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A mídia brasileira, sempre a serviço dos interesses de Washington

19 de maio de 2010 às 10h44

O mal estar da grande mídia por conta do acordo Brasil-Irã-Turquia

Por Dennis de Oliveira  [Terça-Feira, 18 de Maio de 2010 às 22:11hs]

na Revista Fórum

Este final de semana foi cômico para a mídia conservadora que não conseguiu disfarçar o seu mal estar e incômodo com o acordo obtido pelo governo brasileiro com o Irã a respeito da contenda do programa nuclear da nação persa. Na sexta e no sábado, a tônica unânime da mídia hegemônica brasileira foi que o presidente Lula estaria “perdendo tempo”, que estava “arriscando a credibilidade internacional do país” ao tentar negociar com um governo já qualificado como “pária”, “autoritário”, “desequilibrado”, entre outros

No domingo, a Folha de S. Paulo estampou na matéria sobre o tema o título “Irã dá ao Brasil um polêmico protagonismo” com duas linhas finas: “Gestões de Lula conseguem reduzir isolamento de Teerã e adiar sanções na ONU, mas dificilmente resultarão em recuo iraniano” e “Esforços por acordo com país persa têm gerado críticas à política externa brasileira; presidente se reúne hoje com Ahmadinejad e Khamenei”.

A matéria do jornalista enviado especial a Teerã, Sammy Adghirni começa com o seguinte lide: “A despeito do discurso otimista, a mediação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas conversas sobre o programa nuclear iraniano provavelmente não surtirá efeito”. As críticas citadas na linha fina vieram de um analista do jornal Washington Post e de um ex-assessor do governo dos EUA, Bill Clinton. Fontes dos EUA, país diretamente interessado em isolar o Irã  por conta da sua estratégia geopolítica internacional que privilegia o enfraquecimento dos países adversários de Israel e o fortalecimento deste (que, diga-se de passagem, possui armas atômicas).

O jornal O Estado de S. Paulo vai na mesma linha e busca apoio para esta posição na aparentemente insuspeita candidata do Partido Verde, a senadora ex-petista Marina Silva, que critica a tentativa de um diálogo com um “governo que desrespeita os direitos humanos”.

Bem, chega o domingo à noite e o acordo é acertado entre Brasil, Irã e Turquia. A aposta no fracasso dá lugar ao ceticismo com misto de inveja e dor de cotovelo. O portal da revista Veja lembra que o Irã já “descumpriu” acordos anteriores e por isto, nada garante que este vai ser cumprido. Lembra ainda que o acordo está restrito a uma das usinas, mas a secretária Hillary Clinton acredita existir outras instalações nucleares no Irã. O portal da Veja só esqueceu de lembrar que o governo Bush também disse que o Iraque tinha armas de destruição em massa e por isto invadiu-o.  As investigações posteriores mostraram que esta informação era falsa e tudo não passou de um pretexto para aquela guerra absurda.

Na mesma toada de ser cético – agora não quanto a fazer o acordo, mas sim quanto à eficácia do acordo – vieram Folha e Estadão. O jornalão dos Mesquita novamente usou Marina Silva para reforçar o ceticismo. Para a senadora, a estratégia do Irã ao fechar acordos como o do ano passado e o atual é ganhar tempo. “É bom não perder a perspectiva histórica, de que aquele país tem perseguido a construção de artefatos nucleares e da bomba atômica. Há indícios que preocupam”, avaliou (trecho da matéria publicada no portal Estadão hoje).

Na Folha online, a forma de tentar reduzir a importância do acordo foi destacar o anúncio de que o Irã afirmou que irá continuar enriquecendo urânio a 20% (em uma linha final de um dos vários textos do portal UOL, é dada a informação – sonegada em quase todas notícias – de que para fazer uma bomba atômica é necessário enriquecer urânio a 90%!). Também repercutiu as opiniões céticas de “analistas internacionais” – sempre dos EUA e das potências nucleares europeias, interessadas diretas em bloquear o acesso dos países em desenvolvimento à tecnologia nuclear, porém deu espaço a um articulista iraniano que deu uma visão diferenciada, enfatizando o papel importante de mediação do Brasil e da Turquia, vistos como países “amigos” do Irã, ao contrário dos demais membros do Conselho de Segurança da ONU.

O que chama a atenção nesta cobertura? Primeiro, o alinhamento ideológico da mídia conservadora a uma política internacional de submissão aos Estados Unidos e demais potências mundiais, criticando qualquer iniciativa internacional independente da chancelaria brasileira, em especial a geopolítica Sul-Sul. Segundo, a transformação do espaço de noticiário em lugar de manifestação explícita de opinião e uma “quase torcida” para que estas iniciativas da chancelaria brasileira fracassem e, quando dão certo, a recusa em reconhecer o erro de avaliação. E, terceiro, a postura desavergonhada de ocultação de informações (por exemplo, que este enriquecimento do urânio no Irã não é suficiente, nem de longe, para a fabricação de armas nucleares), de escolha ideológica de fontes (todas elas das grandes potências, em especial dos EUA) e a tentativa de construção de um consenso de que a ação política das “potências ocidentais” é o lado do bem e o Irã, o lado “mau”.

E, travestidos de vestais do bem, os jornais pouco deram espaço – como dão, por exemplo, quando a China ou Cuba expulsam um dissidente político – ao fato de que Israel impediu o pensador judeu norte americano Noam Chomsky de fazer uma palestra em Ramallah porque ele é um crítico áspero da política israelense para os palestinos. Será que isto não é ataque à “liberdade de expressão” ou isto acontece só quando vem do Chavez, do Castro ou do Lula?

Dennis de Oliveira é professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, coordenador geral do CELACC (Centro de Estudos Latino Americanos de Cultura e Comunicação) e membro do Alterjor (Grupo de Pesquisa de Jornalismo Popular e Alternativo).

E-mail: [email protected]

De: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=8319

 

61 Comentários escrever comentário »

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Fernando Frota

20/05/2010 - 10h05

É incrível a maneira como todos parecem levar a sério o pretexto de "problema nuclear" apresentado para justificar a guerra ao Irã. É um teatro do absurdo, sem dúvida. Wall Street vê apenas vantagem na guerra: uma oportunidade de reagir ao tsunami da crise que se avizinha, redefinindo as condições econômicas globais à custa do ataque e do butim. De quebra, segundo sua percepção, com o domínio dos persas, haveria mais segurança na região para Israel se expandir à vontade. É a visão do paraíso.

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Gerson Carneiro

20/05/2010 - 11h36

É uma mídia que joga contra o Brasil. Os inimigos do Brasil estão aqui dentro mesmo na pessoa dessa mídia que não faz outra coisa senão tentativas de destruição do Brasil.

É incrível! O mundo inteiro reconhece, destaca e elogia e a mídia brasileira se encarrega de tentar colocar abaixo.

Nesse momento a mídia está em ressaca. E a estratégia nesse momento é a de torcer contra, elaborar teses de fracasso, como a de prever, antes mesmo do campeonato começar, que o time será rebaixado. E no rastro, seus seguidores acompanham destilando terceiras intenções.

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    Guilherme Souto

    20/05/2010 - 16h30

    Quanto à grande imprensa, penso que ela está no papel dela… Vendida!

    Mas o que mais me impressiona é constatar a miopia das pessoas.

Carlos

20/05/2010 - 11h32

Azenha e Conceição
´Comentários´ do Elias e André (e talvez o do Gusmão) podem ser transformados em post?

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Marat

20/05/2010 - 11h00

O que me deixa feliz, é que em minhas andanças pra cá e pra lá, percebo que as pessoas acreditam cada vez menos na "imprensa" brasileira. Odeiam a veja e falam muito mal dos "jornalistas" da globo. O mais legal disso é que pessoas de direita compartilham de minhas opiniões acerca da pobreza intelectual e ética dessa turma. Ainda há chances de mudarmos esse triste estado de coisas.

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Luiz Fernado

19/05/2010 - 22h12

A "imprensa livre" vive de dinheiro, então tem que segir seus patrões.

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dbramusse

19/05/2010 - 20h07

O jogo ainda não terminou
O papel do Brasil e de lula nesta batalha global está uma a um, o Brasil conseguiu um acordo, gol, os EUA e não a ONU contra atacou e fechou um acordo de sanções ao Irã, gol dos EUA, o acordo do Brasil e Turquia será analisado pela comissão nuclear da ONU, se realmente quiserem paz, o Brasil e o mundo ganham se não a indústria da guerra ganha esta batalha.
Como disse anteriormente neste jogo de gente grande, a estratégia brasileira no geral vai muito bem e com certeza se perdermos será apenas a primeira derrota que teremos, pois recentemente vencemos na OMC o direito de retaliar os EUA e retaliamos.
Como brasileiro não tenho má vontade com os americanos, pelo contrario acho uma grande nação, mas não quero ser Americano, assim como prefiro morar no interior pela qualidade de vida, adoro a capital para fazer negocios e me divertir.
Assim creio que todo brasileiro gostaria de ter sua brasilidade respeitada e como estamos em caminho de crescimento e liderança da America do sul e caribe, nos tornamos atores de porte no cenário global, somos um dos lideres dos emergentes junto com china e india representamos mais de 65% da população mundial. E de direito reivindicarmos representatividade legal para decidirmos qual caminho tomar, enquanto houver esperança para evitar uma guerra toda ação é bem vinda.
Creio que a grande mensagem que o Brasil leva hoje ao mundo é aplicação da paz sem perder a produtividade, uma visão mais sustentavel do uso do planeta e uma divisão mais igualitária dos direitos de decisões globais (não confundir com rede globo).
E o jogo não acabou ainda esta 1 X 1.

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Julio Silveira

19/05/2010 - 20h01

Azenho, acredito que se não fosse o advento da internet ainda estariamos enxergando nesses instrumentos de capitulação da cidadania brasileira, agentes de nossos interesses.
Aliás, tenho que reconhecer que esta tecnologia iniciada pelos americanos, e não nos esqueçamos, até hoje controlada por eles, representa a voz da liberdade para pessoas como eu. Até quando? não sei, mas temos de aproveitar este momento histórico. Em que o cidadão pode encontrar vozes afinadas com as suas, e mesmo discutir em alto nivel com as discordantes. Esse é um espaço e instrumento para convencimentos. Essa midia, citada na critica, nesse aspecto é totalitária, podendo ser dissimulada, e até corrupta, como vemos no nosso País, por que ela não representa todos os grupos, mas pequenos grupos familiares, feudos, claramente idenficados com a chamada nova ordem mundial. Os tais cidadãos do mundo, que não precisam amar bandeiras, ou podem preferir aquelas que lhes proporcionam mais.

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Marcelo Fraga

19/05/2010 - 21h44

É ridículo e humilhante (para eles) quando alguém deprecia o seu país a favor de outro. Mesmo que apoiem uma ideologia ridícula, a mídia dos "desenvolvidos" exalta as realizações dos seus países. E isso é louvável. Por aqui não existe um sentimento de patriotismo. Da classe média para cima, tudo o que vem do Brasil é merda (desculpem a palavra). Me causa uma certa revolta ver isso, mas sei que isso um dia irá mudar.

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    Dejair R. Martins

    21/05/2010 - 11h30

    Meu caro Marcelo, concordo plenamente com seu comentário, e vou mais além, não tenho dúvida de que, se algun dia os EEAA invadirem o Brasil usando uma desculpa qualquer, mais ina realidade interessados em nosso pré-sal ou em nossa Amazônia, de qual lado vão ficar as ; Organizações Globo, Veja, Folha, Estadão e lógico, tb Silvio Santos! Isto tem um nome, não?

André

19/05/2010 - 21h33

Por outro lado, controla o Irã teria como prêmio não o petróleo, como muitos pensam, mas o gás natural que será essencial para a economia do mundo, bem como a posição estratégica do país, no centro do fluxo de duas vias deste combustível para o Leste e Oeste da Ásia Central rumo à Europa e à China; além do mais a geografia, mais uma vez favorece o país, quem já viu o mapa do Oriente Médio sabe se o Irã fechar o Estreito de Ormuz uma via marítima estratégica por onde transita mais de 40% do petróleo mundial seria o colapso energético do dos EEUU, Europa e da China…vorazes importadores de petróleo (visto que não têm autonomia energética), tal fechamento teria um efeito muito mais devastador que a bomba atómica que o Irã, supostamente, pretende fabricar…assim talvez a questão esteja mais embaixo, sem capacidade técnica e financeira de derrubar o governo iraniano via armas e colocar um títere no lugar só resta o caminho da chamada "operação sufoco ecônomico" para que as massas, desesperadas com a suposta escassez de produtos pormova a tal "contra revolução"…

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André

19/05/2010 - 21h33

Assim o que vemos: ou alguma coisa mudou nestes meses…ou o acordo proposto em fevereiro foi para "inglês ver", isto é, sabendo-se que o Irã não iria aceitar; mas foi lá o Brasil se meter e conseguir o que parecia impossível, creio que a sanções já estavam acertadas, a proposta foi só "mise-en-scène"…existem muitos interesses em jogo e a situação geográfica do Irã é desconfortábilíssima, cercado por Iraque e Afegansitão (ocupados pelo EEUU) e pelo Paquistão (vizinho nuclear), banhado pelo Golfo Pérsico onde os EEUU, com concordância das monarquias absolutas da região, têm bases permanentes nos Emirados Árabes Unidos, Omã e Qatar , Kuwait e Bahrein, sede da V Esquadra; estando ainda ao alcance das bombas israelenses; somado á isto está a desconfinaça dos persas em relação aos anglo-saxões (quem já leu Todos os homens do Xá, de Stephen Kinzer sabe do que estou a falar).

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André

19/05/2010 - 21h33

Este acordo que o Irã assinou com a Turquia, através da intermediação do Brasil é o mesmíssimo acordo proposto pela potências ocidentais em fevereiro passado e recusado pelo Irã, o que mudou de lá para cá para o acordo não ser mais factível? O Irã tem hoje o suficiente em urânio para uma ou duas bombas atômicas, no máximo, se ceder 2/3 desde material para ser processado no exterior, via Turquia ficaria minado em sua capacidade de produzir a bomba e o país não tem (isto é reconhecido pelos próprios EEUU) capacidade técnica de enriquecer urânio ao grau de pureza de uma bomba e não a terá, pelo menos, antes de 2015 (o Brasil tem esta capacidade); o Irã NÃO tem minas de urânio em seu terrítório, tendo de importá-lo, assim não corre-se o risco de o país conseguir mais material; os países com maiores reservas são são Cazaquistão, Austrália, Africa do Sul, Estados Unidos, Brasil, Canadá e Namíbia e dos países produtores somente Canadá; Austrália; Niger, Namíbia e Rússia produzem, por ano, mais que a cerca de 1,2 tonelada necessária para a bomba.

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Marcos

19/05/2010 - 21h17

Quanto ao posicionamento do PIG, nenhuma surpresa. É difícil imaginar uma mídia tão reacionária, suja, corrupta, golpista e anti-patriótica quanto esta que temos no Brasil, corretamente chamada de PIG! Esse tipo de mídia/imprensa, com o poder que ainda tem, mesmo que decadente, é provavelmente o maior obstáculo para a consolidação e o avanço da democracia e da justiça social no nosso país.
Quanto à Marina Silva, mais uma vez provou ser uma grande traíra. Chega a dar ânsia de vômito ouvir as idiotices que essa mulher vêm falando. Lamentavelmente, a moça passou a integrar o verdadeiro exército de traíras do nosso país e do nosso povo.

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    @marisps

    19/05/2010 - 19h49

    De tudo o que a matéria fala o que mais me entristece e revolta é o papel da Marina. Tenho pavor de trairagem, de gente sonsa, dissimulada, e como não acredito na ingenuidade da Marina restam os dois adjetivos anteriores para qualificá-la. A podridão da mídia já é nossa velha conhecida, a descoberta da pequenez de quem um dia se admirou machuca mais.

    Gerson Carneiro

    20/05/2010 - 11h20

    Estou de acordo com sua opinião. Olha só, notícia dada no PIG em 17/05/2010: "Marina apoia privatizações de FHC e lembra que Lula não revogou nenhuma".

    Essa aparente fragilidade da Marina me passa a impressão da pobre velhinha que se transformará na terrível bruxa logo após a entrega da maçã. Minha intuição não me trai.

    "- Acho que as privatizações no Brasil, que foram iniciadas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, com algumas ressalvas que faço, foram acertadas. Foram tão acertadas que eu não vi o presidente Lula se dispondo a, enfim, revogar nenhuma das privatizações que foram feitas" – Marina Silva, no jornal O Globo.

    Marina só não disse que Lula não realizou nenhuma privatização. O fato de não ter revogado pode ter sido porque existem cláusulas nos contratos assinados pelo FHC que impedem o recuo. É como as concessões de pedágios em São Paulo que autorizam as concessionárias a explorarem por 30, 40, 60 anos.

alexjova9999

19/05/2010 - 17h46

ONDE ANDA O PRÊMIO NOBEL DA PAZ?

Hillary Clinton, agora fardada de falcão neocon, é quem está dando as cartas na Casa Branca?

Vocês notaram que o presidente Obama sumiu? Quem está dando as cartas e jogando de mão é a secretária de Estado, Hillary Rodham Clinton, que não é presidente e nem Nobel da Paz. Cumpre, muito plasticamente, o papel de cão de guarda de Obama, que por sua vez, dá satisfações aos interesses econômicos do combinado industrial-militar, bem como uma ação de sabotagem à multipolaridade diplomática de um possível entendimento Sul-Sul, incluindo Brasil, Turquia, Irã, Japão, China, Índia, etc.

O boicote ao acordo com o Irã visa dois claros objetivos:

1) Bater na mesa para ratificar o mandarinato mundial dos Estados Unidos, junto aos seus aliados;

2) Desestimular o deslocamento do eixo hegemônico da diplomacia internacional para players outros que não aqueles controlados pela Casa Branca e o Departamento de Estado estadunidense.

FONTE:http://www.diariogauche.blogspot.com/

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Elias São Paulo SP

19/05/2010 - 20h39

José Augusto Guilhon: Olha, o que acontece é o seguinte…é…é…qual é a vantagem para um país como o Brasil de se armar nuclearmente? O primeiro resultado será ele se transformar em alvo nuclear pra outros países, né?…evidentemente você pode compreender que um país como a Índia, um país como o Paquistão, que são alvos…é…de…de países hostís, queiram se armar dessa maneira…porque não altera muito a posição.Mas no caso de um país como o Brasil que…o que que (sic) o Brasil tem a lucrar? O Brasil, ou a União Sul Africana…ou..a a..a África do Sul tem a lucrar em se tornar alvo nuclear? (nota minha: o professor aposentado da USP parece não saber que a própria Constituição Brasileira proíbe o Brasil de ter arma nuclear)

Willian Waack: Guilhon, muito obrigado, boa noite pela participação (sic).

José Augusto Guilhon: Eu que agradeço.

PS: José Augusto Guilhon Albuquerque é aposentado da USP desde 2005

Responder

Elias São Paulo SP

19/05/2010 - 20h38

Willian Waack: Guilhon, muitas das pessoas que se ocupam dessa área de não proliferação, do sistema de segurança internacional, dizem que é chegada a hora de potências emergentes como o Brasil, como a Turquia protestarem contra o que eles consideram um regime assimétrico, porque afinal de contas o Tratado de Não Proliferação deixa os que tem a bomba com a bomba e os que não tem com a bomba (sic) jamais. Como é que você comenta?

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Elias São Paulo SP

19/05/2010 - 20h36

Cristiane Pelajo: No caso do Brasil, porque que o Brasil fez isso? O que que (sic) ele GANHA nesse acordo?

José Augusto Guilhon: Eu acho que o Brasil nada, né?…o governo brasileiro, o governo Lula GANHA em exposição aparente, uma aparente vitória diplomática. Mas o que nós vimos na reação dos principais parceiros brasileiros que são os da Europa Ocidental, né?…é que houve um certo menoscabo da posição brasileira. A posição dos franceses, por exemplo, é terrivelmente contundente contra a pessoa do Presidente, né?…quer dizer, nós jogamos fora um prestígio que o próprio Presidente levou sete, oito anos pra construir…é…numa jogada mal feita. (nota minha: um efusivo Sarkozy cumprimenta Lula no dia seguinte) (continua)

Responder

Elias São Paulo SP

19/05/2010 - 20h35

Cristiane Pelajo: Agora torna…o…o fato de eles estarem ignorando cinco resoluções do Conselho de Segurança da ONU…TORNA esse acordo, no mínimo IRRELEVANTE.(?)

José Augusto Guilhon: Totalmente IRRELEVANTE, e joga a bola no campo de Israel. Quer dizer, um acordo que realmente acabasse com esse programa…o…ou as sanções, tornariam essa possibilidade mais longa, mas agora Israel, provavelmente vai ter que intervir, vai ser obrigado a intervir…nessa…(interrompido por Waack)

Willian Waack: Ou seja, você está dizendo o contrário de alguns analistas que acham que o acordo dará tempo pra solução diplomática, ao contrário, você está dizendo que o acordo vai PREJUDICAR soluções diplomáticas.

José Augusto Guilhon: Vai PREJUDICAR as soluções diplomáticas, e vai, provavelmente jogar isso pra uma…pra um campo militar. (continua)

Responder

Elias São Paulo SP

19/05/2010 - 20h33

Uma entrevista estapafúrdia com um professor aposentado, totalmente equivocado, confirmando perguntas de Waack e Pelajo que dispensam comentários. Notem como o professor repete as palavras chaves das perguntas. É incrível a quantidade de falhas que encontramos ao se fazer transcrições de jornais falados.

Jornal da Globo, segunda feira, 17 de maio de 2010

Willian Waack: A gente conversa agora com José Augusto Guilhon Albuquerque, que é professor de Relações Internacionais do Dep. de Economia da USP. Guilhon, boa noite. Entre aqueles que acham que esse foi um passo positivo e os que dizem que isso SÓ ATRAPALHA, onde é que você se situa?

José Augusto Guilhon: Eu acho que isso ATRAPALHA bastante, pelo menos atrapalha o esforço que as Nações Unidas estão fazendo pra colocar o programa nuclear do Irã dentro da linha. (continua)

Responder

vitor - aju

19/05/2010 - 20h17

o dignóstico foi perfeito. foi incrível hoje pela manhã, no bom dia brasil , o esforço repetido para afirmar que o brasil não tem condições de assumir liderança internacional, que não é confiável, que a "tradição" do itamaraty sempre foi de cautela (colocar o rabo entre as pernas, como eles adoram), que o mundo está correto em não confiar no Brasil.

Dá para entender perfeitamente que os jornais espanhóis, ingleses, americanos, façam isso. Afinal ,cada um cuida e defende o seu (e no caso deles, independente do conteúdo e eficácia acordo, eles querem mostrar "quem é que manda").

Mas, pasmemo-nos, a imprensa brasileira cuida de defender aos interesses desses países, e nunca, nem um pingo, a posição brasileira, que na verdade significa uma nova posição na governança global.

Hoje o PIG deu uma aula de patriotismo…americano.

[ aliás, azenha, se não me engano há um artigo de marco aurélio garcia, um pouco antigo, em que ele vincula os interesses da mídia brasileira aos interesses desses países. seria ótimo desenterrar isso]

Responder

    joão

    19/05/2010 - 19h12

    fi, sempre que você pensar que, er, o PT age em defesa dos interesses brasileiros, faça também o favor de lembrar de um antigo debate: o internacionalismo do socialismo versus o nacionalismo dos fascistas. àquela época era claro o INTERNACIONALISMO dos socialistas. e hoje, a despeito do que se pense normalmente no brasil, um partido como o PT ainda mantém uma linha parecida em várias instâncias: existe o discurso interno ufanista, mas o PT é um partido que tem, digamos, um óbvio nacionalismo seletivo. o PT se reúne com partidos de esquerda de vários paises, traça estratégias em comum; em contrapartida, os ditos partidos brasileiros vendidos ao interesse americano têm o quê? quando eles se reunem com outros poderes políticos internacionais da forma que o PT se reúne? não duvido que, sim, muitas vezes esses partidos agem contra o interesse brasileiro, mas onde aparece, mais uma vez, a contrapartida? o PT tem uma estratégia em comum com todos esses partidos, em escala global — é difícil de ver o interesse brasileiro sendo alienado?

    noto um dos pontos abordados no foro de são paulo: a recuperação do que foi perdido no leste europeu. a pergunta óbvia: onde entra o interesse brasileiro nisso? um exemplo um bocado óbvio: por que o discurso duro e nervoso contra as posições do governo colombiano e, ao mesmo tempo, a manutenção de uma posição, como é mesmo?, NEUTRA contra as FARC? a mídia acá, e também aquilo que aqui se chama de PIG, pouco ou nada fala dos soldados brasileiros que estão se arrebentando com as FARC. somos neutros em relação à organização que mais exporta cocaína para o nosso país. piada.

    agora chego à BOMBA: francamente, se trata do melhor para o brasil esse acordo? poderiam, sei lá, ter uma admiração quixotesca com o que o lula fez, não sei. mas é o melhor para o brasil? agora estamos sob todos os olhos e não temos o poderio militar de uma china, de uma índia — À VERA, fi, o brasil ameaça quase ninguém. sigamos com essa política, o que você vislumbra a médio e longo prazo? longe de um brasil isolado, não? é por isso que sinto vontade de prescrever antipsicóticos para quase todo eleitor petista.

    Carlos

    20/05/2010 - 11h24

    Que raciocínio torutoso, sô!

Luís C. P. Prudente

19/05/2010 - 20h03

A matriz do PIG fica nos EUA, ela é, portanto, lesa-pátria, por isto mesmo ela defende o partido da privataria, o partido lesa-pátria e seu candidato lesa-pátria Nosferatu Serra.

Responder

J C Tavares

19/05/2010 - 16h38

Lula está conseguindo um feito ainda maior do que o acordo com o Irã: Desmascarar o PIG(Partido da Imprensa Golpista) do Brasil. É tão cristalino a irritação do PIG, principalmente a Globo, por ver Lula no topo do planeta como líder mundial, que até amigos meus que não conseguiam enxergar o óbvio, agora passam e me dar razão.

Responder

    mila

    21/05/2010 - 18h47

    Lula esta desmascarando todos os mascarados do mundo: PiG, demotucanos, USA, Israel e Europa.
    Esta a mostrar a verdadeira face daqueles se arvoram em defensores da democracia. Só não vê, quem não quer…

Milton Hayek

19/05/2010 - 16h31

NO IRÃ

Em janeiro de 2009, o Irã testou um míssil submarino chamato HOOT (baleia), que se move a 225 milhas por hora, resultante de um desenvolvimentto de parceria com a Rússia, a qual remonta o fim dos anos 90. Trata-se de uma espécie de Shkval iraniano.

Teme-se o advento de uma grande mudança estratégica para os navios da US Navy no Golfo Pérsico, só por causa da Baleia russo-iraniana.
http://www.defesabr.com/Tecno/tecno_misseis%20rus

Responder

sergio

19/05/2010 - 16h30

a velha midia está carente de noticias, decadente, só interessa à uma classe média farisaica que se assusta com bobagens, dilma vencerá com o pé nas costas e todo esse estardalhaço acabará, já vejo os civita,mesquita, frias em caravana atá brasília mendigando um comercialzinho para salvar o seu moribundo negócio, a conferir!

Responder

Milton Hayek

19/05/2010 - 16h28

Eu tenho pena dos americanos se eles entrarem em guerra com o Irã:
http://www.defesabr.com/Tecno/tecno_misseis%20rus

Responder

luizgusmao

19/05/2010 - 16h01

UM GRANDE ACORDO? [1/2]
Stephen Walt
http://walt.foreignpolicy.com/posts/2010/05/18/bi

Bem, falando da Turquia, o que posso dizer do surpreendente acordo nuclear entre a Turquia, Brasil e Irã, que foi anunciado enquanto eu estava arrumando as malas para sair de Istambul? O acordo foi anunciado com grande alarde em Teerã e, basicamente, ressuscita um acordo anterior em que o Irã concordara em dar uma grande parte do seu arsenal de urânio pouco enriquecido (LEU) em troca de uma quantidade muito menor de urânio altamente enriquecido (em cerca 20 por cento) para uso em um reator de pesquisa que produz isótopos médicos.

A primeira coisa a notar é que já vimos este filme antes (ou pelo menos, algo muito parecido), e ainda estamos por ver se algum urânio vai realmente mudar de mãos. É possível que a coisa toda seja apenas um subterfúgio, destinado a afastar sanções econômicas mais rigorosas e que, eventualmente, um dos signatários (Irã mais provável) encontrará um jeito de se safar escapar das obrigações. Mas também é possível que este seja um primeiro passo rumo a uma solução diplomática para o problema nuclear iraniano como um todo (embora seja um passo bastante pequeno). O cerne desta questão não é reserva de LEU do Irã ou o seu desejo de combustível para o reator de pesquisas, a disputa é sobre se o Irã jamais poderá ter capacidade plena de enriquecimento. E esse acordo não diz nada sobre essa questão, o melhor que pode ser dito dele é que poderia – repito, poderia abrir a porta para um processo diplomático mais frutífero.

É por isso que acho que os Estados Unidos devem saudar o negócio. O único caminho viável para fora do impasse atual é através da diplomacia, porque a força militar não vai resolver o problema por muito tempo, pode provocar uma grande guerra no Oriente Médio, é mais propensa a fortalecer o regime clerical e fazer os Estados Unidos parecem um valentão com um inesgotável apetite para atacar países muçulmanos. (E Israel tentar fazer o trabalho não ajudaria, pois os EUA seriam acusados de qualquer jeito). Eu acho que George Bush descobriu isso antes de ele deixar o cargo, e eu acho que o presidente Obama sabe disso também. Da mesma forma, os israelenses mais sensatos, ao contrário dos falcões do editorial do Wall Street Journal, que parecem não ter aprendido nada com o seu papel vergonhoso de torcida no desastre do Iraque, em 2002.

Além disso, a única maneira de chegar a um acordo diplomático é os Estados Unidos e seus aliados encontrarem uma forma de baixar a demanda inegociável de que o Irã desista de controle do ciclo completo do combustível nuclear (ou seja, sua capacidade autônoma de enriquecimento de urânio). Esta é um objetivo de prestígio para o governo iraniano e que goza de amplo apoio entre a população, incluindo a maioria dos líderes da oposição. Em vez disso, o objetivo deve ser o de encorajar o Irã a não desenvolver armas nucleares, e a melhor forma de fazer isso é tirar a ameaça de força militar da mesa e negociar um acordo pelo qual o Irã assine e aplique integralmente o Protocolo Adicional ao Tratado de Não-Proliferação.

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Julio Cesar

19/05/2010 - 15h42

Belo Monte e a Soberania – Mauro Santayana
Revista do Brasil n˚ 47

Depois de uma batalha judicial que pode ter ainda desdobramentos, o governo colocou um licitação a construção e a concessão de exploração da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Xingu, que foi vencida pelo consórcio chefiado pela estatal Chesf. Se o governo não houvesse considerado a construção da usina uma questão de honra nacional, propavelmente os interesses estrangeiros, inimigos do nosso desenvolvimento independente, impediriam a importante obra, necessária à ocupação nacional e ao desenvolvimento da região amazônica.
Desde o século 19 os europeus e norte-americanos tentam ocupar a Amazônia, em nome da “civilização”, em nome de Deus (com os protestantes liderados pelos Rockefeller) e, mais recentemente, em nome da preservação do meio ambiente. Temos resistido com dificuldades a essa penetração. Houve governos, como o do marechal Dutra (1946-1951) que chegaram a aceitar a internacionalização da Amazônia. Outros, como Arthur Bernardes (1922-1926), ajudaram a resistir.
Antes, a grande tentativa fora a do Acre: americanos e ingleses constituíram a empresa The Bolivian Syndicate e obtiveram da Bolívia o direito de constituir um estado independente na região. A empresa teria o direito de impor as suas leis no território e de cobrar impostos internos e alfandegários, em troca de 40% de toda a produção de borracha; os outros 60% seriam da Bolívia. A região se encontrava ocupada por 60 mil brasileiros, muitos dos quais se armaram sob o comando do gaúcho Plácido de Castro. O Exército boliviano, para cumprir seus compromissos com os estrangeiros, invadiu o território e foi rechaçado. O governo brasileiro, com o chanceler Rio Branco à frente, ao mesmo tempo em que deslocava tropas para o Acre, negociou com La Paz e os acionistas do empreendimento e impôs a definitiva soberania.
Durante os últimos anos, principalmente com Collor e Fernando Henrique, a Amazônia se abriu a ONGs internacionais e à presença sempre atrevida de estrangeiros. São esses estrangeiros que – sempre pensando em preservar o território para seu uso futuro – se levantam agora contra a construção da usina de Belo Monte. Um deles é o cineasta James Cameron, autor de Avatar, um filme de ficção científica destinado, segundo alguns observadores, a preparar a opinião mundial para aceitar uma intervenção internacional na Amazônia. Cameron declarou com insolência que a ideia de seu filme veio de uma visita à Amazônia e de seu objetivo de “preservar a região”. Se um cineasta brasileiro chefiasse um protesto diante do Pentágono contra a guerra do Iraque seria preso e deportado. No Brasil ele foi festejado. E continua afirmando, com insolência, que “impedirá” a construção de Belo Monte.
Ao tomar a decisão de construir a usina contra todos esses opositores, o governo Lula reafirma a soberania sobre a Amazônia, de maneira firme. O governo tomou todas as medidas para que o impacto sobre a natureza fosse mínimo. Poucas áreas serão alagadas – e não haverá um grande lago, como o de Tucuruí ou o de Itaipu. Embora houvesse defensores de que se construíssem várias represas menores, a disseminação das obras agrediria mais a natureza do que uma só. A energia de Belo Monte é absolutamente necessária ao país e à melhoria da vida de centenas de milhares de brasileiros que vivem na região em situação de miséria.
Alega-se que os índios serão agredidos em sua cultura. Mas não há, a rigor, mais cultura indígena na região, ocupada por brancos, infestada de agentes dissimulados que continuam a cobiçar as riquezas amazônicas. O problema é de outra natureza, é a do espaço vital ( o mesmo “espaço vital” que pariu o nazismo alemão). Os países nórdicos têm projetos seculares de ocupar o sul do mundo – os dois grandes continentes da África e da América Meridional. Esse projeto se reanima agora, com a probabilidade de que a intensa atividade vulcânica esperada no hemisfério norte torne inabitável grande parte da Europa e da América do Norte.
Não podemos transigir, para não voltarmos a ser colônias.

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João Vargas

19/05/2010 - 15h32

Por mais que o PIG esperneie a atuação do Lula e da diplomacia brasileira neste episódio do Irã foi impactante e mostra que estamos vivendo outros tempos. O Brasil já não é um mero expectador e vaquinha de presépio da política americana. O Arnaldo Jabor fez ontem no jornal da globo um comentário jocoso e maldoso sobre a atuação do Lula, chegando à compará-lo a um bobo da corte. Não censuro este cidadão porque todos conhecem oseu passado e dele nada se pode esperar , mas censuro a Globo por dar espaço numa tv de concessão pública a alguém que não tem o mínimo respeito pelo país e pelo seu presidente.

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Urbano

19/05/2010 - 15h10

Vendida desde os primórdios do Brasil, com declarado intuito de doá-lo de vez ao capital internacional, a exemplo do que deu mostra a facção nazi-fascista demo/tucanalha/pig/villenium, em seu último desgoverno.

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vladimir Lacerda

19/05/2010 - 15h08

A posição americana nos leva a um simples porém já conhecido resultado.Se o Irã entregasse todo o seu Urânio enriquecido ou não.Desmontasse suas usinas nucleares e durante o ramadã jurasse que não tem intenções belicistas,mesmo assim Israel e USA diriam que faltam indícios claros do caráter pacífico do governo iraniano.Israel quer e vai atacar o Irá faça este o que fizer.Espera apenas o sinal verde.Espero que diferente de antes a resposta seja imediata e forte.E não como faz alguns grupos que se deixam massacrar esperanto alguma benevolência da opinião pública mundial.
Espero ainda que o Iraque seja considerado um céu para americanos se estes invadirem ou atacarem o Irã.

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Cristiana

19/05/2010 - 14h56

Bem, agora os EUA para invadir o Irã para roubar petróleo vão ter que ir sem desculpas. O acordo enterrou a desculpa. Que chato, hein…. Valeu, Lulão!

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fichacorrida

19/05/2010 - 14h30

Azenha, a cobertura da mídia tradicional fica parecendo que a Guerra salvaria não só a economia americana, como ajudaria a vender mais jornal. A tragédia vende jornal, atrai ouvinte. A razão não é apenas ideológica, mas também econômica. E vice-versa…

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Eduardo Lima

19/05/2010 - 14h23

A midia brasileira é ridícula, no entanto, as potências Ocidentais foram as que mais derespeitaram Lula nessa história. O Brasil levou um acordo que a ONU propunha. China e Russia parece que torceram para que desse errado como ficou nítido quando o presidente russo brincou dizendo que Lula tinha 30% de chances de êxito. Com o acordo formalizado as potências resolvem ignorar o Brasil e pedem sanções. O governo brasileiro realmente foi inocente, não por acreditar no Irã como afirmou o PIG, mas por acreditar nas potências Ocidentais. Me lembrei de Noam Chomsky quando ele diz que a ONU serve apenas para tornar o mundo a imagem e semelhança dos EUA. Talvez essa derrota sirva de lição para a diplomacia Brasil refletir mais um pouco, pois, entre os países ricos os interesses são maiores do que as boas vontades.

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    Orlando Bernardes

    19/05/2010 - 19h50

    Caro Eduardo!

    Concordo com sua afirmação em relação ao desinteresse do " clube dos cinco " no acordo conseguido por Brasil e Turquia, só não concordo que tenha sido uma derrota da diplomacia brasileira e ou que tenha sido inocente. Na verdade a diplomacia brasileira deu uma " sinuca " nas pretenções deste " clube " pois o tratado conseguido com o Irã, é o mesmo que foi proposto em outubro de 2009. Só que agora o Irã consentiu pois houve honestidade, respeito e confiança entre os interlocutores.

alexjova9999

19/05/2010 - 14h08

Cuidado com a Desinformação!

(do Blog Óleo do Diabo)

Temos os falcões da guerra nos Estados Unidos, e por aqui temos os urubus da guerra.

De qualquer forma, os urubus daqui estão subestimando ridiculamente o impacto que a façanha brasileira causou no mundo. Eles se apegam somente a manifestações da Mrs. Clinton, que representa justamente os interesses que o Brasil deliberadamente contrariou.

Peço-vos uma coisa, mais uma vez. Sei que vocês já sabem. Mesmo assim, repito: cuidado com a desinformação. Na guerra do Iraque, eu assisti a imprensa enganar toda a comunidade intelectual americana, inclusive a blogosfera de esquerda. Todo mundo comeu na mão de figurinhas sinistras como Paul Wolfowitz. O poder de comunicação do lobby armamentista e petroleiro é impressionante. Passados dez anos de guerra, já fizeram trocentos filmes sobre o tema, quase sempre tergiversando sobre a injustiça que cometeram. Este ano deram Oscar para um filme que glorifica um idiota que desarma bombas…

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Carlos

19/05/2010 - 14h07

"O jornal O Estado de S. Paulo vai na mesma linha e busca apoio para esta posição na aparentemente insuspeita candidata do Partido Verde, a senadora ex-petistaMarina Silva, que critica a tentativa de um diálogo com um “governo que desrespeita os direitos humanos”."
(…)
O jornalão dos Mesquita novamente usou Marina Silva para reforçar o ceticismo. Para a senadora, a estratégia do Irã ao fechar acordos como o do ano passado e o atual é ganhar tempo. “É bom não perder a perspectiva histórica, de que aquele país tem perseguido a construção de artefatos nucleares e da bomba atômica. Há indícios que preocupam”, avaliou”
E os massacres dos palestinos pelos israelenses são o quê, Marina?
E os massacres nas guerras no golfo, Marina?
E as torturas em Guantana e Abu Graib, Marina?
O que tens a dizer sobre os massacres dos curdos, Marina?

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    Jairo_Beraldo

    19/05/2010 - 16h40

    Essa Marina traíra, tem que entender, que cada povo tem sua cultura. E desrespeitar as culturas, são eticamente incorreto e preconceituoso. Não é um ou outro país que vão mudar a cultura do outro, e sim, eles mesmos. Aqui no Brasil, estamos, finalmente, mudando a cultura do coronelismo, que matava de fome seus eleitores, batia e matava componentes de movimentos sociais, matava inimigos políticos. Isso não é desrespeito aos direitos humanos Traíra?

trombeta

19/05/2010 - 13h51

Gente, o porta-voz da elite atrasada, o PIG, concorda com qualquer coisa: ferrar pobre, privatizar o patrimônio nacional, liquidar com a universidade pública, poluir os rios por um motivo nobre (o lucro do patrão), suprimir direitos trabalhistas etc.

Só tem uma coisa que eles não toleram: mexer com os interesses dos norte-americanos, isso é sagrado.

A histeria de seus paus mandados contra o acordo mediado pelo presidente Lula e, antes disso, a vitória obtida pelo Brasil na OMC comprovam o que estou dizendo.

Pode tudo, menos fustigar a hegemonia estadudinense no continente e no mundo.

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O Brasileiro

19/05/2010 - 13h36

Não sei se foi de caso pensado, ou pura sorte do Lula. Mas o avanço da máquina de guerra norte-americana sobre o Irã fez os EUA mostrarem o que realmente são e o que desejam para o mundo.
É claro que o apoio da China e da Rússia tem preço… é o preço do silêncio, o mesmo silêncio que China e Rússia fizeram quando os norte-americanos torturaram e executaram suspeitos em Guantanamo, Abu Graib e Bagran.
Os "grandes" se acobertam… e assim seguem Georgia, Tibet e outros.
E fica a pergunta? Qual o valor de um prêmio Nobel da "Paz"? Se oferecessem um desses para o Lula, ele deveria recusar.
Quanto ao Irã, nada muda. E para este país talvez seja melhor. Pois terá anos para preparar suas forças armadas contra a invasão que parece ser inevitável. (Para quem não sabe, o Irã fica entre o Iraque e o Afeganistão! A logística é "sopa no mel" para os EUA!)

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    yacov

    19/05/2010 - 14h25

    Se as sanções ao IRã forem aprovadas pela ONU, a despeito do cumprimentro do acordo pelo IRã, e apesar disso o LULA receber o NOBEL, também acho que ele deveria recusar. Mais uma vez LULA etá certo, quando diz que a ONU prescisa ser reformulada e que não tem mais representatividade que tinha no pós-guerra. A não ser que o Mundo seja propriedade dos EUA, aí, tudo bem. Deixa como está…

    "O BRASIL DE VERDADE não passa na glOBo – O que passa na gloBO é um braZil para os TOLOS"

maria

19/05/2010 - 13h35

Hoje pela manhã foi ridículo na CBN o Heródoto arranjou um especialista em Brasil americano para falar do acordo com o Irã, a figura em um português horrível disse que o Brasil enquanto pais de terceiro mundo não podia ir contra o que determina a matriz a potencia americana, vê um jornalista brasileiro escutar isso impassível e ainda gostar foi vergonhoso de dá nojo.

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    Dennis de Oliveira

    19/05/2010 - 14h41

    Maria, eu ouvi esta matéria e não acreditei como uma emissora de rádio pauta uma discussão importante destas com um professor que simplesmente não disse nada de novo – aliás sequer sabia falar português, foi caricato. Só que o cara é "americano", aí qualquer um tem espaço na mídia brasileira. É impressionante este complexo de vira lata do jornalismo brasileiro. Dennis

    Jairo_Beraldo

    19/05/2010 - 16h42

    Dennis, jornalismo brasileiro,não..o PIG! Existem muitos jornalistas que prezam e respeitam seu país!

francisco.latorre

19/05/2010 - 16h15

comentaristas do new york times detonam hilary e os eua..

e elogiam lula e o brasil.
http://community.nytimes.com/comments/www.nytimes

surpreendente. mundo muda mudou.

..

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    karma

    19/05/2010 - 14h15

    Muuuuuuito legal Francisco
    É bacana ver como o povo americano (não sua administração) está consciente dos acontecimentos e manda bala na administração apoiando o Brasil e a Turquia. Sobretudo saber que enxergam a enorme ipocrisia em jogo e que a propria administração está empurrando goela abaixo ao mundo inteiro.
    Realmente o mundo vai mudando e incrivel e fundamental é o papel da internet nesta transformação.
    Abraços

Edv

19/05/2010 - 16h04

Direitos Humanos deveriam sempre ser "importantes" mas, dependendo da cor…
Por exemplo, na Arábia Saudita, nas dezenas de países da Am.Latina com ditaduras implantadas e/ou apoiadas pelo Depto. de Estado, em Guantanamo, na Cuba pré-Castro, na Persia (hoje Irã) do Xá e no Iraque de Sadam, ambos "made in USA", isto nunca foi problema….sempre depende…
Admirar os EUA como nação não é um disparate, mas ser americanófilo 100% do tempo (principalmente republicano) me parece doença cerebral…

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    Jairo_Beraldo

    19/05/2010 - 19h45

    Os EEUU não reconhecem os Direitos Humanos!

Alcindo

19/05/2010 - 15h59

“É bom não perder a perspectiva histórica, de que aquele país tem perseguido a construção de artefatos nucleares e da bomba atômica. Há indícios que preocupam”, avaliou. A Marina já tinha conseguido destruir qualquer resquício de consideração que tinha por ela. Mas com essa aí, simplesmente transformou-se em uma direitista transnacional perigosa.

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Onésimo Rodello

19/05/2010 - 12h43

Todos os envolvidos, sejam países, industrias de armamentos, o sóerra, e até a mídia anti-patriótica alinhada com a turma do lesa-pátria fhcoisa estão, como que, nos seus "ninhos". Não são posições respeitáveis, mas pelo menos são comprensíveis.
O que causa náuseas é uma candidata, ex-senadora, como a marina, que demonstra um distanciamento, uma ignorância incomprensível sobre os "problemas" diplomáticos e de soberania envolvidos nessas negociações. Que ela cospe no prato em que come todos nós já sabemos.
Será que o senado à alienou? Ou foi o fundamentalísmo religioso?
Ela é a maior decepção, depois do fhcoisa.

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Tweets that mention A mídia brasileira, sempre a serviço dos interesses de Washington | Viomundo - O que você não vê na mídia -- Topsy.com

19/05/2010 - 12h39

[…] This post was mentioned on Twitter by PTnaCâmara. PTnaCâmara said: A mídia brasileira, sempre a serviço dos interesses de Washington. http://tinyurl.com/2ug6yhw […]

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francisco.latorre

19/05/2010 - 15h31

marina traíra e guilherme leal.

chapa equilibrada.

..

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    Carlos

    19/05/2010 - 12h39

    Que maldade…

    Jairo_Beraldo

    19/05/2010 - 19h45

    Maldade mesmo, Carlos. Tora nela! Deve agora sendo "patrocinada" pelos madereiros da amazonia.

    Leider_Lincoln

    19/05/2010 - 16h09

    Ela trocou a força do verde pela das verdinhas.

Maria Dirce

19/05/2010 - 15h09

è bom esse professor da Usp escrever sobre a mídia pq seus colegas estão na Globo news detonando os comentários generalizando a Usp, como se todos pensassem iguais.

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