falar de coisas simpres… duro nao é falar errado é ser mudo,…. e neste aspecto me preocupa a mudez do povo brasileiro que continua a morrer por falta de segurança, continua pobre por falta de educação adequada e continuará ingnorante por falta de imprensa comprometida, capaz , que toca de roda em torno de bosteiras de sacristia,,, que presidente, presidenta ou qualquer porqueira de direita ou de esquerda que mantém o fragelo desta incipiente organização socia (organização?) alias tive um amgo que tinha uma tia chamada Organiza,,, lá no pará de Minas..politizam tudo…

Responder

Renato Lira

20/05/2011 - 00h16

Ruy Castro e Ricardo Boechat, os "paladinos da última flor do Lacio" deveriam ver este vídeo e também o do Locatelli.

Pra deixarem de serem ignorantes, preconceituosos e idiotas.

Responder

Ignez

20/05/2011 - 00h14

O PIG e a Globo tentaram, simplesmente, armar mais um golpe pra cima do governo. Os argumentos sérios em defesa do livro já colocaram a armação do PIG no devido lugar: como "detrito de esgoto". Por outro lado, o que foi um absurdo foi o vídeo do Cerra ensinando errado – a uns garotinhos do primeiro grau, em uma escola estadual – a fazer errado uma conta de dividir… Vocês lembram desse vídeo? Isso sim é ensinar errado. No rostinho das crianças se via um sorriso maroto. O grande "economista" errou feio. A turminha percebeu. "Pra que tanta pose dotô? "

Responder

pazu

19/05/2011 - 23h51

gente, já vi essa monica waldvoguel no shopping uma vez e posso dizer – eta mulher arrogante!

Responder

Roberto Locatelli

19/05/2011 - 22h28

Até uma exposição promovida em conjunto pela Editora Abril e o Museu da Língua Portuguesa mostram que o falar popular é importante:

[youtube PZcppSdG8cg&feature=player_embedded http://www.youtube.com/watch?v=PZcppSdG8cg&feature=player_embedded youtube]

Responder

Elias SP SP

19/05/2011 - 22h27

O Cebolinha, personagem de Maurício de Sousa, troca o R pelo L há 50 anos e não creio que tenha influenciado seus milhões de leitores a escrever “plato” em vez de prato. E Maurício de Sousa é o mais recente membro da Academia Paulista de Letras. Ao que parece a oposição e o PIG não têm mesmo nada a dizer até o presente momento.

Responder

FrancoAtirador

19/05/2011 - 21h55

Sobre o "PS do Viomundo":

SUBLITERATURA GLOBALIZADA

Por ENIO VIEIRA na Revista Bula
03/11/2008

Os jornais brasileiros copiam perversamente as mesmas fórmulas, uns dos outros, e até mesmo a distribuição de temas em suas páginas. Em todos os cadernos culturais, existe o espaço de página inteira das hediondas colunas sociais, com um misto de celebridades e baixos instintos do mundo político e empresarial. Depois de atravessar as mundanidades, horóscopos, palavras cruzadas e quadrinhos, o leitor chega à última página desses cadernos onde ficam os pensadores culturais. É o reduto do colunista que, supostamente, permitiria baixar o fôlego para se refletir o destino do mundo.

Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo e O Globo reservam, atualmente, a parte de cima da última página de seus cadernos culturais à figura do colunista célebre. Estão lá no mesmo lugar dos jornais, como se fosse uma estratégia científica a definição de tal espaço. Eles se escrevem uma vez por semana e estão, portanto, livres das pressões cotidianas dos jornalistas comuns. O formato não é mais o da velha crônica que, lembra Silviano Santiago, teve o seu auge no final dos anos 1950 e se tornou uma “subliteratura desenvolvimentista” para atender o público pouco letrado de então.

Os novos cronistas deixam de lado a breve ficção que fez a fama de Rubem Braga. Alguns jornais, como O Popular, ainda possuem cronistas à moda antiga. Hoje, porém, o modelo dessa crônica está próximo do comentário – menos ficcional e mais parecido ao ensaio. Não se contam mais as coisas vistas ou as experiências vividas no cotidiano dos autores. As colunas preferem comentar um tema cultural ou político da semana. Com o tempo, o autor torna-se conhecido do público e vira uma franquia comercial ao estilo do McDonald´s, com outros jornais reproduzindo seus textos.

Cada jornal monta a sua galeria no espaço da última página do caderno cultural. Na Folha de S. Paulo, podemos encontrar desde os conservadores como Nelson Archer, João Pereira Coutinho, Carlos Heitor Cony e Antônio Cícero, até as figuras moderadas como Marcelo Coelho, Contardo Calligaris e Dráuzio Varella. Aos domingos, o jornal oferece os textos de Ferreira Gullar, que é um grande poeta e crítico de arte, mas um pensador menor. Note-se a ausência de mulheres. Quem lê esse espaço ao longo da semana, tem o ponto de vista de intelectuais homens, brancos e de classe média.

O jornal O Globo escolheu vários jornalistas da casa para ocupar as colunas de contra-capa do Segundo Caderno. Mesmo que se discorde (e muito) dos colunistas da Folha de S. Paulo, o nível cai sensivelmente no diário carioca. O menu inclui Arnaldo Bloch, Arnaldo Jabor, Arthur Dapieve, Arthur Xexéo, Cora Rónai, Joaquim Ferreira dos Santos e o fictício Agamenon Mendes Pedreira (criado pela turma do Casseta & Planeta). A perspectiva é de uma classe média de Ipanema que transformou as questões próprias da cidade do Rio de Janeiro em categoria de identidade nacional.

Jabor encarna bem o espírito e as misérias do novo colunismo. Diretor de cinema de certa fama, ele despontou nesse papel nas páginas da Folha de S. Paulo durante o governo Collor. A mistura de apocalipse brasileiro e esperança globalizada trouxe uma interpretação para crise brasileira dos anos 1990. Diante da ausência de saídas para o país, Arnaldo Jabor abraçou a Razão, sintetizada no presidente-sociólogo em sua marcha modernizadora, porém sempre conservadora. A franquia Jabor invadiu aos poucos os telejornais, os programas de rádio e o circuito de palestras para empresários no interior.

Entusiastas do Movimento de 1932, os donos do Estado de S. Paulo copiaram o modismo das colunas culturais da concorrência. Para quem teve Décio de Almeida de Prado em seu Suplemento Literário no final dos anos 1950, é duro se contentar hoje com a franquia Jabor ou o teórico do senso comum Roberto da Matta. O leitor pode acompanhar o o antropólogo Mathew Shirts e os escritores Ignácio de Loyola Brandão, Marcelo Rubens Paiva e Luis Fernando Verissimo (este também, um franqueado). Na comparação política com os colunistas em geral, Verissimo ocupa a extrema-esquerda.

Os colunistas vão publicando seus textos ao longo de uns dois anos e, em seguida, juntam tudo num livro. Assim o comentário se “eterniza”, subindo alguns degraus na lista dos mais vendidos das livrarias. Os leitores fazem um “control+C” e um “control+V” das colunas para entulhar caixas de e-mail com os mais recentes preconceitos de Arnaldo Jabor ou do gajo retrô João Pereira Coutinho. Cria-se uma subliteratura globalizada e com ampla circulação na sociedade em rede. E o melhor do pensamento brasileiro segue muito, muito distante das páginas dos cadernos culturais.

http://www.revistabula.com/posts/ensaios/subliter

Responder

    Vinícius

    20/05/2011 - 13h27

    Como ele escreve tanta coisa, e os meus haicais eu tenho que postar duas vezes?

    Abraço pro Franco.

    FrancoAtirador

    21/05/2011 - 15h34

    .
    .
    Caro Vinícius.

    Eu também sofria esse problema, quando usava o "internet explorer".

    Tenta usar o navegador "google chrome".

    Foi só assim que eu consegui publicar textos mais extensos que um hai-cai,

    embora eu aprecie muito esta forma simplificada de escrever.

    Muitas vezes a síntese funciona melhor que a análise.

    Um abraço libertário.
    .
    .

Luiz Fortaleza

19/05/2011 - 21h50

Eu assisti ontem e eles arrebentaram com os que se dizem do mundo dos letrados… A Monica até que gostou de ouvir o outro lado da versão…

Responder

Mauro A. Silva

19/05/2011 - 21h33

<img src="http://safadezasnaescola.blig.ig.com.br/imagens/goodness100.gif"&gt;
O conceito de variedade linguistica é fundamental, não há mal nenhum em mostrar aos alunos, mesmo dos primeiros anos, que a língua é um conjunto de variedades, inclusive para trabalhar com a diferença e a importância da norma culta. O que não precisa é humilhar ninguém para fazer isso.. é um processo esmagador, a escola tem muito poder, o aluno chega lá, só fala a variedade dele, o professor vai olha, você é burro, senta ali no milho… não. Vamos trabalhar de outra forma. É uma questão didática.”

Responder

Dosul

19/05/2011 - 21h11

Querem nivelar por baixo, então? Não é a toa que quase tudo nesse país é feito nas coxas.

Responder

    Alexandre

    19/05/2011 - 22h31

    Dosul, tomando o seu como parâmetro, diria que estamos no fundo.

    Marcelo Fraga

    19/05/2011 - 23h26

    Quando se tratou de padrão intelectual você também decidiu nivelar por baixo, e se tornou isso que estamos vendo aqui com o nome "Dosul".

Almeida Bispo

19/05/2011 - 21h07

Eu adoro é quando ouço a Globo por seus jornalistas falarem que "raptaram o Sr. Tal" ou que o governador tal é "incompetente". Tucanaram, como diria o Simão, o estupro ao velhinho, já que rapto é sequestro com finalidade de exercício sexual; de fazer sexo. Ou então, no caso do governador, deram o golpe no mesmo já que toda autoridade constituída é competente para o cargo até que o deixe; se demita. "Compete a ele ou ela" que detém o cargo. Nunca, jamais uma autoridade constituída, não importa se eleita ou nomeada será incompetente, já que, uma vez incompetente é porque não mais deterá o cargo. Os jornalistas do PIG, entre outros enchem a boca para falar as duas palavras.

Responder

Gnu

19/05/2011 - 21h00

A lingua falada e a lingua escrita: http://www.youtube.com/watch?v=OM7rRO9yDrc

Responder

Arlene

19/05/2011 - 20h48

Adorei a acidez dos entrevistados. Marcelino, grande conterrâneo, visse como ela ficou boiando? Ave perde de feio, porque "a preparada" falou nada com nada. Vcs caríssimos escritores foram demais! Há tb uma resposta muito apropriada do grande linguísta Marcus Bagno sobre esse sucedido, respondendo "a grobo" . Esse PIG jamais tomará jeito!

Responder

FrancoAtirador

19/05/2011 - 20h43

.
.
O VIOLÊRO

Composição : Elomar Figueira de Mello
Voz e violão: Elomar

Álbum: Parcelada Malunga (Elomar e Arthur Moreira Lima)
Participações: Zé Gomes / Xangai / Heraldo do Monte

Vou cantá num canto di primero
as coisa lá da mia mudernage
qui mi fizero errante violêro
Eu falo sério e num é vadiage
E pra você qui agora está mi ovino
Juro inté pelo Santo Minino
Vige Maria qui ôve o queu digo
Si fô mintira mi manda um castigo

Apóis pro cantadô i violêro
Só há treis coisa nesse mundo vão
Amô, furria, viola, nunca dinhero
Viola, furria, amô, dinhero não

Cantadô di trovas i martelo
Di gabinete, lijêra i moirão
Ai cantadô já curri o mundo intero
Já inté cantei nas portas di um castelo
Dum rei qui si chamava di Juão
Pode acriditá meu companhero
Dispois di tê cantado o dia intero
O rei mi disse fica, eu disse não

Apóis pro cantadô i violêro
Só há treis coisa nesse mundo vão
Amô, furria, viola, nunca dinhero
Viola, furria, amô, dinhero não

Si eu tivé di vivê obrigado
um dia i antes dêsse dia eu morro
Deus feiz os homi e os bicho tudo fôrro
já vi iscrito no livro sagrado
qui a vida nessa terra é uma passage
Cada um leva um fardo pesado
é um insinamento qui des na mudernage
eu trago bem dentro do coração guardado

Apóis pro cantadô i violêro
Só há treis coisa nesse mundo vão
Amô, furria, viola, nunca dinhero
Viola, furria, amô, dinhero não

Tive muita dô di num tê nada
pensano qui êsse mundo é tudo tê
mais só dispois di pená pela istrada
beleza na pobreza é qui vim vê
vim vê na procissão do Louvado-seja
I o assombro das casa abandonada
côro di cego nas porta das igreja
I o êrmo da solidão das istrada

Apóis pro cantadô i violêro
Só há treis coisa nesse mundo vão
Amô, furria, viola, nunca dinhero
Viola, furria, amô, dinhero não

Pispiano tudo do cumêço
eu vô mostrá como faiz um pachola
qui inforca o pescoço da viola
E revira toda moda pelo avêsso
i sem arrepará si é noite ou dia
vai longe cantá o bem da furria
sem um tostão na cuia u cantadô
canta inté morrê o bem do amô.

Apóis pro cantadô i violêro
Só há treis coisa nesse mundo vão
Amô, furria, viola, nunca dinhero
Viola, furria, amô, dinhero não
Viola, furria, amô, dinhero não…
http://peregrinosdosertaoprofundo.blog.br/?p=38

[youtube 6uXwx_TkXNM http://www.youtube.com/watch?v=6uXwx_TkXNM youtube]

Responder

    artur

    19/05/2011 - 21h08

    Vixe! O lobato (no cometário lá embaixo) não entendeu nada.

Ismar Curi

19/05/2011 - 20h16

Grande 'PS' Azenha. Isso é o Brasil…

Responder

lobato

19/05/2011 - 20h02

Interessante a opinião dos comissários. NUm país que não está feito, ainda, vamso perder as oportunidades de educar o público. Fico pensando se isso não é um ato de preconceito às avessas: quem utiliza este livro? O pobre, fessor! Quem vai aprender a falar errado? O pobre, fessor! Quem vai se lascar numa disputa por um emprego? O pobre, fessor!
Cuidado com os lobos! Eles as vezes se vestem de cordeirinhos…

Responder

    Raul

    19/05/2011 - 23h31

    Lobato? Lobos? Algo a ver com teu nome???

    GilTeixeira

    19/05/2011 - 23h42

    Fizeru lobotomia nocê, foi?

    Pedro1

    20/05/2011 - 01h07

    Quando você aprender a interpretar adequadamente o que os entrevistados tentaram dizer, você poderá vir aqui falar de preconceito às avessas.

    Leider_Lincoln

    20/05/2011 - 07h34

    Mas em alguns casos, mesmo quando querem parecer sábios, nem colocar vírgulas nas frases eles sabem, NÉ?

    cicibarbosa

    20/05/2011 - 07h47

    "Querido",
    Não se faz síntese de pensamento único. Conhecer os vários lado da "verdade" cria conhecimento e mais ainda, questionamentos e mudanças, tão necessários a dinâmica social.

    danilo

    20/05/2011 - 14h00

    nao existe falar errado lobato, se livre destas amarras e vc ,quem sab, ira desfrutar da beleza da pluralidade do ser humano…

    no entanto,a norma padrao,culta, continuara e tera,com certeza mais enfoque dos que as variantes…a ideia eh abranger o pensamento,nao restringi lo…como parece ser seu caso

lks

19/05/2011 - 20h00

Enquanto os doutores ficam jogando conversa fora vamos vivendo o dia-a-dia sem frescurite. E para divertir e ensinar, recomendo: Brazil 3000
http://blogdobriguilino.blogspot.com/2008/02/braz

Responder

FrancoAtirador

19/05/2011 - 19h24

.
.
Assisti esse programa.
Como ri.
Deu até pena da Mônica.
E do Cebolinha também, embora não estivesse lá.

Como dizia o saudoso humorista:

"A inguinorânssia é qui astravanca o pogrécio"
.
.
O GRUPO G.A.F.E.* É UM ATRASO PARA A HUMANIDADE.

* Globo, Abril, Folha e Estadão.
.
.

Responder

ZePovinho

19/05/2011 - 19h17

É incrível como a mídia brasileira copia o fascismo eletrônico da mídia dos EUA.:
http://www.democracynow.org/es/blog/2011/5/19/fas

Los fascistas electrónicos son derrotados una vez más

Escuche (en español)

Publicado el 19 de mayo de 2011

Por Amy Goodman

Judy Ancel, profesora de la Universidad de Missouri, en Kansas City, se encontraba dictando este semestre la cátedra de historia del movimiento obrero junto con un colega de la sede St. Louis de la misma universidad. Ni Ancel ni su colega podían imaginar que filmaciones de sus clases iban a ser objeto de una floreciente práctica de ataque encubierto de la derecha, que consiste en editar videos tergiversando las palabras de sus protagonistas. En este caso, como resultado de esa práctica y en medio de una ola de intimidaciones y amenazas de muerte, uno de los profesores perdió su trabajo. Afortunadamente, la sensatez y los datos contundentes prevalecieron, y los videos fueron denunciados como lo que realmente son: piezas fraudulentas y engañosas editadas en forma irresponsable.

La figura mediática de derecha Andrew Breitbart es un fuerte promotor de esa gran cantidad de videos que fueron editados en forma engañosa para difamar a individuos e instituciones progresistas. Él se ocupó de difundir los videos que pretendían haber descubierto a empleados de la organización comunitaria ACORN supuestamente ayudando a una pareja a establecer una red de prostitución. También exhibió el video editado de Shirley Sherrod, una empleada afroestadounidense del Departamento de Agricultura de Estados Unidos, en el que se tergiversó por completo el discurso de la funcionaria de manera que pareciera admitir haber discriminado a un agricultor blanco. Como consecuencia de la controversia, Sherrod fue despedida. Ataques similares fueron realizados contra Planned Parenthood……………………………………………………………………….

Responder

Marcelo Rodrigues

19/05/2011 - 18h58

É ignorança o mardade das pió de gente que não sabe avoá e tem os zóio furado sem podê oiá o céu de abril e a mata em frô. Assum preto, entre as mais bonitas das músicas da história da humanidade.

Responder

Marcelo Rodrigues

19/05/2011 - 18h58

É ignorança o mardade das pió de gente que não sabe avoá e tem os zóio furado sem podê oiá o céu de abril e a mata em frô. Assum preto, entre as mais bonitas das músicas da história da humanidade.

Responder

Fabio_Passos

19/05/2011 - 18h58

Como é bom assistir gente verdadeiramente culta explicando o quão estúpida e preconceituosa é a visão dos "jornalistas" do PIG.

Já passou da hora de nomear a verdadeira ralé intelectual do Brasil: clovis rossi, sardemberg, reinaldo azedo, merval pereira, alexandre garcia, carlos monforte.

Responder

Maria Helena

19/05/2011 - 18h57

Essa bobajada toda pra derrubar uma possível candidatura do haddad à prefeitura de são paulo. E o ataque ao palocci para melar qualquer tentativa de defesa das multas a desmatadores. Quem vai ser a próxima vítima?

(proposital o uso de minúsculas, para poupar esforço)

Responder

luciano

19/05/2011 - 18h57

Acredito ser importante que se priorize o conteudo do que as pessoas falem ou escrevam. Nesse caso, é mais importante ter conteudo de ideias de uma forma "errada", do que ter uma forma "correta" com palavras sem conteudo. Já ouvi muito caboclo com sua fala "errada" expressar grande sabedoria.

Responder

    Luciano Prado

    20/05/2011 - 14h24

    Verdade.

william

19/05/2011 - 18h49

Nós Ri muito desse PIG, Nós que é fedido vamos deixar pra os limpinhos e cheiros falar direito, por que nós do povão é que vai fazer a mudança do Brasil .

Responder

Carmem Leporace

19/05/2011 - 18h45

Mediocridade…. Mediocridade…. Mediocridade…. Mediocridade…. Mediocridade……. esse país virou o paraíso da Mediocridade…….

E num concurso público, eu posso escrever errado na redação??? kumé que fika progreçistas?

Responder

    Cleverton Silva

    20/05/2011 - 22h34

    Sunçê iscreva errado minzifio, pru que sunçê podi acertá nu cuncusso. Eles vai aceitá tudo.

    Eneida Melo

    21/05/2011 - 08h27

    Num concurso público, se exige a norma culta, que é sim ensinada nas escolas.

Pedro Luiz Paredes

19/05/2011 - 18h33

Eu não consegui ficar 10 segundos assistindo esse programa quando vi que estava querendo moralizar a lingua portuguesa. Mas não sabia que estávamos bem representados.
Muitas palavras nasceram assim, arrastadas pelo povo ao longo de décadas, foram parar nos melhores dicionários.
De quantos brasileirismos deveríamos ceifar a língua?
A rede bobo é contra a cultura popular, é contra repórter com sotaque baiano.
Querem moralizar tudo. Deixem como esta!!! Não se movam!!!
Típico das instituições que ela defendem; que nos assaltam dia a dia.

Responder

Vinícius

19/05/2011 - 18h08

A ciência serve para retratar a realidade ou para inventá-la?

A gramática de hoje prefere a primeira opção. O livro do MEC está oferecendo ciência de ponta para alunos da rede pública. Quantos anos os livros de geografia e história estão atrasados, em termos de paradigmas? 20, 30 anos. E os de biologia, de física?

A pergunta que poderia ser feita é esta: os estudantes conseguem dar conta de uma teoria tão avançada? Talvez não. Gente feita, com diploma* e tudo, não dá…

*há de se considerar de diploma de jornalista… melhor deixar quieto.

Responder

    Fabio_Passos

    19/05/2011 - 19h00

    Exato.
    Será a Ciência lingüística algo além da capacidade de compreensão dos "jornalistas" do PIG?

    Se os macartistas do PIG cairem de quatro… pastam!

Adilson

19/05/2011 - 18h06

flashback, feedback, jack Nincolson…hahahha muito boa essa entrevista!!!

Responder

Lucas

19/05/2011 - 17h46

Isso me lembra daquela vez que as velhas mídias reclamaram de um livro de história porque não condenava o socialismo o suficiente pro gosto deles. Eles não desistem de querer fazer patrulha ideológica de nossos livros didáticos.

Responder

felipe augusto

19/05/2011 - 17h40

Polêmicas atoa, para mim errado é o que não entendo, puquê se nóis fala assim, num jeitin mineru aqui nu Brasil, qui mal tem né? Afinal, eu sô atreticanu.

Responder

    Wilson Estrella

    19/05/2011 - 23h04

    nóis semo.

Yarus

19/05/2011 - 17h06

Quando Cerra diz: Nós vai perder, é porque eles vão, mesmo,
ele está duplamente correto.

Responder

    william

    19/05/2011 - 18h51

    Yarus faz isso não rapaz pega leve assim os limpinhos e cheirosos vai ficar com raiva de vc

    alberto silva

    20/05/2011 - 13h44

    Prezado Willian, vou traduzir diferenciadamente e sujamente: Yarus fascim não, cabra, q os limpim e xerosim vão ficar com a gota serena, visse?

Gustavo Pamplona

19/05/2011 - 16h56

Interessante… então eu gostaria de questionar o seguinte:

Será que teríamos discussões fúteis como esta se tivéssemos a língua inglesa como nossa língua?

Bom… é uma língua "podre", já que não tem conjugações verbais e regras de concordância e regência tanto nominais como verbais simplesmente inexistem.

Tão podre que somente possui dois tempos, um presente e um passado, e este passado se o verbo não for "irregular" basta apenas adicionar um 'ed' ou 'd' no final.

Futuro e futuro do pretérito eles precisam do verbo "will" e seu passado "would" para expressar tais ações. Assim como usam o "do" para expressar negações e interrogações.

Sabem como eles entendem estas frases?

I do not know english. (Eu fazer não saber não-coisa sobre inglês)
Do you know english? (Fazer você saber inglês?)

Nem subjuntivo eles possuem direito, se bem que eles o possuem, leiam isto:

http://en.wikipedia.org/wiki/English_subjunctive

Responder

    Gustavo Pamplona

    19/05/2011 - 17h30

    Corrigindo: Sobre o "I do not know english;" eu iria escrever "I do not know nothing about english."

    Jorge

    19/05/2011 - 17h53

    Pior mesmo é ver os franceses afrancesando o inglês. Além de hilário, é incompreensível….

    Gustavo Pamplona

    19/05/2011 - 23h19

    Você sabia que 43% das palavras da língua inglesa são de origem latina… por via francesa… E todos nós as conhecemos muito bem já que muitas se assemelham a do nosso querido português.

    Das línguas anglo-saxônicas o inglês é a mais "latina" delas.

    lobato

    19/05/2011 - 20h04

    Isso é que dá se educar pela wikipédia e pela mão dos comissários… O que vc está falando, rapaz…

    Gustavo Pamplona

    19/05/2011 - 23h17

    Amigo… a Wikipedia é apenas um "guia", se o artigo tiver fontes e se você for atrás delas e se baterem com o texto apresentado então aquele artigo é digno de confiança.

    E te pergunto: E você? O que você está falando? hhahahhahahahha

    Pedro1

    20/05/2011 - 01h12

    O inglês conseguiu se simplificar há séculos. Nossa língua, aparentemente, continua a ser dominada por gramáticos.

    Felipe

    20/05/2011 - 08h53

    O inglês sofreu esse tipo de simplificação porque ficou durante 300 anos sob o domínio dos normandos. Durante esse tempo, a corte falava francês e a língua local evoluiu livremente.

    Existe uma tendência popular a eliminar redundâncias, tais como usar marcas de plural em todos os termos de uma frase quando uma única marca já faria o trabalho,

    "OS homenS sambeM tudo" – 3 marcas de plural, das quais 2 são completamente desnecessárias para o entendimento. Se você ouvir ou ler que "os homem sabe tudo", o plural também fica evidente. Isso é português puro, uma evolução espontânea e natural da língua que é mais econômica e simples do que aquela forma "arcaica" com que você se expressa.

    E aliás, vamos parar de fazer de conta que as línguas são totalmente racionais e coerentes. Afinal, o que quer dizer "conta" em "fazer de conta"?

Roberto Locatelli

19/05/2011 - 16h30

Editora Abril e a língua portuguesa: imperdível! http://www.youtube.com/watch?v=PZcppSdG8cg&fe

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