do deputado Emiliano José (PT-BA)
Privatizações, escândalos e graves denúncias. Estes são alguns dos ingredientes do livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. A obra, que a essa altura já é um best seller, volta a ganhar destaque na Bahia. O livro será tema de uma audiência pública que acontece nesta quinta-feira, 01, às 17h30, no Hotel Fiesta, com as presenças do autor, do publisher da Geração Editorial, Luiz Fernando Emediato, dos deputados federais Emiliano José – uma das fontes de informação da obra, Protógenes Queiroz (PcdoB), proponente da CPI da Privataria no Congresso Nacional, e do deputado estadual Joseildo Ramos, que propôs o debate. Na ocasião, haverá, ainda, o lançamento do livro.
Fenômeno de vendas, A Privataria Tucana – resultado de dez anos de um minucioso trabalho investigativo sobre os bastidores da era das privatizações – esgotou sua primeira edição em apenas 24h e está há 10 semanas entre os mais vendidos do país. Todos os fatos narrados na obra estão reforçados em documentos oficiais, obtidos em juntas comerciais, cartórios, no Ministério Público, e na Justiça. Na Bahia, dois temas chamam atenção no livro: A privatização da Coelba e o caso da doação de terrenos na Ilha do Urubu, em Porto Seguro, amplamente denunciado pelo deputado federal Emiliano José (PT-BA).
O escândalo da Ilha do Urubu
O livro faz uma série de denúncias, por exemplo, contra José Serra e seu primo, o espanhol naturalizado brasileiro, Gregório Marin Preciado. Na página 172, ele cita exaustivamente a denúncia de Emiliano José – em reportagem intitulada “Ilha do Urubu, o paraíso traído”, publicada na revista Carta Capital em 2009. O título do capítulo 8 do livro é “O primo mais esperto de José Serra”. Ele conta como se deu o perdão de uma dívida milionária de Gregório Preciado no Banco do Brasil, no tempo de FHC, o apoio do banco estatal na privataria, a compra de três estatais por Preciado na era do presidente tucano e os “altos negócios com um paraíso natural da Bahia”. O primo de Serra conseguiu reduzir 109 vezes o valor da pendência com o BB, uma dívida de R$ 448 milhões por irrisórios R$ 4,1 milhões. O caso foi revelado pelo jornalista Fernando Rodrigues, na Folha de São Paulo.
A chave mágica se abriu para Gregório Marin Preciado em 1983, quando foi nomeado por Serra para o Conselho do Banespa. Os tucanos nem eram ainda tucanos. Em agosto de 1993, Preciado, o primo de Serra, toma um empréstimo de US$ 2,5 milhões na Agência Rudge Ramos. Não consegue arcar com a dívida, e os cofres do Banco do Brasil é que vão pagar. Quando FHC inaugurou a era da “privataria”, Preciado aparece na Bahia como representante da Iberdrola espanhola, que adquiriu três estatais, entre elas a Coelba, a Cosern, do Rio Grande do Norte e a Celpe de Pernambuco. Marin tornou-se proprietário de uma mansão de R$ 1 milhão em Trancoso, paradisíaco recanto do sul da Bahia. O mesmo Oásis em que a família Serra buscou recuperar-se da labuta. Foi lá que Serra passou o réveillon de 2010.
A reportagem “A Ilha do Urubu” compromete ainda o ex-governador Paulo Souto. Ao ser derrotado por Jaques Wagner, Souto esvaziou as gavetas do Palácio de Ondina e foi à forra contra os eleitores da Bahia, despachando um “saco de bondades” custeadas pelos cofres do estado, incluindo a outorga a particulares de 17 propriedades rurais, 12 imóveis e 1.042 veículos. “É o que revelou a denúncia do deputado Emiliano José, ampliada na imprensa”, afirma Amaury Jr. Das terras outorgadas, uma foi a Ilha do Urubu, considerada uma das áreas mais valorizadas do litoral do Atlântico. Ainda no capítulo 8, Amaury Jr. desce também a detalhes de como foi a operação. No começo de 2010, um parecer da Procuradoria Geral do Estado declarou nula a doação da terra. As relações perigosas entre Serra, seu primo Gregório Marin Preciado e o ex-governador Paulo Souto foram desfeitas.
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Cadê o pig com a conversa sobre corrupção??? Amaury deu nomes aos corruptos, Protógenes se moveu com a CPI, Serra nada disse e fingiu que não era com ele, certos petistas de SP arregaram. O livro A Privataria Tucana é uma das maiores contribuições ao nosso país.
azenha,
sugiro uma série republicando
as reportagens anteriores ao privataria
como essa da ilha do urubu
todas que o amaury cita..
bjcc.
Se o Cerra fosse um politico decente e consciente dos equivocos que cometeu, não concorreria mais a nenhum pleito.
Mas como foi picado a muito tempo pela mosca azul não consegue abandonar o poder para continuar se locupletando às custas do patrimonio publico!
sorte nossa!
Porque será que nem com documentos o PIG duvida do Serra? Aceitar a versão oficial não é coisa de Imprensa livre.
É dilapidação.
Que exemplo pitoresco de união familiar. Os fins, porém, nada dignos.
Durante a audiência pública serão permitidas perguntas sobre a atuação de parte da direção do PT nas eleições presidenciais, principalmente do Sr. Rui Falcão?
Um grão de areia no oceano…vá gostar de grão assim, lá na casa do carvalho!!!
A Privataria tucana também é nitroglicerina pro PT, quem sabe por causa dessas denúncias de Rui Falcão pautando a Veja, os ataques do próprio a Fernando Pimentel, aquela história de "Bunker da Dilma", o rolo da Lanza Comunicação. Foi o PT detonando o próprio PT. O "afastamento" de Zé Eduardo Dutra da Presidência do PT me cheira a armação de Falcão para assumir. O cara é sujo!
"A obra, que a essa altura já é um best seller, volta a ganhar destaque na Bahia"
E que destaque, eihn? E quando é que haverá destaque no Congresso Nacional? hahahahhaa
E aí galera? A CPI dos Privatas sai ou não sai? Ou seria a CPI do Petralhas? hahahahahha
A CPI da Privataria nem nasceu e já se tornou a CPI da Pizzaria… hmmm… deu até água na boca! hahahaha
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Desde Jun/2007 privatizando no "Vi o Mundo"! ;-)
desde 2007?
e ainda não aprendeu a ser troll?
Bom dia.
Interessante, no capítulo sobre "o primo mais esperto de José Serra" é ver o número de vezes que o sr. Preciado (isto não é nome, é denúncia) fora "ajudado" pelo dinheiro público e falira. Quer dizer, além da corrupção desenfreada, aulas (pelo jeito, inúteis) de gestão de negócios. É muito difícil fazer um negócio do sr. Preciado vingar. Vai ser ruim assim lá na Ilha do Urubu.
Mas, também, "quem atira com pólvora alheia não toma chegada". A que serve mesmo o BNDES, senão para ajudar à "Famiglia", não é mesmo?
:-)
Morvan, Usuário Linux #433640.
E o pior que tem gente que insiste em votar e dar um sopro de vida a esse cadáver chamado Cerra. Vamos enterrar logo a carniça que não para de cheirar mal.
Lógico que eles já eram tucanos. A delapidação do patrimônio público está na alma.