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3 de setembro de 2010 às 12:29

Economia brasileira descolou de vez da dos Estados Unidos

sexta-feira, 3 de setembro de 2010 11:33

IBGE: alta de 8,9% no PIB semestral é a maior da série

ALESSANDRA SARAIVA, IRANY TEREZA E SABRINA VALLE

Agencia Estado

RIO – A alta de 8,9% Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro semestre deste ano ante igual semestre do ano passado foi a mais forte elevação para todos os semestres da série histórica das Contas Nacionais, iniciada em 1996. A informação foi confirmada hoje pela gerente da Coordenação das Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis.

Segundo ela, a expansão recorde teve como destaque a indústria, que mostrou bom desempenho no período, com alta de 14,2% no PIB do primeiro semestre ante o primeiro semestre de 2009. No entanto, ela fez uma ressalva. “É importante destacar que estamos comparando este período com o recorde negativo do PIB semestral” disse, lembrando que, no primeiro semestre de 2009, o PIB caiu 1,9% ante igual período em 2008. Ou seja: o resultado está sendo influenciado por uma base de comparação mais fraca.

Investimentos

A taxa recorde de 26,5% de investimentos – ou Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – registrada no segundo trimestre de 2010 ante o mesmo período de 2009 foi afetada pela baixa base de comparação, segundo afirmou Rebeca. No segundo trimestre do ano passado, a FBCF havia registrado queda de 16,0% – recorde de baixa no índice, iniciado em 1996.

“A base de comparação é muito baixa, mas (o índice) cresceu mais agora do que havia caído”, afirmou. Segundo Rebeca, os investimentos já superaram o patamar do terceiro trimestre de 2008, quando se iniciou a crise financeira mundial. Naquele trimestre, o número índice ficou em 162,6 na série encadeada que se inicia em 1996, com o ano de 1995 como base. O índice ficou em 166,9 no segundo trimestre de 2010, depois de ter recuado para 131,8 no segundo trimestre de 2009.

Consumo

A economia interna continua aquecida e contribuindo para o crescimento do PIB em relação ao trimestre anterior. “Em todos os setores de demanda, as taxas continuam positivas”, disse Rebeca. Mas, enquanto o crescimento do consumo das famílias desacelerou, saindo de uma alta de 1,4% no primeiro trimestre de 2010 para 0,8% no segundo, o consumo da administração pública aumentou, passando de 0,8% para 2,1% no mesmo período. “A aceleração no consumo da administração pública é explicada pela época de eleições nas esferas federal e estadual”, afirmou.

Importações

A alta de 38,8% registrada nas importações de bens e serviços no segundo trimestre de 2010 em relação ao mesmo período de 2009 foi influenciada por uma alta dos investimentos, segundo Rebeca. Ela explicou que foram destaques na pauta de importação no período itens que podem ser considerados, em parte, investimento, como automóveis, caminhões, equipamentos elétricos e material elétrico.

A taxa de crescimento das importações (38,8%) foi mais de cinco vezes superior à das exportações (alta de 7,3%, na mesma comparação). Segundo Rebeca, o resultado foi influenciado pela variação da taxa de câmbio no período. No segundo trimestre de 2010, o câmbio estava em R$ 1,79, na média trimestral das taxas de compra e venda. Já no segundo trimestre de 2009, a taxa estava em R$ 2,07.

Agropecuária

A agropecuária mostra uma trajetória de recuperação este ano, em comparação com o cenário observado no ano passado, na avaliação de Rebeca. “Tivemos um ano (passado) muito ruim para a agropecuária, em todos os setores, praticamente. Mas agora, este ano está bem diferente”, disse Rebeca. Ela fez a observação ao destacar a alta de 11,4% no PIB da agropecuária no segundo trimestre ante o mesmo período do ano passado.

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010 11:36

Economia americana perdeu 54 mil postos de trabalho em agosto

Para analistas, índice alto de desemprego sugere que recuperação será mais lenta do que previsto.

BBC Brasil, no Bol Notícias

- A economia americana perdeu 54 mil vagas em agosto, o terceiro mês consecutivo com redução no número de postos de trabalho no país, segundo estatísticas oficiais divulgadas nesta sexta-feira.

No entanto, o setor privado criou 67 mil vagas, um número maior do que o esperado por analistas.

Com isso, o desemprego cresceu um décimo de ponto percentual em relação a julho, atingindo 9,6%.

Muitos analistas estão preocupados com o alto índice de desemprego, que estaria freando a recuperação da economia americana.

O número de empregos diminuiu em agosto devido à queda no número de vagas de trabalho no setor público.

Cerca de 121 mil vagas no governo foram fechadas, com o final de contratos temporários que são assinados na época do verão americano. A queda no número de empregos no governo não surpreende nesta época.

Entre as vagas na iniciativa privada, os setores de saúde, construção e mineração foram os que mais geraram vagas.

“A boa notícia neste relatório é que o setor privado de emprego cresceu, com mais 67 mil vagas no mês, o que foi melhor do que esperávamos”, disse Robert Dye, da PNC Financial Services.

Dados recentes sobre a economia americana haviam sugerido que a recuperação será mais lenta do que o imaginado.

Estimativas oficiais de crescimento da semana passada, com base nos resultados do segundo trimestre, indicaram que a economia americana crescerá 1,6% este ano, um ritmo menor do que o das economias europeias.

O setor imobiliário também desacelerou-se nos últimos dois meses.

“Eu acho que ainda estamos contemplando uma recuperação lenta e dolorosa. Ainda há muitas pessoas desempregadas, então vai demorar para que tudo volte ao normal”, disse Fabian Eliasson, da Mizuho Corporate Bank.

 

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