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Cartas de Minas

Vermelho: Na ONU, Temer confessou subordinação

21 de setembro de 2017 às 19h36

Beto Barata, PR, via Fotos Públicas

O vergonhoso discurso de Temer na ONU

do Vermelho

Uma confissão de subordinação – assim pode ser entendido o discurso pronunciado pelo presidente ilegítimo Michel Temer (que mal fala por 3,4% dos brasileiros) na abertura da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (19).

Na contramão dos pronunciamentos de dirigentes de nações com papel ativo no cenário mundial, em seu discurso Temer se confessou avesso ao nacionalismo e recusou “os nacionalismos exacerbados”.

Pronunciou palavras que são música para os ultraliberais que dominam seu governo, e disse não acreditar “no protecionismo como saída para as dificuldades econômicas”.

Aquele discurso rebaixou a diplomacia brasileira e colocou o país de joelhos perante os poderosos do mundo.

O ocupante do Palácio do Planalto alinhavou argumentos que ecoam preocupações imperialistas, e não urgências brasileiras.

Referiu-se a temas que o mundo valoriza, embora tenha usado palavras que não são verdadeiras.

Por exemplo, falou em queda do desmatamento na Amazônia, sem dizer que ele não resulta de ações de seu governo mas da paralisia que impõe à economia do país.

Temer revelou a adesão à agenda de preocupações dos líderes mundiais do imperialismo. Verberou contra a Coreia do Norte e a Venezuela.

Referiu-se a temas importantes, como o terrorismo e a questão dos refugiados, usando um tom e palavras mal copiadas dos dirigentes do imperialismo.

Alegou que são urgentes as reformas ultraliberais que promove no Brasil, e garantiu (faltando outra vez com a verdade) que aquelas reformas, condenadas pelos brasileiros, promovem a superação da grave crise em que o Brasil foi enfiado justamente pelo ultraliberalismo de seu governo.

Cujo resultado é a paralisia econômica, o recuo da indústria e o gigantesco número de desempregados.

Pronunciou palavras em cuja sinceridade o mundo, e menos ainda os brasileiros, não pode acreditar.

Disse querer “um mundo em que ninguém tenha que sujeitar-se à discriminação, à opressão, à miséria.

Em que os padrões de produção e consumo sejam compatíveis com o bem-estar das gerações presentes e futuras”.

Nem ruborizou ao pronunciar estas palavras que descrevem a situação de ódio social e descrença em relação ao futuro que o golpe (do qual nasceu seu governo) gerou no Brasil. Esperanças que o golpe e o ultraliberalismo de seu governo destruíram.

Naquele discurso repleto de inverdades, referiu-se à abertura do comércio mundial, abertura que prejudica a indústria brasileira e destrói as condições para sua existência, e o país é transformado em um fornecedor de commodities (alimentos e matérias-primas) para o mercado mundial.

Teve a deselegância – para dizer o mínimo – de condenar a Venezuela, cujo governo acusou de antidemocrático.

E teve o desplante de afirmar que “na América do Sul, já não há mais espaço para alternativas à democracia” – ele, alçado ao Palácio do Planalto no bojo de um golpe parlamentar!

Na ONU, Michel Temer deixou claro, mais uma vez, que não está à altura do papel do qual está investido – o de representar o Brasil, principalmente em fóruns mundiais tão relevantes como a Assembleia Geral das Nações Unidas.

Como chefe do Executivo brasileiro, ele tem a mesma estatura da aprovação popular de seu mandato indicada pelas pesquisas de opinião – quase nada.

Uma estatura tão diminuta que desonra a prerrogativa do Brasil abrir a Assembleia Geral e envergonha os brasileiros.

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