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Uma resposta ao leitor Jorge Portugal sobre os motivos da mídia

03 de agosto de 2014 às 23h15

zitocaxias

Amigo é para essas coisas…

por Luiz Carlos Azenha

O caríssimo leitor Jorge Portugal me pergunta, nos comentários de outro post: o que a mídia ganha ao fazer campanha contra governos de esquerda e/ou trabalhistas?

Minha resposta: dinheiro, muito dinheiro.

Na verdade, não importa se é PSDB, PT ou DEM.

Em espécie ou em vantagens, como denunciado aqui.

Conto um causo que vivi pessoalmente.

Lá por 1998 ou 1999, trabalhando de repórter na TV Globo do Rio de Janeiro, fui convocado pelo produtor Tim Lopes para fazer uma reportagem. Era para sair no Fantástico. Uma investigação sobre o então prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito dos Santos. Zito era suspeito de mandar matar adversários políticos.

Fomos atrás dos documentos e testemunhas. Entre elas, um casal de professores que havia escapado de uma tentativa de homicídio num Fusca. Para finalizar a reportagem, fiz o impensável: fui ouvir Zito durante uma cerimônia pública, numa praça de Duque de Caxias. Ele respondeu às minhas perguntas com os dentes cerrados. Embarquei na viatura da emissora e saí “voado”.

E olha que o Zito era do PSDB!

A reportagem foi editada. Ficou com cerca de 8 minutos. Um petardo, com vários documentos, entrevistas e as respostas do prefeito.

Passaram-se algumas semanas.

Fui perguntar ao Tim, que trabalhou comigo em várias reportagens, sobre o destino de nosso material.

Ele foi cobrar do diretor do Fantástico. Ouviu que era uma questão de falta de tempo.

Assim foi. Semanas e semanas se passaram, até que esqueci completamente do assunto.

Num domingo, em meu apartamento da Timóteo da Costa, no alto Leblon, abro o jornal O Globo.

Susto!

Uma foto de Roberto Marinho cumprimentando o Zito.

O parque gráfico de O Globo em Duque de Caxias havia sido inaugurado em janeiro de 1999.

Aparentemente, tinha havido uma disputa sobre isenção de impostos.

Aquela foto era sinal de que o “problema” tinha sido resolvido? Não sei.

O que importa é que nossa reportagem nunca foi ao ar!

É assim que funciona a mídia corporativa…

Leia também:

“Denúncia” de Veja faz lembrar ofensiva de 2006

 

13 Comentários escrever comentário »

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Brancaleone

19/08/2014 - 23h37

Na Globo não se fala em sonegação.
Na Record não se fala em grana de dízimo.
Não se fala de corda em casa de enforcado.
Cada um no seu quadrado.
Sem hipocrisias, por favor.

Responder

Marat

04/08/2014 - 21h05

Azenha, meu caro… Deve ser horrível desejar fazer um trabalho sério e isento, e ver que no fim das contas é o sujo dinheiro que diz o que é “verdade” e o que não é!
Que bom que você saiu daquele inferno… aliás, que bom se aquele inferno fosse dedetizado, que bom que nosso judiciário pudesse ser escrito com jota maiúsculo.
Só uma pergunta: De onde o PSDB arranca tanta grana?

Responder

Julio Silveira

04/08/2014 - 19h57

Não duvido nada de que aquela doação de terreno publico em São Paulo, a Globo, não tenha obedecido os mesmos critérios. Meritocracia?

Responder

Fabio Passos

04/08/2014 - 18h44

O Jornalismo tem uma função social na democracia.
A mídia-lixo-corporativa atira o jornalismo no esgoto… para faturar dinheiro.

Já passou da hora de democratizar a mídia no Brasil.
Estas oligarquias corruptas são o sustentáculo do Apartheid Social. São um estorvo que perpetua nosso atraso.

Responder

Urbano

04/08/2014 - 15h16

Interessante que inda pouco, quando fiz o comentário reproduzido abaixo, lembrei-me do Tim Lopes…
‘O pig é parte integrante, e dos mais atuantes, da quadrilha dos bandidos da oposição ao Brasil. E os crimes? Todo o código penal… Inclusive de morte, pois se não executou diretamente, mas facilitou ou induziu…’

Responder

alemao

04/08/2014 - 11h18

Também estou louco para ver o fim da Propaganda federal via estatais.

O único que não quer é o governo.

Responder

FrancoAtirador

04/08/2014 - 02h22

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Zito foi presidente do PSDB do Rio de Janeiro, entre 2007 e 2010.
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Responder

FrancoAtirador

03/08/2014 - 23h52

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Imagina quanto entra no Caixa 2 das Empresas de Mídia,

via Bônus de Assinatura de Contratos de Compra e Venda

de Silêncio, no ‘Mercado Futuro da Bolsa de Valores’.
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Responder

    FrancoAtirador

    04/08/2014 - 00h35

    .
    .
    Ninguém viu uma matéria de 5 minutos

    no Jornal Nacional da Rede Globo

    com a seguinte manchete espetacular

    narrada por um sério Bonner Simpson:

    “REVISTA VEJA MOSTRA VÍDEO QUE REVELA

    VAZAMENTO DE ÁGUA DOS CANOS DA SABESP”.

    23/04/2014 – 09:50
    Revista Veja/Abril/Naspers

    São Paulo

    Tubulação velha causa desperdício de água em SP

    Metade da rede subterrânea
    em regiões centrais da cidade
    tem mais de 30 anos de uso.

    SABESP PERDE 31,2% DA ÁGUA PRODUZIDA POR CAUSA DE VAZAMENTOS

    O envelhecimento da tubulação da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP)
    atinge metade da rede de distribuição de água em áreas centrais da capital paulista.

    Levantamento feito pela empresa revela que 51% do sistema de abastecimento que atende bairros como Perdizes (Zona Oeste), Moema (Zona Sul), Tatuapé (Zona Leste) e Sé (Centro) tem mais de trinta anos de uso, o que aumenta os casos de vazamento – o maior vilão do desperdício segundo a própria SABESP.

    Em 2013, a empresa perdeu 31,2% de toda a água produzida
    entre a estação de tratamento e a caixa d’’água dos consumidores.

    O índice representa cerca de 950 bilhões de litros –
    quantidade equivalente a quase todo o “volume útil” do Sistema Cantareira, que tem capacidade para 981 bilhões de litros.

    Segundo a SABESP, 66% das perdas são provocadas por vazamentos ou transbordamentos de reservatórios.

    O Sistema Cantareira bate diariamente recordes negativos de nível de água, o que levou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a estipular multa de 30% na conta, a partir de maio, para quem gastar 20% mais água em São Paulo.

    “O envelhecimento das tubulações, especialmente na Região Metropolitana de São Paulo, é um dos principais motivos das perdas físicas (vazamentos) da SABESP”,
    informa a companhia em documento enviado em março à Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP) durante o processo de negociação da revisão tarifária.

    O órgão autorizou o reajuste de 5,4% na conta de água a partir do mês que vem, mas a concessionária informou que vai aplicá-lo em “data oportuna” até dezembro.

    Segundo a SABESP, 17% da rede têm mais de quarenta anos e 34%, entre trinta e quarenta anos de uso.

    No Centro, ainda há tubulação feita na década de 1930.

    Pela meta traçada pela ARSESP, o índice de desperdício
    deveria ter caído para 30% no ano passado, ante os 32,1% de 2012.

    Para este ano, a agência impôs a meta de 29,3%.

    Ferro fundido
    Segundo o presidente da seção paulista da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), Alceu Bittencourt, tubulações com mais de trinta anos de uso são predominantemente feitas de ferro fundido.

    O material sofre um processo de cristalização pela ação da água, o que vai obstruindo o tubo.

    “Essa obstrução reduz o diâmetro da tubulação, o que reduz muito a capacidade de vazão. Para mantê-la, é preciso aumentar a pressão da água na rede e isso eleva o índice de perdas nas juntas e conexões”, diz o especialista.

    De acordo com Bittencourt, essas tubulações precisam ser substituídas por redes mais modernas, como as feitas de polietileno de alta densidade (PEAD).

    A Sabesp possui desde 2012 um contrato de 440 milhões de dólares com a agência de fomento do Japão para financiar o combate aos vazamentos.

    Para Marcelo Libânio, professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Recursos Hídricos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), não é apenas a idade da tubulação a responsável pelos vazamentos na rede.

    “Basicamente, o que interfere nas perdas físicas ou reais na rede, além da idade da tubulação, é a magnitude das pressões vigentes, o material da qual ela é constituída, como ela foi implantada e a sua extensão. Então, dizer que o envelhecimento da rede é o responsável por tudo é meia-verdade”, disse.

    Invisível

    Quatro em cada dez vazamentos de água na rede de distribuição da Grande São Paulo são invisíveis e indetectáveis, segundo a SABESP.

    São rachaduras provocadas pelo desgaste da tubulação aterrada na qual a água não sobe à superfície nem faz barulho.

    Segundo a empresa, apenas 13% dos vazamentos na rede são visíveis
    e 50% não são vistos externamente, mas podem ser detectados por métodos acústicos.

    A SABESP, porém, não tem conseguido solucionar nem mesmo alguns dos vazamentos visíveis, informa a ARSESP.

    O número de reclamações por esse motivo feitas à agência cresceu 89% no primeiro bimestre deste ano, na comparação com igual período em 2013. Foram 140 queixas entre janeiro e fevereiro, quando a crise de escassez do Sistema Cantareira já estava instalada, ante 74 nos mesmos meses do ano passado.

    Ao todo, as perdas físicas correspondem a 66% do desperdício total de água da SABESP.

    Os outros 34% são considerados perdas não físicas, ou aparentes.

    A empresa alega que está entre as cinco companhias de saneamento que menos desperdiçam água no processo de distribuição em todo o país.

    A ARSESP contesta a afirmação:

    se excluir o volume de água que a SABESP vende no atacado,
    como para a cidade de Guarulhos, que tem sistema próprio de distribuição,
    a perda de água em 2012, por exemplo, foi de 35,6% – e não de 32,1%.

    “Nesse caso, a SABESP estaria numa posição muito inferior no ranking nacional”,
    diz a agência.

    (Com Estadão Conteúdo)
    .
    .

    FrancoAtirador

    04/08/2014 - 00h50

    .
    .
    Diário Oficial do Estado de São Paulo
    Página 41 • Executivo – Caderno 1 • 06/05/2014 • DOSP

    FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
    […]
    Extrato de Contrato
    […]
    Contrato: 15/00201/14/04

    – Empresa: Abril Comunicações S/A

    – Objeto: Aquisição pela FDE de 4.263 assinaturas da Revista “VEJA”,

    destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo

    – Projeto Sala de Leitura

    – Prazo: 440 dias

    – Valor: R$ 1.208.134,20

    – Data de Assinatura: 30/04/2014.

    (http://www.jusbrasil.com.br/diarios/69847178/dosp-executivo-caderno-1-06-05-2014-pg-41)
    (http://migre.me/jzL6M)
    .
    .
    Diário Oficial do Estado de São Paulo
    Página 25 • Executivo – Caderno 1 • 09/05/2014 • DOSP

    FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO

    Extrato de Contrato
    […]
    Contrato: 15/00202/14/04

    – Empresa: Editora Globo S/A.

    – Objeto: Aquisição pela FDE de 4.263 (quatro mil, duzentos e sessenta e três) assinaturas da Revista ÉPOCA

    – 52 Edições, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo

    – Projeto Sala de Leitura

    – Prazo: 440 dias

    – Valor: R$ 1.208.134,20

    – Data de Assinatura: 08/05/2014.

    (http://www.jusbrasil.com.br/diarios/70056688/dosp-executivo-caderno-1-09-05-2014-pg-25?ref=home)
    (http://migre.me/jzLtm)
    .
    .
    Diário Oficial do Estado de São Paulo
    Página 31 • Executivo – Caderno 1 • 14/05/2014 • DOSP

    FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
    […]
    Extrato de Contrato
    […]
    Contrato: 15/00200/14/04

    – Empresa: Empresa Folha da Manhã S.A.

    – Objeto: Aquisição de 4.263 assinaturas do jornal “FOLHA DE SÃO PAULO”,

    destinadas a todas as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo

    – Prazo: 443 dias

    – Valor: R$ 2.551.831,80

    – Data de Assinatura: 05/05/2014.

    (http://www.jusbrasil.com.br/diarios/70256193/dosp-executivo-caderno-1-14-05-2014-pg-31)
    (http://migre.me/jzKJ8)
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