por Conceição Lemes
A foto do manifestante carregando a policial ferida (foi como a Agência Estado a legendou) ganhou os portais, sites e blogs de todo o país, emocionando muita gente, eu inclusive. Hoje à tarde a Polícia Militar do governo do Estado de São Paulo informou que a soldado chama-se Erika Cristina Moraes de Souza Canavezi. Já o professor é, na verdade, um policial militar à paisana.
A nota da PM diz o seguinte:
Com relação à foto publicada na grande imprensa de uma policial sendo socorrida, a Polícia Militar esclarece que trata-se da Soldado Erika Cristina Moraes de Souza Canavezi, que foi ferida com uma paulada no rosto e que está sendo socorrida por um policial militar a paisana.
A policial foi atendida no Hospital Albert Ainsten medicada, liberada e passa bem.
A Polícia Militar agradece as manifestações de solidariedade.
Enviei então e-mail à assessoria de imprensa da PM, perguntando:
1) O nome do policial militar que socorreu a soldado Erika. Estranhei o fato de a corporação ter divulgado o nome da soldado e não ter feito o mesmo com o colega à paisana. Até por que foi a própria PM que revelou a situção funcional dele.
2) O que o policial militar à paisana estava fazendo na manifestação dos professores, que foi reprimida com violência. A PM usou spray pimenta, balas de borracha, gás lacrimogêneo e cassetetes contra os manifestantes.
A assessoria de imprensa informou-me há pouco, por telefone, que “a PM ainda não sabe o nome do policial militar à paisana nem o que fazia na manifestação. Mas que ele foi identificado como sendo da corporação.”
Além disso, prometeu até segunda-feira esclarecer completamente as perguntas que lhes fizemos. Fábio Moraes, secretário-geral da Apeoesp ( Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), estima que 40 mil professores tenham participado da manifestação perto do Palácio dos Bandeirantes na última sexta-feira, 26 de março.
Do Eduardo Guimarães
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