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Pedro Porfírio: Por que os médicos cubanos assustam

publicado em 12 de maio de 2013 às 11:04

Por que os médicos cubanos assustam

Elite corporativista teme que mudança do foco no atendimento abale o nosso sistema mercantil de saúde

por Pedro Porfírio, em seu blog, via Cebes

A virulenta reação do Conselho Federal de Medicina contra a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha,  que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.

Essa não é a primeira investida radical do CFM e da Associação Médica Brasileira contra a prática vitoriosa dos médicos cubanos entre nós. Em 2005, quando o governador  de Tocantins não conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais daquele país.

A reação das entidades médicas de Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que favorece o atendimento privado, foi quase de desespero. Elas só descansaram quando obtiveram uma liminar de um juiz de primeira instância determinando em 2007 a imediata “expulsão” dos médicos cubanos.

No Brasil, o apego às grandes cidades

Dos  371.788 médicos brasileiros, 260.251 estão nas regiões Sul e Sudeste

Neste momento, o governo da presidenta Dilma Rousseff só  está cogitando de trazer os médicos cubanos, responsáveis pelos melhores índices de saúde do Continente, diante da impossibilidade de assegurar a presença de profissionais brasileiros em mais de um milhar de municípios, mesmo com a oferta de vencimentos bem superiores aos pagos nos grandes centros urbanos.

E isso não acontece por acaso. O próprio modelo de formação de profissionais de saúde, com quase 58% de escolas privadas, é voltado para um tipo de atendimento vinculado à indústria de equipamentos de alta tecnologia, aos laboratórios e às vantagens do regime híbrido, em que é possível conciliar plantões de 24 horas no sistema público com seus consultórios e clínicas particulares, alimentados pelos planos de saúde.

Mesmo com consultas e procedimentos pagos segundo a tabela da AMB, o volume de  clientes é programado para que possam atender no mínimo dez por turnos de cinco horas. O sistema é tão direcionado que na maioria das especialidades o segurado pode ter de esperar mais de dois meses por uma consulta.

Além disso, dependendo da especialidade e do caráter de cada médico, é possível auferir faturamentos paralelos em comissões pelo direcionamento dos exames pedidos como rotinas em cada consulta.

Sem compromisso em retribuir os cursos públicos

Há no Brasil uma grande “injustiça orçamentária”: a formação de médicos nas faculdades públicas, que custa muito dinheiro a todos os brasileiros, não presume nenhuma retribuição social, pelo menos enquanto  não se aprova o projeto do senador Cristóvam Buarque, que obriga os médicos recém-formados que tiveram seus cursos custeados com recursos públicos a exercerem a profissão, por dois anos, em municípios com menos de 30 mil habitantes ou em comunidades carentes de regiões metropolitanas.

Cruzando informações, podemos chegar a um custo de R$ 792.000,00 reais para o curso de um aluno de faculdades públicas de Medicina, sem incluir a residência. E se considerarmos o perfil de quem consegue passar em vestibulares que chegam a ter 185 candidatos por vaga (UNESP), vamos nos deparar com estudantes de classe média alta, isso onde não há cotas sociais.

Um levantamento do Ministério da Educação detectou que na medicina os estudantes que vieram de escolas particulares respondem por 88% das matrículas nas universidades bancadas pelo Estado. Na odontologia, eles são 80%.

Em faculdades públicas ou privadas, os quase 13 mil médicos formados anualmente no Brasil não estão nem preparados, nem motivados para atender às populações dos grotões. E não estão por que não se habituaram à rotina da medicina preventiva e não aprenderam como atender sem as parafernálias tecnológicas de que se tornaram dependentes.

Concentrados no Sudeste, Sul e grandes cidades

Números oficiais do próprio CFM indicam que 70% dos médicos brasileiros concentram-se nas regiões Sudeste e Sul do país. E em geral trabalham nas grandes cidades.  Boa parte da clientela dos hospitais municipais do Rio de Janeiro, por exemplo, é formada por pacientes de municípios do interior.

Segundo pesquisa encomendada pelo Conselho,  se a média nacional é de 1,95 médicos para cada mil habitantes, no Distrito Federal esse número chega a 4,02 médicos por mil habitantes, seguido pelos estados do Rio de Janeiro (3,57), São Paulo (2,58) e Rio Grande do Sul (2,31). No extremo oposto, porém, estados como Amapá, Pará e Maranhão registram menos de um médico para mil habitantes.

A pesquisa “Demografia Médica no Brasil” revela que há uma forte tendência de o médico fixar moradia na cidade onde fez graduação ou residência. As que abrigam escolas médicas também concentram maior número de serviços de saúde, públicos ou privados, o que significa mais oportunidade de trabalho. Isso explica, em parte, a concentração de médicos em capitais com mais faculdades de medicina. A cidade de São Paulo, por exemplo, contava, em 2011, com oito escolas médicas, 876 vagas – uma vaga para cada 12.836 habitantes – e uma taxa de 4,33 médicos por mil habitantes na capital.

Mesmo nas áreas de concentração de profissionais, no setor público, o paciente dispõe de quatro vezes menos médicos que no privado. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o número de usuários de planos de saúde hoje no Brasil é de 46.634.678 e o de postos de trabalho em estabelecimentos privados e consultórios particulares, 354.536.Já o número de habitantes que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) é de 144.098.016 pessoas, e o de postos ocupados por médicos nos estabelecimentos públicos, 281.481.

A falta de atendimento de saúde nos grotões é uma dos fatores de migração. Muitos camponeses preferem ir morar em condições mais precárias nas cidades, pois sabem que, bem ou mal, poderão recorrer a um atendimento em casos de emergência.

A solução dos médicos cubanos é mais transcendental pelas características do seu atendimento, que mudam o seu foco no sentido de evitar o aparecimento da doença.  Na Venezuela, os Centros de Diagnósticos Integrais espalhados nas periferias e grotões, que contam com 20 mil médicos cubanos, são responsáveis por uma melhoria radical  nos seus índices de saúde.

Cuba é reconhecida por seus êxitos na medicina e na biotecnologia

Em  sua nota ameaçadora, o CFM afirma claramente que confiar populações periféricas aos cuidados de médicos cubanos é submetê-las a profissionais não qualificados. E esbanja hipocrisia na defesa dos direitos daquelas pessoas.

Não é isso que consta dos números da Organização Mundial de Saúde.  Cuba, país submetido a um asfixiante bloqueio econômico, mostra que nesse quesito é um exemplo para o mundo e tem resultados melhores do que os do Brasil.

Graças à sua medicina preventiva, a ilha do Caribe tem a taxa de mortalidade infantil mais baixa da América e do Terceiro Mundo – 4,9 por mil (contra 60 por mil em 1959, quando do triunfo da revolução) – inferior à do Canadá e dos Estados Unidos. Da mesma forma, a expectativa de vida dos cubanos – 78,8 anos (contra 60 anos em 1959) – é comparável a das nações mais desenvolvidas.

Com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total) distribuídos por todos os seus rincões que registram 100% de cobertura, Cuba é, segundo a Organização Mundial de Saúde, a nação melhor dotada do mundo neste setor.

Segundo a New England Journal of Medicine, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA”.

O Brasil forma 13 mil médicos por ano em  200 faculdades: 116 privadas, 48 federais, 29 estaduais e 7 municipais. De 2000 a 2013, foram criadas 94 escolas médicas: 26 públicas e 68 particulares.

Formando médicos de 69 países

Em 2012, Cuba, com cerca de 13 milhões de habitantes, formou em suas 25 faculdades, inclusive uma voltada para estrangeiros, mais de 11 mil novos médicos: 5.315 cubanos e 5.694 de 69 países da América Latina, África, Ásia e inclusive dos Estados Unidos.

Atualmente, 24 mil estudantes de 116 países da América Latina, África, Ásia, Oceania e Estados Unidos (500 por turma) cursam uma faculdade de medicina gratuita em Cuba.

Entre a primeira turma de 2005 e 2010, 8.594 jovens doutores saíram da Escola Latino-Americana de Medicina. As formaturas de 2011 e 2012 foram excepcionais com cerca de oito mil graduados. No total, cerca de 15 mil médicos se formaram na Elam em 25 especialidades distintas.

Isso se reflete nos avanços em vários tipos de tratamento, inclusive em altos desafios, como vacinas para câncer do pulmão, hepatite B, cura do mal de Parkinson e da dengue.  Hoje, a indústria biotecnológica cubana tem registradas 1.200 patentes e comercializa produtos farmacêuticos e vacinas em mais de 50 países.

Presença de médicos cubanos no exterior

Desde 1963,  com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, Cuba trabalha no atendimento de populações pobres no planeta. Nenhuma outra nação do mundo, nem mesmo as mais desenvolvidas, teceu semelhante rede de cooperação humanitária internacional. Desde o seu lançamento, cerca de 132 mil médicos e outros profissionais da saúde trabalharam voluntariamente em 102 países.

No total, os médicos cubanos trataram de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas. Atualmente, 31 mil colaboradores médicos oferecem seus serviços em 69 nações do Terceiro Mundo.

No âmbito da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), Cuba e Venezuela decidiram lançar em julho de 2004 uma ampla campanha humanitária continental com o nome de Operação Milagre, que consiste em operar gratuitamente latino-americanos pobres, vítimas de cataratas e outras doenças oftalmológicas, que não tenham possibilidade de pagar por uma operação que custa entre cinco e dez mil dólares. Esta missão humanitária se disseminou por outras regiões (África e Ásia). A Operação Milagre dispõe de 49 centros oftalmológicos em 15 países da América Central e do Caribe. Em 2011, mais de dois milhões de pessoas de 35 países recuperaram a plena visão.

Quando se insurge contra a vinda de médicos cubanos, com argumentos pueris, o CFM adota também uma atitude política suspeita: não quer que se desmascare a propaganda contra o  regime de Havana,  segundo a qual o sonho de todo cubano é fugir para o exterior. Os mais de 30 mil médicos espalhados pelo mundo permanecem fiéis aos compromissos sociais de quem teve todo o ensino pago pelo Estado, desde a pré-escola e de que, mais do que enriquecer, cumpre ao médico salvar vidas e prestar serviços humanitários.

Leia também:

Pedro Saraiva: Sobre a vinda dos 6.000 médicos cubanos

 

66 Comentários para “Pedro Porfírio: Por que os médicos cubanos assustam”

  1. dom, 23/06/2013 - 14:04
    Edgar

    É uma decisão de merda trazer médicos de qq país para consertar o que é um problema somente nosso para ser resolvido. É como receitar vitamina c para câncer!

  2. sáb, 22/06/2013 - 11:18
    Evaristo Nunes

    O objetivo e o beneficiário de uma política pública de saúde não é o médico e, sim, o usuário do SUS. Essa discussão que beira xenofobia não considera a realidade de que o usuário não tem médico. Para o povo de verdade do país que não tem um anel verde de esmeralda a questão é “cadê o médico”? Não tem no Brasil o suficiente AGORA. Então, onde eles estão? CUBA, EUA, PORTUGAL, ESPANHA, PALESTINA. Ok tragam-los porque meu filho não precisa de discussões filosóficas de classe média, e, sim, de um atendimento mesmo que isso signifique ter que comprar mais aparelhos e remédios, algo muito mas muito mais fácil do que formar um médico para ontem.

  3. seg, 27/05/2013 - 20:23
    Paulo

    Eu sou médico e não vejo problema algum na vinda dos médicos cubanos. Um profissional competente sempre vai se sobressair e ter um lugar garantido no mercado de trabalho. Um médico que estuda e se atualiza vai passar facilmente em um concurso público, e mesmo ter convites para trabalhar com boa remuneração em várias instituições.
    Faço uma ressalva, no entanto: existe a possibilidade de que nossos colegas cubanos sejam explorados por políticos inescrupulosos, que tencionem pagar por seu trabalho muito menos do que pagariam a um médico brasileiro, a exemplo do que vemos acontecer com empresas que exploram trabalho semi-escravo, aqui mesmo no Brasil.

  4. Verdade que a maioria esmagadora destes seis mil médicos são brasileiros do MST – Movimento dos Sem Terras, que apenas foram estudar medicina e aprimorar as tecnicas de lavagem cerebral para enfiarem-se nos rincões e doutrinarem as populaçoes interioranas pela luta pela terra e implantação do socialismo cubano? Pode-se saber antecipadamente a identidade pessoal de tais médicos e se brasileiros de onde vieram e por intermédio de quem conseguiram ingressar em Cuba e estudar medicina?
    Alerta Brasil

  5. sáb, 18/05/2013 - 20:29
    nigro

    Para que tenhamos profissionais nos rincões, precisa-se de condições adequadas para que possam viver. O médico é um profissional como todos os demais e visa obter com a profissão uma vida decente.
    Para que consigamos fixá-los nos rincões, é necessária carreira de estado, com salários alinhados aos do judiciário, controle de presença e dedicação exclusiva.
    Trazer esses estrangeiros escancara o intuito do Governo (não só deste) de tratar os médicos e demais profissionais de saúde como lixo. Eles querem mesmo é pagar uma merreca e não investir um tostão na saúde, seja ela preventiva ou curativa.

  6. sáb, 18/05/2013 - 13:17
    Sr.Indignado

    Tomara que venham e que venham dar aulas nos cursos de medicina.

    • dom, 23/06/2013 - 18:12
      Palestina Livre

      Concordo. Se você é médico, competente, tem boa formação, qual é o problema? Pura ideologia. Que venham os cubanos.

  7. sex, 17/05/2013 - 20:45
    Vander

    O CFM que fazer uma prova em que o médico saiba como funciona uma máquina de ressonância magnética. Para medicina preventiva não precisa saber dessas particularidades. Eles, os cubanos, não vêm para fazer cirurgias complexas, vêm para medicina preventiva e primeiros socorros. Que parte de PREVENTIVA não ficou claro? E só o fato de saber que desde pequeno esse médico foi educado com os ideais comunistas já me deixaria tranquilo caso fosse atendido por ele. Pois o capitalismo não permite que a maioria dos médicos pense em outra coisa que não seja um alto padrão de vida, lucro e consumo.É só ler como eles abordam a questão: falam de plano de carreira, melhor remuneração e tudo mais;porém, quanto a salvar vidas quase nem tocam no assunto, ou, quando o fazem, geralmente vem por último em seus comentários. Se quer ser médico só pelo padrão de vida, remuneração e pelo status, que deixe para outro e vá ser juiz, advogado, profissões que não precisam salvar vidas nem ser solidário com os outros. Nas regiões longinquas do país, prefiro os médicos cubanos aos nossos, pois os cubanos vão para os países mais pobres da áfrica de graça. Será que um brasileiro, playboy e formado em escola particular( mesmo os da pública) iria? Que venham os irmãos cubanos.

  8. sex, 17/05/2013 - 20:36
    Frederico

    A imigração é a mola da História.

    Viva Cuba libre!

    Quero ver Cuba lançar seus médicos para ajudar!

    Claro, preserve-se o princípio

    “Primo non nocere”
    (antes de mais nada, não faça mal)

  9. sex, 17/05/2013 - 13:01
    alteclinio martins

    Minha cunhada trabalhou durante vários anos no Hospital da Posse em Nova Iguaçu – RJ. O que ela relatava é que muitos médicos faziam concurso para este hospital e em pouco tem conseguiam transferência para o Hospital Federal da Lagoa, em Ipanema. Logicamente os apadrinhados políticos. Sobre esta e outras questões o CFM não quer discutir. Por exemplo os erros médicos que cresce incessantemente.
    Que tal obrigarem os médicos a cumprirem “quarentenas” no atendimento aos pacientes carentes nos hospitais públicos, quando grande parte estudou faculdades públicas? Custeadas por toda a sociedade.
    Espero que os médicos sejam menos corporativos e mercenários e mais humanitários.

  10. [...] Pedro Porfírio: Por que os médicos cubanos assustam [...]

  11. qua, 15/05/2013 - 10:35
    LUÍSA

    Eu penso que os médicos não vão para o interior pois não têm condições favoráreis de trabalho. Os aprovados nos concursos de juízes vão para os rincões, pq os médicos não vão? Por que são melhores? Não, porque não têm condições de trabalho e salários dignos, não têm plano de carreira. Aliás a condições dos médicos no nosso país fica mais precária a cada dia. Viram escravos dos planos de saúde ou trabalham no sistema públio sem condições e salários dignos. Digo isso de cadeira, colegas. Meu marido é médico, meu sogro, minha irmã, meu cunhado… os planos de sáude têm realizado uma verdadeira caça aos médicos. Aprovam as cirurgias, os médicos operam, e depois eles glosam (recusam) o pagamento, dizendo que o procedimento solicitado não foi adequado de alguma maneira.Os planos de saúde não reajustam os honorários médicos há mais de 10 anos. Sim, 10 anos! O que os médicos ganham hoje é o mesmo que ganhavam em 2003! Difícil acreditar… E como existem muita demanda, se os médicos reclamam, os planos de saúde simplesmente os descredenciam. A situação é muito difícil e os profissionais ficam de mãos atadas. Meu cunhado é cirurgião de mão e trabalha no sistema público e privado. O sistema público está tão sobrecarregado que ele tem ido operar no sábado, que nem é plantão dele, para dar conta. Ele não ganha mais por isso e ainda tem que dar um ‘troco’ para os enfermeiros assistirem o procedimento, senão nem equipe ele tem. A situação é MUITO difícil e coloca em risco a saúde de todos nós. Por isso sou CONTRA a contratação de médicos estrangeiros, seja lá de onde forem. O correto é que o estado dê condições de trabalho aos médicos daqui, e não contratem médicos de fora, que se submeterão a quaisquer condições de trabalho só para saírem do seus países de origem. Em qualquer lugar do mundo os médicos estrangeiros têm que passar por vários cursos e provas para serem contratados (nos EUA, p. ex, têm que estudar mais 5 a 10 anos), por que aqui tem que ser diferente? Para sair mais barato para o bolso do governo, ainda que a saúde da população é que pague o preço. A nossa luta tem que ser pela melhoria das condições de trabalho dos profissionais de saúde que existem aqui, e não pela contratação de outros profissionais, que se submeterão às condições atuais por simples falta de opção.

  12. ter, 14/05/2013 - 9:01
    Jose Mario HRP

    Eles comem criancinha, chupam o sangue de nosso pescoço e vão fazer com que quem tem dois imóveis fique só com um, é o comunismo, BUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!!!!

    https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc6/249035_473145986089235_350580450_n.jpg

  13. ter, 14/05/2013 - 6:42
    De Paula

    Concordo que venham, desde que apos serem avaliados pelo órgão competente no Pais e encaminhamento às nossas áreas mais carentes de serviço médico.

  14. Que os médicos cubano venham logo só assim acaba com esta banca destes nossos Brasileiros:Precisa acabar com esta mamadas alguns deles trabalham para o governo e no proprio espaço publico atende particular.Ai mesmo em Fortaleza por exemplo no lado da santa casa eles trabalham na santa casa e ao lado tem seu consultorio médico atendendo particular,muitas das vezes usando até os equipamentos do governo nos serviços particulares.

  15. seg, 13/05/2013 - 13:14
    Malvina Cruela

    o grande temor da vinda dos médicos cubanos é que depois de conclua que o problema com a saúde no Brasil são..os médicos brasileiros e sua mentalidade de casa grande e senzala.

  16. seg, 13/05/2013 - 13:14
    jose marcos

    Esta resposta é para o comentário do SR João Victor Bittencourt.

    Com todo respeito Sr João, idiotice foi o seu comentário:…” 10.000 médicos cubanos não farão TANTA diferença…” Este TANTA pode corresponder a quantas vidas salvas??? se numa hipótese absurda for só UMA já terá valido a pena!!!! Porém para grande parte dos nossos médicos as vidas de pessoas humildes não valem nada.

  17. seg, 13/05/2013 - 11:58
    joão

    Enquanto boa parte dos médicos brasileiros brigam, para a não vinda dos médicos cubanos para trabalhar no Brasil, pacientes aguardam nas filas nas mais distantes cidades e mesmo nas periferias dos grandes centros, o médico que muitas vezes nem aparecem. Nos postos de saúde nem olham para cara do paciente, somos mau atendidos não só pelos médicos como também por outros funcionários que acham que estão nos fazendo um favor. Ai se algum paciente reclamar do atendimento, não faltará segurança de plantão para botar o paciente para fora do posto.

  18. seg, 13/05/2013 - 11:57
    leia

    Alguns desinformados e de pouquíssimo conhecimento vem dar palpites, ou por maldade, ou por ingenuidade ou por sadismo mesmo. Os médico cubanos que chegaräo , se Deus quiser e ele quer, iräo dar atendimentos em Unidades Básicas de Saúde, em comunidades na zona rural muito distantes de centros, em pequeninas cidades ou bairros de periferia de grandes centros nos estados com problemas da falta de médicos.
    Entäo vou explicar:Imagine voce, morando numa regiäo distante de um hospital, voce ou alguem da sua familia tem um problema de diarréia, resfriado,uma dor de cabeca, uma coceira, dor de olho, conjuntivite, caxumba, hanseníase, inflamacäo de garganta, esses säo os problemas mais comun na populacäo mais pobre. Entäo voce tem que procurar o atendimento em muitos casos 50 km 100 km de distancia da sua casa, muita dessa gente näo possui carro, väo de onibus, ocupa um horário de um atendimento em um hospital, volta para casa,em determinado caso o médico pede um retorno e imagina a dificuldade desses pacientes. Caso ele tenha o atendimento numa unidade de sáude, a vida desse cidadäo fica bem mais fácil. Alem do mais, as Unidades de Saúde serve para prevencäo, o que evita o aparecimento de muitas doencas, sendo assim os usuário teräo uma melhor qualidade de vida. Pense nisso, se cada um dos contras a este médicos ,por o cérebro para funcionar e encher o coracäo de amor e fraternidade, teremos um Brasil melhor , mais humano com menos sofrimento com menas violencia. Vamos todos dar as mäos por que só assim pederemos ser mais feliz.

    • dom, 23/06/2013 - 18:22
      Palestina Livre

      Concordo plenamente. Hoje, um médico pra receitar um Luftal pede uma batelada de exames. É claro que trabalham em “sociedade”com os laboratórios.Ridículo.
      Quero fazer uma ressalva: existem exceções, é claro.

  19. [...] (***) http://www.viomundo.com.br/politica/pedro-porfirio-por-que-os-medicos-cubanos-assustam.html (Inúmeros dados e verdades sobre a medicina de Cuba, e sobre a política de Cuba de exportar médicos para ajudas sociais. Além disso, dados de distribuição do acesso à medicina no Brasil) [...]

  20. seg, 13/05/2013 - 10:19
    Alencar

    Posso testemunhar. A Associação a que estou filiado contratou uma médica cubana para atendimento aos associados. Recebe mais de dez pacientes por dia, com consulta de uma hora cada. Às vezes, sacrifica o almoço para casos que exigem maior atenção. Parece estar sempre atualizada. Pratica com êxito a medicina preventiva. Vários colegas aposentados puderam ser submetidos a revascularização antes que o pior acontecesse. No meu caso, depois de procedimento, por médico brasileiro, que teve como sequela anemia profunda, recebi alta com a indicação de apenas tomar sulfato ferroso. A médica cubana, entretanto, vendo a gravidade, iniciou tratamento intensivo com medicamentos, alimentação balanceada e controle semanal de contagem de hemoglobina. Afirmo, com certeza, que devo minha vida a ela. É somente um exemplo, mas que pode contribuir para contrapor ao preconceito que ronda por aí.

    • seg, 13/05/2013 - 11:12
      JOSE NETO

      No documentátio “SICKO SOS SAUDE” o irreverente cineasta Michael Moore apresenta a sua epopéia de andarilho em busca de serviços de saúde nos EUA para americanos, pessoas necessitadas, inclusive heróis ex bombeiros que salvaram vidas na queda do WTC abandonados a propria sorte. Depois de muito andar ele encontra solução para o enfermos em CUBA. Tratamento de primeira e gratuito!! Os ideólogos do CFM parecem interessados em adotar o modelo mercantilista de saúde praticado nos EUA!!! Eu tenho plano de saúde privado considerado de boa qualidade e tenho tido dificuldades sérias de encontrar serviço médico minimamente satisfatório, mesmo pagando preços de mercado!!!

  21. seg, 13/05/2013 - 9:57
    Julio Silveira

    As alegações do CFM são ridiculas, só se prestam a dar uma satisfação corporativa a seus associados. O cidadão que não tem nada com isso, principalmente os mais pobres evidentemente devem estar a favor da iniciativa do governo. Essa turma do CFM é tão autista que sequer sabem a realidade dos grotões onde as pessoas que não tem médicos se viram até com curandeiros. Mas o medo dessa turma não é a vinda dos médicos cubanos para o interior, é deles virem competir nas cidades, no seu bolsão de riqueza.

  22. seg, 13/05/2013 - 9:32

    o medico ai que reclamou da tabela exorbitante do SUS nao foi para o interior ou sertao para la ganhar 18 ou 20k, foi? Isso ai da sete ou oito tabelas somadas. Fora a economia de menor custo de vida.
    Entao que ele desapoie, desapoie, no mimimo, suas entidades de classe.

  23. seg, 13/05/2013 - 7:35
    warner vanderlei

    Quanta ingenuidade. Não enxergam que estão culpando os medicos pelos males da saude publica. Sempre jogando a culpa na chamada elite, os marxistas vão aumentando seu poder. Quantos medicos passaram, fome para pagar seu curso ? Esta manobra tem a finalidade de importar tambem a revolução, fomentando a revolta no campo. Alem de medicos farão o trabalho de agentes do regime cubano. Quantos hospitais poderiam ser equipados em nossos rincoes se o governo quisesse trabalhar realmente.

    • ter, 14/05/2013 - 10:10
      Nelson

      O governo do Tocantins, que importou médicos cubanos em 2005, como informa o texto, era do DEM, meu caro Vanderlei.
      Areje a tua cabeça. Elimine dela o que tem de propaganda ideológica contrária a Cuba – propaganda repetida à exaustão, a todo momento, pelo aparato midiático – e você passará a ver a realidade das coisas.

  24. seg, 13/05/2013 - 1:44
    Francisco

    Medicos formados em instituições públicas que recebem bolsa devem sim trabalhar onde forem designados pela necessidade pública por um tempo igual ao da duração docurso.

    Minha única discordância é que isso deveria ser aplicado a TODAS as pessoas que se formam em instituição pública e recebem bolsa.

    Engenheiros, professores, advogados, etc.

    Naturalmente, essas pessoas devem, se bem avaliadas nesse seu estágio, ter imensa vantagem em concursos públicos.

    O medo do recurso aos cubanos e ademonstração patente de que privatoizar piora tudo: educação (que não forma médicos humanos e tecnicamente bons) e nem plano de saúde (esta praga).

  25. dom, 12/05/2013 - 23:25
    Odda

    Interessante: Os médicos brasileiros ( não todos), não querem trabalhar longe dos grandes centros e não aceitam que os cubanos venham para atender exatamente onde ninguém quer ir. Vá ser capitalista assim na PQR.

    • seg, 13/05/2013 - 3:40
      renato

      Existe uma diferença brutal aqui.
      E você pegou uma fatia dela.
      É obvio que o Capitalismo é uma braço
      forte do pensamento de direita, ou seja
      do estado minimo.
      Estado pequeno eles podem cuidar?
      Com os médicos Cubanos no Brasil,vem
      também e além a ideologia do médico, aquele
      que cumpre com seus ideais.
      Nasce aí, um novo paradigma:
      Consulte com um MÉDICO de VERDADE!

  26. dom, 12/05/2013 - 23:00
    JOTACE

    Caro Gedson,seus ouvidos são decerto muito apurados, mas não é isso o que desejam todos aqueles que estão desconcertados,inclusive muitos prefeitos brasileiros, face à atitude mercenária e antiética do CFM. Nenhuma razão de fato pode ser alegada para que seja mantida a indignidade da exclusão da assistência médica à maior parte da população rural como tem acontecido ao longo do tempo sem que o CFM jamais tenha se preocupado com o assunto. Há, com efeito, um grande vazio o qual necessita ser preenchido urgentemente e é injustificável que o CFM não reconheça a necessidade disso e esteja a criar obstáculos. Tal atitude, com vezos de hipocrisia, e de servilismo a empresas de seguros, grandes laboratórios e fabricantes de equipamentos, deveria envergonhar os dirigentes da entidade e a uma parte alienada da nossa classe médica. Só pra citar um exemplo, os níveis a que chegaram os casos de hanseníase no Brasil. Nosso país, é o segundo do mundo com maior número de ocorrências que, segundo a OMS, atingiram no Brasil o número de 34 mil novos casos em 2011. A Índia, no primeiro lugar, teve 127 mil, porcentual mais baixo do que o brasileiro uma vez que a população daquele país é da ordem de cinco vezes maior. O Coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Artur Custódio, considera alarmante a situação do Brasil, uma vez que há uma ocorrência muita alta não só em adolescentes menores de 15 anos, mas também em crianças, geralmente não tão sujeitas à doença quanto os adultos. O número oficial desses casos para 2012 (Ministério da Saúde) foi de 1936, que é maior do que a soma de todos os casos do resto dos países americanos juntos com os da África e Europa… Segundo ele “hanseníase em criança significa adulto sem tratamento, significa demanda oculta (casos que não entram nas estatísticas)”. Há que se fazer uma campanha em todo o Brasil para sustar os objetivos do CFM que é a de continuar a obstacular a vinda dos médicos cubanos. Esta está prevista, aliás, se dar em número extremamente reduzido e que deveria realmente ser aumentado face à enorme dificuldade de acesso em muitas áreas do país e a amplitude do seu território. Tão grande quanto a mesquinhez do CFM e do desprezo com que tem encarado a saúde pública para a sempre excluída e sofrida população rural.

  27. dom, 12/05/2013 - 22:41
    Euler

    No caso da saúde pública, já que os governos se dispõem a pagar bons salários, e mesmo assim os médicos brasileiros se recusam a se transferir para as cidades do interior, ou para as áreas mais carentes, não há o que se discutir: que venham os médicos cubanos. Eles não vão “disputar mercado” com os médicos brasileiros, pois atuarão em locais onde os daqui se recusam.

    Concordo que a falta de equipamentos e de estrutura adequada seja um fator que prejudica uma assistência mais eficiente. Mas, entre a falta total de médicos e de equipamentos, e a disposição dos cubanos em atuar nas comunidades pobres, mesmo sem as condições mais apropriadas, eu fico com a segunda opção. Acredito que eles podem salvar muitas vidas; e ao mesmo tempo, isso pode aumentar a pressão para que os governos invistam mais e melhor na saúde pública.

    Até o momento, a saúde e a educação têm sido cada vez mais tratadas com práticas privatistas, neoliberais. Quem sabe a vinda dos cubanos não represente uma mudança de paradigma, como sugere o autor do texto?

  28. dom, 12/05/2013 - 22:06
    Luís Carlos

    Concordo completamente com a iniciativa do Governo Federal. Tem só um ponto que discordo. Seis mil é pouco. Teriam que logo uns 20 mil médicos cubanos. Livre mercado nos olhos dos outros é bom não CFM? Vocês querem mesmo é reserva de mercado.

  29. dom, 12/05/2013 - 21:26
    Mineirim

    Há quem diga que os 6.000 médicos cubanos não fazem diferença e que não fariam se fossem também 10.000 ou até 20000. Ora, pode não fazer para quem escreveu tamanha bobagem. Já perguntaram para as populações carentes que serão beneficiadas por estes atendimentos se isso fará diferença para elas? Eu acho que sim. Se vier 1 só médico que esteja disposto (e eles são dispostos) a enfrentar as adversidades que os nossos nem pensam em enfrentar (aliás, recusam-nas peremptoriamente) já fará diferença. Quem for atendido por este médico sentirá a diferença, sim!

  30. dom, 12/05/2013 - 20:04
    pereira

    Aqui na minha pequena São Gabriel-BA, serão bem vindo, aqui já a uma filha da terra que se formou em Cuba validou seu diploma, e é a medica mais procurada no posto de saúde e hospital.

  31. dom, 12/05/2013 - 19:52
    Luís Carlos

    Algumas pessoas realmente acreditam que para fazer medicina tem que ter em todas cidades equipamentos de última geração que custam milhões de reais, como se fosse possível tal custo absurdo para a municipalidade brasileira. Absurdo. Isso se fundamenta no primarismo da lógica mercantilista aplicada à saúde. Tecnologia não é sinônimo de resolutividade, pelo contrário, o SUS gasta milhões em exames por ano sem a menor eficiência e resolutividade, pois médicos pedem sem fundamento e por puro despreparo milhares de exames de imagem de alta complexidade sem sequer fazer a devida avaliação clínica. Muitos médicos brasileiros sequer olham para seus pacientes da rede pública e já prescrevem seus remédios com nomes de marca e exames sem fundamentação técnica. Má formação acadêmica aliada a demanda de mercado versus demanda social.
    Fraudes recorrentes são perpetradas contra o SUS por médicos que atuam fundamentados na lógica de mercado e sua sanha lucrativa ou ainda cobram covarde e criminosamente de cidadãos para serem atendidos no SUS, e que pagam inclusive com seus bens de subsistência, como vacas para o leite, galinhas ou ainda sacos de feijão ou milho. Enquanto são explorados por médicos mercenários para, desesperados, tentarem salvar seus entes queridos. Médicos fazem fortunas em pequenas cidades brasileiras e se tornam prefeitos, deputados, etc, impondo o medo e subjugando a população. O coronelismo médico galopa pelo interior do país. Uma das maiores banacadas na Câmara Federal é de médicos. Porque será?
    As entidades médicas legitimam agressões a cidadãos calando diante delas e se omitindo de processar médicos. Mulheres são aviltadas em seu direito de escolher fazer parto normal porque médicos amedontram, aterrorizam mulheres simplesmente porque querem fazer o parto rapidamente e ganhar mais dinheiro. Muitas mulheres sãos vítimas de agressão verbal e mesmo física durante o parto por médicos que as desrespeitam com frases do tipo “para fazer o filho foi rápido para ganhar demora”‘ entre outras violências. Estas situações estão relatadas por centenas, milhares de mulheres em pesquisa de satisfação feita pela Ouvidoria do MS. Médicos brasileiros não cumprem carga horária de forma vergonhosa para atender em seus consultórios privados em horário que deveriam estar atendendo em unidades públicas de saúde, e os conselhos médicos fingem que não sabem. Corrupção pura!
    Os médicos cubanos e de outras nacionalidades serão muito benvindos pelo descaso e desprezo das entidades médicas pela população brasileira. As entidades médicas querem apoio de quem desprezam, exploram e humilham diariamente? Não terão. Esse projeto do governo federal terá igual caráter libertador das oligarquias e coronelismo como o bolsa família ou o Luz pra Todos.
    O governo Dilma acerta ao enfrentar o corporativismo médico e seu elitismo. Este é um enfrentamento estratégico para mudarmos a correlação de forças no país e destravarmos o desenvolvimento com sustentabilidade nacional. O conservadorismo da classe médica joga a favor do capital contra os interesses populares.

  32. dom, 12/05/2013 - 17:11
    marcosomag

    Os médicos brasileiros de hoje têm introjetada a lógica neoliberal na medicina: não promover a saúde para lucrar com a doença. A lamentável nota do CFM apenas mostra que suas lideranças já rezam na cartilha neoliberal. Uma lástima!

    Bons tempos eram aqueles nos quais médicos faziam residência compulsórios nos grotões, através do velho Projeto Rondon!

    Espero que o projeto do Senador Cristovam Buarque seja aprovado pois os médicos e médicas estudam com o dinheiro que os trabalhadores deste país pagam em impostos ao comprarem víveres. Têm sim, dívida para com eles; e devem pagar esta dívida até o último centavo!

  33. dom, 12/05/2013 - 17:09
    Lair

    Fico espantado com o número de comentários contrários à vinda de médicos cubanos.

    Muitos argumentos são: não há equipamentos, não há infra-estrutura no Brasil, falta remédio, etc.

    Isso demonstra 2 coisas:
    1) os autores desses comentários sequer leram o artigo;
    2) os autores desses comentários não sabem o que é “medicina preventiva”.

    Espero que nenhum deles seja médico.

    Se for, que tenha seu registro cassado por incompetência e ignorância.

    • dom, 12/05/2013 - 17:57
      Japão

      Meu amigo. Hoje não existe medicina sem o uso de tecnologias, ao menos as mais básicas (exames laboratoriais, radiografia). Não usar essas ferramentas, quando indicado, é uma regressão e até considerado um erro médico! É direito do povo ter disponíveis tais exames.
      E pq somente as comunidades mais carentes serão atendidas pelos Cubanos? Quero que tu e nossos governantes tbm sejam!

      • dom, 12/05/2013 - 21:32
        Jonas Aguiar

        Japão,

        A finalidade da vinda dos médicos cubanos é prestar atendimento nas localidades onde médicos brasileiros não querem trabalhar. Recentemente vi uma reportagem em um jornal da RBS, que está longe de ser uma empresa apoiadora do governo, muito pelo contrário, onde era mostrado que em muitas cidades do interior do Rio Grande do Sul (imagina no norte, nordeste ou centro-oeste), mesmo oferecendo salários que variavam de oito a vinte mil reais, por quarenta e quatro horas de trabalho semanais, as prefeituras não conseguem médicos para preencher os cargos. Semana passada, o Hospital São Francisco, em São José do Norte, no litoral do RS, cidade que está para receber um estaleiro que ira gerar milhares de empregos, (e ao lado de Rio Grande, cidade sede do polo naval gaúcho, e próxima de Pelotas, cidades que tem hospitais de referência, escolas de medicina e juntas, uma população de mais de 600 mil pessoas, com expectativa de chegarem a mais de 1 milhão, nos próximos anos)teve que fechar sua maternidade por falta de pediatras. Que venham os médicos cubanos sim, pois a população das pequenas cidades está abandonada pelos médicos brasileiros que não sabem fazer atendimento preventivo!!!

      • seg, 13/05/2013 - 22:59
        Lair

        Espero um dia ser atendido pelos médicos cubanos.

        “Em determinados casos, apenas a adoção de hábitos simples de higiene, como lavar as mãos e escovar os dentes com frequência trazem ganhos significativos de saúde para o cidadão.”

        http://www.brasil.gov.br/sobre/saude/cuidados-e-prevencao/medicina-preventiva

        Onde está a tecnologia para ensinar uma pessoa a lavar as mãos? Ou você acha que todo mundo sabe da importância de lavar a mãos?

        “Ahhh, falta sabonete…”, diriam os céticos acostumados a shoping centers e supermercados.

        Fazer sabão em casa é muito fácil, mesmo em cidades pequenas.

        Insisto: muitos não sabem o que é medicina preventiva. Há vários comentários aí em cima, com exemplos, que explicam muito bem esse ponto.

      • ter, 14/05/2013 - 11:28
        Nelson

        Conta prá nós, meu caro Japão. Baseado em que você afirma assim, de forma tão taxativa, que “Hoje não existe medicina sem o uso de tecnologias, ao menos as mais básicas (exames laboratoriais, radiografia)” e “Não usar essas ferramentas, quando indicado, é uma regressão e até considerado um erro médico!”?

        Acorda. Você tem que dar-se conta do absurdo que está cometendo ao desconsiderar centenas de anos em que os médicos não tinham acesso a essas tais tecnologias e, mesmo assim, cuidavam das pessoas.

        É direito do povo ter disponíveis tais exames.
        E pq somente as comunidades mais carentes serão atendidas pelos Cubanos? Quero que tu e nossos governantes tbm sejam!

    • dom, 12/05/2013 - 18:15
      leia

      Lair foi postado no face. Sabe o que acontece ? uma pessoa com conhecimento do assunto mas contrário à vinda dos médicos, ela monta um post ou um texto até muito mal escrito, e os desinformados saem compartilhando. Isso que me revolta, eu conheco pessoas usuária do sistema SUS compartilhando . Eu tenho tentado explicar, postando texto dos blogs e tambem enviando por e.mail para o maior numero de pessoas, mas sei que muitos leem e näo conseguem interpretar.

      • seg, 13/05/2013 - 23:02
        Lair

        Obrigado. Concordo com você: tem certas coisas que nem adianta explicar. O povo se tranca em suas posições e não consegue nem pesar os prós e os contras.

  34. dom, 12/05/2013 - 17:08
    JOTACE

    Simplesmente irretorquível o artigo de Pedro Porfírio pela qualidade das informações, confirmadas pelos números e, em muito boa hora, reproduzido pelo Viomundo. O texto é tão importante que mereceria que cada um de nós o redirecionasse para nossos amigos assim como para todos os órgãos que congregam os estudantes de Medicina no país. Há que reagir contra a atitude no mínimo suspeita do Conselho Federal de Medicina que, ao invés de apoiá-la, tenta obstruir a vinda dos médicos cubanos a fim de prestarem seus serviços nos rincões brasileiros. A postura do CFM não é somente antipatriótica ao favorecer o sistema que privilegia os grandes laboratórios e indústrias de equipamentos, a manutenção de um sistema de ensino que prejudica aos seus alunos e implica imensos gastos com verbas públicas. É antes de tudo antiética nas suas fingidas preocupações quanto à capacidade da medicina cubana, pondo de lado a necessidade de atendimento efetivo e urgente da extremamente desassistida população rural brasileira.

    • dom, 12/05/2013 - 18:49
      gedson

      Escutei de um prefeito do interior de tocantins:
      Com a vinda dos cubanos; vou mandar embora o medico brasileiro e pagarei metade pro cubano.

      • dom, 23/06/2013 - 19:15
        Joao

        É isso mesmo que a turma(políticos) tá querendo.Pagar pouco pra sobrar um troco pra colocar no bolso.Passei três meses sem receber meu salário e saí do emprego.Não existe segurança alguma de recebimento dos proventos.Temos quase 400 mil médicos e o que falta é uma carreira de estado para levá-los aos confins do país.Existem juízes oriundos de São Paulo trabalhando no norte do Brasil e por que não existem médicos nesta região?

  35. dom, 12/05/2013 - 13:30
    Eduardo Oliveira

    No modelo atual da atuação médica,os brasileiros do presente e do porvir ficam vulneráveis a falta de assistência a saúde preconizada pela OMS. O Conselho federal de medicina ganha tons mercenários e envergonha a nação brasileira mas, ainda assim, ele tem que se submeter a nossa constituição Federal. Chega de abusos e concentrações de poder.

  36. dom, 12/05/2013 - 12:16
    hc

    O que se pode falar de planos particulares se, em cidades de pequeno e médio porte, a criações de UPAs criam verdadeiras mobilizações politicas, contrárias. Na verdade a filosofia que empregão é extrair a saúde do povo até a ultima gota. As instituições de saúde hoje são verdadeiros vampiros.

  37. dom, 12/05/2013 - 12:13
    Fabio Passos

    O PiG considera seus leitores imbecis…

    Ate estadunidenses esclarecidos tem inveja de Cuba e de seus medicos.
    Esta e do saudoso Gore Vidal… para trazer alguma luz aos idiotizados pela revista veja:

    “Gore Vidal ataca EUA: Sou patriota, mas tenho inveja de Cuba”
    http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=13236

    ” Você está há vários dias em Havana. Cuba é a ilha satânica que a imprensa e os políticos mostram aos americanos?

    Estás louca? Não! Dizem sempre que os cubanos detestam estar aqui. Que todos morrem de fome. Inventam essas mentiras de que os hospitais são terríveis e que ninguém cuida deles. Que os cubanos que adoecem vão à clínica Mayo, nos Estados Unidos. Não há mentira que nosso governo não nos conte quando fala de Cuba.

    Nos Estados Unidos, a mentira é o idioma livre da nação. Sabes por que vou à televisão? Porque sinto que haverá alguém que me veja e me escute, e a quem eu possa falar sobre o que vi, sem intermediários tendenciosos. Posso falar-lhes, por exemplo, dos maravilhosos planos médicos de Cuba. Visitei uma escola de medicina, que se dedica a preparar médicos de muitos países para que ofereçam serviços comunitários aos pobres, algo que o sistema americano odeia. A medicina nos Estados Unidos é preparada para agarrar todo o dinheiro que possa e fugir para o Tahiti, ou a outro lugar de férias, e esquecer das pessoas que sofrem.

    Estive conversando com oito ou nove pessoas de Nova York e Massachussets, que estudam medicina em Cuba. Perguntei-lhe se a preparação que recebiam era tão boa como me haviam dito, e me responderam que sim, que é melhor que qualquer outra que pudessem alcançar nos Estados Unidos. Por que não fazemos, nós próprios, o mesmo por nossa gente e pela saúde dos outros povos? Os médicos cubanos estão nos lugares mais remotos, da África até a selva amazônica. Somente se restaurarmos a Constituição poderemos ter um país com aspirações e êxitos como os de Cuba. Não acredite que, como americano, eu não sinta inveja do que vi em Cuba. Sou um grande patriota e tenho inveja.”

  38. dom, 12/05/2013 - 12:03
    Fabio Passos

    Os medicos cubanos vem para ajudar milhoes de brasileiros carentes que nao tem acesso a atendimento digno de saude.
    A “elite” branca e rica, que pode pagar por atendimento, nao suporta a ideia que pobres recebam cuidados e atencao medica.

    O que merece esta “elite” branca, rica e crapula, que tenta negar atendimento de saude ao povo?

  39. dom, 12/05/2013 - 11:59
    Daniel

    Isso tem a mesma lógica atribuída ao fato de que contratar cozinheiros é a solução para se acabar com a fome no Brasil.
    O trabalho médico no interior é extremamente pobre em equipamentos, se na capital falta fio de sutura, o q dizer nas regiões mais interioranas? acho q todos já devem ter ouvido histórias verídicas e lamentáveis das condições de trabalho nessas regiões, o que é incompatível com um país com a importância econômica que o Brasil tem.
    sou estudante de medicina e OS CUBANOS NÃO ME DÃO MEDO, E SIM O GOVERNO.

    • dom, 12/05/2013 - 14:58
      wander frota

      Ah, é? Então, ao te graduares em medicina, vai pro interior do país ver o q é bom pra tosse, vai! Tu não fazes ideia do q é medicina preventiva, não, hein? E em medicina sanitarista, tu já ouviste falar? Sabe por q tu não ouviste falar? Pq não dá dinheiro tu te formares em medicina e ir trabalhar no interior fazendo medicina preventiva e/ou sanitarista… Qtos de tua turma estão se especializando em sanitarismo? Tu sabes por q nenhum médico hoje escolhe ser sanitarista? Vais atrás das razões disso acontecer…

      • dom, 12/05/2013 - 17:33
        Japão

        Muito te enganas Wander! Ser médico no interior dá muito dinheiro sim. Muitas vezes até mais que em algumas especialidades.
        Faço medicina em Porto Alegre e posso te dizer que tive muitas aulas em medicina de família e saúde comunitária.
        O problema é a falta de estrutura, falta de condições de fazer uma medicina digna, que é o que aprendemos na faculdade. E essa medicina digna que o povo merece, não adianta encher de cubanos se a estrutura continuar a mesma!

    • dom, 12/05/2013 - 16:52
      Xenocrates Mello

      Muito coerente seu posicionamento Daniel. Concordo contigo.

    • dom, 12/05/2013 - 20:26
      Jotage

      Se o cozinheiro for do nível do médico brasileiro ele só irá fazer “fois gras”. Como ele é cubano vamos ter angu, com certeza.

  40. dom, 12/05/2013 - 11:38
    Zanchetta

    “Os mais de 30 mil médicos espalhados pelo mundo permanecem fiéis aos compromissos sociais de quem teve todo o ensino pago pelo Estado”. Então, vamos por partes…
    a) Onde estão os familiares desses médicos? Eles acompanham o médico na sua “lide”?
    b) Quem recebe o pagamento pelo trabalho prestado? O médico ou o feitor que veio com eles?
    c) Qual o % desse pagamento é repassado para o médico no exterior? Só o suficiente para subsistência?

    Esses são o novo tipo de escravismo. É o trabalho escravo gerando superávit na balança…

  41. dom, 12/05/2013 - 11:13
    Messias Macedo

    … É muito ‘plausível’ que em mais essa requentada ‘reporcagem’ da ‘INveja [matou Caim!]‘, o leitor tomará conhecimento do seguinte enredo! [risos] Um policial aposentado do Tropa de Choque dos governos tucanos permaneceu em Cuba por longevos sete dias [entenderam o 'sete'?! (de mentiroso, óbvio!)] disfarçado de baiana do acarajé, e vendendo os quitutes no saguão de entrada da Faculdade Nacional de Medicina e Saúde Pública de Havana – ‘no pando de fundo’ do tacho das iguarias, a foto de ACMalvadeza sobreposta à de Fidel Castro [haja risos!]… De volta ao Palácio dos Bandeirantes, o diligente agente secreto entrega o relatório ao ‘Monsenhor’(!?) José (S)erra. O documento ultrassecreto – a ser despachado para os Civitas – relata que os estudantes de medicina em Cuba ao invés de estudarem anatomia, histologia, patologia, propedêutica… Estudam ‘O Capital’ – na versão original em alemão (cruz credo!); técnicas cirúrgicas enquanto procedimentos lesivos aos inimigos capitalistas; técnicas de balística; maneiras ‘capitais’ de jejuar nas selvas alheias;… Enfim, boa leitura!…
    Lá isso é jornalismo, sô?! É o jornalismo rola-bostas da [eterna] e beócia oposição ao Brasil!…

    (… Ai que sono que deu!… E o medo dos pesadelos!…)

    República Desses Infames Bananas
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

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