VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.
Cartas de Minas
Cartas de Minas

Matheus Pichonelli: A direita saiu do armário

25 de setembro de 2013 às 11h07

37ª Anpocs
Direita, volver

por Matheus Pichonelli, em CartaCapital

A direita saiu do armário. Em meio aos protestos de junho, grupos de manifestantes tomaram as ruas e as redes sociais alinhados a discursos e propostas que negavam, no tom e na forma, a vocação original das mobilizações, iniciadas a partir de uma demanda clara: a suspensão do aumento das passagens de ônibus das grandes cidades.

A esses pedidos se somaram bandeiras do pensamento conservador que só aparentemente estava superado, entre elas o repúdio aos partidos políticos e a políticas sociais.

Antes dos movimentos, este pensamento estava representado no Congresso, no discurso moralista em torno da corrupção, na guinada à direita do principal partido de oposição e nas reações às mudanças sociais desenhadas a partir das políticas afirmativas, como as cotas raciais.

O debate sobre o ressurgimento do conservadorismo político no Brasil contemporâneo reuniu na terça-feira 24, durante o 37º Encontro Anual da Anpocs, quatro dos principais estudiosos do tema. E serviu como um alerta ao flerte para as soluções antidemocráticas que têm cercado a agenda política nacional.

Em sua exposição, o professor de ciência política da UFPR Adriano Codato traçou um perfil dos deputados federais eleitos por partidos declaradamente de direita desde 1945 até a eleição de 2010.

Se antes os deputados direitistas se concentravam na Arena e no PDS, no segundo ciclo democrático, a partir de 1982, espalharam-se por legendas como o DEM, o PSC, o PRB, o PTB e o antigo PL. São partidos que, segundo ele, possuem uma lógica própria de atuação e recrutamento social dentro do empresariado. Por este critério, explicou o pesquisador, foram incluídas legendas como o PSDB, que segundo ele recruta outros perfis de lideranças políticas, notadamente profissionais liberais.

Codato analisou mais 7 mil representantes eleitos e concluiu: apesar de fazerem mais barulho, os chamados comunicadores de inclinações autoritárias têm menos representação do que os empresários na Câmara.

Houve, no entanto, um deslocamento. Com a industrialização e as políticas sociais, o coronel cede cada vez mais espaço ao empresário urbano, embora ainda haja uma forte presença de ruralistas nestes partidos. A maioria desses políticos ainda é eleita no Nordeste, mas não na mesma proporção observada antes do segundo ciclo democrático.

Eles também envelheceram: antes, concentravam-se na faixa entre 35 e 50 anos. Agora são mais comuns entre grupos de 60 anos. Codato ressaltou também o crescimento de pastores evangélicos neste grupo a partir de 1982.

Dentro deste segundo ciclo democrático, o pesquisador notou que, a partir de 2002, com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência, houve uma redução na proporção de políticos de partidos conservadores no Nordeste. “Percebemos que a direita está saindo do Nordeste. Não saiu totalmente, mas está diminuindo.”

Foi ao longo deste segundo ciclo, no entanto, que um partido nascido à esquerda do PMDB de José Sarney, presidente da República na época, e Orestes Quércia, então governador paulista, apresentou uma guinada à direita e passou a disputar os votos mais conservadores do eleitorado.

Apesar da nomenclatura e do histórico de inclinação social-democrata, a princípio distante da formação conservadora clássica, o PSDB tem ocupado nas últimas eleições uma posição que antes combatia. Foi o que afirmou em sua exposição o cientista político e professor da FGV-SP Claudio Couto.

O acadêmico traçou um histórico da atuação da legenda a partir da eleição de Luiza Erundina na cidade de São Paulo, quando PT e PSDB combatiam, do mesmo lado, o malufismo. A vitória petista nas urnas não aproximou os dois partidos. Pelo contrário: a polarização entre eles se tornou cada vez maior, embora tivessem atuado em certo período no mesmo campo, como quando faziam oposição a Fernando Collor de Mello.

A guinada à direita dos tucanos, de acordo com o professor, tem início com a inclinação do PT em direção ao centro a partir da Carta ao Povo brasileiro em que o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva se comprometia a manter as bases econômicas do governo Fernando Henrique Cardoso. “O PT só não se tornou um partido centrista porque conseguiu implementar as políticas sociais. Mas tirou o lugar do PSDB ao centro, se moderou e deixou o PSDB sem discurso.”

Um discurso de oposição chegou a ser esboçado durante o escândalo do chamado “mensalão”, quando, segundo Couto, os tucanos substituíram a crítica ideológica pela crítica moral aos adversários.

Em vão. O discurso chegou a fazer efeito em uma classe média e classe média alta que perdiam força política à medida que o PT, sob Lula, se firmava como o partido dos pobres. Como exemplo deste movimento, Couto citou um artigo de Fernando Henrique Cardoso em que defendia a busca, pelo PSDB, das camadas médias para “não falar sozinho diante do povão”. Para o ex-presidente tucano, os governos petistas haviam conseguido cooptar os movimentos sociais.

“Com o tempo, o PSDB herdou o voto de Maluf, que encolhia. O discurso anticorrupção se tornou discurso fundamental pelos novos conservadores recauchutados. Antes o eleitorado à esquerda votava em Covas para evitar a eleição de Maluf e Francisco Rossi. Hoje o (governador de São Paulo, Geraldo) Alckmin não é diferente de Fleury e Maluf, sobretudo em relação à política de segurança pública”.

Outro movimento simbólico do PSDB em direção à direita, segundo ele, foi a presença do ex-ministro José Serra, antes autodeclarado desenvolvimentista, nos lançamentos de dois livros de Reinaldo Azevedo, que faz de seu blog uma das principais trincheiras do reacionarismo nacional. Nas duas ocasiões, Serra era candidato: a governador, em 2006, e a prefeito de São Paulo, em 2012.

Como consequência, resta hoje ao PSDB atacar os gastos sociais e o “Estado paternalista” em suas propagandas oficiais encabeçadas agora pelo mineiro Aécio Neves, provável candidato a presidente pela legenda.

Discurso antissistema e anticotas. A apropriação, por parte da oposição, do discurso anticorrupção é outro sintoma da ascensão do pensamento conservador. Segundo Fernando Filgueiras, professor de teoria política da UFMG, o discurso em torno da corrupção tem se constituído, no jogo democrático e na opinião pública, a partir de uma perspectiva moralista e não da moralidade do debate.

Trata-se de um discurso assertório que a experiência histórica transformou em tragédias recentes, como o udenismo da era Vargas. É quando, segundo o professor, deixa-se de discutir a corrupção “no” Estado e “no” sistema democrático para se debater a corrupção “do” Estado e “do” sistema democrático.

Em outras palavras, parte da opinião pública passa a considerar as instituições políticas como “inimigas” e começa a defender o fim do sistema, e não a sua reforma. O risco é o alinhamento do País em uma perspectiva autoritária. “No Brasil, esse tema é observado sempre em momentos de mudança do sistema político. Uma sociedade mais plural, mais dinâmica, mais mobilizada, serve como contraponto a esse discurso assertório. A defesa da democracia passa pelo enfrentamento da corrupção no âmbito das instituições, e não o esvaziamento das reformas na agenda política.”

E completa: “A corrupção é compreendida pela direita como um processo de degeneração política. Mas a direita não tolera pluralismo. Este é um discurso antidemocrático por definição porque pede o enfrentamento com mudanças bruscas de regime, e não com o fortalecimento de instituições democráticas.”

Sobre a articulação do pensamento conservador na opinião pública, o professor de ciência política do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) João Feres Júnior apresentou as hipóteses principais de um trabalho ainda em andamento a partir do discurso anticotas raciais pelas universidades públicas.

Feres analisou os argumentos apresentados, segundo ele de forma coordenada e articulada, por alguns expoentes do pensamento conservador que se colocaram contra a instituição das cotas por meio de artigos na imprensa e livros-manifesto. O principal exemplo foi a publicação de Divisões Perigosas – Políticas Raciais no Brasil, livro com 50 artigos contrários à política de cotas que teve como principal fiador o geógrafo Demétrio Magnoli, campeão de publicações a respeito do tema na mídia.

Feres selecionou os argumentos usados por Magnoli e companhia e identificou o que economista alemão Albert Hirschman considerou como pilares da intransigência em um debate: as teses do efeito perverso (“vamos perder direitos”, “vamos produzir mais discriminação”), da futilidade (“as cotas são vulneráveis a fraudes”, “o sistema fracassou em outros lugares”) e da ameaça (“ao tentar ganhar, vamos perder direitos”).

A alegada preocupação com a “radicalização” da sociedade, a imposição de uma “nação bicolor”, com a “oficialização do racismo”, a “proeminência da raça” em detrimento das classes sociais e a ofensa à nossa suposta “tradição da mestiçagem” encontrada nos artigos possuíam, segundo o estudioso, a estrutura dos argumentos observados por Hirschman nos discursos em reação à revolução francesa, ao sufrágio universal e ao Estado de Bem-Estar Social.

Ou seja: em todos esses casos também soou o alarde de quem estava na contramão da história gritando que as mudanças não funcionariam. “Chama a atenção o caráter naturalista das críticas às cotas, sem qualquer embasamento empírico”, diz o professor.

A conclusão preliminar do estudo é que, como em outros momentos históricos, os reacionários se veem acuados diante do espírito pró-mudança de seu tempo. “A estratégia é se dizer a favor da mudanças, mas alertar que ela produzirá o exato oposto do que se quer, e que os ganhos que elas por ventura venham a produzir não compensam as perdas que acarretarão”.

Leia também:

Lembo: Como nos juízos medievais, denunciados foram expostos à execração pública

Ives Gandra: José Dirceu foi condenado sem provas

 

50 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

FrancoAtirador

27/09/2013 - 10h27

.
.
A Direita não apenas saiu do armário,

como levou o armário para o meio da rua.

Em busca de adesão das Forças Armárias.
.
.

Responder

Mário SF Alves

26/09/2013 - 21h52

É… por vezes sinto que o PT destruiu a direita no Brasil. E em lugar dela o que restou é esse ensaio alucinante e alucinado da antipolítica de extrema direita.

——————————————

Mas, será que foi, de fato, o PT que destruiu a direita? Não é bem isso que a mídia comercial demonstra.

Responder

Luiz

26/09/2013 - 12h21

Quando a direita chegou ao poder em 94 foi um triplo acidente de percurso. Combinação do plano real, do fracasso do governo do Collor e o o povo foi enganado e votaram como se o PSDB ainda fosse social democrata. Fora isto só chegariam ao poder no golpe, nunca no voto, mesmo com todo o apoio externo das cias da vida e dos grupos midiáticos e outros udenistas atrasados, mesmo com toda a manipulação de que dispõem. Ainda bem pois eles só pensam em si mesmos, no máximo nos seus sócios e amigos próximos. Se pudessem cada um fundaria seu próprio país com um séquito de escravos, africanos, chineses, brasileiros e estes ainda deveriam pagar os impostos para eles.

Responder

    Vlad

    26/09/2013 - 22h17

    A direita já estava no poder antes de 94. Seja na milicada, seja no voto indireto com o Sarnento, seja no voto direto com o pai das privatizações em massa (e hoje herói da base aliada petralha), o Collor.
    E continua no poder até hoje, abrigando até a rainha da UDR em alta consideração da presimenta (leitora de discursos de marqueteiros e que nunca são postos em prática).

Julio Silveira

26/09/2013 - 10h54

A direita, ou melhor o conservadorismo imperial brasileiro é um cancro, e a cidadania tem dado inequívocas demonstrações de que deseja lhes colocar no seu devido lugar da insignificância histórica. O problema vem de sua antítese, a esquerda, que aqui no Brasil não é muito superior. Ela peca, principalmente, de falta de caráter. Adotam, muitas vezes, as mesmas estratégias da direita, para consolidar seus espaços de poder. Dão demonstração de comodidade e falta de criatividade para assumir perante a cidadania seu espaço com suas próprias prerrogativas ideológicas.
Ninguém, com sinceridade absoluta e algum conhecimento do teor das ideologias pode gritar haver pureza ideológica nas praticas politicas em nosso país. O que funciona aqui é uma miscelânea, um mero aproveitamento de vácuo discursivo ideológico, mas de fato o que vemos é a cultura do oportunismo prevalecendo no uso das ideologias.
Provavelmente esse seja um dos motivos por tantas idas e vindas sem consolidar nenhum dos espectros ideológicos deste país, a cidadania sente que a ideologia são meros argumentos, instrumentos, sem efeito pratico algum e por isso só visem a politica de resultados para sí.
É difícil cair na lorota ideológica, quando a todo instante afirmam que no Brasil isso é impossível pela necessidade de composições esdruxulas.

Responder

    Mário SF Alves

    26/09/2013 - 20h55

    “A direita, ou melhor o conservadorismo imperial brasileiro é um cancro…. ”

    ————-

    Boa. É hora de ir à fundo nesta questão da República no Brasil. Às vezes tem-se a impressão a monarquia foi apenasvsequestrada, porém continua aí. Dissimulada. Penso que não à toa temos tanto rei disso, rei daquilo, rei daquilo outro. É rei andar com pau. Enquanto isso…
    ————————-
    Talvez só mesmo a cultura pra dar norte a este lindo e rico país.

    Julio Silveira

    27/09/2013 - 20h19

    Prezado Mario, é o que tenho dito sempre que posso.

Mardones

26/09/2013 - 09h24

Excelente artigo. Parabéns!

Responder

Tânia

25/09/2013 - 23h58

Eu tenho muito medo!!!! (como já dizia aquela atriz!)

Responder

AlvaroTadeu

25/09/2013 - 23h24

Está perfeito. Para lembrar, leiam os discursos do Barão de Cotegipe contra a abolição da escravatura. Segundo ele, aquilo era um “confisco à propriedade privada”. Simplificando: um fazendeiro com 200 escravos, esse era um capital que valia X. Se os escravos fossem libertados, esse capital valeria zero.

Responder

Fabio Passos

25/09/2013 - 20h31

A pior “elite” do mundo é dona de parte significativa da classe média que, idiotizada e adestrada pelo PiG, zurra de preconceito e ódio de classe.

Os capachos da casa-grande não apareceram agora.
Passaram todo o governo Lula espumando de raiva com o “nordestino-analfabeto-sem-dedo”.

Desprezam o povo e a democracia.
Perderam as 3 últimas eleições e a perspectiva é que sejam varridos do mapa em 2014. E sabem disso. Estão desesperados, sem nenhuma proposta… torcendo contra e sabotando o próprio país.

É preciso politizar e mobilizar a população para evitar as constantes tentativas de golpe.

Responder

    G.A Almeida

    26/09/2013 - 10h13

    quanta besteira

    Mário SF Alves

    26/09/2013 - 21h04

    Besteira?!! Por quê? Eu, por exemplo, não teria opinião melhor.

Alexandro Rodrigues

25/09/2013 - 20h11

Estou fora do Brasil por um tempo, estudando ingles e vivendo uma nova experiencia de vida. Por um tempo! Eu sou do mundo mas minha casa e o Brasil. No ultimo ano tenho presenciado situacoes nao menos que esclarecedoras sobre a imagem do Brasil.

No exterior, centenas de membros da tradicional classe media brasileira tem um passatempo pitoresco: falar mal do Brasil e associar a desgraca do pais ao PT. Algo que choca os estrangeiros, pois eles tem uma visao totalmente diferente.

A despeito da tradicional imagem cliche, seja de coisas ruins (violencia, desmatamento ambiental, corrupcao), ou coisas boas (carnaval, futebol, samba, alegria, mulheres, sensualidade), os estrangeiros que conheci nessa jornada tem uma profunda curiosidade sobre o Brasil. O Brasil que esta virando potencia, o Brasil que cresce, o Brasil que em meio a crise internacional tem pleno emprego e projeto de desenvolvimento.

A classe media que Marilena Chaui disse odiar (sentimento do qual eu compartilho) e a principal fonte de publicidade negativa do Brasil no exterior. Essa classe media e a espinha dorsal que tirou a mascara da direita fascista que perdeu a vergonha de dizer que existe. E impressionante o odio que essa gente desfruta contra o Brasil, contra o PT, contra Lula e contra aqueles que os apoiam. O odio e mais claro aos beneficiarios dos programas sociais do governo, sobretudo no Nordeste, para eles, responsaveis pela tragedia petralha brasileira (parafraseando o blogueiro chapeleiro safado da Veja).

E o que mais me causa ojeriza e que essa classe media, que no Brasil vive de aparencias, nas filas do Shopping Iguatemi, sai do Brasil com a impafia de sempre para lavar pratos em restaurants asiaticos no exterior. Mas claro, continuam com o rei na barriga, sem perder a pose, isso nunca!

O despertar da direita brasileira e um perigo. O PT e as esquerdas precisam de alguma forma cristalizar as conquistas alcancadas nos ultimos 10 anos. Os programas sociais, as reservas mineirais (nao so o Pre Sal). Eles estam babando e virao com tudo. Eles voltaram e em algum momento cobrarao de volta seu posto. Seja nas urnas, com representante natos ou cavalos de troia (Eduardo Campos!), seja na forma mais tradicional com a qual eles sempre se apresentam: o Golpe!

PS: desculpem a falta de acentos ou qualquer erro, meu teclado nao fala portugues!

Responder

    Lindivaldo

    26/09/2013 - 11h21

    Alexandre,

    Sua análise é real e deve ser levada em consideração nas ações contra o crescimento dos movimentos reacionários.

    museusp batista neto

    26/09/2013 - 12h12

    A classe média “inculta e bela” é o único segmento da nossa sociedade que se acultura na pregação preconceituosa e monotônica da mídia mercenária liderada pela GLOBAL OVERSEAS INVESTMENTS BV e nela ainda acredita. Enquanto não for quebrado o controle das comunicações, a “reforma agrária do espaço aéreo brasileiro”, essa doença social só tende a agravar-se.

    madtux

    27/11/2013 - 15h51

    Está fora do Brasil há muito tempo mesmo, já tá pensando como gringo.

trombeta

25/09/2013 - 18h06

Resumo da ópera: a direita sabe que não tem votos para voltar ao poder e como é praxe na américa latina torce por um golpe civil, militar, midiático… ou todos juntos para retornar ao comando da chave do cofre e iniciar um novo ciclo de domínio.

O interessante conforme aponta um comentarista abaixo é o comportamento do esquerdismo não só no Brasil mas em outros países com governos progressistas como a Argentina, Bolívia, Equador…

Fazem uma oposição tão raivosa quanto à direita, aliam-se invariavelmente às teses conservadoras para desgastar os governos quando não utilizam os sindicatos que administram para implementar um política agressiva de combate a esses governos ditos progressistas.

Responder

    carmina Rodrigues

    25/09/2013 - 20h40

    Concordo e peço permissão p publicar seu comentario.

Valcir Barsanulfo

25/09/2013 - 17h23

A direita enxerga longe, seu coração bate no bolso ou na bolsa.
Essa do PAPA HÓSTIA Ives Gandra criticar o domínio do fato, é uma mostra que a defesa do MENSALÃO TUCANO MINEIRO, já está em andamento.
O Zé Dirceu já se ferrou mesmo, para que domínio do fato agora?

Responder

renato

25/09/2013 - 16h39

Quando é que eu vou votar na Dilma?
Ninguem me diz.
Se ninguem me disser vou votar no Lula!
Pronto acabô!

Responder

    renato

    25/09/2013 - 16h41

    Lula voltou…………!
    E agora, José?

Fernando

25/09/2013 - 16h10

Você não concordam com a direita (ideal) em sí ou com a direita brasileira?

Responder

Urbano

25/09/2013 - 15h14

É… um ataúde em pé não deixa de ser um armário…

Responder

Matheus

25/09/2013 - 14h58

Resumindo o artigo:

a) Bajulação governista: “o PT é partido dos pobres”. É claro, basta olhar a lista oficial de financiadores privados. Apenas pobretões como Odebrecht, Bradesco e Eike Batista.

b) Chantagem governista: “se você não apoiar o PT, haverá um golpe de Estado e os tucanos vão instalar uma ditadura!”.

Fato ignorado durante todo o texto: o conservadorismo não deixou de participar de um único governo no Brasil, e no governo atual os conservadores de diversas correntes (ruralistas, evangélicos, militaristas, neoliberais) estão MUITO presentes e pauta a maior parte das decisões da Dilma.

Responder

    Ulisses

    25/09/2013 - 19h24

    O pior conservador hoje é a mídia e esta está toda contra o PT. Para você não basta? E ai irmão, os partidos picaretas que apoiam entre aspas o PT, não apoiam uma CPI que ia pegar a mídia e o PSDB como a do Cachoeira! E para piorar, temos um judiciário criminoso e reacionário que protege o PSDB e mente escandalosamente sobre o único caso de corrupção do PT em 10 anos de governo. Parece brincadeira, mas a única coisa que a mídia acusa o PT é do mensalão coisa que o PSDB tem um igualzinho. Fora as verdadeiras roubalheiras do PSDB como a compra de votos de FHC (verdadeiro mensalão, Privataria tucana, Metro de SP. rodoanel de SP e por aí vai, a lista é enorme, há esqueci da lista de Furnas.

    Matheus

    26/09/2013 - 15h07

    Eu defendi o PSDB?

    renato

    26/09/2013 - 18h28

    Matheus, não deixe de votar no Meu Presidente Lula!!!
    Por favor, ou em quem ele pedir..
    Você escreve bem demais, e as vezes é preciso voltar
    para reler o texto…
    Você manda bem..

    Abel

    25/09/2013 - 19h34

    Meu caro Matheus – a isso dá-se o nome de “democracia”. É a convivência dos contrários (sempre que possível ;). Ricos também apoiam o PT? Que descoberta fantástica! Eles colocam o dinheiro onde esperam ter retorno – seja no PT (óbvio, está no poder desde 2002), no PSDB (mais na época do FHC) ou em apostas para o futuro (?), tipo Marina Silva. Eu também não acho que o Brasil iria acabar se, suponhamos, Aécio Neves ganhasse a eleição (não necessariamente a próxima, veja bem ;) – mas certamente os avanços conquistados nos últimos dez anos pela imensa população pobre correriam um sério risco; na melhor das hipóteses, de não avançar mais. Portanto, apareça com algum argumento mais original. Esses dois que citou são bem batidinhos…

    Carlos Db

    26/09/2013 - 10h53

    Parabens por sua clareza. Parabens por ensinar. Parabens!

    Matheus

    26/09/2013 - 15h13

    Meu caro Abel,

    Poupe-me do maniqueísmo estanque e vazio. PSDB e PT tem muito mais semelhanças que divergências. Tucanos e petistas compartilham objetivos, concepções, retóricas e, last but not least, financiadores. Se a esquerda brasileira não abre os olhos para esse fato e busca superar o “regime de partido único com 30 facções de direita” vigente no Brasil, corre o risco de morrer vítima das suas próprias ilusões. Textos como o do meu xará Matheus Pichonelli apenas contribuem para essas ilusões autodestrutivas da esquerda brasileira.

    museusp batista neto

    26/09/2013 - 12h55

    Daí, então, o “esquerdismo”, sem rumo e sem disposição e estratégia para abrir seus próprios espaços, acaba aliando-se ao pior reacionarismo como o menino mimado que, se não é escalado no ataque, quer ir embora e levar a bola para casa.

    Mário SF Alves

    26/09/2013 - 21h30

    Matheus,

    Concordo e endosso o entendimento do Renato.

    Mário SF Alves

    26/09/2013 - 21h34

    E, por mais paradoxal que possa parecer, o mesmo diria sobre o comentário réplica donAbel.

João Vargas

25/09/2013 - 14h45

A direita no Brasil é pior do que em outros países. Aqui os conservadores(principalmente os oriundos da classe média)só pensam no seu bem estar não importando que as pessoas menos favorecidas pelo sistema morram de fome e não tenham acesso à saúde e educação.Como exemplo cito o caso dos médicos estrangeiros que continuam tendo que enfrentar a intransigência dos CRMS, que apesar de terem perdido todas as ações que impetraram, continuam negando-se a fornecerem os registros temporários.

Responder

Bacellar

25/09/2013 - 14h28

Recentemente achei em casa um livrinho da época de escola escrito justamente pelo xará do Mino Carta, o sobrancelhudo sobranceiro Demétrio Magnoli….Trata-se de um libreto didático voltado ao público adolescente com a intenção de esclarecer sobre a geo-política dos anos 90 e os possíveis cenários geo-políticos do anos 2000….Um verdadeiro dom divino o talento do sobrancelhudo para escrever previsões furadas! Vergonhoso…

Responder

Alemao

25/09/2013 - 13h46

Não é à toa que essa revista não vende nada. Que artigo mais chinelo. Dizer que os conservadores são contra os partidos políticos é algo surreal. Depois ele diz que o PT E o PSDB lutavam contra o Maluf, mas como depois cada um foi para um lado, com o PT acolhendo o Maluf, isso implicou na guinada à direita do PSDB. É hilário ou o quê? Discurso anti-corrupção é indicativo de ascensão ao conservadorismo? Ser progressista é ser corrupto? O PT não defendia tb essa bandeira? Realmente nota zero para o artigo.

Responder

    Ulisses

    25/09/2013 - 19h18

    Antes do partido, não Maluf apoiar o PT era era PSDB de FHC! Isto você não lembra né Alemão? Vai se mancar cara. Se ferraram por que o PT hoje é governo e todos partidos nanicos procuram sempre quem está ganhando. Então PSDB se ferrou por que o povo descobriu a razão deste partido reacionário que é apenas roubar e idiotas lambe botas paoiarem

    Alemao

    26/09/2013 - 04h39

    Nota zero de interpretação de texto para vc e para o Alex, sorte de vcs que no ENEM teriam tirado nota 10.

    Alex Mendes

    25/09/2013 - 21h46

    Você distorce os fatos, caro,

    Quando o Maluf apoiou o Serra pra governador, toda a mídia PiG ficou quietinha e escondeu o fato. O apoio do Maluf ao PT é irrisório e pouco voto agregou, mas valeu para combater toda a manipulação da mídia a favor do queridinho dela, J. “chirico” Serra, o homem da bolinha de papel de 2 kg, já que ele e Alckmin fazem há anos contratos SEM LICITAÇÃO para assinaturas de veja, recreio e outras baboseiras. Depois a veja diz que vende pra caramba, pra lucrar mais com propaganda. lucro duplo, bolsos cheios pros barões da mídia e escrúpulos zero.

    Já se foram mais de R$500 milhões dos paulistas nessa farra de comprar assinaturas da pig SEM LICITAÇÃO e nada do MP paulista agir.

    Abra o olho, meu caro…

izaias almada

25/09/2013 - 12h32

Artigo interessante do Pichonelli.
No meu modesto ponto de vista, falta agora aos “estudiosos do tema” se debruçarem também sobre um fenômeno interessante: o surgimento da esquerda Pilatos, a esquerda que abandona não só antigos partidos de esquerda, mas que – mantendo-se numa possível postura esquerdista, lavam as mãos diante da acusação da “maior corrupção da história política brasileira”, a corrupção ao Partido dos Trabalhadores, engrossando o lado moralista do tema.

Responder

1One

25/09/2013 - 12h12

E o alerta: sou uma pessoa simples e sem cargos, porém meu telefone e mais de uns próximos estão “gravandos”. Todo cuidado é pouco. A direita está tirando perfis de pessoas segundo seus critérios.

Responder

Sala Fério

25/09/2013 - 11h45

Justamente. Veja o omentário postado por dois indivíduos hoje, no portal Terra: (copiei e colei)

ALEXANDRE FURLANIS
25/09/2013, 08h35

Para um Brasil melhor.

MATEM PETISTAS.
MATEM SINDICALISTAS
MATEM QUALQUER UM COM BANDEIRA VERMELHA.

POR UM BRASIL VERDE E AMARELO.
Já estou com saudades dessas cores.

01 resposta

Direita Sempre

25/09/2013, 08h48
Apoiado.

reportar abuso

Link:
http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/apos-denuncia-de-fraude-novo-partido-de-paulinho-e-aprovado-pelo-tse,829beb4109151410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

Reportei abuso, é lógico. Vamos ver se vão fazer algo a respeito. Apologia ao crime na rede?

Responder

Carlos Db

25/09/2013 - 11h23

A direita saiu do armario depois do indice de corrupção do governo petista ultrapassar o limite do aceitavel. Se a direita voltar ao poder a culpa é estritamente do PT e seus representados. Incompetentes e corrompídos.

Responder

    cid elias

    25/09/2013 - 13h46

    Cuma? Pare de ler vejaqmentira e assistir a grobo, filhote…

    Carlos Db

    26/09/2013 - 10h11

    A falta de educação é notoria de vcs, cegos da falsa esquerda, ignorantes de ideologia. Vá ler Leonel Brizola, Carlos Prestes, Lacerda. Vá se educar na politica e na ideologia.

    Carlos Db

    26/09/2013 - 10h50

    Para vc entender o nivel da incompetencia politica do (des)governo petista e como viabiliza a eleição da direita entreguista:
    26/09/2013 – 06h00
    Paulinho diz que Dilma hoje é sua inimiga e promete apoiar oposição
    … Durante a entrevista, o político de 57 anos fez inúmeras críticas à presidente e ao governo federal petista. “Ela [Dilma] vive hoje da fama que o Lula tinha nessa área [sindical]. Você pode ver. O discurso dela é: ‘Porque o Lula fez, o Lula fez’. Pergunte o que ela fez? Ela não fez coisa nenhuma. Para os trabalhadores, não”.

    Paulinho cita compromissos que a petista fez durante a campanha eleitoral de 2010 com várias centrais sindicais. Por exemplo, o fim da fórmula conhecida como fator previdenciário para as aposentadorias da iniciativa privada. “Ela se comprometeu junto com o ex-presidente Lula. E não cumpriu coisa nenhuma. Eu não tenho como apoiar alguém que concorda fazer as coisas para os trabalhadores e no outro dia muda de lado. Ela não é minha mãe”.

    Antes de romper com o governo, Paulinho relata ter conversado com o padrinho político de Dilma. “Ela abandonou as causas trabalhistas. Eu falei isso para o Lula: ‘Lula, não me peça para fazer nada por essa mulher que eu não faço'”.

    Vc está lendo o que eu escrevi. Burrice, incompetencia, visão curta, falta de um projeto político, traições, …
    E deu a merd… que nos encontramos.
    Nunca estivemos tão perto de eleger o Sr. Aetico Never.
    Culpa da incompetencia e traições petistas aos seu reais e leais companheiros de TODAS as horas ( o Sr. Paulinho retiro da lista!). O Pt consegue reunir qtas pessoas em seu apoio hoje? Duas, tres?
    Quem viver verá. Fora Dilma, já!!!!!!!!!!!!!

    Ulisses

    25/09/2013 - 19h14

    Já leu Privataria Tucana, O Principe da Privataria, sabe algo sobre o Mensalão Tucano em Minas Gerais, a Lista de Furnas, o Metro de SP, o Rodoanel de SP, só para citar os mais divulgados? Ou é apenas um troll totalmente sem argumentos,enchendo o saco aqui,

Deixe uma resposta