VIOMUNDO

Chris Hedges: Orwell estava certo. Huxley, também

27 de dezembro de 2010 às 17h34

Published on Monday, December 27, 2010 by TruthDig.com

2011: A Brave New Dystopia

by Chris Hedges

As duas grandiosas visões sobre uma futura distopia foram as de George Orwell em 1984 e de Aldous Huxley em Brave New World. O debate entre aqueles que assistiram nossa decadência em direção ao totalitarismo corporativo era sobre quem, afinal, estava certo. Seria, como Orwell escreveu, dominado pela vigilância repressiva e pelo estado de segurança que usaria formas cruas e violentas de controle? Ou seria, como Huxley anteviu, um futuro em que abraçariamos nossa opressão embalados pelo entretenimento e pelo espetáculo, cativados pela tecnologia e seduzidos pelo consumismo desenfreado? No fim, Orwell e Huxley estavam ambos certos. Huxley viu o primeiro estágio de nossa escravidão. Orwell anteviu o segundo.

Temos sido gradualmente desempoderados por um estado corporativo que, como Huxley anteviu, nos seduziu e manipulou através da gratificação dos sentidos, dos bens de produção em massa, do crédito sem limite, do teatro político e do divertimento. Enquanto estávamos entretidos, as leis que uma vez mantiveram o poder corporativo predatório em cheque foram desmanteladas, as que um dia nos protegeram foram reescritas  e nós fomos empobrecidos. Agora que o crédito está acabando, os bons empregos para a classe trabalhadora se foram para sempre e os bens produzidos em massa se tornaram inacessíveis, nos sentimos transportados do Brave New World para 1984. O estado, atulhado em déficits maciços, em guerras sem fim e em golpes corporativos, caminha em direção à falência.

[…]

Orwell nos alertou sobre um mundo em que os livros eram banidos. Huxley nos alertou sobre um mundo em que ninguém queria ler livros. Orwell nos alertou sobre um estado de guerra e medo permanentes. Huxley nos alertou sobre uma cultura de prazeres do corpo. Orwell nos alertou sobre um estado em que toda conversa e pensamento eram monitorados e no qual a dissidência era punida brutalmente. Huxley nos alertou sobre um estado no qual a população, preocupada com trivialidades e fofocas, não se importava mais com a verdade e a informação. Orwell nos viu amedrontados até a submissão. Mas Huxley, estamos descobrindo, era meramente o prelúdio de Orwell. Huxley entendeu o processo pelo qual seríamos cúmplices de nossa própria escravidão. Orwell entendeu a escravidão. Agora que o golpe corporativo foi dado, estamos nus e indefesos. Estamos começando a entender, como Karl Marx sabia, que o capitalismo sem limites e desregulamentado é uma força bruta e revolucionária que explora os seres humanos e o mundo natural até a exaustão e o colapso.

“O partido busca todo o poder pelo poder”, Orwell escreveu em 1984. “Não estamos interessados no bem dos outros; estamos interessados somente no poder. Não queremos riqueza ou luxo, vida longa ou felicidade; apenas poder, poder puro. O que poder puro significa você ainda vai entender. Nós somos diferentes das oligarquias do passado, já que sabemos o que estamos fazendo. Todos os outros, mesmo os que se pareciam conosco, eram covardes e hipócritas. Os nazistas alemães e os comunistas russos chegaram perto pelos seus métodos, mas eles nunca tiveram a coragem de reconhecer seus próprios motivos. Eles fizeram de conta, ou talvez tenham acreditado, que tomaram o poder sem querer e por um tempo limitado, e que logo adiante havia um paraíso em que os seres humanos seriam livres e iguais. Não somos assim. Sabemos que ninguém toma o poder com a intenção de entregá-lo. Poder não é um meio; é um fim. Ninguém promove uma ditadura com o objetivo de assegurar a revolução; se faz a revolução para assegurar a ditadura. O objeto da perseguição é perseguir. O objeto de torturar é a tortura. O objeto do poder é o poder”.

O filósofo político Sheldon Wolin usa o termo “totalitarismo invertido” no livro “Democracia Ltda.” para descrever nosso sistema político. É um termo que não faria sentido para Huxley. No totalitarismo invertido, as sofisticadas tecnologias de controle corporativo, intimidação e manipulação de massas, que superam em muito as empregadas por estados totalitários prévios, são eficazmente mascaradas pelo brilho, barulho e abundância da sociedade de consumo. Participação política e liberdades civis são gradualmente solapadas. O estado corporativo, escondido sob a fumaça da indústria de relações públicas, da indústria do entretenimento e do materialismo da sociedade de consumo, nos devora de dentro para fora. Não deve nada a nós ou à Nação. Faz a festa em nossa carcaça.

O estado corporativo não encontra a sua expressão em um líder demagogo ou carismático. É definido pelo anonimato e pela ausência de rosto de uma corporação. As corporações, que contratam porta-vozes atraentes como Barack Obama, controlam o uso da ciência, da tecnologia, da educação e dos meios de comunicação de massa. Elas controlam as mensagens do cinema e da televisão. E, como no Brave New World, elas usam as ferramentas da comunicação para aumentar a tirania. Nosso sistema de comunicação de massas, como Wolin escreveu, “bloqueia, elimina o que quer que proponha qualificação, ambiguidade ou diálogo, qualquer coisa que esfraqueça ou complique a força holística de sua criação, a sua completa capacidade de influenciar”.

O resultado é um sistema monocromático de informação. Cortejadores das celebridades, mascarados de jornalistas, experts e especialistas, identificam nossos problemas e pacientemente explicam seus parâmetros. Todos os que argumentam fora dos parâmetros são desprezados como chatos irrelevantes, extremistas ou membros da extrema esquerda. Críticos sociais prescientes, como Ralph Nader e Noam Chomsky, são banidos. Opiniões aceitáveis cabem, mas apenas de A a B. A cultura, sob a tutela dos cortesãos corporativos, se torna, como Huxley notou, um mundo de conformismo festivo, de otimismo sem fim e fatal.

Nós nos ocupamos comprando produtos que prometem mudar nossas vidas, tornar-nos mais bonitos, confiantes e bem sucedidos — enquanto perdemos direitos, dinheiro e influência. Todas as mensagens que recebemos pelos meios de comunicação , seja no noticiário noturno ou nos programas como “Oprah”, nos prometem um amanhã mais feliz e brilhante. E isso, como Wolin apontou, é “a mesma ideologia que convida os executivos de corporações a exagerar lucros e esconder prejuízos, sempre com um rosto feliz”. Estamos hipnotizados, Wolin escreve, “pelo contínuo avanço tecnológico” que encoraja “fantasias elaboradas de poder individual, juventude eterna, beleza através de cirurgia, ações medidas em nanosegundos: uma cultura dos sonhos, de cada vez maior controle e possibilidade, cujos integrantes estão sujeitos à fantasia porque a grande maioria tem imaginação, mas pouco conhecimento científico”.

Nossa base manufatureira foi desmantelada. Especuladores e golpistas atacaram o Tesouro dos Estados Unidos e roubaram bilhões de pequenos acionistas que tinham poupado para a aposentadoria ou o estudo. As liberdades civis, inclusive o habeas corpus e a proteção contra a escuta telefônica sem mandado, foram enfraquecidas. Serviços básicos, inclusive de educação pública e saúde, foram entregues a corporações para explorar em busca do lucro. As poucas vozes dissidentes, que se recusam a se engajar no papo feliz das corporações, são desprezadas como freaks.

[…]

A fachada está desabando. Quanto mais gente se der conta de que fomos usados e roubados, mais rapidamente nos moveremos do Brave New World de Huxley para o 1984 de Orwell. O público, a certa altura, terá de enfrentar algumas verdades doloridas. Os empregos com bons salários não vão voltar. Os maiores déficits da história humana significam que estamos presos num sistema escravocrata de dívida que será usado pelo estado corporativo para erradicar os últimos vestígios de proteção social dos cidadãos, inclusive a Previdência Social.

O estado passou de uma democracia capitalista para o neo-feudalismo. E quando essas verdades se tornarem aparentes, a raiva vai substituir o conformismo feliz imposto pelas corporações. O vazio de nossos bolsões pós-industriais, onde 40 milhões de norte-americanos vivem em estado de pobreza e dezenas de milhões na categoria chamada “perto da pobreza”, junto com a falta de crédito para salvar as famílias do despejo, das hipotecas e da falência por causa dos gastos médicos, significam que o totalitarismo invertido não vai mais funcionar.

Nós crescentemente vivemos na Oceania de Orwell, não mais no Estado Mundial de Huxley. Osama bin Laden faz o papel de Emmanuel Goldstein em 1984. Goldstein, na novela, é a face pública do terror. Suas maquinações diabólicas e seus atos de violência clandestina dominam o noticiário noturno. A imagem de Goldstein aparece diariamente nas telas de TV da Oceania como parte do ritual diário da nação, os “Dois Minutos de Ódio”. E, sem a intervenção do estado, Goldstein, assim como bin Laden, vai te matar. Todos os excessos são justificáveis na luta titânica contra o diabo personificado.

A tortura psicológica do cabo Bradley Manning — que está preso há sete meses sem condenação por qualquer crime — espelha o dissidente Winston Smith de 1984. Manning é um “detido de segurança máxima” na cadeia da base dos Fuzileiros Navais de Quantico, na Virginia. Eles passa 23 das 24 horas do dia sozinho. Não pode se exercitar. Não pode usar travesseiro ou roupa de cama. Médicos do Exército enchem Manning de antidepressivos. As formas cruas de tortura da Gestapo foram substituídas pelas técnicas refinadas de Orwell, desenvolvidas por psicólogos do governo, para tornar dissidentes como Manning em vegetais. Quebramos almas e corpos. É mais eficaz. Agora todos podemos ir ao temido quarto 101 de Orwell para nos tornarmos obedientes e mansos.

Essas “medidas administrativas especiais” são regularmente impostas em nossos dissidentes, inclusive em Syed Fahad Hasmi, que ficou preso sob condições similares durante três anos antes do julgamento. As técnicas feriram psicologicamente milhares de detidos em nossas cadeias secretas em todo o mundo. Elas são o exemplo da forma de controle em nossas prisões de segurança máxima, onde o estado corporativo promove a guerra contra nossa sub-classe política – os afro-americanos. É o presságio da mudança de Huxley para Orwell.

“Nunca mais você será capaz de ter um sentimento humano”, o torturador de Winston Smith diz a ele em 1984.”Tudo estará morto dentro de você. Nunca mais você será capaz de amar, de ter amigos, do prazer de viver, do riso, da curiosidade, da coragem ou integridade. Você será raso. Vamos te apertar até esvaziá-lo e vamos encher você de nós”.

O laço está apertando. A era do divertimento está sendo substituída pela era da repressão. Dezenas de milhões de cidadãos tiveram seus dados de e-mail e de telefone entregues ao governo. Somos a cidadania mais monitorada e espionada da história humana. Muitos de nós temos nossa rotina diária registrada por câmeras de segurança. Nossos hábitos ficam gravados na internet. Nossas fichas são geradas eletronicamente.  Nossos corpos são revistados em aeroportos e filmados por scanners. Anúncios públicos, selos de inspeção e posters no transporte público constantemente pedem que relatemos atividade suspeita. O inimigo está em toda parte.

Aqueles que não cumprem com os ditames da guerra contra o terror, uma guerra que, como Orwell notou, não tem fim, são silenciados brutalmente. Medidas draconianas de segurança foram usadas contra protestos no G-20 em Pittsburgh e Toronto de forma desproporcional às manifestações de rua. Mas elas mandaram uma mensagem clara — NÃO TENTE PROTESTAR. A investigação do FBI contra ativistas palestinos e que se opõem à guerra, que em setembro resultou em buscas em casas de Minneapolis e Chicago, é uma demonstração do que espera aqueles que desafiam o Newspeak oficial. Os agentes — ou a Polícia do Pensamento — apreenderam telefones, computadores, documentos e outros bens pessoais. Intimações para aparecer no tribunal já foram enviadas a 26 pessoas. As intimações citam leis federais que proíbem “dar apoio material ou recursos para organizações terroristas estrangeiras”. O Terror, mesmo para aqueles que não tem nada a ver com terror, se torna o instrumento usado pelo Big Brother para nos proteger de nós mesmos.

“Você está começando a entender o mundo que estamos criando?”, Orwell escreveu. “É exatamente o oposto daquelas Utopias estúpidas que os velhos reformistas imaginaram. Um mundo de medo, traição e tormento, um mundo em que se atropela e se é atropelado, um mundo que, ao se sofisticar, vai se tornar cada vez mais cruel”.

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Em Babilônia, seremos felizes para sempre – para sempre ? | ideiasaovento

26/03/2015 - 16h30

[…]   Os empregos com bons salários não vão voltar. Os maiores déficits da história humana significam que estamos presos num sistema escravocrata de dívida que será usado pelo estado corporativo para erradicar os últimos vestígios de proteção social dos cidadãos – inclusive a Previdência Social.   O estado passou de uma democracia capitalista para o neo-feudalismo.    E quando essas verdades se tornarem nítidas, quando a ilusão desaparecer, a raiva vai substituir o conformismo feliz imposto pelas corporações. Quando o vazio dos bolsões pós-industriais estiverem vivendo em estado de pobreza, e a falta de crédito não puder salvar as famílias do despejo, das hipotecas e da falência por causa dos gastos médicos, o totalitarismo invertido [totalitarismo até então disfarçado] não vai mais funcionar.   A cada dia que passa, cada vez mais vivemos na Oceania de Orwell – e não mais no Estado Mundial de Huxley.    Nunca mais seremos capazes de ter um sentimento humano – tudo estará morto dentro de nós. Nunca mais seremos capazes de amar, de ter amigos, de ter prazer em viver, em sorrir. Perderemos o ânimo que a curiosidade nos permite, e também a autoconfiança, resultado do orgulho por sermos corajosos e íntegros.   O laço está apertando. A era do divertimento está sendo substituída pela era da repressão. Dezenas de milhões de cidadãos já estão tendo os seus dados de e-mail e de telefone entregues ao governo. Somos a cidadania mais monitorada e espionada da história humana. Muitos de nós temos nossa rotina diária registrada por câmeras de segurança. Nossos hábitos ficam gravados na internet. Nossas fichas são geradas eletronicamente.  Nossos corpos são revistados em aeroportos e filmados por scanners. Anúncios públicos, selos de inspeção e posters no transporte público constantemente pedem que relatemos atividades suspeitas – porque o inimigo está em toda parte. O Terror, mesmo para aqueles que não tem nada a ver com terror, se torna o instrumento usado pelo Grande Irmão [Big Brother] para nos proteger de nós mesmos.   Você está começando a entender o mundo que estamos criando ?, Orwell escreveu. E respondeu – é exatamente o oposto daquelas utopias estúpidas que os velhos reformistas imaginaram. Um mundo de medo, traição e tormento, um mundo em que se atropela e se é atropelado, um mundo que, ao se sofisticar, vai se tornar cada vez mais cruel.   http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/chris-hedges-orwell-estava-certo-huxley-tambem.html […]

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Entropia ! | Orwell & Huxley um ensaio distópico

14/09/2014 - 14h29

[…] 14/09/14 – Recentemente li o artigo que fora públicado no final de 2010 que dialoga perfeitamente com […]

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Chris Hedges: Orwell estava certo. Huxley, também | CORROSIVO

31/01/2013 - 22h31

[…] http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/chris-hedges-orwell-estava-certo-huxley-tambem.html Esse post foi publicado em Livros e marcado 1984, Admirável mundo novo, escravidão, George […]

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Rodrigo Oliveira

12/02/2011 - 17h25

é o mundo perto da grande virada , o desespero do poder em tentar controlar tudo é em vão. O indivíduo e sua consciencia vai deixar essa era de planetarização para tras e a era do crescimento industrial dará lugar à era da conservação e sustentação da Natureza , deixemos a paranoia para quem é , é um trabalho preciso e precioso "virar a face". o que orwel e huxley veriam hoje no futuro?

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Ulisses

09/01/2011 - 12h44

Tirando a parte que a culpa é do capitalismo, o texo é bom! Mas o movimento globalista de Huxley é o que esta fortificando os controles locais, e a busca do poder pelo poder citado no texto é o projeto do PT!

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    Tio

    07/05/2012 - 13h34

    O redator do texto discorre sobre um projeto de âmbito mundial, aí vem um jacu e diz que a culpa é do PT. Vá ler mal, assim, lá na casa do Olavo de Carvalho.

Edson

03/01/2011 - 19h23

O que causa mais irritação é o cinismo dos EUA na propaganda de sua Democracia.
Felizmente o "american way of life" está em um processo de desmascaramento.
Falta ao povo estadunidense adquirir forças contra esta onda manipuladora, contra a máquina de lavar mentes que é a indústria do cinema, Hollywood.

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Glecio_Tavares

31/12/2010 - 15h53

Os novos profetas escrevem ficção cientifica.

Junte a eles Arthur C.Clarke e Isaac Asimov e dá para prever muito do futuro.

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Silva

30/12/2010 - 11h42

Texto magnifico , explica o processo de transição de controle de forças poderosas.
pena que os jovens brasileiros leem pouco principalmente os classicos.

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Telmo Vieira

30/12/2010 - 10h25

Já existe um resumo antigo sobre o assunto: Panis et circensis….dando pão e circo leva-se a turba a qualquer lugar…..

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Alexandre G Marques

30/12/2010 - 08h10

Li por aí "Um mundo melhor começa em casa". Que poderemos desenvolver para: – Um mundo melhor começa dentro de nós mesmos. Só poderemos resistir se pelo menos cheirarmos as informações antes de as ingerir. Devemos recusar todos os dias e em todas as horas a ração bovina imposta pelas medias e regurgitada por tantos. E divulgar ao máximo as verdades de visões coerentes como esta de Chris Hedges.

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Bonifa

29/12/2010 - 18h39

Este texto deveria passar de mãos em mãos nos EUA, para cimentar a idéia da criação de uma nova agremiação política, uma agremiação que possa, para usar a palavra da moda, "refundar" a grande nação americana do Norte. Muitos de nós discutimos cada frase deste artigo, sem nunca tê-lo visto em tão explícitas e concatenadas linhas. Menos sobre esta tal Democracia Reversa, da qual nunca ouvimos falar mas vamos procurar saber. É, no fundo, a democracia ocidental imaginada por Max Weber. Faz-se necessário, para avançar politicamente, dinamitar o niilismo weberiano, pano de fundo de toda essa sensação primeiro-mundista de que não vale a pena questionar nem resistir. Essa sensação é a mãe cultural da Lei do Gerson. É a mãe do anti-nacionalismo tucano. É a mãe do desvio ideológico neoliberal petista. Quanto à análise, verdadeira tomada de consciência, mas que ainda está presa à idéia do determinismo fatalista de Orwell, filho da imposição filosófica da inevitabilidade do Pensamento Único Ocidental weberiano, falta-lhe ainda a opção da hipótese de H. G. Wells. Por ela, no futuro, a humanidade se dividirá em duas. Na superfície da Terra, viverão os Eloi, povo dócil, feliz e que se recusa a pensar mais profundamente. Povo que só pensa em desfrutar as maravilhas de seu paraíso terrestre que permanece imperturbável, até o momento em que escutam as sirenes indicadoras de bombardeios aéreos que, curiosamente, no futuro, não mais existirão. Mas obedecendo a um reflexo condicionado que ficou em seu DNA desde tempos antigos, os Eloi dirigem-se às cavernas de supostos abrigos antiaéreos, cujas portas se abrem para recebe-los. Mas não são abrigos antiaéreos. São as entradas do mundo subterrâneo dos Morlock, monstros degenerados de antigos humanos, que vivem nas sombras e se alimentam do gado humano que vive na superfície, pastando inocente, sem saber e sem querer saber do cruel destino. Os Morlock seriam, sem dúvida, os banqueiros e as elites das corporações.

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Santos

29/12/2010 - 11h46

George Orwell só errou o ano (1984)..

O grande fato que cada vez mais vemos "líderes" governarem com conceitos aquém da ética e poder além da lei.
Tenho lido cada vez mais em sites e blogs estadunidense gente prevendo que os USA serão terão uma ditadura em breve. Quando as finanças falirem, é bem provavel que isso aconteça.

E tudo isso ainda me fez lembrar da palestra do Dr. Nicolelis: " O primeiro mundo é aqui [Brasil]"

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    Luis

    29/12/2010 - 17h52

    Santos, o ano "1984" é irrelevante porque para os cidadãos de Oceania qualquer data é irrelevante. O governo que controlar a história, controlar as datas, a sequencia dos fatos é porque já dominou o mecanismo de pensamento de todos. Então, o livro tem o título 1984, mas poderia ser 1716 ou 3018. Isso já não importa mais. Não houve erro do autor. Esse conceito é de suma importancia para compreensão da obra, blz? Abs e, aproveitando a oportunidade, bom ano novo a todos.

João Leonel

29/12/2010 - 11h02

Esse é daqueles que a gente lê e tem a sensação do soco no estômago.
A análise se dá no contexto da realidade estadunidense, mas é válida para os demais componentes do chamado primeiro mundo.
Para nós brasileiros serve como alerta ou aviso de um provável futuro, mantidos os movimentos hegemônicos atuais.
Durante a leitura deu vontade de reler os livros mas confesso que tb bateu aquele pensamento, tipo, será que vale à pena? Pra que entender melhor o mundo ao nosso redor e ficar mais revoltado? Não é melhor seguir ignorando e assim achar que está sofrendo menos? Não é melhor se conformar com a realidade de ser um corpo estranho e se contentar com o pequeno espaço de tolerância que a sociedade atual reserva aos marginais comportados?
Vou reler.

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    Mário SF Alves

    29/12/2010 - 17h07

    Gostaria de concordar com você, mas ainda acredito que estamos fazendo a nossa parte. A eleição da ex-ministra Dilma prova isso. (Ufa! Que sufoco foi essa eleição!) Além do que, existem outros meios. Um deles é aprofundar conhecimentos no GNU-Linux.
    Sorte, Mário.

    Morvan

    30/12/2010 - 13h01

    Mário SF Alves, concordo. Estamos fazendo a nossa parte. Quanto ao aprofundamento, não só em GNU-Linux, mas em SL, a Presidente vai ter que imprimir mais força neste quesito. É um dos pontos cruciais para a independência tecnológica dos brasileiros e de toda a humanidade.
    Viva a Liberdade – Viva o Software Livre.

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Mário SF Alves

    30/12/2010 - 15h46

    Morvan,
    Temos nos reportado muito ao Assange e não é para menos. Embora já se perceba alguma controvérsia em relação ao processo de tomada de decisão por parte dele é inegável que há muito mérito na ação desencadeada pelo WikiLeaks, uma vez que a divulgação dos telegramas reacendeu uma discussão imprescindível nos dias que correm e que tem relação direta com este artigo do Cris Hedges, divulgado pelo Azenha. É neste contexto que vislumbro esta possibilidade de reconhecimento, descoberta e domínio dos processos em GNU-Linux, e é também nesse sentido que entendo o quanto o Linus Torvalds foi desprendido e o quanto foi e é um libertário. Por isso acho justo que se conclame honras a ele e a todos os desenvolvedores que o seguiram. São grandes almas. Aliás, parece-me que não é à-toa que a proposta mais avançada de legislação de liberdade de imprensa, e que contou com a participação do Assange, está sendo implantada na Islândia, terra do Linus. Obrigado.

    Mário SF Alves

    31/12/2010 - 09h30

    Morvan,
    Tecnicamente imperdoável, mais ainda assim, desculpe-me pelo equívoco quanto a nacionalidade do Linus. Ele é Finlandês. Portanto, não seria pr aí o link entre Assange e o SL.

    Marcelo Simba

    28/03/2011 - 15h22

    Sim, foi interessante ler isso meu trabalho e falar: estamos no Brasil. Eu gosto de aguardar as cenas dos próximos capítulos. Ligando GNU-Linux, 1984 e BNW: adicione O Processo e mantenhamos ativa a nossa vida cotidiana (de Chico Buraque).

mariazinha

29/12/2010 - 10h16

PERFEITO! Maçons, fundaram os EUA e depois, israel. Aquela que está assentada no meio do oceano os gerou. Pelo menos já sabemos como tudo começou. http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR

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OBSERVAÇÕES SOBRE O BRINCAR DA CRIANÇA NA SOCIEDADE DO CONSUMO |

29/12/2010 - 10h01

[…] um pouco à moda do Admirável Mundo Novo, a sociedade do consumo oferece tudo aquilo que a parte mais primitiva do nosso sistema […]

Responder

Tereza

29/12/2010 - 07h35

No que pese o tom apocalíptico, uma análise bem interessante.

Responder

Fabio_Passos

29/12/2010 - 01h07

Tem que rolar é uma pusta Revolução Global.
Ceifar as cabeças dos tiranetes corporativos que estão ferrando toda a humanidade.

One day as a Lion ao vivo.
Jon Theodore com a mão pesada.

"
ocean of tears rise,
rise a flame to tear them down
ocean of past crimes
now fill our hearts to tear them down
"

[youtube nxCQc1FGM5E http://www.youtube.com/watch?v=nxCQc1FGM5E youtube]

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Chris Hedges (via @viomundo): Orwell estava certo. Huxley, também « Opinião Divergente

28/12/2010 - 23h10

[…] Chris Hedges: Orwell estava certo. Huxley, também | Viomundo – O que você não vê na mídia. […]

Responder

Zegutti

28/12/2010 - 22h41

Arrepiante mesmo. Este texto é para ler, reler e refletir.
Muito bom para nossa reflexão, quando comparamos a ficção com a realidade sinto até calafrios…………..

Responder

Denise

28/12/2010 - 21h29

li a grande maioria dos comentários e achei um ótimo sinal ter tanta gente nesta época do ano, se dispondo a não permanecer no oba oba de fim de ano.
gostaria de ressaltar os comentários do aldo:
ele colocou, a importância da internet e a responsabilidade de cada um de nós pelas escolhas e decisões.
penso também que temos que nos organizar e nos fortalecer em grupos de ação.
tenho me engajado em prout que é uma proposta de novo modelo socio economico que tem como base o cooperativismo, equilibrio ecologico e valores universais. pra saber mais veja http://www.proutsp.blogspot.com e http://www.proutworld.org

Responder

Marino Piccoli

28/12/2010 - 20h30

Azenha, sinto falta do "publicar no facebook". Houve alguma mudança? Não encontrei mais essa opção, apenas o "curtir".

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Regina

28/12/2010 - 19h36

Valeu Inês….esqueci a ressalva…achei que estivesse implícita.

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Emília

28/12/2010 - 19h18

Depois de um texto desses, prefiro o "subdesenvolvimento" do meu amado Brasil. O texto me deu calafrios, pois fiquei pensado se o Lula não tivesse ganhado as eleições de FHC ou, se o Serra tivesse vencido a Dilma o que teria sido de nós. Esse é o resultado do neoliberalismo americano que é a paixão dos tucanos. Deus livrai-nos do mal….

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    Mário SF Alves

    29/12/2010 - 17h19

    Que nada Emilia, é pura teoria da conspiração. Não é isso o tem sido por aí? Ou, ainda, apocalipse e coisas do gênero? E a estória do terrorista-mor, o BusbLaden que ninguém viu, que ninguém sbe. Falta mais luz sobre aquele fatídico 11, ou não?

ZePovinho

28/12/2010 - 18h05

Dilma nomeou um general que recebeu patente de FHC para o GSI: http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/12

E o rapazinho já tinha dado uma entrevista nesse órgão,que dizem ser do SOUTHCOM- o Comando Sul dos EUA:
http://www.dialogo-americas.com/es/articles/rmisa

Te cuida,Dilma.Não se coloca gente dos EUA nesses comandos fundamentais para a segurança do Estado.

Responder

Marino Piccoli

28/12/2010 - 17h41

Meus dois livros preferidos. Acho que deveria ser obrigatório para adolescentes do 2º grau. Expande a mente!

É realmente de arrepiar quando começamos a comparar a ficção e a realidade.

Responder

Chris Hedges: Orwell estava certo. Huxley, também « Olho Turco

28/12/2010 - 17h35

[…] http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/chris-hedges-orwell-estava-certo-huxley-tambem.html By olhoturco, on 28 28America/Sao_Paulo dezembro 28America/Sao_Paulo 2010 at 17:32, under […]

Responder

Roberto Jr.

28/12/2010 - 17h06

Quem diria, o inimigo número 1 da Oceania, Emmanuel Goldstein, estava prevendo o futuro quando escreveu a Teoria do Socialismo Oligárquico no livro 1984…

A primeira vez que li 1984 foi nos anos 90, e era clara a referência à recém extinta União Soviética, todos que liam entendiam o livro como uma crítica ao comunismo. Mas, passados alguns anos, mais precisamente depois de 11/09/2001, comecei a ver os EUA, o esteio do capitalismo, adotar a teoria de Goldstein: guerra eterna, poder pelo poder, supressão de liberdades…

No final, acho que o futuro vai ser um misto de 1984 com a sociedade descrita em contos cyberpunk como Neuromancer, Do Androids Dream of Electric Sheep (a origem do filme Blade Runner) e outros futuristas: as grandes corporações governarão o mundo, nossa vida será totalmente orientada por elas. Trabalharemos para a corporação, nossos filhos estudarão nas escolas da corporação, você terá entretenimento autorizado pela corporação, morará no conjunto habitacional da corporação, sofrerá com as guerras corporativas, será enterrado no cemitério da corporação… e assim por diante.

Responder

    ZePovinho

    28/12/2010 - 17h54

    Concordo com você,Roberto.Em gênero,número e grau.

    Mário SF Alves

    29/12/2010 - 17h36

    Concordo com os dois e de igual forma em gênero e número, porém não em grau. Creio que a realidade seja bem mais dinâmica do que isso. Mesmo porque o povo – mesmo com esse mundo supertição reinante – não vai se deixar entorpecer ainda mais em nome dos interesses exclusivos de um punhado de plutocratas, corporativos ou não. Entre nós, ou melhor, em meio à elite dita do Brasil, existe a mania de transplantar experiências de outros países. O espelhão sempre foi os EUA. Outro dia mesmo estávamos às voltas com os demo-tucanos e seu Tea Party versão tupiniquim. Deu no que deu, loucura geral, e no final das contas apelaram até para bolinha de papel.

    Luis

    29/12/2010 - 18h02

    Não vi crítica apenas ao comunismo, acho isso uma percepção equivocada porque o nazismo chamou-se Nacional Socialista, não esqueçam. Creio que no futuro, não haverá países mas somente corporações. Abs.

Rafael J

28/12/2010 - 16h44

Exageros à parte, é de ressaltar como a crise abalou o otimismo arrogante dos norte-americanos. O futuro pintado por Huxley e Orwell sempre encontrou eco no terceiro mundo, marcado por um sentimento de desesperança generalizada. O jogo parece estar sendo revertido.

Responder

Regina

28/12/2010 - 15h58

Azenha,como sempre os textos escolhidos saõ excelentes…Arrepiante,real,claro,triste…Mas no meio do Caminho havia uma pedra…Havia uma pedra e é a América Latina.A própria internet é uma resistência diante do quadro sombrio.Pode-se quebrar um homem na mente e no corpo…Mas um grupo é igual a um feixe de madeira.Por isso torço por blogueiros unidos…Há muito por vir e as palavras naõ podem separar.Afinal,vcs jornalistas saõ as luzes que mostram o Caminho.Podemos e Vamos criar uma nova Visaõ.Nem 1984 e Nem o Admirável Mundo Novo…Mas o TRATADO DE NOSSA HUMANIDADE.

Responder

    Ines Ferreira

    28/12/2010 - 18h35

    Ao comentário da Regina apenas uma correção, quando ela diz "vcs jornalistas são as luzes que mostram o Caminho…" ficamos combinados que são os jornalistas (diplomados ou não) que estão na blogosfera, pq os jornalistas do PIG não mostram caminho, mostram abismos….

    Mário SF Alves

    29/12/2010 - 17h46

    Regina e Inês somadas = esperança e otimismo. Todos os do Vi o mundo + [blogosfera e governo progressistas] – PIG = resistência e desenvolvimento sócio-econômico = Brasil País de Todos!

Giovani

28/12/2010 - 15h55

Pois é, vamos sempre assistir BBB e ler sites de fofoca, comprar os artigos da moda, ler os jornais da grande mídia. E tudo sem questionar, não precisamos questionar, afinal, o Grando Irmão está cuidando de nós…

Ultimamente o Grande irmão está mostrando a cara. Concordo com esse texto genial, e a pergunta certa não é Se isto vai acontecer, mas Quando acontecerá. Às vezes me parece um caminho sem volta.

Percebi que quanto mais o capitalismo corre perigo, maior é a repressão. Bradley Manning é apenas mais um a sofrer, muitos já passaram ou ainda passam por isso, e muitos ainda virão.

Parabéns Chris Hedges pelo artigo
e parabéns Azenha pela divulgação
Huxley e Orwell simplesmente gêniais!!!

Responder

    Mário SF Alves

    29/12/2010 - 17h53

    Giovani,
    Faltou juntar a essa sua salada comportamental, uma certa dose cotidiana de superstição, e que é a azeitoninha dourada dessa empada pronta pra ser assada nas fornalhas do corporativismo sequestrador de Tios Sans, já sem nenhum controle e sempre sem ética nenhuma.

monge scéptico

28/12/2010 - 15h39

A partir do big brother, se espraiando para o cone sul, aos poucos vamos tendo que dançar
o "miudinho", porque das raquíticas e bufas "democracias" como a brasileira, sera exigida,
estrita vigilância dos que discordam do grande irmão, mesmo aqui nas terras tupiniquins.
Apesar de termos nos livrado dorepresentante do demo do norte, o hoje apelidado cerra,
há ainda muitos(jobim, marina, altas patentes, congresso etc etc), que rezam pela bíblia negra
da USA/uk, que endemoniados,buscam o domínio mundial a qualquer custo. "Qualquer custo",
quer dizer que a sua a minha vida, nada valem. Só nosa resta vendê-la caro se…………………….

Responder

    Mário SF Alves

    29/12/2010 - 18h20

    Monge,
    Desculpe aí pela idéia meio que destoante, mas, pense bem. Imagine que se a ordem é tudo ao extremo. Tipo poder extremo e riqueza extrema. Então a regra sómente se realizaria em condição de igualmente extrema liberdade de impor tal ordem; o que pressuporia total superação de limites éticos e quaisquer outros limites. Daí que todo o poder tenderia a concentrar-se em um único individuo ou numa única corporação. Assim, ao final de algum tempo – e se se considera a nutureza humana, a ambição desmedida, a mesma que iviabilizou o socialismo real, a fómula se revelaria tão ou mais desastrosa que aquela. Creio que seja por essas e por outras que se diz que a verdade está no meio, ou melhor, na média ponderada das tendências.

Cristina Nunes

28/12/2010 - 15h20

Uma entrevista muito boa foi feita pelo programa milênio – Jorge Pontual
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,…

e ainda
http://globonews.globo.com/platb/milenio/2010/01/
http://www.luisnassif.com/profiles/blogs/chris-he

Responder

    Mário SF Alves

    30/12/2010 - 10h49

    Vi a entrevista do Pontual com o Cris Hedges. Obrigado. E embora, difícil crer, ainda existe vida autônoma no seio do PIG-global.

dukrai

28/12/2010 - 15h06

da literatura para o cinema, roliúdi foi a expressão, a arma de propaganda mais eficiente do império e o processo de colonização cultural empreendido pelo cinema "americano" foi avassalador. Quando se vê a grande máquina dar pau e mega-estúdios quebrarem a questão não é apenas econômica, falamos de símbolos e eles manifestam o estado latente da ruína imperial.
A tv a cabo e seus canais "americanos" expressam agora um multilateralismo que negam a supremacia de roliúdi e filmes iranianos, indianos, latino-americanos e brasileiros convivem com exterminadores e day after. novos atores entram em cena e espera-se que a inanição do império o leve ao desmonte das suas 700 bases espalhadas pelo mundo, sem espasmos e truculência, mas que bate um medo, isto bate.

Responder

vanraz

28/12/2010 - 14h45

Esse texto dá um frio na barriga. Bin Laden deve está rindo agora, se é que ele está vivo e não é uma farsa. http://www.vanraz.wordpress.com

Responder

ZePovinho

28/12/2010 - 14h07

Documentário,com legendas em português,sobre Daniel Ellsberg- o homem que vazou os Pentagon Papers.Daniel é economista por Harvard,trabalhou no Pentágono e criou o Paradoxo de Ellsberg-um experimento que questiona profundamente uma das bases do neoliberalismo em economia:a teoria da escolha racional dos consumidores nos mercados:

[youtube o4xU-Lo3crI http://www.youtube.com/watch?v=o4xU-Lo3crI youtube]

Responder

Valdeci Elias

28/12/2010 - 14h05

Aqui no Brasil, estamos seguindo, o caminho inverso dos EUA. Começamos por 1984. Até que Lula chegou e esta nos levando para o Brave New World.

Responder

ZePovinho

28/12/2010 - 14h01

Saiu na Espanha:
http://www.voltairenet.org/article167888.html

El Sr. Assange director de Wikileaks recibió dinero de funcionarios del régimen de Israel

Defraudados del desvío que sufrió la misión original de Wikileaks, ex colaboradores de este portal han decidido advertir de los reales propósitos del fundador de esta web, Julián Assange, quien ha tenido que esquivar más problemas jurídicos; en cuanto al procedimiento en sus publicaciones, que padecimientos y persecución política.

El problema principal reside, según el ex colaborador de Wikileaks Daniel Domscheit Berg, en que Assange, llega a acuerdos comerciales con los medios comerciales de comunicación que han publicado los documentos sobre la cuestionada política exterior de los Estados Unidos, y sus redes de espionaje en todo el mundo.

Domscheit Berg, publicará próximamente un libro titulado: “Dentro de Wikileaks”, en el que señala su autor que la actitud de Julián Assange es propia de un “rey”, quien además impone sus deseos y criterios por sobre la de otros miembros de su equipo. De esta forma, destaca el ex miembro de Wikileaks, la política de Assange, pasa por “llegar a acuerdos” con los medios comerciales, para crear golpes periodísticos que buscan el sensacionalismo.

La pregunta clave, y que induce a sospechas bien fundadas, es: ¿porqué en los documentos publicados por Wikileaks, no se encuentra alguno referente al régimen de Israel?. El que calla, otorga; pero también participa.

El principio de incertidumbre y la duda razonable, sobre los vínculos de Julián Assange con las autoridades del régimen de Tel Aviv, entregan las primeras pistas para despejar las interrogantes del caso.

De acuerdo con los portales informativos, La República de España y La Verdad, de Siria, Assange recibió una cuantiosa suma de dinero, entregada por funcionarios del régimen de Israel, para que Assange no revelara ningún tipo de documento sobre tal entidad.

Destacan los medios de comunicación español y sirio, que en tal pacto fue consumado en la ciudad suiza de Ginebra, a principios de 2010, con el objetivo de censurar datos y comunicaciones relativos a los ataques del régimen de Israel contra la población civil de El Líbano y palestina de Gaza, en 2006 y 2008, respectivamente.

Las fuentes del diario sirio La Verdad, confirman que las copias de los documentos secretos provenientes de las embajadas de Estados Unidos en Tel Aviv y Beirut, fueron destruidas por el propio Assange, quien, supuestamente, en el caso de conservarlos aún, es el único que posee las contraseñas para abrirlos. De hecho, comentó Assange ante los medios de comunicación, que “si algo le ocurriera”, entregaría las claves para que sus colaboradores hagan públicos otros documentos, sin precisar sobre cuáles archivos comentaba.

Para sellar el acuerdo entre Assange y el régimen de Israel, se grabó un video, donde se zanjó la prohibición para que esos documentos se difundieran.

También, el diario libanés Al Akhbar reveló que el régimen de Tel Aviv “ofreció una gran cantidad de dinero”, para obtener de forma previa los documentos relacionados con su ataque en 2006 contra Gaza, y particularmente, las actas de una reunión que se efectuó en la embajada estadounidense en Beirut el 24 de julio de ese año. Este encuentro, es considerado como “un consejo de guerra”, en el que los representantes del régimen de Israel decidían sobre las vidas de los libaneses, y fue clave para ellos para atacar al Hizbullah y sus aliados.

El mayor beneficio para el régimen de Tel Aviv reside en que, dentro de los miles de documentos que vieron la luz en medios de comunicación, webs, blogs y redes sociales, ninguno hace mención de los movimientos de ese régimen. No obstante, y de una u otra forma, los demás países fueron etiquetados.

Una de los políticos que más se congratuló, y sintió satisfacción, fue el primer ministro del régimen de Israel, Benjamín Netanyahu. Hace sentido su frase, a este respecto, ya que declaró que las revelaciones “eran buenas” para ellos.

Todo indica que el espionaje del régimen de Israel funciona a partir de compras y ventas; subastas y mejores posturas, mas no precisamente de inteligencia para actuar con prospectiva.

Indicios para esta afirmación pueden ser encontrados en las declaraciones de Netanyahu, quien en una conferencia de prensa corroboró haber “tomado la iniciativa”, con el fin de evitarse malos ratos. Gracias a su flamante adquisición, dijo que no había ningún documento sobre su régimen “que haya sido revelado por Wikileaks”. Incluso, hasta elogió a Julián Assange, como “un héroe de la transparencia y la apertura”, en una entrevista para el magacín norteamericano Time.

Responder

mello

28/12/2010 - 13h02

Que texto!! É para reler, como também reler os livros…Muita reflexão e observação pela frente….Instigante!
Só aqui mesmo ….

Responder

CLAUDIO LUIZ PESSUTI

28/12/2010 - 12h23

Fiquei muito impressionado com a leitura desse texto.Apesar de ele ser focado nos EUA, sera que nao podemos ver estes tracos no Brasil?Sera que as corporacoes midiaticas brasileiras se lancaram contra Lula porque ele e um empecilho a este projeto deles?E necessario que reflitamos sobre isso, pois vivemos numa sociedade de comunicacao e de massas.Por mais que um governo popular tente se contrapor , ele nao pode , continuamente, resistir a esta torrente sem que o povo acorde para o que esta acontecendo.

Responder

aldo luiz

28/12/2010 - 12h15

“Você está começando a entender o mundo que estamos criando?”, Orwell escreveu. “É exatamente o oposto daquelas Utopias estúpidas que os velhos reformistas imaginaram. Um mundo de medo, traição e tormento, um mundo em que se atropela e se é atropelado, um mundo que, ao se sofisticar, vai se tornar cada vez mais cruel”.

Caros amigos, "este mundo", psicopata, religioso e milenar, já está criado e nós, senzalados e ignorantes, estamos nele. Há algum tempo aqui "venho levanto esta bola" que chamam de "teoria da conspiração" (contra informação), e que nada mais é do que o 4º Reich avançando sobre o mundo ao passo de ganso acelerado com sua sempre reciclada velhíssima NOVA ORDEM MUNDIAL ESCRAVISTA COM SEUS INTOCÁVEIS BANQUEIROS ENCOBERTOS PELA MIDIOCRACIA DE SUA PROPRIEDADE. É por estas e outras que desde antes dos BUSHES estão sendo construídos mais de 800 campos de concentração espalhados pelos EUA. Previdentes este governantes hein? A televisão nunca mostrou?

Ver ou não ver esta verdade vai depender sempre do quanto estivermos identificados com a informação. A grande maioria ainda não enxerga um palmo além da tela da deusa TV. Vive ignorante e escrava de doutrinadores programas de escassez geradas e geridas pelos INTOCÁVEIS banqueiros "DONOS DO MUNDO" que nos mantém assim "alegremente" algozes e carcereiros uns dos outros auferindo para eles lucros abjetos.

Quando A CONSCIÊNCIA É UM PROGRAMA escravagista IMPOSTO pelos dominadores desde a infância, RELIGIOSAMENTE, pouco há que se esperar de uma humanidade infantilizada até a alma para o permanente senzalamento e sistemática exploração, e que está abandonada à própria desgraça, só aqui no Brasil, HÁ 510 ANOS. Nada, religião alguma, lei alguma, substituirá a responsabilidade 100% dos julgamentos, escolhas e decisões de cada um de nós. A verdadeira revolução é intrapessoal e intransferível. Definitivamente, nada substituirá a responsabilidade 100% dos julgamentos, escolhas e decisões de cada um de nós; individualmente

O BRASIL é o alvo na alça de mira desta corja escravagista. Não se iludam. Sejamos responsáveis e não sejamos desonestos. Abramos os olhos de ver. A História "do povo brasileiro", sempre escrita pela elite escravista, está resumida numa BOLINHA DE PAPEL. Conspiram como respiram. No contemporâneo Brasil escravagista quando ainda, 3 entre cada 5 brasileiros não têm o que comer todos os dias, quem está preocupado com saúde de quem? A ilha BRASIL não é o Haití, mas não é "o pais" das maravilhas imune aos predadores que estão prontos para tomar posse do que, desde a doutrina Monroe, naturalmente "lhes pretence". Dilma será nosso Obama deception?

SÓ PARA NÃO ESQUECER: POLÍTICOS ESTÃO AÍ PARA NOS DAR A ILUSÃO QUE TEMOS ESCOLHAS neste escravismo travestido.
Caros amigos, 2011 está aí. O tempo urge. Todo este debate só é possível graças a esta Bendita Internet. Temos que retirar urgentes lições de nossos acertos e erros, seguir separando o joio do trigo e compartilhando os resultados. Os sapos venenosos serão cada vez maiores e em maior número até que retirarão a Internet da tomada de todos os "TERRORISTAS" que não apóiam a BÉLICA VELHÍSSIMA ESCRAVISTA NEW WORLD ORDER & SEUS INTOCÁVEIS BANQUEIROS que administram a escassez planejada de tudo para manutenção de suas senzalas, e, acusarão esses mesmos "TERRORISTAS" por este feito. Este processo já começou e a midiocracia não vai deixar você ver.

Sinto muito, me perdeo, te amo, sou grato. http://infinitoaldoluiz.blogspot.com/2010/12/algu

Responder

    Denise

    28/12/2010 - 20h52

    olá aldo
    o que vc sugere?
    como vc bem colocou, a importância da internet e a responsabilidade de cada um de nós pelas escolhas e decisões, são elementos fundamentais neste processo.
    porém penso que temos que nos organizar e fortalecer grupos de ação.
    tenho me engajado em prout que é uma proposta de novo modelo socio economico que tem como base o cooperativismo, equilibrio ecologico e valores universais. http://www.proutsp.blogspot.com
    abs

    Mário SF Alves

    29/12/2010 - 19h02

    Retomando o … "Façam o seu jogo senhores". De fato, bendita internet! Mas, até quando Sofia? Até quando hás de pensar com seu prórpio cérebro? Até quano Sofia hás de livre-pensar? Cada vez mais temos de compreender a única arma que nos resta. Cada vez mais só nos resta a rede e, portanto, todo o tempo livre ao GNU-Linux. e cada vez mais toda honra ao Linus Tovalds e à todas as grandes almas que o acompanharam e às que o antecederam. Não passarão!

    Mariano S. Silva

    29/12/2010 - 01h07

    Nossas eventuais articulações são públicas e as "deles" são no segredo dos conluios altamente privados, tipo sociedades secretas. Quem quizer imaginar um pouco do clima é só se lembrar "De Olhos Bem Vendados". A coisa foi tão bem feita que foi escondida de toda a humanidade por tanto tempo. História falsificada, conhecimento falsificado, especialização alienante, pouco pão e muito circo, informação TODA controlada sem espaço para o verdadeiro contraponto com até mesmo a criminalização deste. Quem ousava considerar conspirações era tachado prontamente de paranóico. Neste estado de coisas ficava difícil encontrar iguais com quem trocar figurinhas. O momento mágico atual, onde uma rede que foi criada com propósitos militares se transforma em importante instrumento de contestação desse diabólico poder, só pode ser festejado. Quanto tempo temos antes que caiamos no buraco negro da escravidão? A contemporaneidade expõe fraquezas do império que nunca pudemos observar. Surge um pólo de poder, que nunca fez parte do esquema, e que não pode ser eliminado sem uma catástrofe mundial. O momento é especialmente pedagógico…Façam seu jogo senhores!

Uma pessoa

28/12/2010 - 12h13

Quem sabe destas coisas não quer ter filho. Como todo mundo tem filho, ninguém sabe de nada.

Responder

Hans Bintje

28/12/2010 - 11h39

De Friedrich Nietzsche, trecho de 'Genealogia da Moral':

"'Como é possível? Como pôde isto acontecer a cabeças como as nossas, nós, de ascendência aristocrática, homens afortunados, bem constituídos, da melhor sociedade, de nobreza e virtude?' – assim se perguntou durante séculos o grego nobre, em face das atrocidades e cruezas incompreensíveis com que um de seus iguais se havia maculado. 'Um deus deve tê-lo enlouquecido', dizia finalmente a si mesmo, balançando a cabeça… Esta saída é típica dos gregos… Dessa maneira os deuses serviam para, até certo ponto, justificar o homem também na ruindade; serviam como causas do mal naquele tempo eles não tomavam a si o castigo, e sim, o que é mais nobre, a culpa…

(…)

'O que ocorre exatamente, você está erguendo ou demolindo um ideal?', talvez me perguntem… Mas nunca se perguntaram realmente a si mesmos quanto custou nesse mundo a construção de cada ideal? Quanta realidade teve de ser denegrida e negada, quanta mentira teve de ser santificada, quanta consciência transtornada, quanto 'Deus' sacrificado? Para se erigir um santuário, é preciso antes destruir um santuário: esta é a lei – mostrem-me um caso em que ela não foi cumprida!…

Nós, homens modernos, somos os herdeiros da vivissecção de consciência e da autoexperimentação de milênios: é o nosso mais longo exercício, talvez nossa vocação artística, sem dúvida nosso refinamento, nossa perversão do gosto. Já por tempo demais o homem considerou suas propensões naturais com 'olhar ruim', de tal modo que elas nele se irmanaram com a 'má consciência'. Uma tentativa inversa é em si possível – mas quem é forte o bastante para isso? – ou seja, as propensões inaturais, todas essas aspirações ao Além, ao que é contrário aos sentidos, aos instintos, à natureza, ao animal, em suma, os ideais até agora vigentes, todos ideais hostis à vida, difamadores do mundo, devem ser irmanados à má consciência.

A quem se dirigir atualmente com tais esperanças e pretensões?… Teríamos contra nós precisamente os homens bons; e também, é claro, os cômodos, os conciliados, os vãos, os sentimentais, os cansados… O que ofende mais fundo, o que separa mais radicalmente, do que deixar perceber o rigor e a elevação com que se trata a si mesmo? Por outro lado – como se mostra afável, como se mostra afetuoso o mundo, tão logo fazemos como todo mundo e nos 'deixamos levar' como todo mundo!…

(…)

Seria ela sequer possível agora?… Algum dia, porém, num tempo mais forte do que esse presente murcho, inseguro de si mesmo, ele virá, o homem redentor, o homem do grande amor e do grande desprezo, o espírito criador cuja força impulsora afastará sempre de toda transcendência e toda insignificância, cuja solidão será mal compreendida pelo povo, como se fosse fuga da realidade – quando será apenas a sua imersão, absorção, penetração na realidade, para que, ao retomar à luz do dia, ele possa trazer a redenção dessa realidade: sua redenção da maldição que o ideal existente sobre ela lançou."

Responder

    Mário SF Alves

    29/12/2010 - 19h13

    Brilhante, Hans. Ah! Os gregos, sempre os gregos. E Friedrich Nietzsche tinha razão. Pena que só gora o reconheçamos! Talvez já um pouco tarde para ressucitarmos o deus brincalhão e demasiadamente humano. Será que nunca o Ocidente alcançará os gregos? Será esse o preço a ser pago pelo desrespeito romano, de tipo cultura também se rouba e pouco se cria, máxima válida inclusive para aquele outro romano, o apostólico?

EUA: dos tempos de diversão à época do fascismo! | ESTADO ANARQUISTA

28/12/2010 - 11h07

[…] A Brave New Dystopia by Chris Hedges no TruthDig.com pelo  Viomundo […]

Responder

Jairo A. A.

28/12/2010 - 11h01

Caro Luiz Azenha . Existe um "barner" em sua pagina muito estranho,. que propaganda é esta?"PREPARESE O ANTICRISTO ESTA VINDO" Não gostei , SINISTRO.

Responder

    Mário SF Alves

    29/12/2010 - 19h15

    É.. Jairo. Eu também vi isso. Mas, afinal, alguém tem de ajudar nos custos, ou não?

Hell Back™

28/12/2010 - 10h53

Realmente; como civilização estamos caminhando rapidamente para o auto-extermínio.

Responder

Wagner Borja

28/12/2010 - 10h33

Maravilhoso o texto de Hedges.
Porém, sinto que o artigo não fala apenas dos EUA ou das "potências capitalistas"! Todos participamos desse "Admirável Mundo Novo" em vias de se tornar "1984".
Aqui também é preciso resistir para que a visão única da verdade não se imponha, para que o absoluto controle sobre a sociedade não viceje.
Há muito trabalho à nossa frente! Sejamos bravos!

Responder

marcelo sant'anna

28/12/2010 - 10h22

Nos EUA este quadro torna-se mais crônico, pois os cidadãos comuns já não se conseguem ver mais como povo, detentores dos direitos e deveres democráticos, lá se sentem semi-deuses.
E os semi-deuses infelizmente nunca teram o Olimpo como sua modada, isto será apenas para os Deuses: Mega empresários, especuladores de Wall Street, lobbystas, Juizes, Políticos corruptos e os grandes senhores da guerra.

Responder

Roberto Locatelli

28/12/2010 - 09h18

Sensacional esse texto. Realmente, os EUA estão se tornando cada vez mais sombrios.

Felizmente, a América Latina está mostrando que há, sim, uma saída. E essa saída não é o capitalismo em sua fase imperialista. Mas também não é a alternativa stalinista, que fracassou na Rússia e que faz da China uma ditadura sanguinária.

Essa alternativa é o socialismo, sim, mas o socialismo adaptado às nossas condições. Talvez um socialismo mais próximo das ideias de Marx do que a caricatura que existiu na URSS e ainda existe na China.

Responder

    Mário SF Alves

    30/12/2010 - 16h08

    Tudo bem, Roberto. Faz sentido. Mas, imagine esse mundo descrito pelo Cris Hedges, Noam Chomsky, Michael Moore, Theodor W. Adorno e Max Horkheimer (como lembrado pelo Eudes) e inúmeras outras grande-almas, se não fosse a imposição de limites e o contrapeso representado pela Grande China. É bem recente o discurso do Ronald Reagan, ator e marionete, demonizando a ex-URSS. E deu no que deu. Decretou-se o fim da História, fez-se impregnar o ocidente com a teoria do estado mínimo, criou-se um novo demônio (o terrorismo islâmico, wikilikeano ou qualquer outro) e cá estamos quase que diante do Estado Corporativo a se viabilizar pela fascistização das massas. Att. Mário.

Nascimento

28/12/2010 - 08h35

Eu não li o Brave New World de Huxley, porém li o 1984 de George Orwel em 1984, e já naqueles anos vi as câmeras de segurança tornarem-se populares nas ruas centro do Rio de Janeiro, e hoje em dia, praticamente todos os prédios comerciais aqui no Rio teêm esses brinquedos, sem falar mais recentemente no ambiente de trabalho.

Responder

ed.lima

28/12/2010 - 06h17

Grande diagnóstico.Quem nos mostrará a ¨Grande Terapêutica¨? A Social-Democracia?O Socialismo Democratico?O Capitalismo Social? O Capitalismo Corporativista?Na América Latina,Lula mostrou um CAMINHO pra sair da crise,com tanta simplicidade e lógica,e até agora,nenhum pensador econômico,quer estudá-lo?(CRESCIMENTO+DIVISÂO DE RENDA+ACABAR COM A MISÈRIA).

Responder

ZePovinho

28/12/2010 - 01h01

http://www.voltairenet.org/article167879.html

Los bancos y el lavado del dinero de la droga

Otras instituciones tienen un interés directo en el tráfico de droga, como los grandes bancos que efectúan préstamos a países como Colombia y México sabiendo perfectamente que el flujo de droga ayudará a garantizar el pago de esos préstamos. Varios de nuestros mayores bancos, como el City Group, el Bank of New York y el Bank of Boston, han sido identificados como participantes en el lavado de dinero, pero nunca han sido penalizados de forma lo suficientemente fuerte como para obligarlos a modificar su comportamiento [26]. En resumen, en la implicación de Estados Unidos en el tráfico de droga se conjugan la CIA, importantes intereses financieros e intereses criminales de ese mismo país y del extranjero.

Antonio Maria Costa, jefe de la ONUDC, ha declarado que «el dinero de la droga, que representa miles de millones de dólares, ha permitido al sistema financiero mantenerse en el punto culminante de la crisis financiera». Según el Observer de Londres, Costa declaró haber visto pruebas de que los ingresos del crimen organizado eran «el único capital de inversión líquido» disponible en ciertos bancos en el momento del crac del año pasado. Afirmó que el sistema económico absorbió la mayoría de los 352 000 millones de dólares de ganancias vinculadas a la droga. Costa declaró que agencias de inteligencia y fiscales le presentaron, hace alrededor de 18 meses, las pruebas que demuestran que el sistema financiero absorbió el dinero ilegal. «En muchos casos, el dinero de la droga era el único capital de inversión líquido. Durante la segunda mitad de 2008, la [falta de] liquidez era el principal problema del sistema bancario, así que el capital líquido se convirtió en un factor importante», dijo Costa [27].

Un perturbador ejemplo de la importancia de la droga en Washington reside en la influencia que ejerció durante los años 1980 el Bank of Credit and Commerce International, gracias a su práctica de lavado del dinero de la droga. Como explico en mi libro, entre los altos funcionarios beneficiarios de la generosidad del BCCI, de sus propietarios y sus afiliados, encontramos a James Baker, secretario del Tesoro en la administración Reagan, quien se negó a investigar al BCCI [28]; al senador demócrata Joe Biden y al senador republicano Orrin Hatch así como a varios miembros importantes del Comité Judicial del Senado, que también se negó a investigar al BCCI [29].

Finalmente, no fue el gobierno de Estados Unidos quien actuó primero en aras de poner fin a las actividades bancarias del BCCI y de sus filiales ilegales en Estados Unidos sino dos personas en particular: el abogado Jack Blum, de Washington, y el fiscal de Manhattan Robert Morgenthau [30].

Responder

Dan

28/12/2010 - 00h29

Uau. Artigo excelente. Cabo Bradley…onde estão as pessoas a te defender?

Responder

ZePovinho

28/12/2010 - 00h27

http://www.voltairenet.org/article167879.html

Afganistán-Estados Unidos una geopolítica mundial del comercio de las drogas
El opio, la CIA y la administración Karzai
por Peter Dale Scott*
…………………………………….

La responsabilidad histórica de la CIA en el tráfico mundial de droga

Desgraciadamente, numerosos factores hacen poco probable la adopción inmediata de una solución positiva de ese tipo. Hay muchas razones que así lo determinan, entre ellas desagradables realidades que McCoy olvidó o minimizó en su ensayo –sin embargo brillante en otro sentido– y que es necesario abordar si realmente se trata de adoptar estrategias sensatas en Afganistán.

La primera realidad es que la creciente implicación de la CIA y su responsabilidad en el tráfico mundial de droga es un tema tabú en los círculos políticos, campañas electorales y medios masivos de difusión. Y quienes han tratado de romper ese silencio, como el periodista Gary Webb, han visto sus carreras destruidas………….

HISTÓRIA DE GARY WEBB: http://www.voltairenet.org/article123470.html

El mundo de los reporteros de investigación de los Estados Unidos está de luto
Libertad de prensa estilo USA: ¿Quién mató a Gary Webb?
por Jean Guy Allard*

Desenmascaró, como ningún periodista lo hizo antes, las oscuras maquinaciones de la CIA en el mundo de la droga y reveló a los norteamericanos cómo barrios negros del país fueron inundados de crack, con un increíble cinismo, en medio de un tráfico destinado a abastecer de dinero y armas la Contra nicaragüense. Denunció al narcoterrorista Luis Posada Carriles y a sus cómplices cubanoamericanos involucrados en este criminal negocio. Y acaba de ser encontrado en su domicilio con dos balas en la cabeza. Un suicidio, dicen las autoridades judiciales.

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tiago tobias

28/12/2010 - 00h22

Já já o Julian Assange se tornará mais um Winston Smith. O mundo hoje é uma mistura de Admirável Mundo Novo com 1984. "Redondo é rir da vida" (divirta-se, ficar em casa lendo ou pensando é para os "quadrados"). Obama recebe o Nobel da Paz…"guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força" ( o lema do partido de 1984)…
O twitter pode muito bem ser o nascimento da "novilíngua", onde todas as palavras desnecessárias são tiradas dos dicionários, reduzindo a capacidade de pensar de forma complexa.

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    Edson

    03/01/2011 - 19h28

    Já comenteva durante meu curso de Geografia a respeito da "novilíngua" e o aspecto similar dos modos de comunicação no messenger. Como vc bem lembra agora, aprimorado no twetter. Aliás o significado de tweeter é revelador. Parece que os seres humanos conformam-se em repetir os meios de comunicação dos animais. Piam a toda hora de seus netbooks, note ou desktops. Só falta esperar os cacarejos, latidos, miados e ganidos.

Pedro Ayres

27/12/2010 - 23h40

Caríssimo Luiz Carlos Azenha
Hoje tive o duplo privilégio de ler dois excepcionais posts aqui no "Vi o Mundo". O "Abrir caminho, sempre" em que v. faz uma das mais emocionantes profissões de fé jornalísticas que já li até agora. Como antigo jornalista, sentí-me novamente estimulado quase que a recomeçar profissionalmente, tal a verdade e a força de seus argumentos na defesa da luta e dos princípios que nortearam o comportamento dos "Blogueiros Progressistas" e seus comentadores. Grato.
O segundo texto é esta precisa tradução do Chris Hedges, que faz a mais crua e dura análise sobre o destino dos Estados Unidos e das demais potências(sic) capitalistas do mundo. Gostei tanto do texto que, tomarei a liberdade de o postar em meu blog, que é voltado para a América Latina, mas que merece o direito de ler tão rigoroso julgamento sobre o Império e seus lacaios menores.
Azenha, este texto do Hedges é para ser lido, relido e distribuido por todos os lugares, pois, é necessário que aprendamos qual o sentido do capitalismo e de sua urgência em reimpor o neoliberalismo.
Meus cumprimentos e meus agradecimentos.

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    Carlos Nathansohn

    28/12/2010 - 11h57

    Em total sintonia com V. jah postei entre os amigos no Facebook…Azenha, 10!

luis santos

27/12/2010 - 23h13

Caracas ….

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Leider_Lincoln

27/12/2010 - 22h36

Sem poder oprimir os outros, naturalmente que o governos dos Estados Unidos se voltaria para a própria população. É só o começo: dias muito mais sombrios os aguardam…

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    Mariano S. Silva

    29/12/2010 - 01h14

    Não caia na asneira de pensar que serão só eles! Lembre-se que existem 100 milhões de armas na mão da população americana. Só é possível controlar este povo na base da enganação…

Eudes H. Travassos

27/12/2010 - 22h14

Tudo certo, nada a reparar, a não ser , lógico, sem tirar a importância dos dois autores citados, mas antes de Orwel e Huxley a escola de Frankfourt, mais especificamente, Theodor W. Adorno e Max Horkheimer em "Teoria da cultura de massa" já apontavam para estes (des) caminhos que a "modernidade" reservava aos seus homens.
A escravidão citada, é um exagero, no entanto, não se tem dúvida de o que se produz hoje no senso comum é fruto de uma condução esterior a ele criada nos gabinetes e laboratórios.
Isto é, o que está em cheque neste regime de controle e coação é a nossa liberdade crítica de criativa o que desemboca na nossa não individualidade.

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    Mário SF Alves

    30/12/2010 - 14h37

    Disse muito bem, Eudes. O que vemos, ouvimos, fazemos e pensamos (na maioria das vezes), quando pertinente ao senso comum é isso mesmo: a aplicação de resultados de experiências, de medição, de estatísticas, de doutrinação ideológica, inclusive superstições religiosas e agora, mais recentemente, de interações com a mídia hegemônica; um exemplo é aquele big brother da rede globo de televisão. É laboratório, sim. Experimentos e mais experimentos. É ciência aplicada o tempo todo. Porém, e infelizmente, nada muito diferente daquilo que o Hitler já fazia, e que pode ser visto no Ovo da Serpente, dirigido pelo Ingmar Bergman. A diferença é que agora a escala é outra, muitíssimo mais ampliada. Nesse sentido há um documentário intitulado The Corporation que dá conta de até “aonde vai a toca do coelho branco”. Obrigado pelo seu comentário.

Oscar

27/12/2010 - 22h07

Texto fabuloso. Muito bom. Valeu Azenha.

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Andre Santos

27/12/2010 - 22h04

Podia ter escrito Admirável Mundo Novo, o título em português, para o livro do Huxley.

De resto, um texto sensacional! Ainda bem que o Brasil ainda se encontra longe disso. Tomara que isso não contamine o mundo.

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Paulo Villas

27/12/2010 - 21h47

A serpente saiu do ôvo , está prestes a morder o rabo. O ciclo se fecha e as profecias confirmam-se. Para quem gosta é um belo tema.

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    Mariano S. Silva

    29/12/2010 - 01h16

    É a imagem…

Douglas O> Tôrres

27/12/2010 - 21h38

Como dira um grande estadista,o presidente Luis Inácio Lula da Silva,a sociedade americana e tambem a européia sifu………..

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Morvan

27/12/2010 - 21h24

Boa noite.
Ao ler tão bem tramado, tão bem tecido artigo, não pude deixar de me lembrar de duas obras-primas que são bem correlatas com o tratado: "Fuga de Logan" e "Farenheit 451"; aulas de futurologia aplicada. Totalitarismo na veia, em ambos os "romances".

Morvan, Usuário Linux #433640

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Edmar

27/12/2010 - 20h43

Votei na DILMA e espero muito dela. No entanto, confesso que temo pelo fato de sua origem européia dar uma vaga suspeita dos motivos da "emigração" de seu pai já com vinte e poucos anos. Um amigo sugeriu que talvez fosse uma preparação pra ter alguém da "família deles" governando os quase duzentos milhões de serem que vivem nesse pedaço do planeta QUANDO CHEGAR A HORA "DELES" DAREM O XEQUE-MATE NA POBRE HUMANIDADE. Será muita 'conspiração'? Deus ajude que sim.

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    Mariano S. Silva

    29/12/2010 - 01h18

    Você acha que o çerra não estava com eles????

Bernardo

27/12/2010 - 20h09

Está em inglês, mas vai na mesma linha desse ótimo texto do Chris Hedges:
http://www.recombinantrecords.net/docs/2009-05-Am

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Rafael

27/12/2010 - 20h04

É o futuro infelizmente. fico pensando o que podemos fazer para evitar isso?

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nelson

27/12/2010 - 20h01

De tirar o fôlego este texto.

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jrmessi

27/12/2010 - 19h21

Gente de visão.

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Marat

27/12/2010 - 18h53

Huxley e Orwel estavam certos. Eu até trocaria o nome de uma das personagens de "Lenina" para "Georgina"…

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wposnik

27/12/2010 - 18h48

De tempos em tempos, a gente se defronta com uma realidade que aparenta ser ameaçadora. Mas não é. Vivemos tempos em que a 'criatura' pode engolir, destruir, aniquilar o 'criador'. Talvez nem Marx intuísse o tamanho das contradições às quais o 'sistema' poderia engendrar, nas suas próprias entranhas. Este artigo de Chris Hedges, como sempre, é lúcido e exclarecedor. Como eu afirmei no início, de tempos em tempos, surge alguma luz, alguma senda aberta, no brejo obscuro que nos cerca, da educação e da mídia conformista. Outro exemplo é a re-edição do livro, original de 1918, do jornalista John Reed, 'Dez Dias que Abalaram o Mundo', sobre os tempos 'russos' da Revolução Menchevique-Bolchevique de 1917 – obra monumental. Embora o autor fossem um ativista engajado, não se pode tirar os méritos factuais dessa sua obra.

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Pedro Soto

27/12/2010 - 18h47

A "Revolução dos Bichos" de Orwell é uma bela peça de anticomunismo explícito.

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    Menezesmaia

    30/12/2010 - 18h17

    Não é anticomunismo. Todos entendem dessa maneira. Mas não é. É anti-autoritarismo.

    Mário SF Alves

    31/12/2010 - 09h19

    Tens razão, Menezesmaia; mesmo porque o comunismo como etapa superior do socialismo científico, jamais foi alcançado.

ZePovinho

27/12/2010 - 18h36

Até os americanos já começaram a questionar o regime fundamentalista corporativo que existe,atualmente,nos EUA.Essa ditadura sequestrou a democracia e criou o regime de partido único do capital com dois sabores:mercado duro(republicanos) e mercado duro com retórica de liberdades individuais(democratas).O país elege um programa e eles não estão nem aí para o que o povo quer.O que eles querem é se dar bem em empresas que vivem de dinheiro do tesouro dos Estados Unidos.O povo????KKKKKKK!!!!!SIL´S N`ONT PLUS DE PAIN,QU`ILS MANGENT DE LA BRIOCHE.
http://diariogauche.blogspot.com/2010/12/barack-o

Barack Obama não manda nada, diz Bob Woodward

Bob Woodward, o jornalista que denunciou o caso Watergate, na companhia de Carl Bernstein, formula uma resposta a essa pergunta no seu livro mais recente "A Guerra de Obama" ("Obama’s War", edição Simon & Schuster, New York, 2010).
Woodward garante que nem é o poder Executivo, nem o poder Legislativo e menos ainda o Judiciário. Quem governa realmente, diz Woodward, é o complexo industrial-militar, quer dizer, o Pentágono e as grandes empresas produtoras de armamentos e munições, a cujas diretorias sonham entrar não poucos chefes militares quando se reformam.
Depois de ler o livro, o documentarista Michel Moore fez uma piada: "O título de comandante-em-chefe (que o presidente Obama ostenta) é tão cerimonial como o de 'empregado do mês' do BurgerKing aqui do bairro".

[youtube v66HM5ILiwk http://www.youtube.com/watch?v=v66HM5ILiwk youtube]

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naiaraplima

27/12/2010 - 18h24

nossa… este artigo é aterrorizante!!!

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francisco p.neto

27/12/2010 - 18h14

Acho que Gilmar Mendes leu umas trinta vezes o livro 1984 e ficou lobotomizado ao acusar a Abin de um grampo que PF a pouco desmentiu.
Coitado do QI dele!!!

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@MuriloO

27/12/2010 - 18h06

Excelente texto!

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ebrantino

27/12/2010 - 18h01

Deprimente. Alguem que se apresente para dizer porque é preciso cuidar os direitos humanos na Iran, e não é preciso fazer os mesmos em relação aos prisioneiros políticos – esse é o nome- americanos.
Espera-se uma ONG para protestar. E também alguem da grande imprensa. Ou será que esta esperança é que é a utopia?
Ebrantino

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ZePovinho

27/12/2010 - 18h00

Ué??????????????????Esse texto é sobre Cuba?????????????????

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Cristian Korny

27/12/2010 - 17h51

acabei de ter a visão do Brasil governado pelo Cerra…. ainda bem que essa passou, por pouco…

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@yakolev

27/12/2010 - 17h43

Sobre o tema e da série "Imagens falam mais q mil palavras" já tinha postado aqui e no blog do Nassif, ano passado em 2009, então d novo rs http://migre.me/fZYo

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