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Fátima Oliveira: A lei “acariciou a onipotência” do goleiro Bruno

12 de julho de 2010 às 22h39

A personalidades delinquentes só a lei é que pode impor limites

Se Eliza Samudio está morta, o Estado é responsável

FÁTIMA OLIVEIRA
Médica – [email protected]

No jornal O Tempo

A hipótese da polícia mineira é que o cadáver de Elisa Samudio saciou cães rottweiler, modo macabro de deletar um corpo; e a abominável ação é de um bando cruel (mandante, intermediários e matador). E de estreito repertório intelectual, se não incinerou os ossos. Há exuberantes indícios de que tais brutamontes são sociopatas (psicopatas). Todavia, é antiético que psicólogos, psiquiatras e psicanalistas se encarapitem na mídia, como papagaios de piratas, chutando que fulano, sicrano ou beltrano é isso ou aquilo outro.

Nem todo homicida é sociopata. Nem todo sociopata mata, mas pode virar assassino se a lei não comparece para punir outros delitos, pois portam personalidades a quem só a lei dá limites: são devotos da transgressão e do banditismo e precisam da liberdade para o culto à marginalidade. O sociopata não é doente mental nem desprovido de razão — característica dos ditos “malucos”, “loucos de pedra”, “doidos varridos” ou que “rasgam dinheiro” –; logo, responde por seus crimes.

Se Eliza Samudio está morta, o Estado brasileiro deve ser responsabilizado, pois se omitiu quando instado por ela a proteger a sua vida! O inquérito em que acusa o alegado pai do seu filho de torturá-la de arma em punho só foi concluído quando “Inês já era morta”, em 6.7.2010, nove meses após a queixa! A lei, quando chamada, não compareceu para dar limites ao agressor. Ao contrário, acariciou sua onipotência.

Como uma juíza crê que, para não banalizar a Lei Maria da Penha, não deve aplicá-la quando o agressor não coabita com a violentada? O argumento dá um cordel de sentença de morte: “a ex-amante não poderia se beneficiar através de medidas protetivas, nem ‘tentar punir o agressor’, sob pena de banalizar a Lei Maria da Penha, cuja finalidade é proteger a família, seja proveniente de uma união estável ou de um casamento e não na relação puramente de caráter eventual e sexual”.

Quando uma mulher alega estar grávida de um homem, sem teste de paternidade, é moralmente insustentável dizer que não há vínculo entre eles, pois a ciência já descobriu, e faz tempo, que filho não é só da mãe! A palavra da mulher, até a “comprovação científica” da paternidade, tem de valer para fins de proteção de sua vida! No mesmo Rio de Janeiro, foram concedidas medidas protetivas da Lei Maria da Penha a uma atriz contra seu namorado, um ator, que até dormiu no xilindró por desrespeitar a sentença judicial! Por que uma mereceu crédito e a outra não? Meritíssima, data venia, o que banaliza uma lei é a não-aplicação dela, gerando o fenômeno da “lei que não pegou”. Está explícito que, embora a Lei Maria da Penha seja o que de melhor nós, as mulheres em luta, conquistamos, contém “furos”, por onde trafega o abuso de poder interpretativo.

Urge que a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) encontre meios de blindar a Lei Maria da Penha, ao máximo, contra interpretações ao bel-prazer do juízo de valor conservador e machista de magistrados(as) e incluir elementos novos, científicos e consensuais, pertinentes às personalidades criminosas ou bandidas, já que “os transtornos de personalidade são intratáveis, incuráveis e irreversíveis”, mas há prevenção: “Investir em educação, em atendimento à primeira infância, na aplicação das leis e em contenção” (dr. João Augusto Figueiró, revista “Época”, 4.7.2005). A Lei Maria da Penha e a magistratura não podem se omitir diante de agressores. É estímulo homicida não punir delitos de quem exibe padrão sociopata!

Publicado em: 13.07.2010

 

225 Comentários escrever comentário »

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Dr. Rosinha: A maioria dos agressores sexuais de mulheres é conhecida « Viomundo – O que você não vê na mídia

17/03/2013 - 19h03

[…] Fátima Oliveira: A lei “acariciou a onipotência” do goleiro Bruno […]

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Fátima Oliveira: É crime não punir crimes de quem exibe padrão sociopata? « Viomundo – O que você não vê na mídia

12/03/2013 - 23h29

[…] Fátima Oliveira: A lei “acariciou a onipotência” do goleiro Bruno […]

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Lenir Sacramento

08/03/2013 - 09h48

A Dra. Fátima Oliveira diagnosticou o fascínora na hora dos acontecimentos. O cara é um sociopata, como foi dito pela juíza Marixa Fabiane Rodrigues: “Bruno é uma pessoa fria, violenta e dissimulada, com personalidade que foge aos padrões mínimos de normalidade. O réu tem incutido na sua personalidade uma total incompreensão dos valores”.

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marcio gaúcho

19/11/2012 - 22h29

Esse possível crime carece de mais provas consistentes. Não tem cadáver, não tem arma, não tem local, etc, etc… Somente indícios. Arrebentaram uma casa todinha procurando pedaços da vítima. Examinaram o cocô de cachorros para ver se continham restos da vítima. Vasculharam lagos, rios e cravinas em procura do corpo. Nada foi achado.
Quero ver condenar os acusados nessas circunstâncias. A menos que seja aplicada a Teoria do Domínio do Fato, largamente utilizada pelo STF no caso da AP 470. A mídia praticamente está impondo a condenação, através de reportagens exaustivas “provando” a culpabilidade dos réus.
A justiça pode estar puxando a descarga e indo direto à vala negra se não tomar cuidado.

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Ana Paula

19/11/2012 - 17h09

Concordo em absoluto com a Fátima Oliveira no sentido de que a Lei Maria da Penha deva ser reformulada para ampliar seu escopo de ação e também no sentido da responsabilidade do Estado na morte de Eliza Samudio, contudo discordo das classificações como ‘sociopatia’ num sentido de botequim, como se os seres humanos não mudassem.

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    Josilda Brandão

    19/11/2012 - 21h08

    Prezada Ana paula, a abordagem não é de sociopatia como conceito de botequim, mas científico. Não há ex-sociopata. Acho que foi a própria Fátima Oliveira quem jé escreveu que UMA VEZ SOCIOPATA, SOCIOPATA ATÉ MORRER. Falta às personalidades bandidas o LOCUS da moralidade. É consenso científico e alguns exames modernos de imagens já demonstraram tal coisa. A pessoa não é maluca, apenas falta-lhe algo que é essencial à vida em sociedade: contenção, cebeça fria, se ver no lugar do outro. No popular: freios morais. É doloroso, mas é assim. Nada a fazer a não ser educar e vigiar. E quando nada disso der conta (no sentido de contenção), a LEI, cadeia.

Margarida Pires

19/11/2012 - 15h43

Houve um crime, porém não há prova material do crime: o corpo. Dificilmente todos não serão inocentados. Mas está evidente que a turma acusada é barra pesada. O goleiro tem pinta de sociopata

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damastor dagobé

19/11/2012 - 14h27

alvissaras…
muitas novidades – que são coisas obvias e como coisas obvias quase nunca enxergadas por nossos intelectuais – nos limitados horizontes do repertorio critico dos blogs “progressistas”:
1- o machismo pode ter, e frequentemente tem, mulheres como algoz e como vitima.
2- nossos juízes não tem nenhum juízo..
3- a lei diz o que o juiz diz que a lei diz..
4- a lei precisa punir o criminoso contendo seu potencial de danos a sociedade (a esquerda acha o contrario, que criminoso é vitima da sociedade)

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Eline

19/11/2012 - 13h01

Fátima Oliveira disse: “A hipótese da polícia mineira é que o cadáver de Elisa Samudio saciou cães rottweiler, modo macabro de deletar um corpo; e a abominável ação é de um bando cruel (mandante, intermediários e matador). E de estreito repertório intelectual, se não incinerou os ossos.”

Tanto tempo depois eu acho que eles, os matadores, incluso o mandante, não são de estreito repertório sexual. Devem ter incinerado os restos mortais de Eliza Samúdio no crematório do Parque Renascer, em Contagem, único crematório da região. Pergunto: por que na época a Polícia de Minas não buscou indícios? Dizem que há cêmeras na entrada do Parque Renascer… Mas agora é tarde demais.
Sem corpo, todos os acusados serão inocentados.

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    Eline

    19/11/2012 - 13h25

    Corrigindo: onde escrevi repertório sexual, o certo é REPERTÓRIO INTELECTUAL.
    Fica assim:
    Tanto tempo depois eu acho que eles, os matadores, incluso o mandante, não são de estreito repertório intelectual. Devem ter incinerado os restos mortais de Eliza Samúdio no crematório do Parque Renascer, em Contagem, único crematório da região. Pergunto: por que na época a Polícia de Minas não buscou indícios? Dizem que há cêmeras na entrada do Parque Renascer… Mas agora é tarde demais.
    Sem corpo, todos os acusados serão inocentados.

Mari

19/11/2012 - 12h06

A ministra da mulher Eleonora Menicucci sabe exatamente qual é o seu papel e mandou representante acompanhar o julgamento do Caso Eliza Samudio

A ministra Eleonora Menicucci enviou uma representante para acompanhar de perto o julgamento e elaborar o relatório que será apresentado à presidenta. “Isso tem a ver com o fato de termos a primeira presidenta mulher na história do Brasil. Ao término dos 10 dias faremos um relato que será apresentado à presidenta”, disse a secretária de Enfrentamento à Violência, Aparecida Gonçalves.

Segundo ela, o governo pretende utilizar o julgamento do goleiro Bruno em uma campanha nacional de prevenção à impunidade e à violência contra a mulher. Uma das preocupações do governo, segundo ela, é a celeridade dos julgamentos de acusados. “No caso da Eliza Samudio o prazo do julgamento está dentro da média. Foi dado o tempo necessário para que fossem feitas todas as investigações e para que todos os acusados se defendessem. Mas existem casos em que este julgamento costuma ser mais demorado.”

http://ultimosegundo.ig.com.br/goleirobruno/2012-11-19/dilma-recebera-relato-sobre-julgamento-do-ex-goleiro-bruno.html

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Mari

19/11/2012 - 11h58

Advogado da família de Eliza Samudio ironiza estratégia da defesa
José Arteiro disse que “existe gente que é doente, que vê alma”. Segundo ele, “nenhuma pessoa em sã consciência” duvida que Eliza esteja morta

Ricardo Galhardo – enviado a Contagem | 19/11/2012 10:15:39 – Atualizada às 19/11/2012 11:22:57

O advogado da família de Eliza Samudio, José Arteiro, ironizou o possível destino do goleiro Bruno após o julgamento. “Dizem que o Bruno vai para a seleção. Dizem que ele vai jogar num time da Hungria. Ele vai é para o Nelson Hungria [nome da penitenciária em Nova Contagem]”. O advogado também reagiu com ironia à nova estratégia da defesa de Bruno que agora alega que Eliza estaria viva, morando no leste europeu.

http://ultimosegundo.ig.com.br/goleirobruno/2012-11-19/advogado-da-familia-de-eliza-samudio-ironiza-estrategia-da-defesa.html

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Juliano

19/11/2012 - 11h38

Não li o artigo na época, mas lendo-o agora só posso falar que Fátima Oliveira fez uma abordagem de primeira e que permanece válida.

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Maria Salete Lemos

12/03/2012 - 03h22

“Executaram a moça. Mataram mesmo. Jogaram pra cachorro. Isso é tudo verdade”, garante Pimenta.
O local seria conhecido como ‘casa de matar’ e ficaria no centro de treinamento do Grupo de
Resposta Especial (GRE), uma unidade de elite da Polícia Civil de Minas.

Acima o trecho da notícia sobre o caso Bruno. Não sou especialista, mas como pode uma unidade de elite da Polícia Civil de Minas permitir isso?
Com a palavra o governo de Minas Gerais.

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Sexismo emburrece e mata « Dukrai's Blog

27/07/2010 - 15h11

[…] abordar este feminicídio Fátima Oliveira fez a crítica a esta abordagem irresponsável, criticou seus pares e mostrou como o […]

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SOCIEDADE | Sexismo emburrece e mata « Blog do @lotsemann

24/07/2010 - 23h37

[…] abordar este feminicídio Fátima Oliveira fez a crítica a esta abordagem irresponsável, criticou seus pares e mostrou como o […]

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Blog Leituras Favre

24/07/2010 - 12h33

[…] abordar este feminicídio Fátima Oliveira fez a crítica a esta abordagem irresponsável, criticou seus pares e mostrou como o […]

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Sexismo emburrece e mata « Luminária de Idéias

24/07/2010 - 12h29

[…] abordar este feminicídio Fátima Oliveira fez a crítica a esta abordagem irresponsável, criticou seus pares e mostrou como o […]

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Luísa Brandão

16/07/2010 - 20h29

Noiva de Bruno diz que está abalada e que acredita na inocência do goleiro
16/07/2010
DA REDAÇÃO

A dentista Ingrid Oliveira, de 24 anos, que se apresenta como noiva oficial do goleiro Bruno afirmou nessa quinta-feira (15) que toda a repercussão do caso a deixou muito abalada.
Em entrevista ao jornal O Dia, do Rio de Janeiro, Ingrid afirmou que está assustada com todas as acusações de crime contra o noivo e que só acredita na participação do goleiro quando tudo for provado pela Justiça. “Se algo for provado contra o Bruno, ele vai viver a vida dele e eu, a minha. Todo mundo tem direito à vida. Nada justifica a morte de alguém”, declarou a dentista.
Ingrid contou, ainda, que está magoada com o aparecimento de novas amantes para o caso Bruno e que pensava que Fernanda Gomes, de 32 anos, que é procurada pela polícia do Rio de Janeiro, era namorada de Macarrão. http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoti

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Fátima Oliveira

15/07/2010 - 11h14

Agradeço a oportunidade da avalanche de conversa. Enquanto escrevo, há 202 comentários. Não li todos com a atenção que merecem. Dei uma sapeada. Não leio na tela mais que 2 ou 3 páginas, além do que estive de plantão nos dias 13 e 14. Mas lerei todos. Em 2 dias falamos tanto sobre um tema crucialmente importante, que dá uma tese.
Ao propor que a SPM busque “incluir elementos novos, científicos e consensuais, pertinentes às personalidades criminosas ou bandidas”, que não são poucas entre nós, na Lei Maria da Penha é porque estou convencida da alta periculosidade delas, logo a Lei deve tratá-las segundo o potencial ofensivo de violência de que são capazes, exatamente pela falta de “limites morais”.
Em minha opinião a ministra Nilcéa Freire foi firme ao publicar a "Nota sobre o Caso Eliza Samudio" e assim cresceu exponencialmente na confiança das mulheres e do conjunto da sociedade.

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Fátima Oliveira

15/07/2010 - 11h00

INSANITÉ SANS DÉLIRE
Nos últimos 2 anos tenho estudado os emaranhados, labirintos e quetais de personalidades que aparentam ausência do “locus da moralidade”, que antigamente psiquiatras denominavam de “insanidade moral” ou “insanité sans délire” – condição neurodegenerativa, de incidência não desprezível, que é “intratável, incurável e irreversível”. Falo especificamente do “Transtorno de Personalidade Anti-social/TPAS, ou Distúrbio da Personalidade Anti-social/DPAS (para maiores de 18 anos), que na infância se enquadra em um dos “Transtornos Disruptivos do Comportamento”, os chamados comportamentos anti-sociais – o Transtorno Desafiador e de Oposição; o Transtorno de Conduta; e o Transtorno de Personalidade Anti-social. (para maiores de 18 anos), que na infância se enquadra em um dos “Transtornos Disruptivos do Comportamento”, os chamados comportamentos anti-sociais – o Transtorno Desafiador e de Oposição; o Transtorno de Conduta; e o Transtorno de Personalidade Anti-social.

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Armando do Prado

14/07/2010 - 23h02

"O artigo 5°, inciso III da Lei Maria da Penha caracteriza como violência doméstica "qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independente de coabitação". A legislaçào não estipula o tempo da relação, porque a violência doméstica e familiar contra a mulher se configura por meio de qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, além de dano moral ou patrimonial. Qualquer relacionamento amoroso, portanto, pode terminar em processo judicial com aplicação da Lei Maria da Penha, se envolver violência doméstica e familiar contra a mulher e violar os direitos humanos".

Secretaria de Políticas para as Mulheres – hoje.

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Eugênio Lima

14/07/2010 - 22h26

Carolina Moreira Miranda
Ex-namorada de Marcelo Lomba, que prestou queixa contra agressão do goleiro flamenguista
….
14/07 – 18:52
Lomba jogará primeira partida como goleiro oficial do Flamengo
Goleiro que substitui Bruno já tem passagem pela polícia http://esporte.ig.com.br/futebol/2010/07/14/lomba
……
13/07 – 18:49
Zico critica comportamento de jogadores e promete rigor
Para o dirigente, o elenco deve saber que a instituição Flamengo é maior que todos e é preciso honrar a camisa quando estiver em campo

As constantes polêmicas envolvendo jogadores do Flamengo, culminando no caso do goleiro Bruno, fizeram com que o diretor executivo do clube, Zico, falasse com a imprensa a respeito do comportamento dos atletas rubro-negros. Para o dirigente, o elenco deve saber que a instituição Flamengo é maior que todos e é preciso honrar a camisa quando estiver em campo. http://esporte.ig.com.br/futebol/2010/07/13/zico+

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Emerson Oliveira

14/07/2010 - 20h54

Temos que analisar o desenvolvimento da mulher no seculo XX e o declinio masculino : no trabalho , na educação , a direção na familia e opção sexual. Tudo isto é um fronte para uma sociedade com caracteristica patriarcal e capitalista.
Estamos em um país violento e corrupto , cabe a nós homem e mulheres de bens ser-mos honesto conosco mesmo, avaliar onde acaba O NOSSO DIREITO COMEÇA NOSSO DEVER. A constituição só retrata o direito do cidadão( a) Brasileiro não mensurando o dever do mesmo: funcionario publico, policial, juiz, politico ,empresarios, delegados. Sabemos que quando maior é o ( "cargo" vem de peso de um fardo ) mais responsabilidade com o país.

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Fátima Oliveira

14/07/2010 - 20h26

Hercilia oliveira
[email protected]
14 de julho de 2010 18:24

sobre o caso Bruno-Eliza
Dra. Fátima

A senhora falou td q estava entalado em minha garganta, mas não sabia como colocar as palavras, não a conheço , mas esse nosso BRASIL, precisa de pessoas como a senhora, gritando por nós mulheres.

Um abraço

HErcilia de Oliveira
Sorocaba-SP

Responder

beattrice

14/07/2010 - 19h53

Para esclarecer a todos, meu comentário foi redigido sobre o texto, não sobre seu comentário ou qualquer outro. Se se sentiu atingida direta ou indiretamente não foi minha intenção ofender-lhe,a té porque não me referia às suas palavras, mas às da articulista.

Responder

Paula

14/07/2010 - 18h43

Eu não consigo entender como a mulher que apanha, ainda tem a coragem de voltar a se comunicar com o agressor. Na minha cabeça, eu saio correndo que nem quero saber se esta pessoa existe mais. Não teria dinheiro que me fizesse voltar a falar com o Bruno. Mas tem pessoas que acha que as leis "principalmente as brasileiras" vai protege-las do universo. Não sei onde existe isto.

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Júlio César

14/07/2010 - 18h27

Prezado Gerson Carneiro, nada neste mundo pode justificar agredir uma pessoa indefesa (e se alguém me der uma chinelada vou me sentir agredido, mesmo que seja no bumbum). E toda criança é uma pessoa indefesa.
Experimente tratar a criança com respeito, com conversa e negociação e verá que nunca precisará usar da força para conseguir as coisas.

Responder

Gerson Carneiro

14/07/2010 - 20h19

Vem aí um outro assunto polêmico (acho até que merece um texto aqui, não sei se já foi abordado).
Ontem vi de relance a notícia de que há um projeto de lei em trâmite para proibir pais de reprimir fisicamente os filhos. Desconheço a íntegra do texto mas já vou adiantando que sou a favor sim do direito dos pais de dar umas chineladas no bumbum dos capetinhas, de vez enquando. Assim fui criado e estou vivo e sadio.

Responder

    Clóvis

    14/07/2010 - 19h37

    Assino embaixo. Eu era terrível, se meus pais não tivessem me dado palmadinhas (importante diferenciar palmadinhas de agressões) eu não teria aprendido limites…

    Gerson Carneiro

    14/07/2010 - 20h27

    Já com meu painho não tinha essa de "palmadinhas". Ele tinha uma técnica que era a seguinte: com uma mão segurava o pescoço, com a outra dava três socos certeiros, seguidos e ligeiros, bem ali no pé do zuvido.

    Tomei três sessões dessa em minha vida. Nas outras oportunidades bastava um olhar que eu já entendia tudo.

Margarida

14/07/2010 - 20h00

Só que fazer uma pergunta.
Se Bruno e seus comparsas não quer colaborar com a policia fazendo o exame de DNA., neste caso o juiz não poderia emitir um mandato determinando e o obrigando a fazer?
Eu não sou advogada, só gosto muito de assistir os filme do CSI, então eu já vi isto ocorrendo no filme. Na vida real é parecido ou não existe?
Gostaria que esclarecesse minha duvida.

Responder

Advogado

14/07/2010 - 16h50

Aconteceu o mesmo com um deficiente mental no interior de Santa Catarina e ninguém fez nada:
http://www.sc24horas.com.br/index.php/sc24horas/d

Além de tudo, ele tinha 57 anos.

Responder

Marcelo de Matos

14/07/2010 - 14h38

“Se Elisa Samudio está morta, o Estado é responsável”. Bem, esse é um ponto de vista. Não se trata de opinião de adolescente, já que para esses o mundo é sempre culpado, eles nunca. A Justiça é lenta e isso pode causar prejuízos às pessoas. Mas, somos nós que temos de nos adaptar ao mundo, não o contrário. Elisa tinha 25 anos, um currículo de atriz pornô e experiência como frequentadora das festas de Adriano, onde conheceu Bruno. Não era, portanto, uma jovem inocente. Sabia o que rola nessas festas de jogadores de futebol: sexo, bebida, outras cositas más e nenhuma responsabilidade pelas consequências. É comum os rapazes dizerem: se você engravidar eu te mato; não venha aplicar para cima de mim. Elisa topou o desafio. É claro que quem mata tem de pagar pelo seu ato, mas, conscientemente ela correu o risco. Não venham, agora, culpar o Estado. Essas meninas é que precisam colocar a cabeça no lugar. A vida de maria chuteira tem os seus percalços. O submundo não tem leis escritas, mas, quem o frequenta conhece suas regras.

Responder

    Depaula

    14/07/2010 - 18h12

    Marcelo, seu comentário é inqualificável. De algum modo reflete covardia. A vida de qualquer pessoa tem percalços. Como disse Guimarães Rosa "Viver é muito perigoso". Então se viver é muito perigoso não vale só para quem você machistamente chama de maria-chuteira.
    ………………………………
    "Viver é muito perigoso… Porque aprender a viver é que é o viver mesmo… Travessia perigosa, mas é a da vida. Sertão que se alteia e abaixa… O mais difí­cil não é um ser bom e proceder honesto, dificultoso mesmo, é um saber definido o que quer, e ter o poder de ir até o rabo da palavra". [Guimarães Rosa]

    Geysa Guimarães

    19/11/2012 - 13h07

    Samudio correu o risco de ser mãe solteira, mas daí a imaginar que seria morta.. licença, né, Marcelo de Matos?
    Onde é comum os rapazes dizerem que matam se a moça engravidar? Na sua turma, sua cidade? Delimite melhor, por favor!
    O que é comum, até onde eu sei, é os rapazes fugirem da responsabilidade e sugerirem o aborto. Ameaçar de morte já é coisa de assassino.

Armando do Prado

14/07/2010 - 14h23

A interpretação da juíza foi lamentável, pois com apoio da CF poderia ter interpretado o artigo 1º da Lei Maria da Penha de maneira extensiva, porquanto a lei diz relação "doméstica e familiar", e no caso dela por ter um filho, configurava-se perfeitamente a tipificação. Há julgados nesse sentido.
A moça sofria ameaças e violências de fato. Falharam MP e a justiça. A polícia cumpriu seu papel, pois o delegado submeteu o pedido a quem de direito.

Agora, que os clubes aprendam a lição e ajam como o S. Paulo FC que na 2ª graça do Adriano deu "linha" para que seguisse sua vida. O Flamengo foi leniente com pelo menos 3 dos seus atletas. E tanto é verdade, que Zico veio a público dizer que não tolerarão mais práticas iguais.

Responder

Armando do Prado

14/07/2010 - 14h08

O Flamengo tem sua culpa também, como não? Esse goleiro desde há muito tem comportamento de sociopata. Atritou com colegas, c…regras machistas no caso da briga do Adriano com sua namorada, e outras declarações estapafúrdias. O clube tem que ter comportamento profissional, como o Zico acabou de pedir. Se tivessem tomado providências antes, talvez não estaríamos lamentando uma morte.

Responder

    Clóvis

    14/07/2010 - 14h54

    Agora o empregador é responsável pelo comportamento na vida privada de seus empregados? O que o clube poderia ter feito? O máximo é pedir o que o Zico PEDIU.

    Armando do Prado

    14/07/2010 - 22h47

    Tanto pode que já fez. Inclui cláusula contratual que diante de comportamento antisocial (casos de Bruno, Adriano, Wagner Lowe, o goleiro reserva indiciado por agressão, etc) o contrato automaticamente estará rescindido. O time é uma empresa como qq. outra. Experimente fazer parte do que essa gente faz (foto com traficante, bater e ser indiciado, etc) na empresa privada e verá o que vai lhe acontecer. É rua.

Fátima Oliveira

14/07/2010 - 09h55

———- Mensagem encaminhada ———-
Data: 14 de julho de 2010 08:39
Assunto: “A personalidades delinqüentes só a lei é que pode impor limites”.
Para: "[email protected]" <[email protected]>
Dra. Fátima,

Como sempre a coluna da Senhora é fantástica, pela lógica e brilhante inteligência que revela.
Gostei muito dessa abordagem a respeito da “A personalidades delinqüentes só a lei é que pode impor limites”.
Será que as autoridades não conseguem enxergar a clareza disso? Ou então, o que é pior, elas conseguem e nada fazem.
É de pessoas que se posicionam como a senhora é que esse país está precisando. Veja o exemplo recente da pressão popular pela “Ficha Limpa”.
Meus parabéns e um abraço,
Nestor Martins Amaral Júnior.

Responder

beattrice

14/07/2010 - 09h54

De fato, nem todo psicopata é assassino, ou assassino em série. Mas todo psicopata provoca sérios danos ao tecido social, razão pela qual também discordo da afirmação de que seria indevido este debate público com especialistas.
Salvaguardados os limites éticos e o direito constitucional de defesa dos réus, o esclarecimento da população em geral sobre a ocorrência dos psicopatas, sua existência, seu modus operandi, só pode contribuir para a educação da sociedade como um todo.
Basta observar a alta incidência de crimes de estelionato que pode ser constatada no Brasil, muitos deles organizados por quadrilhas lideradas por psicopatas que trazem malefícios incontáveis à sociedade.
No mais, todo magistrado ou agente policial que não compreende a importância social e até econômica da Lei Maria da Penha mereceria realmente um curso de reciclagem em direito.

Responder

beattrice

14/07/2010 - 09h54

Vou discordar da Fátima em alguns pontos.
Em primeiro lugar, não considero adequada a insistência na terminologia "sociopatas", que atenua os traços irreversíveis e inatos da personalidade psicopata, atribuindo à sociedade papel preponderante na gênese desse comportamento.
Em que pese a ocorrência de famílias disfuncionais neste caso e em outros semelhantes, esse fator não existe em inúmeros relatos, o que afasta e contesta por si a adequação do termo "sociopatia". Além de figurar como eventual atenuante na gênese do comportamento, este termo pode suscitar a expectativa de que haveria tratamento e readaptação de tais indivíduos à sociedade, o que é no mínimo questionável e extremamente perigoso.

Responder

    Fátima Oliveira

    14/07/2010 - 11h18

    Prezada Beatrice, respeito a sua discordância, mas é consenso científico que tanto faz usar sociopatia ou psicopatia, pois ambas significam a mesmíssima coisa: pessoas que portadoras de transtornos de personalidade, comportamento dissonante das normas da sociedade em que vivem. SOCIOPATIA ou PSICOPATIA significam a mesma coisa e que podemos usar um ou outro. Tanto faz. Todavia eu prefiro usar sociopatia. O prognóstico, como sabemos é uma doença cujo diagnóstico é clínico, é terrível, pois e intratável e incurável e irreversível. As pessoas nascem assim. Todavia medidas preventivas podem minorar os problemas.

Mario

14/07/2010 - 08h52

Está cheio de palpiteiro por aqui que sequer leu a lei e está dando pareceres. Incrível a capacidade de chutar desse pessoal. A Polícia falhou feio nesse caso, ao demorar com resultados dos exames e na proteção à vítima, mas a interpretação da Juiza está longe de ser absurda. Muito pelo contrário.

Responder

    Maria 1

    14/07/2010 - 14h52

    Está certo que ao amparo da Lei Maria da Penha, a proteção requerida não se enquadrava. Mas não há outra alternativa legal que ampare uma determinação judicial com medidas preventivas nos moldes da referida lei, para os casos em que não há a relação familiar ou afetiva? Ou, pediu garantia invocando a lei errada recebe um NÃO, invariavelmente?

    Mario.

    14/07/2010 - 12h52

    Até onde eu sei a proteção policial pode ser concedida em qualquer caso em que haja fundado receio de dano ou violência.

    Clóvis

    14/07/2010 - 15h49

    Mas aí a providência não cabe a esta juíza, cuja competência se limita aos casos da lei Maria da Penha. E é esta juíza que está sendo acusada e condenada por este artigo e pela opinião pública/da mídia.

maconheiro

14/07/2010 - 06h03

Parágrafo único. Pode a União autorizar o plantio, a cultura e a colheita dos vegetais referidos no caput deste artigo, exclusivamente para fins medicinais ou científicos, em local e prazo predeterminados, mediante fiscalização, respeitadas as ressalvas supramencionadas.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-200

Responder

maconheiro

14/07/2010 - 06h02

Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:

I – advertência sobre os efeitos das drogas;

II – prestação de serviços à comunidade;

III – medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-200

Responder

maconheiro

14/07/2010 - 05h47

Cientistas fazem carta pró-maconha
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/766461-cie

Responder

Odete

13/07/2010 - 23h57

Concordo com você. Se o goleiro Bruno , apesar de ser casado decidiu (livre arbítrio) manter relações sexuais com esta moça, porém não admitia a hipótese de deste episódio surgir uma gravidez, ele teria que ter tomado as devidas precauções. É muito fácil (aliás isto é recorrente entre os homens machistas) dizer que foi vítima de golpe de uma espertalhona, que foi seduzido, "enrolado". A moça podia ser o que fosse: prostitua, caçadora de pensão, o que seja. Ele se colocou nesta posição, correu o risco e teria que arcar com as consequências. Justificar a barbaridade de um crime desqualificando a vítima, ah….me poupe!!!!

Responder

    Ramalho

    14/07/2010 - 14h10

    ELE FOI ENROLADO, e não sou machista por perceber isto. A constatação de fato óbvio nada tem a ver com a pessoa ser, ou não, machista, ora bolas. O fato de TER SIDO ENROLADO não dá a Bruno e nem a ninguém, mesmo em situações que não envolvam mercantilização do útero, o direito de matar quem ludibriou, óbvio. Não vi defesa aqui, e olhei quase todos os comentários, de pretenso direito de Bruno matar a modelo, se é que ele a matou, por ter sido enganado por ela.

    A lei tem de ser mudada para que em situações como esta, em que O HOMEM É ENROLADO, a estelionatária não tenha cobertura legal, como ocorre em outras áreas do convívio humano. E isto nem é novidade, pois já foi assim no passado.

Leonardo

13/07/2010 - 23h32

Vendo as feministas e "os feministas" por aqui, eis algumas considerações a respeito…

Assim como toda ideologia de esquerda, o feminismo prometeu uma coisa e entregou outra:

Enxergar a mulher como oprimida pelos homens não era BEM verdade. Estava mais para superproteção (coisa, aliás, que a maioria das mulheres AMA).

Bem, qual é o preço da independência prometida pelo movimento?

Stress, redução da expectativa de vida, casamentos curtos (e consequente solidão, mais carcterístico da mulher divorciada do que do homem), dentre outras.

Eu estava pensando em fazer um trabalho acadêmico sobre esta característica presente em todas as ideologias de esquerda, que são extremamente atraentes para as pessoas, mas que se mostra uma armadilha no final, porque não passa disto: um sonho utópico.

Responder

    ANNA

    14/07/2010 - 14h42

    ow sr Leonardo, quer dizer que a mulher nunca foi oprimida pelo homem?
    quer dizer que os 70% de assassinatos de mulheres cometidas pelos próprios parceiros são uma " lenda".
    quer dizer que as mulheres antes da revolução feminista eram " felizes" e não sabiam…( OU ERAM INFELIZES E NÃO TINHAM COMO SE LIVRAR DESSES GRILHÕES?)
    quer dizer que os 70% de pobres da humanidade não são mulheres e crianças, e que algumas ainda acreditam que o único patrimônio que teem são o corpo ?

    bem, vou até parar por aqui… porque provavelmente vc deve ser mais um desses tais que acham que a mulher foi achada no lixo e não respeitam nem a mãe!.

    Leonardo

    14/07/2010 - 20h08

    Sra. Ana, Nao vou entrar em tegiversações.

    Sugiro à sra. que se atualized, começe lendo essa pequena matéria que mostra a tendencia atual nas relações homemxmulher:
    http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EM…

    Atente para o fato que os velhos chavões feministas não atendem mais a necessidade das mulheres.

Sônia Bulhões

13/07/2010 - 22h56

Também fui vítima de uma aventureira que "arrumou" sua própria vida por meio de uma pensão bem gorda, que recebe por ter tido uma filha com meu marido. Já completou 18 anos. Os bens que temos foram construídos com muito suor e sacrifícios incontáveis que vamos ter de dividir com gente que nunca vimos, e que sempre se aproveitou de mim e das minhas quatro filhas. Irresponsabilidade da parte dele e muita esperteza da parte dela. O sofrimento pelo que passamos todos estes anos só Deus sabe ….. Não estou, com isso fazendo coro com aqueles que estão a julgar a mulher assassinada. Nada, nada justifica um homicídio. O que me faz refletir é a que nível a pessoa humana desce. Tanto o goleiro, a mulher e os demais envolvidos. Que mundo este nosso.

Responder

    Ramalho

    14/07/2010 - 13h58

    Acredito que a Sra. possa acionar judicialmente a aventureira e reclamar indenização por danos morais e materiais, em seu nome e em nome de seus filhos, se a Sra. os tiver.

    Maria 1

    14/07/2010 - 20h57

    Que estranho! Acionar a "aventureira" reclamando indenização por dano moral e material? Tem cara de golpe para faturar algum, se a "aventureira" tiver enriquecido com a "gorda pensão". E o "aventureiro"? Fica livre, leve e solto, vivendo feliz para sempre ao lado da família que desrespeitou? Conheço casos em que filhos havidos fora do casamento são, além de reconhecidos, integrados ao ambiente da família paterna, convivendo em harmonia com seus irmãos e madrasta. Aliás, foi aqui mencionado o caso do roqueiro inglês e da apresentadora brasileira de TV. Certamente, o astro não tinha a intenção de gerar um filho brasileiro quando aqui esteve em turnê. Mas, aconteceu e o filho integrou-se à sua vida. Estavam juntos assistindo os jogos da Copa. Não é melhor assim?

    vera oliveira

    14/07/2010 - 14h11

    é íncrível!!a mulher é sempre a aculpada.D.Sonia,seu marido que deveria ter respeito pelo compromisso firmado com a senhora e não a "outra" que a senhora nunca viu,mas ele viu tanto que teve uma filha com ela.Se eu tenho um marido que me trai e tem uma filha fora do casamento,eu mesmo ajudo a outra à ir na justiça pedir pensão e ainda me separo dele.

    Debora Diniz

    14/07/2010 - 16h23

    Deixe-me ver se entendi: seu marido teve uma filha fruto de um relacionamento extra-conjugal, não usou preservativo e agora vcs acham injusto dar o que é de direito à esta filha? Sinto informar, ela tem os MESMOS direitos que seus filhos, ela é tão herdeira quanto eles. Quer dizer que a mulher que engravidou era aproveitadora? Pobre homem ingênuo, tadinho dele…

Regis

13/07/2010 - 22h28

Quem clama por justiça veio ao mundo errado. Sacudiria o mundo entre os meus dedos se me fosse dado esse privilégio e o sacudiria até não restar um ser humano vivente. Começariamos do zero.

Responder

Armando do Prado

14/07/2010 - 01h00

A lei MARIA DA PENHA veio para proteger a mulher em qq. situação de assédio, seja eventual ou não. O que choca é que a interpretação alienada foi feita por uma mulher, por uma juíza, pois do contrário ainda terámos a questão de ser homem o intérprete e, talvez, menos sensível.
Vários são os culpados pela morte dessa moça: do MP à juíza em questão, do Flamengo que foi leniente com delinquentes ao Estado que dormiu em vez de socorrer quem pedia apoio, enfim, um bando de omissos nessa tragédia anunciada.

Responder

    Clóvis

    13/07/2010 - 22h56

    Armando, a lei Maria da Penha foi feita para coibir violência contra a mulher no ambito doméstico e familiar e SÓ – a própria lei é clara neste sentido! Se uma mulher é agredida fora destas condições não está protegida por esta lei!

    Alberto

    14/07/2010 - 00h27

    O Flamengo nobre Armando? Um clube de futebol?

    Gerson Carneiro

    14/07/2010 - 04h48

    É um exagero culpar o Flamengo.
    Pare e pense. Não é função do Flamengo fazer papel de advogado das amantes dos seus atletas.
    O Flamengo não tem nada a ver com isso. Aliás, tomou medidas corretas quando o caso emergiu.

    Armando do Prado

    14/07/2010 - 11h17

    Desculpa, mas a lei protege casos como dessa moça morta. Existem julgados nesse sentido. Basta interpretação extensiva como comanda a CF, pois a lei fala em relação "doméstica e familiar", o que contempla o caso dela por estar com um filho (familiar). A questão de ser dele ou não era irrelevante, pois estávamos diante de ameaças e violências concretizadas em 2009.

    Clóvis

    14/07/2010 - 14h50

    Armando, PELOAMORDEDEUS, como não improta se o filho era dele ou não? Aliás, quando da decisão a criança não havia nascido, tanto que o caso era de tentativa de abortamento….
    Interpretação extensiva em matéria penal? Ah tah, a sua CF é diferente da minha…
    Quer dizer que se uma pessoa (pode ser homem ou mulher) na rua briga com uma mulher no transito responde pela Maria da Penha???

Maurício

14/07/2010 - 00h59

O problema da Lei Maria da Penha é que ela é discriminatório, um excelente instrumento com tantas excessões, que seu objeto vira a exceção.
Se pretende atingir a violência no lar, é óbvio que Bruno e Eliza não tinham o lar, mas ela tinha direto a proteção legal, mas sem a pressa que Lei M da P impões, letargia legal a que todos outros cidadão estão sujeitos, a que todos homens, acusados falsamente de abuso para serem afastados dos filhos estão sujeitos. Sim a Lei Maria da Penha tira da criança rápidamente o direito de ver seu pai, mas este tem que esperar a lentidão de anos da justiça para reaver o direito da criança, anos depois, terde demais.
Portanto a juíza está certa, o que está errado é ajustiça, excetuando a Lei Maria da Penha. Pobre dos que não se enquadra nessa lei para ter a proteção do Estado.

Responder

Clóvis

13/07/2010 - 23h41

O que a juíza disse, conforme nota, é que a lei não se aplica por "não manter qualquer tipo de relação afetiva, familiar ou doméstica com o jogador" e não pelo fato de não coabitarem… A lei realmente exige uma relação deste tipo, agora não sei se isso existiu ou ela foi uma transa de 1 noite só – neste caso não está mesmo sob a tutela desta lei, é só ler a lei (Art. 5o Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: I – no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas; II – no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa; III – em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação. Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual.)!
Calma, mas a responsabilidade do estado é possível pela demora no laudo sobre a presença ou não de substâncias no sangue de Eliza…
Quanto à lei Maria da Penha só acho uma pena que ela não seja aplicável para TODOS os casos de violência doméstica, contra homens ou mulheres! Júlio, não dá pra condenar uma lei com base numa experiência terrível que uma aproveitadora ensejou. Há várias vítimas de violência que precisam de proteção rápida, os abusos devem ser punidos severamente pelo Judiciario (o que ela fez é crime, deu notícia de um crime que sabia não ter ocorrido – trata-se de crime contra a Administração).
Independentemente do caráter ou da falta de da vítima (o que desconheço e acho que não dá pra julgar tão fácil) ela não deixa de ser vítima!

Responder

    @Julio_DB

    13/07/2010 - 22h50

    Por isso mesmo clóvis, acho que a lei maria da penha precisa ser revista, não exterminada. Que se faça uma investigação! Mas ela não dá chance de defesa pro homem. Primeiro o estrago é feito, a mulher diz que foi verbalmente agredida que seja, e pronto você está fora de sua casa e se quiser vai ter de provar que não fez aquilo. Quem acusa é que precisa provar!!!
    Não é o caso da lei como está agora, mas reitero, as mulheres e principalmente as adolescentes precisam de proteção urgente. Sem ferir direitos básicos dos outros.

    Clóvis

    14/07/2010 - 14h52

    É impossível provar este tipo de agressão em geral (a verbal, pois pode se dar na intimidade do lar, há homens e mulheres que são perfeitos em público e abusam de seus/suas companheiros (as) entre 4 paredes), esse é um problema difícil, pois os abusos em sede doméstica são inadimissíveis, mas como condenar alguém sem provas?

Marcelo de Matos

13/07/2010 - 22h31

Agora há pouco estava dando uma olhada no programa do Datena. Apareceram duas novas amantes do Bruno, ambas bonitas: uma dentista morena e uma loira. O Casanova mineiro continua a contar, ainda, com a fidelidade da esposa. As feministas entendem que o Estado brasileiro tem o dever de dar proteção às integrantes desse mini harém. Dizem que se a ameaça de morte e indução a aborto, sofridas por Elisa, já tivessem sido julgadas, o crime não teria acontecido. É verdade, mas, em geral, nossa Justiça é lenta. O caso Pimenta Neves é emblemático. O que você, como contribuinte, acha disso? O Estado deve dar proteção especial a essas moçoilas? Datena anda irado: “Estão matando nossas mulheres”. Não sei se, estatisticamente, está aumentando a violência contra a mulher. O móvel de muitos crimes deve ser o ciúme que tanto pode vitimar a companheira como um rival qualquer. O filho de um conhecido meu foi morto na linha do trem, no litoral. O rapaz tinha emprestado um suéter a uma colega de classe e isso despertou a ira de seu ex-namorado.

Responder

Debora Diniz

13/07/2010 - 17h12

Parabéns pelo texto. É realmente uma pena ver como o machismo e o julgamento moral ainda prevalecem. Só as "puras" têm direito à justiça e proteção? Será que essa sociedade patriarcal, na qual nós, mulheres, temos de ser sempre boas e "castas" não terá fim nunca? Haja machismo, haja tutela… Dá uma tristeza…

Responder

Beto Crispim - BH

13/07/2010 - 16h16

Excelente texto Fátima. Dispensa maiores comentários. Temos aqui em MInas o caso da cabeleira que procurou a polícia e a justiça inumeras vezes para tentar se proger das ameaças do ex. marido e o mesmo só foi preso depois de assassiná-la de forma brutal diante de suas clientes e das câmaras de seguraça de seu estabelimento. A nossa justiça avança, mas muitos de seus operadores continuam no 17, retrogados, conservadores, machistas e elitista. Tantos operadores e operadoras.

Responder

Henri

13/07/2010 - 15h50

O problema disso tudo é que, apesar de estarmos encerrando a primeira década do século XXI, nossa sociedade arcaica ainda acha que a mulher, para merecer respeito, precisa enquadrar-se em uma série de categorias previamente estabelecidas pelo moralismo patriarcal. É diferente do homem que já nasce com um valor intríseco, não importando quem ele seja, qual seja sua conduta sexual e se é violento, ele é um ser que tem valor independentemente do que faça (pode matar suas companheiras, por exemplo). Já a mulher, ah, a mulher se faz filme pornô ou se tem um filho de alguém rico merece morrer, ser esquartejada etc. Infelizmente ainda temos que conviver com esse pensamento, defendido pela própria mídia que não para de querer denegrir a imagem da vítima…

Responder

Cristiana Castro

13/07/2010 - 18h27

Rifar mulheres, transformar suas vidas num inferno e entender que isso é uma opçao delas. Pelas informações que temos, a morte dessa menina tem muito mais cara de queima de arquivo do que de crime de gênero. E aí é que a coisa complica, mulheres que morrem, diariamente, em cirugias plásticas e lipoapirações tb integram essa categoria? Estão mortas e estãomortas pq sentem-se obrigadas a estar dentro de um padrão imposto a elas. Mulheres que estão anoréxicas, bulímicas e/ou depressivas, integram as estatísticas de maus tratos? Mulheres que morrem em abortos ou ficam com sequelas, decorrentes de péssimas condições das "clínicas e/ou profissionais" clandestinos, integram as estatísticas? Por algum motivo, o feminismo,contenta-se com o antagonismo machoXfêmea e, reduzindo, tudo a esse binômio, coloca a mulher, num contexto quase medieval. Nunca a mulher pareceu tão livre e nunca foi tão oprimida. Enquanto essa infantilização do femino persistir, continuaremos sendo vendidas, vivas ou mortas, inteiras ou esquartejadas. Violência contra a mulheré um negócio da China,os jornais e revistas que o digam.

Responder

    Paula

    13/07/2010 - 22h40

    Perfeito

Cristiana Castro

13/07/2010 - 18h27

A Imprensa tenta reduzir o episódio a um crime contra a mulher.É lógico que nao se trata disso. A julgar pela quantidade e natureza das pessoas envolvidas, é mais um crime envolvendo traficantes, matadores, policiais, etc.. Se, no lugar de Elisa houvesse em homem, ele teria o mesmo destino. Nada vende mais no Brasil do que mulher, Pelada, siliconada, estuprada, despssada, o que importa é vender notícia.

Responder

    Malu

    14/07/2010 - 01h09

    Concordo com você, Cristiana, tem gente demais envolvida, se fosse apenas para não admitir uma presumida paternidade, o monstro não teria poupado a criança, E talvez o filho nem fosse dele, além do mais esse tipo de homem sem cérebro adora esses escândalos envolvendo mulheres bonitas. Parece queima de arquivo mesmo.

Ramalho

13/07/2010 - 18h23

A mesma mulher que exige de homens a responsabilidade pelas gravidezas dela é a que afirma ser dona de seu próprio corpo e que, por isto, exige, também, direitos de engravidar e de abortar quando lhe aprouver, tudo com assistência do Estado. Assim, quando há gorda pensão em jogo, a responsabilidade pela gravidez é do homem, e essa mulher torna-se pobre joguete das circunstâncias naturais da fecundação. Quando não há dinheiro gordo na jogada, haja tabela, coito interrompido, pílula, pílula do dia seguinte, DIU, camisinha feminina e, até, masculina, isto sem se falar de aborto e abandono do feto em lixeiras. Não me engana que não gosto.

Responder

    Dr. Sigmund Freud

    13/07/2010 - 17h15

    Prezado Sr. Ramalho. É muito sintomática sua certeza de que a senhorita morta pelo goleiro Bruno só nutria, com o filho gerado, uma relação, digamos, instrumental. Há uma outra possibilidade. Mesmo que ela estivesse, mesmo, planejando um golpe, a gestação de um filho pode mudar uma mulher (não sempre – mas em alguns casos, pode mesmo). A mulher pode descobrir, na maternidade, um sentido para a própria vida, especialmente quando, até então, ainda não tinha encontrado nada capaz de cumprir essa função. Tornar-se pai pode mudar um homem também (embora talvez em número menor de casos; e certamente, se isso ocorreu no caso Bruno, a mudança foi para pior, bem pior).

    A guerra dos sexos existe desde os primórdios da Humanidade. Até bem recentemente, as relações de poder favoreciam tão escancaradamente os homens, que os golpes praticamente só vitimavam as mulheres. Seduzir jovens inexperientes, engravidá-las e abandoná-las à execração pública era esporte que alguns homens julgavam enobrecedor, e praticavam impunemente. Duvido que o senhor desconheça essa história. Será que nunca houve algo assim em sua família?

    Hoje as relações de poder entre os sexos estão um pouco mais paritárias (mas não totalmente). No caso dos direitos reprodutivos, admito que as mulheres, atualmente, têm mais poder que os homens. Não podem ser forçadas a abortar um filho indesejado pelo parceiro. O homem, contudo, pode sim, ser forçado a sustentar um filho indesejado por ele.

    Mas julgo que esse desequilíbrio é consideravelmente atenuado pela existência de contraceptivos masculinos, que sempre podem ser empregados pelo homem quando este deseja praticar o ato sexual, mas não deseja tornar-se pai.

    Além disso, como a gravidez ocorre dentro do corpo da mulher, submetendo-a a risco inclusive de vida (informe-se sobre isto), parece justo que a gestante tenha poder de veto sobre a mesma. E como o aborto é, em si mesmo, uma violência exercida sobre o corpo da gestante; como a maternidade pode, para algumas mulheres, representar uma verdadeira redenção da própria dignidade como pessoa, forçar a interrupção de uma gravidez é claramente absurdo.

    O senhor está evidentemente identificado com o goleiro Bruno, tomando as dores dele – pobre rapaz enganado por uma mulher pérfida, uma devoradora de homens e de pensões. O senhor está assumindo como verdade indiscutível a certeza de que a jovem assassinada era uma pessoa maquiavélica, fria, manipuladora, golpista – incapaz de amar verdadeiramente uma criança. Ora, daonde pode extrair tamanha certeza? Só Deus, se ele existisse, poderia saber disso com tanta convicção quanto o senhor demonstra!

    Esta incapacidade de reunir as representações da maternidade e do gosto de uma mulher pelo sexo (ou, pelo menos, desenvoltura da mulher com o sexo) é clássica. Escrevi um artigo sobre isso. Chama-se "Sobre uma Degradação Geral da Vida Erótica". Trata-se de uma questão derivada do Complexo de Édipo. Muitos homens jamais se conformam com a descoberta de que a sua mãe tivesse vida sexual. Quando adultos, dividem as mulheres em duas categorias: as assexuadas, que podem ser mães dedicadas, receber algum afeto (ou mesmo um amor exaltado, idealizado e platônico); e as degradadas, com quem é possível exercer atividade sexual, mas a quem esses homens jamais conseguem amar. Que uma mulher "degradada" da "segunda classe" possa ser, ao mesmo tempo, mãe, e até mesmo mãe devotada a seu filho, é absolutamente intolerável para os homens afetados por esse complexo.

    Não tenho como saber se este é o seu caso, Sr. Ramalho. Diferentemente do senhor, não me arvoro em Deus, capaz de escrutinar as profundidades da alma humana sem o consentimento desta alma. Contudo, se o senhor sentir que algo do que falei sobre a "Degradação Geral da Vida Erótica" lhe soa familiar, recomendo um tratamento analítico. Há chance de melhora, até de cura. Boa sorte.

    Alberto

    13/07/2010 - 18h06

    Ser mãe não é profissão nobre escritora. Incrível como pessoas, mesmo altamente intelectualizadas,se identificam facilmente com que quer ter vida fácil, com as facetas da mais antiga das profissões. Aposto que você tem terceiro grau e não ganha nem metade do que a 'atriz/modelo/manequim' pleiteava ganhar. Será que essa sua fácil identificação pode ser descrita como 'frustração e inveja' ? Tem tratamento e cura?

    Ramalho

    13/07/2010 - 22h18

    Sr. Sigmund, ou devo dizer Deus, o Sr., sim, está pretendendo escrutinar a minha alma, sem meu consentimento. Diz que estou identificado com Bruno, viu certezas que não afirmei ter e até me recomenda tratamento analítico! E tudo baseado em texto de cinco linhas! Leia de novo o que escrevi, e verá que sua percepção dele é equivocada – de mim, muito mais. Sua apreensão incorreta da realidade tem o viés – ainda que sutil – da projeção: o Sr. se vê no meu texto – pois não disse o que o Sr. me atribui -, se vê em mim, e critica o que vê para exorcismar seus próprios demônios. Veja, são os seus demônios, não meus.
    Não tenho certezas sobre o caso, mas sei que se, eventualmente, achar que Bruno foi enganado pela “modelo”, nem por isto serei anomalia psicológica. Pensar diferentemente do Sr. não implica padecer de patologia psíquica nem erro de avaliação. O Sr., apesar dos méritos que certamente possui, não é referência absoluta da Verdade, que não se submete a maniqueísmos e mecanicismos.

    Paula

    13/07/2010 - 22h24

    Claríssimo, retire este pseudônimo de Freud por que pelo visto você não respondeu ao Sr Ramalho com respaldo psicanalitico, você deve ser um pastor ou um religioso ortodoxo qualquer, mas conteúdo prolixo e sem nexo do seu cometário o senhor não é nem psicólogo muito menos psicanalista. Respeite o nome de Freud, porque na vertente do pensamento humano o descobrimento do inconsciente é o terceiro que ainda não foi refurtado. Lembre-se que só existe três Copernico, Darwin e Freud.
    O Sr Ramalho não esta certo em tudo, mas você esta simplorio em tudo.

Ramalho

13/07/2010 - 17h46

Pelo noticiário, pode-se deduzir que a “modelo” teria sido morta, não por questão de gênero, mas por ter dado “uma volta” em pessoa de ambiente “barra pesada”. É análogo ao que acontece com o traficante que avança no dinheiro do chefe da “boca”, roubo que não costuma passar de mil reais. O assassinato dela, se houve, é condenável sob todos os aspectos, tanto quanto seria o do traficante menor morto por dono de boca. Portanto, do que se vê no noticiário, nem ela, nem o traficante – em tese, estelionatária e ladrão, além de traficante – são heróis, embora sejam vítimas de crime de morte. Fosse um homem que tentasse dar golpe de R$20.000,00/mês, durante 25 anos, em alguém do grupo de Bruno, teria o mesmo destino que ela posivelmente teve.

Responder

    Amanda

    13/07/2010 - 17h17

    Mas é uma questão de gênero! Evidente que é uma questão de gênero!!! Um golpista é um sujeito que abusa do outro, que utiliza de esperteza ou de alguma coação pra se dar bem. Vai me dizer que o Bruno, um homem feito, não sabe como as crianças nascem no mundo?!?! É um ingênuo? Foi obrigado a manter relaçòes sexuais com a mulher em questão? Quer dizer que ele nunca ouviu falar de camisinha, de vasectomia? Não quer pagar pensão pra uma "aproveitadora"? É muito simples, é só não transar com ela! Essa sua teoria de golpe é falsa, não existe golpe! Existe ato e consequência. Hoje em dia todo mundo sabe como se faz pra se ter um filho e como se faz para evitar um filho. O problema é que os homens se sentem no direito de correr o risco de ter filho e depois não querem arcar com as consequências de seus atos. É irresponsabilidade mesmo! E a morte da mulher é um abuso de poder sim! É crime de gênero! É querer colocar nas costas da mulher toda a responsabilidade de uma situação que foi criada por duas pessoas – um homem e uma mulher. Ademais, a mulher já tinha dado queixa de maus tratos em outras ocasiões e o Estado não teve como protegê-la desse final trágico.

    Ramalho

    13/07/2010 - 22h19

    Evidente que não é.

    Odete

    13/07/2010 - 23h59

    Evidente que é!!!!!

    Ramalho

    14/07/2010 - 14h11

    Prove.

Leonardo

13/07/2010 - 13h54

Glecio Tavares,

Voce tem raiva de gente rica?

Voce é rico?

Se nao for, gostaria de ser?

Responder

Elias São Paulo SP

13/07/2010 - 13h54

As colocações pontuais no artigo de Fátima Oliveira apresentam, nitidamente, o descaso de um poder arrogante e antipopular: o Judiciário.

Responder

Laura Antunes

13/07/2010 - 13h53

Toda mulher que é assassinada por motivo de gênero é uma mártir da luta feminista. Não importa se é santa ou puta.

Responder

    Sílvia Gomes

    13/07/2010 - 16h30

    Como assim? A moça assassinada é vítima de um ato violento, mas não a considero mártir de luta alguma. Pelo contrário, considero-a co-autora de um crime moral: prejudicar uma outra mulher (a esposa de Bruno) e sua famíla.

    Paula

    14/07/2010 - 00h47

    Dona Silva Gomes, não sei se a senhora é tão ridícula quanto a sua declaração, mas não creio que uma boa pessoa possa pensar desta forma. Você deve ser uma velha que defende a moral e os bons costumes. Já parou para pensar que o Bruno não vivia neste tipo de moral. Que a mulher que ele casou parece que também não vivia. Que todos são criminosos por ter uma postura de realizar um crime monstruoso premeditadamente. Acho que vc não gostaria de estar lá para ver este crime. Ou gostaria? Eu não sei o que se passa na cabeça de quem escreve tamanha besteira.

    Odete

    14/07/2010 - 00h06

    Como?!!!! Quem tinha compromisso com esta família era o Bruno. Ele tinha que se procupar em não prejudicar a esposa com quem se comprometeu. A moça assassinada não tinha se comprometido com esta família. Penso que ela não o levou amarrado para sua cama, ou levou?!!! É o conceito machista de sempre: a culpa é da mulher que seduziu e o homem ( afinal ele é "homem") não resistiu. Se não fosse trágico, seria cômico!!!!

    Ramalho

    14/07/2010 - 14h20

    A Sra. tem toda a razão. Não leve em conta as reações pouco educadas de membros de guetos ideológicos à sua opinião, direito seu inalienável. A ideologia cega essa gente e a torna arrogante. Fato é fato, e essa moça não é mártir de luta alguma, realmente. Contudo, para os cegados pela ideologia, "se os fatos contrariam a teoria, pior para os fatos", como Nelson Rodrigues costumava lembrar.

    @Julio_DB

    13/07/2010 - 18h11

    Que estranho, o feminismo é uma palavra positiva hoje em dia.
    Machismo virou sinônimo de homem é tudo igual, sem vergonha que não respeita as mulheres.

    Ou seja, defenda uma opinião que contraria a opinião feminista e vc vira um machista que provavelmente espanca a companheira.

    Lamentável, é o famoso pensamento único, o único lado da história.

    Parece a tentativa de colar a expressão: Mussulmano? Terrorista.

    Um videozinho edificante: [youtube D9Ihs241zeg http://www.youtube.com/watch?v=D9Ihs241zeg youtube]

    Ramalho

    14/07/2010 - 14h31

    Concordo. As/os feministas são melhor categorizados como andrófobas e andrófobos. Frustração afetiva e pouca lucidez provocam generalizações destrutivas dessa "boa gente" que vive a cata de pretexto para expressar toda a violência que traz dentro dela, gente que adora um linchamentos, moral, físico, não importa, pois o que conta é matar sob o manto da indignação justificada, ou não. Feita a catarse, vivem uns poucos meses felizes, enquanto esperam pela próxima vítima (lembrar que, por enquanto, os acusados não se defenderam, especialmente, Bruno).

    Paula

    14/07/2010 - 01h27

    Cuidado com o generalismo

Vera

13/07/2010 - 13h49

"Está claro que a intenção dela era o golpe da pensão eterna." Este argumento masculino não se sustenta. É a base da cultura machista. Nenhum homem teria um filho indesejado, SE usasse camisinha. A maioria dos homens faz sexo sem proteção porque é irresponsável com relação à criança que pode gerar. A maioria dos homens não considera filho o feto que gera com seu espermatozóide. Por isso não assume a paternidade, quando a mulher com quem fez sexo lhe comunica que está grávida.
O fato de a maioria dos homens não assumir a responsabilidade sobre seus espermatozóides e exigir que a mulher assuma a responsabilidade sobre sua ovulação mostra claramente o machismo introjetado na sociedade. Argumentos do tipo citado bem como a sentença da juiza mostram isto na pessoa que usa o argumento.
Em uma sociedade que diz respeitar a vida do feto e mostra isto não admitindo o aborto, tais argumentos são hipócritas.
Os homens precisam fazer controle de natalidade e parar de usar estes argumentos infantis, quando forem surpreendidos com os efeitos de sua irresponsabilidade.
Assassinato é outra coisa, não pode ser confundido com machismo para justificar a atitude de um assassino e culpabilizar a vítima.

Responder

    @Julio_DB

    13/07/2010 - 18h20

    Vera, sua cegueira feminista está deturpando até mesmo sua forma de entender o que se escreve contestando sua opinião. Você retirou um fragmento do meu texto e manipulou pra atingir seu objetivo, parece o PIG.

    Você, sinceramente, considera que esta menina chamada Eliza Samúdio foi uma ingênua menininha? Ela nunca quis engravidar nesse "acidente" ? Será que ela não pensou exclusivamente no retorno financeiro que poderia lhe propiciar?

    Hipocrisia é não enxergar a história como um todo. E isso, a morte dela, não está relacionado a luta feminista. Duvido que as mulheres gostariam de ser representadas por uma mulher que opta pela vida fácil (pornografia, prostituição, chantagem). A morte dela foi causada por um assassino, que acompanhado de uma quadrilha cometeu este crime.

    Paula

    13/07/2010 - 22h30

    vc esta certissimo

Marcelo de Matos

13/07/2010 - 16h38

Não estou aqui para inocentar Bruno. Gostaria que ele fosse condenado à pena máxima. Causa espécie, porém, os comentários dos leigos em Direito. Isso já rendeu polêmica na Folha, vide links: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz100820… e http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz210820…. “Leigos em Direito, entretanto, têm a tendência de falar sobre ele com uma desenvoltura que não teriam se se tratasse de medicina ou de antropologia. Por isso, além de "julgar" os casos de acordo com o "clamor público" – que é o mesmo que leva a linchamentos -, ainda "julgam o julgador". Isso: a vítima, que de certa forma deu azo ao crime com sua conduta pertinaz, pegando no pé do goleiro ao invés de simplesmente acioná-lo na Justiça, é totalmente inocente. Culpada é a juíza. Vá entender.

Responder

Glecio_Tavares

13/07/2010 - 13h19

“Quando eles vieram buscar os judeus
Fiquei calado, eu não era judeu.
Quando eles vieram buscar os comunistas
Fiquei calado, eu não era comunista.
Quando eles vieram buscar os sindicalistas
Fiquei calado, eu não era sindicalista.
Depois eles vieram à minha procura
e não havia sobrado ninguém para protestar”
(Martin Niemöller)

Responder

Jorge Zimbábue

13/07/2010 - 12h49

Independente do clamor em torno da aplicação subjetiva ou não da Lei Maria da Penha, que pune pais de família que defendem seu lar contra o adultério, que prende o pai trabalhador por simples conflito de interesse sobre a moral e bons costumes no lar, sem ser própriamente uma agressão, o que se vê, é que nos casos reais, de perigo de vida para a mulher, quando o agressor é capaz de matar, a Lei Maria da Penha não é aplicada com seu rigor natural. Quando há crime, em busca de audiência ou não, impera o sensacionalismo e irresponsabilidade mediáticos, sobre os acusados e não sobre o aplicador da lei, de tal forma, que se os acusados sairem às ruas, serão linchados. Não há a mínima preocupação com erros na investigação policial. O espetáculoso mediático acusa, prende, julga e condena e ainda coloca Delegado bem postado na imagem a tingir com negras tintas o caso. Plantam no inconsciente popular sua verdade. Lembram do caso da escola particular de ensino fundamental paulista. Foi a mesma cobertura e o casal de japonês quase foi linchado pelo povo por pedófilia. Eram inocentes. Até hoje não receberam indenização. Cadê os acusadores mediáticos? Se retrataram, pediram desculpas? Longe de pactuar com criminosos. O quero dizer é que a justiça se manifeste. Que seja garantido o princípio do contraditório em todas as fases do inquerito policial e nos tribunais. A mídia truculenta e sem princípios precisa mudar. O jornalismo no Brasil precisa mudar radicalmente. Se há crime, mais respeito com os criminosos, pois serão apenadas convenientemente. A consciência culpada é suplício pro resto da vida! Não devemos aumentar superlativamente o sofrimento daqueles que cometem crime. Só a lei é bastante razoável para condenar!

Responder

    Laura Antunes

    13/07/2010 - 13h50

    Jorge Zimbábue, você está brincando não, é? Releia o que escreveu. Sua cara nem treme em falar tantas baboseiras, como:
    "Independente do clamor em torno da aplicação subjetiva ou não da Lei Maria da Penha, que pune pais de família que defendem seu lar contra o adultério, que prende o pai trabalhador por simples conflito de interesse sobre a moral e bons costumes no lar, sem ser própriamente uma agressão".
    Em que mundo você vive para falar de "pais de família" tão santos que foram denunciados à Polícia? E as "mães de família" que se lixem, não é? Seeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei santo do pau oco! DESCONFIA, cara. Seu discurso é o mesmo daquele goleiro que santamente pergunrou "Quem é que NUNCA saiu na mão com uma mulher?" Daí para arquitetar um crime hediondo, pode ter sido um pulo. Ou não?
    Só um "veste-calças" poderia usar argumentos tão machistas e ridículos.

turmadazica

13/07/2010 - 12h04

De que cazzo vc tá falando???? Por isso que o RJ, de capital federal é agora a capital da hipocrisia e do crime, lembrando a Los Angeles dos anos 80/90, com as pancadarias e violência policial em South Central, celebridades, cocaína e por aí vai… Muito se critica SP nesse blog (com razão, sem dúvida nenhuma), mas nadie fala sobre que os verdadeiros responsáveis pelo estado atual do RJ: as próprias pessoas, os pitboys, funkeiros, proibidão, barra da tijuca que tem uma livraria e nenhum teatro… O problema vai além do Flamengo e do Vasco amigões…

voltando ao assunto: "Como uma juíza crê que, para não banalizar a Lei Maria da Penha, não deve aplicá-la quando o agressor não coabita com a violentada?" A resposta é clara, machismo,mas eu vejo que "Q" de baboseira religiosa pra fundamentar tal machismo… ela era amante, mãe solteira, etc…

Responder

Vinicius Garcia

13/07/2010 - 11h59

Esse episódio comprova que mais do que leis é necessário uma ampla mudança nos meios de aplicação das mesmas, o nosso judiciário é viciado em moldes antigos, a sociedade pede uma nova visão, até mesmo porque a informatização tornou todas as coisas mais claras.
O que fiscaliza o judiciário? Será que juízes estão acima do bem e do mal? Podendo em torno de prestígios e influências, sejam elas sociais ou financeiras, decidir por uma sociedade e se fulano ou beltrano merece ou não a vida ou a prisão?
Vejam o caso Daniel Dantas, que mesmo com provas e com a prisão decretada, por influência financeira se ve livre, e mais, consegue reverter o caso acusando o seu investigador. Como acreditar no poder judiciário que sempre pende ao poder?

Responder

    Glecio_Tavares

    13/07/2010 - 12h30

    Ainda acho que os mais ricos deveriam ter penas ainda maiores. Alem de recursos para constituir bons advogados, são pessoas que com mais acesso a informação, sabem que estão cometendo crimes.
    Outro ponto a ser discutido é a maioridade penal, veja o caso dos meninos de floripa que alem de ter praticado o crime, se vangloriam do mesmo pois se acham imunes a lei. Quantos menores não cometem assassinatos pois se julgam impunes?

    ana cruz

    13/07/2010 - 14h08

    Hoje em dia com a internet, qualquer advogado consegue produzir uma excelente defesa para seu constituinte. O problema não é a lei, muiyo menos o advogado, mas a subjetividade do Juiz que se sente mais tocado pelas condiçõe fisicas e financeiras do Réu. O jUIZ NÃO É CEGO.

    Clóvis

    14/07/2010 - 09h28

    Isso é besteira! A Defensoria de SP consegue maravilhas no mesmo STF, isso se chama capacidade técnica do defensor!
    Glecio, um argentino muito respeitado no Brasil chamado Zaffaroni defende que a culpabilidade das pessoas que nunca tiveram chance na vida é menor do que a dos que tiveram (e a dos privilegiados maior ainda). É uma idéia sensacional, mas não dá pra falar que o desvalor de um homicídio muda tanto assim entre estas classes sociais… Acho 100% aplicável em crimes patrimoniais e em alguns poucos outros.

    Fernando José

    13/07/2010 - 12h37

    Caro,
    Concordo com o amigo. Onde está o CNJ que não chama o (a) referido(a) julgador(a) para uma conversinha básica, sobre os limites da interpretação individual da lei? Por que esta subjetividade não é usada para proteger o mais fraco, ou a vítima?
    1 abraço.

    mila

    13/07/2010 - 14h03

    A lei é a mesma para todos, ricos e pobres. Entretanto, a "subjetividade" do magistrado só beneficia os ricos. Quando com pobre, é dura lex sed lex. Por que, heim?

    Odete

    14/07/2010 - 00h13

    E o caso do assassino Pimenta Neves ? O processo se arrasta, e, o mesmo continua livre, leve e solto.

Jorge Zimbábue

13/07/2010 - 11h58

O senhor devia respeitar a instituição FLAMENGO que a rede globo tenta denegrir sempre que surge uma oportunidade. O FLAMENGO é uma Nação. A presidente Patrícia Amorim tomou todas as medidas que o caso requer. Que se manifeste de forma isenta sem a conturbação mediática, a justiça Atletas como o grande ZICO, ANDRADE, ADÍLIO e tantos outros astros, deixaram sua marca indelevel e são admirados pela sua arte dentro e fora de campo, ídolos de sua geração e das futuras! Dirigentes passam, os heróis são imortalizados no inconscientes das massas e o futebol do Flamengo é simplesmente mágico, pois encanta, emociona e sua raça quantas vitórias inesperadas obteve para espanto dos críticos! O FLAMENGO merece mais respeito; é patrimônio do povo brasileiro!

Responder

    Vinícius

    19/07/2010 - 17h14

    Hahahahahaha

Geysa Guimarães

13/07/2010 - 11h57

Bom texto da dra. Fátima, serviu para mostrar que entre os comentaristas há aprendizes de carrasco, fã-clube de Bruno e Macarrão. Eliza Samudio não era uma virtuosa, mas daí a encontrar desculpas para seus algozes, licença!
Felizmente, há outros de bom senso como Gerson Carneiro. Faz ressalvas ao comportamento de Eliza em pontos que devem ser criticados, sem machismo.
Eliza era uma "maria-chuteira"? Ok, mas nem por isso merecia morrer – e de forma inumana.

Responder

    Glecio_Tavares

    13/07/2010 - 12h35

    Como na canção, o progresso', do Roberto Carlos: "Um erro não justifica o outro".
    O importante é que outras moças e outros atletas venham a aprender algo deste caso nojento. A lei precisa mudar. Esse negócio de 1/3 da pena e liberdade é totalmente fora da realidade.
    Eu sou contra a pena de morte, mas que prisão perpétua seria um beneficio a nossa sociedade, não tenho duvida.

    Clóvis

    14/07/2010 - 09h23

    A Constituição não deixa prisão perpétua, só fazendo uma nova poderá ser implantada (e mesmo isso se discute por ser um retrocesso a direitos fundamentais historicamente conquistados). Agora, só pra discussão mesmo: como você pode ser contra a pena de morte e favorável à pessoa apodrecer o resto da vida em nossas cadeias super salutares? Quanto à progressão após o cumprimento de 1/6 da pena (aí com 1/3 está no regime aberto) realmente acho muito pouco!

    Glecio_Tavares

    14/07/2010 - 20h22

    Clovis, a discussão não é a pena, mas sim o que o criminoso pensa antes de cometer o crime. Te garanto que passar o resto da vida na cadeia é uma expectativa muito pior do que ser executado, visto que quantos cometem crimes e depois se matam. Alguns que não tem coragem para fazer podem querer que o estado o faça. A saída do suicida pode parecer facil para quem esta de fora, mas atentar contra a propria vida é contra os instintos e deve ser de dfificl conclusão. A não ser aqueles casos mais violentos como se atirar de um viaduto ou na frente de um trem.

sergio

13/07/2010 - 11h24

Para mim, o que ocorreu foi apenas interesse financeiro de alguém. É um absurdo que um exame de urina que poderia comprovar ou não a queixa da ELIZA, de agressão para força-la a abortar, ter ficado na prateleira por longos noves meses. Não há uma única justificativa plausível para tal negligência a não ser a de interesse econômico de alguém que para não ter prejuízos financeiros tenha molhado a mão de alguém para que o exame fosse ao menos retardado.
Como o exame poderia dar suporte às denúncias, o fimda carreira do goleiro e o prejuízo financeiro poderia ter ocorrido meses atrás e não só agora. O poder economico continua corrompendo, os ricos continuam a retardar a justiça, e elite continua a caminhar impune em terras brasilis.

Responder

    beattrice

    14/07/2010 - 09h36

    Muito interessante este aspecto que continua sendo convenientemente ignorado pela mídia, mas que salta aos olhos, alguma ação da Corregedoria da Polícia ou investigação do MPE para saber por que o goleiro não foi devidamente indiciado em 2009? Quais os prejuízos econômicos que seriam sentidos pelo Flamengo e pelos patrocinadores? Um jornalista investigativos deveria seguir a velha máxima e "seguir o dinheiro".

Fernando

13/07/2010 - 11h08

Nosso sistema judiciário é uma piada, e de mau gosto, como pode dar o poder que damos aos nossos magistrados, que geralmente vem de classes mais privilegiadas, podendo dar a interpretação que quiser da lei, somos ridículos a ponto que um juiz do STF dizer que se aumenta a probabilidade de ganhar uma causa quando se usa o "método dos grandes escritórios", e nenhum jurista questiona este pensamento.

Responder

    Glecio_Tavares

    13/07/2010 - 12h39

    Quem pune os juízes? Que leis existem que poderiam ser usadas neste caso?
    Perder o emprego e a aposentadoria não me parecem o suficiente.

Carlos

13/07/2010 - 11h01

A diferença para a não aplicação da lei, (minha opinião), é que a juiza considerou que a primeira queixa partiu de uma pessoa supostamente honesta e trabalhadora, e a segunda era de uma notória prostituta, que, além de ser "atriz" de filmes pornô, aparentemente se empenhava para, através do filho, "se dar bem" com o dinheiro do suposto pai, jogador cheio de dinheiro e vazio de idéias…

Responder

    Glecio_Tavares

    13/07/2010 - 12h43

    Pode ser que aconteceu isso. Mas isso não esta na lei, visto que se trata de preconceito.
    Quando a interpretação é por condenações anteriores, cabe este tipo de julgamento, mas quando é porque a pessoa trabalhou em filmes pornográficos e porque o outro lado é rico, chega a ser um abuso de autoridade por parte do judiciário. Na lei não está escrito que a classe social entre no julgamento, muito menos a profissão.

Leonardo

13/07/2010 - 11h00

A juiza está corretíssima! Nao gostaram, peçam a seus deputados para mudarem a lei.

Agora sobre o caso…

O Bruno é um imbecil? É SIM!
É mandante de assassinato? Provavelmente.

Se for culpado deve ficar na cadeia? Deve mofar.

Mas…

Vejo um grande alarde em torno desse caso por parte de feministas e babacas politicamente corretos, uma gritaria generalizada em torno da "violencia contra a mulher", insinuando que Eliza morreu por sua condição feminina.

Isso é de uma tremenda estupidez, superficialidade e desonestidade!

Eliza nao morreu porque era mulher.

Morreu porque na mente psicótica do Bruno, ela lhe trazia problemas!

Quantos homens não morrem vitimas de outros homens e mulheres porque lhe causam "inconvenientes", assim como Eliza em relação ao Bruno?

Quantos homens são vitimas de armações que terminam em suas mortes?

Lei maria da penha e o escambau vai dar jeito nisso?

NUNCA!

A questão são os valores da sociedade, que hoje em dia estão um lixo!

Mata-se alguém (seja homem ou mulher), como quem esmaga um carrapato ou um mosquito.

Responder

    Glecio_Tavares

    13/07/2010 - 12h48

    Ninguém da valor a vida? Também acho que isso advém do complexo de vira-latas que a direita tenta passar a população. A mídia tem grande culpa no preconceito disseminado, que acaba fazendo que pessoas não dêm valor a outras pessoas. Ninguém mais se tratar por semelhante. Somos todos da raça humana, tanto nós quanto Bruno e Eliza. Precisamos relembrar todos os casos recentes e fazer a sociedade valorizar a vida novamente. A vida não é um artigo abstrato, a vemos todos os dias nas ruas. Aquele cara que fecha seu carro no transito e voce gostaria de esganar é tão ser humano quanto seu pai ou sua mãe. Aquele indigente fedido largado na rua, tem tanto direito a vida quanto o dono da empresa em que voce trabalha, ou a sua namorada.

Jorge Andrade

13/07/2010 - 10h08

Nilcéa Freire diz que Justiça falhou no caso Eliza Samudio

A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, criticou neste domingo o fato de a Justiça não ter oferecido proteção a Eliza Samudio com base na Lei Maria da Penha. “Não é bastante termos mais delegacias e juizados se as pessoas que lá trabalham não estiverem capacitadas”, destacou. Ela acrescentou que “muitos crimes têm acontecido porque os agentes públicos que atendem as mulheres subestimam aquilo que elas falam, acham que é apenas mais uma briga, desqualificam a vítima”. http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/0

Responder

    Clóvis

    14/07/2010 - 09h18

    E a ministra mostra toda sua incapacidade de interpretar uma lei! A juíza esclareceu que no depoimento a Eliza disse que ficou com o bruno, que manteve somente 1 encontro e de caráter sexual, não dá pra aplicar a Maria da Penha! Detalhe, a juíza encaminhou o caso à vara criminal para que fossem tomadas eventuais medidas possíveis.

mac

13/07/2010 - 10h00

Veja o caso ESTUPROTSKY na WEB
http://tijoladasdomosquito.blogspot.com/

Responder

Remindo Sauim

13/07/2010 - 09h58

Pior que o Bruno foi o Pimenta Neves, então diretor do Estadão, que assassinou Monica Gomide, também jornalista e ex-amante do figurão. Se ele não está na cadeia, por que deverá o Bruno ir? Não quero livrar o goleiro do Flamengo e sim colocar o outro na cadeia. Justiça TEM que ser igual para todos. E isto de que a sociedade tem que ser responsável vem depois de a pessoa saber se cuidar. Ao tomar os primeiros tapas do amante, a Eliza Samudio devia se afastar do sujeito e entrar na justiça contra o sujeito. Mas parece que a moça, talvez por ser filha de estuprador, não tenha sido orientada pela família sobre estas coisas da vida.

Responder

    Benedito

    13/07/2010 - 17h42

    O nome correto da vítima é Sandra Gomide. O assassino foi condenado pelo juri popular. Mas, como tem grana para contratar bons advogados (o que inclui boas condições de negociação com delegados de polícia e juízes), conseguiu adiar o julgamento até que ele completasse uma idade avançada que permite o cumprimento da pena em liberdade (cumprir pena em liberdade… essa é de péssimo gosto!). O Pimenta é um assassino confesso de um crime premeditado e cometido a sangue frio (esperou a Sandra chegar ao Haras, deu um tiro pelas costas quando ela tentou correr e, depois que ela estava de joelhos, deu o tiro de misericórdia).

Ramalho

13/07/2010 - 09h49

Perdoem-me os de boa fé e, igualmente, as andrófobas e andrófobos, mas o que parece ter havido neste caso Bruno foi acerto de contas entre gente do "bas-fond". A "modelo" vendia sexo fazendo filmes "adultos" e, muito provavelmente, o vendia mesmo sem a presença da câmera, e deve tê-lo vendido a Bruno. Nestes acertos de venda de sexo, o preço – normalmente módico – é previamente acertado. Ela deve ter cedido à ambição e rompeu unilateralmente o acerto, deixando-se engravidar, de olho na pensão de R$ 20.000,00/mês – como afirmado pelo delegado mineiro – que duraria cerca de 25 anos, uma bela bolada. Impôs ao goleiro um engodo, ou como se diria em muitas condições análogas um estelionato, estelionato sexual, no caso. Fosse ela mulher, ou homem, no ambiente em que transitava – se realmente morreu – a reação seria severa. Provavelmente, a estelionatária foi morta por causa de golpe, e o mesmo aconteceria se fosse homem. O assassinato é condenável, sim, mas querer emprestar a esta "modelo" ares de heroína da luta feminina é, no mínimo afoiteza, se não erro crasso.

Responder

    Jorge Andrade

    13/07/2010 - 11h03

    Ramalho, data venia, Eliza Samúdio era uma cidadã brasileira e como tal DIGNA de ter a sua vida protegida quando pediu. Nada demais, concorda (ou sem corda?) Não mereceu proteção. Há uma Lei que não foi cumprida. Você gostaria que isso lhe acontecesse. Vamos usar da alteridade, isto é nos colocarmos no lugar do outro, no caso ela. No artifo a autora fala que a Lei não pode ser omissa sobre sociopatas. Totalmente de acordo. A sociaopatia, está provado é um problema genético no lobo frontal. Incurável, intratável, que atinge muita gente, provavelmente até 3% da população. Não é uma doença psiquiátrica. Mas são pessoas sem escrúpulos, que podem se tornar assassinas com mais facilidade do que as que não são portadoras do transtorno. Muito acertado chamar a atenção para isso. Os juízes precisam estar antenados com essa condição.

    Odete

    14/07/2010 - 00h27

    Quem falou em "heroína da luta feminina" ? Acho que que o senhor exagerou na dose. Defender que ela pudesse ter a conduta que quisesse, inclusive ser prostituta, não justifica qualquer ato de violência contra a mesma. É só não utilizar seus serviços. Simples assim. Isto não a torna heroína de nada. Apenas uma cidadã livre, como todas queremos ser.

    Clóvis

    14/07/2010 - 09h16

    Qual a sua solução? Internar ou prender 3% da população mesmo sem cometer crimes?
    O CID coloca entre os transtornos de personalidade, problema psiquiátrico…. Vc tem certeza dessa informação que é um problema físico/genético?

    beattrice

    14/07/2010 - 09h31

    Jorge, a psicopatia ou indiferença moral, como vc bem definiu deve ser melhor debatida e investigada no nosso meio, inclusive no sistema penitenciário. Nesse contexto, o termo sociopatia, utilizado no artigo não seria adequado.

Marcelo Ramos

13/07/2010 - 12h36

De alguma forma, a juíza deveria ser responsabilizada por omissão e erro grosseiro. No mínimo deveria lhe ser imposta a realização de um "curso de aperfeiçoamento."

Responder

    rafael

    13/07/2010 - 10h36

    Há um despreparo generalizado no corpo jurídico nacional, especialmente no Judiciário Estadual, repare pro exemplo nas rtais varas especializadas onde os juízes e servidores NÃO são especializados, fora a leniência e a incompetência pura e simples. Reflexo óbvio da educação nacional péssima em todos os sentidos.

    Joney

    13/07/2010 - 15h14

    Essa juíza, assim como a delegada da Mulher, precisam ser responsabilizadas civil e criminalmente pela sua omissão. Ambas prevaricaram, e não é possível se admitir que todos os contribuintes paguem por servidores incompetentes, desonestos no exercício da função, que seriam sumariamente demitidos, caso atuassem no setor privado. O custo que gente como essas duas servidoras, entre outros, causam ao Estado são elevadíssimos e respondem, sim, pelo chamado "custo Brasil". Estado vai responder pela incompetência dessas servidoras, mas tem que mover uma ação regressiva contra ambas, para que ressarçam, os cofres públicos dos ônus de suas ações desastradas e irresponsáveis. O mesmo vale para a Polícia e a Justiça mineira, que deixaram impune e livre para delinquir um bandido desequilibrado como o ex-policial que executou essa moça. Que ela era uma pilantra, não há dúvida, mas o goleiro Bruno assumiu o risco de se relacionar com ela e, para se livrar do ônus, cometeu um crime da dimensão exata da sua burrice e bestialidade. Não é a moral da moça que está sendo julgada, mas o ato daquele que supostamente a matou.

    beattrice

    14/07/2010 - 09h28

    Sob o abrigo do argumento de que o texto da lei é "interpretativo" as sentenças judiciais tornam-se elas próprias escândalos sucessivos.

Cesar

13/07/2010 - 12h32

O jornalismo progressista, as mulheres em geral e os blogueiros não podem fugir também, neste momento oportuno, do necessário debate sobre a impunidade. Não é possível que as pessoas ditas "de bem" da sociedade, principalmente quem tem a força de um blog ou programa de TV, assista silenciosamente casos como o do Pimenta Neves, que matou covardemente a colega e ex namorada Monica Gomide, na frente de duas crianças, e continua livre e, segundo matéria jornalística, até já tem namorada. Como os pais desta moça podem ter paz vendo tamanha injustiça? Como as mulheres do país, ou pelo menos de São Paulo e Rio de Janeiro, capitais, conseguem seguir suas vidas sem se solidarizar com esta família? Não vão à porta das autoridades protestar?

Responder

    rafael

    13/07/2010 - 10h37

    Pois é, o Sr. Gomide deve estar muito abalado, se fosse minha filha…

kleber

13/07/2010 - 12h23

Pertinente análise. Esse debate tem que se expandir. O Estado é co-autor desse crime. "por aí que a conversa ganha vida e não se transforma em um drama socio-policialesco que a grande mídia celebra pra vender audiência.

Responder

    Americo junior

    13/07/2010 - 11h13

    Nós tb não podemos esquecer que os dois principais envolvidos neste caso, Bruno e Eliza, tiveram problemas de família, o goleiro foi abandonado pela mãe com 3 anos de vida, fato este, que se repetiu com eliza por causa das ameaças que sua mãe sofria por parte do esposo. Estas informações nos levam a questionar os lares em que estes dois jovens foram criados. Segundo a vó de bruno, ela constantemente o alertava sobre a amizade com o macarrão, (amigo de infância que tinha total acesso à vida particular do goleiro). Eliza era uma das muitas jovens que descobriram cedo o quanto é mfácil ganhar dinheiro com o próprio corpo, ainda mais quando se é bonita e elegante como ela era, resumindo, o que mais podiamos nós esperar destas histórias de vida tão cheias de maus exemplos?

Albany Sampaio Jr.

13/07/2010 - 11h41

Azenha, quase perfeito. É preciso ampliar e incluir no rol dos culpados, parte da imprensa brasileira, que serve e se serve de determinadas "celebridades" e alteram e adulteram a verdade ao sabor dos ventos, não importando se o crime foi hediondo, bárbaro, ou se foi apenas um "caso comum de trânsito" como cita o grande cantor e compositor Belchior. Os casos são claros onde houve ajuda da imprensa, exemplos: O jogador Guilherme (ex-atlético mineiro) que matou várias pessoas dirigindo bêbado, foi julgado e condenado? (não vou bem perguntar se está preso). e o Renner (da dupla Rick e Renner), e o Edmundo, e o Alexandre Pires, tá bom???

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    beattrice

    14/07/2010 - 09h26

    Esse erroneamente chamado "jornalismo de celebridades", porque nem é jornalismo, causa malefícios incontáveis no país.

sérgio

13/07/2010 - 11h28

Vale acrescentar ao artigo ótimo artigo duas outras facetas, que nos comprometem no caso.
Quando a midia noticiava que o império do amor tinha intimidade com traficantes em favelas, nada fizemos, não nos indignamos.
Quando Bruno declarou que é normal o homem resolver no braço as suas rusgas com e esposa, nada fizemos, não nos indignamos.
Como nada fizemos, o bando foi em frente
Somos responsáveis pela nossa omissão. Quem cala consente! 1 % da culpa é nossa !
A midia e os articulistas mais ainda.

Responder

Klaus

13/07/2010 - 11h26

"Quando uma mulher alega estar grávida de um homem, sem teste de paternidade, é moralmente insustentável dizer que não há vínculo entre eles, pois a ciência já descobriu, e faz tempo, que filho não é só da mãe! "

Exceto na hora do aborto, quando daí, o argumento feminista muda, para que a mulher tenha a determinação do próprio corpo e possa ela, sem a participação do homem, escolher se vai ter o filho ou não.

Responder

    flavio cunha

    13/07/2010 - 10h06

    De acordo com essa brilhantíssima análise, podemos concluir que existe sim a possibilidade de uma mulher engravidar sozinha, que cérebro! ou falta dele.

    Klaus

    13/07/2010 - 15h26

    Flávio Cunha, vc faz as cinco refeições diárias, deve ser alfabetizado e, acredito, tem um polegar opositor desenvolvido. Vc endendeu o que quis dizer.

    Jana

    13/07/2010 - 10h34

    Este ponto deveria merecer alguns estudos (se é que não existem).
    Sem entrar no "achismo", mas pelas histórias de vida que conheci, dificilmente uma mulher que tem o apoio do homem pra ter um filho faz a opção pelo aborto. Geralmente ela faz esta opção quando sabe que deverá assumir sozinha a criança.
    Quando se defende a determinação do próprio corpo, é porque se trata de uma decisão de foro íntimo, não cabendo à Igreja ou ao Estado a decisão final.

    beattrice

    14/07/2010 - 09h24

    Inserir o debate sobre o aborto neste assunto é uma clara intenção de não debater seriamente nem o aborto nem o assunto, trata-se da famosa estratégia "alhos & bugalhos".

José Augusto T Lima

13/07/2010 - 11h00

Gostei mais do seguinte trecho: "O argumento dá um cordel de sentença de morte: “a ex-amante não poderia se beneficiar através de medidas protetivas, nem ‘tentar punir o agressor’, sob pena de banalizar a Lei Maria da Penha, cuja finalidade é proteger a família, seja proveniente de uma união estável ou de um casamento e não na relação puramente de caráter eventual e sexual”.
E também caiu ebm a irronia: Meritíssima, data venia, o que banaliza uma lei é a não-aplicação dela, gerando o fenômeno da “lei que não pegou”. Senti firmeza Fátima Oliveira!!!

Responder

Depaula

13/07/2010 - 09h49

Sem dúvida que Fátima Oliveira foi brilhante. Em se tratando de pessoas que ao longo da vida mostram comportamento sociopata, sobretudo a incapacidade de segurar a agressividade, como é o caso em discussão, os operadores da lei precisam redobrara a atenção. Se não me engano o percentual de sociopatas na sociedade mundial chega a 3% e entre os políticos, até 6%. Essa juíza "bateu fofo". Concordo, o Estado não protegeu Eliza samudio de seu possível algoz. Não lhe deu os limites que era da sua obrigação. Sem eles, ele foi além. A família de Eliza, digo, seu herdeiro, o filho, deve ser ressarcido, pelo Estado, pelos anos de vida perdidios de sua mãe, considerando-se a expectativa de vida da mulher brasileira, que é de 75 anos. Muito Fátima, foi na mosca.

Responder

Angela

13/07/2010 - 09h07

Parabéns dra Fátima, sinto-me contemplada pelo seu texto. Infelizmente o judiciário ainda é conservador. E Eliza está morta, tanto quanto Mércia e tantas outras companheiras. Pergunto: Até quando?

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Roberto Locatelli

13/07/2010 - 09h03

Em pleno século 21, a sociedade olha para as mulheres como se estivéssemos nos tempos do império romano.

Responder

    vera oliveira

    13/07/2010 - 11h28

    o pior é essa visão vir exatamente de muitas mulheres

    clemes

    13/07/2010 - 14h30

    Infelizmente, Vera, muitas mulheres reproduzem o discurso machista. Às vezes até mais machistas. beijo

    Luiz

    13/07/2010 - 11h50

    Acredito que os maiores "culpados" nessa história são as mulheres, que como mães, educam seus filhos para "não chorar", serem machos, durões, insensíveis. Imaginem meninos brincar com bonecas. Não sei se isso vem da época em que homens tinham que serem provedores da família. Necessários, até. Mas hoje, ficou o resquício do que foi àquela loucura de outros tempos. Hoje aparece deslocado, como muitos rituais que insistem em se perpetuar. Mas, vamos lá. Se incomoda é porque já está na hora de mudar.

    Jairo_Beraldo

    13/07/2010 - 11h32

    Em particular, a justiça.

iamoraes

13/07/2010 - 08h58

Somente mais uma lei que nao funciona pra ricos. Novidade no Brasil, nao eh.

Responder

Luiz Andro

13/07/2010 - 06h08

Sabe de uma outra coisa também muito assustadora desse caso? A quantidade de pessoas disponíveis para perpetrar essa ação tão funesta. É um procurador, é um chefe de redação jornalística. é um filho de dono de televisão, é um favelado, é o amigo do favelado, enfim.. uma sociedade doente. Pobreza espiritual de roer os ossos, e não aqui de espiritualidade no sentido religioso. Falo no sentido ético, no cuidar de si e dos outros na busca da maior felicidade possível nessa canoa cósmica. Tá tudo podre. É Vaticano afundado na lama dos abusos contra menores. É um evangelismo Americano sedento por guerras e lucros bélicos. É FIFA engendrada em negócios os mais estranhos. São marcas olímpicas cada dia revisadas pela constatação de fraudes farmaco-químicas. É c0mité do prêmio nobel dando seus prêmios "adiantados". É a ONU desmoralizada de vazio de tudo. E os vendedores "de sentidos da vida", enchendo as burras com a procura crescente para suas mercadorias "de bons sentimentos" e os corretores "de Deus" cada vez mais ricos "das graças" não alcançadas, mas arrancadas…

Responder

    beattrice

    14/07/2010 - 09h22

    Luiz, o que vem destruindo a sociedade não é o "silêncio dos homens bons", é a sua ausência pura e simples.

Gerson Carneiro

13/07/2010 - 06h04

Parte I
Nesse caso da Elisa Samudio se faz presente aquele ditado popular que diz "quem procura acha". É só analisar o histórico do caso. Infelizmente ela só não achou a proteção do Estado quando procurou. Porém, quando espontaneamente a pessoa insiste na convivência com o agressor não há proteção do Estado que satisfaça.

Portanto há falhas dos dois lados. O Estado errou ao não promover a proteção que ela buscou, assim como foi o caso da cabeleireira em MG que já havia registrado na delegacia oito boletins de ocorrência contra o ex-companheiro que covardemente a matou. E a Elisa também errou quando espontaneamente insistiu em buscar convivência com o seu algoz.

Responder

Gerson Carneiro

13/07/2010 - 06h04

Parte II

Entendo que cada pessoa é responsável também por sua própria vida, não é só atribuir ao Estado. "O Estado é responsável pela minha vida então vou correr o risco que eu quiser que o Estado cuida". Não, não é assim. Dessa forma não há Lei Maria da Penha que dê jeito.

No caso da atriz ela própria se encarregou de vigiar e denunciar a aproximação do ator. No caso da Elisa ocorreu o inverso.

Responder

    rafael

    13/07/2010 - 10h43

    Veja bem Gerson, especulando apenas, isso não seria decorrente da forma como Elisa se via e via o camaradinha lá? Ao que parece ela não foi criada como gente, ou criada para acreditar na sua própria capacidade de manter-se e ao filho, crendo que o Bruno fosse na verdade sua única forma de viver com dignidade. Talvez o risco ao qual ela se submeteu deveu-se a essa visão de si mesma, deformada.

    Gerson Carneiro

    13/07/2010 - 16h23

    Rafael,

    Talvez por ser eu um leigo em psicologia e assistência social tenho dificuldade em aceitar a tese de falta de discernimento. O certoé que eu nunca vi uma modelo ficar grávida do gandula, ou do camisa 10 do Amebinha (time que eu jogo).

    Enfim, não quero adentrar à vida pessoal de ninguém.

    Maria 1

    13/07/2010 - 10h53

    Pois é, Gerson. Sob qualquer ângulo que se analise, a justiça falhou miseravelmente. Demorou, como sempre. Mas foi além ao negar a proteção pedida, quando a própria existência do processo já demonstrava o potencial explosivo do caso. Em tempo hábil, uma decisão judicial no sentido de proibir qualquer assédio, dos dois lados, poderia ter evitado a tragédia. Não há mais o que falar sobre o crime. Os suspeitos já estão encarcerados e expostos à execração pública. Outras reflexões, entretanto, devem ser feitas. Sem passionalidades e sem cegueira. E sem ignorar a existência de uma vítima constante em todos os casos de gravidez indesejada ou planejada unilateralmente, com ou sem fins trágicos: a criança.

    Gerson Carneiro

    13/07/2010 - 16h24

    Pois é.. a criança. A única pessoa de fato inocente nessa terrível história.

José Stefanini

13/07/2010 - 05h57

Eu concordo com a opinião do @Julio_DB e a estigmatização de Bruno em o carrasco mau, psicopata, e Eliza, em vítima, boazinha e indefesa. É claro que a ninguém é dado o direito de tirar a vida e nada justifica o homicídio, mas já que é fato consumado, a imprensa poderia também não visar só a condenação e o massacre de Bruno.Os acontecimentos anteriores ao homicídio deveriam ser também noticiados e levados em conta, esse comportamento "sociopata" de uma tribo de moças que vivem querendo se dar bem na vida a qualquer custo, usando do engano e de seu próprio corpo e beleza física, gerando uma criança com finalidade única de alpinismo social. Cheguei a assistir um dos filmes pornográficos feitos por Eliza (link é http://www.megavideo.com/?d=KK3A959F) e aí fiquei pensando como essa moça poderia fazer de tudo por dinheiro. Agora, já que é para abordar a personalidade, traços de caráter e perfil psicológico, não vamos só selecionar aquelas unanimidades burras e lugares-comuns, aquele desejo de condenação a qualquer custo da maioria, o façamos em relação aos dois envolvidos.

Responder

    Cristiane

    13/07/2010 - 11h13

    Ô, José, com todo o respeito, destaco um trecho: "esse comportamento "sociopata" de uma tribo de moças que vivem querendo se dar bem na vida a qualquer custo, usando do engano e de seu próprio corpo e beleza física, gerando uma criança com finalidade única de alpinismo social".
    Quer dizer que os homens que acabam "engravidando" as sociopatas são pobres coitados? Enganados e seduzidos por víboras sem coração? Eles não sabem que fazer sexo sem camisinha pode engravidar? Ou será que a sedução que essas moças exibem, provavelmente como o canto das sereias da Odisseia, deixe os pobres desavisados sem armas contra tamanha violência que é uma delas ser bonita, engravidar e cobrar a pensão alimentícia devida?
    Por favor, só falta dizer que vagina tem dentes, como os padres desenhavam nos livros da Idade Média.
    Como alguém postou mais acima, é preciso um homem e uma mulher pra alguém engravidar (excetuando a inseminação artificial). Então, OS DOIS são responsáveis por isso. E têm que arcar com as consequências.

Gerson Carneiro

13/07/2010 - 05h35

Para não banalizar a Lei Maria da Penha banaliza-se a Vida.

Responder

SILVERA

13/07/2010 - 03h59

O Psicopata é nativo não tem conserto em idade nenhuma só a policia os intimidas!!!

Responder

Cleide

13/07/2010 - 03h51

Um filósofo, que não lembro o nome, disse: " no dia em a moral da mulher não estiver mais abaixo do umbíguo, ela será livre". Nossa sociedade sexista, turva nossa visão a respeito da violência contra mulheres, tornando-a "natural" ou "aceitável" . A juíza apenas faz coro ao que pensa a mídia conservadora, que prefere ganhar pontos no ibope com a desgraça alheia a trazer a baila, de maneira séria, a discussão da naturalização do machismo. Talvez nem tenham competência para isso, infelizmente.

Responder

plinio

13/07/2010 - 00h46

Perfeito, simplesmente impecavel o comentario. Honesto, corajoso,

Responder

Cleide

13/07/2010 - 03h40

Até que enfim encontrei um texto claro e objetivo sobre essa barbarie. É impressionante como nossa sociedade é machista. Todos os dias deparano-nos com casos semelhantes a este e tudo parece tão "natural". Mulheres mortas, violentadas, estupradas, torturadas e a mídia apenas faz sensacionalismo barato. Uma Lei, pode ser legítima e válida, entretanto, se não "pegar", vira letra morta. A maior barreira ao efetivo cumprimento da lei M.da Penha é a naturalidade com que se trata as agressões às mulheres (inclusive, pelas próprias , haja vista esta juíza). Parece que uma mulher, para ter direito à proteção da lei, deve ser uma Madre Tereza de Calcutá e, até esta, caso fosse ameaçada por um, p. ex., homem "apaixonado" , primeiro teria sua vida sexual invadida, para depois ter dos digníssimos magistrados a "aprovação" ou não. Dizem que juízes sentem-se meio deuses. Infelizmente não são. Carregam, isto sim, os mesmos valores da sociedade em que vivem e julgam de acordo com esses valores, salvo exceções.

Responder

    Cristiane

    13/07/2010 - 11h15

    É isso mesmo, Cleide. Machismo puro é nome disso. Andamos tanto e parece que não saímos nunca do lugar. Horrível.

    salete maria

    13/07/2010 - 17h16

    O caso Eliza Samudio
    Que tem chocado o Brasil
    Emerge como prelúdio
    De um grande desafio:
    Exortar nossa Justiça
    Pra deixar de ser omissa
    Ante o machismo tão vil!

    Trata-se de um momento
    De grande reflexão
    Pois não basta só lamento
    Ou alguma oração
    É hora de provocar
    Propondo um outro olhar
    Sobre processo e ação

    Saiu na televisão
    Rádio, internet e jornal
    Notícia em primeira mão
    Toda manchete é igual:
    Ex-amante de goleiro
    (Aquele cheio de dinheiro!)
    Sumiu sem deixar sinal

    Muita especulação
    – discurso de autoridade-
    Uns dizem que é armação
    Outros dizem que é verdade
    Polícia e delegacia
    Justiça e promotoria:
    Fogueira de vaidades!

    Mei-mundo de advogados
    Investigação global
    Cada um no seu quadrado
    Falando em todo canal
    Subjacente a tudo
    Um peixe muito graúdo:
    Androcentrismo total!

    PARA LER O CORDEL NA INTEGRA VISITE http://www.cordelirando.blogspot.com

    Jairo_Beraldo

    13/07/2010 - 11h36

    Pois é Cleide. Visto esta senhora togada, temos ainda a perseguição implacável de Madame Curreau contra a candidata Dilma Roussef. Isso não é machismo, acredito.

@Julio_DB

13/07/2010 - 03h23

Pelo que sei, como era de se esperar, muitas mulheres estão usando a lei maria da penha pra se aproveitar dos companheiros em fim de relacionamentos. Afinal basta uma mulher chegar na delegacia da mulher e dizer que o homem a insultou. Há dados sobre isso, aos milhares. Ridículo, cruel e vil o assassinato de Eliza, porém está claro que foi uma gravidez planejada..por ela. Longe de mim dizer que sua morte justifique, não é isso que estou dizendo…o que penso é: A juiza interpretou dessa maneira pois se tratava de uma mulher que teve apenas uma relação sexual com o assassíno/mandante, e não era "namorada" como dizem. Está claro que a intenção dela era o golpe da pensão eterna. E ela conseguiu, só precisava do DNA, porém a ação dela, gerou a reação de raiva por uma atitude que, admita ou não, é a mais baixa que uma mulher pode ter. Botar uma criança no mundo visando os lucros. Ou, estou enganado e isso não existe ? Sou machista por cogitar a hipótese de ela ter tentado se aproveitar da situação financeira do assassíno/mandante ? Eliza usou um artifício lícito pra ascenção pessoal, que na verdade é uma vida. Pagou um preço muito caro por isso…não cogitou o nível de maldade de quem ela queria tirar proveito.

Ah, e se cientificamente o filho não é só da mamãe…Família não é só a mulher.
Se estou errado, eu gostaria de opiniões contrárias sem desrespeitar-me, afim de humildemente promover uma evolução intelectual em mim e em pessoas que pensam como eu.

Responder

    José Augusto T Lima

    13/07/2010 - 10h59

    Júlio, meu amigo, a meritíssima ERROU, entendeu: ERROU! Deve ser processada por isso. Deu uma sentença de morte a Eliza Samudio. Como bem disse a Fátima. É obrigação do Estado proteger as vítimas de seus agressores. E não o fez. Toda mulher que registra queixa numa delegacia contra seu agressor, se morre: o Estado é responsável, pois a agredida fica sob a tutela do Estado. As mulheres não se APROVEITAM da Lei Maria da Penha, sejamos honestos. Ela existe é pra ser acessada por quem precisa. Quem não deve não teme, meu amigo. Mas quem deve, Maria da Penha para impor limites na escalada de violência, pois ela pode culminar em homicídio se o agressor não tiver quem lhe dê limites.

    @Julio_DB

    13/07/2010 - 17h29

    Leia meu relato no meu segundo post, sei que não sou psicopata e assassíno e paguei injustamente por esta lei. Inclusive a audiência foi uma piada, de mau gosto é claro. O que me serviu de consolo foi a visível saia justa que a juíza se colocou, e pra compensar atacou varias vezes minha ex mulher e quis me compensar devolvendo as coisas, que rejeitei pois no fim ela não tinh ninguém pra ajuda-la, até hoje dou uma força. Parece que o assassíno aqui engana bem, afinal ela ainda quer voltar e o filho dela me olha como pai…

    Antônio Carlos

    13/07/2010 - 11h07

    Júlio, você tirou de letra. Era uma aproveitadora tentando estoquir dinheiro de um assassino. Acho que ela não medio os passos e deu no que deu. Tenou tiar dinheiro de uma cara que vive se relacionando com traficantes que nunca respeitram a vida Tenho pena é da criança que nasceu desta tramoia toda!!!!!

    Augusto Curtial

    13/07/2010 - 11h25

    Caro Sr Antonio Carlos,

    Não confunda principios legais com valores morais. Que você chame a vitima de "aproveitadora", và là, pois é um adjetivo que exprime seu julgamento moral, mas ao usar o verbo "extorquir" você lhe imputa um crime, o que é absolutamente intoleravel!

    Extorquir é usar de violência, ameaça ou chantagem para obter de alguém algo que não lhe é devido. Trata-se de uma forma indireta de roubo.

    Por sua vez, reivindicar o reconhecimento da paternidade e a contribuição do pai no sustento de um filho é exigir dele que assuma a responsabilidade que a natureza e o direito lhe impõem. Além disso é a justiça que determina o que seria o montante da contribuição compativel com o caso e não a mãe requerente. Pode até ser que haja abusos na determinação desses valores, mas de modo algum isso classifica o fato como extorsão.

    Em suma, vc compara uma mulhar que pede reconhecimento de paternidade e pensão a uma ladra. Seu comentario é de um preconceito machista revoltante! E me revolta mais ainda ver a passividade dos demais leitores diante dele!

    Antônio Carlos

    13/07/2010 - 18h25

    Você é que está apresado! Se você ler as notícas sobre o crime irá notar que já exsite testemunha e gravação que comprova que ela estava presionando (não só o goleiro) pra conseguir dinheiro ou então abrira a boca e contaria tudo que sabia. Não minha opinião ela estava tentando arracar dinheiro para ficar calada em relação ao tráfico de drogas e não tentando receber pensão da criança. alias, ainda não sai o resultado de paternidade da criança e portanto corre o risdo da criança não ser do goleiro.

    Augusto Curtial

    13/07/2010 - 17h22

    Otimo… Se vc acha que a moça estava chantageando o goleiro por conta de coisas que ela "sabia" e que não têm nada a ver diretamente com a suposta paternidade da criança, entendo menos ainda o seu primeiro comentario em solidariedade à opinião do Sr Julio. POis o Sr Julio estava justamente falando de se aproveitar de uma gravidez. Na verdade você fez uma grande salada!

    Em todo caso é bom deixar claro que se vc supoe extorsão não tem, este suposto crime não teria nada a ver com a historia de gravidez. Até porque jà tem gente ai em cima chamando gravidez de estelionato sexual…

    Amanda

    13/07/2010 - 17h54

    Meu filho, se o Bruno fosse um homem correto ele não teria a menor dificuldade de permitir o teste de DNA e acertar a situação com a justiça. Quem não deve não tem! E, lembre-se, há uma mulher morta nessa história! Quem foi que disse que a justiça brasileira permite que um homem mate deliberadamente uma pessoa? Quem foi que disse que a pena de morte é válida por aqui? Se o Bruno fosse um homem correto acionaria a justiça para se defender. Reflita.

    vera oliveira

    13/07/2010 - 11h26

    ele também NÃO MEDIU OS PASSOS e deu no que deu,jaula neles.

    Antônio Carlos

    13/07/2010 - 18h33

    Vera, nele só não! Em todos os que etão envolvidos. Ou você esqueceu que era (ou ainda é) uma quadrilha de traficantes. Não pense que só por achar que a vitima estava tentando estoquir dinheiro eu ache que eles poderiam sairem (ou podem) matando a bel prazer. Ele sendo uma oportunista ou não os envolvidos não deixam de ser assassinos e não se justifdica a morte de qualauer ser humanos por nunhum motivo.

    Augusto Curtial

    13/07/2010 - 11h29

    Aliàs, isso é um fato: a sociedade brasileira é de um machismo revoltante, à direita e à esquerda.

    Imagino como deve ser duro ser mulher nesse pais…

    Mario

    13/07/2010 - 11h20

    Caro Júlio, concordo em tudo o que vc escreveu, existe infelizmente uma questão que ainda não foi respondida pela sociedade que é a hipocrisia nas relações, viver com quem vc não tem mais amor, a hipocrisia do aborto de um filho não desejado entre as partes, o uso de crianças para o lucro, etc, mas isso não deve ser discutido, afinal é machismo. Nada justifica a morte, nada. É um monstro, é, mas quantos casos não ficamos sabendo que são piores ou iguais. A hipocrisia produz vítimas, no melhor e no pior sentido dessa palavra.

    Augusto Curtial

    13/07/2010 - 12h30

    Caro Sr Julio,

    Além de ser um pré-julgamento, pois aparentemente vc não era intimo dos envolvidos, seu ponto de vista sobre a vitima é moral. Quando se trata de moral, cada um é livre para exprimir sua opinião e julgar com base em seus proprios valores, mas não cabe à justiça, que se fundamenta em principios e fatos, se pronunciar a respeito. Esta deve reconhecer a dignidade de todos os cidadãos de modo equânime perante a lei, seja qual for sua conduta em sua vida privada.

    Para se gerar uma criança são forçosamente necessarios dois parceiros, logo as responsabilidade dos pais perante os filhos devem ser partilhadas, e com mais razão ainda se ambos os genitores são maiores de idade e gozam de juizo perfeito e sabem portanto quais podem ser as consequências de um ato sexual. Se foi ou não planejado, se aconteceu numa relação fortuita ou dentro de um relacionamento estavel, se os personagens são pobres ou ricos, nada disso muda em nada os principios que devem reger a determinação da justiça. E se um dos dois porventura quer se aproveitar da situação para enriquecer ou ascender socialmente, o outro até pode condenar moralmente o fato, mas não pode fazer nada além de se lamentar e se arrepender de si mesmo e de sua intemperança, e não de crime de lesa-fé. Aliàs ha no Brasil uma conhecida apresentadora de televisão que teve um filho com um grande astro de rock inglês em circunstâncias muito semelhantes e até onde eu sei seus direitos e sua dignidade não lhe foram negados.

    Enfim, se me permite ainda um pequeno comentario sobre seu ponto de vista moral: sim, ele é machista, ou talvez antes misogino, na medida em que tende a responsabilizar apenas a mulher pela gravidez e apresenta o homem como uma vitima ingênua ludibriada pelas artimanhas femininas, quando na verdade, repito, trata-se de pessoas maiores de idade, cientes das consequências de um ato sexual e portanto absolutamente co-responsaveis. Você confunde gravidez com estelionato, conto do vigario, trapaça, etc. Este raciocinio é tipico de homens (atenção, não digo que seja seu caso) que vêem na relação sexual um ato de dominação e violência, e querem que a mulher seja um puro objeto de prazer sem consequências, têm na verdade medo das mulheres. Haveria mais a dizer sobre isso do ponto de vista psicanalitico, mas não vamos entrar em detalhes…

    Sei que vc não quer justificar o assassinato, mas sem que você se dê conta, seu ponto de vista acaba de certo modo atenuando a gravidade do crime.

    abs

    @Julio_DB

    13/07/2010 - 16h34

    Obrigado por sua opinião, mas você distorceu bastante o que eu realmente quis dizer. Repasso minha experiência pessoal. Talvez fique mais claro.

    Fui casado, com a mulher que me apaixonei e ela sempre foi minha rainha. Inicio de relação é perfeito, a conheci em santa catarina através de amigos. Conversamos por horas na praia de ingleses e iniciamos nosso relacionamento lá. Ela ja tinha um filho e na época eu tinha 21 anos (ela 20). A criança "não tinha pai" e como me apaixonei de verdade por ela, enfrentei opiniões contrárias na família até que decidi morar junto com ela. Recebi ajuda e depois meus pais acabaram por ajudar, ela não tinha família alguma…era sozinha. Assumi ela e o Gabi, que eu tenho profundo amor. NUNCA brigamos nos primeiros 2 anos de relacionamento, eu trabalhava e estudava e ela só trabalhava. Ela ingressou na PUC através do PROUNI e tem um futuro brilhante como advogada. Eu estudava e trabalhava. Sustentava a casa sozinho e como ela não gostava muito de cozinhar nem de cuidar da casa, eu mesmo cozinhava e contratei uma doméstica pra casa. Então ela começou a se tornar egoísta cada vez mais…parou de trabalhar alegando cansaço e as responsabilidades de família era só comigo. E eu ainda tinha de cuidar do gabi até a hora dela chegar (chegava mais de meia noite). Cansei com a situação, fora que ela sempre estava "cansada". Reclamava que não viajavamos pra outros lugares, reclamava que nem sempre tinha tudo que queria na geladeira. Mas não fazia nada pra mudar. Falei pra ela que eu não queria mais esta situação, e que se ela achava tão ruim como estava, que fosse e fizesse melhor sozinha. Decidi terminar o relacionamento. E dei um prazo de 6 meses pra ela deixar a casa que moravamos (de propriedade do meu pai, bem como toda mobilia). Sublinho aqui para o fato de ela nunca ter comprado nem mesmo um saco de arroz pra casa, nem os livros da faculdade dela ela pagava, era tudo eu. Certo de que terminaríamos, pedi a ela que levasse seu filho pra uma irmã dela que mora em outra cidade pra ajeitar a vida. Ela levou e voltou, forçadamente tentava me agradar de todas maneiras, chegando a ponto de muitas vezes ser falsa. Optei pelo fim, o prazo terminou e disse pra ela pegar suas coisas. Ela não voltou pra casa aquele dia. No outro fui trabalhar e fiquei sabendo que havia um oficial de justiça e dois policiais dentro de minha casa. Fui pra lá e me deparo com um caminhão de mudança com todas as coisas dos meus pais dentro do caminhão. Até a pia da cozinha! Tensão inicial quando cheguei os policiais relaxaram ao ver meu semblante. Da noite por dia me transformei em um criminoso! O que eu fiz? Ela foi em uma delegacia e efetuou um boletim de ocorrencia dizendo que ameacei mata-la e que eu iria colocar fogo nas coisas dela e mataria o filho dela. EU NUNCA FIZ ISSO, NEM MENCIONEI ALGO PARECIDO. Estava lá, a juíza havia autorizado ela levar tudo que meus pais havia comprado e eu fiquei com apenas 2 colchões de solteiro dentro de casa. Em qual momento, com essa decisão da juíza a família foi preservada? O filho dela nem na cidade estava…isso preserva o que a não ser dar as coisas suadas que minha mãe comprou pra ela? E ai de mim se chegasse perto dela, era cadeia. E mesmo assim ela me ligava dia e noite pro trabalho e pro celular a cobrar.

    Me transformaram em um criminoso que eu nunca fui, ela me privou de ver o menino, tendo recuperado esse contato só agora. Hoje somos amigos, perdoei o que ela fez, mas a injustiça está muito clara e admitidamente ela se aproveitou do conhecimento da lei maria da penha pra literalmente me transformar em um banido por que não mais a queria como esposa.

    Visto isso, chego a conclusão que esta lei protege sim um pouco mais as mulheres, mas não avalia o que pode ser feito com o homem caso usada de forma maldosa. Então não há motivos pra ela existir, não nos moldes que hoje é apresentada. Defendo sim uma proteção as mulheres, mas não se evita um crime cometendo outro.

    Augusto Curtial

    13/07/2010 - 15h50

    Caro Sr Julio,

    Sua experiência pessoal muito me comove, mas até onde eu saiba, não é ela que esta em questão no debate. Por isso não entendo porque vc me acusa de distorcer seu raciocinio. Na verdade é vc que està deslocando o tema, talvez procurando um alibi para justificar seus argumentos mais controversos e que vc mesmo se envergonha um pouco de ter, quando na verdade não estamos aqui julgando ninguém, mas debatendo ideias.

    A primeirta parte do meu comentario foi bastante precisa e se restringe ao âmbito teorico das responsabilidades civis e do procedimento da justiça, e foi uma resposta à sua suposição de que a juiza tomou decisão com base em julgamento moral. Depois, claro, cada caso é um caso, e não apenas os homens cometem crimes e injustiças contra as mulheres mas também hà mulheres que cometem crimes e injustiças contra homens. Cabe ao poder judiciario separar o joio do trigo, ele serve para isso.

    SObre meus comentarios dirigidos à sua opinião pessoal sobre o caso que lemos nos jornais, mantenho-o: sua analise é moral. Não digo que vc sejo machista, gigolô, violento ou explorador de mulheres, mas vc reproduz, nem que seja involuntariamente e inconscientemente, valores da dominação masculina. Aliàs, nada de espantoso, pois tais valores se reproduzem no mais das vezes sem que nos demos conta, tanto por homens como por mulheres, trata-se de uma estrutura de pensamento ideologico. Por isso fiz questão de frisar, primeiro, que se o seu ponto de vista é caracteristico de um certo tipo de homem, isso não significa que vc seja forçosamente um deles, e segundo, que é sem se dar conta que vc dà atenuantes para o crime envolvendo o tal goleiro.

    Sem querer ser arrogante, vc deveria reler meu comentario.

    abs

    @Julio_DB

    13/07/2010 - 16h21

    Amigo, o que estou querendo fazer é direcionar o debate, e que, as outras opiniões tentaram também, para discutirmos a Lei Maria da Penha. Numa pesquisa rápida que você faz no google, e em muitos sites jurídicos há uma enorme discrepância de idéias. Muitos defendem, muitos são contra. O fato que eu estava citando é justamente a ação que a mulher, no intuito de se vingar do "ex", acaba usando um recurso legal para isso, podendo prejudicar bastante a vida do "oponente" injustamente. Há tantos casos reportados de mulheres mentindo diante de um delegado, que motiva ações como a desta juiza. Isso precisa ser discutido e revisto, pois está gerando mais problemas que solução.

    Agora, gostei mesmo foi de seu diagnóstico sobre mim. Analista a distância? Parece os "especialistas" que carimbaram "Doido varrido" na ficha do Dunga eheh

    Augusto Curtial

    13/07/2010 - 18h17

    Caro Sr Julio

    Vc afirma que a lei dà margem a calunias e abusos. Ora, ninguém aqui està negando isso. Mas repito: é à justiça que cabe averiguar cada caso em particular e determinar as responsabilidades. As instituições estão ai para isto. Ponto! Para aqueles que caluniam levianamente, hà dispositivos juridicos que permitem a reparação contra danos materiais, morais e atentados à honra. Isto posto, quis apenas lembrar, a partir do exemplo especifico do goleiro e da moça "desaparecida", que é o exemplo do qual partimos, que a decisão da justiça deve se basear em fatos e principios e que a reputação moral dos envolvidos não deve, como vc sustenta, entrar em consideração na decisão judicial. Quando vc diz, cito,

    "está claro que foi uma gravidez planejada..por ela. […] A juiza interpretou dessa maneira pois se tratava de uma mulher que teve apenas uma relação sexual com o assassíno/mandante, e não era "namorada" como dizem. Está claro que a intenção dela era o golpe da pensão eterna."

    vc justifica a decisão da juiza sugerindo que a moça agiu de ma fé. Ora, isto é absurdo, visto que na verdade não pode haver ma fé numa situação de gravidez indesejada, pois ambos são cientes das possiveis consequências de um ato sexual. Mais uma vez: seu raciocinio atribui a gravidez unica e exclusivamente a ela, e assim confunde gravidez com estelionato, como quem acusa alguém de acordar uma coisa e fazer outra, como quem diz "ela lhe prometeu prazer mas acabou lhe dando um filho, isto é, despesas, prejuizo". Estou enganado ou isso é um pensamento moralista de cunho machista? E vc ainda sustenta a partir desse pensamento que alguns têm mais direitos que outros. Como vc vê, seu raciocinio salta de sofisma em sofisma, de preconceito em preconceito.

    Sobre esse tal "diagnostico" de que vc fala, chega a ser irônico: vc expõe sua vida intima aqui sem que ninguém pergunte nada e depois vem se queixar de que supostamente analisam sua personalidade. Vamos esclarecer uma coisa: assim como vc quis deixar claro que não estava defendendo assassinatos de mulheres, eu tb quis deixar bem claro em meus comentarios que estava falando de um tipo genérico de modo de pensar ideologico machista (de que aliàs hà exemplos em outros posts de outros leitores) e não de você. Mas se vc se sentiu particularmente visado peço minhas sinceras desculpas. Minha intenção não é julgar pessoas, mas debater ideias, e isso às vezes implica atacar certos preconceitos enraizados nas nossas opiniões correntes, às vezes tão profundamente que não damos conta. E isso incomoda. Não se trata de diagnosticar quem quer que seja, mas de combater a ideologia do senso comum. E quer vc queira quer não, seus argumentos têm um bocado dela.

    abs

    @Julio_DB

    13/07/2010 - 22h44

    Nossa diferença nesse debate amigo, é que eu o abri objetivando isso mesmo, a confrontação de idéias e ideais. Você é livre pra julgar minha opinião sobre o assunto como quiseres e é isso que torna tão saudável esa discussão.
    Porém, em seus comentários, você se porta como conhecedor de todos os assuntos e repetidamente deixando de lado a tão útil humildade. Fala com uma leve soberba e impõe de um modo até certo ponto grosseiro sua opinião como se o mundo fosse o que está na sua cabeça e você tem a resposta pra tudo. Não abre conceitos pra pensar e muitos menos discutir.

    Mais uma prova disso, é que fizeste como uma outra comentarista acima, retirou um trecho do texto pra dizer que ele é o que justifica a decisão da juiza, quando na verdade o que eu falei, e está claro como bunda de vagalume (como diz minha vó eheh) que a decisão da juiza, em minha opinião, foi baseada nos atuais dados negativos que vem apresentando a lei maria da penha em TODO o Brasil.

    Detalhe: Expus uma experiência pessoal, para ilustrar o que nesse exato momento acontece com muitos outros brasileiros. Da próxima vez peço sua autorização pra contestar sua opinião e expor minha vida.

    Agora nos "recorta e cola", veja o que é discrepância e sofisma:
    "Minha intenção não é julgar pessoas, mas debater ideias, e isso às vezes implica atacar certos preconceitos enraizados nas nossas opiniões correntes, às vezes tão profundamente que não damos conta."

    E ai durante os comentários leio isso. Coloca palavras que eu nao escrevi e muito mais. Isso é sofisma.
    "…"ela lhe prometeu prazer mas acabou lhe dando um filho, isto é, despesas, prejuizo". Estou enganado ou isso é um pensamento moralista de cunho machista? E vc ainda sustenta a partir desse pensamento que alguns têm mais direitos que outros. " Detalhe, não pensei, nem falei isso. Sofisma!

    "E quer vc queira quer não, seus argumentos têm um bocado dela."
    Ou seja, Júlio você é doido e vai matar sua proxima esposa e alimenta´ra seus cães.

    Aqui, quem não quer dizer, não diz:
    "Não digo que vc sejo machista, gigolô, violento ou explorador de mulheres, mas vc reproduz, nem que seja involuntariamente e inconscientemente, valores da dominação masculina. Aliàs, nada de espantoso, pois tais valores se reproduzem no mais das vezes sem que nos demos conta, tanto por homens como por mulheres, trata-se de uma estrutura de pensamento ideologico."

    Mais julgamento e descrição de personalidade a distância:
    "procurando um alibi para justificar seus argumentos mais controversos e que vc mesmo se envergonha um pouco de ter, quando na verdade não estamos aqui julgando ninguém, mas debatendo ideias. "

    Aqui já me estigmatiza e diz "Júlio vc é assim, morra e nasça de novo pra ver se vem como eu!", pra depois no fim dar uma assoprada.
    "que se o seu ponto de vista é caracteristico de um certo tipo de homem, isso não significa que vc seja forçosamente um deles.."

    Mais uma julgadinha:
    "sobre seu ponto de vista moral: sim, ele é machista, ou talvez antes misogino, na medida em que tende a responsabilizar apenas a mulher pela gravidez e apresenta o homem como uma vitima ingênua ludibriada pelas artimanhas femininas"

    E pra terminar, diz como eu sou na cama! ahauhuah
    "Este raciocinio é tipico de homens (atenção, não digo que seja seu caso – aquela assopradinha -) que vêem na relação sexual um ato de dominação e violência, e querem que a mulher seja um puro objeto de prazer sem consequências, têm na verdade medo das mulheres."
    Yes! sou adepto ao sadomasoquismo e não sabia, vou agora comprar umas velas pra derreter em meus mamilos enquanto minha namorada me beija!

    Lembrando que não se deve perder a esportiva, o comentário final foi pra botar um sorriso na sua boca, para de ser carrancudo Doutor :-)

    Augusto Curtial

    14/07/2010 - 15h08

    Sr Julio,

    Engana-se a meu respeito.

    Não sou conhecedor de tudo. Vc não verà por exemplo meu nome circular em todos os debates deste blog. Comento quando julgo que tenho algo a acrescentar, embora eu possa estar enganado e nem todos concordem que o que eu digo seja digno de atenção, e vejo que a resistência tem sido grande a uma boa parte de minhas intervenções aqui. E no fim das contas isso aqui não é um espaço pra especialistas, mas pra um debate livre de cidadãos, cada um fala o que quer e o que pode.

    Se meu comentario lhe pareceu soberbo, esclareço que não é esse em absoluto o tom do meu pensamento. Esse infelizmente é um problema da internet: pode-se interpretar o tom de maneiras diferentes e eu mesmo fiz isso a seu respeito. Se estivessemos cara a cara vc veria que não hà nenhum rancor ou desdém na minha voz.

    Enfim: Respeito as diferenças de ponto de vista, mas isso não me impede de critica-las, com dureza se for o caso. Se vc não concorda comigo, refute. Mas o que vc mais fez foi me acusar de pôr palavras na sua boca, de ter distorcido seu pensamento (eu a outra leitora), e de tê-lo julgado… Enfim… Pelo que das minhas palavras pode ser interpretado como julgamento pessoal, jà pedi desculpas… Mas vc insiste… Que mais posso fazer…? Vc se preocupa menos em refutar meus argumentos do que em se defender tirando o crédito de meus comentarios… Fazer o quê?

    Aliàs, a esse respeito, seu corte e colagem é otimo! Traduz muito bem a coerência deste "dialogo de loucos"! Aliàs, usar essa expressão é até uma falta de respeito para com os acometidos de insanidade mental, não tenho duvidas de que até os loucos de verdade teriam se comunicado melhor que nos! So não sei quem é mais doido aqui, se é você ou se sou eu!

    Por fim você conseguiu realmente seu objetivo: tem um sorriso enorme na minha boca!

    abs

    @Julio_DB

    14/07/2010 - 12h48

    Pois então peço desculpa por entender suas colocações de modo errado. Esse é o problema de sermos nerds e ficar aqui teclando em vez de sentar num bar e discutir isso tomando uma cerveja :)

    Augusto Curtial

    15/07/2010 - 08h39

    Sr Julio,

    Sem problemas… E é verdade: com uma cervejinha (sem exageros, claro) o debate é sempre melhor!

    Sem querer ser chato mas jà sendo, so gostaria de fazer um adendo.

    Seria preciso ler a sentença para ver como a juiza justificou sua decisão, mas em todo caso acho improvavel que ela, sendo uma autoridade zeloza do direito, tenha julgado se baseando em dados negativos da lei maria da penha. Se foi realmente este o caso, como você acredita, a meu ver houve atravessamento de poderes. Não cabe ao judiciario decidir sobre a pertinência de uma lei, mas se submeter a ela. O contrario seria uma arbitrariedade, até porque se por um lado hà resultados negativos nessa lei, é inegavel que tambem hà os positivos. A atribuição do judiciario é pois analisar cada caso em particular conforme o que està previsto na legislação e decidir em virtude de critérios tecnicos para que o executivo a faça cumprir. Decidir sobre a pertinência da lei é papel do poder legislativo.

    Como vc vê, o comentario se limita ao plano das ideias.

    abs

    beattrice

    14/07/2010 - 09h07

    Augusto, seu raciocínio muito acrescenta ao debate de idéias sobre o tema e certamente o enriquece sobremaneira.

    Paulo A

    13/07/2010 - 09h58

    Bom escutar opinião dissonante e lúcida, pra variar, embora não concorde. O desfecho prova a decisão equivocada, ainda que bem embasada (aparentemente).

    Teu argumento é parecido com as críticas direcionadas a programas sociais como o bolsa-família, por exemplo, quanto ao fato de haver pessoas que se encostam no benefício.

    Isso não diminui de forma alguma essas ações, mas mostra o quanto ainda temos que amadurecer em sociedade.

    Gerson Carneiro

    13/07/2010 - 16h58

    Pessoas,

    Considerem essa importante passagem do primeiro depoimento do Julio_DB:

    "Se estou errado, eu gostaria de opiniões contrárias sem desrespeitar-me, afim de humildemente promover uma evolução intelectual em mim e em pessoas que pensam como eu".

    A visão dele é fundamentada na experiência pessoal dele, e não poderia ser diferente. Importante também é que ele discute com o intuito de aperfeiçoamento, de aprendizagem. E é corajoso, hein. Parabéns (corajoso pela exposição: da experiência pessoal e da opinião).

    beattrice

    14/07/2010 - 09h10

    Lamento mas discordo de você, as idéias devem e podem ser enriquecidas pela experiência pessoal, nunca basear-se estritamente nelas. No limite, esse raciocínio pode levar a absurdos como a atitude dessa juíza no caso Eliza ou do delegado já demitido no caso de SC.

    Gerson Carneiro

    14/07/2010 - 13h58

    Primeiro: você, ou a senhora :) , não tem nada que lamentar. Haverá momentos em que nossas opiniões irão coincidir, em outros não. Não há acordo de cooperação de opinião entre nós (rsrsrs)

    Segundo: o Julio_DB não está no mesmo contexto da juíza, e ele não está decidindo nada aqui. Se fosse o caso dele decidir, estaria preparado e não estaria com o intuito de "humildemente promover uma evolução intelectual em mim". Portanto, você não está considerando o apelo dele.

    @Julio_DB

    14/07/2010 - 13h01

    Então, justamente meu objetivo era abrir um debate sobre a Lei Maria da Penha, aproveitei a deixa da opinião da Fátima pra expor o que penso e perguntar aos amigos do fórum suas respectivas opiniões. Mas alguns não entendem e já saem prejulgando.

    Gerson Carneiro

    14/07/2010 - 16h27

    Entendi perfeitamente o seu posicionamento desde o início. Ou seja, você pretendeu discutir um assunto que veio à baila alheio à sua vontade, porém oportuno, buscando esclarecer pontos de sua vivência pessoal com o determinado assunto. Isso é viver. Parabéns, achei você muito corajoso. E é assim que se aprende. Participando, concordando, discordando, propondo. É por isso que isso aqui se chama Vi o Mundo.

    Gerson Carneiro

    14/07/2010 - 18h19

    Ressalvando que entendi o seu propósito, não significa que no mérito da questão eu concorde com seu posicionamento. Não discuti o mérito.

    Leo

    14/07/2010 - 00h00

    Você está coberto de razão. Estava conversando com minha mulher e ela foi a primeira a dizer: Isso não foi de graça, ela deveria estar infernizando a vida do cara (ou do casal).

    Justificar, não justifica, mas explica.

    Tem um monte de mulher aí fazendo das "pudendas" profissão, vai saber…

    Um amigo da polícia federal esteve no extremo oeste (creio que no acre) e me relatou que lá tem uma rua chamada rua da PA (pensão alimentícia). Os colegas mais antigos dele disseram para ele ter extremo cuidado com as camisinhas, por que elas próprias faziam inseminação artificial, após o ato (isso mesmo que você está pensado, apanhavam o negócio na lixeira).

    Então é bom esse pessoal ingênuo parar com esse papo de machismo, o que aconteceu aqui foi acerto entre gente de mau caráter, de ambos os lados. Não tem essa de mocinha querendo reconhecimento do filho, não. Para isso existe advogado.

    Aliás, ninguém mata ninguém por conta de PA, isso é ridículo!

    Já se sabe que tem testemunha falando que ela queria dinheiro pra não abrir a boca sobre outras coisas. Sobre que coisas são essas é que parece que aqueles delegados midiaticos parecem não estar interessados em investigar. Me parece que estão tentando abafar alguma coisa.

    Tenho a impressão de que ela veio com o papo de filho e não colou, porque o filho não deve ser do Bruno (vai saber de quem é…, dos caras do filme pornô, da galera da piscina.. ), caso contrário ela estaria tranquilinha esperando a hora de sacar a grana dela. O golpe não deu certo e ela deve ter ameaçado de entregar o que ocorria dentro do sítio. Aí as amizades mais barra-pesadas do tal Bruno resolveram dar sumiço nela.

    Isso faz mais sentido, porque traficante faz este tipo de coisa com alcaguete.

    @Julio_DB

    13/07/2010 - 22h59

    Já ouvi esses relato sobre as camisinhas amigo, inclusive tem em alguns processos judiciais e até famosas groupies que fizeram o mesmo com seus idolos do rock n' roll.

    Isso sim é banalização da vida (não uma que se foi, mas a que chegou) e da família.

    Apontem-me um filho de prostituta orgulhoso da profissão da mãe, ou filho de gogoboy pra não cair de novo no bla bla bla sexista. Apontem-me uma criança que vai a escola com orgulho e mostra o filme que sua mãe participou dando conta de alguns homens bem dotados.

    Gerson Carneiro

    14/07/2010 - 18h29

    Prostituta não é sinônimo de mau-caratismo. Mau-caratismo se faz presente até entre padres e pastores.

    Observe o detalhe: seu amigo conheceu esse lugar e essa história da tal "rua PA". Segundo seu relato "..os colegas mais antigos dele disseram para ele ter extremo cuidado com as camisinhas, por que elas próprias faziam inseminação artificial…" Poxa, seria o caso dos colegas recomendá-lo a não ir lá, e nem os próprios colegas irem.

    Ou seja, estão sendo cumplices e ainda atribuem a elas a sacanagem! Sabem da possibilidade desse fato, ainda assim vão lá e fazem uso das moças e atiram pedra depois.

    Isso é machismo dos brabos, meu caro. Isso não é ingenuidade.

    @Julio_DB

    14/07/2010 - 21h27

    Não falei que ser prostituta é ser mau caráter. Falei que ninguém teria orgulho, com seus 10 anos de idade de chegar na escola e dizer "Coleguinhas, minha mãe é prostitua e faz filme porno"

    Gerson Carneiro

    14/07/2010 - 21h52

    Julio, veja bem, estou me referindo ao depoimento do Leo, à história que ele contou que dá a enterder que as moças são mau caráter, que só elas são sacanas. Oras, se elas são sacanas é porque existem os sacanas que vão lá tirar proveito.

    Leonardo Câmara

    15/07/2010 - 03h10

    Prezado Gerson,

    Não se tratavam de prostitutas profissionais, entendeu?! Nada de pagamento, não se trata disso. Mas de mulheres que procuravam um pretenso relacionamento casual, quando na verdade estavam interessadas em se aproximar de alguém capaz de sustentar uma boa pensão. Só isso.

    A rua da PA, não é rua de prostituição, mas de mulheres que aplicaram esse mesmo golpe e após conseguirem realizar seus intentos estabeleceram moradia à mesma rua.

    Tenho outro amigo, promotor estadual que já me contou cada uma de arrepiar os cabelos. Tem caso de famílias inteiras de vagabundos que vivem da pensão de uma mulher bonita e esperta.

    Prostitutas são mais honestas, pelo menos dizem o preço antes …

    De minha parte, prefiro ficar longe tanto de umas como de outras. Vive-se mais tranquilo.

    beattrice

    14/07/2010 - 08h58

    Impressionante como os assassinos do caráter alheio são abundantes nos dias de hoje.

    @Julio_DB

    14/07/2010 - 12h40

    Como assim ? Poderia especificar?

    Leonardo Câmara

    15/07/2010 - 00h17

    Querida, leia mais o que já provou a imprensa. Fatos são fatos. Trata-se de uma notória maria chuteira que deixou gravado que saia com vários jogadores sem o menor escrúpulo. Além do mais, já está provado que se tratava de atriz de filme pornô.

    Sem hipocrisia ok! Quando acusam o ex-goleiro, todo mundo topa acreditar que ele fez isso tudo, apesar de não haver nenhuma prova técnica que comprove. Só um monte de relatos contraditórios dos pretensos executores. Agora você me vem com essa.

    Se inteire do caso, que você vai saber que testemunhas levantaram o que acabei de relatar.

    Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

    Leonardo Câmara

    15/07/2010 - 23h13

    E agora, com os novos desdobramentos das investigações, a sra não acha que está devendo desculpas a alguém Dna. Beattrice?

    Estou esperando pacientemente…

    MARIA

    14/07/2010 - 10h38

    Analisando: http://www.youtube.com/watch?v=zP2KBT1TZ-w

    "Farinha do mesmo saco" Na minha opinião, a mulher difere dos homens por dois motivos: Por ter o corpo diferente e mais frágil, e por isto a grande maioria ser desprovida de força física. Qualquer outra comparação, na minha opinião está guardada lá no passado, quando nossas vovós ficavam em casa enjauladas a mercê dos vovozinhos machistas, enquanto esses mesmos cuspiam e escarravam a própria liberdade mundo afora. Hoje em dia, talvez por alguma dessas mulheres colocarem as manguinhas de fora ou até mesmo as mulheres "da vida" mostrarem aos bibelôs disfarçados de "Jenniffer sorriso" que toda a diferença estava na forma apenas de pensar, é que as coisas mudaram e estão mudando! Mas como tudo, há o lado bom e ruim, e quando a maldade vem à tona, acaba acontecendo casos como este da Eliza e do Bruno. Pois bem, se for para julgar, o que é bem mais confortável e divertido para a sociedade, o Bruno é um mau caráter e a Eliza uma ordinária, vejam bem, referindo-me a "julgar", ainda não terminei! O que esperar de todo esse episódio? Ele, um cara desequilibrado, envolvido com crimes, segundo relatos, e segundo ele mesmo, um homem que diz na mídia que é natural uma mulher levar uns tapas, já começamos a analisar por aí, o que uma mulher poder esperar desse homem? A Eliza estava na condição de amante, ficante, prostituta ou qualquer outra coisa, já que o Bruno tinha um relacionamento fixo com outra mulher, o que na minha opinião, não há amor que justifique a submeter-se a isso, isso não seria amor se caso houvesse, seria obssessão, pois, qualquer derespeito consigo mesmo se advém de algum disturbio mental. Seja qual for o motivo dela ter engravidado, por interesse, por moda "eu sou uma maria chuteira", por necessidade, por golpe, por vontade, por rara burrice de não tomar uma simples pílula, ou o que for, ela pagou com a vida e ele, bom, se transformou em mais um bandidinho elite da série "logo, logo estou de volta". Percebam o vídeo feito por ela, onde ela mesmo entrega o seu funesto e lamentável plano, ora, eu já fui mãe, e se me envolvesse com um crápula desses, eu iria proteger minha filha com tudo que posso, e a mim que teria um dever a cumprir futuramente que seria ser mãe. Sim, as pessoas têm o dom de enganar, mas toda máscara tem o dom de cair, enxergar é uma questão de querer ou não, depende do grau de vergonha na cara de cada um. Mas, isso é o que sabemos, ou o que achamos saber. Como julgar é relativo demais para mim, pobre mortal, eu acredito que o perfeito julgamento de Deus é para todos, então, ponto final.

    Quanto ao Júlio eu o entendo perfeitamente, quando vivemos situações que nos fazem lembrar tal caso, surge uma opinião mais justa e apurada, nossos pensamentos se expandem e nossa evolução enriquece, no teu caso, por mais injusto que a situação tenha sido contigo, existe também o outro lado, que agiu de forma impensável por simples e pura obsessão, e vejo que pelo fato de a perdoares pudestes enxergar que somos apenas seres humanos falhos, e que ao final, temos aquilo que merecemos!

    Por fim, quando nós soubermos o que é respeito próprio e respeito ao outro, um novo conceito de sociedade surgirá.

    Parabéns pela coragem, Júlio, mostras que podemos tirar proveito de toda situação, que nada está perdido, nem mesmo um caso tão lamentável como esse!

    @Julio_DB

    14/07/2010 - 12h47

    Eu defendo a pena máxima pra esse assassíno e pra sua trupe.
    A mulher é muito mais frágil fisicamente que o homem (nunca vi uma mulher do meu tamanho por exemplo), isso é fato. E de novo digo, acho sim que as mulheres precisam de leis pra protege-las. Mas que não seja uma lei injusta, que obriga o homem a se defender já tirando tudo dele, sem considerar que ele pode ser inocente e vítima de alguma tramóia.

    E Obrigado Maria, sua opinião muito contribui pra minha pessoa. De verdade. Estou aprendendo e ainda tenho muito que aprender, afinal só 25 anos se passaram nessa vida pra mim :)

violeiro

13/07/2010 - 03h22

Parabéns pelo artigo "profissional"de quem lida com a dor e o drama e que tem uma prova de ter estudado medicina .
O caso é absurdo,como tambem o é o caso do estupro da menor em Sta Catarina e da demora em entregar o menor pra polícia mineira,que ,esta sim,está atuando com altivez e justiça no caso.

Responder

Nicolas Timoshenko

13/07/2010 - 00h07

Brilhante… Irretocável!

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