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Jeffrey Sachs: O nível de corrupção política nos EUA é assombroso

publicado em 6 de janeiro de 2011 às 18:10

06/01/2011

A luta de classes política nos Estados Unidos

O nível de corrupção política nos Estados Unidos é assombroso. Agora tudo gira em torno do dinheiro para as campanhas eleitorais que se tornaram incrivelmente caras. As eleições da metade do mandato tiveram um custo estimado de US$ 4,5 bilhões, e a maior parte desse dinheiro veio de grandes empresas e contribuintes ricos. Estas forças poderosas, muitas das quais operando de forma anônima sob as leis dos EUA, trabalham sem descanso para defender aqueles que se encontram no topo da pirâmide da riqueza. O artigo é de Jeffrey Sachs.

por Jeffrey Sachs, do  SinPermiso, via Carta Maior

Os Estados Unidos estão em rota de colisão consigo mesmo. O acordo firmado em dezembro entre o presidente Barack Obama e os republicanos no Congresso para manter os cortes de impostos iniciados há uma década pelo presidente George W. Bush está sendo saudado como o começo de um novo consenso bipartidário. Creio, ao contrário, que é uma falsa trégua naquilo que será uma batalha campal pela alma da política estadunidense.

Do mesmo modo que ocorre em muitos países, os conflitos sobre a moral pública e a estratégia nacional se reduzem a questões envolvendo dinheiro. Nos Estados Unidos, isso é mais certo do que nunca. O país tem um déficit orçamentário anual ao redor de US$ 1 trilhão, que pode aumentar ainda mais como resultado de um novo acordo tributário. Esse nível de endividamento anual é demasiadamente alto. É preciso reduzi-lo, mas como?

O problema é a política corrupta e a perda de moral cívica dos EUA. Um partido político, o Republicano, aposta em pouco mais do que reduzir os impostos, objetivo que coloca acima de qualquer outro. Os democratas têm um leque mais amplo de interesses, como o apoio ao serviço de saúde, a educação, a formação e a infraestrutura. Mas, como os republicanos, também estão interessados em presentear com profusão cortes de impostos para seus grandes contribuintes de campanha, entre os quais predominam os estadunidenses ricos.

O resultado é um paradoxo perigoso. O déficit orçamentário dos EUA é enorme e insustentável. Os pobres são espremidos pelos cortes nos programas sociais e um mercado de trabalho fraco. Um em cada oito estadunidenses depende de cartões de alimentação para comer. No entanto, apesar deste quadro, um partido político quer acabar com as receitas tributárias por completo, e o outro se vê arrastado facilmente, contra seus melhores instintos, na tentativa de manter contentes seus contribuintes ricos.

Este frenesi de cortes de impostos vem, incrivelmente, depois de três décadas de um regime tributário de elite nos EUA, que favoreceu os ricos e poderosos. Desde que Ronald Reagan assumiu a presidência em 1981, o sistema orçamentário dos Estados Unidos se orientou para apoiar a acumulação de uma imensa riqueza no topo da pirâmide da distribuição de renda. Surpreendentemente, o 1% mais rico dos lares estadunidenses tem agora um valor mais alto que o dos 90% que estão abaixo. A receita anual dos 12 mil lares mais ricos é maior que o dos 24 milhões de lares mais pobres.

O verdadeiro jogo do Partido Republicano é tratar de fixar em seu lugar essa vantagem de receitas e riquezas. Temem, corretamente, que cedo ou tarde todo o mundo comece a exigir que o déficit orçamentário seja atacado, em parte, elevando os impostos para os ricos. Depois de tudo o que ocorreu, os ricos vivem melhor do que nunca, enquanto que o resto da sociedade estadunidense está sofrendo. Tem todo sentido aplicar mais impostos aos mais ricos.

Os republicanos se propõem a evitar isso a qualquer custo. Até aqui tiveram êxito. Mas querem fazer com que sua vitória tática – que propõe o reestabelecimento das taxas tributárias anteriores a Bush por dois anos – seja seguida por uma vitória de longo prazo na próxima primavera. Seus líderes no Congresso já estão dizendo que vão cortar o gasto público a fim de começar a reduzir o déficit.

Ironicamente, há um âmbito onde certamente se justifica fazer grandes cortes orçamentários: as forças armadas. Mas esse é o tema que a maioria dos republicanos não vai tocar. Querem cortar o orçamento não mediante o fim da inútil guerra no Afeganistão e a eliminação dos sistemas de armas desnecessários, mas sim cortando recursos da educação, da saúde e de outros benefícios da classe pobre e trabalhadora.

Ao final, não creio que o consigam. No momento, a maioria dos estadunidenses parece estar de acordo com os argumentos republicanos de que é melhor diminuir o déficit orçamentário mediante cortes de gastos ao invés de aumento de impostos. No entanto, quando chegar a hora de fazer propostas orçamentárias reais, haverá uma reação cada vez maior.

Prevejo que, empurrados contra a parede, os estadunidenses pobres e da classe trabalhadora começarão a se manifestar por justiça social.

Isso pode levar tempo. O nível de corrupção política nos Estados Unidos é assombroso. Agora tudo gira em torno do dinheiro para as campanhas eleitorais que se tornaram incrivelmente caras. As eleições da metade do mandato tiveram um custo estimado de US$ 4,5 bilhões, e a maior parte desse dinheiro veio de grandes empresas e contribuintes ricos. Estas forças poderosas, muitas das quais operando de forma anônima sob as leis dos EUA, trabalham sem descanso para defender aqueles que se encontram no topo da pirâmide da riqueza.

Mas não nos equivoquemos: ambos partidos estão implicados. Já se fala que Obama vai arrecadar US$ 1 bilhão ou mais para sua campanha de reeleição. Esta soma não virá dos pobres.

O problema para os ricos é que, tirando os gastos militares, não há mais espaço para cortar o orçamento do que em áreas de apoio básico para a classe pobre e trabalhadora. Os EUA realmente vão cortar os auxílios de saúde e as aposentadorias? O orçamento será equilibrado reduzindo-se o gasto em educação, no momento que os estudantes dos EUA já estão sendo superados por seus colegas da Ásia? Os EUA vão, de fato, permitir que sua infraestrutura pública siga se deteriorando? Os ricos tratarão de impulsionar esse programa, mas ao final fracassarão.

Obama chegou a poder com a promessa de mudança. Até agora não fez nenhuma. Seu governo está cheio de banqueiros de Wall Street. Seus altos funcionários acabam indo se unir aos bancos, como fez recentemente seu diretor de orçamento, Peter Orszag. Está sempre disposto a atender os interesses dos ricos e poderosos, sem traçar uma linha na areia, sem limites ao “toma lá, dá cá”.

Se isso seguir assim, surgirá um terceiro partido, comprometido com a limpeza da política estadunidense e a restauração de uma medida de decência e justiça. Isso também levará um tempo. O sistema político está profundamente ligado aos dois partidos no poder. No entanto, o tempo da mudança virá. Os republicanos acreditam que têm a vantagem e podem seguir pervertendo o sistema para favorecer os ricos. Creio que os acontecimentos futuros demonstrarão o quanto estão equivocados.

(*) Jeffrey Sachs é professor de Economia e Diretor do Earth Institute da Universidade de Columbia. Também é assessor especial do secretário geral das Nações Unidas sobre as Metas de Desenvolvimento do Milênio.

Traduzido do inglês para www.project-syndicate.org por David Meléndes Tormen.
Tradução para Carta Maior: Katarina Peixoto

 

29 Comentários para “Jeffrey Sachs: O nível de corrupção política nos EUA é assombroso”

  1. sáb, 08/01/2011 - 0:21
    carmen silvia

    A frase mais estúpida e provinciana que existe,"só no Brasil acontecem essas coisas".O que existem são métodos dferentes pra se fazer a maracutaia e sair como se fosse a coisa mais lícita do mundo e nisso eles; os (EUA)são muito eficientes,só que uma hora a coisa vaza,principalmente queando a merda já está chegando na altura do pescoço,como é o caso agora.

  2. [...] publicado também no Vi O Mundo de Luiz Carlos Azenha [...]

  3. sex, 07/01/2011 - 16:34
    Janete

    Mas que eu saiba lá tudo isso é público e de conhecimento da sociedade e não escondidinho em envelope de empreiteira para pagar pensão alimentícia ou em nota de "pousada" para justificar festa em motel.
    Nojento é também…mas devagar, que o nosso traseiro ainda está bem mais sujo que o deles.

  4. sex, 07/01/2011 - 15:06
    Salvador

    Esse blog se perdeu de vez. Respondendo as perguntas do Sachs: "Os EUA realmente vão cortar os auxílios de saúde e as aposentadorias? Resp. SIM. O orçamento será equilibrado reduzindo-se o gasto em educação, no momento que os estudantes dos EUA já estão sendo superados por seus colegas da Ásia? Resp. SIM, eles não precisam dos estudantes nativos, mas dos formados que chegam aos milhares vindos da India, Brasil, etc. Os EUA vão, de fato, permitir que sua infraestrutura pública siga se deteriorando? SIM, eles são tocados por empresas transnacionais, que usam infra de outros países. As ações militares são moedores de carne, limitadores populacionais e ao mesmo tempo formas eficientes de evitar que países toquem iniciativas independentes de progresso. Os que os EUA precisam fazer é manter os bárbaros domados não deixando que invadam e saqueiem Roma, assim como manter sua elite atenta a administração do imperio e não as orgias.

    • sex, 07/01/2011 - 23:07
      DeBarros

      Salvador,

      Seria comico, se nao fosse tragico, alguem bradar um pensamento tao tosco, retrogrado e mesquinho como o que vc acabou the expor. Eh provavel que vc, deve ser um desses que se dizem conservadores, mas no intimo eh apenas mais um hipocrita oligarquista-escravista travestido.

      Nao pense que nos da esquerda nao levamos a serio quando membros (ou cupinchas) da oligarquia corporativa vociferem seus odios e preconceitos por aqui. Muito pelo contrario, levamo-os muito a serio, pois sabemos que o mundo ideal para psicoticos dessa turma eh a Roma imperial antiga, onde poucos tinham tudo, e muitos quando nao eram escravos, eram simplemente tao miseraveis, que viver para eles era uma provacao.

      Conheco muitos com esse perfil repugnante, que sao capazes de admirar somente aqueles que usam pessoas, como quem usa lencos de papel para assoar o nariz. Na concepcao desses verdadeiros vampiros, quem nao eh rico como eles, nasceu apenas para sustenta-los nas alturas. Para manter-se no poder usar todas as artimanhas imaginaveis eh um argumento legitimo. Para esse fim fingem-se religiosos, conservadores, zeladores dos valores socias, mas em verdade usam essas fachadas apenas para ludibriar os menos favorecidos, enquanto tentam aumentar seu poderio por via de tenebrosas transacoes, longe dos olhares publicos.

      Se sao esses que os valores que vc defende, tenho mas noticias. As pessoas comuns estao finalmente acordando to hipnotismo imposto por anos de midia comprometida com a oligarquia. A partir de agora, sera muito mais dificil servirem “pao e circo” e fazer com que a “choldra” fique calada na miseria de seus lares. A partir de agora pessoas comuns ate irao comer do pao e rir do circo, so que na hora do voto nao defenderao mais os interesses da oligarquia preconceituosa que tanta infelicidade ja espalhou por esse mundo.

    • seg, 10/01/2011 - 20:47
      Luiz Reis

      Salvador, que bagulho anda usando????

  5. sex, 07/01/2011 - 12:59
    Paulo Villas

    Nos EUA o banco central ( FED ) é privado. " Dêem-me o poder de emitir moeda , que não me importarei com quem faz as leis" , palavras de um banqueiro narigudo. Os narigudos se apossaram dos EUA , e o tornaram a maior ameaça a sobrevivência do planeta.

  6. sex, 07/01/2011 - 12:12
    ZePovinho

    O duro é ser chamado de "esquerdista" porque você demonstra que os 1% mais ricos dos EUA têm mais dinheiro do que os 90% abaixo da pirâmide.Aliás,é até deprimente,para nós,falar em pirâmide de riqueza nos EUA quando antes observávamos,por lá,um perfil de distribuição de riqueza mais parecido com um barril-estreito nas extemidades e bem largo no centro com uma poderosa classe média.Era aí que nós,brasileiros,queríamos chegar e por isso admirávamos o Presidente Roosevelt e seu New Deal.Mas,depois,veio a reaganomics(O Paul Craig Roberts,que ajudou a criá-la,a chama de porcaria hoje em dia) e estragou um país belíssimo.
    Se os "esquerdistas" têm consciência de que a concentração de riqueza está destruindo os EUA,pode me colocar na lista deles;muito embora eu diga que os "esquerdistas" tenham uma visão liberal bem mais consistente do que a teoria econômica lixo dos neoliberais.

  7. sex, 07/01/2011 - 9:55
    Ronaldo Caetano

    Martin Scorsese é o produtor de uma série na HBO genial, Boardwalk Empire (O Império do Contrabando), onde, entre outras coisas aborda, através do protagonista principal (Steve Buscemi), o MO do Partido Republicano que, pelo artigo acima de JS, persiste até os dias atuais.

    O Partido Republicano incorporou (e por isso mostra-se sempre tão atraente ao americano médio) tudo que de pior os EUA fizeram em sua breve história; usando o embuste filosófico/religioso do "destino manifesto", não conhecem limites morais e éticos para alcançar seus objetivos.

    Mas não os subestimem pois sabem como ninguém convencer a classe média americana (a maioria) a apoiar medidas que só beneficiam os muito ricos. Neste sentido, contam também com uma mídia engajada que não apenas omite mas é cumplice (afinal, a maioria dos donos de empresas midiáticas são ricos…) neste processo de desiformação.

    É de desanimar…

  8. sex, 07/01/2011 - 9:05
    gilberto

    Lá nada é a maravilha que a imprensa PIGoniana cita em suas maravilhosas matérias.
    Lá existe a guerra de classes como existe no mundo inteiro.
    Porque um site como o facebook vale 50 bi ? Existe alguem capaz de pagar este valor por aquela porcaria ? È uma nova bolha ? Eles não cansam de enfiar porcaria na goela do mundo e o mundo aceita tranquilamente.

  9. sex, 07/01/2011 - 8:44
    Colin Brayton

    Clovis, é. Enquanto no Brasil a tendência vai no sentido da construção de uma classe média cidadã e autosuficiente, lá em casa estamos sendo paulatinamente afavelados por um setor privado parasita no Estado.

    Quando da corrupção entre nos, vale observar que nossa Justiça federal processou 23.000 casos nos últimos dez anos, com uma taxa de condenação de 88% — e geralmente sem preconceito partidário. O promotor federal que condenou o homem de confiança do vice-presidente de Bush vota no Republicanos — fora do expediente de trabalho, porém.

    Alguns casos, traduzidos, mostram que sofremos de todos os maus do que vocês — caixa dois, abuso de sigilo, advocacia administrativa, suborno, e todo mais.
    http://obicho.wordpress.com/2010/12/25/o-mercador

    Os casos mais expressivos vêm da "reconstrução" do Iraque. Está ficando cada vez mais claro o quanto o militarismo descontrolado corrompe valores democráticos. Nossas elites buscam reproduzir os anos de glória da segunda guerra contra um inimigo-fantasma, o Terror. Os resultados são conhecidos.

  10. sex, 07/01/2011 - 8:34
    Thelma Oliveira

    Sei não. Mas que fico lambendo os bigodes que nem gato depois que toma leite, ah, isso fico. Qualquer hegemonia política e econômica, na minha percepção, é construída a partir da exploração de outros. No caso dos eua, inicialmente foram os de fora, como a América Latina, agora estão tentando morder o próprio rabo. Sempre pensei que um povo que acredita, em geral por razões religiosas, que é o escolhido para um destino manifesto, já começa mal, porque para cumprir esse destino acreditam que podem passar por cima de qualquer um. Afinal, eles são os escolhidos. Agora, só falta Israel. Fico no aguardo.

  11. sex, 07/01/2011 - 3:44
    Francisco

    E uma pena (para os estadunidenses) que aquilo lá não seja uma democracia. Se fosse, já teria surgido um partido fundado por sindicalistas, professores e intelectuais sem um "tusta" no bolso que se propusesse, algo ingenuamente é verdade, ser "a novidade" moralizadora. Lá não há espaço politico para o outro, prova disso é que o presidente que deveria ser "o outro" nada mais é do que "o mesmo"…

    Que bom! Essa linha de raciocinio que os EEUU adotam livrou o mundo do mamute soviético. Em mais uma crise além da atual, nos livra deles também. Superpotências, "go home"!

  12. sex, 07/01/2011 - 3:40
    DeBarros

    Algumas pessoas que leem podem nao acreditar, mas os EUA hoje sao tao, ou mais desiguais que o Brasil.

    Esse eh o resultado de 30 anos de Reagannomics, que enriqueceu muitos os ricos, diminuiu a classe media, exportou a maioria dos bons empregos para a Asia, e esta agora transformando os EUA num pais de 3o mundo.

    Nos EUA, somas astronomicas fluem dos ricos e corporacoes por eles controladas para propaganda televisiva que visa manter o Americano medio ignorante e a merce da maquina de mentiras que algumas emissoras de extrema direita tem se tornado. O resultado disso eh que a grande maioria vota sistematicamente contra seus interesses e fortalece cada vez mais os ja podererosos. Eh um ciclo vicioso que tem funcionado muito bem, principalmente nas ultimas eleicoes. Contudo, como se trata de uma mentira (bem contada), um dia a mascara caira e o Americano medio tera que decidir se continua gostando de ser enganado, ou investe em mudancas reais que facam aquele pais se tornar forte mais uma vez.

    O pior eh que aqui no Brasil, ha muitos defensores desse sistema de favorecimento dos 1% mais ricos, como se fosse a tabua de salvacao do pais. Argumentam que se os ricos ficarem mais ricos, eh bem capaz de deixarem algumas migalhas para os damais. E qualquer um que tente argumentar com essa turba de gente de cerebro lavado eh logo taxado de comunista e amigo de corrupto.

    Sinceramente, espero que esse movimento de fortalecimento dos menos favorecidos no Brasil continue. Se assim acontecer, certamente fara do Brasil uma nacao muito rica e respeitada no mundo inteiro. Esse sistema de fortalecimento da base realmente funciona, A prova disso sao os EUA pos recessao de 29, que com as politicas de fortalecimento social adotadas por Roosevelt, se tornaram o pais mais poderoso do mundo.

    So que hoje os Americanos parecem ter esquecido disso. So espero que nos Brasileiros, nao somente aprendam essa licao, mas tambem que nao caiamos mais no canto da sereia entoado pelo PIG, que quer por que quer nos fazer voltar a ser o mais mais desigual do mundo. Trofeu esse que hoje estamos passando para os EUA.

  13. sex, 07/01/2011 - 1:45
    Andreia

    Podem ver. Nos estudos históricos, toda queda e aniquilação de uma economia, civilização, império etc. um dos principais ingredientes é a concentração de riquezas (e poder) nas mãos da minoria. Isto está se repetindo drásticamente, pior, sobre uma riqueza que não existe, se é virtual e sem lastro. Pior ainda, é um fator de âmbito mundial. O pior crash que se pode ter, é o de apenas uma dezena de dias sob um colapso sem internet. Toda a suposta riqueza que se diz existir, sumirá como que por encanto. O grande capital atual, que dizem ser a informação, o conhecimento, também sofrerá o baque, pois está escorado e dependente de uma integração que só se dá através da rede. Um colapso deste tipo decreta o início do fim, ao menos para este tipo de civilização que vivemos. A da superficialidade…

  14. qui, 06/01/2011 - 23:57
    SILOÉ

    Quando ele souber a daqui, vai cair duro no chão.

    • sex, 07/01/2011 - 14:56
      Marcos C. Campos

      Pelo menos não estamos nos iludindo, dizendo que está tudo bom tudo maravilha. O primeiro passo para enfrentar um problema é assumir que ele existe e descobrir suas causas, a segunda é ter vontade de mudar. A maioria dos americanos estão se escondendo da realidade … ex .. a média de individamento das famílias americanas é muito maior do que a nossa.

  15. qui, 06/01/2011 - 23:46

    Maior que a brasileira, ainda não. Mas, em poucos anos, será. O índice de Gini que mostra a concentração de riqueza (quanto mais próximo de 1, maior concentração) dá ao Brasil a nota 0,493 e em queda, já para os EUA a nota dada é 0,463 e em alta. Os EUA ainda não possuem maior concentração de renda que o Brasil, mas já possuem concentração bem maior que a China, a Russia, e a Índia, por exemplo.

  16. qui, 06/01/2011 - 23:26
    Regina

    O Império abusou do Poder…È a pura derrota de um Estado que naõ distribui renda…O sonho Americano de igualdade despenca em todos os setores…No EUA,existe o super-rico,o rico e o resto.Acabou a doce ilusaõ da classe média…Estaõ na beira do Caos.Sarah deve estar feliz e o tea party,idem.

  17. qui, 06/01/2011 - 23:08
    mariazinha

    Eu sabia disto, desde que me entendo por gente. Enganam e debocham das pessoas diuturnamente, escondendo, na verve sobre democracia, o lado usurpador e sanguessuga. A mim, nunca enganaram.

  18. qui, 06/01/2011 - 22:57
    Carlos Eduardo

    Azenha, me responda uma coisa:

    Os esquerdistas, ou "progressistas" apoiam o ditado: "O inimigo do meu inimigo é meu amigo?"

    O Irã é inimigo dos EUA, logo, é amigo dos progressistas. Mesmo que não respeite a liberdade de imprensa, liberdade das mulheres, liberdade religiosa. Você concorda com isso?

    O mesmo vale para Cuba, China, e os Muçulmanos.

    Eles são inimigos dos EUA, então os progressistas apoiam eles.

    Cristãos são perseguidos nos países muçulmanos, mas eu não veja nenhum blog progressista falar nisso.

    Mas quando muçulmanos sofrem alguma simples ofensa na Europa, ou nos EUA, os blogs progressistas saem em defesa dos muçulmanos.

    Muçulmanos valem mais do que os Cristãos?

    Por favor gostaria que você fizesse um artigo falando sobre isso.

    • sex, 07/01/2011 - 16:00
      Leider_Lincoln

      Procure os blogues religiosos e veja primeiro como os cristãos atuam. Se for com o "cristianismo" que demonstraram nas Américas e na África, nas cruzadas, na China e no Japão, não há como condenar os muçulmanos, há?

    • dom, 09/01/2011 - 14:19
      edv

      Caro Cadu: "amigo" e "inimigo" descrevem relações. Entre dois ou mais envolvidos.
      Ex: vc fala que "Irã é inimigo dos EUA", como se talvez os EUA não sejam inimigos do Irã.
      Talvez seja aquela rara relação em que alguém seja "inimigo" de outrém que é aquele "bonzinho quietinho no canto dele". Ó por que! Por que?! Por que?!
      No ex. que uso (para não me estender muito), os EUA eram tão amigos do Irã (Pérsia)! …
      Ou será que eram apenas amigos do Xá e de seu petróleo?
      Eu que não me considero nem esquerdista nem progressista (talvez fique na complicada definição de um socialista-capitalista-humanista-resultadista de esquerda, com tendências ao centro e algumas inescapadas à meia-direita) procuro analisar e sintetizar.
      Não torcer!
      EUA para mim não é time, é um país admirável, com um povo que deve ser respeitado e governos tipicamente imperialistas, que devem ser combatidos e aprenderem a respeitar os demais.
      Como as nações muçulmanas, católicas, judáicas, budistas, hinduístas, multireligão e sem religião.
      O resto é torcida contra ou à favor.

  19. qui, 06/01/2011 - 22:44
    edv

    Sabemos que política é mais ou menos assim em todo o mundo (o PIG finge que se "indigna" aqui).
    Mas Reagan iniciou um ciclo nefasto para os EUA (e consequentemente para o mundo) de degringolamento institucional (ex: Irã-contras, Granada, etc.), além da usurpação da Glasnost-Perestroika de Gorbachev, Guerra nas Estrelas, etc.
    Simultaneamente, começou a explorar mais o orgulho (como Adolf) e os medos do povo americano, criando uma crescente radicadireitização de boa parte da população, esta cada vez mais apoiadora de medidas pouco ou nada institucionais, seja interna ou externamente. Parece já haver uma certa cizânia, onde os republicanos ficam cada vez mais ativos e truculentos (Falcões, Fox, Tea Party…).
    Espero que Serra e sua mediocrelite pigmática não esteja sucedendo a semeadura de sua hortinha similar, com as garotas e garotos dos afogamentos e dos snipers na posse..

  20. qui, 06/01/2011 - 19:37
    Clovis Campos

    É o segundo texto em que leio que 1% dos mais ricos detem 90% da riqueza. Parece-me estranho. Se verdadeiro, o concentração de renda nos EEUU está superior à brasileira.
    Será?

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