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Cartas de Minas
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Paulo Moreira Leite: O extremismo dos doutores

10 de julho de 2013 às 10h17

O extremismo dos doutores

por Paulo Moreira Leite, na IstoÉ

O mais equipado posto de saúde é apenas um hotel de luxo sem a presença de um médico. Uma simples garagem pode ser um consultório razoável se contar com um médico para atender quem precisa de seus serviços.

No início deste ano, centenas de prefeitos – quase a metade dos municípios do país – tiveram um encontro em Brasília com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O boletim da Frente Nacional dos Prefeitos resumiu o espírito do encontro na manchete da edição de maio:

“Prefeitos cobram do ministro da Saúde ações para a contratação de médicos estrangeiros”

Não é só. Um abaixo assinado de apoio à contratação de médicos recebeu o autógrafo de 2.500 prefeitos, que governam quase a metade das cidades brasileiras – e só não evoluiu para um número maior porque a Frente concluiu que já havia atingido um número suficiente para uma demonstração de força.

Não é surpresa, assim, que a cerimônia de lançamento do programa Mais Médicos, ocorrida no Palácio do Planalto, ontem, já tenha entrado para a história do governo Dilma Rousseff como um episódio relevante de seu mandato. O Palácio do Planalto estava cheio e em boa temperatura. Os aplausos que acompanharam diversos discursos não eram 100% ensaiados nem pura bajulação, como sempre ocorre nessas horas. Refletiam uma preocupação dos prefeitos do país, responsáveis — na ponta —  pelo funcionamento de um sistema de saúde pública conhecido por ótimas intenções mas resultados nada empolgantes. Para quem ainda não entendeu como a política funciona na vida real, ali estava a demonstração dos vasos comunicantes entre as várias esferas da administração pública, indispensáveis para que um projeto de interesse universal e alcance amplo possa dar certo. Quem rastrear a história do Bolsa Família irá descobrir que este imenso programa de distribuição de renda só deixou o plano das utopias e entrou na vida real de 12 milhões de famílias depois que foi assumido pelas prefeituras.

Este antecedente indica que o Mais Médicos pode funcionar, pois responde a uma necessidade real, mas não é garantia de nada. O apoio dos prefeitos é um ótimo ponto de partida, mas o Planalto terá de aprovar sua medida provisória no Congresso, derrotando diversos adversários do plano, tanto aqueles que respondem a razões políticas e ideológicas, como aqueles que já procuram pescar nas correntezas ainda turvas da sucessão presidencial – e tentarão criar dificuldades para o governo de qualquer maneira.

Mas a necessidade óbvia de atender à saúde da população mais pobre pode criar condições para um debate bem sucedido, capaz de deixar claro para os adversários que o desgaste pela oposição ao projeto causará um prejuízo nada compensador aos olhos da maioria do eleitorado.

Não tenho formação nem condições de entrar num debate detalhado sobre as mudanças anunciadas pelo governo, ontem. Como linha geral, elas representam uma tentativa de dar novas prioridades na formação e tratamento dos médicos brasileiros.  Além de poucos médicos em relação ao número de brasileiros, o Brasil tem médicos formados de acordo com as conveniências do mercado privado de saúde, que procura especialidades mais rentáveis e mais promissoras para suas respectivas carreiras – mas que nem sempre são aquelas que atendem às necessidades da maioria da população.

Chamado a administrar imensos recursos públicos envolvidos na formação de um médico – o cálculo é de R$ 800.000 per capta – o governo coloca-se no direito de definir para onde vai encaminhar seus doutores e suas prioridades.  Você acha errado?

Eu não acho. Em nosso sistema, os governantes são eleitos justamente para fazer isso.

O errado seria manter aquilo que está aí.

A crítica das entidades médicas ao projeto já passou de uma postura racional. O centro de suas críticas se concentra na contratação de médicos estrangeiros, o que só seria um argumento a ser ouvido a sério se nossos doutores estivessem brigando por postos de trabalho para si ou para outros profissionais – brasileiros — fora do mercado. Poderiam ser acusados de corporativismo. Mas não. Eles não querem as vagas que o governo oferece e também não querem que elas sejam ocupadas por médicos estrangeiros.

O resultado prático de sua postura é impedir que milhões de brasileiros tenham acesso ao atendimento – mesmo precário, em muitos casos – que poderiam  receber.

É uma atitude nociva, do ponto de vista social, e errada, como opção política. Eu vivia na França quando a extrema direita de Jean Marie Le Pen fez sua aparição na cena política. Seu movimento tinha um conteúdo racista e violento, mas é bom reconhecer que o discurso não excluía o estrangeiro. Dizia, apenas, que os franceses deveriam ter prioridade sobre os estrangeiros. Não se proibia argelinos nem marroquinos de ocupar empregos que os franceses não desejavam – em linhas de montagem na indústria, por exemplo – nem se queria impedir que tivessem acesso ao serviço social. A bandeira do Front National era pela preferência. Ele dizia: “os franceses em primeiro lugar.”

Nossos médicos têm uma postura mais extrema. Dizem “nunca” para os estrangeiros, exigindo que sejam aprovados num tipo de exame, Revalida, que contém dificuldades jamais oferecidas aos médicos brasileiros para formar-se no país.

O argumento de que não basta contratar médicos — é preciso investir em infraestrutura, medicamentos e outras melhorias — fala de uma questão real, mas de modo  falacioso.

Se todos esses investimentos são bem-vindos e necessários, é óbvio que não se pode resolver todos os problemas criados por um histórico de passividade e abandono como se fosse possível tirar um coelho da cartola.

É absurdo negar que a simples presença de um médico numa localidade onde não existe um único profissional de saúde já faça uma diferença decisiva, como reconhece qualquer cidadão que já andou pelo interior do país. O mais equipado posto de saúde é apenas um hotel de luxo sem a presença de um médico. Uma simples garagem pode ser um consultório razoável se contar com um médico para atender quem precisa de seus serviços.

O debate começou.

Leia também:

Entidades médicas: Medidas de Dilma na saúde representam alto risco

Luciano Martins Costa: Médicos, solidariedade de classe e consciência social

 

75 Comentários escrever comentário »

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HEBROM MÍDIAS

08/08/2017 - 23h21

O que foi falado acima é muito verdadeiro sobre os salários que são oferecidos para os médicos em concursos públicos. No estado do Maranhão por exemplo, basta ver aqui http://portalconcursosma.blogspot.com.br/2017/06/governo-do-maranhao-anuncia-concurso-para-area-da-saude-2017.html para ter uma ideia do que se está falando. Governo do Maranhão anuncia mil vagas para a área da saúde mais vá dá uma olhada nos salários para se ter uma ideia; Uma vergonha isso tudo.

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Cristiano

20/12/2016 - 15h54

Realmente a formação acadêmica não garante a educação para a cidadania. Aos invés da intolerância, deveríamos debater o Enem (www.melhoresdoenem.com) ou ainda sobre as oportunidades em concursos públicos (www.concursosempauta.com) e se manter informado sobre o que acontece no Brasil e no Mundo (www.uol.com.br).

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Ednaldo Vieira osta

24/07/2013 - 10h17

A arrogância dessa classe não tem nada se relacione com medicina.Nota-se nitidamente em seus atos um tom político partidário de oposição extrema,é só vê o cartaz na mão da mocinha que se diz médica. O revoltante é que a maioria adquiriram seus conhecimentos nas escolas de medicina pública.Essa arrogância é semelhante à do ditador:tua vida em minhas mãos.São figurinhas carimbadas, as mesmas que aparecem todos os dias nos mesmos noticiários.

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Juan Carlos Raxach: Carta de um médico cubano - Viomundo - O que você não vê na mídia

18/07/2013 - 14h36

[…] Paulo Moreira Leite: O extremismo dos doutores […]

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Dr. Rosinha: Médicos estrangeiros são bem-vindos - Viomundo - O que você não vê na mídia

17/07/2013 - 10h39

[…] Paulo Moreira Leite: O extremismo dos doutores […]

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Fátima Oliveira: Quem deve lavar as louças sujas são os governos - Viomundo - O que você não vê na mídia

16/07/2013 - 11h28

[…] Paulo Moreira Leite: O extremismo dos doutores […]

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Alécia Monteiro

14/07/2013 - 14h10

Sr Paulo Moreira Leite,

Garagem é lugar de carro, não de paciente. Tenho certeza que, quando o senhor precisa de atendimento médico, o senhor não vai para o Posto de Saúde do seu bairro. Provavelmente, deve procurar o serviço em um local que tenha qualidade similar ao sistema de saúde francês (do qual o senhor deve ter usufruído, inclusive). Ah, e por favor, pesquise melhor os dados antes de escrevê-los em um meio de comunicação tão popular. Em algum momento, seus leitores vão perceber que o seu discurso sim é falacioso (irônico acusar os médicos de algo que o senhor parece gostar) e que faz uso de informações falsas.

Atenciosamente.

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Flávia

12/07/2013 - 01h10

Vc nao merece meu tempo mas achei essa frase perfeita para demostrar o q pensei do seu texto e foi vc q escreveu ;D
“Não tenho formação nem condições de entrar num debate detalhado sobre as mudanças anunciadas pelo governo, ontem. ”
Meus colegas já falaram quase tudo.. mas só posso te garantir uma coisa vc nao sabe de nada!

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FrancoAtirador

11/07/2013 - 18h09

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    Ednaldo Vieira osta

    24/07/2013 - 10h48

    Presidente Lula,cuidado extremo quando frequentar esses hospitais de São Paulo,a coisa não é médica,é política e é com você.Não espere ética nessa gente!!1

De Paula

11/07/2013 - 17h23

Pela mensagem contida no cartás exibido pela madama, trata-se de uma proctologista que detesta sujar o próprio dedo.

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José Roberto Reis

11/07/2013 - 16h22

Esses médicos estão passando dos limites! Cada vez mais arrogantes, talvez como uma forma saudosista de compensar sua antiga condição de profissionais liberais, elites bem remuneradas com prestígio e status de “classe dominante” e sua atual situação de assalariados dos planos de saúde ou de clinicas e hospitais privados que atuam como qualquer mercearia em busca de lucro. São trabalhadores importantes, que deviam se valorizar como profissionais comprometidos com a saúde coletiva e dispostos a mudar a realidade da saúde no Brasil, se identificando com uma agenda progressista de transformações sociais em consonância com o SUS, tal como foi pensado pelos valorosos médicos reforma sanitária. No entanto se portam como reacionários, corporativistas empedernidos, fechados em seus interesses mercantis como se tivessem se formado com esse único objetivo. Ademais querem se se impor através de uma Ato médico discricionário, se opondo conservadoramente a vinda de médicos estrangeiros ou a qualquer mudança sob o argumento falacioso de que é preciso criar condições ótimas para irem para o interior ou qualquer coisa que o valha, mas não apresentam nenhuma proposta para enfrentar o problema. Só resmungam contra e ficam se afagando uns nos outros. A saída é democratizar radicalmente a entrada de estudantes nos cursos de medicina, pois enquanto continuar esse acesso elitista, esse quadro não mudará, pois a falta de compromisso e o individualismo dos filhos da riqueza brasileira que se formam como médicos é incontornável. Tempos ruins esses que vivemos…(claro que aqui eu generalizo e cometo injustiças pois individualmente é claro que há valiosos e dedicadíssimos médicos, mas argumento a partir do quadro geral que se observa nas manifestações das entidades corporativas dos médicos)

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Gildásio

11/07/2013 - 16h22

“Como 6 médicos derrubam 6.000… Cubanos”
Juliana Mynssen*

Hoje quase bati meu carro. Na curva próximo a entrada do hospital do plantão. A BandNews anunciava o acordo do governo petista de Dilma, a feia, para a importação de 6.000 médicos para os locais insólitos do País. Porque falta médico….. Porque falta….
Às 6 horas da noite chegava no hospital. Mas o meu plantão só começa às 8…
Estava fugindo do engarrafamento mais cedo quando uma amiga mandou uma mensagem: “o plantão está fogo. Estava entrando numa apendicite e chegou um baleado”. E lá foi a Ju atrás de sangue. Ok. O mais sensíveis não podem mais ler.
“Como se opera um baleado de abdome e perna no SUS?” Lições para …a vida (?.)
Falta sangue. Hoje não tinha nenhuma bolsa de sangue no hospital. Nenhuma.
Falta ortopedista. O estado passa por uma grande crise de contratação – há médicos – mas falta a burocracia para estabelecer contratos de emprego. E falta dinheiro para concursos públicos com salários dignos. E aí, estão em casa… Esperando resolver.
E aí o chefe da ortopedia veio de casa para operar o paciente.
Faltam fios cirúrgicos. Falta antibiótico. Falta vaga no CTI. E o centro cirúrgico vira pós-operatório, cheio de pacientes aguardando uma vaga no CTI…
E aí, eu estava esperando a circulante de sala voltar com material, cirurgia parada, e reclamei (aahh como reclamo!) que faltavam mais circulantes na sala com um paciente grave!
Eram 2 anestesistas, 2 cirurgiões gerais, 01 cirurgião vascular, 01 cirurgião instrumentando (é, grande parte do SUS não paga por instrumentadoras, então o médico faz esse outro papel), 01 ortopedista no lado de fora e outra equipe de 02 cirurgiões na emergência.
E aí disse…. “Eu tenho 6 médicos em sala e só uma circulante para fazer tudo??” (6 e 1/2, Ortopedista é café-com-leite, né?). E quando penso em sair… “Nãooo sua louca, lá fora os outros estão pior!”
Só me resta perguntar: importaremos de Cuba também macas? Fios? Antibióticos (hiii a Anvisa…)? Enviaremos pacientes para os CTIs de lá? (Já vejo a FAB envolvida..) E sobre regras de transfundir sangue cubano por aqui? Aahh, conheço alguém na “Comissão dos Direitos Humanos” que vai adorar esse tema!
Os Castros vão fornecer o quê mais?
Falta dignidade. Falta salários. Falta gente (brasileira) capacitada e bem-formada. Vamos falar do interior? Dos locais inóspitos? Faltam estradas para ambulâncias. Falta água e saneamentos para as doenças infecto-contagiosas. Falta o povo saber ler a receita médica. Estive no Pará para treinar médicos com o ATLS. Tinham médicos lá. Mas na cidade, faltou luz e demos aula no gerador.
Revalidar o diploma de médicos estrangeiros não é o problema. Precisamos revalidar o diploma de quem rege o nosso país. Mas, como Lula nunca se importou mesmo com Educação, isso não deve ser importante.
Falta muita coisa…. Ah, se não falta. Tadinha de Cuba. Uma ilha tão pequena para resolver a carência de tanta coisa… Quando souber no que se meteu…. Haja charutos!

* É cirurgiã geral no Hospital Estadual Azevedo Lima, no Rio de Janeiro (CRM-RJ 822370).
https://www.facebook.com/juliana.mynssen/posts/10200764959622563

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    Luís Carlos

    11/07/2013 - 19h37

    Trabalha num hospital ESTADUAL de SP e fala mal do Lula e da Dilma????? Você pode até saber de cirurgia, mas nada, absolutamente nada sobre o SUS e gestão. Culpe o seu governo do Alkmim pois o Hospital é estadual, de responsabilidade dele, se é que ele não terceirizou para algum amigo ou não vendeu os leitos SUS para alguma operadora privada.

    Luís Carlos

    11/07/2013 - 19h38

    Corrigindo, não do Alkmim pois é RJ, mas do Cabral.

Julio Silveira

11/07/2013 - 12h13

Hoje, a categoria do médicos vai sendo inspirada profissionalmente pelo mercenarismo. E politicamente nos inspira serem de grande cinismo.
Argumentar que ganham mal quando contratados pelo estado soa como deboche, já que em todas os diários oficiais em que a contratação de um médico é oferecida não vemos ganhos menores que R$8.000,00, é daí para cima. Anos de escolaridade é alegada para rejeição de tão “parcos” proventos, mas e as outras categorias não menos importantes que também investem em escolaridade continuada e recebem do poder publico muito menos, como a dos próprios professores, por exemplo? Esse gritaria toda que exibem, contra a vinda de profissionais concorrentes estrangeiros que se propõe a ganhar o que o estado se propõe pagar, e bem diga-se de passagem (considerando a grande maioria das classes trabalhadoras do país), nada mais me parece que defesa da reserva de mercado, com o uso de chantagem conquistada pela vantagem da barreira classista, como essa aferição que não garante qualidade nenhuma a quem recebe atendimento médico, nesses tempos de medicina “espirita”. Fossem sinceros estaríamos com a cidadania em peso apoiando suas teses, mas não é isso que se vê. Ganhar na cidade (como um médico indignado recusando atendimento por um plano de saúde ao se achar injustiçado por “ganhar pouco de um plano de saúde”) R$1.500,00 reais (pedido a minha esposa), por uma cirurgia que pode levar no máximo 1:30h, é tripudiar das demais categorias profissionais que grande parte das vezes levam um mês para ganhar isso. É o mesmo que acreditar viver numa ilha chamada Brasil, que definitivamente não é o país chamado Brasil. Essa classe que vive no mundo da Lua, deveria, como já disse, como outras poucas classes de trabalhadores especiais, serem preferenciais nas investidas da Receita Federal.

Responder

Messias Franca de Macedo

11/07/2013 - 11h46

JATENE DEFENDE
POLÍTICA PARA MÉDICOS
Missão de um médico não é trabalhar no Sírio e brilhar na Ilustrada da Folha.
Vá aos 3 minutos e 18 segundos da isenta “reportagem” do Mau Dia Brasil para ver a sonora do Dr Adib Jatene, que tem mais autoridade moral para falar da Medicina que maioria dos Conselhos Regionais – especialmente daqueles que passavam a mão na santa cabeça do Dr Abdelmassih.
Publicado em 10/07/2013

Em http://www.conversaafiada.com.br/tv-afiada/2013/07/10/jatene-defende-politica-para-medicos/#comment-1194204

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Mardones

11/07/2013 - 11h42

Não precisa muita conversa para perceber o perfil classista e de adorador de privilégios que abunda no Brasil.

Tentar impedir que médicos venham para as cidades mais necessitadas ou ser contra o governo exigir que alunos de universidades pública trabalhe no serviço público por determinado período de tempo é, no mínimo, falta de vergonha.

É nisso que dá a política de comunicação do governo com caráter técnico.

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BEM

11/07/2013 - 11h33

E num desses hospitais de classe média se não tem plano de saude tem que ter um cheque caução do contrario estará condenado a morte.

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Pedro

11/07/2013 - 10h56

Fixação inconfessável com o dedo do Lula? Parece.

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Heloisa Villela: E você achou que era teoria de conspiração... - Viomundo - O que você não vê na mídia

11/07/2013 - 10h34

[…] Paulo Moreira Leite: O extremismo dos doutores […]

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Pedro

11/07/2013 - 10h29

Longe de mim querer ser grosseiro, mas tanta gente fala desse dedo que falta ao Lula, que dá o que pensar. Será que é alguma obsessão inconfessável?

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Evandro

11/07/2013 - 08h33

Durante as guerras que ocorreram no passado, os médicos tinham um papel muito importante para tentar salvar a vida dos soldados. Eles não tinham condições nenhuma de infra-estrutura e mais, faziam os atendimentos sob rajadas de metralhadoras. E muitas vidas foram salvas. O que quero dizer é que um médico pode fazer muito a diferença entre uma pessoa morrer ou viver num ambiente onde ele não tenha a estrutura ideal para trabalhar. O Brasil tem dois problemas gritantes na saúde: falta de médicos e falta de infra-estrutura. O ideal é que se resolvessem ambos simultaneamente. Se por algum motivo isso não é possível de acontecer, não seria justo resolver pelo menos um deles?

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    Sergio

    11/07/2013 - 11h03

    Pois é, essa postura de que só vale solução “tudo ao mesmo tempo agora” é uma grande falácia. Aliás, dizer que o problema são as condições de trabalho e não a quantidade de médicos é uma falsa dicotomia. O problema são as duas coisas e não será resolvido de uma vez só.

Monica

11/07/2013 - 03h01

Infelizmente o que se depreende lendo vários posts sobre esta questão é que existe uma grande ignorância da população dita leiga, ou seja, de quem não exerce a medicina, sobre a realidade do trabalho médico e sobre a realidade da vida da IMENSA MAIORIA de seus profissionais. Toma-se a classe médica por mafiosa, corporativista, esnobe, alienada, reacionária, sonegadora (são médicos os grandes sonegadores em nosso país????) e outros tantos outros adjetivos “elogiosos”, almofadinhas, coxinhas, até nazistas…(estou chocada!)…O incrível é que grande parte dessa construção imaginária é fomentada pelos mesmos meios de comunicação que todos por aqui adoram criticar e julgar como golpista (inclusive que eu mesma concordo) que, para acabar de denegrir a classe médica, recebe uma audiência inconteste de todos ao que parece, sem que seja dado o benefício da dúvida. Afinal, qual é o “ibope” de mostrar grandes feitos de médicos no dia a dia do nosso país, melhor mostrar os erros, muito mais dramático e chamativo que erros de qualquer outro profissional, obviamente. Condena-se toda uma classe por uma porcentagem ínfima de profissionais que não honram sua licença, assim como ocorre em TODAS as outras profissões (e com certeza em muito maior proporção).

Faltam médicos nas periferias e interior do país. Fato.

Faltam professores capacitados para educar essa mesma população. Faltam advogados para proteger essa mesma população, ignorante de seus direitos (e deveres), faltam arquitetos para auxiliarem com suas moradias, com o planejamento urbano das periferias, faltam engenheiros, faltam economistas, faltam pedagogos, faltam psicólogos para trabalharem com as mazelas da vida cotidiana dos moradores da periferia, faltam agrônomos … e por aí vai. Presidenta, sou sua eleitora, faça aos brasileiros um favor, anuncie as mesmas medidas para tantas outras profissões essenciais para uma vida minimamente decente dos brasileiros das periferias e dos grotões do nosso Brasil, o que de quebra ajudaria muitos desses brasileiros não ficarem doentes com a falta de educação decente para os seus filhos, com a falta de condições de moradia, saneamento, transporte, etc de seu entorno, com a baixa produtividade de seus cultivos, etc, etc, etc. Vamos lá colegas de outras profissões que estão se deleitando em denegrir a classe médica, venham para a periferia e para o interior. Pois eu estou inserida nela como profissional médica, bem formada em universidade pública e assim como a GRANDE MAIORIA dos meus colegas de diferentes escolas, trabalha ou já trabalhou muito tempo no SUS e para o SUS (sem contar os pelo menos 5 anos já trabalhados no internato e residência). Nós sabemos o que é lidar dia após dia com os problemas e as mazelas da vida dessas pessoas. Nós sabemos o quanto temos que trabalhar para manter um padrão bem mediano de vida. Nós sabemos ao que temos que nos submeter em termos de condição de trabalho, tanto no exercício da profissão quanto em relação ao vínculo precarizado que muitos são obrigados a aceitar para poder trabalhar. Se hoje não há mais profissionais nesse locais é por que não são criadas condições mínimas para tal. E não é porque fazemos o juramento hipocrático que devemos achar o máximo trabalhar sem condições de exercer a nossa profissão com o mínimo de decência (para nós e nossos pacientes)por salários aviltantes e sem a mínima perspectiva de carreira.

Muito mais fácil anunciar (de forma populista e oportunista) que os problemas da saúde do brasileiro serão resolvidos com a vinda de estrangeiros e colocando estagiários mal preparados para atender a população carente (afinal pobre não precisa de gente bem formada) e que as medidas humanizarão o atendimento. E que nossa asquerosa classe médica está com medo de perder seus grandes ganhos (deve ser piada) com tais medidas.

Infelizmente com esteto e caneta não se resolvem doenças relacionadas à falta de medicamento, falta de saneamento básico, falta de alimentação adequada, não se resolve os altíssimos índices de trauma por violência de todo tipo, não se resolve o problema epidêmico de saúde relacionado ao uso de drogas e principalmente de álcool …

Mas, talvez uma meninota recém saída da faculdade, seu tutor e supervisor, consigam sucesso com os prefeitos das cidades para onde irão, que para criar avanços na área da saúde desses locais deverão cobrar soluções para todo tipo de problema de gestão dos mesmos…a se conferir se a recepção desses prefeitos será tão boa quanto o início do artigo acima faz supor…

Responder

Sérgio Murilo Monteiro

11/07/2013 - 01h07

Quanta idiotice nesse artigo Paulo Moreira Leite.
Rebato alguns trechos de pura desinformação do palpiteiro:
“Não tenho formação nem condições de entrar num debate detalhado sobre as mudanças anunciadas pelo governo, ontem.” Percebe-se isso muito claramente.
“Além de poucos médicos em relação ao número de brasileiros,” Aqui só cabem dois adjetivos mal informado ou mal caráter, pois não é isso o que mostra o censo do IBGE já amplamente divulgado na imprensa e nas redes em virtude do tema.
“O centro de suas críticas se concentra na contratação de médicos estrangeiros,”
“Eles não querem as vagas que o governo oferece e também não querem que elas sejam ocupadas por médicos estrangeiros.” Puro estelionato intelectual.
A indignação é geral pelo fato do governo não oferecer aos médicos brasileiros as mínimas condições de trabalho nas periferias, e apresentar a contratação de paramédicos estrangeiros como sendo a solução. A solução meus caros é trabalhar sério, parar de roubar e gerir com competência, seriedade e honradez a saúde pública. Parar de fazer política estudantil pueril com a saúde alheia.

Responder

    Marcilio

    11/07/2013 - 19h36

    Sérgio,

    Parar de roubar quem??? trabalho com médicos e pergunte a quantidade de roubos de equipamentos feitos por médicos que trabalham em hospitais particulares e mais ainda em públicos. Desaparece de tudo, aparelhos de eletro, medidores de pressão, estetoscópio sem falar em medicamentos.

    Não estou nem falando da guelta que os profissionais de saúde recebem por serem fiéis a alguma marca ou mesmo os patrocínios de viagem ao exterior.

    Não podemos esquecer também a imoralidade que é o patrocínio da Unimed-Rio ao Fluminense carreando um mundo de dinheiro para o futebol enquanto deixa a desejar no atendimento aos seus clientes, negando ou dificultando atendimento.

    Não tem nenhum santo do outro lado.

    Sem contar os que faltam ao plantão e continuam recebendo porque alguém assina o ponto ou mesmo biometricamente ilude o sistema (dedo de silicone.

    O governo está certíssimo se não querem trabalhar no interior que venham os estrangeiros, e quem insistir seja demitido a bem do serviço público.

Joana

11/07/2013 - 00h22

Concordo que um médico faz sim, muita diferença, mesmo apenas com estetoscópio e medicação na mão. As doenças mais prevalentes são sim controláveis sem necessidade de exames sofisticados.

Mas médicos escolhem essa profissão por gosto, por vocação, assim como todo mundo escolhe a sua profissão. Todos tem contas a pagar, o fato dos médicos brasileiros não atenderem em determinadas áreas, apesar do salário, mostra que a preocupação não é monetária. Mais vale ficar em um local onde possa exercer a medicina com qualidade, ganhando menos. Basta avaliar o grande número de médicos atendendo, até voluntariamente, em hospitais públicos de referência, apenas pelo interesse clínico ou em pesquisas.

Mas tudo bem, o foco são as unidades de saúde, é revoltante ouvir o pronunciamento da presidenta dizendo que a situação é emergencial e por isso a mudança na grade do curso de medicina, por isso a contratação dos estrangeiros.

Primeiramente, contratar estrangeiros sem revalidação é dizer que: pro posto esse médico é bom, mas pro resto das pessoas não. Medicina de pobre para os pobres.
Obrigar os estudantes a trabalharem dois anos, durante 8 anos de faculdade, é a mesma coisa. Ainda não é bom o suficiente para formar-se médico, mas sim pra trabalhar atendendo o povo, só quem não pode pagar.
A faculdade de medicina, nos seus 6 anos, conta com 2 anos de internato médico, onde o estudante é inserido no trabalho com supervisão. Se os médicos estão mal formados, é porque a fiscalização às escolas médicas é precária. 2 anos a mais não vai melhorar isso.

Irrita ouvir que a situação é emergencial, depois de tanto tempo sem medidas para resolvê-la, e agora querer passar o peso da responsabilidade aos médicos. De nada adianta forçar alguém a trabalhar longe da família, em locais insalubres, contra a vontade, isso não é humanização

Médicos despreparados, sentindo-se inseguros, não deveriam ser forçados a trabalhar, para atender os pobres. Vejo muita falação em torno da situação dos médicos, e pouca em relação às mudanças em infra-estrutura, planos de carreira. Ver pacientes morrendo ou sofrendo por falta de condições é indignante. Ver gestantes morrendo por pré-eclâmpsia, infartos, AVCs, desidratação, isso tudo não se resolve só com papel e caneta, só com os ouvidos e a boca.

A medida é eleitoreira, vai aparentar resolver alguma coisa agora, mas vai estourar no próximo governo, que se verá com um maior problema nas mãos, uma população sofrendo ainda mais tempo por um sistema de saúde caótico.

Fico desanimada em estimular qualquer pessoa a fazer medicina neste país, em dizer a algum amigo pra estudar por 6-10 anos, sujeitar-se a processos por erros médicos cada vez mais frequentes, ser carro de frente para ouvir xingamentos quando falta remédio, e ainda assim, ter que ouvir do governo e do povo, que a saúde vai mal porque “não quer descer do pedestal.”

Responder

Cláudia

10/07/2013 - 23h52

Culpabilizar os médicos pela saúde ruim do país é o mesmo que querer culpar os professores pela péssima educação nas escolas! Essa sempre foi a estratégia de quem está no poder: culpar o trabalhador! Se o estudante de medicina já faz estágio nos hospitais universitários (se não me engano são cerca de 2 a 3 anos), que pertencem ao SUS, e faz residência nos hospitais do SUS também (mais 2 ou 3 anos, acho), alguém me explica por que ele tem que trabalhar mais dois anos no SUS com a justificativa de que é para pagar seus estudos ou para ser um profissional mais humano? Afinal a medicina é a única profissão que ainda trabalha num sistema pública enquanto está na faculdade! E o interessante é que essa intenção de formar profissionais mais humanos só foi apresentada depois de terem sido estabelecidas cotadas para alunos de scolas públicas e indígenas! Por que não acrescentaram dois anos ao curso quando só filho de rico podia entrar em um curso de medicina? Lembrando que esses dois anos só são valer a partir de 2015! E os engenheiros e advogados elitistas que não trabalham em sistema público nenhum, por que a dilma não está colocando eles pra trabalhar pro povo também? Porque o interesse não é melhorar a educação brasileira e formar TODOS os profissionais mais humanos, mas tirar a culpa do governo pelos vários anos sem investimento na saúde e jogar em cima do trabalhador. É isso que eles fazem quando os bombeiros entram em greve, quando a polícia entra em greve, professor, enfermeiro… E além de culpabilizarem, ainda jogam a polícia em cima pra bater nos coitados! Dizem que médico ganha muito e mesmo assim não querem ir pro interior trabalhar, mas dêem um olhada nos concursos pra médico do interior. Tem uma prefeitura de Pernambuco oferencendo R$ 1950,00 pra médico cardiologista! É isso aí mesmo! (Lembrando que um cardiologista leva cerca de 10 anos, de curso integral, para se formar! Dez anos de curso integral é bem mais puxado que minha faculdade de 4 anos, estudando em um só perído do dia!) E esse não é um caso isolado! A maioria dos concursos não oferecem mais de 5 mil reais para médico no interior. Basta conferir no link: http://www.pciconcursos.com.br/concursos/vagas/medico-cardiologista. Além disso, dizem que exercer a profissão de medicina é antes de tudo salvar vidas, que tem que ser uma vocação. Dizem o mesmo sobre os professores, quando fazem greve por salários melhores! Mas os políticos que dizem isso sobre as duas classes aumentam seus salários todos os anos, sem a população poder opinar a respeito! E consideremos que pra ser político no Brasil basta mentir e ter talento pra roubar dinheiro público! A maioria só está na política porque é filho de um outro político bandido também! Então será que os médicos não querem trabalhar no SUS, especialmente no interior do país, porque não são feitos concursos sérios com plano de carreira, como na época da Fundação Sesp? Naquela época, vários médicos tinham carreira federal, para atenderem nos estados da amazônia e em todo o interior do país. Além disso, havia outros profissionais de saúde, laboratórios… Esse artigo fala um pouco disso: http://piauinoticias.com/site/geral/40-geral/28233-lembranca-boa-a-fundacao-servicos-de-saude-publica-fsesp-.html

Responder

    Diego

    11/07/2013 - 03h26

    E você viu o salário do professor no interior? Professor de Matemática (a maior carência de ensino no país) com um salário de R$ 790,56 no municipio de Capao Alto. Eu escolhi a cidade aleatoriamente.

    Só falta voce dizer que o professor não merece a mesma “recompensa” do médico.

    Suas palavras exibem ganancia. Ou estudar medicina é sempre um investimento de alto retorno?

Rui Paulo

10/07/2013 - 23h18

Nunca vi tanta asneira em um texto só! Meu filho, faz um favor, pega esse lixo de texto e vai acompanhar um medico no interior desse paÍs para entender que ninguem trabalha sem condicoes e sem salario!!

Responder

Pedro

10/07/2013 - 22h20

Não entendi porque os médicos têm o direito de se opor à importação de médicos estrangeiros. Pouco me importam os seus argumentos enquanto entidade representativa da categoria. Nessa sociedade em que vivemos, e acho que ela já está bem enferrujada, não existe propriamente medicina. Existem médicos. Quando se dá, por exemplo, o caso de um erro médico, mais do que comprovado, nenhum médico fala do caso. Se, neste caso grave, um médico não se mete no erro de outro médico, porque no caso dos médicos estrangeiros estão falando coletivamente. Está na cara. Querem prejudicar a política popular do governo do PT. Podem até ser vitoriosos neste caso, o que não é de estranhar, pois são fundamentalmente contra o povo, e estão alinhados com a direita que quer derrubar a Dilma.
O medão deles é, evidentemente, que os médicos cubanos mostrem que o que fazem é cuidar da saúde, o que inclui combater a doença, mas sobretudo evitá-la. Coisa, aliás, muito perigosa para o capitalismo.
Recomendo a leitura do livro de um médico italiano, escrito em 1700, intitulado “As Doenças dos Trabalhadores”. O autor, citado por A. Smith como muito importante, se chama Bernardino Ramazzini.

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Indio Tupi

10/07/2013 - 22h07

Aqui do Alto Xingu, os índios não sabem o que a gravura com a bela senhora portanto um cartaz ofensivo ao ex-Presidente Lula tem a ver com o importante texto do Paulo Moreira Leite. Qual a razão, a explicação racional, para ofensa tão gratuita?

Responder

    FrancoAtirador

    10/07/2013 - 22h44

    .
    .
    É o símbolo vivo de uma autodeclarada elite

    pseudo-intelectualizada e moralmente decadente.
    .
    .

Joice

10/07/2013 - 21h29

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2013/07/1308780-editorial-a-condicao-do-medico.shtml
10/07/2013 – 03h30
Editorial: A condição do médico

Diante da crescente insatisfação com os serviços de saúde no Brasil, seria estranho se, no intuito de aplacar o clamor das ruas, o governo federal não anunciasse medidas de impacto para o setor.

Enquete: Você concorda que médicos trabalhem no SUS para completar formação?

Desse ponto de vista, o lançamento do programa Mais Médicos superou as expectativas. Não foi pequena a polêmica que se seguiu ao detalhamento das ações, e entidades do setor se declararam surpreendidas com algumas das iniciativas anunciadas.

A principal novidade é a ampliação do curso de medicina, dos atuais seis anos para oito, e a exigência de que, nos dois anos adicionais, o aluno trabalhe na atenção básica da rede pública.

O profissional somente terá registro permanente de médico após essa espécie de estágio obrigatório –em local designado pela instituição de ensino de origem, também responsável pela supervisão. Durante o ciclo no SUS, o formando receberá uma bolsa federal, de valor ainda não definido.

Se o Congresso não modificar a medida provisória que trata do assunto, as novas regras, inspiradas no modelo do Reino Unido, valerão para quem ingressar na faculdade de medicina a partir de 2015. Associações médicas, porém, avisam que tentarão, nas esferas política e jurídica, alterar a proposta.

Com efeito, será problemático se o aluno se vir obrigado a morar em uma determinada região, contra a sua vontade. Feita essa ressalva, contudo, não há motivo para rejeitar a atuação na rede pública.

De um lado, trata-se de mecanismo capaz de aprimorar a formação do médico –em geral, o ensino de medicina é precário. De outro, é uma forma de aumentar, no SUS, a presença desses profissionais imprescindíveis à sociedade.

Igualmente controversa, mas sem constituir novidade, a tentativa de importar profissionais também consta do pacote, e a comunidade médica, mais uma vez, se mostrou refratária à medida.

O médico estrangeiro, é claro, não representará a salvação da saúde pública no Brasil. Mas, desde que submetido a avaliação técnica e devidamente treinado, ele pode ajudar, em caráter temporário, a combater o déficit de profissionais nas periferias e em áreas distantes dos grandes centros.

Não será apenas com mais médicos, entretanto, que a saúde pública vai avançar. Em artigo publicado nesta Folha, o urologista e professor titular da USP Miguel Srougi já havia ponderado que o serviço de saúde pressupõe, entre outros itens, remédios, equipe de apoio e instalações adequadas.

É preciso focar na qualidade dos cursos –a criação de mais 11,5 mil vagas em nada contribui para isso– e na implantação da estrutura necessária ao exercício da medicina. Sem isso, a multiplicação do contingente profissional pode não passar de golpe publicitário.

Responder

    Luís Carlos

    11/07/2013 - 00h31

    “A criação de 11,5mil vagas em nada contribui…” Bem se vê que é texto do UOL/Folha. Defende a posição das entidades médicas em não abrir mais vagas e manter reserva de mercado.

FrancoAtirador

10/07/2013 - 21h19

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CRM E OAB SÃO AS DUAS INSTITUIÇÕES MAIS CORPORATIVAS DO PAÍS.

E A CORPORAÇÃO DOS MÉDICOS É MAIS FECHADA QUE A DOS ADVOGADOS.

A MAIORIA DAS FALCATRUAS NO SERVIÇO PÚBLICO PASSA POR UMA DESSAS.
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Responder

    FrancoAtirador

    10/07/2013 - 21h38

    .
    .
    Se as instituições estatais brasileiras estão defasadas,

    as instituições privadas estão em absoluta decadência.
    .
    .

    Ednaldo Vieira osta

    24/07/2013 - 11h06

    Corretíssimo,Franco!

francisco niterói

10/07/2013 - 21h13

A classe medica esta fazendo um desserviço à sua imagem.

E olha que a imagem ja nao era boa. Tem o galardao de uma das mais sonegadoras classes do Brasil

Com mais manifestacoes, sera a GRANDE CLASSE COXINHA DO BRASIL.

Responder

    Jeferson

    11/07/2013 - 00h29

    QUE IMAGEM?

Carlos Cruz

10/07/2013 - 20h09

Quase 12 anos de governo do PT e, somente agora, descobrem que o SUS, mal administrado e sem recursos/equipamentos/profissionais qualificados, é prioritário na vida dos milhoes de brasileiros. Demagogia pura. Não sou contra o estudante de medicina (de escola FEDERAL) ter que TAMBEM prestar serviços a sociedade, devolvendo o que o Estado nele gastou, em serviços. Mas o PT sempre se supera e NUNCA dialoga, tentando, na sua incompetencia histórica (são quase 12 anos de poder…), jogar a culpa do péssimo serviço prestado no SUS na classe médica. Se ( e serão vários se´s) houvesse posto médico equipado, com aparelhos e medicamentos, enfermeiros, atendentes, salários dignos,… Se houvesse segurança nos postos médicos… Se REALMENTE as prefeituras investissem na saúde o dinheiro enviado pelo Estado federal… Se houvesse o Estado federal nos 12 anos investido no SUS como sistema de prevenção (e não apenas de urgencia…)… Se houvesse um plano nacional de saude, envolvendo Conselhos, Estados e Municipios, implantado há 12 anos, teriamos chegado a tanto? No seu demagógico método político agora tenta aprovar, com urgencia, medidas IMPOSTAS para TENTAR melhorar o CAOTICO sistema de saude para 2014, mostrando-se o incompreendido, aparecendo na foto da reeleição como o corajoso que enfrentou uma classe sádica e cruel, movida pelo dinheiro e ganancia. Quantos postos de saude/hospitais teriamos se o dinheiro gasto com os monstros estadios tivesse sido investido na saude? Mais um atrito besta com uma classe importante e influente da sociedade. O incrível é que vindo (sempre!) de uma partido formado pelo movimento sindical, mas que usa (SEMPRE!) métodos ditatoriais. Tenta desviar a atenção dos problemas nacionais que nunca foram resolvidos pelo incompetente governo petista (que cada dia aumenta seu descrédito) com plebiscitos e reformas que NUNCA sairão da intenção pq ele tambem se utiliza das deformações para se perpetuar (ou tentar) no poder. Que venha (logo) 2014.

Responder

Ricardo Lopes

10/07/2013 - 18h54

Bom, lendo o texto fica claro que o autor tendicioso e filho do PT. Muitas inverdades no texto, ele simplesmente reproduz toda a fala do ministro. Sou aluno do 4º ano do curso de medicina e fui resolver a prova do REVALIDA, consegui acertar 80% da prova. Então não venha falar que a prova é difícil, os médicos formados na Bolívia e em Cuba, os principais candidatos no Revalida, não conseguem passar porque tem uma formação que não condiz com o ensino brasileiro. Aqui aprendemos desde a medicina preventiva até a medicina que utiliza tecnologia de ponta. Lá o foco é somente a prevenção, tratar diarreia, verminoses… Se informe melhor, meu caro.

Responder

    Carlos Cruz

    10/07/2013 - 20h32

    O texto informa da “preocupação dos prefeitos”, jogando toda culpa na sádia, cruel, ganaciosa classe médica. Vou contar uma historinha: começo do ano conheci um ex-prefeito (pois não tinha sido reeleito) e conversando contou-me um fato triste e usual nos municípios brasileiros, segundo sua experiencia administrativa. Cumpriu a promessa de criar e instalar um belo posto de saúde em seu município, que virou referencia na região, pois outros prefeitos não aplicavam nada em saúde. Convidou o secretário do estado para sua inauguração. Quando o tal secretário viu o posto exclamou: Vc é doido? O melhor SUS que existe é a ambulancia. Joga nela e manda para a capital. Nenhum outro prefeito vai fazer o mesmo e vc vai gastar muito no posto. Vão usar seu serviço. E foi o que aconteceu. O municipio não aguentou o enorme gasto, pois os prefeitos, hoje chorosos por verbas e com “boas intenções”, jogavam os doentes em ambulancias e mandavam para o posto de saude por ele criado. E ele ainda não foi reeleito. Estava furioso, pois se tivesse usado o dinheiro do posto em “politicagem” teria sido eleito. Mas não foi. E hoje os preocupados prefeitos com a saude choram por verbas…

    Liz Almeida

    10/07/2013 - 20h48

    Primeiro: A Bolívia não vai entrar porque consegue ter ainda menos médicos/hab do que o Brasil;

    Segundo: Os médicos estrangeiros passarão por avaliação, ocuparam vagas que os brasileiros não querem, e temporariamente. Se passassem no Revalida, como disse o ministro da saúde, concorreriam para qualquer vaga de trabalho com o brasileiro, e em atuariam de forma PERMANENTE;

    Terceiro: Li uma reportagem que disse que o CREMESP aplicou uma prova opcional para os formandos de medicina de SP, em que menos da metade atingiu um nível considerado bom. E isso porque a prova era opcional…

    Quarto: Medicina é uma profissão que lidar com a vida, onde os profissionais TÊM que ter uma postura mais humanizada; a quantidade de pessoas que buscam essa profissão somente por dinheiro e status é grande, eu mesma conheço vários. E isso um dia teria que acabar, pois que esse dia tenha chegado.

    O povo terá muito ganhar quando os futuros ingressos do curso de medicina, fizerem essa escolha por vocação. E os pacientes e os profissionais de saúde de outras áreas, terão bem menos problemas no estômago (a raiva vai diminuir), quando uma parte considerável dos médicos descerem dos seus pedestais, e pararem de se sentir deuses intocáveis.

    Fernando

    10/07/2013 - 20h51

    Ok, você fez a prova e acertou 80%.
    – um único dado é significativo para fazer qualquer generalização?
    – dada a pauta dos prefeitos, um médico formado com foco em medicina preventiva é menos importante que um com formação mais ampla?
    – acredita mesmo que Paulo Moreira Leite é tendencioso e filhote do PT?

    Cristopher

    10/07/2013 - 20h57

    desculpe aos formandos em medicina, esta carreira deveria ser totalmente pública com acesso social aos moradores, tem muita gente que se forma só por causa dos ganhos, e não pela carreira…não adianta reclamar o povo viu a manifestação dos médicos e acordou mais ainda, este protesto abriu a maior das discussões no âmbito nacional, e finalmente o Brasil vai tem que passar a força por esta reforma, a final todos tem direito a saúde…ou só quem paga tem o melhor? O BRASIL ACORDOU

    NPFREITAS

    10/07/2013 - 21h10

    Pois então… É de diarreia e verminoses que ainda se morre nos rincões deste país, QUASE DOUTOR!

    Luís Carlos

    11/07/2013 - 00h38

    Ricardo

    Parabéns. Você é aluno do quarto ano e já pensa como seus professores. Não conseguiu fazer crítica do que vê na faculdade e copia seus “mestres”. Não conseguiu se libertar e imita seus opressores. Temos muita diarréia para curar, não só nos rincões do Brasil, mas nas universidades também.

Euler

10/07/2013 - 18h51

Um professor de ensino de base pode ganhar 1.300 pra trabalhar no serviço público, já os “doutores” sem doutorado não querem ganhar 10 mil no interior? A quem eles servem???

Responder

Bonifa

10/07/2013 - 16h10

Esta mesma jovem saiu saiu levando uma vela acesa na Marcha da Família com Deus pela Propriedade Privada, em 1964. Não há nada de novo sob o Sol.

Responder

Marco Aurelio Soares

10/07/2013 - 15h28

Ontem ouvi uma entrevista na Transamérica de Balneário Camboriú com o presidente do sindicato do médicos de Santa Catarina. Além das obvias reações reacionárias ele falou no final algo assim: somos apartidários mas nossa instituição e todas demais do Brasil estão empenhadas e retirar o PT do poder!
Não achei link do áudio, nem no site da rádio como no do http://www.simesc.org.br

Responder

Malvina Cruela

10/07/2013 - 15h19

gostaria de dar um contribuição enviesada mas esclarecedora ao debate
referindo me a um excelente documentário sueco (tem na locadora) chamado A Arquitetura da Destruição, que trata de aspectos menos investigados da personalidade dos nazistas como figuras humanas em seu papel social;
o que quero é lembrar uma informação muito reveladora que consta na obra e diz o seguinte: de todas as categorias profissionais dos membros filiados ao Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães-NAZI, a que maior contingente ofereceu, proporcionalmente, foi a dos médicos.

Responder

Márcia Regina

10/07/2013 - 15h15

Azenha e Paulo M Leite,

Hápoucoli um texto do Nassif em que ele fala que o governo não dialogou com esses setores médicos que estão em histeria. Em que pese a constatação geral de que o governo Dilma dialoga mal com a sociedade, indistintamente, discordo da análise dele quanto a esse assunto prá lá de corporativista dos “médicos de gabinete” e comungo da sua opinião, Paulo. CFM, CRMs e AMB formam um gueto impenetrável de “pavões”, que pelas próprias posturas e falas de seus protagonistas estão anos-luz distantes da saúde pública e das agruras da maioria do povo brasileiro. Prestam-se, a meu ver, exclusivamente, a defender seus interesses e lucros individuais e de representação de classe, aliados de primeira hora das multinacionais farmacêuticas e de equipamentos médicos, fartam-se em congressos e convescotes pagos por esses setorres e comportam-se sem o mínimo de compromisso com a saúde. Tenho a impressão que alguns deles há muito não frequentam postos de saúde ou serviços de emergências públicos. Não bastasse isso, exibem uma empáfia e arrogância sem igual, haja vista a inescrupulosa “bandeira” do Ato Médico, submetendo todos os outros igualmente importantes profissionais de saúde aos seus caprichos, mandos e desmandos. Uma abominação ética!

A meu ver, o cinismo dessa gente pretende manter a reserva do cartel, do poder, pois eles sabem que uma medicina preventiva bem feita, honesta e comprometidamente praticada nos moldes da medicina cubana explicitará o quão a formação e a prática deles (sempre bem-nascidos, brancos, classe média, etc. etc., observe a foto que ilustra esse post) está dissociada dos padrões minimamente aceitos do que se entende como saúde pública e compromisso com a saúde alheia. Ademais, também explicitará os gargalos que separam a atenção primária, secundária e terciária, esta última controlada por eles mesmos em suas especialidades e nichos de consumo privados, isso sem falar quando não são eles mesmos os prefeitos, deputados, secretários de saúde municipais, donos do único hospital na cidade, etc. etc., tendo o SUS como fonte de recursos.

Essa insistência no REVALIDA é descaradamente um imbróblio, pois eu tenho sérias dúvidas se eles mesmos, ou seus pupilos recem formados (essa aí da foto, p. ex.) seriam “aprovados” no tal exame. Aliás, prá quê mesmo um médico sanitarista, profissional bem formado em saúde pública, precisa saber detalhadamente os pormenores da “especialidade da especialidade”? Se a atenção secundária e terciária funcionarem perfeitamente, que se dê o devido seguimento!

Seria ótimo mesmo que o governo tivesse (ainda dá tempo) dialogado com a população mais pobre das cidades e dos rincões do país, perguntando se ela prefere ficar sem médico, se quer um “almofadinha”, cuja formação foi para lucrar com sua mercadoria-especialidade, ou se quer um médico generalista, sanitarista, que a escute, assista, compreenda e dê respostas às suas demandas, seja ele cubano, português, espanhol, ou brasileiro oriundo da FIOCRUZ/ENSP?

Prá concluir, parece mais do que necessário e urgente readequar os currículos dos cursos de medicina Brasil afora e, se o médico teve formação em universidade pública, tem obrigação de dar a contrapartida no atendimento à saúde pública, e a partir de agora.

Responder

    Giovani B costa

    10/07/2013 - 19h17

    Perfeitooooooooooo!!! Admirável

    Marcia Souza

    10/07/2013 - 21h19

    Ótima colocação! Perfeita!

    Luís Carlos

    11/07/2013 - 00h44

    Muito bom Márcia. Acrescento apenas a prática corriqueira de sonegação fiscal.

    Cesar

    30/08/2013 - 23h44

    De pleno acordo com seu comentário, Márcia. Expôs o que de fato acontece e sempre aconteceu nesse País. No final das contas, nós que pagamos o curso “deles” nas Universidades Públicas, somos mal atendidos e ainda pagamos caro!

LEANDRO

10/07/2013 - 15h13

Issp é mais um factóide que o governo cria, uma cortina de fumaça para despistar as ruas como foi a plebiscito. Nada como uma promessa de mudança para deixar tudo como está.

Responder

Luís Carlos

10/07/2013 - 14h39

PML
Parabéns pelo texto. Aborda com precisão a situação ao explicitar a posição de entidades médicas que tentam impedir o preenchimento de vagas que médicos brasileiros e formados no Brasil não atendem. O Mais Médicos priorizará preenchimento de vagas por médicos formados no Brasil. As que não forem preenchidas serão ofertadas para médicos formados fora do Brasil. Até dia 02/09 iniciam os formados no Brasil, e após, até dia 18/09 os formados fora do Brasil.
A aceitação popular tem sido enorme, mas mesmo entre médicos, temos os que concordam com as medidas adotadas. Nesse três dias conversei com dezenas de médicos favoráveis. São médicos que trabalham na saúde pública e tem forte compromisso com o SUS. Podem não ser maioria, mas existem, e contribuem fortemente para o fortalecimento do SUS e acesso dos cidadãos aos serviços médicos na rede pública.

Responder

antonio carlos ciccone

10/07/2013 - 14h27

Esta mocinha não me representa nem representa a maioria dos médicos brasileiros.Não é papel do médico ir à Paulista falar palavrões.Estou enviando a foto ao CRM. Saibam todos que a grande maioria dos médicos tem pelo menos um emprego público e portanto a grande maioria atende ao SUS.Porisso queremso respeito, salario decente, condições de trabalho, material, medicamentos, equipe completa, etc,etc

Responder

    Cesar

    30/08/2013 - 23h25

    Opa! Encontrei o dedo do Lula.., Tá no no fiofó DELA! rsssssssss

Cesa Lopes

10/07/2013 - 13h54

Faça o seguinte: leve uma mulher de sua família fazer exame papa nicolau no PS do Capão Redondo. Lá tem médico e sabe como é né, uma simples garagem pode ser um consultório razoável se contar com um médico para atender quem precisa!

Responder

    André

    10/07/2013 - 14h01

    Isso é uma cretinice da sua parte. O que a matéria quis dizer é que sem médicos não há saúde. Ninguém quis dizer que um hospital equipado não é necessário.

    Sérgio Pestana

    10/07/2013 - 14h52

    Cesa Lopes,

    você é um imbecilizado sem noção nenhuma do que seja uma assistência médica. Antes de emitir suas cretinices, procure entender o que o texto do PML diz ou será preciso desenhar? Toda mente reacionária, conservadora, predadora age e pensa como você. Aquele que repudia seu semelhante mais carente é um ser vil e repelente, como estamos vendo com esse movimento infeliz de “médicos”. Fazem o jogo sujo dos planos de saúde e se rebaixam como seres pequenos a uma visão tão somente exclusivista.

    Ricardo Gonzalez

    10/07/2013 - 18h46

    Caro Sérgio Pestana, é impressionantemente atual e verdadeira a máxima “quem não tem bom argumento parte para agressão”, que em sua resposta ao Cesa Lopes, seja ele quem for, mostra-se somente uma enxurrada de impropérios tendo como único intuito menosprezá-lo e reduzi-lo, atitude esta sim fascista, reacionária e conservadora, desprovida não só de argumentos embasados, mas de quaisquer tipos de argumento, nem mesmo para explicar o porque a resposta dele ofendeu-o tão pessoalmente; talvez por algum ódio profundo pelo Capão Redondo e pelos que lá moram e trabalham, será por isso? Gostaria de informá-lo que ser reacionário e fascista não é exclusividade da direita, visto que Hitler e Stalin pouco diferiam entre sí “de fato”, por isso não julgue seu argumento(ou a falta dele!) incontestável só por ter sido proferido por você; nem você, nem eu e nem Cesa Lopes seja ele quem for, é dono da verdade, sendo o debate peça fundamental de um processo democrático! Caso tenha planos de tornar-se ditador num futuro próximo, desconsidere minhas palavras, elas não se farão entender por você.

    Jeferson

    11/07/2013 - 00h41

    Essa manifestação,só mostra quem realmente são, quanto ao cartaz da bela, me parece que ela esta com más intenções.

zé eduardo

10/07/2013 - 13h47

A maioria dos médicos representa uma classe média pretenciosa e politicamente equivocada ao se pretender burguesia: muito poucos deles serão ‘donos’ dos seus meios de produção, mas ficam ‘se achando’… Uma pena. São tão autocentrados que criticam a proposta governamental dizendo que ‘o governo não pode querer resolver os problemas de saúde a custa dos médicos’. Médico sozinho não resolve nada: faz diagnóstico e olhe lá. A superação dos problemas de saúde que enfrentamos exige encarar muitas outras variáveis e, do ponto de vista da força de trabalho, só com equipes multidisciplinares. Mas muitos médicos se supõem semideuses, haja vista o ‘ato médico’. Sem senso crítico e autocrítico suficientes, vivem fora da realidade e parecem ter o cérebro da Barbie.

Responder

José Alcestes

10/07/2013 - 13h28

Caro Paulo Moreira Leite, de você eu esperava imparcialidade. Honre o seu nome, que é grande. Em todo imbroglio há dois lados. O bom jornalista analisa os dois. Era o que eu esperava de um artigo seu.

Responder

    Ca3ts

    10/07/2013 - 15h10

    Só pra esclarecer: imparcialidade jornalística é lenda. Isso se aprende no primeiro semestre de praticamente todos os cursos de comunicação. O tal “Jornalismo Imparcial” não é um termo, uma corrente, nem mesmo um estilo, e sim um slogan criado por periódicos em épocas em que o governo controlava a mídia, então os veículos tinham de inventar algo para vender seus jornais e revistas.
    Não se deve nunca cobrar imparcialidade de um jornalista. Não se deve cobrar imparcialidade de ninguém. Nem mesmo de juiz de futebel. Imparcialidade não é qualidade, é defeito, é falta de posicionamento, é indecisão de posicionamento, desvio de personalidade, é baixar a cabeça, é medo.

    Guilherme

    10/07/2013 - 17h42

    Dizer que é difícil um jornalista ser imparcial eu até entendo.
    Mas dizer que imparcialidade é medo não faz sentido mesmo.

Messias Franca de Macedo

10/07/2013 - 13h01

IMPORTANTE: o egrégio, competente e destemido jornalista Renato Rovai publicou um *’post’ no dia 04/07/2013 com o título ‘Cremesp paga táxi e hora extra para funcionários irem a ato de médicos na Paulista’. O referido texto – acompanhado da fatídica fotografia acima – já conta com 225 comentários!…
*http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/07/04/cremesp-paga-taxi-e-hora-extra-para-funcionarios-irem-a-ato-de-medicos-na-paulista/

Viva a consciência crítica!…

… Viva o Brasil! E viva o sapiente, competente e honesto povo trabalhador brasileiro!…

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO [depende de nós enquanto ações e reações!]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Messias Franca de Macedo

10/07/2013 - 12h55

MIMIMI, COXINHAS E JALECOS

Por Luís Fernando *Tofoli
*Médico, professor-doutor no Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
em http://mariafro.com/2013/07/09/tofoli-mimimi-coxinhas-e-jalecos/comment-page-1/#comment-62392

LÁ VEM O MATUTO ‘BANANIENSE’ COM A CARTEIRINHA DO SUS NAS MÃOS [‘SUJAS’!]!

… No *debate entre o professor doutor Adib Jatene e um representante das entidades médicas [corporativistas e mercenárias], esse último, obviamente contra o projeto do governo federal, em dado momento afirmou: “… Realmente, a maioria dos estudantes de medicina formada nas universidades brasileiras – públicas e privadas – terminam o curso praticamente especialistas em uma determinada área! No entanto, em termos de clínica médica, sabem, no máximo, tratar uma diarreia, isso quando esta situação não complica!…”
* programa ‘Entre Aspas’ [GloboNews], edição da noite de 09/07/13

E VAPT VUPT! Pano rápido limpa e desinfeta as sujeiras do PIGolpista/terrorista/fascista/antinacionalista!…

… E que país é esse?! “É o ‘Brazil’(!) mudado por um menino paupérrimo (idem sic) chamado Joaquim!”

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Messias Franca de Macedo

10/07/2013 - 12h54

… Eu juro que estou fazendo um esforço enorme no sentido de não me indignar com determinadas aberrações, cuidar da minha vida e da minha família, cada um que responda pela sua consciência… No entanto, ao ver a fotografia que acompanha esse excelente ‘post’… Não nego, não! Senti o fluxo sanguíneo, abruptamente, dirigindo-se exclusivamente para o meu crânio!… Respirei e pensei: eu não vou sujar as minhas digitais, escrevendo algo sobre essa infeliz que ostenta esse nefando cartaz: a fotografia, por si só, diz muito mais do que aquilo que o meu [legítimo] asco poderia produzir!…

UM DIA DE SILÊNCIO(!): a humanidade fracassou!…

República de ‘Nois’ Bananas… Seres efêmeros, caóticos, irrecuperáveis na mediocridade e na estupidez!…
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Jorge Santos

10/07/2013 - 12h40

Muito bom!!!!!!
Lembrando: “a prioridade é para médicos brasileiros.”
Assumam.

Jorge Santos
Recife-PE

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