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Ciência brasileira é tema da principal matéria da prestigiosa Science

02 de dezembro de 2010 às 21h13

por Conceição Lemes

Ter trabalho mencionado ou publicado na Science é o sonho de todo cientista. Pudera. Publicada pela Associação Americana pelo Avanço da Ciência (www.aaas.org), é a mais prestigiosa revista de ciência do mundo, ao lado da Nature , inglesa.

A triagem é rigorosíssima. Os critérios para publicação, científicos, mesmo.

Imaginem ser o tema de uma reportagem de seis páginas. É o supra-sumo.

Pois a edição 331 da Science, que começou a circular nessa tarde, dedica seis páginas à ciência brasileira. É a principal reportagem da edição. Nessa magnitude, é a primeira vez que isso acontece na publicação que já teve como um dos seus editores o Thomas Edison (1847-1931), criador da lâmpada elétrica, do fonógrafo e do projetor de cinema, entre outras invenções.

A reportagem começa e termina por Natal (RN). Mais precisamente no município Macaíba, que sedia o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lilly Safra, mais conhecido como Centro do Cérebro, implantado pelos neurocientistas Miguel Nicolelis e Sidarta Ribeiro.

A reportagem destaca também, entre outras,  as pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Petrobras e da Amazônia. Sinceramente emocionante. Uma demonstração clara de que:

1) Lá fora, estão de olho no que se faz aqui.

2) É preciso mudar o modo de gestão científica no Brasil.

3)  A Universidade de São Paulo, apesar de ter grande produção científica, está perdendo espaço. Nenhuma pesquisa da USP foi destacada. Sinal de alerta de que há algo errado.

4) O que o Brasil está fazendo em termos de ciência tem sentido.

5) A visão do  Centro de Natal de que ciência é  agente de transformação social convenceu até os gringos, apesar de ela ainda sofrer resistência e bombardeio de setores da academia brasileira.

A propósito, todos os aspectos da  Ciência Tropical estão no artigo da Science. Sinal de que ela é o futuro.

Confira você mesmo. Segue a íntegra da tradução do artigo da Science, exceto os quadros.

Ciência brasileira: de vento em popa

Uma economia vigorosa e descobertas de petróleo estão impulsionando a pesquisa no Brasil a novas alturas. Mas as lideranças científicas precisam superar um sistema educacional fraco e um histórico de pouco impacto

NATAL – De pé, braços abertos, Miguel Nicolelis aponta para uma escavação retangular na terra seca nos arredores da cidade litorânea brasileira de Natal. “É aí que vai ficar o supercomputador”, diz ele. E indicando uma área ainda coberta de mato, acrescenta: “ali é o complexo esportivo”.

Nicolelis é o cientista mais conhecido do Brasil. Neurobiologista da Universidade Duke, em Durham, Carolina do Norte, ele tornou-se famoso depois de experiências espetaculares que usam sinais emitidos por cérebros de macacos para fazerem robôs andarem. Mas quando apresentou, em 2003, seus planos de criação de um instituto de neurociência em uma região atrasada do Nordeste do país, poucos acreditaram que poderia dar certo (Science, 20 de fevereiro de 2004, p. 1131).

A ideia era combinar ciência de ponta com uma missão social: desenvolver uma das regiões mais pobres do Brasil. Nicolelis, que atualmente passa parte do ano no país, mostra-se ansioso para oferecer ao visitante uma “prova categórica” do sucesso. Ele pôs a mão na massa e construiu duas escolas de ciência para crianças mais uma clínica de atendimento materno, e recrutou 11 neurocientistas PhD para dirigir laboratórios numa sede improvisada. Dentro de alguns meses, diz ele, US$ 25 milhões de recursos  federais brasileiros vão começar a escoar para seus terrenos arenosos, criando um vasto complexo de neurociência que Nicolelis chama de seu “Campus do Cérebro”.

“No Brasil, precisamos da ciência para construir um país”, diz Nicolelis, um entusiasmado nacionalista cujas paixões incluem usar um boné verde do clube de futebol Palmeiras e entornar jarras de suco de maracujá amarelo. “Este lugar vai criar a próxima geração de líderes brasileiros.”

Alguns continuam a achar excêntrica a ideia de Nicolelis. Mas o momento não poderia lhe ser mais propício. Nos últimos 8 anos, o maior país da América Latina começou a viver uma grande expansão. Sua economia está crescendo de maneira acelerada e ele se tornou um ator nos assuntos mundiais, festejando um surto sem precedente de autoconfiança. O país vai receber a Copa do Mundo de Futebol de  2014 e os Jogos Olímpicos dois anos depois.

Os bons tempos estão beneficiando a ciência, também. Entre 1997 e 2007, o número de papers brasileiros em publicações indexadas, avaliadas por pares mais que dobrou, para 19.000 por ano. O Brasil figura hoje em 13º em publicações, segundo a Thomson Reuters, tendo ultrapassado Holanda, Israel e Suíça. Universidades brasileiras formaram duas vezes mais doutores este ano do que em 2001, e milhares de novos empregos acadêmicos foram abertos em 134 novos campi federais.

Trata-se de uma inversão da sorte para um país que durante os anos 1990 teve de enfrentar problemas econômicos terríveis. Naquela época, os pesquisadores mendigavam fundos; o Brasil chegou a ter sua bandeira retirada do logotipo da Estação Espacial Internacional depois de não conseguir financiamento para construir seis componentes. “Nós estávamos pensando cada vez menor”, diz Sérgio Rezende, ministro da Ciência e Tecnologia nos últimos cinco anos. “Se não conseguíamos resolver pequenos problemas, como poderíamos resolver os grandes? Agora estamos em condição de pensar grande novamente.”

O combustível que impele a ciência no Brasil é um imposto de P&D sobre grandes indústrias; ele aumentou o orçamento do ministério de Rezende de US$ 600 milhões, há uma década, para US$ 4 bilhões. A companhia de petróleo nacional, a Petrobrás, é a maior contribuinte. O Brasil reiniciou seu programa de pesquisas nucleares em 2008, após 20 anos de calmaria, e, em outubro, uma delegação viajou a Genebra para negociar uma associação com o CERN. Com a economia brasileira crescendo a uma taxa de 7%, neste ano, o país pode se dar ao luxo de pagar US$ 14 milhões por ano para isso.

Cientistas daqui dizem que seus argumentos em prol de mais educação, inovação e tecnologia foram ouvidos na capital, Brasília, e esperam que os orçamentos continuem crescendo sob o comando da presidente eleita Dilma Rousseff, a primeira mulher a ocupar esse posto no país. Segundo autoridades da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), até 2020 o Brasil deve dobrar ou triplicar a produção de alunos, de papers e os investimentos e se tornar uma força “formidável” em ciência. Autoridades federais querem ver o Brasil entre os 10 principais países produtores de ciência do mundo.

Mas o Brasil ainda não é formidável. Como o instituto de Nicolelis ­– onde a construção está com um atraso de anos no cronograma – a produção científica brasileira segue atrás de suas ambições. O país produz poucos papers de alto impacto e apenas um filete de patentes. Seu sistema de educação pública primária e secundária está em frangalhos, deixando o país de 195 milhões de habitantes cronicamente carente de trabalhadores técnicos.

“Precisamos ser lúcidos e não cair num discurso de vitória”, ressalva Sidarta Ribeiro, um neurocientista formado na Rockfeller University em Nova York e cofundador do instituto do cérebro de Nicolelis. “Em termos de impacto, somos marginais. O discurso externo para o mundo deveria ser que estamos interessados em ciência e estamos progredindo. O discurso interno deveria ser, ´Vamos melhorar. Vamos focar no mérito`.”

Tempos de expansão

O Brasil está claramente se destacando na América Latina, como mostram os indicadores. O país responde hoje por mais de 60% de todos os gastos em pesquisa na América Latina, e os cientistas brasileiros escrevem metade dos papers. A burocracia científica do Brasil é influente, também, contando com um ministério próprio desde 1985. Esse é um passo que a Argentina só deu há três anos e que a vizinha Bolívia está discutindo atualmente. “O Brasil é o único exemplo na América Latina em que 1% do PIB vai para P&D e o ministro da Ciência e Tecnologia é um físico que ainda publica. Assim, o Brasil é o farol”, diz Juan Asenjo, presidente da Academia Chilena de Ciências.

A globalização dos mercados também está operando em favor do Brasil. Como em outros países latino-americanos, a base de pesquisa do Brasil é pesadamente orientada para agricultura, ecologia e doenças infecciosas – ele é o primeiro do mundo em publicações relacionadas a açúcar, café e suco de laranja. A indústria pecuária brasileira produz 33% dos embriões bovinos do mundo. Pesquisa outrora secundária, hoje ela está crescentemente bem situada para abordar preocupações globais com produção de alimentos, mudanças climáticas e conservação.

Nicolelis diz que vê uma “maneira tropical emergente de fazer ciência” movida pela pesquisa em energia renovável, agricultura, água e genética vegetal e animal. “Essas são as questões definidoras do planeta, e, acreditem ou não, os players estão bem aqui”, diz Nicolelis.

A pesquisa biológica é uma área de crescimento acelerado. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, empresa estatal de pesquisa agrícola conhecida como Embrapa, pretende contratar 700 novos pesquisadores neste ano. A Embrapa é considerada uma das unidades de pesquisa agrícola de primeira linha do mundo e seu orçamento de US$ 1 bilhão é hoje do mesmo porte do orçamento do Agricultural Research Service do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. “Nunca vi tantos recursos para a ciência como nos últimos cinco anos”, diz Maria de Fátima Grossi de Sá, uma geneticista de plantas que recebeu recentemente US$ 1,5 milhão para desenvolver uma planta de algodão transgênica.

De Sá trabalha na estação de pesquisa da Embrapa em Brasília, que também está concluindo testes de uma soja resistente a herbicidas que será a primeira planta geneticamente modificada projetada por cientistas brasileiros a chegar ao mercado. A demanda por cientistas PhD está tão elevada que De Sá diz que é difícil encontrar alguns para assumirem cargos de pós-doc. “Nós passamos muito rapidamente da dificuldade de colocar PhDs a ter verbas sem receptores.”

A Embrapa está finalizando a construção de um centro de agroenergia de quatro andares e custo de US$ 15 milhões que empregará 100 pesquisadores no campus de Brasília. Um objetivo é transformar os 22 milhões de hectares de soja do Brasil em produtos mais valiosos como o biodiesel.

“Nós captamos energia solar e a transformamos em outras formas de energia. Achamos que podemos mudar muito rapidamente da agricultura voltada à produção de alimentos para a agricultura destinada à energia. Podemos ser um player”, diz Frederico Ozanan Machado Durães, diretor geral da nova unidade. Para ele, incontáveis carregamentos de soja que embarcam para a Ásia a cada dia de portos brasileiros poderiam energizar indústrias domésticas de lipoquímica e plásticos que produzem “produtos com valor agregado”.

O projeto representa uma importante virada do pensamento brasileiro: a saber, que a ciência pode transformar a economia do país, atualmente dominada por commodities como soja, carne bovina, cana de açúcar, minério de ferro e petróleo. “O novo Brasil será uma economia de conhecimento natural”, diz Gilberto Câmara, diretor da agência espacial do Brasil.

Com mais dinheiro e uma missão de ciência verde emergente, pesquisadores brasileiros dizem que serão levados mais a sério. A maioria dos cientistas seniores das Embrapa foi formada nos estados Unidos, como o Diretor-Executivo José Geraldo Eugênio de França, que em 1987 foi para a Texas A&M University para estudar genética do sorgo, França diz que notou uma mudança durante uma missão a Washington, D.C., em novembro passado, quando se encontrou com o consultor americano de ciências John Holdren e outras autoridades. “Pela primeira vez na história, tivemos um reconhecimento de que alguma coisa está mudando no Brasil. Eles não nos perguntaram quantos pós-doc precisávamos enviar, ou onde nós precisávamos de ajuda, mas onde poderíamos trabalhar juntos”, diz França.

Dinheiro privado

O objetivo mais importante neste momento, reconhece Rezende, “é que a ciência faça diferença na produtividade da indústria. Eu teria de dizer que esse é nosso grande desafio”. Outros objetivos são aumentar o número de cientistas, investir em áreas estratégicas, e resolver problemas sociais chaves.

A desconexão entre ciência e negócios é quase total no Brasil, segundo pesquisadores. Nos Estados Unidos, cerca de 80% do pessoal de pesquisa trabalha na indústria, segundo dados da OCDE, enquanto no Brasil essa cifra fica em torno de 25%. O Brasil quase não produz patentes – apenas 103 patentes americanas foram emitidas para inventores no Brasil em 2009 – e companhias brasileiras gastaram metade do que as européias gastam em P&D. Quando elas gastam, é mais na importação de tecnologia que em seu desenvolvimento.

Pesquisadores dizem que os 20 anos de ditadura no Brasil, findos em 1984, foram em parte responsáveis pelo atraso. As universidades se tornaram redutos da oposição política e círculos de leitura marxista, nos quais as patentes eram vistas como opressão. “Nós nos isolamos das grandes indústrias, que apoiavam os militares. Elas não podiam entrar na universidade. A universidade se tornou fechada, hermética, e agora precisamos mudar isso”, diz Maria Bernardete Cordeiro da Sousa, pró-reitora de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

As autoridades vêm tentando vencer o atraso na inovação. Em 2004 e 2005, o Brasil aprovou leis que concedem benefícios fiscais à P&D para empresas e começou a permitir que o Ministério da Ciência e Tecnologia conceda verbas a empresas, e mesmo pague salários de pesquisadores nas empresas industriais. Em agosto, o ministério anunciou um grande projeto de P&D industrial, oferecendo US$ 294 milhões em verbas para apoiar projetos de inovação dentro de companhias em “áreas estratégicas” como carros elétricos, marca-passos e culturas agrícolas geneticamente modificadas.

Ainda é cedo para dizer que os incentivos do governo estão funcionando. Somente um pequeno número de empresas se candidatou às isenções fiscais. Mas a inovação de risco no estilo americano, antes considerada estranha, está sendo vista cada vez mais em termos favoráveis. Capitalistas de risco começaram a se instalar no Brasil, e em 2010, tanto a IBM como a General Electric anunciaram planos de criar centros de pesquisa no país.

“Nos falta uma cultura de inovação e empreendedorismo. Há um  longo caminho a percorrer para mudar isso”, diz Luiz Mello, um médico que no ano passado foi designado pela segunda maior empresa do Brasil, a mineradora de minério de ferro Vale S.A, para gastar US$ 180 milhões estabelecendo três novos institutos de ciências corporativos. Mello diz que foi contratado depois de abordar o CEO da Vale, Roger Agnelli, para levantar dinheiro para um programa de engenharia. “A coisa se transformou numa reunião para ele dizer o que queria. E ele queria o MIT [Instituto de Tecnologia de Massachusetts] da Vale”, recorda Mello. “Eu estava sendo convidado pra chefiar algo que seria um novo Bell Labs ou Xerox PARC.”

Mello viajou recentemente ao vale do Silício para colher idéias. Embora o negócio da Vale seja de baixa tecnologia, a companhia de commodities, que despacha imensas quantidades de minério para a China e a Europa, quer gastar pesadamente em pesquisa em parte porque tem enfrentado uma forte escassez de mão de obra especializada, aumentando a pressão de ambientalistas, e a concorrência de companhias globais. Os três laboratórios da Vale operarão com biodiversidade, energia renovável e tecnologia de mineração. “Esse é o maior investimento espontâneo em P&D que eu conheço no Brasil”, diz Mello.

As novas leis também encorajam universidades brasileiras a depositar patentes e criar escritórios de transferência de tecnologia, o que muitas estão fazendo pela primeira vez. Na Universidade Federal de Minas Gerais, o número de pedidos de patentes atingiu 356, incluindo uma para uma vacina canina contra leishmaniose , que já chegou ao mercado. “Tudo isso está provocando ressonância no sistema”, diz Ado Jorio, o professor que coordena os esforços de patente da universidade. “Está havendo uma explosão de publicações, e isso também vai ocorrer em inovação.”

Partilhar a riqueza

A ciência brasileira sofre de um outro desequilíbrio, entre o sul afluente e as regiões setentrionais pobres, que as autoridades colocaram como prioridade tentar corrigir. A maior parte da ciência ainda ocorre em apenas três estados sulinos, com a Universidade de São Paulo sozinha respondendo por quase um quarto de todas as publicações científicas. “Um dos maiores problemas que enfrentamos é essa assimetria brasileira, a desigualdade das regiões”, diz Lucia Melo, diretora do Centro de Estudos Estratégicos e Gestão em Ciência, Tecnologia e Inovação, um think tank de política científica do governo em Brasília.

Para levar a ciência ao interior negligenciado do Brasil, o governo se embrenhou numa farra de construção de universidades e reservou 30% dos recursos de pesquisa para os estados pobres do norte e do centro-oeste. Por um programa de 2009, autoridades em Brasília disseram que dariam bolsas de estudo para todos os alunos de pós-graduação em regiões distantes, independentemente do mérito acadêmico. A ideia provém do Partido dos Trabalhadores, o partido governante no país, que fez da melhoria das condições nas áreas pobres uma prioridade. Um programa de bem-estar bastante expandido ajudou a tirar muitos milhões de brasileiros da pobreza. Isso também deu aos cientistas brasileiros espaço para respirar.

“Antes, nós tínhamos de enfrentar a questão, ´Por que vocês estão dando comida e leite para um macaco quando há crianças famintas na casa vizinha?`” diz Cordeiro de Sousa, que também faz pesquisas sobre primatas. Mas ela vê uma compensação: os pesquisadores sentem uma pressão crescente para dedicar tempo para solucionar problemas locais. Ele está analisando a criação de um instituto do sal para respaldar a indústria local de mineração de sal. “É preciso ter uma vocação, porque no futuro poderemos ser chamados a responder intensamente.”

Em nenhum outro lugar a carência de ciência brasileira é mais preocupante do que na Amazônia, a floresta tropical que cobre aproximadamente 49% do território brasileiro, mas abriga somente cerca de 3.000 pesquisadores doutores, dos quais pouquíssimos fazem ciência aplicada. “Imagine o que esse número absolutamente irrelevante representa para essa região imensa”, diz Odenildo Teixeira Sena, secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Amazonas. Embora seja maior que a França e a Espanha juntas, o Amazonas possui somente um arqueólogo PhD residente, e apesar de seu vasto sistema fluvial, nenhum engenheiro naval, diz Teixeira.

Uma força de trabalho cada vez mais científica na região poderia ajudar a encontrar alternativas para a agricultura baseada na derrubada e nas queimadas. Mas as ansiedades nacionais também figuram no cálculo. “A maioria das publicações sobre a Amazônia não tem um autor brasileiro. Isso nos preocupa”, diz Jorge Guimarães, o funcionário do Ministério da Educação que supervisiona a educação superior no Brasil. “Precisamos de mais brasileiros participando.”

O Brasil nunca se sentiu seguro de seu controle sobre a vasta região que a Espanha cedeu a Portugal pelo Tratado de Madri de 1750. Com a Amazônia, um foco de manobras internacionais sobre créditos de carbono, a dependência do Brasil da produção externa de conhecimento se tornou “uma questão muito delicada”, diz Adalberto Val, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia em Manaus. Durante uma conferência nacional de ciência e tecnologia em maio último, Val propôs uma “hegemonia informacional” brasileira sobre o bioma da floresta. “Existe uma questão de soberania nacional”, diz ele

Esses tons nacionalistas podem parecer hostis fora do Brasil, mas eles caem bem no país. O físico Luiz Davidovich, que presidiu a conferência de maio, diz que a comunidade científica brasileira precisa levantar “grandes bandeiras” para mobilizar o país. “´A Amazônia é nossa` é uma delas”, diz ele.

Mesmo alguns especialistas estrangeiros responderam ao apelo. Daniel Nepstad, um renomado ecologista americano especializado em florestas tropicais largou seu emprego em outubro no Woods Hole Research Center, em Massachusetts. para se tornar residente brasileiro e empregado em tempo integral do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, uma organização sem fins lucrativos que ele cofundou, baseada na cidade de Belém.

Daniel Nepstad trocou Massachusetts pelo Instituto Pesquisa Ambiental da Amazônia

Nepstad diz que sua filiação americana “era interpretada no sentido de que eu seria menos comprometido com a agenda científica no Brasil”. A política florestal brasileira está evoluindo rapidamente e, diz Nepstad, “enquanto a ciência for liderada por pesquisadores do Hemisfério Norte, estamos perdendo a oportunidade de tornar informações realmente boas em decisões políticas.”

Fazendo acontecer

Apesar de suas ambições crescentes, o Brasil ainda precisa provar que pode fazer pesquisa básica de classe mundial. A contagem dos impactos de seus papers científicos é modesta, cerca de dois terços da média mundial, e caiu em algumas áreas. Nenhum brasileiro ganhou o Prêmio Nobel em ciência ou medicina, enquanto a rival regional, Argentina, tem três. Os cientistas culpam problemas estruturais nas universidades estatais do Brasil. Críticos dizem que eles desencorajam a competição, por exemplo, com mandatos automáticos após três anos no emprego e avaliações que premiam a publicação em língua portuguesa.

“A atitude durante muitos anos foi evitar a competição, manter a cabeça baixa, e escolher um tema marginal”, diz Ribeiro. Em vez de competir de igual para igual em tópicos quentes com grandes laboratórios do exterior, diz ele, os pesquisadores brasileiros às vezes têm se contentado em estudar questões locais. “O pensamento era, ´O tamanduá é nosso por isso não se preocupem com os gringos`.”

Os cientistas brasileiros que voltavam do exterior, atraídos por empregos e os recursos de empresas iniciantes, se queixam de que ainda há muitos obstáculos que tornam quase impossível produzir uma ciência de classe mundial. Após 11 anos nos Estados Unidos, a bióloga Luciana Relly Bertolini retornou ao Brasil em 2006 com seu marido, Marcelo, para começar um laboratório para clonar cabras transgênicas. Embora o esforço esteja financiado de maneira adequada, Bertolini diz que a pesada carga de ensino requerida de professores e a falta de pessoa treinada implica que “aqui se faz ciência por teimosia”.

Também são notórios os regulamentos de importação kafkianos do Brasil. Mesmo simples reagentes demoram meses para chegar, com amostras radioativas e biológicas muitas vezes em condições duvidosas. Bertolini diz que um equipamento de fusão celular que ela encomendou da Hungria ficou preso por quatro meses na alfândega. “Pode-se ter a melhor cabeça do mundo e não conseguir jamais a competitividade porque o governo trabalha contra nós”, diz Bertolini. “Quando começamos a pensar nisso, queremos voltar.”

Alguns dizem que as perspectivas continuarão sombrias até esses problemas ser resolvidos. “Não tenho conhecimento de nenhuma ciência extraordinária no Brasil”, diz Andrew J. G. Simpson, diretor científico do Ludwig Institute for Cancer Research na cidade de Nova York.

Cidadão naturalizado brasileiro, Simpson viveu em São Paulo por sete anos e coordenou um dos triunfos memoráveis do Brasil, o seqüenciamento do patógeno de planta Xylella fastidiosa, que foi parar na capa da revista Nature em 2000. Mas quando Simpson retornou este ano para uma celebração de 10 anos do feito, ele notou que, pelo menos no campo da genômica, “não houve mais nenhum paper de grande impacto. Não houve um processo ascendente. Foi uma situação anormal.”

Autoridades brasileiras se concentraram antes em resolver outro problema: a insegurança nos recursos para pesquisa. Em 2008, em sua maior rodada de financiamento da pesquisa básica em todos os tempos, o Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil ofereceu US$ 350 milhões em três anos para financiar 122 institutos nacionais para enfrentarem temas que  variam  da computação quântica e células-tronco a modernização da estação de pesquisa na Antártica.

“Eles viram que precisávamos de programas de longo prazo com estabilidade”, diz Davidovich, que divide a direção do programa de computação quântica. Outros cientistas manifestam dúvidas privadamente sobre institutos com nomes grandiosos, notando que na verdade eles são redes virtuais com uma média de 20 pesquisadores universitários cada e dinheiro espalhado demais para se conseguir muita coisa. Em papers de posicionamento, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência disse que o Brasil precisa se concentrar na criação de mais empregos de pesquisa pura fora do sistema universitário. Ela quer um novo instituto com grande staff para estudar os oceanos, e outro para a Amazônia, moldados na agência de estudos agrícolas Embrapa ­– neste caso com financiamento condizente com a visão grandiosa.

Na cidade de Natal, o instituto de neurociência de Nicolelis, atualmente abrigado num hotel convertido, ainda precisa produzir uma ruptura brasileira. Mas ele está cada vez mais bem posicionado para isso. Possui laboratórios razoavelmente equipados, uma instalação para primatas, e uma multidão contratada de jovens professores com currículos promissores, incluindo dois recrutados do Max Planck Center, na Alemanha. Em agosto, a École Polytechnique Fédérale de Lausanne na Suíça doou um supercomputador IBM Blue Gene/L, que Nicolelis diz será o mais rápido da América do Sul.

Ribeiro, o brasileiro que retornou de um pós-doc na Rockefeller para ser o diretor científico do instituto, diz que o ano de ciência que ele esperava perder enquanto organizava o centro se estendeu para três, na medida em que teve que lidar com as autoridades alfandegárias e com um grande número de alunos mal formados. “Agora, eu finalmente estou começando a enfrentar avaliadores de novo, em vez de burocratas, o que é um sinal de que o plano funcionou”, diz Ribeiro, cujo trabalho inclui experimentos para observar o efeito do sono e do sonho na retenção da capacidade motora e perceptiva.

A rua de terra na frente de seu prédio que leva para uma favela próxima, o faz lembrar uma fotografia que viu do Founder`s Hall da Rockefeller depois que ela foi construída em 1906 e ainda estava cercada por campos lamacentos e carruagens puxadas por cavalos: “Eles não começaram com o melhor lugar para fazer ciência tampouco.”

Antonio Regalado

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caroline

14/03/2013 - 15h04

eu não entendi nada

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26/04/2011 - 20h15

[…] Leia aqui Ciência brasileira no topo do mundo: principal matéria da prestigiosa revista Science.   […]

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28/01/2011 - 10h10

[…] sexta-feira, 28,  o neurocientista Miguel Nicolelis, professor da Universidade de Duke, nos EUA, e co-fundador do Ins…, dá o pontapé […]

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PLANO BRASIL - defesa geopolitica soberania (defense geopolitcs strategy intelligence security) - Nicolelis é alvo de sites da extrema-direita americana «

19/01/2011 - 15h07

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Nicolelis é alvo de sites da extrema-direita americana: contas não ajustadas da eleição brasileira | Viomundo - O que você não vê na mídia

19/01/2011 - 11h45

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Organizando as ideias: Ken Robinson, as massas brasileiras e o neurocientista | Viomundo - O que você não vê na mídia

09/01/2011 - 14h35

[…] Aqui, a reportagem da revista Science sobre a Ciência no Brasil. […]

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Valor Econômico: Nicolelis, candidato ao Nobel | Viomundo - O que você não vê na mídia

05/01/2011 - 00h31

[…] ler a reportagem da revista Science sobre a ciência brasileira que quase ninguém repercutiu, clique aqui. […]

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Fapesp responde a leitor do Viomundo | Viomundo - O que você não vê na mídia

23/12/2010 - 13h27

[…] (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo), proibiu divulgar a notícia de que a Science Magazine havia dedicado seis páginas à ciência brasileira, sem mencionar qualquer pesquisa feita pela USP. Nós levantamos algumas […]

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Herança maldita: a USP perde prestígio » O Recôncavo

21/12/2010 - 19h38

[…] reportagem começou e terminou por Natal (RN). Mais precisamente no município Macaíba, que sedia oInstituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lilly Safra, mais conhecido como Centro …, implantado pelos neurocientistas Miguel Nicolelis e Sidarta […]

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Responder

Gadelha Pinheiro

08/12/2010 - 03h15

Nikola Tesla e Thomas Edison: um sérvio imigrante e um bem-apessoado americano. Um puro cientista voltado para a pesquisa; outro a querer ganhar dinheiro às custas da pesquisa alheia. Um precisando de dinheiro para sobreviver; o outro, para esbanjar o seu senso de humor rindo de quem reinvindica seus direitos nas patentes.Um vibra com o benefício social que a sociedade recebe de suas invenções; o outro mantém em segredo para lucrar em seu próprio benefício. Mais do que uma diferença entre pessoas, há diferenças semelhantes também entre países e dentro de um país, diferenças entre governos. No plano internacional, países a quem negam o acesso a tecnologia de ponta, para que continuem subservientes. No plano interno, dois governos e duas políticas distintas: uma a ceder a sua subserviência por acomodação aos interesses externos; e outra a resgatar nossa autoestima para desenvolver nossas potencialidades, buscando afirmar nossos valores no cenário internacional, longe da subserviência que agrilhoa nossa liberdade, nossos sonhos e nos faz risíveis perante o mundo.

Responder

Fred Lage

04/12/2010 - 15h59

Nikola Tesla X Thomas Edson (History)
[youtube A1EKoP_mIBQ&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=A1EKoP_mIBQ&feature=related youtube]

Responder

    ratusnatus

    04/12/2010 - 21h22

    Ja que o pessoal se interessou por Tesla, aqui vai o documentário completo para download. http://www.docspt.com/index.php/topic,6045.0.html

    Disponível pela Mula e torrent.
    Observe que a legenda fica em um outro post.

    Aliás, quem se interessa por documentários, neste site acima há links para TODOS os documentários e LEGENDAS para a maioria.

    flw

    Thomas Edison, citado com pompas na introdução a matéria, não valia um centavo. Faltou dizer que ele também foi inventor da cadeira elétrica. A cadeira elétrica foi usada por ele para difundir a idéia que a corrente alternada(Tesla) seria perigosa.

Jorge Corrêa

04/12/2010 - 14h16

Azenha

Sou advogado, um nacionalista que se orgulha do Nicolelis, tenho 54 anos e um dos filhos cursa medicina na Escs de Brasília.

Viva o Brasil e o povo brasileiro.

Responder

joni

04/12/2010 - 10h10

Não fiquem chateados se algum 'sociólogo' aparecer aqui querendo nos "ensinar' o quanto estamos errados em relação a esse projeto. É puro ufanismo barato, dirão, deveriam antes pensar em que mesmo? Parabéns, Prof. Nicolelis, por tirar do papel e começar a fazer.

Responder

monge scéptico

04/12/2010 - 10h07

O BRASIL deeve seguir um caminho próprio em ciências. Quando queremos colocoar um
satélite no espaço ou fabricar um "chip" ou mesmo um motor a reação, não recebe nenhum
apoio ou transferência de tecnologia, mas por causa da proteção de mercado, ou seja a
manutenção de mercado cativo, monopolizado por produtos de certa origem. Para sair
disso o BRASIL precisa respeitar-se. A únca opção é auto desenvolver-se, começando
agora!!.

Responder

Lourenço Mueller

03/12/2010 - 22h37

Destaco o vazio cientifico da Pesquisa na Amazônia. Seria importante concientizar os politicos de dar mais atenção à Amazonia Brasileira, responsavel por não sei que parcela do oxigenio que ainda se respira neste planeta. Um plano cientifico de ocupação da região seria util…

Responder

Rachel Allerie

03/12/2010 - 21h33

Graças a Deus a Embrapa sobreviveu ao Collor: o único brasileiro que achou que ela deveria ser extinta.

Mas não é de hoje que somos protagonistas em biociência. Faz tempinho. A maioria de vocês ainda brincava de médico.
Imagine o que seria se não fosse o salarinho de contínuo americano dos nossos técnicos.

Responder

Rodrigo dos Santos

03/12/2010 - 20h40

o que me preocupa Azenha, e essa sugestao velada de privatizar a universidade publica brasileira , por meio de processos como o empreendedorismo ou parcerias publico privadas , e isso que na minha opiniao esta escondido por traz deste elogios da Science . Veja que ridiculo, eles praticamente colocam a culpa de nosso atraso no fato da universidade ser um espaço do pensamento marxista . E preconizam que o desenvolvimento e a aproximação com o empresariado . A zenha isso significa no minimo subordinação dos curriculos aos interesses empresariais . Muito cuidade

Responder

    Conceição Lemes

    03/12/2010 - 21h06

    Rodrigo, em se tratando do Miguel Nicolelis, a sua preocupação não procede. Procure no Viomundo a matéria que fizemos com ele sobre Enem. Ele defende com unhas e dentes o sistema público de ensino. Leia, mesmo. Depois, conversaremos. Abs

Leo V

03/12/2010 - 20h16

Ciência que tortura macacos não é minha ciência. É igual ao que os nazis fizeram.

Responder

    Francisco

    03/12/2010 - 21h00

    Ô Leo… comparar judeu a macaco…
    Quem é contra experimento com animais pode optar por não usar medicamentos cujo descobrimento só foi possível com o uso de animais. Não vai usar remédio nenhum, mas poder, pode, afinal é opcional. Tentar me impedir de usá-los é algo autoritário é, bem, mais ou menos o mesmo que os nazistas…

Clipagem: Ciência Brasileira em Destaque « Blog do NUROF-UFC

03/12/2010 - 20h14

[…] A propósito, todos os aspectos da Ciência Tropical estão no artigo da Science. Sinal de que ela é o futuro. [referência: Viomundo.com.br] […]

Responder

GeSo

03/12/2010 - 18h18

Antes de tudo, PARABÉNS! ao Wylliam!… que escreveu "2 horas atrás"…Foi o único a citar o inacreditável, Nikola Tesla, esse GRANDE cientista…e ainda "corrigiu" o texto da Conceição sobre "a invenção da lâmpada elétrica, o fonógrafo", etc…"O mau caráter Thomas Edison", deu uma tremenda rasteira no Nikola (roubando boa parte de seus inventos) deixando-o quase na miséria. Seria bom saber também, que NÃO foi Marconi, o inventor do rádio (ou, das ondas de), mas, o próprio Nikolas…Todos nós, fomos condicionados, desde o primário, nas nossas escolas, a aprender "aquilo" que o pessoal lá de cima impôe como oficial. Mas, não só o Thomas deu uma rasteira no Nikolas, como também, J.P.Morgan, George Westinghouse, quando souberam que o Nikolas tinha inventado uma maneira de fornecer de energia elétrica "de graça" para toda humanidade…Aí, era querer mexer demais com o sistema!… o Nikolas foi mais perseguido (até a morte) que o Assange do Wikileaks!…

Responder

    Conceição Lemes

    03/12/2010 - 19h24

    Geso, como já disse ao William, vou pesquisar a "correção", pois a informação que consta em vários textos, inclusive na biografia do Edison, é a que foi publicada. Obrigada. abs

    Willyan

    03/12/2010 - 20h53

    Tesla teve problemas com muita gente ele queria distribuir energia livre e barata para todo os EUA e ainda tinha ambição de parte para um plano de distribuição barata para todo o mundo, com isto ele teve problemas serios com gente poderosa ligada a area de energia nos EUA, tambem teve problemass por criar o carro elétrico q era barata, limpo e afetavaa assim a industria de automoveis e do petroleo. Ele venceu Edison na briga pelo projeto da Hidreletrica de Niagara (Niagara Falls), projeto hidrelétrico assinado por Tesla (tem a placar até hoje na hidelétrica), Tesla tinha sido aluno e empregado de Edison, porém ultrapassando o mestre despertou a inveja de Edison e deu no que deu, ele possui as patentes do radar, do rádio, bobina de Tesla, turbina de Tesla e muitos outros inventos em diversas areas… pena q foi meio q excomungado pelo tempo e história.

    Willyan

    03/12/2010 - 21h00

    Tem um ótimo documentário na net (na verdade são dois se não me engano, um da Discovery Channel), sobre Nikola Tesla e seus inventos e tantos problemas… um bom site:
    http://www.worldlingo.com/ma/enwiki/pt/List_of_Te

    Tesla é responsavel por grandes avanços q levaram a distribuição de enrgia sem fio, celular, microondas e muitas outras coisas… o carro elétrico Tesla Motors e a empresa da região do Vale do Silicio é um brévia homenagem dos criadores e donos a Nikola Tesla.

    Marcio H Silva

    03/12/2010 - 21h28

    Uma das grandes briga dele com thomas edison é sobre a distribuição de energia elétrica. Edison queria distribuir CC ( corrente continua ) e Tesla queria distribuir CA ( Corrente alternada ) muito mais eficiente e barata. Tesla venceu esta batalha. Morreu pobre num quarto de hotel em NY.

    GeSo

    03/12/2010 - 21h16

    Caríssima Conceição, quando escreví "corrigiu" entre aspas, queria apenas dizer, que todos nós apredemos nas escolas, aquela informação sobre o Thomas Edison, como sendo a oficial. A verdadeira e incontestável. É assim que qualquer um, responde a pergunta. Na verdade, são poucas as informações que dispomos sobre o Nikola Tesla. Mas, em todas as informações do que se sabe sobre seus inventos, atribui-se as suas pesquisas, aquela invenção, e outras também, como a invenção do rádio. Ao que parece, existe nesse momento nos Estados Unidos, um movimento tentando recuperar a imagem daquele cientista e suas invenções. Apesar de ter uma rua em New York com o seu nome, pouco se sabe sobre os seus inventos, e sua vida científica. O que se diz nessas poucas informações, é que ele foi convidado (por se destacar em suas pesquisas na Europa) para ir trabalhar naquele país, exatamente pelo Thomas Edison, para ajudá-lo em suas pesquisas e projetos.
    Gostaria de parabenizá-la, e agradecer pelo belíssimo texto, e que nos deixa com incomensurável orgulho em nossa auto estima.

    Conceição Lemes

    03/12/2010 - 22h00

    Geso, a reportagem do Antonio Regalado merece todos os parabéns do mundo. Além de muita bem apurada e muito bem redigida, o conteúdo é emocionante, me fez um bem danado. O compromisso do Azenha e meu é com a informação verdadeira, correta. Portanto, fique tranquilo. Estou levantando alguns dados, para fazer uma nota no pé da matéria sobre o Thomas Edison. Obrigada. abs

    Aracy_

    03/12/2010 - 22h29

    Nikola Tesla foi mesmo muito injustiçado na história da ciência. Agora existe a luta para preservar um de seus locais de trabalho nos EUA e transformá-lo em museu. Reconhecimento e divulgação para o público, ainda que tarde: http://www.nytimes.com/2009/05/05/science/05tesla

Cícero

03/12/2010 - 17h12

Parabéns, Conceição, pelo brilhante texto.

È fantástico ver cientistas brasileiros projetados e reconhecidos pela Science, a publicação científica mais bem conceituada do mundo. É emocionante!

Conforme disse Lula aos blogueiros, os avanços e as conquistas do Brasil durante os últimos 16 anos só são divulgados pela Blogosfera e pela imprensa estrangeira. As gerações futuras só conhecerão as coisas boas do governo Lula através dos registros dos fatos em revistas estrangeiras e por meio da crônica de jornalistas sérios e competentes deste país, como é o caso da Conceição e do Azenha, entre outros.

A Globo e a Folha, lamentavelmente, não mostram os avanços experimentados pelo país na gestão Lula; só publicam matérias negativas e sujas com o propósito de manchar a imagem do Brasil no cenário internacional.

O excelente texto em pauta é uma prova de que o PIG caminha na contramão da notícia. Se o presidente fosse Fernando Henrique, essa matéria publicada pela gloriosa Conceição seria manchete em todos os jornais de hoje (3).

Sobre o assunto, a Folha limitou-se a publicar um comentário destrutivo feito por Sérgio Salles-Filho, engenheiro da Unicamp, o qual, certamente com inveja do reconhecimento internacional obtido por Miguel Nicolelis, diz que ""Fazer ciência apenas para aparecer… não é boa coisa", ou seja, ele insinua que os neurocientistas Miguel Nicolelis e Sidarta Ribeiro fundaram o Instituto Internacional de Neurociências de Natal "APENAS PARA APARECER…", nas palavras do engenheiro da UNICAMP entrevistado pela Folha. Linhas depois, o mesmo Salles Filho diz que o mérito do progresso científico no Brasil é dos governos dos anos 90 e não do governo Lula.
http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2010/12/03

A Folha tenta ofuscar o brilho do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, dizendo que a produção científica no Estado de São Paulo é muitas vezes maior do que todos os outros Estados, no entanto, os artigos científicos não são publicados em revistas estrangeiras.

"Lá fora, estão de olho no que se faz aqui".

No setor agrário, a própria revista Science reconhece que o Brasil está deixando de ser apenas um exportador de matéria-prima, passando a ser também um desenvolvedor de produtos com base em atividade científica.

O reconhecimento internacional dos avanços da ciência e das tecnologias nacionais é uma prova incontestável de que o Brasil está no rumo certo. Somente a Folha e a Globo acham que não.

Responder

Marino Piccoli

03/12/2010 - 15h52

Como dá orgulho de ver esse tipo de notícia.

Tenho 28 anos e lembro que quando eu estava no ensino médio, lia sempre as mesmas reportagens, sobre falta de verba, condições precárias, queda de rendimento, Brasil eterno país do futuro..

Lula, obrigado. Dilma, como dizem os manezinhos aqui da ilha: "TOCA-LHE O PAU QUIRIDA!"

Responder

cesar

03/12/2010 - 15h40

Sobre a USP: São Paulo é governado pela mesma quadrilha (desculpe, partido) neoliberal ha décadas e que tem como modus operandi (desculpe, politica). Alienar (desculpe, privatizar) o patrimonio público. Assim, inicialmente abandona-se o serviço para sucatear, depois com bem coordenada campanha de midia difama a instituição e depois vende-se pros chegados. Nesta, a Usp caiu de produção.

Responder

cesar

03/12/2010 - 15h32

Item tres: USP. Simples, a lógica do PSDB, os xiitas do neoliberalismo. Sucateia, difama e vende baratinho pros chegados.
Como abandonou a Universidade, para dizer que não prestava, o PSDB conseguiu baixar a qualidade.

Responder

Willyan

03/12/2010 - 15h26

Belissimo este acontecimento, belissimo mesmo… porem. Eis o bendito porem…
"Thomas Edison (1847-1931), criador da lâmpada elétrica, do fonógrafo e do projetor de cinema, entre outras invenções." Edison foi sim um mau carater q fez de tudo e um pouco para acabar com um verdadeiro genio, nao q Edison nao merece o devido respeito, mas voltemos ao verdadeiro genio q ele ajudou a destruir q se chamava Nikola Tesla, alias o verdadeiro inventor da lampada eletrica como o proprio governo americano reconheceu anos depois, governo q tambem deu uma mao junto a alguns outros seres malignos e Edison na historia q envolve Tesla e tua brilhante carreira.

Responder

    Conceição Lemes

    03/12/2010 - 18h47

    Willian, obrigada pelas observações sobre o Thomas Edison. Vou pesquisar o que vc disse. Tirei de uma biografia dele — publicação americana — a informação de que era o criador da lâmpada elétrica, entre outros inventos. abs

    Willyan

    03/12/2010 - 21h03

    Existi uma foto na qual Tesla segura a lâmpada quando ele criou a lâmpada incandescente elétrica pela primeira vez, outro ótimo site (em inglês):
    http://www.pbs.org/tesla/ll/index.html

    Lucas Cardoso

    03/12/2010 - 21h11

    Edson inventou um monte de coisa sim. Só que ele também patenteou invenções alheias, mandava capangas para destruir o local de trabalho de outros inventores e famosamente fez o possível para destruir Tesla, porque este último inventou a corrente alternada, que competia com a corrente direta de Einstein.

dukrai

03/12/2010 - 14h24

a matéria aponta para o futuro, no presente ainda estamos engatinhando, mas as bases estão sendo montadas. È simbólica a foto do Miguel Nicolelis apontando as fundações do "Campus do Cérebro”.

Responder

trombeta

03/12/2010 - 14h03

Gente, você só vê matéria positiva do Brasil em revista gringa. Em outubro, estava na Argentina durante o censo argentino, fizeram várias reportagens na televisão local mostrando como o censo era feito no mundo, advinhem qual foi escolhido como o melhor? o brasileiro, totalmente, informatizado e digital, com computador de mão equipado com GPS e ligado ao computador do IBGE em tempo real, a matéria dizia que os países do "primeiro mundo" querem copiar o brasuca. Outra matéria, apresentava o Brasil como o país com o processo eleitoral mais célere, ágil e eficiente do planeta por causa das urnas eletrônicas, modelo a ser copiado por outros países.

Santo de casa não faz milagre ou o PIG esconde as coisas boas do país?

Responder

@Doradu

03/12/2010 - 13h50

Orgulho, é isso q sinto!

Responder

Ciência brasileira é tema da principal matéria da prestigiosa Science | PLANO BRASIL

03/12/2010 - 13h32

[…] Fonte: Viomundo Previous Topic: Amorim confirma que Brasil negou receber presos de Guantánamo […]

Responder

ana

03/12/2010 - 13h20

Cada vez mais me impressiono com Miguel Nicolelis. [2]

Fui às lágrimas a primeira vez que li o manifesto da ciência tropical…

Avante!!!!!

Responder

parte1

03/12/2010 - 12h41

Cercar a Rússia, visar a China:

o verdadeiro papel da Otan na grande estratégia dos EUA

Veja em http://parte1.wordpress.com/

Responder

Hans Bintje

03/12/2010 - 12h18

Conceição Lemes:

Você novamente conquistou meu coração, dessa vez com a história da Ciência Tropical.

Se o pessoal, por motivos X, Y, Z, não quiserem curtir esse novo amor, paciência!

Agora que eu fui "fisgado", como é que a gente vai conseguir materializar todo esse sentimento?

Seria bolar novos programas, no estilo "Nova África"?

Ou algo próximo do fascinante "O Universo", programa do History Channel ( http://www.seuhistory.com/programas/o-universo.ht… )

É lindo, inspirador, a garotada iria adorar, mas tem computação gráfica demais.

Menos complicado seria fazer algo parecido com "A Ciência Dos Alimentos" ( http://www.seuhistory.com/programas/a-ci-ncia-dos… )

É bem mais barato, mas depende bastante do carisma da pessoa que estiver apresentando o programa.

São ideias, apenas ideias…

Responder

Miryam Mager

03/12/2010 - 12h15

Parabéns para essa gente que ama o Brasil e os brasileiros. Iniciativas pessoais e/ou governamentais a favor do investimento na "qualidade humana" é sempre bem-vindo e deve merecer nosso elogiu. Nós que somos tão tenazes em não reconhecer a grandeza de nossa gente – porque sempre ouvimos que os de "fora" são superiores – precisamos mudar a nossa pecepção: O brasileiro é capaz mas se torna ainda mais capaz se facilitarmos sua vida com o nosso apoio – pessoal e do governo – e reconhecimento de mérito. Nicolelis, Embrapa … são exemplos a ser seguidos.

Responder

Brasil soberano

03/12/2010 - 11h34

Há um pequeno detalhe inquientante em tudo isso: toda essa estória me faz lembrar, por exemplo, a teoria do "fardo do homem branco".

Responder

Marco Carvalho

03/12/2010 - 11h03

Superamos a Rússia no n´´umero de artigos publicados em revistas cientificas internacionais.

Responder

jpremor

03/12/2010 - 10h54

Pais que não planeja (visão de longo prazo) não tem investimento nessa área e a própria industria não valoriza. Além disso, as univs são ótimas comparando com os niveis anteriores, primeiro e segundo grau.
Pagar R$ 1000 para um professor é destruir o futuro.

Responder

Tomudjin

03/12/2010 - 10h52

Seja em Brasília ou em Atlântida, no Catar ou na Russia, já está tudo escrito.
Somos fantoches ou marionetes do óbvio.
De resto, brincar de ser.
O que nos alimenta é o desejo de sermos alimentados. Por ambição ou vaidade, o engano se disfarça de ideologias.

Responder

    valdeci elias

    03/12/2010 - 12h11

    Em 8 anos, um nordestino semi-alfabetizado, provou que voce está errado, e que aquilo que esta escrito pode ser mudado.

    dukrai

    03/12/2010 - 14h18

    o ectoplasma do polvo da copa voltou predizendo o futuro. o do polvo todos sabemos, virou uma paella, embora os espanhóis tenham dito que morreu atoa de morte morrida. já o futuro do astrólogo de plantão será a morte por inanição, de idéias.

O_Brasileiro

03/12/2010 - 10h30

Parabéns, Conceição. Também por suas colocações sobre o artigo, bastante precisas.
Embora alguns pesquisadores brasileiros argumentem que as instituições públicas pesquisem o que as privadas não têm interesse em pesquisar, o que talvez seja verdade, concordo com o autor do artigo que critica a falta de aplicação do resultado das pesquisas brasileiras na melhora da qualidade de vida de seu povo. Pelo menos METADE das pesquisas deveria ter alguma aplicação prática a curto ou médio prazos.
Quanto à Amazônia, a falta de profissionais ainda é o desafio a ser enfrentado. Como disse uma pesquisadora no artigo, muitos professores pesquisadores passam a maior parte (ou quase a totalidade) do tempo com a graduação devido a falta de profissionais.
Mas há luz no fim do túnel. E a última década foi alviçareira para se chegar lá.
Abs

Responder

O_Brasileiro

03/12/2010 - 10h23

Parabéns, Conceição! Também por suas colocações precisas sobre o artigo.
Concordo com o autor do artigo, principalmente no que diz respeito à falta de aplicabilidade das pesquisas, principalmente das que usam tecnologia cara. O contraponto feito por alguns cientistas brasileiros a essa argumentação é que as instituições públicas pesquisam o que as privadas não têm interesse. Talvez. Não estou certo disso.
Quanto à Amazônia, os estímulos aumentaram consideravelmente na última década, principalmente os recursos. Mas, como relatado no artigo pela colega bióloga, a graduação ainda ocupa predominantemente o tempo dos professores pesquisadores.
Acho que há luz no fim do túnel. E a última década foi alviçareira para atingi-la.
Abs

Responder

Paulo

03/12/2010 - 10h16

Já faz um tempo uns 8 anos.. eu assistindo um programa da Globo sobre tecnologias, não me lembro mais qual era.. e tinha um camarada astrônomo muito conceituado que fez uma reportagem em 1980, ele lá dizia: " Se o pais não investe em tecnologia ele passa a ser obrigado a comprar elas e por comprar ele fica sem dinheiro para investir em tecnologias próprias e acaba entrando em um ciclo vicioso. " e ele estava certíssimo e por ironia do mundo pequeno ele é um pai de um amigo meu.. que só depois fiquei sabendo. Hoje se eu não me engano ele dá aula na USP de São Paulo.

O mais engraçado de tudo isso é.. Que um Presidente que foi operário que alavancou tudo isso e concerteza a companheira dele vai dar continuidade, pois esse é o único caminho para um futuro de um pais que quer ser grande mas não por querer apenas.. por que o pais pode e como pode.. e como pode e todos lá fora sabem disso e fazem de tudo para que pensamos que não podemos…

Responder

Conceição Lemes

03/12/2010 - 09h34

Caríssimos leitores, houve um problema no IntenseDebate e muitos comentários, aprovados, sumiram. Nossas sinceras desculpas. abs

Responder

Ana

03/12/2010 - 08h44

O texto sumiu, só aparece o título.

Responder

    Conceição Lemes

    03/12/2010 - 09h09

    Ana, problema já resolvido. bj

Pedro

03/12/2010 - 03h43

O que mais impressiona é que foi preciso um torneiro mecânico, vindo do povo, sem grandes qualificações, para botar a ciência brasileira em uam reportagem de seis páginas Science. Eu espero que as medidas iniciadas por Lula continuem como plano de governo.

Em tempo:
Por ser de Natal, fico ainda mais feliz com a matéria, e a importância do Instituto de Neurociência.

Em tempo2:
Cada vez mais me impressiono com Miguel Nicolelis.

Responder

Polengo

03/12/2010 - 01h52

Nada disso estaria acontecendo com um governo que afunda plataformas de petróleo.

Responder

Lucio Dias

02/12/2010 - 23h21

Noticia alvissareira essa. Enche-nos de orgulho. Parabéns ao Dr. Nicolélis. Parabéns também ao nosso governo que vem apoiando diligentemente o desenvolvimento da ciência em nosso país.

Responder

Adilson

02/12/2010 - 23h13

excelente notícia! pra comemorarmos com toda certeza…A embrapa tem feito mesmo a diferença nos últimos anos.

Responder

Lucho

02/12/2010 - 23h11

Não querendo urubuzar, mas já urubuzando, não sou tão otimista assim em relação à C&T no Brasil. Principalmente depois daquele corte de R$ 1,1 bi feito pelo MCT no ano passado.

Responder

Regina

02/12/2010 - 23h03

Parabéns!!!

Responder

Douglas M.

02/12/2010 - 22h51

Opa, esse assunto eu conheço… e muito…
Senti um baita orgulho agora, porque eu estou enfurnado dentro de um laboratório de pesquisa desde 2001. Vi toda essa transformação… Sempre estudei em escola publica, passei por greves de 6 meses depois que entrei na Universidade (isso em meados de 2001, final do governo FHC). Depois de 2002, quando o Lulão entrou, as coisas foram mudando aos poucos.. Para vocês terem uma idéia, quando eu comecei minha vida de assistente de pesquisa (oficialmente, recebendo bolsa do CNPq), eu recebia um valor de R$ 241.51, o mesmo que a minha orientadora recebia 8 anos antes (inicio do governo FHC). Tá certo que o Lulão demorou a reajustar a bolsa (hj acho que está por volta dos R$ 300,00), mas já foi um senhor avanço.

Responder

    Douglas M.

    02/12/2010 - 22h51

    Reajustaram também as bolsas de apoio técnico (que são os formados mas que continuam fazendo pesquisa, mas não são estudantes de mestrado). Só o fato de reajustarem, já foi um sinal tremendo…
    Eu semana passada estava lendo o relatório da Unesco sobre Ciência e Tecnologia, e o número de doutores no Brasil mais que dobrou em 8 anos… Passando de aproximadamente 50 mil pra algo como 120 mil. O pesquisador brasileiro é muito competente, nao devemos nada para os pesquisadores de nenhum outro pais, o nosso problema é que nào temos ainda redes de disseminação, ficamos "reinventando a roda", por uma série de problemas que não vai dar pra falar nesse comentário. Mas isso é um problema nào de má fé dos pesquisadores aqui, muito pelo contrário.. Temos que reinventar a roda porque ainda nao temos acesso aos melhores equipamentos, tecnicas, algo que exige tempo.

    Douglas M.

    02/12/2010 - 22h52

    E o exterior está sim de olho nos pesquisadores brasileiros. Eu mesmo faço doutorado em engenharia no Canadá, fui convidado pra vir pra cá numa feira que teve ai no Brasil em que as universidades canadenses saiam a procura de "talentos". Acabei topando porque a área que eu queria estudar ainda é incipiente no Brasil (inteligencia artificial para diagnosticar doenças), mas é obvio que voltarei para o Brasil para ajudar o país a crescer, a desenvolver, a disseminar a ciência…
    Mas uma coisa é fato.. Ser pesquisador no Brasil tem que ter muito amor por aquilo que faz.. A sociedade ainda nào entende a importancia da pesquisa… chama inovação de "gambiarra". O mercado de trabalho (as empresas) desprezam os profissionais com titulo de mestre, porque sao considerados "nerds".

    Douglas M.

    02/12/2010 - 22h53

    Uma vez ouvi de um diretor de uma empresa que não iria me contratar pois eu tinha mestrado, e que meu salário seria muito elevado, e que ele preferiria contratar um estudante de graduação porque ele poderia pagar 1/3 do que eu estava pedindo (mesmo eu tendo experiencia na área e ele mesmo tendo afirmado isso). Aliás, de acordo ainda com o relatório da Unesco (se alguém quiser depois eu passo o link) 60% do financiamento da pesquisa no Brasil é feita pelo setor público (governos)… Tá errado, iniciativa privada tem que investir em pesquisa, no desenvolvimento de novos produtos.. Senão a gente vai ser exportador de minério e soja pro resto da vida.

    Douglas M.

    02/12/2010 - 22h53

    Enfim, o Brasil está crescendo e muito nessa área. No exterior ficam surpresos com a qualidade dos alunos brazucas de doutorado. Talvez por a gente ter passado por cada situação (como receber bolsa mês sim, mês não, porque existiam dois alunos mas uma bolsa apenas, ou ter de fazer seus experimentos na "raça" sem apoio de técnicos, porque simplesmente a universidade nào tinha grana), que percebe que fazemos as coisas por amor mesmo e não porque quer ganhar uns trocados no final do mês (vocês sabiam que uma bolsa de mestrado é menor do que muitos estágios oferecidos para estudantes de graduação?).
    Enfim, esse é o nosso Brasil e a gente tem q ter orgulho dele… O nosso pais tem passado por uma revoluçào silenciosa também nessa área, e quem não está em contato direto com ela não tem percebido. :)

Celso

02/12/2010 - 22h38

E precisou de alguém com pouca escolaridade,mas com sensibilidade e inteligência,
para que isso começasse a acontecer. Que ironia !
Viva Lula. Viva Dilma!

Responder

Klaus

02/12/2010 - 22h36

Que deslumbramento com os americanos, vixe.

Responder

Marcio H Silva

02/12/2010 - 22h21

E quase que FHC destruiu a EMBRAPA quando foi Presidente.
Tentou defenestrar a Petreobrás, mas não teve sucesso.
Mas conseguiu destruir o CPqD ( da Telebrás ) infelizmente.

Responder

Henrique

02/12/2010 - 22h11

Com toda a intelectualidade que o Brasil já teve, no governo e fora dele, com doutorados e mestrados aqui e lá fora, nunca antes aconteceu a magnitude de uma publicação de 6 páginas na grandiosa renomadíssima Science.
É a ciência brasileira que começa a ser reconhecida no mundo de uma maneira espetacular.

Responder

Jorge

02/12/2010 - 22h03

Tem pouca gente lá dos PiG's que leêm este tipo de artigo e se preocupam realmente em compreender o que está ocorrendo com o país; divulgar então, esquece. A capacidade deles de abstrairem algo mais que verborragia de baixo calão não permite idéias mais amplas, limitam-se às metas de desprezar tudo que venha do PT, de Lula e a partir de agora – Dilma. Pior ainda é ficar percorrendo alguns blogs e publicações e ver que tem físico da USP hoje que se presta a ficar comentando de tudo e de todos; o mesmo com pseudo-economistas.

Responder

Gerson Carneiro

02/12/2010 - 22h03

A matéria mais emocionante que acompanhei aqui no viomundo tratou justamente sobre neurociência, cujo desenvolvimento dizia respeito a cientistas brasileiros. Foi a reportagem do Azenha sobre a cirurgia do Sr. João.

Quanto ao texto, essa matéria me fez lembrar de Campina Grande, na Paraíba. Outro centro de excelência em pesquisa científica. E é uma ótima matéria para Mayara Petruso conhecer um pouco sobre o Nordeste.

Responder

    Lucho

    02/12/2010 - 23h13

    Por falar em nordeste e em C&T, alguém aqui já ouviu falar do INdT (Instituto Nokia de Tecnologia)?

Gonzaga

02/12/2010 - 21h59

Não há nada de errado na USP propriamente dita. Ela é uma ótima universidade. O problema dela está num bairro próximo, no Morumbi, no Palácio dos Bandeirantes, é careca, usa óculos e se aconselha com um tal "Farol de Alexandria", cuja maior contribuição para a ciência foi a tal da "Teoria da Dependência". Essa teoria diz que não adianta o Brasil fazer nada que continuará dependente dos Estados Unidos. Melhor seria chamá-la de "Teoria da Preguiça e da Acomodação". O conselho mais sensato do Farol foi que esquecessem o que ele escreveu. A Science parece que encontrou cientistas que esqueceram os escritos do Farol. Parabéns.

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Grinaldo Oliveira

02/12/2010 - 21h58

Sem sombra de dúvidas, não há palavras suficientes para exprimir a capacidade de visão e amor à pátria por parte do Dr. Miguel Nicolelis. Creio que estamos diante de um movimento que ganhará força no novo governo e transformará o Brasil de forma bastante ascendente nestes próximos 4 anos.

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Gustavo Pamplona

02/12/2010 - 21h37

Essa vocês vão gostar! ;-)

Será que isto sai na capa da SuperInteressante (*) ou da Galileu (**) ? (hahahhahahahhahaha)

(*) E que já foi um dia considerada revista científica e hoje não passa de uma revista que discute banalidades
(**) Antiga Globo Ciência e que ainda é a "concorrente" da Super da famigerada editora Abril

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Fernando

02/12/2010 - 21h25

É o governo Lula, o que mais investiu em ciência e tecnologia em nosso país.

Em breve será ultrapassado pelo governo Dilma.

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    marco

    05/12/2010 - 10h51

    Prezados, engrosso o cordão dos que acreditam que as verbas para as Universidades e ensino tecnológico aumentaram como em nenhum outro governo, é um fato. Contudo, fico estarrecido em perceber que esse dinheiro calou quase que a totalidade das cabeças da academia para os graves problemas sociais que persistem e para os quais nada foi feito. Com os bolsos cheios, os intelectuais brasileiros esquecem de usar a sua voz no sentido de corrigir as falhas do nosso pauérrimo ensino fundamental. Seria muito interessante que brotasse no seio da academia idéias como a CPBF – Contribuição Provisória de Bolsa Famíla e paralelamente o estado estabelecesse uma revolução do ensino básico para permitir que as famílias não precisasem mais desse recurso. Mas tirar essas famílias da mendicância não dá voto. Isso também é um fato, triste.

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