VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.
Cartas de Minas
Cartas de Minas

Vítimas da ditadura recusam monumento na USP

25 de fevereiro de 2012 às 17h14

MANIFESTO PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA USP

Nós, perseguidos pelo regime militar, parentes dos companheiros assassinados durante esses anos sombrios e defensores dos princípios por eles almejados assinamos este manifesto como forma de recusa ao monumento que está sendo construído em homenagem às chamadas “vítimas de 64” na Praça do Relógio, Cidade Universitária, São Paulo.

Um monumento na USP já deveria há muito estar erguido. É justo, necessário, e precisa ser feito. Porém, não aceitamos receber essa homenagem de uma reitoria que reatualiza o caráter autoritário e antidemocrático das estruturas de poder da USP, reiterando dispositivos e práticas forjadas durante a ditadura militar, tais como perseguições políticas, intimidações pessoais e recurso ao aparato militar como mediador de conflitos sociais. Ao fazer isso, essa reitoria despreza a memória dos que foram perseguidos e punidos pelo Estado brasileiro e pela Universidade de São Paulo por defenderem a democratização radical de ambos.

Esse desprezo pela memória dos que sofreram por defender a democracia, dentro e fora da Universidade, se manifesta claramente na placa que inaugurava a construção de tal monumento. A expressão “Vítimas da Revolução de 1964” contém duas graves deturpações: nomeia de “vitimas” os que não recearam enfrentar a violência armada, e, mais problemático ainda, de “revolução de 1964” o golpe militar ilegal e ilegítimo.

Essa deturpação da linguagem não é, portanto, fortuita. Resulta da ideologia autoritária predominante na alta cúpula da USP.

Durante a ditadura, essa ideologia autoritária levou a direção central da USP a perseguir, espionar, afastar e delatar muitos dos que então resistiam à barbárie disseminada na Universidade e na sociedade brasileira como um todo. Ainda macula a imagem desta Universidade a dura lembrança (i) dos inquéritos policiais-militares, instaurados com apoio ou conivência da reitoria; (ii) das comissões secretas de vigilância e perseguição; (iii) das delações oficiais de alunos, funcionários e professores para as forças de repressão federais e estaduais; (iv) da mobilização do aparato militar na invasão do CRUSP e da Faculdade de Filosofia em 1968; (v) da colaboração quase institucional da USP, na figura do seu então reitor, Luis Antonio Gama e Silva, na redação do Ato Institucional Número 5 – AI5; (vi) e da aprovação, por Decreto, do regimento disciplinar de 1972, que veda a docentes e discentes qualquer forma de participação política e confere à reitoria poder para perseguir os que o fazem.

Atualmente, essa mesma prática autoritária se manifesta não apenas na inadmissível preservação e utilização do regimento disciplinar de 1972 para apoiar perseguições políticas no interior da Universidade, mas também (i) na reiterada recusa da administração central da USP em reformar o seu estatuto antidemocrático, mais afeito ao arcabouço jurídico da ditadura militar do que à Constituição Federal de 1988; (ii) na forma pouco democrática das eleições dos dirigentes da USP, que assume sua forma mais absurda no processo de escolha do reitor por meio de um colégio eleitoral que representa menos de 1% da comunidade universitária; (iii) na ingerência do governo do Estado na eleição do reitor desta Universidade; (iv) e, mais grave ainda, na recorrente mobilização da força policial-militar para a resolução de conflitos políticos no interior desta universidade, tal como ocorreu, recentemente, na desocupação da reitoria da USP.

Nesse sentido, em memória dos que combateram as práticas da barbárie autoritária e suas manifestações, defendemos que a melhor forma de homenagear os muitos uspianos e demais brasileiros que tombaram nesta luta não é um monumento; mas, sim, a adoção dos princípios verdadeiramente democráticos em nossa Universidade, o que demanda o fim do convênio com a Polícia Militar, bem como o fim das perseguições políticas pela reitoria e pelo Governo de São Paulo a 98 estudantes e 5 dirigentes sindicais, através de processos administrativos e penais, e a imediata instauração de uma estatuinte livre, democrática e soberana, eleita e constituída exclusivamente para este fim.

 

32 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Por uma Comissão da Verdade da USP. Participe! « Viomundo – O que você não vê na mídia

07/06/2012 - 15h05

[…] a primeira ação do Fórum Aberto pela Democratização da USP, se originou do Manifesto pela Democratização da USP. Ele congrega Adusp (Associação dos Docentes), Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores), DCE […]

Responder

Estudantes, professores e trabalhadores da USP rebatem boletim da reitoria « PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE

09/05/2012 - 11h24

[…] iniciativa dos signatários do Manifesto pela Democratização da USP, foram iniciadas conversas para criação do Fórum Aberto pela Democratização da USP”, informa […]

Responder

Estudantes, professores e trabalhadores da USP rebatem boletim da reitoria « Viomundo – O que você não vê na mídia

08/05/2012 - 15h08

[…] iniciativa dos signatários do Manifesto pela Democratização da USP, foram iniciadas conversas para criação do Fórum Aberto pela Democratização da USP”, informa […]

Responder

Ivan Seixas: Não se pode calar as vozes dissidentes na USP com carteiradas | Viomundo - O que você não vê na mídia

21/03/2012 - 11h05

[…] Quase cinco meses depois, o Memorial às Vítimas da ditadura na USP está de volta ao debate. É um dos pontos abordados no Manifesto pela Democratização da USP: […]

Responder

Pall Kunkanen

27/02/2012 - 16h24

Puxa bem no dia e hora do lançamento da sede do barão, poderiam pensar em outro dia

Responder

Dito

26/02/2012 - 16h02

História
20 anos da intervenção do governo na Unicamp

No dia 19 de abril, deste ano fará 20 anos da nomeação de José Aristodemo Pinotti como reitor-interventor da Unicamp pelo então governador do estado Paulo Maluf

Neste ano em que o reitor-interventor da USP, João Grandino Rodas, segundo colocado nas eleições para reitor, está promovendo uma perseguição a estudantes e funcionários, é importante relembrar a última intervenção do governo do estado na universidade há 20 anos.

No dia 19 de abril de 1982 o governador do estado de São Paulo, Paulo Maluf, nomeou José Aristodemo Pinotti como reitor-interventor da Unicamp. Pinotti, que posteriormente se tornou secretário do governo do PSDB sequer tinha seu nome entre os candidatos a reitor.

Esta foi a primeira vez desde a didadura militar que um governador nomeou um reitor-interventor em uma universidade. [ texto completo neste link: http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=351... ]

Responder

Marat

26/02/2012 - 15h28

Amigos, não conheço a fundo a história da USP, mas, se algum conhece, por favor, me diga: Já houve algum reitor digno e honesto ali? Não consigo me recordar de nenhum!

Responder

Ricardo

26/02/2012 - 11h04

Estamos fritos! O Serra vai ganhar a eleição em São Paulo e a USP continua melhorando sua posição em todos os rankings internacionais de avaliação de universidades. É, de longe, a melhor do Brasil e de toda a América Latina. É também a universidade que mais forma doutores no mundo.

Responder

    Lu_Witovisk

    26/02/2012 - 19h07

    É… de tão boa a jestão (com J de jenio santarrao), a USP que tinha uma paleontologia forte, hj nem depto tem mais, os pesquisadores estão alocados dentro da geoquimica. Acorda, pessoa!!!! a mercantilização é a palavra e em Ciencia isso não funciona.

    Fernando Dias

    26/02/2012 - 23h52

    Concordo com cada palavra sua.
    E acrescento: o sistema de eleição do reitor é totalmente democrático, uma vez que a usp pertence a quem banca ela – o trabalhador-contribuinte – e este, pelo voto, elegeu o governador competente para cuidar da instituição que pertence ao estado de SP.
    Portanto quem deve escolher o reitor é quem a sociedade paulista(que é quem banca a usp E É A DONA DELA) nomeou como responsável legal em última instância pela universidade.
    Aos universitários cabe apenas decidir o lider da entidade que só é de responsabilidade deles, como o DCE.
    A usp não pertence aos estudantes mais do que de qualquer garí de SP

    El Gordo

    27/02/2012 - 10h50

    A USP fica com os filhos de Moema e Itaim-Bibi, enquanto que o filho do gari usa o Prouni e o ENEM.

    abolicionista

    27/02/2012 - 20h45

    Dois fascistas juntos, será que dão cria?

    abolicionista

    27/02/2012 - 20h45

    Pois é, mas, como todo fascista raivoso, você não olhou esses dados com atenção. A FFLCH tem seis entre os nove melhores cursos da USP. Curioso, não? Justamente a FFLCH, antro de maconheiros, de baderneiros e marxistas. Com suas ideologias exóticas, é também a FFLCH quem mais forma doutores. A FFLCH é o grande foco de resistência contra a privatização da universidade via fundações, proposta que o reitor sempre apoiou. Um fascista que como você deve comer o estrume que o Reinaldo Azevedo publica em seu blog sugeriu: "alguém deveria jogar uma bomba nesse quilombo de intelectuais". Fascista é assim mesmo, abusa de preconceito, inventa dados, é um fenômeno bastante conhecido e estudado na FFLCH, onde constam muitas teses sobre o fascismo que frustrados como vocês vomitam nos blogs.

beattrice

26/02/2012 - 10h05

Para inaugurar um monumento erguido pelo Rodas na USP, só se for inaugurado pelo Boris Kasoy do PCC, quer dizer do CCC, um comentarista publicou PCC e isso acaba confundindo tudo, desculpem.

Responder

    P Pereira

    27/02/2012 - 19h47

    Desculpe-me, beattrice, mas aquela besta não pode ser chamada de "um comentarista".

Romanelli

26/02/2012 - 07h38

UFA ..ainda bem, menos dinheiro jogado fora

Nós não precisamos de monumentos, precisamos de AÇÃO e CIDADANIA ..de democracia ..e como falar desta ultima com o voto ainda sendo obrigatório, hein ?

caso contrário, caso fizesse mais um monumento, seria mais um com o nome e cara de tucanos perseguidos (tipo Serra, Covas e THC ..e se bobear, o Luis Eduardo baiano Magalhães de troco) ..eu hein

Responder

    abolicionista

    27/02/2012 - 20h46

    E aí Romaninho, continua o mesmo fascistão de sempre, hein? Sai do armário, cara.

FrancoAtirador

25/02/2012 - 23h27

.
.
DILMA CHAMOU OS MILITARES NO APITO
.
.
Dilma intervém em crítica de militares a ministras

Agência Estado, via R7

Os presidentes dos Clubes Militares foram obrigados a publicar na última quinta-feira (23) uma nota desautorizando o texto do "manifesto interclubes" que criticava a presidente Dilma Rousseff por não censurar duas de suas ministras que defenderam a revogação da Lei da Anistia. Dilma não gostou do teor da nota, por não aceitar, segundo assessores do Planalto, qualquer tipo de desaprovação às atitudes da comandante suprema da Forças Armadas.

A presidente convocou o ministro da Defesa, Celso Amorim, para pedir explicações e este se reuniu com os comandantes das três Forças, que negociaram com os presidentes dos clubes da Marinha, Exército e Aeronáutica, a "desautorização" da publicação do documento, que foi colocado no site do Clube Militar, no dia 16, como revelou o Grupo Estado.

O episódio deverá servir para acelerar a nomeação dos integrantes da Comissão da Verdade, sancionada em novembro pela presidente e que está em banho-maria no Planalto.

Militares não se conformam com críticas sobre Comissão da Verdade

Apesar de terem sido obrigados a recuar, para não criar uma crise militar, os presidentes dos Clubes não se conformam com as críticas que as Forças Armadas têm recebido e temem que a comissão da verdade só ouça um dos lados na hora de trabalhar. Os presidentes dos Clubes da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista, e da Marinha, almirante Ricardo da Veiga Cabral, disseram que em momento nenhum quiseram criticar a presidente Dilma e que a nota foi uma "precipitação", no momento em que os principais assuntos para a categoria, são a defasagem salarial e a necessidade de reaparelhamento das Forças Armadas.

O almirante Veiga Cabral, no entanto, classificou como "provocação" as falas das ministras das Mulheres, Eleonora Menicucci, e dos Direitos Humanos, Maria do Rosário.

– É uma provocação. Não podemos ficar parados. É natural que haja uma reação porque não é possível ficarmos sendo desafiados de um lado e engolirmos sapo de outro. A vida é assim, a cada ação tem uma reação.

O almirante disse ter havido "uma coincidência de interesses" neste momento, de se tirar a nota do ar. O almirante ressalvou que embora os militares, mesmo na reserva estejam sujeitos ao Estatuto dos Militares, "os clubes não estão subordinados ao Poder Executivo".
A nota dos Clubes Militares foi publicada no site do Clube Militar, que representa o Exército, quinta-feira que antecedeu o Carnaval e reproduzida pelo jornal O Estado de S. Paulo na edição de terça-feira. No dia seguinte, houve a reunião do ministro da Defesa com os comandantes e uma conversa com a presidente Dilma. Paralelamente a esta movimentação, os comandantes das três forças telefonaram para os presidentes dos três clubes para que a nota fosse suprimida.

Ontem, o "comunicado interclubes" produzido a partir da reunião da semana passado foi retirado do site no início da tarde e por volta das 16 horas, colocada no ar um outro, dizendo que os presidentes desautorizavam o texto. Este desmentido, no entanto, não chegou a ficar meia hora no ar. O Clube do Exército, para tentar encerrar a polêmica, retirou a nota e o desmentido da nota, mas a polêmica já estava criada no meio militar.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/dilma-inte

Responder

    Scan

    26/02/2012 - 01h34

    "É uma provocação. Não podemos ficar parados. É natural que haja uma reação porque não é possível ficarmos sendo desafiados de um lado e engolirmos sapo de outro. A vida é assim, a cada ação tem uma reação."

    Durante a ditadura as "reações" e "desafios" eram punidos com a tortura e morte. Disso o milico não se lembra, né?
    Há que se reduzir essa classe ao silêncio absoluto, à obediência absoluta custe o que custar. Eles não devem nem ser vistos, quanto mais ouvidos. Que Celso Amorim os vigie de perto e corte as cabeças dos que ousarem levantá-la.
    Chega! Cada vez que abrem a boca é fator desestabilizante e podem, com ajuda externa, fazer voltar a esse país o reinado de terror do qual a maioria de nós se lembra muito bem.
    Que o "almirante" aí volte pra banheira a brincar com seus barquinhos e feche a matraca. Se quiser mante-la aberta, que vá para a iniciativa privada ser prático em algum porto, caso tenha competência pra isso, o que duvido.

    FrancoAtirador

    26/02/2012 - 15h19

    .
    .
    Os Clubes Militares são metástases do câncro da Ditadura Militar.
    .
    .

Marcus Salles

25/02/2012 - 22h42

Isso não supreende e também não é novo. Já acontecia nos tempos de Jesus:
"Ai de vocês, porque edificam os túmulos dos profetas, sendo que foram os seus próprios antepassados que os mataram. Assim vocês dão testemunho de que aprovam o que os seus antepassados fizeram. Eles mataram os profetas, e vocês lhes edificam os túmulos. Por isso, Deus disse em sua sabedoria: ‘Eu lhes mandarei profetas e apóstolos, dos quais eles matarão alguns, e a outros perseguirão’. Pelo que, esta geração será considerada responsável pelo sangue de todos os profetas, derramado desde o princípio do mundo: desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu lhes digo, esta geração será considerada responsável por tudo isso.” – Lucas 11:47-51

Responder

    Mário SF Alves

    29/02/2012 - 18h53

    Hum….

FrancoAtirador

25/02/2012 - 22h23

.
.
Rodas da ditadura passando por cima da Democracia

E vão erguer monumento a quê?

Ao passado "revolucionário" do general Grandino?
.
.

Responder

Marat

25/02/2012 - 20h54

O mundo gira e a USP rodas… a famosa Universidade está nas mãos de fascistas!

Responder

    Scan

    26/02/2012 - 01h41

    Que quer? A USP é apenas extensão do governo fascista do estado. Nem mais, nem menos.
    Ou você queria um democrata? Não, Ami du Peuple, não há registros de algum gauleiter democrata…
    Abraço.

Outro Antonio

25/02/2012 - 20h42

Essa direita cultua a ditadura porque eles empreenderam a ditadura e sua sucessão neoliberal. Claro que eles iriam querer fazer um monumento que cultue as bestialidades e as safadezas que fazem dentro do Estado Brasileiro. Até para tirar o sarro da nossa cara, como fazem sempre. Agem como máfia, sugam nosso sangue e sempre estão numa boa.

Responder

FrancoAtirador

25/02/2012 - 20h06

.
.
Serra decide disputar prefeitura de São Paulo, diz Kassab

Prefeito anuncia também que seu partido, o PSD,
retira o apoio ao PT
e deve indicar o nome para a vice-prefeitura

Por: Redação da Rede Brasil Atual

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/

Responder

    Outro Antonio

    25/02/2012 - 20h39

    Graças a Deus esse demo tira seu apoio ao PT. Ele é um tiro no pé. O povo da periferia não vota nele de novo. Agora Se-erra como prefeito vai ser asqueroso, difícil de engolir. Mas tenho cá com meus botões que ele não ganha nem para presidente do inferno, mesmo sendo preparado e competente para atuar do lado escuro.

verdade

25/02/2012 - 19h47

a justa homenagem será o julgamento e a condenação dos canalhas que perseguiram, que torturam, que mancharam a história do brasil.

Responder

djay

25/02/2012 - 16h55

impossível ler… principalmente quando abre a imagem…

Responder

    Scan

    26/02/2012 - 01h43

    djay, o texto da imagem foi reproduzido abaixo da mesma justamente para que não tentemos fazer isso.

Deixe uma resposta