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Cartas de Minas

Temer compra voto com emprego e aprova reforma trabalhista em comissão do Senado por 14 a 11

05 de junho de 2017 às 22h11

Da Redação

A maneira com que o governo Temer age para se manter no poder combina chantagem com o famoso aparelhamento e a pura e simples compra de votos, além da entrega descarada de malas de dinheiro, seja a título de propina, seja a título de comprar espaço na mídia para que esta faça propaganda travestida de jornalismo.

As atitudes do usurpador são dissimuladas pelos Estadões da vida com outros adjetivos, que nunca eram empregados quando se tratava de Lula ou Dilma no Planalto.

No passado, até uma obscura operação fiscal ganhou o nome pomposo de “pedalada”, o que criou a imagem de fuga, para fomentar na opinião pública a ideia de que Dilma merecia o impeachment por atropelar a lei. Foi, assim, também um golpe linguístico, de fazer inveja ao newspeak do autor George Orwell.

Aprovada na Câmara, a reforma trabalhista deve passar nesta terça-feira por margem apertada na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Fernando Rodrigues, do Poder 360, calcula que o placar será de 14 a 11 em favor do governo.

Mas como o governo conquistou um voto decisivo, o do senador Omar Aziz, que já se manfiestara várias vezes contra a reforma trabalhista? Com um emprego.

Isso mesmo, um emprego importante para a região de origem do senador, a Amazônia: a direção da Suframa, a Superintendência da Zona Franca de Manaus. A Suframa é uma autarquia de meio século de idade, que já enfrentou vários escândalos.

O mais grave foi em 2007, na Operação Rio Nilo, da Polícia Federal. Como aconteceu? Empresas, especialmente de São Paulo, exportavam para a zona franca de Manaus. Com Protocolos de Internamento de Mercadoria Nacional (PIN), sem vistoria de fiscais, obtinham créditos fictícios.

Exemplo mega simplificado: o Viomundo exporta 1000 cópias de O Jogo Sujo do Futebol para a zona franca, supondo que esta mercadoria tivesse utilidade lá. Não recolheríamos imposto na origem e ficaríamos com créditos tributários equivalentes a 1000 livros exportados apesar de, na verdade, no pacote só existirem 100. Nossos créditos, o que a lei permite, seriam repassados a terceiros para saldar dívidas.

Nosso ponto é que as tramoias com créditos tributários são uma forma comum — e obscura — de sonegar impostos.

Exigem pessoal especializado para monitorar e coibir. Nas delações da Odebrecht e da JBS revelou-se, por enquanto, o pagamento de propina de R$ 198,5 milhões para a liberação de créditos tributários de R$ 3,11 bilhões. Bom negócio, não?

Não estamos sugerindo que isso vá acontecer na Suframa com o novo superintendente indicado por Omar Aziz. Mas é justamente nestes cargos de segundo escalão, em meios a decisões turvas para o grande público, que se dão as trocas de favores, especialmente em empresas controladoras de grandes projetos ou infraestrutura: a Companhia Docas de Santos (Codesp) e a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig), por exemplo, que ajudaram a alavancar coronéis regionais como Michel Temer e Aécio Neves.

Ali, a assinatura de um burocrata desconhecido pode valer ouro.

Conforme narrou Fernando Rodrigues, a sequência de fatos na “virada” de Aziz se deu assim:



PS do Viomundo:
Conforme previsto pelo Poder 360, o resultado foi 14 a 11, com Aziz deixando de comparecer, dando direito do voto a seu suplente, que apoiou o governo. Ou seja, foi um covarde!

 

3 Comentários escrever comentário »

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Mark Twain

06/06/2017 - 21h03

Eles são loucos e vão até o fim. Mesmo com greve geral, guerra na frente do congresso e com o povo nas ruas pedindo diretas já. Traidores o povo não esquece, ainda que neguem são traidores de nossa herança trabalhista.

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vânia

06/06/2017 - 20h35

corrupto sempre corrupto.

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apolinario jose pereira

06/06/2017 - 17h34

Meus amigos , eu quero saber quem vai prender os canalhas golpistas senadores e deputados federais, o juiz moro e cia, os procuradores da republica de curitiba e brasilia, Janot e Dallagnol e cia, cadê AS FORÇAS ARMADAS ACOVARDADAS juntos com os acovardados juizes da suprema corte, PRISÃO JÁ também , os donos da globo, sbt, record, redetv, band, revistas época, istoé, veja, os jornais, o globo, estadão , fls de são paulo.

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