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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Valério Arcary: Esquerda apanha e se junta. Mas, qual é mesmo o objetivo?

04 de julho de 2013 às 20h10

Duas estratégias: unir a esquerda para avançar as mobilizações ou para proteger o governo Dilma?

por Valério Arcary*, no Correio da Cidadania, em 01.07.2013

Todos juntos nessa luta pela unidade popular,

Mas, se estamos todos juntos,

contra quem vamos lutar?

Versos cantados por delegados da esquerda socialista no Congresso da UNE, em resposta à moção que defendia a estratégia de unidade de toda a oposição à ditadura militar, sob a liderança da burguesia liberal que se expressava através do MDB de Tancredo e Montoro, contra a unidade operário-estudantil.

O ataque dos fascistas contra a esquerda produziu uma reação extraordinária durante a última semana. A defesa do direito da esquerda de ir às ruas levantando suas bandeiras vermelhas uniu muitos milhares de jovens nos últimos dias, por todo o país, em uma mobilização unitária, entusiasmada e lúcida.

A unidade da esquerda nas ruas foi emocionante

As fotos da assembléia-monstro no Largo São Francisco, no Rio de Janeiro, para preparar o dia 27 e a ida ao Maracanã no dia da final da Copa das Confederações, emocionaram a esquerda, profundamente, em todo o Brasil. Processos semelhantes se repetiram, em formas variadas, mas com o mesmo conteúdo, em Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza, Belém, e Recife, entre muitas outras cidades menores. Surgiu do enfrentamento do dia 20 de junho com os fascistas um poderoso sentimento fraterno de que precisamos nos unir para vencer. Isso foi magnífico.

Estamos diante da urgência da política. Os dias agora valem por meses, as semanas por anos. Tudo se acelerou. O debate aberto na esquerda pelas mobilizações das últimas três semanas coloca na ordem do dia um dilema: a esquerda precisa se unir para poder ajudar o movimento da juventude a avançar na direção de novas vitórias, sob pena de perder uma oportunidade histórica de transformação do Brasil. Uma janela de oportunidade que não se abre com facilidade. A divisão da esquerda repercutirá de forma dramática sobre as possibilidades da luta em curso, porque está aberta uma disputa sobre o destino do combate de milhões. Esses milhões estão em luta porque têm pressa.

Um debate de estratégia é incontornável

Não obstante, isso não deve nos inibir de dizer que, infelizmente, existem dois grandes campos políticos na esquerda, hoje no Brasil, que remetem a um dilema de estratégia, e que vai se expressar em polêmicas táticas de todo o tipo. Estes campos têm diferenças irreconciliáveis.

Sendo assim, é melhor debater as estratégias. Porque é mais educativo. As questões mais de fundo, que remetem ao tema da atitude diante do poder, são inescapáveis. As diferenças não são artificiais, não são produto de exageros sectários. Não são pequenas escaramuças, miudices, picuinhas. Estes campos são maiores que os partidos de esquerda. Porque são muitas dezenas de milhares de ativistas que se interrogam sobre qual deve ser o caminho a seguir. A imensa maioria não tem militância partidária. Compreende a gravidade da situação. Tem boas razões para estar preocupada.

Dois campos em disputa

Em um campo estão aqueles que compreendem que a mobilização pelas reivindicações deve avançar, tendo a prioridade de unificação com os trabalhadores, ou seja, a preparação de um dia de greve geral para 11 de julho. Este campo afirma que, para lutar contra os empresários do transporte urbano, os banqueiros, os fazendeiros do agrobusiness, a FIESP, não é possível dar trégua a nenhum governo.

A nenhum significa isso mesmo, a nenhum, nem a Dilma. Depois de dez anos, ficou claro que os governos liderados pelo PT, em aliança com partidos burgueses, estão mais comprometidos com a preservação do pagamento da dívida pública do que com os transportes públicos, a educação e saúde públicas. Sem romper com o pagamento da dívida pública, de onde viriam as verbas para os investimentos necessários à implantação, por exemplo, do passe livre?

Os que nos colocamos nesta posição queremos ajudar a juventude nas ruas a continuar ocupando as avenidas com as reivindicações que ela mesma foi forjando pela sua experiência prática: conquista do passe livre, desmilitarização das PMs, mais verbas para educação e saúde, punição dos corruptos. E queremos agregar as reivindicações que respondem às necessidades do proletariado: o aumento dos salários e a redução da jornada de trabalho, por exemplo, ou a anulação da reforma da previdência e a suspensão dos leilões de privatização do petróleo do pré-sal, e tantas outras.

Os termos do dilema, que é sempre uma escolha difícil, são, portanto, terríveis, mas claros: Dilma está disposta a romper com o PMDB? Porque atrás do PMDB estão as empreiteiras com contratos milionários para a construção das grandes obras e estádios, por exemplo. E a esquerda que apoia o governo, ainda que criticamente, como as várias tendências internas do PT, o PC do B, a Consulta Popular ou o MST, se Dilma não atender às reivindicações, e não romper com o PMDB e os outros partidos burgueses, estão dispostas a romper com Dilma?

Em outro campo estão aqueles que consideram que é preciso unir a esquerda para defender o governo Dilma, porque o maior perigo seria a desestabilização do governo liderado pelo PT, ou até do regime democrático. Estão, podemos admitir, comprometidos em fazer exigências ao governo Dilma. Exigências para que Dilma abra negociações com as reivindicações das massas em luta. Exigências para que o PT no governo não capitule diante do PMDB de Michel Temer e Sérgio Cabral. Ou exigências para que o PT fora do governo não capitule aos ministros do PT que aconselham moderação a Dilma. Em resumo, estão engajados em pressionar o governo Dilma, mas não estão dispostos a romper com ele. E reafirmam que não era possível antes de junho, e continua não sendo possível, mesmo depois de milhões nas ruas, construir uma esquerda à esquerda do governo Dilma.

É preciso lutar, é possível vencer

Qual estratégia é o melhor caminho para vitórias populares? Qual estratégia irá prevalecer? Qual dos dois campos tem uma melhor apreciação do que está em disputa, e a melhor orientação para transformar o Brasil? Seria estupendo, realmente, fantástico, se as mobilizações de jovens e trabalhadores fossem o bastante para exercer uma pressão de classe suficiente para impor uma frente única de toda a esquerda. Essa é a vontade dos ativistas, é a vontade de todos os que sabemos contra quem lutamos. Porque para vencer o mais elementar é preciso saber contra quem lutamos. Saber quem são os amigos e quem são os inimigos.

Infelizmente, nunca é assim. A pressão das lutas não é o bastante. Outras pressões políticas que, em uma interpretação de classe, respondem a pressões das classes inimigas dos trabalhadores se abatem, também, sobre a esquerda. Diante de grandes acontecimentos, ensina a experiência histórica, algumas correntes de esquerda, que mantinham posições muito distantes umas das outras, se aproximam. E outras, que estavam próximas, se afastam. Em outra etapa da vida política brasileira se apresentou, dramaticamente, o mesmo dilema para a esquerda. Com quem nos unirmos, para lutar contra quem? Ou, enunciando de outra maneira, independência ou colaboração de classes?

A polêmica do final dos anos setenta e início dos oitenta

Em 1978/79, quando uma nova situação se abriu no Brasil, colocou-se um problema de estratégia política chave. Qual deveria ser a orientação para acelerar a derrota da ditadura militar? Estava ficando cada dia mais claro, depois das greves metalúrgicas do ABC, das greves de professores, de bancários e outros setores da classe trabalhadora, que era possível construir nas ruas uma mobilização de massas para derrotar a ditadura.

A classe dominante estava, crescentemente, dividida, entre uma maioria que aceitava a abertura lenta e gradual, ou seja, uma transição para um regime democrático-eleitoral negociada com os militares, e aqueles que resistiam, porque temiam, em função do medo das classes populares, a ampliação das liberdades democráticas. As classes médias tinham rompido, majoritariamente, com o regime. A classe trabalhadora começava a se mexer e a ganhar confiança em sua capacidade de luta.

A esquerda que vinha se fortalecendo nas lutas estudantis e na reorganização do movimento dos trabalhadores se dividiu em dois campos. De um lado, principalmente, o PCB, o PC do B e o MR-8 defendendo a unidade das oposições. O que significava que o monopólio da liderança política na luta contra a ditadura ficava nas mãos do PMDB.

Ninguém deveria disputar com Ulysses e Tancredo a condição de porta voz das oposições. Acontece que a liderança do PMDB temia mobilizar as massas contra a ditadura e aceitava o calendário eleitoral imposto por Geisel e Figueiredo. O PMDB não estava disposto a mobilizações de massas, porque sabia que o perigo era a entrada em cena dos trabalhadores, com sua força social de choque, seus métodos e suas greves. E o PMDB era um partido com apoio, essencial e primeiramente, empresarial.

No outro campo, estava a esquerda que se uniu em torno do projeto que nasceu das greves operárias e das manifestações estudantis, levando à fundação do PT em 1980, e da CUT, em 1983. Este campo se posicionava contra uma transição negociada e lutava pela derrubada da ditadura. Lutava pela perspectiva de um deslocamento da ditadura pelas lutas, não em conchavos no Congresso Nacional.

O PMDB era o partido da oposição institucional, o PT era o partido da independência dos trabalhadores, que não aceitava que a maioria proletária continuasse a ser massa de manobra entre diferentes alas da classe dominante. Os moderados de esquerda argumentavam exatamente como agora: não é possível ultrapassar Ulysses e o PMDB pela esquerda. A luta provou que eles estavam errados. Foi porque o PT chamou às ruas e começou a campanha das Diretas Já! no Pacaembu que o PMDB, ainda que dividido, se mexeu. O drama atual é que a maioria daqueles que foram os radicais em 1980/83 agora são os moderados. De incendiários, viraram bombeiros.

O dilema de estratégia que se coloca agora, trinta e cinco anos depois, no entanto, é o mesmo. O papel da esquerda deve ser o de ajudar a juventude e os trabalhadores a construir um campo independente? Ou ela deve se resignar a ser um vagãozinho atrelado ao trem que é dirigido por uma ala da classe dominante contra outra ala? Só podemos escolher entre o governo Dilma ou um governo da direita? Ou esta onda de lutas pode ajudar a nova geração a retirar conclusões políticas e ir além? Não é possível pensar em um poderoso campo de oposição de esquerda, que permita ir além do reformismo quase sem reformas dos dez anos dos governos Lula e Dilma? Qual o caminho para avançar na direção da revolução brasileira?

*Valerio Arcary é professor do IF/SP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia) e doutor em História pela USP

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43 Comentários escrever comentário »

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Cláudio

05/07/2013 - 12h48

A questão é como colocar o ovo de Colombo em pé, ou como andar no fio da navalha: como bater em Dilma pela esquerda, fazendo-a aprofundar as reformas, sem reforçar a Direita e a Imprensa Golpista, de olho em 2014.

Prática quase impossível, pois a ILUSÃO maior é achar que o tal Gigante despertado foi a massa proletária. O gigante é um gigante coxinha, o velho PSDB encarnado. A classe média é pura ambiguidade. Despolitizada e radicalmente antipopular. São radicais de ocasião, como diria Antônio Candido. São como gás de refrigerante: agitado explode, depois desaparecem. Hoje estão em férias em Miami ou nos Shoppings, dando risada de nós pobres Quixotes nas ruas.

Por isso, fico com a impressão de que a luta tem de ser contra a classe média e a mídia golpista, A FAVOR DE TODA REFORMA FEITA POR LULA E DILMA. E ao mesmo tempo, temos de apontar estrategicamente as LIMITAÇÕES DE LULA E DILMA NA NOSSA IMPRENSA e de nossa militância nas ruas. A classe média é ambígua e está em processo de educação constante. Elementos radicais dela podem passar para nosso lado e conseguir a eleição de gente de esquerda mais radical em 2014.

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assalariado.

05/07/2013 - 12h08

Caros internautas, realmente, esta analise de conjuntura do Sr. Rui Pimenta, sobre este momento politico no Brasil é bastante enriquecedor para os debates. O Sr. Rui cita um ponto importantíssimo que a mídia burguesa esta tentando fazer que é a (DILUIÇÃO DA PAUTA E DA DEMOCRACIA DIRETA E HORIZONTAL QUE AS RUAS PEDEM).

Vou até citar um trecho do texto:

“A burguesia, porém, era consciente de que essa manobra para diluir e estrangular o movimento não era suficiente. Finalmente, uma manifestação pacífica, com os mesmos objetivos e sob a mesma direção que havia atuado até então, somente serviria para transferir a luta contra a direita para o terreno eleitoral, beneficiando objetivamente o PT, e para postergar a ofensiva popular nas ruas. Era necessário fazer intervir um novo fator para destruir ou manipular os efeitos da manifestação. Era preciso efetivamente disputar a direção da mobilização em um sentido mais profundo e buscar direcionar o ponteiro da manifestação contra o governo, contra o PT e contra a esquerda em geral.”

Endereço:http://www.pco.org.br/nacional/uma-analise-da-conjuntura-politica-brasileira/aioj,b.html

Leiam, sem preconceitos e rótulos políticos.

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assalariado.

05/07/2013 - 11h33

Sim, são dois campos em luta, com interesses políticos econômicos ideológico opostos e, a luta de classes a nível mundial se acirra. E é claro, estamos dentro do contexto global de mais esta crise cíclica do capital. Apoiar esse governo ou emendar as lutas sociais? Quem sabe, os dois ao mesmo tempo dependendo do viés que Dona Dilma assumir no campo de luta. Tudo bem, acho de fundamental importância que seja feita uma pauta que politize as lutas e mostrar mais claramente para as massas o que emperra o não atendimento dos desejos do povo e dos assalariados da nação.

O que os governos da vez (falo a nível mundial, Brasil incluso), tem a oferecer para os assalariados e ao povo nação, além de sacrifícios?

Alguém dos complexados vira-latas aqui presente tem alguma proposta fora continuar de 4 para os donos do capital mundial?

Então que esta analise de conjuntura sirva de reflexão para os de esquerda, e que se alguém tem uma analise de conjuntura melhor do que o do Sr. Valério fez, que escreva e coloque aqui no viomundo para debates.

Não nos esqueçamos, o povo já está avisado, o próximo passo é deixar bem claro o que é uma pauta de esquerda. Sim, teremos que passar da pauta da quantidade de manifestações, para a qualidade das lutas, dois mementos diferentes de uma mesma luta, de um mesmo processo histórico.

Um passo atrás, dois para frente!

Responder

Julio Silveira

05/07/2013 - 11h33

O problema que vejo hoje é que aqueles que tem representatividade politica que se dizem esquerda são infiéis, e covardes. Pode até soar pesado, mas é tudo que demonstram. Infiéis por que, quando fora do poder, incitam a cidadania para a luta popular pela mudança da cultura politica e social, muito necessária. Mas no poder só discursam de forma absolutamente protocolar, já que se tornam desprovidos do brio revolucionário, até parece que o poder extingue a chama quando deveria ser o contrário. Parece que ao toparem com as convenções, os ritos, os salamaleques incrustados nos poderes incorporam o conservadorismo implícito e todas as firulas dos poderosos, igualando-os e parecendo ter sido somente essa a ambição, estar na casa grande dos sinhozinhos e ser reconhecido igual.
Até a discussão posta no post para ser pensada me parece confusa, se juntar para que? defender a Dilma? de quem, da direita? que direita? Aonde está a Direita, afinal, pelo menos aos meus olhos, todos estão muito parecidos, conservadores associados. Eu não quero mais fechar meus olhos para ser mais uma vez inocente util.

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Valmont

05/07/2013 - 11h14

O texto do Prof. Arcary teve um grande mérito: Provocou comentários muito mais qualificados.

Destaco o link http://www.pco.org.br/nacional/uma-analise-da-conjuntura-politica-brasileira/aioj,b.html
que contém uma excelente análise de Rui Costa Pimenta.
Vale a pena conferir.

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Eunice

05/07/2013 - 10h10

´

No Brasil as pessoas chegam a Universidade sem passar pela educação básica. Isso já é antigo. Mas com advento dos divórcios e as creches, particulares inclusas, isso piorou bem.

Esses filhotes de crápulas tiveram seus ensinamentos nas falas dos Simpsons e dos Donalds da vida, seus avós eletrônicos, pois pais e mães não tiveram.

Responder

Mardones

05/07/2013 - 09h44

Eu acho que é possível, sim, uma alternativa à esquerda do PT. Isso não significa que seja viável para 2014, por exemplo. Mas uma alternativa para exigir programas/linhas mínimas de atuação do projeto de governo a ser apoiado. Uma vez que o PT abriu mão de muitas linhas programáticas que fez parte da sua história.

Responder

Claudio Freire

05/07/2013 - 09h28

Hum, hum… Primeiro o cara fala que as esquerdas precisam se unir, e logo em seguida senta a pua nos que pensam diferente dele.

Ok. Digno representante da esquerda que a direita adora.

Responder

Jose Mario HRP

05/07/2013 - 05h25

O objetivo , entre outros, é desmascarar essa malta:
?w=193&h=300

A médica bonitinha, mas ordinária
Via 007BondeBlog
O fato de estar de jaleco não quer dizer que a moça da foto seja uma médica. Ainda que ela possa ser formada por uma escola de medicina, isso não faz dela necessariamente uma médica. Tem muita gente por aí com um diploma de medicina, um estetoscópio pendurado no pescoço e uma carteirinha de conselho no bolso, com conhecimento técnico e atendendo, que nunca será de verdade, na acepção da palavra, um médico ou médica, pois, para isso, é preciso ter respeito e se dar ao respeito, por uma coisa chamada “gente”, ser humano.
Tripudiar de uma sequela física decorrente de um trauma, com todas as implicações que daí decorrem, não é coisa de quem se diz profissional de saúde. Acima das paixões e dos ódios, das correntes ideológicas ou preferências político-partidárias, estão, exceto para os que não tem ética, decoro e educação, o respeito e a preservação do ser humano.
Antes de ser o político e ex-presidente, que pode ser criticado por qualquer um (a), Lula é uma pessoa que tem o direito de ser respeitado.
Se de fato essa moça da foto é uma médica, ela envergonha a classe, aliás, ela envergonha qualquer classe a que pertença.

Olha só essa escória:
?w=450&h=337

Responder

    Marcelo Figueiredo

    05/07/2013 - 09h02

    Essas aí são as mesmas que atendem um paciente numa consulta que dura 5 minutos quando é plano de saúde e quando é particular cobram 400 reais.
    E no fim, o diagnóstico sempre é o mesmo: stress.

    Nelson

    05/07/2013 - 11h15

    Ou virose, Figueiredo.

    Mário SF Alves

    05/07/2013 - 15h18

    Overdose de asnice, de egoísmo e de desumanidade acaba por resultar nisso! As latrinas do neoliberalismo é isso o que as espera.
    __________________________
    Sigam em frente médicos(as), continuem tentando desmoralizar publicamente um governo constitucional e legitimamente eleito por um dos povos mais massacrados da História, derrubem-no. Mas, desde já, fiquem cientes de que o que virá depois – governo ou desgoverno, militar ou civil – os fará atender pacientes em latrinas ou em frias lages de capelas mortuárias.
    ____________________________________
    Só assim, quem sabe, tamanho ódio não se encolha até o reles tamanho de suas inteligências.
    __________________________________________
    Mas, não se façam de rogados(as), antes assumam o que realmente são e o que realmente os move. Egoísmo, ambição desmedida e dívidas “impagáveis” com faculdades particulares e neoliberalizadas. Avaliem bem o quanto são condicionados(as) pelas grandes corporações/multinacionais da empurroterapia. Servos das grandes corporações. Isso é o que são.

Ricardo Pierri

05/07/2013 - 02h25

A diferença, que o autor parece não ver, é que não estamos lutando contra uma ditadura explícita, mas sim contra uma ditadura que se esconde, que não é vista ou sentida pelo povo.

E é o povo quem manda, ponto. Sem ele, não há mudança.

Então, como convencer esse povo a lutar contra algo invisível? Como convencê-lo de que é preciso revolucionar?

Não é hora de revolução, mas de evolução. Não faz nenhum sentido sugerir mudanças que o povo não apoiará, e muito menos falar em “rompimento” com o PMDB sem ter cacife suficiente no legislativo pra aprovar as medidas “revolucionárias”.

É só isso. Não tem mais o que ser discutido. Só há duas opções possíveis: ou se larga o governo como um “protesto” suicida contra a surdez da sociedade para a necessidade de uma revolução, ou a esquerda para de sabotar o PT e se une em torno de uma agenda comum, negociada. Esse papinho FURADO de “pureza ideológica”, de rechaço a fisiologistas etc, etc, etc não leva a droga nenhuma, exceto à derrocada do pouco que se conseguiu na última década.

Venham para o século XXI, meus caros. A ditadura militar acabou. A nova ditadura precisa ser combatida com armas diferentes das daquela época.

Coloquem em suas cabeças que NÃO vamos conseguir revolucionar coisa nenhuma da noite pro dia. Vai levar anos e décadas, e o país que queremos tem que ser construído dia após dia.

A primeira coisa a fazer é conquistar o financiamento público de campanha e o voto proporcional em lista pq, sem isso, não tem como o povo não encher o Parlamento da direita mais escrota. Só depois disso e que será possível fazer qualquer coisa de útil nesse país. Antes, não.

E, pior, se a Dilma perder a próxima eleição, não teremos sequer uma presença significativa no legislativo. Já pararam pra pensar nisso? Será um novo governo FHC, com seu rolo compressor, fazendo o que quer, com todo o apoio da imprensa.

É isso que vcs querem?

Responder

Valmont

05/07/2013 - 01h31

Desculpe-me o autor do texto, mas considero sua leitura de realidade totalmente equivocada, especialmente no dimensionamento das forças que se colocam no tabuleiro político. Superestima o poder de mobilização popular da esquerda e subestima muito o poder de fogo da direita.

Pelo andar da carruagem, vamos cair de novo nas mãos da direita a partir de 2015. O alívio da classe trabalhadora não passará do próximo ano. Aí vem desemprego, arrocho e recessão…

Não acredito nessa esquerda quixotesca incapaz de compreender a realidade do próprio povo e o verdadeiro jogo político que se desenvolve no Brasil e no mundo.

Quixotes continuarão a lutar contra os moinhos por mais mil anos, enquanto os trabalhadores permanecerão escravizados na vida real.

Será que não assistiram ao filme de 1964? Déjà vu…

Responder

    Daniel Braga

    05/07/2013 - 11h14

    O Valério Arcary é do PSTU. É a velha ilusão do PSTU de que a mobilização de massas vai “derrotar a burguesia e criar uma nova sociedade”.

    Quando se tem 20 anos de idade, dá pra acreditar nisso. Espanta é o Valério Arcary, na idade que tem, continuar acreditando nisso.

    Uma “nova sociedade” não se constrói com slogans nem com pancadaria nas ruas, mas sim com paciência, trabalho, educação, desenvolvimento.

    Os slogans e pancadarias podem até ser necessários para IMPEDIR um retrocesso rumo a uma ditadura fascista, para impedir que os fascistas retomem o poder via golpe. Mas nesse caso, seria necessário SIM cerrar fileiras em defesa do governo ameaçado pelos fascistas. E não me parece que, no momento, os fascistas tenham fôlego para continuar nas ruas. O que aconteceu no dia 20 de junho foi “fogo de palha”, e os fascistas não tem base social mobilizada para conseguir continuar massivamente nas ruas.

    Quando o Valério Arcary e o PSTU vão reconhecer que se está SIM construindo um novo Brasil nos últimos 10 anos? Quando vão reconhecer que a vida do povo melhorou MUITO nos últimos 10 anos? Quando vão reconhecer que o país AVANÇOU, inclusive na Saúde e na Educação, nos últimos 10 anos? Ou o PSTU não viu quantos campi dos Institutos Federais Tecnológicos foram construídos nos últimos 10 anos?

    É assim que se constrói uma “nova sociedade”. Para o PSTU, é um ultraje reconhecer que é possível SIM fazer isso de forma serena, sem “rupturas revolucionárias”. O PSTU nunca vai admitir que os “reformistas” estavam certos.

    O Brasil esta avançando no governo do PT, com uma sabedoria e uma paciência orientais. Se prosseguirmos neste rumo, nos tornaremos um país tão desenvolvido quanto a Coréia do Sul, em algumas décadas. A Coréia do Sul que em 1960 era um país pobre e subdesenvolvido. Com paciência e sabedoria orientais, vamos para a frente. Com voluntarismo e revolucionarismo ao estilo francês, não vamos a lugar algum….

    Os movimentos devem estar mobilizados sim, mas para APOIAR este governo, e se manter vigilante contra as investidas da direita que quer o retrocesso.

Liz Almeida

05/07/2013 - 00h49

“Não é possível pensar em um poderoso campo de oposição de esquerda, que permita ir além do reformismo quase sem reformas dos dez anos dos governos Lula e Dilma? Qual o caminho para avançar na direção da revolução brasileira?”

Na minha opinião a principal revolução tem que ocorrer pelo voto.
As manisfestações nas ruas, são necessárias, as vezes, mas o exagero causa o que vimos no último mês; abre brecha pra vândalos, desrespeita o direito de ir e vir das pessoas, passa uma imagem negativa do Brasil lá fora, etc.

Se queremos mudanças concretas, não será desestabilizando o governo que conseguiremos. O ideal é unir forças pra que após as eleições do próximo ano, a turma ‘dos 300 picaretas’ do Congresso diminua, a ponto de não mais impedir a realização de reformas estruturias no país.

E faremos isso pelo voto, não dando margem a bandidos e prejudicando a estabilização e o respeito que o Brasil, durante os últimos anos, conseguiu do mundo…

Responder

abolicionista

05/07/2013 - 00h45

É simples para mim: com Mercadante, com Bernardo, com atitudes neoliberais, sem o meu apoio. Sem o meu voto.

Responder

05/07/2013 - 00h19

Arcary que me perdoe, mas se ele pensa que os jovens de classe média que estavam nas ruas desejam uma revolução socialista (ou qualquer coisa parecida) ele está redondamente enganado. Este movimento pode ter partido de grupos mais politizados como o MPL, mas a massa arregimentada possui em geral uma visão de mundo bem conservadora. Suas demandas giram em torno do “consumo” e não de direitos. Repetem um discurso moralista que ouvem de seus pais contra a “corrupção”, que atribuem quase exclusivamente ao PT. Demonstram uma revolta contra a autoridade, mas não contro o sistema. Ou seja, são uma massa de manobra para os neoliberais fazerem a festa: oferecem uma ótima justificativa para o atestado de fracasso da gerência pública e consequente privatização dos serviços básicos.
Mais uma vez a esquerda antropofágica engole-se a si mesma e atua como aliada da ultra-direita.

Responder

Lucas Gomes

05/07/2013 - 00h16

excelente texto!
com PT ou sem PT o importante é a independência da esquerda!
melhor se o PT estiver dentro, mas se ele insistir em trair a sua história, novos “PTs do anos 80” virão!

Responder

tomaz

04/07/2013 - 23h43

Quando fazemos análises erradas, temos 2 opções a fazer:
1) Auto-crítica.
2) adaptar a realidade à nossa análise.
Acho que o PSTU escolheu a opção número 2. É muito simplório resumir as opções táticas e estratégicas da esquerda em governismo ou oposição de esquerda. Essa visão binária da realidade tem impedido de acumular força necessária nos últimos tempos. Por um lado o governismo, cristalizado em uma correlação de força desfavorável, não consegue sair de sua camisa de força de defender o governo a qualquer custo para incindir e alterar a correlação de força. Por outro lado, a oposição de esquerda, na ânsia de se proclamar enquanto alternativa, sem ter força social necessária para ser de fato, se isola das classes populares, que tiveram reais melhoras com os 10 anos de governo neo-desenvolvimentista. O governismo acrítico não consegue elevar a consciência do povo nem politizar os novos sujeitos. O anti-governismo acrítico não consegue dialogar com a consciência imediata do povo.
Abraços fraternos

Responder

carlos saraiva e saraiva

04/07/2013 - 23h42

Companheiro Arcary, constrangido, mesmo assim ouso discordar de um Prof. de História. A comparação não tem o menor sentido, pois era a luta pela redemocratização, que agregava direita e esquerda, como oposicionistas. E os partidos de esquerda tradicional, que sempre foram coadjuvantes da direita, agissem daquela maneira, diferente do PT, que mostrou coerência. A bandeira era única,contra a ditadura e dividiu , quando foi a entrega para a direita. O momento agora, é diferente. Pela primeira vez , temos um governo, hegemonizado pela esquerda, como protagonista e não coadjuvante. Uma parte da esquerda, saída do PT, não aceitou esta hegemonia e foi para a oposição. Devemos respeitar esta posição. Agora, surgiu, um movimento, não constituido, pela “esquerda” e muito menos da classe trabalhadora.Movimento, classe média, conservador, moralista, onde jovens pequeno-burgueses, e uns poucos alçados a nova classe trabalhadora, reivindicando mais direitos e a “esquerda, antipetista”. Ao dizer, que a esquerda se uniu, pergunto que esquerda? Por isso a denominada esquerda está perdida. A história não perdoa. A saída, meu caro Arcary, é defender o governo, sim , contra o golpismo da direita. Construir e exercer a crítica e a pressão para que o governo, suplante a tática da conciliação, que foi vitoriosa, até aqui, para as rupturas necessárias. O PT, está em movimento e deverá trilhar este caminho.

Responder

roberto pereira

04/07/2013 - 23h37

O dilema do professor Arcary é inexistente diante dos fatos. O grande erro de avaliação é considerar que essa “onda de lutas” pode ter algum aspecto de revolução. Mobilização “contra todos os partidos” e indiscriminadamente contra a “corrupção” é pauta fascista. Dessa “onda de lutas” – as manifestações atuais – a esquerda revolucionária não extrai nem uma marola. A análise do PCO – divulgada aqui pelo Rafael Dantas- é muito mais realista. Ela reconhece que a direita, como em todo mundo, está se organizando e ocupando todos os espaços políticos, inclusive, com a forte colaboração da mídia conservadora. Portanto, não há dilema, mas opção clara: ou se é a favor do golpe ou se é contra.

Responder

    Valmont

    05/07/2013 - 02h13

    Perfeito, companheiro.
    A manifestação contra a rede goebbels, ontem, deu uma medida muito clara das tendências que estão aí.
    Tendemos nitidamente para um golpe de direita. Por isso mesmo ainda não compreendi o sentido da greve geral proposta pela CUT, depois desse locaute promovido pelos empresários de transportes. Querem levar o país ao caos político? Quanto tempo a nossa economia suportará essas porradas?
    Sinceramente, sinto que estamos à deriva, sendo arrastados por uma maré fascista e atirando nos próprios pés.
    Em 1964, um dos poucos que tiveram percepção do momento histórico foi o velho Brizola, que apoiou Jango com todas as forças. Hoje, estamos derrubando Jango novamente e, infelizmente, o velho líder já não está mais entre nós. Estamos agindo como cegos, desmemoriados e desorientados.

Ralf Rickli

04/07/2013 - 23h18

Sempre a mesma coisa, da parte dessa esquerda (t)he(o)roica: ABSOLUTA DESCONSIDERAÇÃO DA CONJUNTURA INTERNACIONAL.

Como não pode ser desconhecimento de causa, só posso ver uma vontade mórbida de conduzir um povo – especialmente seus jovens – ao suicídio. Comparável à que se diagnostica em Hitler no fantástico documentário A Arquitetura da Destruição, de Peter Cohen.

Responder

Lindivaldo

04/07/2013 - 23h05

Eita, o pau agora vai quebrar, gente!
Os ativistas de esquerda, que nunca se uniram, mas agora “unidos” nunca estiveram tão desunidos!
E lá vem “achar” que a História se repete, que esses manifestantes da classe média, mobilizados (77%) pelo facebook-CIA, vão empunhar as bandeiras de esquerda…

Enquanto isso, a direita, unida como sempre, com um golpe já quase consumado, não contava com essa ajudazinha do lado de lá…
Em seguida, a Globo vem e faz uma espetacular cobertura desse fogo amigo…

Pelo visto, Adeus, Dilma!
Adeus, avanços conquistados aos trancos e barrancos!

Adeus, quem sabe, Democracia!

Responder

    assalariado.

    05/07/2013 - 10h52

    Lindivaldo, nessas alturas do campeonatos você vem e pede para as esquerdas a nossa toalha da ideologia no ringue da lutas e ficar de quatro para a burguesia capitalista. Me poupe por favor, do seu complexo de vira latas. Vou aproveitar e reforçar o texto do Valerio Arcari e repetir a pergunta: Esquerda apanha e se junta. Mas, qual é mesmo o objetivo?”

    Com respeito.

    Abraços Fraternos e, sem medo de ser feliz.

    assalariado.

    05/07/2013 - 10h58

    Lindivaldo, digo, nessas alturas do campeonato você quer que as esquerdas (JOGUEM) a sua toalha ideológica (pauta de esquerda) na lata do lixo da história?

    Abraços.

    Lindivaldo

    05/07/2013 - 23h07

    Assalariado,
    Sempre tenho empunhado as bandeiras da esquerda, até porque ainda acredito no socialismo.
    Porém, nada tem a ver com a crítica que faço à análise, à estratégia e ao encaminhamento das ações propostas pelo Valério, em virtude das últimas manifestações.
    Suponho também que elas não refletem o pensamento majoritário do PSTU.
    Até porque entendo que o autor, em suas entrelinhas, já se decide pelo confronto e a derrubada do governo Dilma, dispensando-se o debate, com o que não concordo…
    A meu ver, o momento é crítico e requer um exame mais profundo de seus desdobramentos.
    Antes de tudo, identifico-me : não sou filiado ao PT, por ele ser social-democrata, embora tenha votado nele, por me parecer um contraponto mais viável ao neoliberalismo.
    Penso também que a derrubada do PT, por golpe ou eleição, abriria o espaço para a ultradireita retomar o poder por completo e suprimir as poucas conquistas obtidas pela classe trabalhadora e outros oprimidos historicamente excluídos.
    E, por outro lado, haveria algum avanço para as esquerdas a substituição de um modelo trabalhista por uma extrema-direita mais aprendida e apoiada pelos EUA?
    Por acaso, percebem as esquerdas, que, por trás das manifestações de junho, ressurgem as mesmas estratégias aplicadas nas Revoluções Coloridas, Primavera Árabe, pelas quais o neo-imperialismo, utilizando-se de suas novas tecnologias digitais, alicia, organiza, mobiliza as massas e derruba os governos em defesas de seus interesses?
    Por que não se dimensionar o impacto devastador da queda deste Governo para a Bolívia, a Venezuela, o Equador, Argentina e outros modelos que vêm se insurgindo contra neoliberalismo?
    Por isto, reputo mais sensatas e adequadas ao momento histórico as análises do Rui Costa Pimenta.

    Quanto ao “complexo de vira lata”…o que você está querendo mesmo dizer mesmo? Quem é você “assalariado”? Por que não se identifica?

    Lindivaldo

    05/07/2013 - 23h10

    Assalariado,
    Sempre tenho empunhado as bandeiras da esquerda, até porque ainda acredito no socialismo.
    Porém, nada tem a ver com a crítica que faço à análise, à estratégia e ao encaminhamento das ações propostas pelo Valério, em virtude das últimas manifestações.
    Suponho também que elas não refletem o pensamento majoritário do PSTU.
    Até porque entendo que o autor, em suas entrelinhas, já se decide pelo confronto e a derrubada do governo Dilma, dispensando-se o debate, com o que não concordo…
    A meu ver, o momento é crítico e requer um exame mais profundo de seus desdobramentos.
    Antes de tudo, identifico-me : não sou filiado ao PT, por ele ser social-democrata, embora tenha votado nele, por me parecer um contraponto mais viável ao neoliberalismo.
    Penso também que a derrubada do PT, por golpe ou eleição, abriria o espaço para a extrema-direita retomar o poder por completo e suprimir as poucas conquistas obtidas pela classe trabalhadora e outros oprimidos historicamente excluídos.
    E, por outro lado, haveria algum avanço para as esquerdas a substituição de um modelo trabalhista por uma ultradireita mais aprendida e apoiada pelos EUA?
    Por acaso, percebem as esquerdas, que, por trás das manifestações de junho, ressurgem as mesmas estratégias aplicadas nas Revoluções Coloridas, Primavera Árabe, pelas quais o neo-imperialismo, utilizando-se de suas novas tecnologias digitais, alicia, organiza e mobiliza as massas e derruba governos em defesas de seus interesses?
    Por que não se dimensionar o impacto devastador da queda deste Governo para a Bolívia, a Venezuela, o Equador, Argentina e outros modelos que vêm se insurgindo contra neoliberalismo?
    Por isto, reputo mais sensatas e adequadas ao momento histórico as análises do Rui Costa Pimenta.

    Quanto ao “complexo de vira lata”…o que você está querendo mesmo dizer mesmo? Quem é você “assalariado”? Por que não se identifica?

luiz aurelio de moura

04/07/2013 - 22h48

Valério,
quem interpreta a história sob a ótica da luta de classes e faz a opção de se colocar ao lado dos oprimidos deve se colocar sempre contra a classe dominante.
Portanto vamos nos colocar contra esta classe dominante.
Isto responde contra quem devemos lutar.

Você tem total razão quando diz que é difícil identicar quem é quem nestas reviravoltas que a história dá e que as pessoas de miolo mole e convicções idem mudam de posição mais que putas velhas,
mas devemos, antes de mais nada, por mais difícil que seja identificar o inimigo central e nossos aliados circunstanciais.
Então a pergunta primordial, para quem tem a pretensão de analisar a história à luz da luta de classes é :
Para que lado o capitalismo vai, e quem são os atuais ínterprétes desta cartilha?
Para os expoentes do capitalismo tupiniquim( Malan, Bacha etc) e de alguns países chaves do capitalismo como a Inglaterra, Japão e USA o grande teórico atual é Martin Wolf cuja tese principal para a saída da atual crise mundial do capitalismo é um grande fluxo de capitais dos países emergentes para a Europa e USA.
Vide ” A RECONSTRUÇAO DO SISTEMA FINANCEIRO GLOBAL” editora ELSEVIER
Você como doutor em história sabe nada do que é importante acontece ao acaso.`
Esta estratégia vem sendo sequida:
Não é por acaso que a nação mais rica nação,sob a ótica do dinheiro, substitui o desgastado Bush pelo bom moço Obama.
Melhor deixar parecer que “legitimos rebeldes# trucidem Gadafi que fuzileiros navais enforquem Sadam,
Melhor deixar que a velha e desacreditada Cia em aliança com as embaixadas, através de apoio a opositores desestabilizem os governos que um confronto direto com possíveis invasões de tropas.
Importante analisar aqui o papel das embaixadas e serviços secretos dos USA , na História Contemporaníssima ( 5 anos para cá) e seus aliados na Primavera Árabe, América Latina, entorno da antiga URSS e onde mais houver prosperidade economica com vigor.
Sem dúvida um momento importante, uma das encruzilhadas da história,
mas com o fortalecimento do mercado interno nos governos Lula e Dilma,
através de pequenos aumentos salariais acima da inflaçao, bolsa família e fortalecimento de grandes empresas nacionais( obviamente capitalistas) para competir no comércio internacional o momento histórioco já não é o mesmo , nem Dilma é Tancredo.
O elemento subjetivo da história precisa de uma análise muito precisa para não pisar em falso e tomar um tombo.
Muito cuidado, companheiro.

Responder

Tiago

04/07/2013 - 22h38

O Valerio precisa de umas aulas economia…

Somos todos Dilma contra o golpe da direita !!

Responder

    assalariado.

    05/07/2013 - 10h40

    Tiago, o Valério Arcari está precisando de uma aula economia? Então explica aí, esta aula seria sobre economia capitalista ou sobre economia socialista? Sim, mesmo porque a analise de conjuntura feita neste texto é excelente do ponto de vista de quem entende que vivemos sob o teto da luta de classes. Um dos grandes erros cometidos pelas esquerdas antes de ler um texto é, primeiro saber a que corrente politica esta pessoa pertence. Este tipo de discussão não leva a nada, demonstra o quanto muitos das esquerdas são anti dialéticos no que diz sobre uma leitura da sociedade sob a ótica de Marx.

    Abraços.

ZePovinho

04/07/2013 - 22h18

Jacob Schiff was head of the New York
investment firm Kuhn, Loeb and Co. He
was one of the principal backers of the
Bolshevik revolution and personally
financed Trotsky’s trip from New York
to Russia. He was a major contributor
to Woodrow Wilson’s presidential
campaign and an advocate for passage
of the Federal Reserve Act. (p. 210)

http://www.wildboar.net/multilingual/easterneuropean/russian/literature/articles/whofinanced/whofinancedleninandtrotsky.html

Responder

ZePovinho

04/07/2013 - 22h15

Os intelectuais de Nova Iorque,como Norman Podhoretz e Daniel Bell,eram trostskystas e hoje fazem parte do movimento neocon.Desde aquela época já eram da CIA.
Não é o caso do Arcary,é claro,mas esse negócio de “nós somos as luzes da esquerda” contra os “stalinistas” já encheu o saco,né???Como é o nome do teórico argentino que é o pensador do PSTU??

http://www.voltairenet.org/article123681.html

Los New York Intellectuals y la invención del neoconservadurismo
por Denis Boneau

A partir de 1945, los servicios de propaganda estadounidenses y británicos reclutan a intelectuales con frecuencia provenientes de medios trotskistas para inventar y promover una «ideología que rivalice con el comunismo». Los New York Intellectuals, con Sidney Hook a la cabeza, cumplen eficaz y celosamente diferentes misiones confiadas por la CIA, convirtiéndose rápidamente en agentes de primer orden de la Guerra Fría cultural. Teóricos mayores de este movimiento, como James Burnham e Irving Kristol, elaboraron la retórica neoconservadora en la que se basan hoy los «halcones» de Washington.

Responder

Rafael Dantas

04/07/2013 - 20h41

Olá, Azenha, mando como contribuição ao debate a análise escrita pelo companheiro Rui Costa Pimenta, presidente do PCO (Partido da Causa Operária).

http://www.pco.org.br/nacional/uma-analise-da-conjuntura-politica-brasileira/aioj,b.html

Responder

    Lindivaldo

    05/07/2013 - 00h31

    Realmente, excelente análise e muita adequada às questões levantadas pelo Valério.

Edgar Rocha

04/07/2013 - 20h37

Vixe… limpa a baba, Valério. E manda lembrança pro Piauí e o Evandro ( se estiverem vivos, ainda)

Responder

Lucas

04/07/2013 - 20h25

Acho que é importante falar que o Valerio Arcary é do PSTU. Por que ele não deixa isso claro?
Pq às vezes o PSTU gosta de se esconder?

O PSTU, que nunca teve massa, que nunca teve proletário, juntou-se aos outros grupos de esquerda porque acreditava que o seu grupinho trotskista poderia “manipular” o “proletariado” e tornar-se a vanguarda revolucionárias.

Não preciso falar que estavam errados.
Mais uma vez, vem eles defendendo o mesmo.

Preciso falar que estão errados?

Responder

    Matheus

    04/07/2013 - 20h43

    Vocês está dizendo que ele está “errado” apenas por ser “trotskysta”? Que tal LER os ARGUMENTOS dele, antes de decretar quem está certo ou errado?

    PAULO KAUTSCHER

    04/07/2013 - 21h23

    Concordo com os argumentos. Porém as frases “Mas, se estamos todos juntos,
    contra quem vamos lutar?” eram citadas pelos militante da MEP

    Mário SF Alves

    04/07/2013 - 22h25

    Dessa vez, com toda certeza, concordo com você. Bom, na realidade não li o texto todo. Mas até onde li, sem dúvida, gostei muito.
    ___________________________
    E sou pela defesa do governo Dilma. Não apenas por estratégia. Mas por ainda acreditar muito nela. E, claro, ainda que profundamente decepcionado com o posicionamento arrogante dos Bernardos, CadoOzos e Helenas da vida.
    ____________________________________
    Sobre os arrogantes, afinal, quem é esse pessoal, o que os faz ser assim?

    José Roberto Reis

    05/07/2013 - 06h54

    Ser do PSTU ou trotskysta neste momento não é o fundamental. O problema do texto, ao meu ver, é enxergar possibilidades de adesão a um campo de forças de esquerda nessa juventude que foi às ruas. Em uma parte importante, é conservadora, de direita, sobretudo quando diz não saber mais o que é isso (esquerda e direita) ou que esse tipo de divisão ideológica acabou (o discurso do gigante verde e amarelo que acordou, sem ideologia a não ser o BRASIL). Nesse sentido, não tem nenhuma possibilidade dessa juventude agregar às suas reivindicações as “que respondem às necessidades do proletariado” como quer Arcary. Em alguma medida a ida às ruas dessa classe média jovem foi movida por um sentimento anti-popular fundo, eu diria visceral. Por isso o governo do PT/Lula/Dilma com todo “reformismo quase sem reformas” que Arcary indica e de fazer isso sem tocar na ordem do capital, gerou e gera tanto ódio e preconceito nas classes médias brasileiras, que não admitem nem esse pouco. Então a perspectiva de arregimentação de uma força de esquerda para o enfrentamento contra todo tipo de governo, inclusive o da Dilma, me parece uma quimera e um equívoco, cujo resultado pode ser a volta do tucanato e do conjunto de políticas que expressam os interesses que tal força representa (privatização do que restou, criminalização geral dos movimentos sociais, aprofundamento das desigualdades, estabilidade fiscal até o último desempregado apagar a luz, achaque dos servidores públicos, e tudo o mais que sabemos daquela período sinistro e regressivo). Assim, tensionar o governo Dilma pela esquerda, exigir mais ousadia e avanço real na direção de uma agenda que seja menos refém do PMDB, ou seja, de um reformismo forte na saúde, educação, na reforma agrária, no campo dos interesses trabalhistas (jornada, enfrentamento da precarização e da terceirização) e por aí vai, ainda que desagrade os que enxergam possibilidades de acumulação de forças numa direção revolucionária, ainda me parece ser o caminho possível neste momento. Agora, “romper com o pagamento da dívida pública”, sinceramente não vejo nada que indique tal possibilidade de enfrentamento, muito menos se tal convicção decorrer das jornadas de junho protagonizadas por certa juventude conservadora que que foi às ruas…

    Renato

    04/07/2013 - 22h41

    Que ignorância? Por que tanto medo de fazer um debate sobre “estratégia”? Para você é muito mais fácil atacar do que fazer um debate sincero de qual estratégia devemos usar para vencer, pois a estratégia utilizada pelo PT, como o texto demonstra, já perdeu a validade…

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