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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Temer entrega as chaves de Alcântara aos Estados Unidos

11 de outubro de 2017 às 10h58

O BEIJO DOS JUDAS

Fernando Rosa, em seu blog

Nos próximos dias, Temer deverá entregar as chaves da base espacial de Alcântara, no Maranhão, para os patrocinadores do golpe de Estado no país.

O acordo envolvendo a base, dizem, já está acertado com os Estados Unidos, nas condições deles, consolidando um vergonhoso gesto de traição aos interesses nacionais.

Nos anos noventa, com Fernando Henrique Cardoso, um acordo barrado no Congresso Nacional chegava ao extremo de impedir o acesso de brasileiros às dependências da base.

Em novembro, depois de privatizar o “espaço sideral” nacional, e comprometendo ainda mais a Defesa Nacional, o governo patrocinará exercícios militares com participação dos EUA na Amazônia.

Com explícito interesse nesse tema, depois de quase um ano sem dar bola para os golpistas, Trump recebeu Temer e os presidentes da Colômbia e do Peru, em jantar na Casa Branca.

Não por acaso, os dois países vizinhos participam das manobras conjuntas na região amazônica.

Sob o disfarce de “exercícios humanitários”, os EUA avançam no plano de implantação de bases militares na Amazônia, assim como já fez no Peru.

Mais do que mirar na Venezuela e suas reservas de petróleo, a ação aposta em ocupar militarmente o Brasil e a América do Sul, comprometendo a soberania dos países sobre a região.

À medida, soma-se ao corte de verbas orçamentárias que reduziu à metade o efetivo do Exército Nacional nas fronteiras do país.

Em artigo recente, o ex-chanceler Celso Amorim questionou o objetivo das manobras militares e o que elas implicarão na prática.

“A presença de forças extrarregionais, entendidas como não sul-americanas, em exercícios militares sempre foi vista com bem fundamentada cautela, se não mesmo desconfiança, por nossas Forças Armadas”, disse ele. Amorim lembra ainda que “o Brasil, em diversos governos, sempre foi muito prudente nesse particular”.

A cautela, no entanto, parece ter sido abandonada pelo general Sérgio Etchegoyen, rendido à ultrapassada tese do falido mundo unipolar sob comando dos EUA.

Nos anos setenta, defendendo a abertura de relações com a China, o então presidente General Ernesto Geisel já questionava a ideia da submissão unilateral aos norte-americanos.

Em resposta aos militares da linha-dura, Geisel respondeu perguntando se pretendiam tornar o Brasil uma colônia dos Estados Unidos.

Ao contrário das pretensões golpistas, o Brasil precisa afirmar-se com soberania para cumprir com sua vocação de grande potência, como definiu o general Villas Bôas.

Isso não se faz comprometendo o território nacional, as nossas fronteiras ou entregando o patrimônio público, como defendeu Pedro Parente sugerindo que a privatização da Petrobras seria um “beijo no mercado”.

Independente das vontades e dos interesses particulares de plantão, os brasileiros se levantarão em defesa da soberania, do Estado Nacional e do futuro do país.

Leia também:

Bolsonaro bate continência à bandeira dos Estados Unidos

 

14 Comentários escrever comentário »

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Marcos

17/10/2017 - 07h19

Que linda fake news.
Daqui a pouco vão falar que entregaram a chave do banco central ou melhor da Amazônia para os estados unidos.

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AHUNDSON GLAY CARNEIRO

14/10/2017 - 15h09

Quem gosta de fazer arte com crianças aeee??? K d o povo de esquerda que adora artes bizarras?? Nojo dessa gente!!

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Vanilse Jesus

12/10/2017 - 21h16

Eles fazem e acontecem aqui como querem. Mas, porém, todavia e contudo, isso não será por muito tempo. Todo o império tem seu nascimento, apogeu e queda. E hoje esse império já demonstra sinais de cansaço e esgotamento e etc. As ultimas eleições de lá mostram que eles já começaram a agir como o lobo de si mesmo.

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marcio gaúcho

11/10/2017 - 17h10

Acho que emburreci de vez, e que nunca fui lógico, e que nunca possuí alguma fagulha de inteligência perceptível.
Não consigo entender o que estás se passando no Brasil. Viramos todos gado ao pasto, ruminando, enquanto a quadrilha nos vende? Estamos sob efeito de alucinógenos, por isso não reagimos? O que botaram na nossa comida?
Estamos sendo invadidos, nossa casa desapropriada, e ficamos olhando na janelinha, impassíveis!
Fui democrata até este exato momento. Chega de ilusões. As forças armadas tem de retomar o controle do território brasileiro, do patrimônio da nação, Paredón para os vendilhões!
É o fim dos tempos, é o fim da raça!

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    Bovino

    11/10/2017 - 22h35

    As Forças Armadas são tão ou mais entreguistas que a quadrilha tucana
    https://youtu.be/rmXFXAsJAAA

    Nelson

    12/10/2017 - 10h54

    Caro Márcio Gaúcho.

    Tu ainda manténs ilusões nas Forças Armadas? Sugiro então que leias a entrevista do coronel-aviador Sued Castro Lima publicada aqui mesmo neste sítio no dia 11/10 [http://www.viomundo.com.br/politica/coronel-o-pensamento-politico-do-militar-brasileiro-esta-estacionado-na-decada-de-1960.html].

    O próprio título da entrevista, Coronel: “Pensamento político do militar brasileiro está estacionado na década de 1960”, já diz tudo, amigo.

    Assim, só nos resta fazer aquilo que a imensa maioria de nós não temos feito: política. Ou seja, participar e influir mais e mais nas decisões.

    Nas eleições do ano que vem, temos que depurar o Congresso Nacional de toda a sua podridão. Ao mesmo tempo, teremos que eleger um presidente comprometido em reverter todas as safadezas que a banda podre do Temer e dos demotucanos perpetraram contra o povo brasileiro.

    marcio gaúcho

    12/10/2017 - 15h42

    Caro BOVINO: assisti o vídeo indicado de Rui Costa Pimenta. Mas, nesse momento infeliz na vida da nação brasileira, somente com alto coturno e armas em punho, contra os malfeitores instalados no poder e as elites sonegadoras e entreguistas, é que será estancado esse processo criminoso e injusto que estamos vivenciando.
    Se é preciso que corra sangue para liquidar com esse projeto, que assim o seja. Do jeito que está, ninguém aguenta mais! Grato por ler meu comentário.

Nelson

11/10/2017 - 15h08

[*] – No primeiro comentário, eu frisei a palavra dose com um asterisco, porque acredito que a soberania implementada pelo PT foi té tímida. Creio que, fosse Leonel Brizola no poder, ele teria “pisado muito mais fundo no acelerador” da soberania e independência de ação do nosso Brasil.

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Nelson

11/10/2017 - 15h05

Michel Temer, Eliseu Padilha, Moreira Franco e toda a camarilha do PMDB – com exceção de Requião e alguns outros-, José Serra, FHC e toda a cambada de tucanos que estão apoiando a destruição, a desconstituição do nosso Brasil enquanto nação soberana, estão a garantir seus pescoços, em detrimento dos interesses e das necessidades de 200 milhões de brasileiros.

Se essa patota de corruptos/golpistas/entreguistas não fizer o que o Sistema de Poder que domina os Estados Unidos e boa parte do planeta e tem anseios de dominá-lo por completo quer, será chamada na Justiça para responder por suas corrupções.

Assim, ou o povo brasileiro toma ciência, imediatamente, do que está a acontecer, realmente, no nosso país e passa à reação, ou nada sobrará. Nos tornaremos uma mera colônia, um Estado vassalo dos EUA, condição da qual só conseguiremos escapar por meio de uma revolução.

Responder

Pierre

11/10/2017 - 14h58

É engraçado. Não sei de onde o Fernando tirou que o povo brasileiro possui esse patriotismo. Nós, na verdade, temos vergonha da nossa nacionalidade. O máximo que nos permitimos é vestir a camiseta da CBF. A gente não é uma nação, a gente só vive aqui. Com certa razão, desde que recusamos o acordo com os EUA, o que fizemos com Alcantara? Cadê o VLS? Não entregamos nosso pedaço da ISS e tivemos que pagar a Russia para ter um astronauta brasileiro no espaço. Só “desenvolvemos” satélite com ajuda da China ou então comprando da França. O AESP-14 foi uma vergonha. O Brasil não tem projeto aeroespacial, militar, político ou econômico. Ou quando tem, não sai do papel e quando sai é um fracasso. Se nos anos 90 barraram esse acordo foi porque a esquerda estava na oposição, estava organizada e o governo sofria de impopularidade. Hoje, não há força política que enfrente esse negócio. No mais, alguns países se deram bem fazendo acordos com os EUA, vide Canadá, Chile, Coreia do Sul, Alemanha, etc. Talvez não seja tão ruim ser uma grande colonia americana, talvez seja melhor do que ser esse projeto inacabado e eterno de país.

Responder

    Nelson

    12/10/2017 - 11h16

    “No mais, alguns países se deram bem fazendo acordos com os EUA, vide Canadá, Chile, Coreia do Sul, Alemanha, etc.”

    Meu caro Pierre. Não tenha ilusões. O sistema econômico-produtivo em que está mergulhada a quase totalidade da humanidade passa por crise monumental. Uma crise insolúvel.

    Super capacidade de produção instalada, ao passo que, do outro lado, o contingente de consumidores que deveria demandar esta produção só faz diminuir, devido à contração dos salários e do corte de postos de trabalho.

    Assim, os donos do sistema não podem deixar emergir outros parques produtivos. Novos parques produtivos acabarão por fazer recrudescer ainda mais a crise.

    Aqui entram o Brasil, a Argentina, o México e vários outros países que gostariam de desenvolver sua própria tecnologia, para diminuírem sua dependência externa.

    Estes países têm que ser freados em seu desejo para que a capacidade de produção não aumente ainda mais e também para que não venham a competir com os países já desenvolvidos.

    Portanto, amigo, a intervenção dos países ricos, com suas mega corporações, nos nossos países viria com o intuito apenas predatório, de pilhagem das nossas riquezas. Ainda mais do que já foi em séculos passados, no período anterior às declarações de independência.

    E não seria preciso afirmar aqui que, obviamente, este intuito não fecha, não se coaduna, de modo algum, com os nossos anseios, com os anseios dos argentinos, dos mexicanos e os de outros povos, de seguirmos um caminho próprio.

    Murilo

    13/10/2017 - 13h21

    Melhor para quem? Com certeza, não para o brasil…

Nelson

11/10/2017 - 14h55

Errata

Onde escrevi “convicções deltandallagnolianas se coadunam com o Estado Democrático de Direito”, você deve ler “”convicções deltandallagnolianas NÃO se coadunam com o Estado Democrático de Direito”.

Onde escrevi”preservava alguma dose [*] de soberania para o país sore o seu território e seu destino”, você deve ler “preservava alguma dose [*] de soberania para o país SOBRE o seu território e seu destino”.

E,onde escrevi “Foi desferido a possibilidade de você construir aqui um país a tua feição, amigo”, você deve ler “Foi desferido CONTRA a possibilidade de você construir aqui um país a tua feição, amigo”.

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Nelson

11/10/2017 - 14h48

“Ao contrário das pretensões golpistas, o Brasil precisa afirmar-se com SOBERANIA para cumprir com sua vocação de grande potência […]”

Foi a corrupção do PT? Sim, há petistas que se lambuzaram e têm que ser investigados e punidos exemplarmente. Porém, com provas, pois diz que disse e convicções deltandallagnolianas se coadunam com o Estado Democrático de Direito.

Foram os erros dos governos do PT? Sim, o PT cometeu erros e deve explicações ao povo brasileiro.

Se você segue acreditando que os motivos do golpe de Estado perpetrado contra a democracia brasileira foram os dois que citei acima, trate de esquecê-los.

Na frase que copiei, do texto do Fernando Rosa, eu ressaltei um termo. O termo que explica o golpe. Os governos dos EUA e da Europa não estão nem aí para os erros e a corrupção do PT; não constituem problemas para eles.

O problema são os acertos do PT. Um desses acertos foi conduzir o Brasil por um caminho que preservava alguma dose [*] de soberania para o país sore o seu território e seu destino.

É isto que é inadmissível para os países que citei. Eles querem entrar aqui – ou em qualquer país – e levar o que quiserem e puderem em benefício dos lucros de suas corporações. Se ficar algo para o povo local, tudo bem; se não ficar, lixe-se esse povo.

Eis a razão real do golpe, amigo. E o golpe foi desferido contra o teu futuro, o futuro dos teus filhos e o dos teus netos. Foi desferido a possibilidade de você construir aqui um país a tua feição, amigo.

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