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Túlio Muniz: Uma rebelião juvenil forjada nas universidades

22 de junho de 2013 às 18h13

Camilo Cassoli registrou, em foto, o rastro deixado por helicópteros sobre as manifestações de São Paulo

Conflitos e incertezas: Complexidades em curso na sociedade brasileira

por Túlio Muniz*

Brasil, país sem segurança, seja social ou policial, país sem ética no cotidiano. País fundado na violência dos massacres contra índios e negros e pobres, por elites que, ascendendo ao poder, reafirmam valores oligárquicos que já portavam, ou, senão, traem promessas de mudanças sociais.

País violento nos afetos, que sequer tem regras ou pudores institucionais para impedir, em seu Parlamento, ascensão de uma comissão de Direitos Humanos cujos integrantes, em sua maioria, é racista, xenófoba e homofóbica.

País que nunca puniu seus torturadores e ditadores, todos brindados com a sorte de uma boa morte. E, sobretudo ao que aqui mais nos interessa, país sem democratização dos meios de comunicação.

Discursos legitimadores da violência institucional pululam na mídia, que há pelos menos quatro décadas destina espaço público (público, é bom lembrar sempre aos opositores da regulamentação da mídia) a apresentadores que fazem personagens como o deputado-apresentador Fortunato (Tropa de Elite 2) parecer um garoto ingênuo.

A democratização dos meios de comunicação e a regulamentação da mídia (que existe em Inglaterra, Portugal, mesmo nos EUA, em diferentes níveis), aqui é tratada como atentado à liberdade de expressão, e protelada, senão mesmo abandonada, pelo governo.

Regularizar rádios e televisões comunitárias foi mais uma bandeira das muitas que o PT antes tremulava, mas deixou, deliberadamente, que escapasse ao acaso.

Liberdade para quem, além dos que detêm o controle empresarial e estatal dos meios? Com raríssimas exceções – e entre elas estão a revista CartaCapital  e o jornal O Povo, de Fortaleza – a mídia tem se comportando de maneira camaleônica desde o início das manifestações.

De início, a mídia de longo alcance não hesitou em se colocar ao lado (ou melhor, atrás) das barreiras policias e tachar de “vândalos”.

Aqui há perigo: os vândalos foram povo guerreiro de origem germânica que, entre os sécs. V e VI, dominaram boa parte do antigo Império Romano e se estabeleceram do Norte da África e em ilhas do Mediterrâneo, dominando a região por cerca de um século. Durante um período considerável foram, portanto, vencedores.

Em escala regional, a reação inicial da mídia se reproduziu. Na primeira grande manifestação que resultou em conflito em Fortaleza, dia 19 de Junho, quase uma semana depois de iniciadas as revoltas do Sul, as afiliadas locais da TVs Globo e Bandeirantes no Ceará, sem exibirem uma cena sequer de manifestante agredindo a polícia, veicularam discurso legitimando a violência policial.

Não por acaso, as duas emissoras são as que transmitesm os jogos das Copa das Confederaçoes, evento da FIFA, privado, mas que já consumiu 30 bilhões de reais do Estado, ou mais de 10 bilhões de euros.

Parece que não assistiram à cobertura nacional dos dias anteriores, com a Globo, a Folha de S. Paulo, o Estado de São Paulo, e apresentadores e comentaristas gaguejantes como Arnaldo Jabor e Luiz Datena tendo que, despudoradamente, mudar a opinião inicial, alinhada à polícia e minimizando os anseios coletivos aflorados neste Junho de 2013.

Brava foi a postura do jornal O Povo, na edição de 20 de junho. Em completa sintonia com o momento histórico da transição de mentalidade e conscientização coletiva da “coisa pública” e, ainda mais com o jornalismo moderno e ético, O Povo adotou postura incisiva na condenação e reprimenda à violência do Estado.

Foi um alento em meio à cobertura um tanto insípida da maioria dos meios de comunicação locais. Entretanto, os mídia não são os únicos claudicantes diante dos acontecimentos.

A política de longa duração do “fascismo social”

Políticos truculentos vieram à tona defendendo a ação policial. O fizeram bem à vontade, pois contam com a conivência da própria mídia e dos políticos outrora “progressistas”, hoje morgados no poder, mas cuja presença é mal vista nos manifestos (sugiro meu artigo da semana passada nesse Observatório), por mais que nem todos compartilhem das mazelas atuais e que muitos tenham passado de luta e resistência (a propósito, ver Plínio Bortoloti, “Ao jovem manifestante”).

Políticos inclusive de centro esquerda, muitos castristas e guevaristas no passado, hoje convertidos a seitas religiosas carismáticas que negam a liberdade de gestão do corpo aos gays, ou às mulheres, barrando a legalização do aborto, ou a discussão sobre regulação e liberação de drogas leves, ainda que tenham se cercado de usuários de algumas delas nas passeatas do passado, onde, jovens e rebeldes, estavam do lado dos manifestantes.

Perplexos e atordoados, mídia, analistas e poder institucionalizado tiveram a velocidade de um George W. Bush diante do 11 de setembro e do Katrina para compreenderem que o que está em questão é o “fascismo social” (Boaventura Santos) presente há algum tempo nas políticas publicas brasileiras.

“Contrariamente ao fascismo político, o fascismo social é pluralista, coexiste facilmente com o Estado democrático, e o seu espaço-tempo privilegiado, em vez de ser nacional, é simultaneamente local e global”.1

Pois não é outra a postura que os sucessivos governos têm adotado sistematicamente contra a população desde a redemocratização, desmantelando ou pouco avançando no sistema de saúde, na educação pública (sobretudo a de nível médio, onde boa qualidade é monopólio das escolas privadas). O braço estatal de imposição do fascismo social diante das resistências populares é o cacete da polícia.

Em 2012, no artigo “Brasil, meu inimigo”, logo após o conflito por moradia no Pinheirinho, em São Paulo, expressei: “O fascismo social é um tipo de regime no qual predomina a lógica dos mercados financeiros em detrimento de grandes setores das populações, gradativamente distanciados e excluídos do campo de direitos sociais adquiridos nas últimas décadas. O risco, alerta Santos, é o da ingovernabilidade. Presente ao Fórum Social de Porto Alegre quando da expulsão dos moradores do Pinheirinho, Santos, ainda que não referisse diretamente ao seu próprio conceito, demonstrou como o ‘fascismo social’ é presente na sociedade brasileira e reafirmou a necessidade de se contrapor a ações como aquela que, com o aval do Estado, beneficia setores dominantes e opressores em detrimento do bem público e social. O caso do Pinheirinho é grave e preocupante e alinha-se a outros acontecimentos recentes de violência estatal. Entre outros, estão a carga da Polícia Militar contra estudantes em São Paulo (USP) e contra professores cearenses, ambos em 2011.Vale lembrar que, já neste ano, a Polícia Militar foi autorizada pelos governos do Espírito Santo, do Piauí e de Pernambuco a carregar contra estudantes, em protestos contra reajustes do transporte coletivo”.

Neste pós-ditadura, o Brasil pouco melhorou no que diz respeito às decisões transparentes e à condução aberta dos negócios de Estado. Um risco à democracia, sem dúvida, mas um reflexo da ação de políticos de toda matiz que adotaram, em maior (FCH) ou menor (PT) medida aquilo que Foucault chamou de “governamentabilidade” neoliberal, onde “a questão da razão governamental critica vai girar em torno de como não governar demais. Não é ao abuso de soberania que se vai objetar, e ao excesso do governo. É comparativamente ao excesso do governo, ou em todo caso a delimitacão do que seria excessivo para um governo, que se vai medir a racionalidade da prática governamental”2.

Universidade: último reduto comum

As manifestações atuais trazem tamanhos imbricamentos que não basta circunscrever a análise no âmbito da comunicação social. Não é difícil compreender porque a presença massiva nos protestos é composta por estudantes do ensino médio e, sobretudo, da universidade pública. Num país onde ricos, classe média e pobres são separados pelo acesso a serviços de qualidade na Saúde, no Transporte, na Segurança e na Educação, qualidade pautada pela capacidade financeira familiar de arcar ou não com custos privados diante da quase omissão do Estado, a Universidade acabou sendo o último espaço público onde as diferenças se encontram e convivem com maior frequência e intensidade.

Isso se deve também a alterações dos últimos anos (cotas raciais, Exame Nacional de Ensino Médio, acesso a financiamento para ingressar nas privadas, como o Prouni) que possibilitam aos mais pobres maiores chances de ingresso tantos nas universidade públicas como privadas – o que não é o mesmo que dizer que eles sejam maioria.

Estudantes de classe média e os ricos têm, assim, contato com os mais pobres na universidade, e se dão conta de que a falta de transporte público, de segurança, de educação, de moradia, de terra e de saúde gera violência que afeta a todos, senão igualmente, pelo menos em termos de comprometer perspectivas futuras. Parece estar a se criar uma nova “consciência de classe” entre os estudantes, potencializada pelos compartilhamentos nas redes sociais onde o “virtual” passa à materialidade, nas ruas.

De Bob Cuspe a Bob Esponja3

O que embasbaca aos mídia e à política convencional, nas manifestações, mais que a repulsa aos partidos políticos, é a ausência quase absoluta da “sociedade civil organizada”, de lideranças religiosas, sindicais, de ONGs.

Em Fortaleza, dia 19 de junho, na manifestação que coincidiu com o Brasil vs. México, havia jovens com cartazes dizendo “#vem pra rua cristão” (sic), bem como jovens com camisetas de mensagem evangélicas, jovens com camisetas estampadas com Bob Esponja junto a punks, gays, “burgueses”, miseráveis.

Aos arautos do retorno do fascismo político, e aos políticos de esquerda que evocam fantasmas golpistas, opõe-se tamanha vontade de convivência da diversidade. Mas ainda não se aventuraram a aparecer nas linhas de frente dos movimentos sacerdotes, sindicalistas, expoentes do “terceiro setor”, demonstrando a complexidade do que está se passando no Brasil, da vontade e busca pelo novo em todos os campos de relação e organização.

Entre ausentes (ou cooptados?), “o novo sempre vem” (Belchior)

Na manifestação do dia 20 de junho, quando oito mil estudante foram às ruas de Fortaleza, houve notícia de que adolescentes foram presos durante o protesto. Nesse dia, as principais reivindicações eram antecipar entrega de carteiras de estudante e reduzir o preço da passagem de ônibus urbano.

De novo, sem presença de qualquer tipo de liderança, ainda que não partidária. Talvez seja hora de resgatarmos a figura dos antigos “notáveis”, ao menos para protegermos os jovens da “apreensão”, eufemismo para detenção.

Pois se partidos são malvistos, onde estão a OAB, a Central Única das Favelas (CUFA), as igrejas, os sindicatos do professores, as comissões de Direitos Humanos?

Estes e outros antigos atores sociais que não necessariamente sofrem repulsa da massa que hoje sai às ruas estão ausentes, enquanto entidades da sociedade civil organizada.

O que os mantém afastados pode ser a assimilação acrítica de alguns pelo aparelho governamental. Isso ficou claro na greve dos professores universitários de 2012, a mais longa da história da categoria, com a categoria dividida mesmo na representação sindical, com dois grandes sindicatos (Proinfes, alinhado ao governo, e ANDES, oposição) disputando a hegemonia do movimento.

Daí talvez os professores e intelectuais comparecerem aos manifestos individualmente, e não em coletivo. Mas também o meio acadêmico pode exemplificar outro temor que explica a tibiez.

Depois das contestações às políticas públicas, o que virá? As contestações às práticas corporativistas?

Por exemplo, às obsoletas e praticamente intocáveis seleções para ingresso de pós-graduandos e novos professores. “Saber é poder”, e compartilhar o espaço acadêmico é compartilhar poder, o que causa arrepio aos pseudodiscursos de interdisciplinaridade, particularmente no campo das Humanas.

No dia seguinte, 21, ocorreu em Fortaleza a terceira manifestação seguida, mas, dessa vez, com diferenças significativas. Se o governador Cid Gomes e o prefeito Roberto Cláudio (ambos do PSB) no mesmo dia receberam para conversar os criadores do movimento “+Pão – Circo: Copa para quem?”, que convocou as manifestações anteriores, terminando com violência policial, dois outros movimentos inicialmente convocados pelas redes sociais saíram às ruas no dia 21, um chamando a protestar por mais Educação e outro por mais Saúde.

Na manifestação de maior contingente (a do “Operação Educação 10”), foi importante o carisma de Isa Carla, a jovem estudante de 18 anos que criou o perfil no Facebook. Mas predominou, de maneira positiva, do início ao fim, a ação de de manifestantes experimentados que, embora não se identificassem pessoalmente com partidos, demonstravam estilo tipicamente orgânico de organização e condução do movimento, particularmente o do Psol (dissidência do PT).

Provavelmente temiam hostilidades como vem ocorrendo país afora, e não se identificavam como membros do Psol, mas sua presença foi importante em vários aspectos: enquanto a manifestação não chegou ao destino final (a sede da Prefeitura, no centro da cidade), jovens que habitam bairros pobres no entorno do Centro Cultural Dragão do Mar (ponto de partida da manifestação), foram contidos em gestos de agitação, sobretudo soltando potentes bombas típicas de festas juninas. A cada estouro, a passeata parava e os autores dos disparos de bombas eram chamados de “palhaço, palhaço”, ou “sem vandalismo, sem vandalismo”.

A presença dos militantes garantiu uma certa logística que, por exemplo, contava até mesmo com batedores em motocicletas para fechar o transito antes que a massa chegasse a determinados cruzamentos, diante da incompetência do órgão municipal de trânsito em dar conta de fazê-lo. Foram duas horas e meia de caminhada pela Praia de Iracema e avenida Beira Mar, com direito a parada em frente ao hotel onde está hospedada a seleção da Espanha para o jogo deste sábado contra a Nigéria, no estádio local, onde a multidão gritou em “jogral” (outra típica manifestação organizativa de entidades estudantis e de esquerda) que nada ali era contra eles e sim por melhorias no país, seguido do hino nacional cantado por todos.

Policiais presentes, somente seis PMs do Batalhão de Turismo que se perfilaram na escada de entrada do hotel, sem provocações de lado a lado.

Cabe destacar também que talvez militantes de partidos de esquerda estejam aprendendo como inserir-se e dar maior sentido aos movimentos espontâneos. Talvez daí surjam novos rumos quanto à atuação prioritariamente estatal e institucional a qual se limitam e aos seus discursos (como faz também o PSTU), e assimilem maior horizontalidade nas suas estruturas decisórias.

De Portugal vem um exemplo importante: em Coimbra, o Bloco de Esquerda (partido oriundo de dissidências do PS e do PC) tem integrado movimentos que pretendem disputar as eleições municipais, abrindo mão de sairem do Bloco os candidatos do topo da lista (lá os sistemas são parlamentaristas, do governo central ao municipal).

Na Espanha, o movimento 25-M (alusão à manifestação de 25 de Março de 2012) se organiza visando disputar cargos eletivos. O que virá disso não se sabe, mas sem dúvida será algo mais socialmente consistente do que o movimento Cinco Estrelas, do ator e humorista Beppe Grilo, na Itália, hoje terceira força no Parlamento em Roma.

A questão é se Dilma Rousseff e o PT (que hoje tem a pecha de “Partido Traidor”) também mudam e entendam as ruas e se as palavras da presidenta, proferidas em rede nacional no dia 21, demasiado tardias, se concretizarão em mudanças necessárias, muitas já tardias (o Público, da Espanha, e Carta Maior trouxeram análise interessante nesse sentido, também de Boaventura Santos, atento ao que se passa no Brasil).

Entre “inseridos” e “excluídos”, balas para todos

Ainda no dia 21, em Fortaleza, os manifestações por mais Educação se encontraram com os que pediam mais Saúde, e se dirigiram às obras do Aquário que o governo do estado esta implantando ao custo anunciado superior a R$ 200 milhões. Lá houve uma dispersão e um grupo (estimado em 10 mil pessoas pela Guarda Municipal) foi para Prefeitura, a menos de um quilometro do Aquário.

Nele seguiram os jovens que volta e meia soltavam bombas durante o percurso mais longo. Com a Cavalaria da PM perfilada em frente a Prefeitura, às primeiras pedras que os mais exaltados arremessaram, a mesma reação violenta por parte da PM em todo canto: balas de borracha e gás lacrimogênio para dispersar a multidão.

Incrível como um movimento de matizes diferentes conseguiu, com argumentos, conter e mesmo coabitar no mesmo espaço com jovens mais revoltados durante duas horas e meia de caminhada, mas a PM segue demonstrando a mínima intenção de fazê-lo, atingindo, com seus excessos, a todos os presentes, e conquistando maior antipatia para si e para os governantes e maior apoio aos protestos .

Cabe refletir se é mera reação da PM ou estratégia para também, quem sabe, a corporação desgastar ao governo (PM e Governo tiveram embate sério  greve de policias entre Dezembro de 2012 e janeiro de 2013). O Governo, por sua vez, não emitiu nenhuma ordem expressa para que os excessos sejam evitados e as provocações de grupos isolados sejam minimizadas, apesar dos atos graves de quarta, 19, no dia do jogo da seleção brasileira em Fortaleza, e de a PM ter carregado contra jovens estudantes na manifestação do dia 20 em frente ao Palácio do Governo.

Mas cabe, sobretudo, refletir sobre a caracterização, pelos mídia e por alguns jornaistas, dos jovens que são apressadamente chamados de “vândalos”, “delinquentes”, “massa de manobra de preparadores de golpe”. Pelo que pude perceber nas duas manifestações às quais compareci (dias 19 e 21), são grupos integrados por amigos que habitam os mesmo bairros, não por acaso os bairros mais pobres próximos às áreas do conflito. Agitados e violentos sim, como são violentas as condições de vida às quais estão sujeitados.

São, portanto, os mais negativamente afetados pelas deficiências do serviço público brasileiro que estão elencados nos protestos. Marginalizados e oprimidos, alijados dos equipamentos de convivência social, malvistos nos espaços “clean” dos shopping-centers, mais próximos do mundo do tráfico do que do da escola. Mas convivem com os jovens de classe média nas (raras) pistas de skate públicas, nas danças de rua ou no mundo do surf, por exemplo.

Os jovens brasileiros, de diferentes classes sociais, hoje compartilham códigos, nas ruas, na internet. Também eles não estão passando por um novo exercício de sociabilidade e convivência, criando novas e inéditas formas de organização coletivas imperceptíveis ao discurso governamental duro e ao discurso formatado e normalizador da mídia.

Portanto, há muito o que observar, dentro ou fora da mídia, acerca do que ocorre no Brasil hoje.

Notas:
1 Boaventura Santos, em A Gramática do Tempo: Por uma nova cultura politica, Porto, Edições Afrontamento, página 180.
2 Michel Foucault, em Nascimento da Biopolítica. Curso dado no College de France (1978-1979). Tradução de Eduardo Brandão. Sao Paulo, Martins Fontes, página 18.
3 Bob Cuspe é um popular personagens dos quadrinhos, criado pelo cartunista Angeli nos anos de 1980, um punk que a tudo e a todo contestava com cusparadas. Bob Esponja é dócil e inocente personagem infantil da atualidade.

PS do Viomundo: Muito importante atentar para possíveis distinções regionais entre as manifestações.

 

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Saçuober

24/06/2013 - 09h38

Coitado, o Tulio é novo, graduou-se em 2003, está querendo mais e sendo usado mais, a direitona está vibrando, basta ouví-los.
Se perdermos o rumo com textos como este, estaremos fritos.

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Horridus Bendegó

24/06/2013 - 00h27

O GIGANTE É CORNO?

Sugestões de um Cinquentão (insone) para o Gigante Recém Acordado com portentoso par de chifres, a cavaleiro, bem no alto de seu imenso osso frontal!

– Ei, Gigante!

Tu que acordastes agora de um sono profundo, quase cataléptico!

A última vez que destes sinais de que iria mesmo acordar, foi quando um playboy das Alagoas, que te embalara ainda mais o sono sereno com promessas de falsos pastores e canções de ninar vindas da casa da Dinda, te fustigou com um tipo estranho chamado Morcego Negro, um tal de PC Farias, abatido enquanto se pendurava na lentidão da justiça brasileira e curtia dionisiacamente a vida com sua incauta namorada. (pelo menos, estava assim, quando o pegaram).

Tu até te levantastes, meio sonolento, e mandou o ex-salvador da Pátria pra casa.

Depois, Gigante, sem entendermos bem o porquê, tu voltastes a bocejar, dar uma espreguiçada com braços erguidos, para cair em sono ainda mais profundamente.

Gigante, agora tu despertas meio irado… de mau humor, aborrecido, violento… com um bafo horrível de ressaca moral e não dizendo coisa com coisa, falando muitas besteiras!

Parece até que estava anestesiado…

…bravo, irado, como se a culpa dos transtornos e frustrações que te afligem agora, fosse obra de um acaso alheio a ti, a tua vontade…

Não, Gigante, a culpa da bagunça em tua casa é do teu próprio sono.

Enquanto tu dormias, os germes, as bactérias, os parasitas de toda ordem, tomaram-na de assalto e infestaram o teu corpo.

Até os urubus já ensaiam um sobrevôo…

E sabes quem embalava o teu sono, como se fosse bom cearense que dorme numa tijubana de xadrez depois do “armoço” de domingo?

Outra Rede! (heheheeh)

Não de pano ou qualquer outro tecido, mas de informações que cruzam o teu espaço eletromagnético que tu destes por concessão de boa fé a ela.

Uma concessionária tua que foi trazida até aqui pelas mãos da CIA, aquela Central de Inteligência que quer embalar o sono de todos os gigantes, medianos e anões do mundo, com fuxicos, fofocas, conspirações, intervenções, subornos, agentes infiltrados, tudo que lhes for favorável à sua hegemonia de dona do mundo.

Qual Rede, Gigante?

Ora, Gigante, a Rede Globo!

– Antibrasileira até a medula de seus cabos óticos!

Enquanto ela cantava pra ti uma lullaby e te embalava no teu berço esplêndido, ela participava de todas as manobras, conspirações, merchandising em prol de seu patrono e mentor ianque, tudo contra ti!

Pois não é que agora, quando ela te percebeu desperto, esbravejando o mau humor dos que dormem muito fora de hora, ela deseja te tutelar?

Cuidado, Gigante, com a Imprensa do Brasil, porque quase toda ela te repudia!

Repudia tua natureza pluritária…

Tua mix de formação genética na diversidade de infinitos combos de pele, cabelos e olhos… (hehehehe)

Ela quer que todos nós, que o formamos, sejamos vassalos do Império!

Mas o que mais me preocupa, ó, desajeitado Gigante desperto, é que tu não sabes de nada do que aconteceu enquanto dormias.

E queres arrumar a bagunça de tua omissão sonolenta centenária da noite pro dia!

Não sabes nem para onde dirigir o teu olhar de revolta, de indignação….

Injustamente, Gigante, dirige-o para quem mais se envolveu num ideal de transformação de teu organismo, que virava um Pardieiro Social fétido, nauseabundo, onde vidas são ceifadas à razão de números de uma guerra, numa cracolândia de zumbis apolíticos, alienados sociais, egoístas de futilidades e consumismos vãos, frívolos.

É o teu trânsito, mais do que o teu futebol penta-campeão do mundo, deca campeão mundial na taça macabra das mortes, que diz mais de ti mesmo, e te revelas na barbárie de uma anti-cordialidade ao volante !!

E o pior de tudo, ó Gigante de Impávido Colosso, é que já acordas manipulado por uma realidade que não é a tua…

Hehehehe… é que… bem… os falsos arautos da virtude daquela Rede de que já te falei, te botaram o mais colossal par de chifres que algum gigante jamais ostentou!

O quê??!!

Não acreditas??!!

Ora, Gigante, também és como todos que o são, sempre o último a saber?

Essa versão da realidade em que tu acreditas, difundida pelos meios de comunicação e formadores de opinião conspurcados com o Big Richard (heheheheh), pode ser facilmente desmascarada, se tu deres uma lida no relatório de um bom detetive de casos extra-conjugais da História, um tipo muito perspicaz chamado Darcy Ribeiro.

É dele o relatório abaixo que descreve, TIM TIM por TIM TIM, o descomunal caso de adultério do qual tu fostes o traído!

Chama-se: Aos Trancos e Barrancos. Como O Brasil Deu no Que Deu.

Sobre o Golpe Militar de 1º de Abril de 1964, à página do ano 1964, por exemplo, tem tudo o que esse desabrido Gigantão de agora reivindica para si através das ruas!

Se tu não tivesses se deixado iludir pelo lullaby daqueles dias para hibernar por tanto tempo, há quase 50 anos tua plataforma de reivindicações já teria sido lançada, erguida e alcançada!

Data Vênia para extensa leitura, coisa que não deves curtir muito, dê só uma olhada no que pretendia o Governo Trabalhista de João Goulart:

“O governo de Jango define, desde os primeiros meses, seu perfil político e social através da campanha pelas REFORMAS DE BASE eu mobiliza todo o país em movimentos de massa, exigindo do Congresso as medidas constitucionais e legais necessárias para a renovação de nossas instituições através de:

01 – Uma REFORMA AGRÁRIA que, democratizando o acesso à terra, dá a milhões de lavradores condições de viver, comer, progredir, com suas famílias, e de assegurara fartura da cidade.

02 – Uma REFORMA URBANA que socorra tanto milhões de favelados como uma classe m←dia sufocada por escorchantes alugueis.

03 – Uma REFORMA EDUCACIONAL que amplie a rede pública, matriculando todas as crianças e proporcionando-lhes meios de prosseguir nos estudos, segundo a capacidade de cada uma delas.

04 – Uma REFORMA TRIBUTÁRIA que corrija a desigualdade da distribuição de encargos entre o capital e o trabalho, entre os ricos e os pobres, entre os trabalhadores e os patrões.

05 – Uma REFORMA ADMINISTRATIVA que acabe com o burocratismo e a CORRUPÇÃO NO SERVIÇO PÚBLICO.

06 – Uma REFORMA UNIVERSITÁRIA que permita ao Brasil edificar as universidades necessárias para promover o desenvolvimento nacional autônomo, a partir do modelo de universidade do Brasil.

07 – Uma REFORMA BANCÁRIA que leve crédito e financiamento a todas as formas produtivas a juros normais, sem usura e SEM CORRUPÇÃO!

08 – E, sobretudo, UMA REFORMA NO TRATO COM AS EMPRESAS MULTINACIONAIS PARA QUE O BRASIL DEIXE DE SER ESCORCHADO E CONDENADO À DEPENDÊNCIA E QUE SE CONCRETIZARIA NA LEI DE REMESSA DE LUCROS.

“Jango propõe a luta pelas REFORMAS DE BASE em 1961, procurando UMA ALTERNATIVA PACÍFICA, persuasória, à revolução cubana. Esta era, também, a preocupação do papa João XXIII e do presidente J F Kennedy. Em 1964 ele, Jango, fica só. Morreu o Papa e John foi assassinado. Com a ascensão de Lyndon Johnson, a Direita toma o poder nos EUA e no mundo.”

“Como se vê, foi de Jango a primeira tentativa histórica responsável de reformar nossas instituições, para que o estado brasileiro servisse ao povo brasileiro.

Foi dele o primeiro projeto efetivo de reforma agrária, que, posto em prática, daria acesso à posse da terra a milhões de famílias de lavradores, condenados à miséria no campo ou ao êxodo para a marginalidade urbana.

Foi também de Jango o primeiro intento de impor ao capitalismo internacional um novo trato que nos desse espaço para organizar nossa economia a fim de atender, principalmente, às necessidades populares, e não ao lucro.

Como tal, ele representou para os reacionários a ameaça de uma prosperidade menos lucrativa porque generalizável a toda população, e, para o imperialismo, a ameaça de uma América latina afinal capacitada a realizar suas potencialidades para florescer como civilização livre e solidária que há de ser.

Inegavelmente este projeto político-social alternativo ao capitalismo dependente, tal como se instituiu entre nós, representou uma ameaça tão grande à ordem vigente que a classe dominante foi à guerra civil para impossibilitar sua concretização.

Arregimentou, para tanto, não só suas próprias forças, mas todo o apoio da intervenção financeira e militar norte-americana. Sem isto, teríamos vencido, e o Brasil hoje estaria organizado para a prosperidade de seu próprio povo.

O que aconteceu foi justamente o oposto, porque perdemos.” (Confere Darcy Ribeiro. Aos Trancos e Barrancos, Como o Brasil deu no que deu. Editora Guanabara)

Viu Gigante?

Como suas pautas abusadas de hoje já foram propostas há 50 anos??

Impedidas ao alcance da luta por sua elite egoísta, boçal, atrasada, escravocrata e exclusivista!

Por isso, Gigante, seria seu despertar convulsivo o caso de um sono cataléptico que se encerra abruptamente pela zoada de um ataque despudorado da PM de um governador despótico, antes o de uma tremenda dor por pressão óssea violenta na cabeça com raízes profundas, fundidas ao frontal que abriga juízo incauto?!

Responder

Jandira Feghali: Grupos fascistas pagos jogaram bombas nos próprios manifestantes - Viomundo - O que você não vê na mídia

23/06/2013 - 19h39

[…] Em Minas, a faixa que não vai sair na Globo Túlio Muniz: Uma rebelião juvenil forjada nas universidades […]

Responder

Sonia

23/06/2013 - 19h01

Túlio, você tenta descrever o elefante e no final aparece um tamanduá. O mais grave é você continuar espalhando esta mentira sobre o custo das obras dos estádios. Nem toda esta grana foi gasta no estádio em si, além do que, uma parte será devolvida na forma de pagamento do empréstimo e outra parte voltará pela geração de rendas com o turismo e promoção da imagem do Brasil no mundo.

Responder

renato

23/06/2013 - 18h45

– Ninguém mais fala na CIA. Parece que até que ela fechou. Se foi isso, eu não entendo porque ela tem aquele orçamento, enorme, de bilhões de dólares? Será que não sobram uns trocados para ela aplicar no Brasil?
Leonel Brizola.

Responder

Cláudio

23/06/2013 - 18h13

O que, dentre outras coisas, mais parece incrível é exatamente isto: “regulamentação da mídia (que existe em Inglaterra, Portugal, mesmo nos EUA, em diferentes níveis), aqui É TRATADA COMO ATENTADO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO, e protelada, senão mesmo abandonada, pelo governo”… ! ! ! Tratar essa importante, crucial questão como atentado à liberdade de expressão é coisa de neofascinazi$$tas, o que a mídia (tradicional e, agora, também, infelizmente mas de forma até já esperada, a de espaço virtual) tem conseguido criar muito.


“Com o tempo, uma imprensa [ = mídia ] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma.” >>> Joseph Pulitzer


“Se você não for cuidadoso, os jornais [ = mídias ] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” >>> Malcolm X



Ley de Medios Já ! ! !



Responder

Helenita

23/06/2013 - 14h48

Aos navegantes Roberto Pereira, Viviane, Rafael e Renato, meus cumprimentos!
Concordo inteiramente com seus textos! A manipulação e a deformação na informação criaram essa situação de bagunça, de falsa indignação. Porque essas massas enlouquecidas estão agitando a palavra pec 37, se nem sequer conhecem do assunto? Eles sabem se PEC é de comer? Se engorda? Se é um novo tipo de aifone? Algum anticoncepcional ou energético? Conhecem Direito Constitucional? Conhecem doutrina de Direito Penal e Direito Processual Penal? Já fizeram um périplo pela História brasileira recente para saberem dos abusos e dos arbítrios do endeusado Ministério Público??

Sabem se um só dia a Constituição Brasileira deu permissão para o MP investigar? Não sabem, não querem saber, porque sendo filhos “das classes produtivas” jamais serão vítimas desses deuses enfurecidos que formam o MP e só perseguem aqueles que não fazem parte de seu “status quo”. Além disso, sempre vão precisar dos esforços desses promotores para “dar uma força” na destruição dos seus inimigos políticos, não é?

Responder

Alexandre Tambelli

23/06/2013 - 12h53

É preciso separar as etapas das manifestações.

houve as iniciais, onde a juventude mais politizada, mesmo que apartidária saiu às ruas e a pauta era a revogação do aumento das passagens de ônibus e do passe livre – era o MPL. Nesta etapa a juventude era baderneira e chamada até de “fascista”. A polícia reprimiu com cassetete e gás de pimenta os jovens, agrediu repórteres e prendeu manifestantes.

E, depois, com a observação da extrema-direita, e da velha mídia que poderia render dividendos políticos e particulares as manifestações, a Rede Globo, preferencialmente, incitou a ampliação das manifestações, impulsionou outros jovens a saírem para as ruas e foi colocando no meio da manifestação inicial do MPL outras pautas, desde a não aprovação da PEC 37, passando pelos gastos da Copa do Mundo e a pauta da corrupção. Pautas como a PEC 37, muito caras à emissora.

Aqui, cirurgicamente, a Direita e sua Polícia Militar deixou os manifestantes protestarem, vandalizarem a cidade e até atearem fogo na frente do prédio da Prefeitura de São Paulo (aqui pelo que lemos, vandalismos realizados por agitadores profissionais contratados pela extrema-direita, ajudado, talvez, por algum inocente útil de plantão).

O MPL e seu apartidarismo foi uma mão na roda para a Rede Globo mostrar por horas seguidas as passeatas e até para falsificar as reivindicações iniciais da juventude nas ruas. E para cooptar inocentes úteis em defesa de suas bandeiras e interesses particulares.

A ausência de bandeiras de partidos políticos e de movimentos sociais fez com que se pudesse mostrar ao vivo e por horas seguidas a juventude nas ruas, afinal não se daria crédito ao PSOL, PCO, PSTU, UNE, UJS, MST, centrais sindicais, etc., através das imagens.

Com bandeiras à mostra não haveria essa cobertura midiática, a cobertura seria outra. E os jovens que se manifestam nas ruas continuariam sendo baderneiros e seria amplificada a repressão policial.

Como diz o ditado: “A ocasião fez o ladrão!”

O apartidarismo do movimento (MPL) acabou sendo utilizado pela Direita em benefício próprio.

Certamente, quando os partidos de esquerda e os movimentos sociais forem para as ruas, novamente estaremos diante de baderneiros e não haverá cobertura da Imprensa Tradicional, por horas a fio. Alguns flashes e a costumeira edição de imagens e reais motivos do povo organizado nas ruas.

Às bandeiras dos partidos, sindicatos e movimentos sociais da esquerda brasileira serão mostradas e editadas junto de imagens de violência, quebradeira, fogo, etc. Nem que se precise contratar, novamente, agitadores profissionais, como aconteceu quinta-feira passada nas manifestações no centro da cidade de São Paulo, para criarem ou realizarem vandalizações.

É o que dá esse processo de concentração da informação nas mãos de 4 ou 5 famílias do País. Sem Lei de Médios, o que a gente vê na TV, boa parte da população acreditará ser o que se vê nas ruas. E manifestações legítimas poderão ser manipuladas e até serem violentamente condenadas com as mais irresponsáveis palavras em vídeos, reportagens e editoriais desses grupos de comunicação.

O FLA X FLU pró e contra Governo DILMA foi o rescaldo dessas duas semanas de manifestação.

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Jose Mario HRP

23/06/2013 - 12h38

A Marina tentando explicar que a Rede não será um partido, embora seja, abrirá a porta para aqueles que querem a democracia sem partidos , no Congresso!
è…..está difícil encontrar coerencia nessa coisa. Depois, aqueles que tem idéias ,dentro da rede, discordantes , terão criado facções, que serão especie de partidos?(SIC) ???????
A Marina ainda dá razão aos que hostilizaram os partidos , queimando bandeiras, no movimento em Sampa!
Porque , segundo ela, a turma dela já estava nessa , há muito tempo…..
Nessa o que?
Protesto por um mundo sem partidos, ou um mundo melhor, ou um mundo imaginário que ainda não existe, e pelo qual ainda se criará teorias, depois postas em pratica , que darão certo ou não??????????
Tá complicado!
Stanislau Ponte Preta diria sem dúvida!
Um novo Samba do Crioulo Doido….

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roberto pereira

23/06/2013 - 01h01

Túlio, o seu texto é a prova definitiva da existência da “teoria do absurdo”. Então quer dizer que em Fortaleza – aceitando a distinção percebida pelo Azenha – os “riquinhos” ficaram sensibilizados pelas condições dos pobres que ingressaram na universidade financiados por um programa do governo federal? Então a classe média do facebook saiu às ruas para defender a reforma agrária, moradia para todos, etc? Que nada! Essa turma ou é teleguiada ou completamente despolitizada e em sua maioria ostenta ideias fascistas. Melhor educação e saúde são reivindicações genéricas. No seu próprio texto há prova de uma melhoria na educação: o acesso de jovens pobres à universidade através de financiamento do governo federal. Cotas nas universidades é um progresso indiscutível em um país extremamente preconceituoso. Criação de várias universidades federais pelo país é um avanço educacional. Toda a arrecadação do pré-sal ser destinada à educação é um progresso. Mas o que se vê nessas manifestações não tem nada objetivo como conquista da classe trabalhadora. Essa proposta de Dilma em relação à educação não é de hoje, é de meses e nada se viu ou ouviu em defesa deste projeto. O M15 referido por você – movimento apartidário – levou o partido franquista PP ao poder e lá existe o maior desemprego de jovens de toda a zona do euro. Mais de 50%. Esse movimento espanhol vai apresentar candidatos na próxima eleição? Como, por qual partido? Será o partido do contra os partidos? Essa é a lógica do absurdo que surge no escancarado espaço cibernético e se propaga pelo mundo sem sofrer qualquer ponderação crítica. E o emprego, hein? Será que existe no meio dessa massa algum filho de pai desempregado? Ainda bem que assistimos filhos da classe média – a maioria – protestando por tudo; pior era quando víamos diariamente multidões de famintos saqueando cidades em período de seca. Acontecia também aí mesmo no Ceará e isso foi há pouco tempo. O Nordeste vive uma seca terrível, mas o quadro de flagelados pelas estradas não mais assistimos. Portanto, alguma coisa melhorou. Não vamos destruir tudo…!

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    DARCY BRASIL RODRIGUES DA SILVA

    23/06/2013 - 17h02

    É um equívoco considerar os estudantes das universidades públicas “riquinhos”. A grande maioria é filha de classe média, com isso querendo significar filhos de professores,médicos, dentistas, engenheiros, funcionários públicos, bancários. Os riquinhos existem porém não correspondem a 15% dos alunos. Com as cotas, creio que tendem a diminuir. Da classe média com o perfil dessa juventude saíram quadros do PT como Tarso Genro, José Dirceu, Dilma, Emir Sader, e a maioria absoluta dos que lutaram contra a ditadura.

viviane

22/06/2013 - 22h33

O que eu tenho visto é: alguns jovens que sabem por que estão protestando (a minoria), seguidos por uma multidão de fascistas tentando tirar vantagem política ou simplesmente oportunistas tentando aparecer (os famosos poucos minutos de fama…). Jovens que, se fossem questionados – como foram alguns – sequer saberiam articular 2-3 argumentos para tão apaixonada e repentina vocação política, apesar de muitos serem oriundos de universidades. Meu padrasto, militar reformado do Exército e figura absolutamente inconformada com nossa jovem democracia, tem vibrado com a bagunça – primeira vez na vida que o vejo apoiar uma manifestação popular – por que será? Caso se tratasse mesmo de defender os interesses da classe média – já que claramente são os filhotes da classe média que foram às ruas – por que não protestam antes contra os planos privados de saúde, que custam o olho da cara e quando o sujeito precisa marcar uma consulta tem que esperar 30-60 dias? e quando tem uma doença realmente grave, como hepatite C, tem que recorrer ao SUS (esse sim oferece o tratamento). Por que não protestam contra algumas universidades particulares nas quais se graduam milhares de estudantes nas faculdades de Direito sem qualquer condição de enfrentar uma prova da OAB ou simplesmente se paga a mensalidade para obter o diploma? “pior cego é o que não quer ver”, diz o ditado…. está muito claro quais são os objetivos desses protestos, e quem ganharia caso eles atingissem esses objetivos. Definitivamente, não seria o povo, que conquistou os modestos avanços e direitos que tanto incomodam esses justiceiros de araque preocupados com a “corrupção” – todos, certamente, muito honestos e de famílias muito honestas…. seria de rir se não fosse triste, muito triste.

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Rafael

22/06/2013 - 22h14

Esse Túlio já espalha mentira e não consegue provar o que disse: “os jogos das Copa das Confederações, evento da FIFA, privado, mas que já consumiu 30 bilhões de reais do Estado, ou mais de 10 bilhões de euros”. As pessoas bem informadas sabem que o BNDES FINANCIOU como um banco de investimento social grande parte desses gastos. O BNDES é um banco que tem lucros, pois capta grana de longo prazo e baixas taxas no mercado internacional, repassando a juros baixos para grandes empreendimentos que julga serem obras de desenvolvimento para o País. Ele espalha essa mentira da direita e quer que a gente acredite no resto do que ele diz? O bom mentiroso que consegue convencer os menos desinformados mistura algumas verdades para dar credibilidade e enfia mentiras no meio que passam desapercebidas e causam indiganação em quem lê e é desinformado. Se ele é uma pessoa séria, proponho que PROVE AQUI qual a GRANA PÚBLICA que bancou a Copa.

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Renato

22/06/2013 - 21h35

Caro Túlio.
A sua análise é equivocada. A maioria das pessoas que saíram às ruas são da classe média e também jovens da elite. A maior parte destes “revolucionários mediáticos” não estão interessados em acabar com a corrupção. Eles têm uma agenda mais ou menos explícita: “Derrubar a Presidente Dilma”. Que tal protestarem contra o latifúndio? Contra a destruição do meio ambiente, contra o consumismo, contra o consumo de drogas, contra a mediocridade intelectual que impera na maioria das universidades ou então para que tenhamos uma melhor distribuição de renda? Há em sua análise uma supervalorização destes “paladinos da moralidade”. É uma tremenda ingenuidade acreditar que mocinhas com os rostos pintados e com cartazes “sou contra a corrupção” venham a provocar um maremoto político. Em uma semana ” a gurizada de prédio” voltará para as suas festinhas, com o mesmo consumismo desenfreado, com a mesma alienação em relações aos problemas sociais, festinhas, evidentemente, financiadas com o dinheiro de seus pais, muitos dos quais se locupletaram ou ainda se locupletam de esquemas corruptos. Muitas das pessoas que participaram destes protestos são corruptas no micro (conheço várias), pois ainda não tiveram oportunidade de serem no macro. Se um dia chegarem ao poder, não serão diferentes dos políticos atuais. Por que este justiceiros cibernéticos em nenhum momento levantaram as seguintes bandeiras? “Ninguém sem moradia”; “Reforma agrária já!” “Limpeza do judiciário” “Democratização dos meios de comunicação”. Acreditar que jovens da elite ficaram sensibilizados com os problemas dos colegas pobres é risível, caro articulista. A Presidente Dilma agiu no momento certo. Que protestem pacificamente. Se houver violência, o patrimônio público e privado deverá ser defendido. Com repressão sim, caro professor! A partir de 1919, Mussolini liderou jovens (em sua maioria com menos de 25 anos) que eram contra os partidos , contra os políticos, eram fascinados pelo progresso tecnológico e sobretudo empregavam a violência… O governo liberal não reagiu a altura. Deu no que deu. Estes protestos tem contornos fascistas e de alguma maneira estão sendo estimulados por uma mídia onipresente, ansiosa para mostrar um “país a beira do caos”. As pessoas que caluniam e difamam pelas redes sociais devem ser responsabilizadas criminalmente. Censura? Não! Estado de Direito. “O ônus da prova cabe a quem acusa”. “Toda a pessoa é inocente até prova em contrario”. Esta exaltação das redes sociais é própria de uns velhotes deslumbrados com as novas mídias e por jovens, que com honrosas exceções, usam essas mídias para expor suas banalidades,seus preconceitos, principalmente, sua ignorância.

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J Souza

22/06/2013 - 21h24

O título fala sobre as universidades, sobre o que realmente também se fala no texto. Mas uma das palavras mais citadas é “mídia”. Não por acaso!

Enquanto a Economia vem segurando com os dentes o governo do PT, as áreas da Saúde, da Educação, da Justiça e da Comunicação não fazem absolutamente nada de útil pelo país. Por “coincidência”, as principais áreas do Estado estão nas mãos de petistas, e não dos aliados… Anunciam medidas demagógicas, populistas, que não modificam em absolutamente nada o quadro de injustiça social, ou de “fascismo social” como bem explica o texto.

Vou citar um exemplo: um jovem entra no PROUNI no curso de técnico (há também entre os cursos de nível “superior”) “em sei lá o quê”. O empresário da educação ganha seu desconto na sua dívida tributária, proporcional ao teto (!) da mensalidade. E quando se forma o doutor (no Brasil se chama todo mundo que tem curso superior de “doutor”…) descobre que não há tantas ofertas de emprego na sua área quanto ele esperaria que houvesse. Mas, ai, o governo já ganhou seus dividendos políticos. E esse jovem vai ser um número nas estatísticas para as próximas eleições.

Mas, como a inflação está controlada e o desemprego está baixo (não se fala da qualidade do emprego, só da quantidade…), os governistas agem como se vivêssemos no paraíso…

E, como a Presidenta escolhe os ministros mais com o “coração” do que com a razão, talvez tudo continue como está…

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    roberto pereira

    23/06/2013 - 19h24

    Qual qualidade do emprego se a ditadura e o governo de FHC nunca tiveram a preocupação com qualquer tipo de emprego no país. Qualidade do emprego se antes de Lula havia no Brasil mais de 30% de analfabetos…Há milhares de vagas de emprego no país que não são preenchidas porque falta mão de obra qualificada. Mas o governo federal vem investindo neste setor. Agora, você há de convir que pessoas de meia idade que tiveram o período de aprendizagem na vida no período da ditadura e do governo de FHC fica mais difícil subir um degrau em sua qualificação profissional. Por outro lado, o seu exemplo, quanto ao jovem que se decepciona ao final do curso, é um absurdo. Ora, se o jovem opta por ser meteorologista, por exemplo, fica mais difícil conseguir emprego. Mas se quiser ser médico, engenheiro, etc., fique certo que vai encontrar colocação com boa remuneração.

marco

22/06/2013 - 21h04

Sr.Tulio,gostaria de fazer o seguinte comentário,aproveitando seu ótimo artigo.Esta rebelião acontece também,nas universidades recentemente criadas pelo governo atual que infelizmente os estudantes fazem questão de ignorar.Por outro lado,agora mesmo,assisti reportagem da TV Bandfacista,com relação aos 500 mil crimes ocorridos nos últimos dez anos.Interessante na reportagem,o entrevistado,com todo o jeito de pertencer o Instituto Millenium,referiu unicamente,os últimos dez anos.Os anos precedentes,não quis nem saber,já que àquela época,os governos pertenciam aos grupos simpáticos ao referido Instituto,e certamente ao reporter e ao entrevistado.

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    marco

    23/06/2013 - 18h27

    Sr.Tulio.Postei um comentário,ao seu artigo,achando-o ótimo.E continuo achando,com o fim de indagarmos múltiplas visões do que ocorre no país.Contudo,ao aprofundar minha percepção ao referido,me deparei com algumas colocações que me parecem dúbias,para o leitor comum.Penso que o linguajar acadêmico de tal artigo,talvez atinja o objetivo ao que se propões,ou seja,circunscrito à convivência acima das realidades pueris da sociedade em geral.Portanto,quero arrematar dizendo-lhe,que ainda achando ótimo tal artigo,naturalmente ao que se propõe,às compreensões acadêmicas,posso afirmar que o que se viu foram jovens pequeno-burgueses,sendo dirigidos e dirigindo-se ao já tão conhecido fascismo e nazismo.Não precisamos tergiversar para chegarmos a isto!Um abraço…

Marcelo de Matos

22/06/2013 - 20h48

Não é teoria da conspiração. Já foi postado aqui no Viomundo artigo de jornalista Venezuelano, se bem me lembro, sobre essa questão de rebeliões exportadas por Tio Sam. Vejam esse link: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/29582/erdogan+brasil+e+turquia+sao+alvos+de+conspiracao+internacional+.shtml

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Edgar Rocha

22/06/2013 - 20h43

Desculpe perguntar, mas é que não achei as atribuições do autor, apesar de seu nome vir com asterisco. Ele é da USP? Bom, se for, dá pra entender seu ponto de vista: confuso,, repleto de lacunas e parcialidades. Primeiro, ressaltou-se a posição opositora da mídia diante movimento, coisa que só ocorreu no início. Também não se falou da notória cooptação do movimento, estabelecendo uma pauta de oposição ao governo, aproveitando o vácuo deixado pela organização do ato. Alegou-se no texto que a ação dos mídia teria sido no sentido de minimizar os anseios da sociedade. Foi bem mais que isso, né? A ponto do Viomundo botar um remendo no final do texto, afinal de contas nem o Azenha é tão mediúnico a ponto de saber o que se passou na cabeça dos manifestantes de fato. Tinha neo-nazista lá junto com gay, caramba! De que anseios o autor está falando? E, o mais grave: a ausência da sociedade organizada (ao menos de forma declarada) se deu, segundo o autor, por causa da assimilação de lideranças da sociedade ORGANIZADA pelo modelo atual de representação. O que ele esperava? Que alguém com o mínimo de consciência política se aventurasse pra tomar pau? Mesmo o Plínio de Arruda sumiu depois que virou bagunça e já não havia mais espaço sequer para os partidos que participaram do movimento desde o início. Restou como espaço de resistência e organização social autêntica, segundo o autor, a Universidade. Isto porque os jovens de classe média se sensibilizaram com a situação dos “pobrinhos” que estudam lá. Então, tá! Mas, eu entendo as posições do Túlio: é que aquelas praças circulares e áridas que “enfeitam” de forma tão calorosa, tão humana, aquele mundo ma-ra-vi-lho-so chamado USP, são na verdade, naviportos. Isto mesmo! Estacionamentos pras naves que trazem os grandes sábios anunnakis que ali lecionam. São eles que, olhando de Nibiru conseguem ver e interpretar a realidade da maneira que nós simples primatas não conseguiríamos, dada nossa pouca aptidão intelectual. São eles que sempre formaram os grandes líderes deste país, chipando e abduzindo-os para, assim como eles, poderem exercitar o sagrado e infalível dom da retórica. Mas, sempre usando do bom e velho método pavloviano: quem se destacar, ganha uma tese de mestrado novinha. É por isso que todo líder uspiano baba.

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    Alexandre Bastos

    23/06/2013 - 00h11

    *Historiador com Graduação (2003) e Mestrado (2005) pela UFC, na qual atualmente é pesquisador recém-doutor no Programa de Pós-Graduação em História. Doutor (2011) pela Un. de Coimbra, Portugal. Jornalista Profissional (Mtb 4844jp24/55).

Professor

22/06/2013 - 20h02

Os estudantes querem acabar com a corrupcao?
Ótimo!
Que tal começarem por si próprios e pararem de colar de dar cola nas provas da universidade?
Com uma tranformação dessas será um bom exemplo, que se tornará em bom começo.

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    guilherme

    22/06/2013 - 22h24

    Apoiado. Afinal de contas quem paga as universidades federais somos nós os contribuintes, para que muitos façam movimentos contra nós.

Gerson Carneiro

22/06/2013 - 19h45

O Brasil é o único país aonde todo mundo sabe quem são os Anonymos.

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Sagarana

22/06/2013 - 19h20

CANSEI!

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FrancoAtirador

22/06/2013 - 19h11

.
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Estão desprezando e subestimando a inteligência
e a capacidade de organização dos neofascistas

Ó, TI BUNITINHO!

De um Coronel da Extrema-Direita:

“Redes Sociais: Mobilização x Informação

É apropriado que os analistas não olhem apenas a força de mobilização das redes sociais, esquecendo que o principal instrumento usado para orientar e organizar os protestos, para o bem ou para o mal, foram os celulares e suas maravilhosas APPs [iPhone, iPod and iPad].

As redes sociais foram importantes muito mais pela informação do que pela mobilização porque trabalham um conteúdo cada vez mais rico.

Hoje, todas as provas da corrupção estão na rede. Grampos telefônicos. Fotos. Reproduções de processos. Há uma intensa viralização de conteúdos sobre o tema e, em questão de horas, um vídeo no youtube atinge mais de um milhão de views. E atenção: se não há provas, as milícias virtuais de ONGS, de partidos e mesmo de governos as produzem para destruir reputações. Recortam uma notícia velha aqui, uma foto montada ali, um processo arquivado acolá, reúnem, em horas, um verdadeiro dossiê contra políticos, sejam eles honestos ou corruptos, dependendo da intenção.

Depois, basta jogar no facebook com alguma ativação pelo twitter e o estrago está feito.

Foi o que ocorreu.

A mobilização contra a tarifa de ônibus em São Paulo, ao ser coibida com rigor pela PM paulista, foi o sinal para que os mais diversos grupos, agindo em rede, levassem as pautas contra a corrupção para as ruas.

Havia uma motivação central, havia informação, havia canais de mobilização.

Havia, também, a inspiração em movimentos mundiais realizados com sucesso e o mundo estava olhando para o Brasil.

Nada mais clichê do que a menina enrolada na bandeira do Brasil oferecendo uma flor ao policial.

Como disse FHC, a coisa está mais para Maio de 68 do que para Diretas Já.”
.
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ESTUDANTES NEOTROPICALISTAS COMO MASSA DE MANOBRA DE NEOFASCISTAS.

É DISSO QUE SE TRATA NO MOMENTO.
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Responder

Arthur Schieck

22/06/2013 - 19h10

Azenha,
quinta-feira eu aproveitei meu direito a folga pra doar sangue e, depois de resolver algumas outras coisas importantes, fui no Maracanã ver o meu primeiro 10 a 0.
Nota para a manifestante, provavelmente de extrema esquerda, que resolveu entrar na arquibancada (lado onde costumava ficar a torcida do Flamengo) e estender seu cartaz que falava sobre remoções e privatização. A princípio não dei muita bola, mas os “volotários” da copa deram e tentaram tirá-la do estádio a força. Foi quando a galera resolveu agir e puxar o grito: “o povo unido jamais será vencido”. Eles tiveram que desistir de tirá-la e foi um momento bonito. Não vi nenhuma reportagem sobre isso.
Não sei se concordo totalmente com a manifestante, mas o ato de tirá-la a força tenha sido um motivador na hora de agir, assim como a truculência da PM tucana em São Paulo tenha motivado a ida das pessoas às ruas.
Acho uma coisa positiva da Brasil de hoje: Não há mais risco de ditadura, não com a internet funcionando.

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    Saçuober

    24/06/2013 - 09h28

    Para ser capacho e serviçal do império não é necessário ser uma ditadura, somente se faz necessário obedecer.

jose carlos lima

22/06/2013 - 19h02

Por coincidência os ânimos ficaram acirrados quando Dilma baixou os juros

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Zanchetta

22/06/2013 - 18h58

Se tivessem invadido e quebrado a Reitoria, aí sim, tinham apoio…

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    Carlos Dias

    22/06/2013 - 19h44

    Voce tá spostando essas bobagens aqui também!!?? Não ta contente em comentar no Nassif?? rsrsrs
    Trol profissional esse aqui.

robinson dias

22/06/2013 - 18h55

FALSA

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