VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.

PT: Cobertura enviesada da mídia tira Brasil do contexto econômico mundial

07 de janeiro de 2016 às 20h04

Captura de Tela 2016-01-07 às 19.55.20

do PT na Câmara

Desde o estouro da crise econômica mundial em 2008, com a falência do banco Lehman Brothers, nos Estados Unidos, a maioria absoluta das grandes economias do planeta enfrenta um ciclo de recessão, baixo crescimento, endividamento e seguidos déficits orçamentários.

O Brasil não é exceção e tem sofrido os efeitos da crise, sobretudo a partir de 2014, mas ainda possui uma das situações fiscais mais equilibradas entre os 20 países mais ricos do mundo [confira a lista abaixo].

Considerando o déficit no orçamento – em relação ao PIB – dos 20 países com maior PIB (Produto Interno Bruto) e mais Argentina, Colômbia e Chile, o Brasil tem o 4º menor déficit entre os 23 países.

Deste grupo, apenas a Alemanha obteve um superávit no orçamento em 2014, bastante modesto, equivalente a 0,7% do PIB.

Contudo, nem mesmo a maior economia europeia ficou de fora dessa tendência e apresentou déficit orçamentário durante quatro anos seguidos: em 2008 o déficit da Alemanha foi de 0,1% do PIB; em 2009, de 3,1%; em 2010 chegou a 4,1% e em 2011 foi de 0,9%.

Ao contrário do que faz sistematicamente a grande mídia brasileira – que enfoca a crise econômica como se fosse um problema exclusivo do Brasil e causado por incompetência do governo federal – na cobertura econômica diária, um olhar amplo e global sobre os indicadores demonstra facilmente que o País não está à beira do precipício, como querem fazer crer os porta-vozes da oposição de direita no Congresso e na imprensa.

“Superávits orçamentários não têm sido regra no mundo desde a crise de 2008, muito ao contrário. A crise inaugurou um ciclo que se perpetua até hoje. Dentro do contexto internacional, entretanto, temos uma situação equilibrada e por isso saudamos a capacidade do governo e da sociedade brasileira de administrar esse período de crise com esse desempenho fiscal, inclusive com previsão de superávit de 0,5% para o orçamento de 2016”, destaca o deputado Afonso Florence (PT-BA).

“Esse desempenho tem permitido a continuidade das obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e das políticas públicas que garantem a inclusão social através da transferência de renda, da valorização do salário-mínimo e de manutenção dos empregos”, acrescenta Florence.

O parlamentar lembra ainda que o rebaixamento da nota do Brasil pelas agências de avaliação – que estiveram diretamente envolvidas na eclosão da crise em 2008 – se deu mais por questões políticas do que pela situação econômica do País.

“A própria Fitch apontou isso, que o rebaixamento do Brasil se deveu à crise política criada pela oposição golpista e à agenda de ‘pautas-bombas’ no Congresso liderada por Eduardo Cunha. Todos os elementos do cenário político apontam agora para a superação da crise política e temos bons indicadores de reindustrialização, estabilização do câmbio, recuperação da balança comercial, entre outros, que vão nos levar a uma conjuntura econômica mais positiva neste ano”, argumenta Florence.

Confira a lista com os dados sobre déficit orçamentário dos países do G20 (mais Argentina, Chile e Colômbia) em relação ao PIB:

Captura de Tela 2016-01-07 às 19.55.37

Leia também:

Damous: A censura de Eduardo Cunha à TV Câmara

O livro da blogosfera em defesa da democracia - Golpe 16

Golpe 16 é a versão da blogosfera de uma história de ruptura democrática que ainda está em curso. É um livro feito a quente, mas imprescindível para entender o atual momento político brasileiro

Organizado por Renato Rovai, o livro oferece textos de Adriana Delorenzo, Altamiro Borges, Beatriz Barbosa, Conceição Oliveira, Cynara Menezes, Dennis de Oliveira, Eduardo Guimarães, Fernando Brito, Gilberto Maringoni, Glauco Faria, Ivana Bentes, Lola Aronovich, Luiz Carlos Azenha, Maíra Streit, Marco Aurélio Weissheimer, Miguel do Rosário, Paulo Henrique Amorim, Paulo Nogueira, Paulo Salvador, Renata Mielli, Rodrigo Vianna, Sérgio Amadeu da Silveira e Tarso Cabral Violin. Com prefácio de Luiz Inácio Lula de Silva e entrevista de Dilma Rousseff.

Compre agora online e receba na sua casa!

 

14 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Liberal

08/01/2016 - 08h13

Só faltouum pequeno grande detalhe, os juros da dívida brasileira é muito maior do que a dos países listados. Isso torna a aparente menor dívida muito mais difícil de pagar.

Responder

    Sidnei Brito

    08/01/2016 - 10h37

    E quem é que sempre faz lobby para aumento de juros mesmo?

Julio Silveira

08/01/2016 - 08h04

Tem uma coisa que me indigna, é perceber que esse locaute politico tem vindo, principalmente, dessa mídia orquestrada, para reduzir o tamanho do Brasil. E que produz um desiquilíbrio politico por que enquanto enfraquece a maioria do eleitorado aumenta o poder desses donos dessas mídias, fazendo deles eleitores mais importantes que os que decidiram a eleição. Tenho muitas duvidas se o maestro dessa orquestra é brasileiro, já que nesses tempos de cidadanias mundiais pode ser que se vejam numa grande família exclusiva, a do ricos mundiais, e para tal sigam a determinação de algum líder estrangeiro, numa grande congregação de irmãos, que convergem economicamente para um neoliberalismo, que facilita o centralismo de um mundo unipolar.
Cada vez fico mais convicto que esses proprietários não tem uma gota de empatia com o país. Vêm a pátria sob ótica particular, outros primas, muito mais privada, como um grande latifundio.

Responder

Rodrigo

08/01/2016 - 02h21

“um olhar amplo e global sobre os indicadores demonstra facilmente que o País não está à beira do precipício, como querem fazer crer os porta-vozes da oposição de direita no Congresso e na imprensa.”

Tudo invenção da mídia golpista, coxinha, fascista, que mora nos jardins. É só uma marolinha, vocês verão.

E os milhares de desempregados que não sabem como fechar a conta do orçamento de casa no final do mês, simples. economizem ainda mais água e luz e vão catar papelão na rua. É bom que fazem exercício, saem da fila do sus e ainda ajudam o meio ambiente. Perfeito!

Responder

    Joao Só

    08/01/2016 - 15h24

    A outra perna do golpe é a Lava-jato com a extinção de centenas de milhares de empregos e sucateamento da indústria de construção pesada.
    Junte-se o papel principal da velha mídia no falseamento/terrorismo econômico, minando perspectivas de investimento e vai-se chegando ao quadro atual de nossa economia.

Lukas

07/01/2016 - 22h54

Foram estes, que vocês acusam de cobertura enviesada, que diziam há dois anos que a economia ia degringolar. Estavam certos.

Estarão certos de novo?

Responder

    Luiz

    08/01/2016 - 07h11

    Não COXINHA MANIPULADO, eles falam todos os dias, desde que o PT assumiu o governo, mas quem QUEBROU o país foi o seu partido CORRUPTO o grande PSDBOSTA….

    Mauricio Gomes

    08/01/2016 - 07h53

    São esses também que diziam que haveria apagão ano sim outro também, que a crise da Grécia era culpa do PT, que a economia mesmo estando bem sempre apontavam um mas, contudo, todavia, entretanto. Só os parvos e ingênuos acreditam nas opiniões desses e$peciali$tas.

    FrancoAtirador

    08/01/2016 - 10h05

    .
    .
    Oráculos da Mídia Jabáculê.
    .
    .

    Sidnei Brito

    08/01/2016 - 10h39

    Lukas, você afirma que eles diziam isso há dois anos?
    Sério?
    Onde você estava nos dez anos anteriores?

Mauricio Gomes

07/01/2016 - 21h07

E por qual motivo o governo continua a dar de bandeja bilhões de reais para essa mídia vendida, golpista e corrupta? Não estamos em tempo de crise? Então a primeira medida seria cortar o bolsa-pig da mídia mais safada do mundo.

Responder

Deixe uma resposta