VIOMUNDO

Maria Rita Kehl denuncia que foi demitida do Estadão por um ‘delito’ de opinião

07 de outubro de 2010 às 11h46

Quinta, 7 de outubro de 2010, 11h25  Atualizada às 11h41

Maria Rita Kehl: “Fui demitida por um ‘delito’ de opinião”

Bob Fernandes, no Terra Magazine, dica do leitor Fernando

A psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida pelo Jornal O Estado de S. Paulo depois de ter escrito, no último sábado (2), artigo sobre a “desqualificação” dos votos dos pobres. O texto, intitulado “Dois pesos…”, gerou grande repercussão na internet e mídias sociais nos últimos dias.

Nesta quinta-feira (7), ela falou a Terra Magazine sobre as consequências do seu artigo e o motivo de sua demissão:

– Fui demitida pelo jornal o Estado de S. Paulo pelo que consideraram um “delito” de opinião (…) Como é que um jornal que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

Leia abaixo a entrevista.

Terra Magazine – Maria Rita, você escreveu um artigo no jornal O Estado de S.Paulo que levou a uma grande polêmica, em especial na internet, nas mídias sociais nos últimos dias. Em resumo, sobre a desqualificação dos votos dos pobres. Ao que se diz, o artigo teria provocado conseqüências para você…
Maria Rita Kehl – E provocou, sim…

- Quais?
– Fui demitida pelo jornal O Estado de S.Paulo pelo que consideraram um “delito” de opinião.

- Quando?
– Fui comunicada ontem (quarta-feira, 6).

- E por qual motivo?
– O argumento é que eles estavam examinando o comportamento, as reações ao que escrevi e escrevia, e que, por causa da repercussão (na internet), a situação se tornou intolerável, insustentável, não me lembro bem que expressão usaram.

- Você chegou a argumentar algo?
– Eu disse que a repercussão mostrava, revelava que, se tinha quem não gostasse do que escrevo, tinha também quem goste. Se tem leitores que são desfavoráveis, tem leitores que são a favor, o que é bom, saudável…

- Que sentimento fica para você?
– É tudo tão absurdo…a imprensa que reclama, que alega ter o governo intenções de censura, de autoritarismo…

- Você concorda com essa tese?
– Não, acho que o presidente Lula e seus ministros cometem um erro estratégico quando criticam, quando se queixam da imprensa, da mídia, um erro porque isso, nesse ambiente eleitoral pode soar autoritário, mas eu não conheço nenhuma medida, nenhuma ação concreta, nunca ouvi falar de nenhuma ação concreta para cercear a imprensa. Não me refiro a debates, frases soltas, falo em ação concreta, concretizada. Não conheço nenhuma, e, por outro lado…

- …Por outro lado…?
– Por outro lado a imprensa que tem seus interesses econômicos, partidários, demite alguém, demite a mim, pelo que considera um “delito” de opinião. Acho absurdo, não concordo, que o dono do Maranhão (Senador José Sarney) consiga impor a medida que impôs ao jornal Estado de S.Paulo, mas como pode esse mesmo jornal demitir alguém apenas porque expos uma opinião? Como é que um jornal que está, que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

- Você imagina que isso tenha algo a ver com as eleições?
– Acho que sim. Isso se agravou com a eleição pois, pelo que eles me alegam agora, já havia descontentamento com minhas análises, minhas opiniões políticas.

Clique aqui para ler o artigo que levou à demissão da colunista

 

132 Comentários escrever comentário »

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Francisco

19/05/2012 - 08h54

Que brilhante, de uns tempos para cá, venho acompanhando a trajetória de Maria Rita Kehl esta psicanalista de caráter ilibado e, pelo pouco que conheci de Freud, se este estivesse vivo aplaudira sem sombras de dúvidas a Maria Rita Kehl por ser corajosa e dar testemunho de como ser psicanalista nos dias atuais.

Parabéns, por sua atitude voraz!

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DOIS PESOS E/OU DUAS MEDIDAS

12/10/2010 - 11h30

[…] manteve uma coluna quinzenal no Caderno 2, em O  Estado de S. Paulo. Nessa quarta-feira, ela foi demitida depois de ter escrito o artigo Dois Pesos, publicado no último sábado (2), onde abordou a “desqualificação” dos votos dos […]

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2010, século XVIII: temporada de caça às bruxas « "Se não posso dançar, não é minha revolução" Emma Goldman

11/10/2010 - 02h50

[…] mídia (aquela que apoiou a “ditabranda”) – aliás, talvez por isso mesmo é que tenham demitido Maria Rita Kehl, né? – mas, por um instante, achei que estivéssemos no século […]

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Voto obrigatório, democracia e tiroteio midiático | A Last Requiem

09/10/2010 - 21h37

[…] Segundo o Vi o Mundo e o Observatório de Imprensa, entre outros veículos, a psicanalista e jornalista maria Kehl foi […]

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nelisa guimaraes

09/10/2010 - 05h16

querida maria rita, acompanhando a importante análise que você tem feito, desde o artigo dois pesos… até sua posição nesta entrevista, parabenizo você mais uma vez pelas posições e me solidarizo com a resistência às censuras, em ato ou em palavras que ridicularizam posições, todas todas todas legítimas – os jornais deveriam manter este plano livre de circulação das opiniões e posições… grande abraço amigo, nelisa

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Maria Rita Kehl: Os bastidores de sua demissão pelo Estadão | 2010 Sem SERRA

08/10/2010 - 21h15

[…] manteve uma coluna quinzenal no Caderno 2, em O  Estado de S. Paulo. Nessa quarta-feira, ela foi demitida depois de ter escrito o artigo Dois Pesos, publicado no último sábado (2), onde abordou a “desqualificação” dos votos dos […]

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Ulysses

08/10/2010 - 21h14

Muito interessante o artigo de Maria Rita, mas isso realmente não vem ao caso. Alguém disse que agora o Estadão mostrou a sua cara. Na verdade ele nunca escondeu que não apóia o governo do presidente Lula, acusando-o inclusive de censura. A CENSURA acontece quando o governo impõe limites ou condições ao que pode ser publicado. Quando a direção do jornal escolhe aquelas matérias que se encaixam em suas visões políticas, trata-se de CONTROLE EDITORIAL. Vale lembrar ainda que o Estadão é uma empresa privada que, como qualquer outra, estando insatisfeito com o trabalho de determinado funcionário, pode demiti-lo. Por que o espanto?

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Jefferson Zanutto

08/10/2010 - 21h04

Não entendo por que tanta indignação.

Seria estranho esperar outra atitude desta empresa.

Creio que foram coerentes com sua história.

Eu ficaria sim surpreso se isto ocorrese com meios de comunicação que merecessem credibilidade, não é este o caso.

Parei de ler estes arrotos midiáticos há tempos. Ainda bem!

Só para completar. Tenho nível superior, mestrado em uma das melhores universidades do mundo. Além de outras

atividades que exerço também sou empresário. Falo inglês, francês. Para este tipo de imprensa se a classe

mais abastada da sociedade vota na DILMA é opção. Porque então desqualificar o voto do pobre?

Votei pra DILMA e me orgulho de fazer parte da ampla parcela da população brasileira que assim como eu viu a

esperança vencer o medo!

Abraços!

Jefferson Zanutto

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Hiram Cohen

08/10/2010 - 18h44

Esse jornal não forma opinião, tenta impor opiniões.
Quem não gosta dele faz feito eu faço… não o leio.

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Maria Rita Kehl: Os bastidores de sua demissão pelo Estadão « Blog do EASON

08/10/2010 - 18h04

[…] manteve uma coluna quinzenal no Caderno 2, em O  Estado de S. Paulo. Nessa quarta-feira, ela foi demitida depois de ter escrito o artigo Dois Pesos, publicado no último sábado (2), onde abordou a “desqualificação” dos votos dos […]

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Maria Rita Kehl: Os bastidores de sua demissão pelo Estadão « Dilma para Presidente

08/10/2010 - 15h45

[…] manteve uma coluna quinzenal no Caderno 2, em O  Estado de S. Paulo. Nessa quarta-feira, ela foi demitida depois de ter escrito o artigo Dois Pesos, publicado no último sábado (2), onde abordou a “desqualificação” dos votos dos […]

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paulo leme

08/10/2010 - 11h46

às favas ética e escrupulos
só vale para os inimigos
me solidarizo com Maria Rita
sua matéria "dois pesos" é uma peça brilhante é oportuna
e enseja reflexão mesmo daqueles q não concordem com ela
(q não é o meu caso)
o "Estadao" mostra sua cara

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@arnald_teacher

08/10/2010 - 11h14

Mas e a tal liberdade de imprensa?

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Maria Rita Kehl: Os bastidores de sua demissão pelo Estadão | Atenção Flutuante

08/10/2010 - 10h58

[…] manteve uma coluna quinzenal no Caderno 2, em O  Estado de S. Paulo. Nessa quarta-feira, ela foi demitida depois de ter escrito o artigo Dois Pesos, publicado no último sábado (2), onde abordou a “desqualificação” dos votos dos […]

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Maria Rita Kehl: Os bastidores de sua demissão pelo Estadão | Viomundo - O que você não vê na mídia

08/10/2010 - 09h17

[…] manteve uma coluna quinzenal no Caderno 2, em O  Estado de S. Paulo. Nessa quarta-feira, ela foi demitida depois de ter escrito o artigo Dois Pesos, publicado no último sábado (2), onde abordou a “desqualificação” dos votos dos […]

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Marat

08/10/2010 - 07h11

Quer dizer que o Estadão CENSUROU Maria Rita Kehl???? Há quantos dias ela está sob censura?

Responder

    Ana

    08/10/2010 - 10h28

    Impossível que o jornal Estado de S. Paulo tenha mesmo essa razão para a demissão. Maria Rita Kehl acabou de ganhar o 1º lugar no Prêmio Jabuti, o maior prêmio brasileiro de literatura, no caso dela, de psicologia, educação e psicanálise, com um livro sobre depressão chamado O tempo e o cão, da editora Boitempo! Quem ganha um jabuti em um dia em psicanálise não pode ser despedida no outro por o jornal querer alguém que escreva sobre isso. tsc

Lucas

08/10/2010 - 01h15

"É assim a mídia nativa. Nasceu na Casa Grande e não visita a senzala. Não venha falar de pobre com eles. Te mandam calar a boca: estão muito ocupados defendendo a liberdade de imprensa."
http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2010/10

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Luci

07/10/2010 - 23h47

Jornal ultrapassado e decadente.

Responder

A liberdade de expressão e os jornalistas importantes… « Livre pensar é só pensar!

07/10/2010 - 22h35

[…] do Estadão, foi demitida sumariamente por ter escrito o artigo que repasso abaixo. Duvidam? Então cliquem aqui para ler o caso da demissão e a entrevista da Khel sobre as motivações da mesma. Mas, acima de […]

Responder

Regina

07/10/2010 - 22h35

O PIG deu um tiro no pé e Maria Rita Kehl (a quem admiro) ajudou. Obrigada! Eles se revelam como realmente são. Fazem projeção o tempo todo, igualzinho o Serra.
Se o PIG (Globo, Estadão, Folha, Veja…) pudesse e certos verdes também, exterminariam os pobres para poderem viver mais "confortavelmente" em espaços maiores com oxigênio exclusivo e em grande estoque.

Responder

CC.Brega.mim

07/10/2010 - 22h15

Agora o PIG está veiculando sua “versão oficial”:

além de aceitar sua demissão sumária como “acordo entre partes”

caberia ao empregado dispensado

ainda por cima manter “sigilo”

sobre a sua situação trabalhista no momento completamente incerta.

gostaria de saber se o Estadão também sugere

que sejam cassados os direitos trabalhistas de outros trabalhadores?

o que se pode esperar de um candidato amigo dos patrões

e de empresas de informação que mantém

este tipo de desqualificação do trabalhador…

ou não se trata de uma relação comercial?

em que uma parte individual

disputa com um conglomerado de instituições de capital privado,

que conta inclusive com assessoria jurídica

“em igualdade de condições”

A lei brasileira proíbe qualquer tipo de censura.

Não é o governo que não pode censurar

É a totalidade dos cidadãos

Censura em ambiente de trabalho

é inconstitucional no Brasil.
http://vaiencarar.wordpress.com/2010/10/07/estada

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Allan

07/10/2010 - 22h08

Já leram o manifesto dos professores de filosofia a favor da Dilma?
Lindo, lindo, lindo…. https://sites.google.com/site/manifestofilosofosp

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aurica_sp

07/10/2010 - 21h41

Foi tarde!!! Acho que o Estadão quer angariar estes votos pro Serra…

Responder

Marat

07/10/2010 - 21h22

Com a palavra o RSF…

Responder

Morais

07/10/2010 - 21h22

Esta é a nossa imprensa, ela quer a liberdade de expressão dela e qualquer um que pense ou fale de forma diferente deve sofrer punição severa.
Que bom que esta mídia antiquada está caindo e o povo está enxergando mais e melhor.

Responder

jose

07/10/2010 - 21h09

Maria Rita, vc foi demitida do Estadão por puro obscurantismo desse jornal como aliás da imprensa em geral. Estou com vc, presto minha solidariedade como professor titular de sociologia e com longa formação em psicanálise. O PIG lamenta não poder demitir o povo brasileiro do Brasil. Seu artigo é lindo, uma análise muito boa sobre os preconceitos dessa elite mesquinha que assola o país. Um grande abraço e conte conosco.
Jose Miguel Rasia – Curitba -Pr

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OUROPRETANA

07/10/2010 - 21h00

Sr. Azenha.Resposta ao vídeo com aquele tal do Marcelo Madureira: http://www.youtube.com/watch?v=uuJreN6wfgQ

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Carlos Teixeira

07/10/2010 - 20h15

nica garantia de vigilância da imprensa sobre os atos do futuro Governo Federal. A população deve entender a importância deste argumento na hora de escolher o futuro Presidente da República, no segundo turno das eleições, no final do mês. Se José Serra for eleito, a população voltará a ter a mesma cobertura ineficiente, registrada durante os anos de Fernando Henrique Cardoso. O “desinteresse” que impossibilitou o conhecimento sobre as falcatruas envolvidas no processo de compra de votos da reeleição, das negociações em torno das privatizações e no relacionamento de banqueiros com autoridades.

Com Serra, são grandes as possibilidades de repetição de hábitos de relacionamento registrados em Minas e São Paulo. Os jornais mineiros se esmeram em evitar informações negativas sobre o governo Aécio Neves, agora comandado por Antônio Anastasia. A maior parte da população certamente não sabe, também, do poder que José Serra tem em mandar e desmandar nas redações.

Por isso mesmo, vale a pena repetir. Vote em Dilma para ter uma imprensa ocupada em cobrir de fato as ações dos políticos.

Responder

Arnaldo Costa

07/10/2010 - 19h58

Já disse e volto a repetir: ONDE TEM DEMOTUCANOS TEM CENSURA NA IMPRENSA. É a ditadura dos meios de comunicação. Eles e seus aliados têm o direito a tudo: infringir a lei, mentir, lançar boatos e preconceitos, difamar pessoas, manipular fatos, usar do tráfico de influências, vender propagandas como se fossem notícias, atuarem em campanhas, inclusive praticando crimes eleitorais, entre outros. Já seus adversários têm o direito de ficar calados. São omissos cúmplices e coniventes com os desmandos de seus comparsas e, ao mesmo tempo, perseguem seus desafetos. Tentaram calar o presidente simplesmente porque ele estava se defendendo do jogo sujo e rasteiro desses oportunistas. São intolerantes. Não aceitam o dialogo ou qualquer tipo de opinião que não seja a deles. Essa repórter não foi a primeira nem será a última a ser censurada e demitida. Não têm envergadura moral para tratarem de “liberdade de imprensa”. São uns hipócritas. Aqui em Minas e em São Paulo estabeleceram verdadeiras ditaduras da imprensa. CANSAMOS DE SER ENGANADOS. Vamos lutar por uma sociedade mais livre, evoluída, justa e igualitária. DILMA neles!

Responder

Paulo

07/10/2010 - 19h55

Maria Rita Kehl, ser demitida do Estadão é antes de tudo uma honra! Parabéns!

Responder

pap

07/10/2010 - 19h52

ola

Não simpatizo com o pessoal do mundo psi(psicologos e psquiatras),e levando em conta não cometer o erro de generalização,quando
tive oportunidade de estar com certas pessoas da classe psi os defeitos que essa gente me mostrou foram o de serem burocraticos,donos-da-verdade,acomodados e acomodadores,"os mocinhos",descompromissados,vivendo e pensando com a cabeça
nas nuvens,gente sem graça,donos-da-verdade que quando falham ou nao tem o que dizer vem com papo de limites e não admitem
que falham ou falhas deixam nas costas do paciente para resolver.E, para mim, o pior do mundo psi são aqueles que atuam em
recursos humanos, e levando em conta nao generalizar, não passam de paus-mandados,pelegos e vassalos de seus Senhores feu-
dais e coroneis empresariais,que lhe sustentam, desde que produzam toda e quaisquer bobagens que justifique o que seus Senhores
e o tal "mundo corporativo" lhes paguem e possa reproduzir seu pensamento opressivo e boçal no mundo corporativo,elistista e do pig.
Mas,vem que surge alguem como DOUTORA MARIA RITA KEHL- isso mm em letras grandes- (e num jornal viuva de tibiriça e joão
ramalho) corajosamente escreve coisas que o jornal quatrocentão nao gosta, porque incomoda aqueles que vivem
das migalhas da falida wall street e do king kong decaido, que são estes estados unidos.Diz verdades que a VASSALAGEM DOS
RH do mundo corporativo faz de conta que não existe – alias alguem esqueceu da censura que a revista do pig "exame" sofreu por
causa da materia – veja bem, nao generalizando-sobre arapucas de agencias de recolocaçao do mal- há alguns anos?
DOUTORA MARIA RITA KEHL TEVE CORAGEM DE POR O GUIZO NO GATO,ALIAS, NA VIUVA da republica cafe-com-leite.
DOUTORA MARIA RITA KEHL MOSTROU QUE TEM PSIS COM ATITUDE, COMPROMISSO E DEVERIA SER UM EXEMPLO PARA
A CATEGORIA PSI! DEVERIA SER APOIADA E PRESTIGIADA PELO POVO PSI.SEU CASO DEVERIA SER ESTUDADO EM SALA
DE AULA NAS FACULDADES.
DOUTORA MARIA RITA KEHL, garanto que tibiriça,joao ramalho e bartira teriam vergonha deste jornal quatrocentão oligarca saudoso
da republica cafe-com-leite que eles são no fundo, viuvas que ficaram devido a revolução de 30 da apeada republica cafe-com-leite.
Essa jornal só sabe algo do que se passa com os humildes por causa do livro "os sertões" escrito por um ex-correspondente deles.
O jornal quatrocentão, que se acha fundador de são paulo – e por acaso cuidam do tumulo do tibiriça?- é a cara da republica cafe-
com-leite.
DOUTORA MARIA RITA KEHL,porque ficar triste de ter sido demitida do "museu de novidades"?
Saiba a SENHORA que mais do que nunca a tenho na mais alta estima e consideração, depois do que escreveu.
DOUTORA MARIA RITA KEHL, não sou analista, mas aceitaria uma sugestão? Considere esta demissão como um premio.
Siga sua carreira de articulista em outras midias.
BOA SORTE E TUDO DE BOM.
OBS. Peço licença à Dra Kehl e analistas de plantão para dizer que o jornal quatrocentão, introjeta alguém que tanto criticou – Paulo
Maluf. Ou seja, tem postura de maluf, quando este diz que fez obras aqui e acola.Já o jornal quatrocentao se acha fundador de SP,
foi quem proclamou a independencia e a republica, aboliu a escravidão, acabou com a guerra de canudos,lutou contra ditaduras e
na segunda guerra, que trouxe desenvolvimento para o pais, que fez apoiou planos economicos,criou a modernidade paulista, nossa!
Sugiro ao jornal quatrocentão fazer analise. Minha sugestão é Zé celso martines correia!

Responder

Luci

07/10/2010 - 19h45

Cai a máscara da defesa da liberdade de expressão. O que a "elite" que esqueceu a origem pobre e, hoje se arvoram contra os empobrecidos (pelos privilégios e distinções) de chicotinhos nas mãos. A demissão de Maria Rita demonstra que caiu a máscara da cordialidade, da solidariedade do país da alegria.Estamos presenciando uma fase dificil para todos nós neste período eleitoral:a intolerância, o cerceamento do direito de expressar opiniões que contrariem os grupos dominantes de São Paulo. A Intolerância, demitiu Maria Rita Khel.

Responder

Lucila

07/10/2010 - 19h42

Caro Azenha,
Desculpe estar fora do assunto, ams é importante!
URGENTE!
Amanhã ás 10:00 na Faculdade de Direito no Largo de São Francisco

ATO PRÓ DILMA.
Presentes:
Eduardo Suplicy
Dalmo Dallari
Paulo Teixeira
VÁRIOS Professores da Faculdade de Direito

Responder

El Cid

07/10/2010 - 19h37

O artigo dela não era favorável ao governo. Discorria sobre o preconceito contra os pobres.

Com a demissão, o Estadão explicita de qual lado está no que diz respeito ao apartheid social no Brasil. De qualquer forma, quem chegou a ler alguma de suas edições, mesmo antes dessa histeria eleitoral, já sabia qual era a deles.

Responder

El Cid

07/10/2010 - 19h31

Sugiro:

…chegou o momento do Estadão começar a colocar no espaço antes destinado à Maria Rita o seguinte texto:

"Maria Rita kehl está há xxx dias sob censura neste jornal"

Hipocrisia ou cara de pau? Escolham.

Responder

El Cid

07/10/2010 - 19h29

… e aí Dona Judith, OAB do Ophir, Hélio Bicudo, Instituto Milenium ? E a nota a imprensa sobre a liberdade de expressão ?

O Brasil é onde existe mais hipócrita por metro quadrado ! me desculpem…

Responder

Henrique

07/10/2010 - 19h26

Eu que já era admirador dela, agora virei seu fã.
Henrique

Responder

Antonio

07/10/2010 - 19h21

O PIG é uma b_sta. Sua ideologia frágil, corrompida e colonialista não resiste a uma análise mais profunda da realidade da vida dos brasileiros. O PIG não vale o papel que gasta.
Maria Rita, parabéns por seu artigo. Você tocou em feridas que a aristocracia democrática votante paulista tem nojo só de pensar. Pobres … só servem para carregar a liteira. E olhe lá! É preciso muito chicote.

Na primeira frase acima, completem com a letra que quiserem: e ou o.

Responder

Julio Silveira

07/10/2010 - 18h54

De alguma forma a que se criar mecanismos para amansar essas familias detentoras das nossas concessões publicas.
Elas não são donas da voz no Brasil, mas sim o povo brasileiro, que é bastante plural e deve ficar assim.
Esse negocio de querer implantar a republica da midia, que siga a agenda da midia, que atenda a seus interesses tem que acabar.
O Brasil e seus cidadão precisam acordar e se libertar desse jugo do atrazo, e parar de emprestar a quem lhes faz mal em proveito próprio.

Responder

assalariado.

07/10/2010 - 18h40

A burguesia percebe de cara quando um funcionário seu esta fugindo ao seu controle.Seja na produção intelectual,seja na produção da fabrica,seja na produção no campo,enfim.Dai em diante este 'agitador' fica sob fogo cruzado do seu patrão/ chefe,sim(o patrão),insisto,sabe o que é luta de classes,por isso age de forma politica repressiva/ repressora/ manipulam os cerebros o tempo todo,basta observar eles em nossos lares 24 horas por dia – via PIG. Patrão é patrão peão é peão,com gravata ou sem,no escritório ou na fabrica a chibata do empreendedor é dolorida,Neste exato momento quantos assalariados estão sendo perseguidos/ demitidos por reivindicar os seus direitos e,isto pode ser sentido quando lutam contra salários baixos,banco de horas,horas extras impostas,alta produtividade,acordo sindical muitas vezes não respeitados… A ditadura do patrão se estende através de seu Estado,via repressão policial quando levantamos a cabeça e tomamos as ruas. Afinal de contas,este é seu Estado de direita -(sim,eles estão organizados para,além das suas empresas)-,através do seu Estado economico e juridico, na repressão psicologica ou na chibata

Responder

anarchist

07/10/2010 - 18h37

Haaaaa…….nada como ser ANARQUISTA , graças a Deus !!

Responder

eduardopeixoto

07/10/2010 - 18h33

Inlelizmente, essa "limpeza" ideológica já vem sendo feita há muito tempo na imprensa, ela só foi mais uma vítima!
Esse fato da demissão por opinisão precisa ser divulgado na internet!

Responder

Celso

07/10/2010 - 18h14

Vivemos em um estado plenamente democrático? A demissão de Maria Rita e o comportamento da imprensa nessas eleições demonstram claramente que não. Enquanto o governo, vítima de preconceitos, falsas notícias, manipulação de fatos e achaques não reage , podemos advogar que o único elemento democrático na república e que respeita a "democracia jornalística" é o próprio governo. A sociedade assiste inerte e surpresa a todos esses ataques que atingem o governo, o presidente da república, seus representantes e ao próprio povo que também é vítima dessa imprensa marrom. Assim, se tem a impressão de que tudo é verdade. Há uma classe média e intelectual que repete o mantra que a imprensa deve ser respeitada (questão de democracia) assim como ela age. Isso não é democracia e nem respeito a ela, é somente a tibieza em enfrentá-la. Maria Rita já conhecia para quem trabalhava e sabia dos absurdos que o Estadão comete. Por que não se demitiu ou deixou de trabalhar para esse jornal? Vaidade? Super ego que imaginava poder transformar a linha editorial e os interesses da empresa falando diretamente para o leitor /assinante que também é conservador e tem a mesma opinião do jornal? Enquanto não discutirmos seriamente essa imprensa e não levá-la aos tribunais ( que também são suspeitos) estaremos manietados pela opinião da minoria. Grande democracia! Ou, popularmente falando , democracia de m…
O povo entendeu tudo isso e cada dia mais deixa de assinar e ler esses jornais.

Responder

Jair de Souza

07/10/2010 - 18h05

A demissão de Maria Rita pelo Estadão é mais uma prova de que o Partido Midiático usa o centralismo acionário para enquadrar seus militantes (os jornalistas). Lamento o ocorrido. No entanto, não posso aceitar a opinião de que Lula errou ao criticar à mídia. Acho que o grande erro foi não ter feito críticas num nível suficiente para deixar bem claro que a disputa era entre Dilma e o Partido Midiático, formalmente representado por José Serra e os partidos convencionais subordinados à máfia midiática (PSDB, DEMo, PPS, PV, entre outros). Os que consideram errado fazer críticas à mídia parecem querer passar-nos a idéia de que criticar a mídia corporativa é ir contra a liberdade de expressão. A liberdade de expressão deve valer só para os grandes capitalistas que podem ser proprietários de grandes empresas de comunicação? Será que é moralmente aceitável que um pequeno grupo de grandes capitalistas midiáticos tenha o poder de controlar o fluxo de informações e opiniões no país? Acho que Lula errou sim, errou por não ter feito todas as críticas à máfia midiática que seriam necessárias.

Responder

Marcelo Zero

07/10/2010 - 17h52

1)O artigo da Maria Rita Khel, “Dois pesos….”, foi, acima de tudo, uma defesa da democracia. Qualquer democracia digna do nome se assenta no voto e no princípio de que todos os votos têm o mesmo peso e valor. Quem, por quaisquer motivos, desqualifica o voto de boa parte dos cidadãos está, na realidade, desqualificando o próprio regime democrático.

2)Não há nada de errado em se votar de acordo com seus interesses. Todas as classes sociais votam conforme seus interesses e sua percepção do mundo.

3)Programas como o Bolsa Família, que aumentam a renda e criam oportunidades para os mais pobres, tendem a melhorar o voto justamente porque permitem que esses despossuídos votem, legitimamente, de acordo com seus interesses. Eles contribuem para que a prática da compra de votos, tão disseminada nos grotões, seja paulatinamente extinta. Lembre-se que esses programas são políticas de Estado. Serão mantidos independentemente dos resultados das votações. O mesmo não ocorre, é claro, com quem vende o voto: o benefício eventual está vinculado à opção política. Em outras palavras, programas como o Bolsa Família estão ajudando a população mais pobre a se libertar dos grilhões impostos pelo velho coronelismo político e suas práticas antidemocráticas.

4)A demissão da articulista é lamentável. As explicações do Sr. Gandour não convencem. Em sua entrevista, a articulista ressalta que não houve conversa prévia e que a demissão a pegou de surpresa.

5)A grande imprensa deveria assumir de vez, como fez a Sra. Judith Brito, que é, na realidade, um grande partido de oposição ao governo Lula, uma grande Fox nacional.

6)Deveria deixar claro também que seu suposto compromisso com a democracia não se estende ao dissenso.

Responder

Luiz Jornaleiro

07/10/2010 - 17h49

O vetusto e inconfiável jornalão, ao demitir um de seus melhores quadros, está apenas abrindo uma vaga para o mais preparado dos brasileiros, pois este logo precisará de um novo emprego.

Responder

    El Cid

    07/10/2010 - 19h35

    Viva a liberdade de imprensa! Viva a liberdade de expressão! Viva a hipocrisia do Estadão!!!

    Luci

    07/10/2010 - 19h48

    Vetusto lembra decadência.

Alexandre

07/10/2010 - 17h05

Vejam esse grande confronto do Filme “O Homem Sem Face” com Mel Gibson. (apesar de tudo) Filme que trata da boataria religiosa em uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos.

É semelhante ao momento final do eleitor em frente a sua urna contra a boataria.

Tente fazer a tradução!!!e Postem!!!
http://www.youtube.com/watch?v=eJ1DtBGAwJk

Responder

redson

07/10/2010 - 16h58

Apenas mais uma manifestação da hipocrisia dominante na dita "grande" imprensa brasileira. Quando falam em regulação, há grita generalizada. Mas vai um jornalista manifestar sua opinião…Os maiores censores são eles!

Responder

LUIS CARLOS

07/10/2010 - 16h28

Li , entendi, e concordo plenamente, o que ocorre é que vivemos num país repleto de nécios. Incluindo altos executivos que com certeza chega no seu escritorio e fica se perguntando: O que estou fazendo aqui? nossa.. mereço estar aqui?

Parabens Sra. Kehl

Responder

Antonio Elias

07/10/2010 - 16h26

A mídia que aí está é tão maquiavélica que constroem de manhã, manchetes de capa para que de noite os telejornais possam manipular ao seu gosto, também constroem noticias falsas para que seu candidato serra fuzile seus adversários no debate da noite. Estamos vivendo um momento eleitoral tucano bastante nojento, com preconceitos de classe, ódio religioso sendo que tudo isso pode se tranformar em numa prática meio nazista com graves consequências.
O povão está impedido de toda a verdade, pois caso contrário a Dilma já seria a próxima presidente do Brasil.
Vamos a luta brasileiros, não podemos voltar para os tempos de caristia. Viva Lula e viva o Brasil!!!!!

Responder

Roger

07/10/2010 - 16h16

PARTE III

E que me desculpem os religiosos: eu também creio num ser superior, só que cada vez mais estou certo que não preciso de intermediários para falar com Ele, ou com o Universo, com o Todo, ou coisa que o valha. Mas que a religião, quando mal empregada, é um fator de controle social e alienante, ah, isso é mesmo. Veja o artigo de Maria Inês Nassif e pesquisem a respeito – ele fala por si só, e melhor do que eu. Há toda uma classe de seres humanos que teme pensar por conta própria. São voluntariamente dependente de seus lideres religiosos. E é nesse terreno que vicejam as conspirações mais imbecis, como a que li noutro site, que defende, em outras palavras, que essa ideia de aumento do poder de compra dos menos favorecidos, escalada social e aumento do conforto da população é coisa do demo! – Não do DEM, senhores, do Demo mesmo! (aliás, tá longe de ser coisa do DEM, hehehe). Em assim sendo coisa do Demo, Dilma/Lula são do mal e Serra… adivinha?

Diante dessas reflexões, penso que a única saída é mesmo neutralizar essa ação neoconservadora ampla de várias formas. Só internet para todos não basta. Cerceamento da imprensa também não é a saída. Será preciso criar condições para a criação de veiculos públicos (mas sem dinheiro público) populares? Sei lá, algo como Jornal do Povo S/A? Ou a resposta será mesmo a Educação? Educação, Educação e Educação!! Ensino de filosofia desde o ginásio, ou alguma matéria tal como "Manipulação Midiática", que tal?

Sei não, mas acho que eu tiraria 9 em manipulação midiática!!

Responder

Roger

07/10/2010 - 16h16

PARTE II

Nesse cenário, a imprensa age triplamente:

1) Começa por não informar de forma transparente. Ela não informa – manipula. Já notaram as aspas do Jornal O Globo? Quase todas as afirmações do Lula ou Dilma, ou de membros do seu governo, aparecem entre aspas. Longe da precisão literária, em que as aspas marcam uma citação, a impressão que se quer causar – e se consegue – é: olha a besteira que eles disseram agora! Ao contrário, as falas do Zé Chirico e sua trupe amestrada pela Cia, são todas sem aspas. Causando o efeito "Ohhhhh!!! A verdade dita da boca de um homem que pensa, nua e crua!!". Essa é, de fato, a liberdade de imprensa, e não a liberdade de informação. A liberdade do dono do veículo de imprensa – e dos interesses econômicos que representa e defende. Outro dia li eles reclamando, se não me engano naquele portal neocon Millenium, que "o risco que se apresenta é que o Estado pretende falar diretamente aos cidadãos, através de blogs, portais de internet e imprensa pública, evitando a intermediação!". Mas quem quer intermediação, cara pálida? Quero poder eu mesmo investigar o governo que elegi, mandar e-mail's ao presidente ou ao senadores em que votei cobrando medidas. Eles são meus mandatários! Meus, nossos empregados, se preferir. Não preciso e não quero mais intermediação. Eu e um monte de gente.

2) Despolitiza. Não obstante a polícia federal ter realizado mais prisões em 8 anos de Governo Lula do que nos 50 anos precedentes (talvez tenha exagerado, nao sei); não obstante juizes, empresarios e políticos estejam frequentando a cadeia; não obstante a transparência de vários sites e de portais de informação governamental; não obstante tudo isso, a imprensa bate, bate, e bate na mesma tecla: faz o povo chegar a conclusão que o Brasil é corrupto, ninguém presta, política é um assunto confuso, é tudo uma palhaçada só. Aí vem um monte de gente e Vota no Tiririca (pois para muitos com certeza foi um voto de protesto) e na Mulher Pêra, Uva, Manga e Salada Mista, e vêm um especialista dizer na Gloebbels que o mundo está perdido, e que o Tiririca precisa aprender a ler.

3) Aliena. Após a reportagem do Tiririca, e quem sabe após o giro pela agenda dos presidenciáveis – especialmente se for a Dilma – no momento seguinte a Globo emenda uma matéria sobre algo bizarro – como por exemplo um projeto de lei dando boas vindas aos alienígenas, em alguma cidade do interior. Daí a reportagem seguinte é sobre as Raves, enquanto no canal ao lado, os paparazzi perseguem alguma celebridade em busca de notícias e – se derem sorte – socos na câmera. Mude de canal e veja um programa de auditório onde um filho gay troca tapas com o pai, contido pelos seguranças gigantes de terno. E noutro canal, a Mulher Melancia vai pular de Bungie Jump e… pausa para o comercial!! Daqui a pouco, pula a Mulher Melancia!! Não saia daí, você não pode perder!!

Responder

Roger

07/10/2010 - 16h15

PARTE I

O cenário dessas eleições demonstra várias mazelas de nossa sociedade. Ninguém pode duvidar que o Estabilishmment, ou seja, os Neocons, a elite, estão dispostos a tudo pela manutenção do Status Quo. Controladores dos principais meios de comunicação, suas ações são jogadas de longo prazo, em segundo plano, como num jogo de xadrez onde os lances ora vistos parecem não ter nenhuma relação com o restante do jogo e com seu desfecho. Sim, senhores, um jogo de xadrez; é essa a analogia perfeita, no meu entendimento.

Primeiramente, isolam parcelas inteiras da população do jogo político. No sistema em que estamos, monetarista-capitalista, infelizmente em qualquer país a exceção é a regra: corrupto, por excelência (sim, eu assisti Zeitgeist – mas não sou burro de preconizar qualquer idéia sem analisá-la detidamente). A diferença do Governo Lula é que seus principais dirigentes, imbuídos das melhores intenções possíveis, levados a forçar a execução de uma justiça social mais ampla, mais includente, forçam esse sistema a trabalhar em prol do povo, e conseguem não se deixar corromper por ele.

Além disso, a sociedade em si é corrupta e corruptora. O brasileiro reclama de corrupção, reclama de seus dirigentes, mas é ele quem faz uma bandalha no trânsito para "dar um jeitinho", e em seguida, pergunta ao PM que o flagrou: "ah, que isso, seu guarda, não tem como a gente dar um jeito nisso?". Horas mais tarde, em frente a TV, reclama da corrupção policial. É o mesmo brasileiro que joga lixo nas ruas, tendo arranjado uma desculpa esdrúxula que "o governo não providenciou lixeiras em todo lugar". Horas mais tarde, reclama dos gastos com limpeza urbana e diz que o governo lhe rouba!!
Nesse cenário, a imprensa age triplamente:

1) Começa por não informar de forma transparente. Ela não informa – manipula. Já notaram as aspas do Jornal O Globo? Quase todas as afirmações do Lula ou Dilma, ou de membros do seu governo, aparecem entre aspas. Longe da precisão literária, em que as aspas marcam uma citação, a impressão que se quer causar – e se consegue – é: olha a besteira que eles disseram agora! Ao contrário, as falas do Zé Chirico e sua trupe amestrada pela Cia, são todas sem aspas. Causando o efeito "Ohhhhh!!! A verdade dita da boca de um homem que pensa, nua e crua!!". Essa é, de fato, a liberdade de imprensa, e não a liberdade de informação. A liberdade do dono do veículo de imprensa – e dos interesses econômicos que representa e defende. Outro dia li eles reclamando, se não me engano naquele portal neocon Millenium, que "o risco que se apresenta é que o Estado pretende falar diretamente aos cidadãos, através de blogs, portais de internet e imprensa pública, evitando a intermediação!". Mas quem quer intermediação, cara pálida? Quero poder eu mesmo investigar o governo que elegi, mandar e-mail's ao presidente ou ao senadores em que votei cobrando medidas. Eles são meus mandatários! Meus, nossos empregados, se preferir. Não preciso e não quero mais intermediação. Eu e um monte de gente.

Responder

Luis Fernando

07/10/2010 - 15h56

CARAS DE PAU !!! Agora foi essa colunista do ESTADÃO, antes foi um jornalista da Cultura, que fez uma reportagem sobre pedágios nas rodovias de SP que desagradaram seus patrões, e esses bastiões da liberdade de imprensa querem falar de democracia, esses mesmos que apoiaram e se beneficiaram com o golpe militar de 1964. HIPÓCRITAS !!! O governo Lula sofreu durante esses 8 anos a mais baixa perseguição desses grupos midiáticos, muitas vezes através da mentira sórdida, e nada foi feito contra esses grupos, absolutamente nada ! E esses mesmos grupos chamam esse governo de autoritário.

Responder

Zabs

07/10/2010 - 15h56

"Delito" de opinião ?!?!? "Delito" de opinião ?!?!
Será que eu estou lendo direito ?!?!
Crimes de opinião não foram banidos com o fim da Ditadura ?? Ditabranda ou Ditamole para alguns…
A diversidade é um crime para eles.
O PIG afunda-se cada vez mais na própria lama .

Responder

    Walter Santos

    07/10/2010 - 17h31

    Afunda-se não, infelizmente, alinha-se. Tem-se que acabar com a hegemonia desdes meios de comunicação.

Antônio Cunha

07/10/2010 - 15h53

QUEM VAI DEMITIR O ESTADÃO PELOS DELITOS DELE PRÓPRIO?

Responder

assalariado.

07/10/2010 - 15h40

Conceição,cadê meu comentário das 13;19hs…

Responder

    Conceição Lemes

    07/10/2010 - 16h02

    Seus comentários foram liberados. Este, especificamente, não chegou. saudações

Aracy_

07/10/2010 - 15h36

De um jornal que teve Pimenta Neves como diretor de redação, pode-se esperar tudo.
Consolo: o (e)leitorado cativo do Estadão não é suficiente nem para reeleger João Mellão Neto na Assembleia Legislativa.

Responder

Darcy Brasil

07/10/2010 - 15h23

Primeiro gostaria de protestar e me solidarizar com a brilhante psicanalista-colunista.Se poucos motivosexistiam para ler ""O Estadão", uma dessas razões era a sua sempre interesante coluna.Por outro lado, Maria Rita repete uma opinião que também foi manisfestada por Ciro e da qual eu discordo.Trata-se das denúncias de Lula contra o partidarismo de parte da imprensa.Pelo contrário, se essa imprensa converteu-se em partido de oposição ao governo, se seus jornalistas são convocados a serem militantes desse partido,destilando calúnias, difamações,factóides e ilações contrra uma determinada candidatura e a favor de outra, é dever da parte atacada se defender,e parte desta defesa consiste em denunciar aos olhos do povo que esta imprensa não é neutra,que é herdeira de uma tradição golpista,que historicamente tramou e agiu contra as instituições democráticas,que editorializa notícias, censurando opiniões divergentes,buscando mistificar as dos leitores e telespectadores.Deixar de travar essa luta contra essa mídia corporativa e partidária isto sim seria um gravíssimo erro.Seria substimar a influência que esses órgãos ainda desfrutam sobre parte da população, que precisa ser chamada a conhecer alguma forma de contraditório.Assim será!Se a direita voltar a promover manifestações acusando falsamente o governo Lula de querer cercear a liberdade de expreessão,caberá á esquerda a tarefa de promover ,com mais ímpeto e força ainda, atos como o queocorreu no sindicato dos jornalistas de São Paulo,a guisa de contramanifestação,denunciando o monopólio desses meios e a sua utilização em favor de interesses eleitoreiros e elitistas.Talvez o único erro foi ter deixado ao presidente Lula a tarefa de fazer essa denúncia de forma isolada,enquanto a campanha de Dilma seguia pela linha propositiva,deixando de repercutir a voz discordante do presidente.

Responder

    Riri Farinha

    07/10/2010 - 16h23

    Assino embaixo, embora não com tanta competência. Abs.

    José Carlos

    07/10/2010 - 16h26

    Concordo plenamente com você. Passou da hora de "dar nome aos bois". Temos de botar nossa indignação na rua, com serenidade e galhardia!!!

    Arnaldo

    07/10/2010 - 16h47

    Bravo!

    Carlos

    07/10/2010 - 16h53

    "Concordo: Lula, que comeu com farinha a infâmia ao longo do mandato, tinha mesmo que reagir.

O_Brasileiro

07/10/2010 - 15h15

Penso que o povo brasileiro vai sair destas eleições muito mais politizado.
Não pelo que deixamos de ver e ouvir nas escolas, nas TVs, nas rádios e nos jornais, mas sim pelo que vemos e ouvimos na INTERNET!
É como se estivessemos todos reunidos debatendo política, como os homens faziam nos bares e as mulheres, antes discretamente, nos chás, e hoje em dia muitas nos bares também, no "happy hour". Só que sem o perigo das agressões físicas e dos olhares de reprovação!
O que antes se dizia para meia dúzia, agora se diz para milhares, milhões, em alguns segundos! Antes levava dias, e às vezes até anos!
E se dependesse da mídia golpista, muita coisa não seria dita nunca!

Responder

    antonio rodrigues

    07/10/2010 - 15h36

    Infelizmente, muito infelizmente, discordo de voce.
    Gostaria muito de acreditar, como voce, "que o povo brasileiro vai sair destas eleições muito mais politizado".
    A internet ainda não é tudo isso, caso contrario o governo, pelo que fez, teria ganho com 80% dos votos.
    As vezes a internet pode ser ate perigosa, sobretudo quando achamos que estamos " todos reunidos debatendo política".
    Os que pensam mais ou menos parecidos estão aqui "debatendo politica", mas infelizmente a grande maioria ainda esta sendo catequizada por bispos e padres conservadores.

    Jorge Nunes

    07/10/2010 - 17h37

    Tem razão o público que debate política na interent é muito pequeno dentro do universo de eleitores. As vezes eu me esqueço disso e me espando com o fraco conhecimento político das pessoas.

Dimas S Ferreira

07/10/2010 - 15h10

A folha, através de seu site, no dia seguinte à eleição, dia 04/10, estampou a seguinte manchete "Governo manobra para que Dilma e Erenice não deponham na Polícia Federal". Ora, essa mídia paulista (Folha, Estadão e Veja), mais a Globo e o Estado de Minas tem atuado de forma fascista tentando de todas as formas impingir à esquerda uma derrota eleitoral reconduzindo ao poder a elitizinha reacionária abrigada no PSDB e DEM que representa os interesses dos branquelos engravatados da avenida paulista. Contudo, as urnas já deram o recado. A bancada governista é maioria absoluta na Câmara e no Senado. Na Assembléia Legislativa de SP a oposição saiu vitoriosa e em Minas a correlação de forças ficou quase que pau a pau. Então nós militantes do PT vamos trabalhar como nunca em nossas vidas para que em 31/10 Dilma tenha 70% e enterremos de vez as aspirações neoliberais destes fascistas comandados por Serra e abrigados nestes dois partidos ultraliberais chamados PSDB e DEM.

Responder

Victor

07/10/2010 - 15h07

Não vejo sinceridade da parte do jornal Estado de SP ao dizer publicamente que apóia Serra. Ninguém precisa ser um gênio da filosofia para entender, pelos editoriais, que o jornal ultrapassava a crítica jornalística, praticamente colocando seus serviços à disposição da campanha presidencial dos tucanos. O PiG é assim. Leiam os editoriais do Globo e da Folha. São idênticos aos do Estadão. Quer dizer que eles são menos honestos porque não revelam publicamente sua preferência eleitoral? Óbvio que não. Agora, é simplesmente ridículo essa postura de "luta pela liberdade de imprensa", "o governo quer censurar a imprensa". Como disse a própria ex-colunista do jornal, não há nenhuma medida concreta nesse sentido por parte do governo. Tanto é assim que ninguém deixou de votar na Dilma por causa disso. Fomos para o segundo turno porque também fomos em 2002 e 2006. Dilma teve expressiva votação, para uma pessoa que nunca tinha disputado nada, no plano político. Foi extraordinário. Agora, é comparar os dois modelos, um fracassado, de arrepio à soberania nacional, de concentração de renda, de subordinação aos interesses estrangeiros (PSDB), e um modelo de sucesso, de economia estável, de aumento real do salário mínimo, de fortalecimento do patrimônio brasileiro etc. Falta fazer isso, que não foi feito no primeiro turno, não sei o porquê.

Responder

Mariana

07/10/2010 - 15h03

PESSOAL!

BOMBAMOS HOJE NO SITE DA FOLHA!

SÓ DÁ A GENTE NOS COMENTÁRIOS DAS NOTÍCIAS!

VAMOS CADA UM DE NÓS FAZER A SUA PARTE E DESMENTIR ESSE PESSOAL PAGO PELO SERRA!

Responder

maria cristina

07/10/2010 - 15h02

estou de luto desde domingo. infelizmente pig, direitona, 4costados voltam e, parece, triunfantes. como reverter? como garantir a morte política desta escória? ptsaudações.

Responder

Fefeo

07/10/2010 - 14h44

Azenha, estamos precisando de uma pesquisa para nos balizarmos. Sabes quando sairá a próxima e de que instituto ??

Responder

andre i souza

07/10/2010 - 14h31

"Não, acho que o presidente Lula e seus ministros cometem um erro estratégico quando criticam, quando se queixam da imprensa, da mídia, um erro porque isso, nesse ambiente eleitoral pode soar autoritário…" Mas a Sra. Kehl também está reclamando, agora que ela sentiu na pele o peso autoritário de um dos braços da nossa mídia, o PiG. Mas o presidente e seus auxiliares não podem, ou não devem – na opinião dela – reclamar? Ora, deixou o presidente e seus auxiliares de serem cidadãos?

Tudo bem! Estou a favor da jornalista no seu terrível desterro, mas ela tem uma visão um tanto embaçada quanto aos direitos de um cidadão, mesmo quando este é o presidente da república. Então, não se pode ficar meramente no campo da estratégia, por ficar desta maneira o governo, Lula, Dilma e a campanha de Dilma alimentaram o monstro que agora temos que matar.

Responder

Carlos

07/10/2010 - 14h28

Aguardem manifesto da Fenaj e da ABI.

Responder

Tácio Nunes

07/10/2010 - 14h19

Azenha, por que não passa essa informação as pessoas através de e-mail, como o Serra fez, so que dessa vez é verídico não éfalso, vamos disseminar essa informação através dos e-mails, mostrar que o Serra é perseguidor de jornalista, colocar essa pecha nele.

Responder

Yacov

07/10/2010 - 14h12

Que cercea a liberdade de expressão e de imprensa mesmo?!?!?!?!?!!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?

"O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na glOBo é um braZil parA TOLOS"

Responder

Uélintom

07/10/2010 - 14h04

Teria sido mais um disparo do "CELULAR ASSASSINO DA DEMOCRACIA"?

Aquele mesmo celular de onde saiu um pedido de Golpe de Estado ao Ministro Gilmar Mendes?

O celular que pediu a cabeça de Heródoto Barbeiro à TV Cultura?

O celular que ordenou que a Tropa de Choque invadisse a USP?

O celular que liga para jornais para pedir a cabeça de jornalistas aos editores?

Teria sido o celular de José Serra?

Responder

Miron Alighieri

07/10/2010 - 14h00

Bom, esse mimimi da mídia alegando sensura por parte do governo é ridículo.
O Lula criticou a postura partidária da imprensa, onde as matérias estão direcionadas para eleger o candidato do PIG. Muito legítimo. Como a Maria Rita Kehl disse, não houve ato censor nenhum por parte do governo, apenas houve crítica e a afirmação da derrota do PIG junto com seu candidato. Ora, a liberdade da imprensa não foi cerceada, assim como a liberdade do presidente em dar sua opinião sobre as matérias do PIG tambem não pode ser cerceada.
A máquina do PIG para eleger o Serra, está a todo vapor, e está implacável. Não poupará nada nem ninguem para garantir seus interesses no resultado do segundo turno das eleições. Abram o olho amigos. O perigo do Neoliberalismo voltar é grande. Teremos que lidar novamente com as forças que querem vender nosso país por interesses próprios, sem medir consequências para os menos abastardos. Olhem para 10, 12 anos atrás, e vejam o que o país pode voltar a ser se um candidato do PIG voltar ao comando. Oremos…. Votemos!!!

Responder

    Bonifa

    07/10/2010 - 18h41

    Estava na Cartilha do Millenium, tirada da famosa reunião das serpentes da imprensa como estratégia de ataque ao governo e à Dilma. Está lá desde março, para todo mundo ver, conforme saiu no blog do Rodrigo Vianna. É o artigo 5o da cartilha:
    5) Provocar o governo, de forma que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de “censura”.

trombeta

07/10/2010 - 14h00

Isso reforça a minha percepção de que as faculdades de jornalismo já não formam mais jornalistas, formam jagunços, soldados da causa do patrão, leões de chácara. Soube que, a folha mandou alguns destes a Porto Alegre, ao tribunal de contas do estado do RS atrás de alguma informação que pudesse ajudar o candidato da folha José Serra e prejudicar a campanha de Dilma à presidência da república, a arrogância foi tamanha que houve um princípio de confusão, ânimos serenados, os folhaboys conseguiram o que "procuravam" e foram embora.

É por isso que o verdadeiro jornalismo sobrevive em locais alternativos como a internet.

Responder

    El Cid

    07/10/2010 - 19h42

    … e ganhamos mais uma blogueira suja de primeira. Mais uma vitória da blogosfera advinda da extrema burrice dos coronéis da imprensa.

Marcio Gaspar

07/10/2010 - 13h54

O Serra ligou para a redacao do Estadao, como ligou para a da Cultura, da Globo e vai continuar ligando. Quem eh que agride a liberdade de imprensa? Serra.. Quem eh que compromete a liberdade de imprensa? Serra. Quem eh que ameaca a liberdade de imprensa? Serra. Quem eh que faraa uma mal danado se ganhar as eleicoes para presidente? Sem duvida nenhuma eh o Serra.

Responder

Ana Maria

07/10/2010 - 13h52

Engraçado até agora eu só vi o Serra censurando jornalistas, e esses mesmos que deveriam reagir contra o autoritarísmo do mesmo, ficam divulgando que o nosso Presidente Lula está censurando a imprensa, quando foi que o Lula proibiu alguém de falar até maltrando a pessoa Lula durante esses anos. Foi xingado, ameaçado. foco de piadas desmoralizantes e mesmo assim permaneceu como um estadista.Infelizmente a mídia nesse país tem partido o Psdb

Responder

MundoSemGlobope

07/10/2010 - 13h50

Caro Luiz Carlos Azenha,

Primeiramente, quero parabeniza-lo pela ótima reportagem de ontem, quarta-feira, dia 06 de outubro de 2010, na TV Record, a respeito do abuso de crianças e adolescentes na região amazônica…. Muitas das vezes, ligado ao turismo sexual. Se não escutei errado, ouvi que a reportagem foi produzida por você e pelo tão aguardado jornalista Amury Jr. Estou certo?
Aproveito também, para deixar um grande abraço para a estimada psicóloga Maria Rita Kehl, tão brilhante e tão corajosa. Bem vinda, Maria Rita, ao mundo dos blogueiros sujos. Cadê o @Stanleyburburin? Me ajuda ai, ô !

sérgio luiz de almeida prado pecci,
twitteiro sujo, amigo navegante sobrevivente de Ibiúna
@Mundosemglobope @1964NuncaMais

Responder

Ronaldo

07/10/2010 - 13h40

Até hoje me lembro de um artigo de Maria Rita Kehl respondendo a provocações de Paulo Francis, nos anos 80. Impagável, maravilhoso. A partir desse dia passei a admirá-la. Temos de nos preparar, pois a artilharia será pesada até o dia 31. Mas sairemos vitoriosos.

Responder

Marcelo de Matos

07/10/2010 - 13h39

(continuação) “Pode até estar reinventando o jornalismo, mas este não é o jornalismo do qual foi um dos expoentes e continua sendo praticado pela maioria dos seus concorrentes”. O editor-executivo disse que o colunista fez uma análise errada do JB: “Se ele considera tudo aquilo deste jornal, não deveria nem trabalhar nem receber dele. Como ele não tomou a iniciativa de deixar a empresa, a direção do JB tomou por ele”. Talvez a crítica, aliás, construtiva, fosse até assimilada pela direção do JB, sem maiores problemas. A questão é que, por via transversa, o jornalista pode ter ferido a suscetibilidade de algum agente público, ou político…

Responder

tony poeta

07/10/2010 - 13h39

Para o fundamentalismo que virá se Serra gahar(espero que não), os pensamentos discordantes dos da direita serão perseguidos, a pesquisa só terá verbas se for conivente e o atraso chegara, por culpa dos dissidente, é lógico.

Responder

Marcelo de Matos

07/10/2010 - 13h39

O jornalista pode ser um gênio – e alguns realmente o são – mas não terão vida longa na redação se contrariarem os provedores do jornal, aqueles que o sustentam com suas publicidades. E quem são esses provedores? Em geral os entes públicos, através de prefeitos, governadores, Presidente da República. Um desses agentes públicos pode telefonar para a redação e pedir a cabeça do jornalista. Talvez tenha sido isso que ocorreu com Alberto Dines em 2004. Corria, se não me falha a memória, o governo Garotinho, no Rio. Dines era pródigo em falar em aparelhamento do poder público pelo PT; desmazelo administrativo no Rio, etc. Aí ele pisou fundo no calo do Garotinho, criticando a má administração da Casa de Custódia, sobre a qual o jornal teria lançado, apenas, uma nota de rodapé: “O JB abdicou de fazer jornalismo. Parece jornal, tem periodicidade de jornal, tem os atributos formais de um jornal, tem uma história incorporada ao jornalismo brasileiro, mas neste momento é movido por dinâmica e prioridades diferentes das de um jornal”. (continua)

Responder

    Carlos

    07/10/2010 - 14h26

    Eleito em 1998, Garotinho governou de 1999 a 2002 – foi reeleito em 2002?

    Marcelo de Matos

    07/10/2010 - 17h58

    Não, mas, sua esposa Rosinha foi sua sucessora. Garotinho ocupou, entre 2003 e 2004 a Secretaria de Segurança do Rio. O ataque de Dines era exatamente contra essa secretaria. Garotinho era poderoso na política, sendo mesmo candidato a Presidente da República. A segunda parte do meu comentário não saiu, não sei por quê.

Caetano

07/10/2010 - 13h30

Simplesmente lamentável.

Responder

Silvio

07/10/2010 - 13h28

Alguém poderia e dizer onde anda o livro do Amaury? …pelo amor de deus!!!! me respondam alguma coisa ….onde e como anda o livro do amaury?

Responder

    Orlando Bernardes

    07/10/2010 - 13h55

    Esse livro do Amury é um blefe. Por que não publicou até agora?

    El Cid

    07/10/2010 - 19h41

    … por que ele está escondendo este livro ?

kimparanoid

07/10/2010 - 13h27

O Estadão teve dignidade de assumir sua posição política no editorial.
Mas não teve dignidade de mantê-la restrita ao editorial.
Ou seja, a ameaça à liberdade de imprensa no Brasil vem da ausência de uma imprensa livre.

Responder

assalariado.

07/10/2010 - 13h19

Esta é a pratica recorrente nas empresas,seja de que ramo for.Quantos assalariados neste exato momento estão sendo demitidos pelo motivo de expressarem suas idéias/reivindicações,até mesmo,quando estas fazem parte de acordos coletivos assinados perante os tribunais burgueses. As elites do capital(patrões),tem clareza,quando seus interesses de classe exploradora esta ameaçada e,demite para assustar os outros que ficam.Esta é a face verdadeira da democracia burguesa.Vou dar mais um exemplo,ano passado,um trabalhador da empresa que trabalho foi demitido pelo motivo de questionar que suas férias -(perante a lei)-,deveriam ser comunicadas ao colaborador 30 dias com antecedencia,por isso foi dispensado,sem falar que outro companheiro foi demitido por ter cobrado o seu vale transporte,que também é garantido por lei.O capitalista age o tempo todo de forma politica -(vale tudo por lucros,tudo mesmo)-,pobre é -(duas vezes)- ,o pião que acredita em patrão,e para mudar esta situação,haveremos que ser politicos também,ou seja,defendermos nossos interesses enquanto classe explorada pelo capital.Nos organizar é preciso…

Responder

Mirabeau Bainy Leal

07/10/2010 - 13h16

.
Vocês não entenderam o Estadão:

A COLUNISTA FOI DEMITIDA POR INFIDELIDADE PARTIDÁRIA.
.

Responder

    francisco.latorre

    07/10/2010 - 13h55

    ótima essa.

    estadinho virou piada. pronta.

    ..

    Orlando Bernardes

    07/10/2010 - 13h55

    É isso aí!

SergioRDG

07/10/2010 - 13h09

Eu fiz isso no Nassif, faço o mesmo aqui. Dá até preguiça de comentar. Mas comentar o quê? Não tem nada a ser dito, tudo está transparente na entrevista do Terra, na ação do Estadão e tudo o mais. Esses caras estão satisfeitos com a direita raivosa e a classe média sem noção que têm como leitores, não querem mais nada. Querem, é claro, um presidente amigo no poder para fazer bons negócios.

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pedroleonardo

07/10/2010 - 12h58

Esse jornal da oligarquia paulista está fadado a desaparecer junto com o candidato que apoia. Serão enterrados juntos.

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bernardt

07/10/2010 - 12h53

Este é o Estadao!! que por estas e outras nao passa de um esta…dinho
Tadinho, depois se arvora como defensor da liberdade de expressao HAHAHHAHAH

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Cornélius/Londrina

07/10/2010 - 12h47

"Isso se agravou com a eleição pois, pelo que eles me alegam agora, já havia descontentamento com minhas análises, minhas opiniões políticas."
A pergunta é: "havia descontentamento" de quem? Só dos barões do Jornal?
Tem muita gente por aí que tem a deselegante prática de maltratar jornalistas e ainda reclamar pro dono do veículo. Haja demissões hein? Né Heródoto?

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Marcos Antônio

07/10/2010 - 12h45

Estadão: Censurando há 3 dias

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Luiz Clete

07/10/2010 - 12h43

o ex-tado é mesmo um ex-jornal, assim como a falha, o glope, a (in)veja não são mais imprensa e sim empresa atras de negocio, grandes negocios, a melhor opinão é sempre a do dinheiro. A imprensa não é feita para informar e sim para alarmar.

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Lucio

07/10/2010 - 12h38

Senhores : Tenho a sensação que algumas coisas nunca mudam. Mas há que se ter esperança.

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Lucio

07/10/2010 - 12h35

Mas mostra bem que a mídia está viva.Muito viva e ainda tem "bala na agulha".

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Lucio

07/10/2010 - 12h34

Há vozes ecoando por aí: "ter criticado a mídia no primeiro turno foi um erro".
Os donos de tais vozes provavelmente devem pensar que não criticar a mídia aplacará os sentimentos dela.Tenho sérias dúvidas a esse respeito. De uma coisa tenho certeza : Esse segundo turno reserva muita surpresa. Em todos os aspectos. É aguardar e constatar.

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childerico IV

07/10/2010 - 12h33

Hoje, o contrário da verdade não é o erro, e sim a mentira; e esta foi naturalizada dentro da política. Não estamos tratando da mentira tradicional que visava a enganar o inimigo, mas da manipulação feita para ocultar fatos ou desviar a atenção dos cidadãos dos mesmos. O resultado da naturalização da mentira na política é a corrosão da confiança pública, pois a verdade factual é frágil por dizer respeito a estar no mundo com outros, ou seja, com aqueles que são iguais em humanidade mas diferentes em suas características próprias. O fato está ligado à convivência de muitos, pois precisa de testemunhas e comprovação. E a convivência humana no lugar público fragiliza-se quando a confiança é quebrada. Este é o maior mal da corrupção e não as questões ligadas à vida material como desvio de verbas e a utilização do patrimônio público para interesses pessoais.
ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro.

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Donizeti

07/10/2010 - 12h32

Toda minha solidariedade a Maria Rita, competente e íntegra intelectual e profissional. Não haverá de lhe faltar outras oportunidades de trabalho em órgãos de mídia que realmente pratiquem a liberdade de imprensa e cultuem a liberdade de expressão.

Seu artigo de sábado no Estadão foi profético: Dois pesos………………..

Pois é, caiu a máscara do jornal Estadão e seus congêneros conservadores, Folha, Veja, Globo, os " paladinos" da liberdade de expressão e de imprensa "seletiva" .

Como diz o Luis Nassif, se por infelicidade do Brasil o tucano Serra se eleger presidente, teremos o pior dos mundos:
o poder político despótico do Serra aliado ao poder da mídia venal, onde toda discordância será sufocada e punida.

Teremos um verdadeiro regime de aiatolás tucanos e da mídia, onde o discenso será considerado crime contra o Estado.

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    francisco.latorre

    07/10/2010 - 13h52

    nem pense.

    isola.

    ..

    Antonio

    07/10/2010 - 19h46

    Que mal presságio do Nassif. Deus há de nos livrar de Gollum Pedágio.

Mateus Leonardo

07/10/2010 - 12h30

A jornalista ganhou foi um presente,, pois é péssimo trabalhar, contra seus sentimentos e ideologias..

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Dois pesos :

07/10/2010 - 12h27

[…] Leia uma entrevista e confira a opinião da psicanalista demitida pelo ESTADÃO. Arquivado sob: Denúncia, Nacional, […]

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JDH

07/10/2010 - 12h26

Liberdade de expressao,Liberdade de Imprensa,só vale para o dono do jornal nao vale para o jornalista,reduzido nestes magazines de esgoto tipo Veja,Estado,Folha de Sao Paulo,O Globo,Zero Hora e afins a um mero e simples elemento do setor de producao do jornal:não é pago para pensar,o patrao pensa por ele e ele escreve o que o patrao manda e fim de papo Se nao estiver satisfeito,problema seu. .Senhores jornalistas,benvindos ao universo da Peaozada…..Com voces jornalistas,a palavra

PS:Isto nao é censura do patrao tá…é processo seletivo de leitores

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    Alexandre Jacobina

    07/10/2010 - 13h09

    Espero que as representações dos jornalistas(?) façam os seus protestos da mesma forma como fizeram contra o governo no caso das queixas de LULA.

J_Amaro

07/10/2010 - 12h18

Quanto mais velho, pior fica o Estadão . Pepino torto não tem conserto.

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mario silva

07/10/2010 - 12h15

Vamos propagar…… propagar….. censura de opinião dentro da própria imprensa… ótimo fato para debatermos.

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Maurício

07/10/2010 - 12h13

Só uma perguntinha Dra. Maria Rita: a senhora recebia "adicional de insalubridade"????

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childerico IV

07/10/2010 - 12h12

Os Mesquita não assistem ao café filosófico ahuahuaha

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Marvim Leite

07/10/2010 - 12h11

Depois fica chorando de vítima do Sarney, jornalzinho podre, fala da Sandra Gomide, nunca jamais e tem quem acredita neste jornal. Pensamento único e falam e cerceamento de imprensa, olha a máscara caindo.

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edisilva64

07/10/2010 - 12h11

Pode se juntar a um grande time: Marco Aurélio (Do lado de Lá), Nassif, Azenha, Rodrigo Viana…
E agora ela poderá estudar melhor esta estória de "censura" ao jornal. Verá que não é bem assim.

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Leandro_SP

07/10/2010 - 12h11

Pois é…. este é o jornal que se julga formador de opinião.

Mas parece que se a opinião for contrária a que eles impõem agem com a mesma censura ao qual eles dizem sofrer do governo.

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    Jairo_Beraldo

    07/10/2010 - 13h29

    Tanto são que estão até hoje festejando a vitória de Alckmin no 1º turno.

Maria Rita Kehl denuncia que foi demitida do Estadão por um ‘delito’ de opinião

07/10/2010 - 12h03

[…] Via Facebook  por Luiz Carlos Azenha – Do VioMundo […]

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maisquesaco

07/10/2010 - 11h59

Deve ser porque OESP não precisa de público.

Demitir alguém que fez pessoas lerem o jornal aquele dia?

O Estadão não pratica o capitalismo que prega.

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    Heitor

    07/10/2010 - 12h12

    O OESP não precisa de público. Precisa é que o Serra se eleja para continuar a despejar e concentrar dinheiro público na mídia paulista.

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