Flash ad ID:10

PATROCINE O VIOMUNDO

SOMOS 31.817 FAÇA PARTE !

Beatriz Vargas Ramos e o RJ: Direito ao dissenso

publicado em 28 de novembro de 2010 às 20:00

“Segundo a investigadora Vera Malaguti, o inimigo público número um está sendo esculpido tendo por modelo o rapaz bisneto de escravos, que vive nas favelas, não sabe ler, adora música funk, consome drogas ou vive delas, é arrogante e agressivo, e não mostra o menor sinal de resignação” (Eduardo Galeano, De pernas para o ar: a escola do mundo ao avesso).

por Beatriz Vargas Ramos, no blog Na sombra da mangueira

Desde domingo passado, quando surgem os primeiros incêndios de veículos nas ruas do Rio de Janeiro e a imprensa dá início à cobertura dos fatos, uma voz vem repercutindo e crescendo acima do burburinho e do bombardeio – o outro bombardeio, o das imagens, estáticas ou dinâmicas, que vem de todas as direções. Parece existir uma esperança no ar, algo semelhante àquele sentimento que paira em final de copa do mundo, de que, desta vez, sim, a vitória está garantida!

Diz-se que a vitória em questão é a da guerra contra o crime, em especial, o tráfico de drogas, o mais hediondo de todos, encarnado pelo inimigo público nº 1, aquele que convoca todos os ódios, medos e paixões.

Percebe-se em transmissões de rádio e TV uma entonação diferente na voz, um olhar diferente, outra respiração, uma adrenalina, certa dose de euforia, embora contida, na pronúncia de trechos inteiros de um discurso carregado de armamento mortal contra o traficante das drogas ilícitas, uma verdadeira descarga de metralhadora como esta: “Acuados centenas de criminosos, operação prossegue, 450 homens do BOPE e das polícias Militar e Civil do Rio, com apoio inédito de veículos blindados da Marinha, provocou a fuga de centenas de criminosos da Vila Cruzeiro”… Tudo parece indicar um final feliz, vence o mocinho e o bandido é eliminado.

Surge no horizonte um outro Cabral que refunda (palavra que voltou à moda moda recentemente) um marco histórico e promete, a partir do Rio, (re)descobrir um novo Brasil em meio aos escombros da batalha contra o crime. Esse Cabral é jovem, cheio de testosterona, como todos os corpos machos envolvidos, heróis ou bandidos desta guerra. Chama a bandidagem para a briga, diz que não vai recuar, não tem medo de terrorista. A ênfase que a imprensa tem dado a esse Cabral não é a de líder de um governo estadual com “estratégias bastante distintas do padrão vigente”, como Cláudio Beato escreveu hoje na Folha de S.Paulo (26/11/2010, A-3).

Estão dizendo na TV que os brasileiros querem blindados e tanques de guerra para defender a “sociedade dos ataques dos criminosos”. E esses brasileiros existem e para nos provar sua existência são levados para a tela da TV. Formam, certamente, a tal maioria numérica (grupo que, sozinho, está em quantidade superior à metade do grupo inteiro) necessária para emplacar um plebiscito pela pena de morte, por exemplo. Despontaram na telinha pessoas que estão acreditando nisso, precisam acreditar, que as Forças Armadas vencerão a guerra contra o tráfico. Houve um cidadão que chegou a manifestar expressamente sua crença de que “no fim, o bem vencerá o mal”. O que estão pedindo os moradores das próprias áreas ocupadas pelas tropas e blindados? Exatamente isso, tropas e blindados! Nunca a voz da favela ecoou tão diretamente ou repercutiu de forma tão imediata junto ao Poder Público. Vocês querem o BOPE? Vocês querem o exército e a marinha? Pois tomem BOPE, tomem exército, tomem marinha! Não é a segurança um direito do cidadão? Na linguagem mercadológica: satisfação total do cliente! As mortes de crianças, idosos, jovens, homens e mulheres não diretamente envolvidos são efeitos colaterais do combate necessário.

Ora, mas essa é a fala dos que querem fazer da segurança pública a máquina para matança de brasileiros pobres, traficantes ou não traficantes, bandidos ou mocinhos! Esse discurso pode se voltar facilmente contra UPP’s, contra polícia cidadã, pode minar condições para construção de qualquer coisa distinta do BOPE e reverter as possibilidades de tratamento da questão da violência na linha dos direitos humanos.

Hoje eu ouvi no rádio um comentarista dizendo que Forças Armadas são treinadas para matar o inimigo e, portanto, “se todos querem as Forças Armadas nesse conflito, que depois não venham chorar os cadáveres espalhados”.

Sinto-me mal, dói a cabeça, o estômago arde, fico indignada… Discuto sozinha na sala, em frente à TV… O Merval Pereira também entende de segurança pública! Estamos salvos… E eu que nem sabia dessa… Já cheguei a pensar que ele era o dublê de voz do Alf, o ETeimoso , mas – quem diria! – não sabia de sua expertise em estratégias contra o crime. Acaba de sugerir o corte de todo e qualquer tipo de comunicação, com o mundo externo, dos líderes do tráfico que saíram de Catanduvas para Porto Velho.

E se a queima de automóveis não for por causa das UPPs? E se as milícias tiverem uma função mais importante nesse cenário?

Entretanto, não é implausível que traficantes dos morros do Rio reajam desta forma se estiverem diante da dificuldade de sobrevivência dos pontos de comercialização da cocaína ou, pior, na iminência de perder o controle sobre a venda da droga proibida.

(Aos traficantes “incluídos”, aptos ao exercício do consumo graças ao negócio lucrativo da cocaína, não interessa a descriminalização, porque outra é a lógica do mercado lícito, onde reassumirão o status de simples excluídos da ordem legal – dominada que é pela elite financeira, pelos ricos que podem consumir qualquer droga ilícita ou comercializá-la impunemente).

Como será que reagiriam, por exemplo, os empresários do fumo e do álcool se, por qualquer razão, absurda razão, fossem ameaçados de perder seu business? A diferença entre ambos, além, é claro, do selo de licitude/ilicitude do produto comercializado, é que o primeiro negócio gera muito mais dinheiro e movimenta uma outra indústria da morte, a das armas e munições.

Algum dia talvez se possa desmanchar esse falso consenso de que o proibicionismo penal, com a produção de cadáveres, culpados ou inocentes, vai derrotar o tráfico e deixar o Rio de Janeiro – e o resto do mundo – livre da droga. Hoje já se percebe alguma tolerância em relação à maconha, fala-se em consumo recreativo de maconha na Califórnia, a maconha é cultivada na Califórnia. Está deixando de ser negócio de índio e está virando negócio de branco. Não demora a sair a legalização…

Essa guerra não é nossa. Não é carioca, não é brasileira e nem sulamericana. Que me desculpem certas personagens da nova esquerda punitiva, limpinha, engomadinha e que não fala palavrão, é injustificável o investimento de tantos recursos a serviço na eliminação física dos pobres. Massacre não significa mais segurança pública, é apenas o serviço do business dos equipamentos e tecnologias de segurança produzidos pelos países ricos. Essa guerra não existe para acabar com a droga. Jamais terá fim essa guerra infinita. Somente pausas, tréguas, intervalos. É para ser consumida no formato novela, seriado. Trata-se da guerra pela guerra, um outro bom negócio que não pode acabar, neverending war…

Produto altamente rentável no mercado, a guerra também é sensacional. Ela consome armamento e tecnologia e vende cinema, novela, jornal, cultura para a massa. Imagens reais e fictícias. A guerra vende sensação. No fim, a guerra é do mesmo partido que a droga, o partido da sensação, ela promete o mesmo que a droga.

Ainda pior que o consenso da lógica beligerante no terreno das drogas é a impossibilidade do dissenso – arrogante, violenta e antidemocrática. Por que não discutir princípio de segurança pública, ao invés de alimentar o espetáculo produtor de ethos heróicos e guerreiros, papéis historicamente destinados aos eternos derrotados, de ambos os lados, dessa estúpida guerra, os jovens pobres que vêm do mesmo lugar, uns para serem policiais e outros para serem bandidos? Não, isso não é um set de filmagem, isso é real.

É real o fogo marginal que se espalha pelo asfalto fazendo vítimas de verdade. Não é faz-de-conta o fogo oficial que sobe o morro para deixar mais corpos no chão. Ao final, a luz não vai se acender, não haverá cortinas a se fecharem sobre uma grande tela escura por onde desfilarão os créditos da obra. Não, não haverá um fundo musical, enquanto nós, passivos espectadores, mudamos de canal, do jornal nacional para a novela das oito, com a agradável sensação de que é o mundo que está mudando para melhor (ou para pior, quem sabe?). O depois será o saldo da violência, a morte, a dor, a intensificação do ódio, na sequência, o esquecimento e, com ele, outros jovens, pobres e negros, retomarão os postos dos bandidos mortos. A guerra contínua já pode recomeçar.

Essa queima de carros e ônibus praticada no palco social visível da classe média pede uma resposta imediata, é verdade, uma reação pronta, de força e manutenção da ordem. Mas é pontual, uma reação momentânea, porque não dá para transformar as forças armadas na força de segurança das cidades brasileiras, seja o Rio ou qualquer outra. Irmão invisível, grande irmão que nos vê a todos, anjo do bem que abre para nós suas janelas de ver o mundo, deixe-nos em paz com nosso sofrimento. Não nos queira convencer que essa guerra é boa, que é a única saída possível e vai nos livrar de todo mal da droga para sempre, amém.

A discussão pública corre o risco de seguir, mesmo depois do fim das recentes eleições, a mesma linha estúpida, simplificadora e maniqueísta entre o bem e o mal, no caso, a guerra ou a droga. Por favor, que se respeite ao menos o direito que as minorias (grupo que, sozinho, é menor que a metade do grupo inteiro) têm ao dissenso!

* Beatriz Vargas Ramos é advogada, foi professora assistente de Direito e Processo Penal da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), de 1994 a 2009. Atualmente leciona na Universidade de Brasília (UNB), onde está concluindo o doutorado na área de Direito.

 

46 Comentários para “Beatriz Vargas Ramos e o RJ: Direito ao dissenso”

  1. ter, 30/11/2010 - 12:36
    Rafael Patto

    Quando a senhora quiser falar de direitos humanos, não pense apenas nas indesejáveis, porém inevitáveis, mortes que serão contabilizadas ao longo desse processo. Pense nas incontáveis vidas que serão poupadas daqui para frente, vidas de jovens que poderão crescer num ambiente menos hostil, pense na qualidade de vida das famílias de bem que habitam os morros e favelas cariocas e na própria repercussão que o simples fato de não viverem subjugados por uma força terrorista trará para sua auto-estima e qualidade de vida. Em nome do meu apreço aos direitos humanos, eu digo VIVA AS UPPs. E aproveito para dar meus parabéns ao Governador Sérgio Cabral, ao Secretário de Segurança José Mariano Beltrame, e a todos os homens e mulheres, fardados ou não, que estão empreendendo essa gloriosa luta em nome da vida, da justiça, da liberdade, e, evidentemente, dos direitos humanos.

  2. ter, 30/11/2010 - 12:36
    Rafael Patto

    Será que o Estado continuar se omitindo seria uma atuação mais humanitária? O sem-número de jovens que têm suas vidas ceifadas em função de seu envolvimento com o tráfico de drogas não atenta contra os princípios humanos? Não afeta a sensibilidade dos doutos advogados que defendem o direito à vida? As medidas postas em prática pela SSP/RJ visam precisamente o restabelecimento do Estado Democrático de Direito em áreas onde se estabelceu um poder paralelo e criminoso, que não tem nenhum apreço à vida e aos direitos humanos. É chegada a hora de superarmos essa hipocrisia pseudo-intelectual que insiste em se deter nos efeitos colaterais para concluir de modo simplista e arrogante que o remédio administrado é inadequado.

  3. ter, 30/11/2010 - 12:33
    Rafael Patto

    É estarrecedor ouvir determinadas coisas de uma advogada e professora universitária. A demagogia incutida na mentalidade dessa parcela da sociedade brasileira que se autodenomina "elite intelectual" chega a ser absurda. Ora, façam-me o favor. Como vem agora esse bando de intelectualóides contestar uma operação de segurança que vem promover o restabelecimento da ordem pública e a pacificação de territórios tomados pelo crime. Desculpe-me, Dra. Beatriz Vargas Ramos, mas a senhora, provavelmente uma teórica embotada, não tem autoridade para, em nome dos direitos humanos, contestar o que se vem fazendo no Rio de Janeiro. Saiba que os pobres, pretos e favelados dos morros cariocas, pessoas de bem, apóiam sim as operações militares em curso. E o fazem porque sabem que é justamente quando se tem um regime de ditadura do crime, como este com já vêm convivendo há anos, que seus direitos humanos, desde os mais elementares como o de ir-e-vir, são absolutamente massacrados. O que a senhora sugere então, ora bolas? Dê uma solução melhor, acadêmica sapientíssima.

  4. ter, 30/11/2010 - 10:35
    NELSON NISENBAUM

    Com todo o respeito, não gostei.

  5. [...] guerra ou a droga‘; de ‘bandidos versus mocinhos‘ bom ler este texto aqui e este aqui e bom não ignorar os ‘efeitos colaterais’ aqui e aqui. Pergunte sempre: e se fosse a [...]

  6. seg, 29/11/2010 - 20:55
    Carlos Pires

    O artigo da Beatriz é uma opinião a ser respeitada. Discordar é uma coisa. Desrespeitar é outra bem diferente. Há dois pontos de vista diferentes de como enfrentar o poderio intimidador e destruidor do tráfico.
    Gostaria que um deles desse certo. Interessa-me o resultado. Qual deles trará sossego ao povo que não banca o trafico consumindo drogas? O traficante vive às custas de quem consome drigas. Ou estou errada? Drogadização é doença, eu acredito. Qual o investimento para tratar essa parte doente da sociedade que financia TUDO do tráfico? Ou achamos que não é isso? Desde quem fuma uma baseadozinho para relax, dar uma cheirada "socialmente, até quem se afunda no craque e vira um nada, todos são os responsáveis por esse estado de coisas. Não vamos fazer de conta que não são. Não é um discurso moralista. É realista, apenas. O tráfico de drogas sem usuários não existiria.

  7. seg, 29/11/2010 - 18:59
    Marcelo Teixeira

    Sugiro que a professora leve essas pessoas e dê abrigo em sua própria casa.
    Será que os Mineiros acaitariam esses bandidos por lá para tratá-los como sugere essa professora?
    Os advogados e oa juristas tem sido os que menos tem contibuído para solucionar questões como essa. Não conseguem sequer disciplinar as atividades da própria categoria a que pertencem.
    Esse discurso de pseudo – humanismo é falso. Se ela tivesse pelo menos aguardado os acontecimentos para observar a condução não teria falado tanta asneira. Se a intenção fosse derramamento de sangue bastava cercar os traficantes e fuzilá-los. Contráriando essa expectativa a maioria esmagadora dos policiais e militares sequer disparam um tiro.
    Sugestão:
    Vá procurar outro assunto para aplicar seu dicurso equivocado.

  8. seg, 29/11/2010 - 18:29
    Mário

    Quando o assunto é punir o criminoso esteriotipado da favela, a sociedade se revela. Direita com esquerda e centro, Bispo com ator pornô, ricos com remediados… Com exceção da periferia, todos se unem para defender a ação do Estado contra oinimigo número um da sociedade. Antes, o negro arredio e preguiçoso. Agora, o traficante do morro. Rótulos diferentes, atualizados, contra o mesmo inimigo de sempre. O Brasil entrou de vez na guerra infinita.

  9. seg, 29/11/2010 - 18:26
    Regina

    Ok…Vamos fazer acordos com O PCC e o CV…nenhum enfrentamento e toda a sujeira escondidinha…Depois, um belo dia, um secretário de segurança numa atitude vingativa,faz uma limpeza só…mais de quinhentos mortos…mães de maio…Isso naõ é sangrento? E nem fere os direitos humanos? O escondidinho pode?A açaõ coordenada,com direito a rendiçaõ,naõ? Vamos continuar num faz de conta? Um faz de conta que – pobres,moradores de rua,negros e nordestinos naõ sofrem com o preconceito e mortes em Sampa?Ou que Sampa ou Minas naõ têm traficantes?Vamos esperar,o quê?As medidas de longo prazo,que Lula começou? Até lá, esperamos? Ou alguém tem uma proposta sem demagogia,mas eficaz? O Rio,está tentando…Tbém naõ gosto do Bope ou do Exército…mas vamos concorrer com o México prá ver quem exporta mais pró EUA? O Estado volta a ocupar o seu lugar ou o Poder paralelo já está instalado.Só ver os tentáculos na política,no judiciário,nas empresas,etc…

  10. seg, 29/11/2010 - 15:44
    Polengo

    "Não nos queira convencer que essa guerra é boa, que é a única saída possível e vai nos livrar de todo mal da droga para sempre, amém."

    Não é boa e não vai nos livrar da droga para sempre.

    Agora, que há outras saídas, há.
    Chamar o marcola pra fazer acordo é uma.

    Poderia apontar outras, sra?

  11. seg, 29/11/2010 - 15:41
    Marcelo de Matos

    Os juristas resolveram falar e estão com a palavra. Nenhuma referência à facilidade com que os advogados entram nos presídios de segurança máxima e de lá saem com mensagens para os soldados do tráfico. Claro, não se deve falar. Estamos diante do tabu da "ampla defesa" – traficante, como todo ente humano, tem direito à privacidade com seu advogado. Se faz mau uso desse direito é outra estória. O Estado é mesmo um ente frágil – não tem como defender-se totalmente de seus inimigos. Outro jurista acaba de se manifestar em seu blog. É o Procurador da República Wladimir Aras, que diz que "somos todos cariocas, somos todos culpados". "As razões desse descalabro que atormenta a vida do Rio são bem conhecidas. Uma Polícia corrupta, um sistema judiciário ineficiente e leniente, leis mal redigidas e mal aplicadas, incapacidade ou inércia do Ministério Público, conivência da sociedade. Somos todos culpados. Ninguém pode dar-se por exonerado de suas responsabilidades". Melhor assim: quando todos são culpados a responsabilidade se dilui e ninguém vai em cana.

  12. seg, 29/11/2010 - 15:14
    Siron

    Excelente texto, Beatriz!

    Vejo que se tornou quase um crime discordar desta política que aí está. Cabra e seu Diário Oficial (Globo) querem me convencer de que são esses os criminosos responsáveis pelo tráfico de drogas?!

    gente, eles são só os varejistas, fortemente armados. nenhum deles tem a menor noção de como chegam as armas e as drogas em suas mãos.

    Mas parece que quem discorda e/ou não aplaude de pé o circo montado em torno desta operação ou é drogado, conivente com o tráfico ou vive no mundo da lua… Como disse a professora, quero exercer meu direito do dissenso. Não posso perder meu olhar crítico porque fiquei espantado com a falta de limites do tráfico. Tanto o tráfico deve ser combatido como as milícias que já dominam mais da metade dos morros cariocas.

    Mas não há mais tempo para pensar, olhar a questão por mais de um ângulo. O que importa agora é resposta enérgica, fazer pose, contabilizar e… só.

  13. seg, 29/11/2010 - 14:57
    Eduardo Ramos

    Acho todas as análises tão simplistas e tão cheias de preconceito. Muitas das que apoiam o enfrentamento e muitas das que o combatem desconsideram que o outro lado tenha suas razões. E dá-lhe chamar quem pensa diferente de maniqueísta, estúpido e etc..
    Resquícios das eleições ou uma nova característica do brasileiro: a arrogância desmesurada.

  14. seg, 29/11/2010 - 14:18
    Rafael j

    "A discussão pública corre o risco de seguir, mesmo depois do fim das recentes eleições, a mesma linha estúpida, simplificadora e maniqueísta entre o bem e o mal, no caso, a guerra ou a droga. "
    Interessante. A posição da pseudointelectual também exprime uma visão estúpida, simplificadora e maniqueísta.

  15. seg, 29/11/2010 - 13:38
    Marcelo de Matos

    Lendo esses posts até eu vou acabar me tornando zen. Nada de tanques! Vamos trazer os monges do Tibet para o Rio. O pessoal anda revoltado com o "autoritarismo". É normal queimar 100 veículos, entre eles ônibus e caminhões de quem luta para sobreviver? Sim, é legal. Desde que não toquem nos soldados do tráfico, pobres vítimas do capitalismo, da falta de investimento na educação, etc. Há alguns anos ou décadas, penso que foi no governo Franco Montoro, em Sampa, eu estava em um ponto de ônibus na Rua Butantã, em Pinheiros. Populares andavam pulando a catraca do metrô para não pagar passagem, saqueando supermercados. Tinha uma fila para subir no ônibus. Aí alguns baderneiros começaram a empurrar o pessoal da fila. Uma idosa quase morreu sufocada. Começaram a entrar pela janela. Aí chegou o Opala da PM. O soldado apontou a calibre 12 para alguns que queriam arreliar. Os outros PMs puxavam o pessoal que entrava pela janela como sacos de batata. A borracha comeu. Em poucos dias a baderna tinha acabado. E se não tivessem sentado o cacete, onde iríamos parar?

  16. seg, 29/11/2010 - 13:12
    edv

    Ações sociais são certamente necessárias para minimizar os problemas da pobreza e do crime, no Rio e em qualquer outra parte do mundo. Mas são de médio e longo prazo.
    NENHUMA solução porém, pode ser empreendida SEM o controle do "controle pelo crime", seja no curto, médio ou longo prazo. Por ex:, o tráfico em Ibiza é de "alto nível", mas não controla as ilhas Baleares nem submetem os turistas às suas regras. Já nas favelas, eles impõem suas nefastas regras às pessoas de bem, inclusive pelo terror, submissão, arregimentação, vício, prostituição e morte!
    Os traficantes que controlam os territórios e as pessoas devem achar sui-generis as "passeatas pela paz". Traficantes não têm compromissos sociais, a não ser pra fazer média com seus dominados, por interesses" tático estratégicos". O estrago que fazem com seu "negócio" por si só já é nefasto, mas manter milhões de favelados como reféns até fora do alcance de políticas sociais é mais nefasto ainda.
    O que ocorreu neste evento é aquilo que chamamos de ATITUDE imediata, e nenhum "papo sociológico" irá equacioná-lo de momento. Foi bem sucedido e é sim uma quebra de paradigma, por restaurar a classificação institucional nos territórios ocupados e controlados sim: pelo crime, até então…

  17. seg, 29/11/2010 - 12:14
    João Ferreira

    Prezada Beatriz, pelas informações até o momento o único sangue de inocente derramado foi de uma criança de 8 anos, baleada por um TRAFICANTE por ter se recusado a queimar um automovel.

    Acabar com o trafico somente com a descrimilização das drogas mas combater territorialmente os traficantes com inteligencia e competencia é OBRIGATÓRIO.

    • seg, 29/11/2010 - 14:05
      Marcelo de Matos

      Pelo visto, tem muita gente favorável à descriminalização das drogas. O tema ainda não foi colocado diretamente aqui no blog, só por vias transversas. FHC ainda acaba Presidente de novo. E por que será que o Gabeira não ganhou do Cabral? O Gabeira não teria transformado o Rio em território Zen?

    • seg, 29/11/2010 - 16:47
      Cícero

      Concordo plenamente.

  18. seg, 29/11/2010 - 11:21
    Mateus

    Esse texto da Beatriz Vargas vai na mesma linha do discurso do PIG. O Discurso do PIG é: “O mocinho contra o bandido”. Já o discurso da Beatriz é: “Só querem fazer espetáculo e matar os pobres”.
    Esse texto dela e muito fraquinho em argumentos. Ela também usa argumentos de senso comum. O de que a guerra e só mais um negocio. E que toda a policia e corrupta, e que por mais que lutem contra o trafico, ele vai sempre existir.
    Ou seja, esse texto dela e só mais um texto hipócrita. E o fato dela ter sido professora da UFMG e agora ser da UnB, não gabarita ela a escrever qualquer coisa achando que está sendo a dona da verdade. Porque ser professor de Universidade não significa ser melhor que as outras pessoas. Se fosse assim o FHC teria sido o melhor presidente do Brasil. E, no entanto foi um desastre.
    Ela dita os policiais como se fossem só matadores e atores fazendo um espetáculo ao vivo. E claro que ninguém e santo. Mas existe muita gente boa nas corporações que são pais de família também.
    Se ninguém faz nada, “mete o pau”. Se começam a trabalhar. “A isso é só um espetáculo pra vender mais drogas e armas”. Ela só critica e não mostra uma solução. Não fala também do grande avanço que esta sendo a integração das policias, militar, civil, federal e mais a marinha e exercito. Ela não fala que estão sendo formados novos policiais com outro tipo de mentalidade que vão trabalhar nas UPP´s.
    E se ela esta achando que nunca vai haver mortes em qualquer ação da policia. Então ela deve viver num mundinho maravilho que não existe violência.
    Ou seja, da pra escrever muita coisa sobre o que essa mulher não fala e que distorce totalmente a realidade.
    E claro que só essa ação das forças não é a solução pra resolver os problemas sociais. Mas já é um bom começo. E se existe um caminho sem mortes ou sem armas. Então mostrem esse caminho. Porque é muito fácil só criticar. Quero ver e fazer.

  19. seg, 29/11/2010 - 10:12
    jpremor

    Estou aqui torcendo para que comentários hipócritas como esse não minem a internet.
    Cara, Beatriz. Receba seus mil reais mensais e escolha entre ser um policial do BOPE que arrisca a vida pela segurança da maioria. Ou então com sorte escolha um emprego que pague isso e te forçe a morar no meio da favela. Lá não valem as regras do estado brasileiro e sim do estado do trafico.
    Manter a ordem nacional é OBRIGAÇÃO do exercito. Essa atitude demorou. Voce queria reagir em silêncio aos ataques iniciados pela bandidagem? Queria que a policia entrasse na ponta dos pes para enfileirar a turma toda de la no camburão para levar para uma cadeia?
    Quero que tu me mostre aqui que a cadeira recupera. Não recupera, alimenta e não resolve. Então é isso, se a guerra foi declarada por eles que tomemos nossas providências cabíveis.
    Não atrapalhe e pare de fumar sua maconha, pois quem sabe agora seja bem mais dificil de tu sair pra comprar ela na boca do morro!!

    • seg, 29/11/2010 - 12:43
      Luisa

      Muitas coisas me impressionaram aqui no Rio, mas já tive duas experiências marcantes de como uma parte significativa do carioca não pensa, mas que é fortemente influenciável pela Globo. Ele reproduz o discurso, não pensa, mas age como estas pessoas querem como eles pensam. É triste ver isto, uma sociedade que é facilmente manipulada, não sei qual a razão disto, mas culturalmente falta consistência, infelizmente. Não quero afirmar que todos sejam assim, mas há uma parte significativa que só consegue reproduzir este discurso e o que é pior, a imprensa está fazendo um discurso fascista e eles estão embarcando nisto.

      Muito bom o texto dela

  20. seg, 29/11/2010 - 9:49
    Gerson Carneiro

    Traficante é tudo gente boa. Eu só não os quero na minha casa.

    Ah, se puder mantê-los longe da escola e da academia dos meus filhos também é excelente.

  21. seg, 29/11/2010 - 9:28
    observadoro

    Não consigo conceber a existencia de "maniqueísmo manipulador" quando o Estado combate crimes que atentam contra a sociedade.

    O tráfico é sim a expressão do mal. Não existe bondade no tráfico, só traz malefícios à sociedade, e portanto deve ser combatido!

  22. seg, 29/11/2010 - 9:23
    Giovanni

    Parei de ler. O Azenha resolver publicar texto de gente desesperada porque perdeu seu "vapor". Meu Deus! E agora? Quem vai trazer aquel pozinho básico pra esses pseudo-jornalista, especialistas…o Viomundo virou a Globo às avessas. A Globo subitamente caiu de amores pelo Rio e pelo Cabral. Parece que toda aquela carga de ódio da Globo foi transferida para o Viomundo. Bandido é bandido. Eles tem armas. Eles matam. Ameaçam moradores. Manda abrir e fechar o que quiserem. Debocham da sociedade porque tem gente como essa criatura aí em cima que acha que dizer que tal bandido é feio é atentado aos direitos humanos. Eles fazem o que fazem porque se um policial lhes der ao menos um puxão de orelhas num vem essa turma que defende bandidos falar de direitos humanos. "Direitos humanos para humanos direitos". De repente, querm transformar a policia em vilão e o tráfico em mocinho. Essa criatura antes de escrever esse lixo tem de estudar. Perquisas dão conta de que o cérebro dessa gente ou ja era ou se alterou. Não tem mais volta. Alguem aí acha que Beira-mar vai passar a ser "do bem"? Houve baixas? Sim, é uma guerra. Considerando o tamanho da operação parece muito pouco. Claro que não é bom que inocentes morram. Mas é uma guerra. E ja devia ter sido feio isso há tempos. Quantas medalhas os militares recebem por ano? Porquê? "Guerra contra o monstro da inflação"? É simples assim. Matar é crime. Roubar é crime. Arma mata. Ou alguem aí pretende dizer que o bandido atira porque não sabe o estrago que faz uma arma? Eles escolheram um lado. É assim na vida com todos. Esse ou aquele curso? Essa ou aquela facuildade? Essa ou aquela rua? E aí temos de sofrer as adversidades da escolha. Não tem inocentes do lado de lá. Se eu continuasse a ler o texto logo veria as asas brancas dos traficantes. Aliás, não terá sido assim que eles fugiram, voando? Poupe-nos, Azenha. Contra bandidos não há contraditório.

    • seg, 29/11/2010 - 10:36
      Paulo Roberto

      Giovani, a coisa não é tão simples assim: o bem contra o mal. O tráfico existe e sempre existiu com a conivência da polícia e das autoridades que ganham muito dinheiro com esse tipo de coisa. E em relação aos malefícios das drogas, é uma realidade indiscutível, mas porque entaão não se faz nada contra o álcool? Vai me dizer que nem vc nem ninguém de sua família ou amigos não bebe uma cevejinha???

      • seg, 29/11/2010 - 11:20
        jpremor

        Meu amigo, então vamos liberar as drogas.
        Proibição das bebidas = máfia
        Proibição das drogas = trafico
        O que mais queremos proibir?
        Hoje tu não pode dirigir bebado, mas emaconhado ninguem fala nada.
        A coisa é simples. Estado paralelo é proibido e combatido com exercito. E nada de esperar anos para tomar uma iniciativa como essa. Tem que comecar desde cedo.

  23. seg, 29/11/2010 - 8:59
    Mário

    Enfim, uma voz dissonante. A ação do exército e da polícia no Rio era tudo o que faltava para se instaurar, de uma vez por todas, a solução final contra os pobres. Bem que a Globo podia sugerir, em homenagem a Coroa Portuguesa, que tanto fez em prol dos negros, que os corpos varados pelas balas de fuzil sejam salgados e expostos em praça pública por toda a cidade Maravilhosa. Cabralhos!

  24. seg, 29/11/2010 - 8:44
    Wilson

    Bem dona Beatriz, se até agora ninguém (incluindo a senhora) fez nada, alguém tem que fazer.
    Desse ou daquele jeito, críticas haverão.. O que não é admissível é cruzar os braços e esperar que aconteça algum milagre.
    Na prática a "Teoria" é muito bonita, mas, não resolve.
    Se a senhora tem o remédio milagroso da solução, resolva. Ajude o Rio.
    É verdade que o Rio, assim como as grandes cidades brasileiras precisam de mais dinheiro prá saúde e educação, mas, por conta disso permitir que meia dúzia de traficantes reclamem o títuto de Nero, não dá, né?
    Teoria, ah! teoria, como o FHC gosta!…

  25. seg, 29/11/2010 - 7:04
    Cícero

    Negativo e bastante pretensioso o texto.

    Detenho-me no trecho em que a professora diz: "… A guerra é do mesmo partido que a droga…"

    Discordo. A guerra NÃO é do mesmo partido da droga: a guerra é contra o crime organizado, a guerra é contra o tráfico de drogas. Não se trata de querer fazer "heróis e guerreiros" como disse a autora. Havia um ataque maciço protagonizado por delinquentes contra a população do Rio de Janeiro. O Poder Público, em defesa da ordem pública, reagiu e se pôs a combater os marginais; e como não dispunha de efetivo suficiente para invadir a V. Cruzeiro e o Complexo do Alemão, reduto dos traficantes, sem comprometer a segurança em outras partes da cidade, o governo, então, solicitou o auxílio das Forças Armadas; e numa ação coordenada bem-sucedida, as forças públicas integradas invadiram e ocuparam o morro; e permanecerão por lá até a criação das UPPs.

    Foram apreendidos 50 fuzis, 40 toneladas de maconha e 200 quilos de pasta de cocaína; presos 20 traficantes, entre eles, gerentes e chefes locais. Os chefões que ordenavam os ataques de dentro dos presídios foram transferidos para prisões federais. A população do Rio de Janeiro aplaudiu a ofensiva das forças legalistas contra o crime organizado.

    A guerra não está vencida, mas vencida está a batalha mais importante: a conquista do Complexo do Alemão, o ninho dos traficantes, sua fonte de riqueza, seu terrritório, sua fortaleza.

    Há ainda muitos desafios a serem vencidos, mas a respota dada pelo governo do Rio de Janeiro à onda de violência promovida por traficantes foi um grande passo nessa árdua luta pela manutenção da ordem pública e pela conquista da paz.

    Portanto, querer comparar a ocupação do complexo do alemão com o terrorismo promovido por bandidos nos últimos dias no Rio de Janeiro é, no mínimo, uma demonstração gratuita de ignorância profunda.

  26. seg, 29/11/2010 - 5:17
    Beto Crispim

    e ae Betriz, o que propoe mesmo?

  27. seg, 29/11/2010 - 2:32
    Vinícius

    Nós que dizemos ser de esquerda, definitivamente precisamos nos aproximar do povo, e isso consiste em conviver um pouco mais, ver como pensam e etc. E não só pensar "pelo" povo através dos meios acadêmicos e de livros escritos numa europa do século XIX.

  28. seg, 29/11/2010 - 2:32
    Vinícius

    Acho sinceramente, boçal, posso estar errado e se estiver me perdoem, agora virem professores de universidades federais, que provavelmente sempre foram de classe média, e se não o foram sempre pelo menos convivem com uma camada de no mínimo 95% de pessoas do mesmo, virem pagar de especialistas de uma coisa que não tem o menor conhecimento, a não ser por livros de sociologia. E o pior, especialistas de MINAS, São Paulo, que possuem realidades completamente diferentes do Rio de Janeiro.

    Uma coisa, não moro mais no Rio, mas estou aqui visitando meus pais, hoje eles moram ainda na Zona Norte. Passei esses dias por sérias situações de risco me deslocando por avenidas como Linha Vermelha e Av. Brasil…Se algo me tivesse acontecidoou com algum semelhante de classe média baixa, mas que com muito esforço conseguiu sair de regiões mais carentes, eu seria só mais um número para todos vocês, e certamente nenhum pseudo-intelectual choraria, clamaria por algo, muito menos escreveriam textos de milhões de estrofes, mas que nao dizem porríssima nenhuma para os dias atuais. Tão vazios que nem derramamento d sangue houve, para desespero dos pessimistas de plantão!

  29. seg, 29/11/2010 - 2:29
    Vinícius

    Bla bla bla! Todos estes discursos estão indo água abaixo…Até as comunidades, que antes viam com medo a imagem da polícia estão hoje, apoiando de forma maciça.

    Sejamos de esquerda e progressistas, eu também sou. Mas não podemos com a nossa ideologia parar na década de 70. Acordem,, eu já morei em comunidade no Rio de Janeiro, acordem pra realidade. O TRAFICO SIM É FACISTA. Ter uma polícia combativa, não é sinônimo de ditadura. Polícia fascista é aquela que faz vista grossa para usuários de classe média, o que não tem acontecido no Rio, e dá porrada no "maconheirinho negro do subúrbio". Desarticular, combater, prender, afrontar traficantes fascistas é mais que dever, é direito de todos nós, inclusive os moradores do subúrbio, que repito mais uma vez, APÓIAM essas ações. Polícia pacificadora, comunitária, UPP's tem sido o melhor caminho.

  30. seg, 29/11/2010 - 0:38
    Regina

    Azenha,
    Menos do que achar que iremos vencer o tráfico (no máximo, com muita ação articuladas de todas as forças poderemos diminui-lo significativamente), eu concordo que precisamos recuperar os territtórios que estão dominados por grupos que estão atuando na marginalidade, quer a partir dos chefões ou de seus intermediários de escalões mais baixos.
    Entretanto, o combate ao crime, à marginalidade, deve ser não apenas nos morros e favelas, mas também no Jardim Europa. Precisamos protestar contra a liminar do STF, de Gilmar Mendes, que deixa um rico, condenado a mais de 200 anos de cadeia, em liberdade. Isso é um absurdo. É uma grande vergonha para nós brasileiros se o STF não tomar uma outra atitude contrária a do ex-presidente do Tribunal. O que esse médico fez é muito grave, não menos que o feito por um traficante. Aliás, ele é um serial killer. Você poderia fazer uma notícia sobre isso. Sugiro até um título: Gerentes do tráfico do morro do Alemão preso e Serial Killer do Jardim Europa em liberdade.

  31. seg, 29/11/2010 - 0:36
    Claudio Cordovil

    O texto da dra Beatriz faria todo sentido se o "massacre dos pobres" tivesse acontecido. Ela acertaria na mosca. Mas, só pra contrariar, os dados oficiais dão conta da morte de apenas três traficantes, provavelmente resistindo à prisão e atirando contra os policiais. A lógica da dra. beatriz, neste caso, não corresponde aos fatos. Sem o "massacre dos pobres", o texto fica capenga. E xarope!

    • seg, 29/11/2010 - 11:08
      Paula

      Será que a imprensa noticia a realidade dos fatos?
      Seria uma inocência acreditar que não morreu nenhum inocente.
      Você deve acreditar em papai noel.

  32. seg, 29/11/2010 - 0:20
    edv

    Peraí, o inimigo é o TRAFICANTE. Nefasto traficante, que por ex., induz ao fumo do crack e cria gangs desde a infância, pesadamente armadas e espalha o terror silencioso dentro das favelas e lentamente, fora dela.
    Não há lugar mais livre para o funk, o rap, o pagode, enfim, a cultura possível do pobre de bem do que uma favela carioca. Sob o ponto de vista da sociedade, pobre ou rica. Mas não sob o domínio do tráfico.
    Quem mistura por ex. funk com tráfico está colocando estas culturas no mesmo saco. E são coisas diferentes. Uma é a diversão, outra é o uso de drogas, que existe "na pobreza e na riqueza". Ou pobre não pode se divertir?
    Liberar o uso?! Qualquer um para viver alucinado? Dependente? Crack?!
    Estamos proibindo o cigarro e vamos liberar a cocaína?
    Mercadologicamente falando, o qe pode acontecer previsivelmente é o preço cair… e o consumo aumentar!
    Um mercado clandestino e ilegal, bilonário se transformará noutro, lega e TRIlionário.
    Triplicaremos o número de viciados em crack? em cocaína? em ópio, heroína? (maconha é blá, blá, blá que foi reprovada recentemente pela população da California).
    Substituiremos os traficantes por grandes corporações?
    As legalmente viciadas não mais se prostituirão? Os viciados não mais cometerão roubos domésticos para alimentar o vício? A alucinação não mais resultará em crimes?
    Que mundo melhor será esse?

  33. seg, 29/11/2010 - 0:08
    Léo

    O velho discurso de sempre. Da profundidade de um pires, tão desconectado da realidade quanto o "coelhinho da páscoa"… Tem gente que mora em um mundo dos sonhos, e de vez em quando dá uma volta aqui na realidade. Aposto que o discurso dela não se sustenta quando confrontado com os mais elementares dados da realidade. Parabéns as forças de segurança do Rio.

  34. dom, 28/11/2010 - 23:27
    Fabio_Passos

    Ainda não vi nenhuma proposta melhor de pacificação do que descriminalizar as drogas.
    Já quanto ao crime, de forma geral, o caminho é repartir a imensa riqueza roubada pela "elite" branca e rica.

  35. dom, 28/11/2010 - 23:21
    Exclusão

    As balas já não são perdidas, são direcionadas aos jovens negros pobres que acreditaram que podiam enfrentar o poder, não tiveram enão terão uma segunda chance.Foram declarados inimigos públicos. Mas quem sorri e aplaude o derramamento de sangue daqueles pobres coitados, cobre do Estado o fim da corrupção, o fim das campanhas de álcool e fumo, o fim das injustiças, porque outros problemas surgirão e nós continuaremos a matar?

  36. dom, 28/11/2010 - 22:42
    Luisa

    Muitas coisas me impressionaram aqui no Rio, mas já tive duas experiências marcantes de como uma parte significativa do carioca não pensa, mas que é fortemente influenciável pela Globo. Ele reproduz o discurso, não pensa, mas age como estas pessoas querem como eles pensam. É triste ver isto, uma sociedade que é facilmente manipulada, não sei qual a razão disto, mas culturalmente falta consistência, infelizmente. Não quero afirmar que todos sejam assim, mas há uma parte significativa que só consegue reproduzir este discurso e o que é pior, a imprensa está fazendo um discurso fascista e eles estão embarcando nisto.

    Muito bom o texto dela.

  37. dom, 28/11/2010 - 21:48
    Fernando

    Ao invés de saber quantas drogas ou armas foram apreendidas gostaria de saber quanto de dinheiro foi gasto nessa megaoperação, ainda mais em um estado onde o professor da rede pública ganha 700 reais.

  38. dom, 28/11/2010 - 21:34
    Luiz carlos da silva

    Fico com o pé atrás quando vejo a R,globo 24h cobrindo essa guerra e elogiando as autoridades do Rio de Janeiro, leia-se S. CABRAL; BELTRAME, ETC. De qual lado tá essa mídia? e se fosse antes das eleições, ela estaria do mesmo lado??? È para refletir!!!

  39. Sou carioca e moro em Brasília. Hoje, quem sabe de onde vim, tinha a seguinte pergunta: "e aí, aquela coisa do Rio… " Resposta: Tira 85% do que a mídia tá falando e pensa nas pessoas que vivem por lá, tentando tocar a vida. A colocação da Beatriz vai me ajudar a completar o discurso: TENTANDO TOCAR A VIDA ENTRE A GUERRA E A DROGA. Também estou com a Beatriz: descriminalização já. Acabou o espetáculo!

    • dom, 28/11/2010 - 22:00
      mineiro

      assino em baixo , mas que a guerra existe existe , mas se nao prender os grandes traficantes de drogas e de armas , aqueles que frequentam igrejas, festas , que dao esmolas aos pobres e que estao por dentro de tudo inclusive do estado , da policia e da sociedade em geral , nao vai adiantar nada . logo ,logo o espetaculo vai acabar e bandidagem da classe media e alta vao deixar as coisas como estao , entao vamos deixar de ser hipocritas , que essa guerra esta longe de acabar .

Comentar