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Cartas de Minas

Manifestantes serão enjaulados no discurso da Grande Imprensa?

18 de junho de 2013 às 10h22

Virada Política

por Lincoln Secco, especial para o Viomundo

O Brasil mudou. Excetuadas as passeatas festivas ou marchas evangélicas, desde a Campanha pelo impeachment em 1992 não havia manifestações de rua com tantas pessoas simultaneamente em várias cidades do país. É verdade que as atuais não se comparam em número, finalidade e abrangência com as Diretas Já, que ainda continuam sendo o maior movimento de massas da história do Brasil (embora ainda não saibamos a amplitude que os protestos atuais poderão tomar). Mas elas são o quarto movimento de politização em massa dos últimos trinta anos.

No primeiro deles, as greves do ABC em 1978-1980 permitiram a criação do novo sindicalismo, do MST, do PT e da CUT. O PT questionou a estrutura tradicional dos partidos comunistas e foi em seus primeiros anos uma verdadeira federação de núcleos e movimentos com grande autonomia em seu interior. As greves foram derrotadas, mas o PT sobreviveu e cresceu.

O segundo momento foi uma Revolução Democrática que pôs fim ao Governo Militar. O processo começou pela campanha das diretas, mas foi filtrado pela lógica eleitoral que deu ao PMDB um papel proeminente na vida política. A última tentativa de se opor àquela reação conservadora do PMDB foi a campanha da Frente Brasil Popular em 1989. O saldo organizativo foi a constituição do PT como alternativa eleitoral radical de poder.

O terceiro momento (o Impeachment) devolveu à UNE seu papel de liderança dos movimentos estudantis, mas as lideranças se contentaram com a simples troca do presidente Collor pelo seu vice Itamar Franco, o que acabaria permitindo ao seu Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso se tornar depois presidente.

Vimos que nos três momentos houve saldos de organização, mas logo encapsulados pelas forças conservadoras. Durante a década neoliberal dos anos noventa houve um esvaziamento das ruas e o declínio da militância partidária, como se pode constatar pela História do PT. Ainda assim, aquele partido manteve o controle das principais organizações sindicais e movimentos sociais surgidos nos anos 1980.

Quando o PT foi jogado no canto do ringue durante os escândalos de 2005 a Direita midiática esperava manifestações populares que nunca aconteceram. Lula governou oito anos sem enfrentar uma situação como a atual.

Mas agora a política mudou. Fatores internacionais (crise de 2008, Primavera Árabe, movimento dos indignados), aliados a transformações tecnológicas que permitem a ação em rede e a comunicação em tempo real por telefones móveis também respondem pelas mudanças. Mas nada disso aconteceria se o PT houvesse mantido sua hegemonia nos protestos de rua como acontecia antes.

Burocratizado, governista, ele não demonstrou capacidade de se inovar e voltar às ruas. Mantém uma estrutura invejável, um líder carismático e o sólido controle de sindicatos e movimentos sociais, mas não são estes que convocam as manifestações. E por mais que tentem, seus concorrentes de extrema esquerda também não controlam nada.

Na Cidade de São Paulo a tomada espontânea das ruas em diferentes pontos da cidade não se compara a nada antes ocorrido. As pessoas simplesmente se apropriaram do que deveria ser delas: o leito carroçável, o direito de se manifestar e de andar à noite com os amigos em segurança. Afinal, não há melhor segurança do que multidões nos espaços púbicos. O que elas fizeram ainda não tem caráter de permanência, mas decerto a tarifa zero permitiria um pouco de trabalho, diversão e arte todos os dias. A forma fez-me lembrar a virada cultural paulistana. Só que agora se trata de uma virada política.

A história nos ensina que cada movimento destes politiza de uma só vez milhares de pessoas. Elas não aprendem com teorias, mas com ações. Só que depois as teorizações, o aprendizado em coletivos permanentes é que consolida o movimento. Daí a pergunta essencial que não se põe agora, mas se colocará num futuro próximo: qual o saldo organizativo destas manifestações?

Se elas terão influência eleitoral futura é o que menos importa. A Direita Midiática já começou vasta operação para se apossar do movimento de massas. Mas ela não terá sucesso porque nada tem a oferecer. As pessoas sabem que ela não apóia nenhuma das reivindicações do Movimento Passe Livre. Mas a vigilância do MPL deve ser redobrada e ele não pode permitir que a massificação dos atos seja submergida na oposição oficial partidária.

O PT também se vê pela primeira vez em sua história confrontado por um movimento de massas. Por mais que militantes petistas e até políticos estabelecidos apóiem, ainda que tarde, as manifestações, é inegável que em São Paulo o aumento de tarifas de transporte determinado por administração do partido foi o estopim do movimento. O PT não é mais o dono das ruas, mas ninguém é.

Os partidos de ultra-esquerda cometeram o erro de nascer cedo demais como rachas internos e sem o batismo que só agora as ruas poderiam ter-lhe oferecido. O perigo é uma manifestação como a atual ter sua voz (como já acontece) ser canalizada pela mídia conservadora que rapidamente percebeu que podia virar o jogo para não perder mercado.

Que os partidos continuam importantes na rotina eleitoral e que haja diferenças entre PT e PSDB pode não ser a crença de vários partidos de esquerda, mas é a de milhões de beneficiários das políticas sociais, do aumento do emprego e do salário mínimo que o PT implantou no Brasil.

O PT é melhor do que o PSDB evidentemente. Só que este partido não pode contar mais com apoio militante que não seja profissionalizado. Suas políticas sociais já dormem sob um cobertor curto que ao se puxar para cobrir a cabeça, os pés ficam de fora. É que quando as pessoas conquistam direitos, elas querem mais. Se a ousadia (ou mesmo o cálculo eleitoral que, afinal de contas, tem sido a única coisa de interesse para seus dirigentes) fizesse o PT defender a tarifa zero, ele criaria o seu segundo bolsa família no Brasil.

Mas o futuro dessa geração nova que vai às ruas diz respeito a outra coisa. Se os partidos saberão interpretar o seu desejo é problema deles. O que o Movimento do Passe Livre apontou é uma questão maior: poderá a autonomia das ruas se expressar em novas formas de organização ou será enjaulada no discurso dos donos da Grande Imprensa?

Lincoln Secco é professor de História Contemporânea na USP

Leia também:

Repórteres da Globo não usam cubo da emissora; JN noticia palavras de ordem

 

131 Comentários escrever comentário »

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Cassio Meira

20/06/2013 - 12h10

Muito bom o texto. Só não concordo com a afirmação “O PT é melhor que o PSDB evidentemente”.

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MARINALVA

19/06/2013 - 17h14

Estou em Fortaleza assistindo ao jogo da seleção em minha casa. De repente as câmeras da globo focaliza uns quatro cartazes elaborados pela mesma pessoa ou grupo de pessoas, porque a mensagem e e o tipo de letra eram as mesmas e as pessoas estavam muito próximas, com frases contra a corrupção. O Galvão Bueno então aproveita para conciliar os interesses comerciais da Globo com a mensagem dos citados torcedores e diz que as manifestações que estão acontecendo em todo o Brasil não são contra a seleção, mas contra os gastos excessivos na construção de alguns estádios (não cita quais) e pelo aumento das verbas para a educação e para a saúde. Mas que em Fortaleza as coisas teriam ocorrido na mais santa paz (não exatamente com essas palavras).

Sem dúvida é um comentário muito difuso e muito genérico cujo objetivo é atingir o governo federal.

E volta a tocar no assunto algumas vezes ao longo da transmissão.

A pergunta é: as colocações do Galvão enjaulam ou não muitas das pessoas que estão assistindo o jogo da seleção em todo o Brasil?

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Alexandre C

19/06/2013 - 12h30

Boa tarde Azenha

A rede globo montou um estúdio temporário no terraço do prédio da Química na UERJ, ao lado do Maracanã. Tal estúdio é utilizado para transmissão de eventos esportivos da rede globo que estão relacionados aos jogos da Copa das Confederações. Caso muito intrigante de uso de um espaço público por uma empresa privada. Os alunos da UERJ estão se rebelando contra mais esse abuso.

Att

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Luís Carlos

19/06/2013 - 10h14

O MPL capitulou à Globo. Diante dos fatos de ontem está claro que o MPL esta com a Globo fazendo jogo contra o governo Dilma e a democracia. Os ataques contra a prefeitura de SP, o vandalismo e a pauta dos “manifestantes” contra impostos e queimando a bandeira do país deixa claro que está agindo em aprceria com a Globo. Só não vale dizer que eles não são do movimento e que eles “não representam” o movimento. Não se pode confundir conceitos de “representação” em atos de participação. Movimento sem liderança e “sem ideologia” acaba nisso. Em fascismo.

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Pedro Lima

19/06/2013 - 06h56

Os “blogueiros sujos” precisam incluir na pauta dos protestos a “Ley dos Medios”! É o melhor momento para discutir o assunto. O outro é “a CPI da privataria”.
Carta Capital, PHA, Azenha, etc. todos pedindo ao povo a “Ley dos Medios” e a “CPI da Privataria”, já!

Responder

    Vlad

    19/06/2013 - 10h44

    Como o melhor momento???
    Com o governo atônito e acuado?
    Nem dobrando a mesada aprovariam alterações nos monopólios da mídia.
    Aliás, pelo contrário, estão é cancelando aparições:

    “Em consonância com o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, o Diretório Estadual do PT informa que devido aos compromissos do ex-presidente Lula no Instituto Lula, em São Paulo, e a preparação da viagem dele à Africa, o Seminário “O Decênio que Mudou o Brasil”, previsto apara a próxima quinta-feira (20/06), em Goiânia, foi adiado.

    A nova data será divulgada em momento oportun

    Fonte: PT Goiás”

FrancoAtirador

19/06/2013 - 06h12

.
.
Os jovens manifestantes da Rede Globo de Televisão

Renata Lo Prete e Merval Pereira já definiram a pauta

e as causas sócio-políticas dos protestos em todo o BraZil.

(http://globotv.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/t/todos-os-videos/v/manifestantes-explicam-causas-sociopoliticas-dos-protestos-pelo-brasil/2642318)
.
.

Responder

Caiu o nosso muro de Berlim. E agora? - Viomundo - O que você não vê na mídia

19/06/2013 - 05h36

[…] Lincoln Secco: Manifestantes serão enjaulados no discurso dos donos da Grande Imprensa? […]

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Messias Franca de Macedo

18/06/2013 - 22h48

[EXTRA, EXTRA, EXTRA!…]

PAUTA PARA A PRÓXIMA MANIFESTAÇÃO DE PROTESTOS POR TODO O BRASIL:

A ‘Associação dos Pais e Mães de Famílias Trabalhadores(as) do Verdadeiro Brasil’ [que se opõe aos rentistas e especuladores] está mobilizando – para uma série interminável(!) de protestos – os pais e as mães de famílias brasileiras que, eventualmente, percam o seu digno “ganha pão” em decorrência do boicote criminoso e golpista perpetrado contra o êxito dos eventos internacionais programados para serem sediados aqui no Brasil, a começar pela Copa das Confederações – Copa das Confederações a qual – os golpistas sabem(!) – representa as prévias oficiais para a subsequente Copa do Mundo de Futebol!…

NOTA ALVISSAREIRA: todos os pais e mães de famílias honestas e trabalhadoras [ativos, aposentados e pensionistas] se juntarão aos lídimos – e democráticos – protestos, pacíficos!…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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pereira

18/06/2013 - 22h42

as fotos diz tudo o que eles conseguiram, agora vão levar porrada e sem razão, isso e roubo, a juventude é burguesa e sem ideal, perderam o rumo, não necessita nem baixar o preço do bilhete, o passe livre virou assalto a bancos e outra instituições, acabou, viraram baderneiro. mais um sonho que foi para o lixo. Eu sabia que esse negócio não ia dar certo amanha o alkimim pode mandar descer a borracha, acabei de ver vários site na internet. Falando hoje com um velho professor de filosofia ele me disse não tem rumo, são pessoas sem rumo, não sabem o que querem, estão saqueando São Paulo e o Rio de Janeiro, é uma juventude do shopping. Vocês levantaram a bola é as fotos estão mostrando verdadeiros ladrões.

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Adelaide

18/06/2013 - 21h39

O Movimento não é bobo… a grande imprensa pra cobrir a manifestação tem que antes cobrir o seu logo.

Responder

Leo V

18/06/2013 - 21h29

Movimentos em disputa

17 de junho

por Marcelo Pomar e Flora Lorena Branco Muller

Na última sexta-feira 14 de junho, o dia seguinte a uma das mais brutais repressões a que observamos por uma Polícia contra seu próprio povo, nos arredores da avenida Paulista, assistimos a um comentarista da TV Cultura, o Carlos Eduardo Novaes, construir uma reflexão muito lúcida e que mexeu particularmente com os autores deste artigo. Ele dizia, entre outras coisas, que não se podia cobrar eventuais erros ou excessos desses jovens manifestantes, porque, ao contrário da geração dele, que quando jovem lutou contra a ditadura militar e tinha ao seu lado os mais experientes homens e mulheres de quarenta, cinquenta ou sessenta anos, os jovens de hoje estão sozinhos, porque a geração de esquerda mais velha está quase integralmente preocupada em defender projetos eleitorais, garantir cargos no estado e fazer as indispensáveis flexões táticas no discurso, isolando essa juventude.

O que ocorre no Brasil é um levante. Muito maior que o Movimento Passe Livre ou qualquer organização que dentro do levante se encontre. Um levante que teve no aumento das tarifas do transporte público seu estopim, mas que na realidade é órfão do abandono das lutas sociais por aqueles partidos que as hegemonizaram nos anos 80 e 90, sobretudo o PT e que agora ajudam a reprimi-la.

E é essa postura tacanha, reacionária, expressa nas odiosas frases desditas do José Eduardo Cardozo, Ministro da Justiça (!?), que abriu as brechas, deu a senha necessária para um reposicionamento da direita conservadora do Brasil, que ao invés de atacar o movimento, como fizeram na primeira semana, passam agora a disputá-lo, tentando incluir nele pautas da agenda conservadora nacional e enfraquecer a imagem de Dilma Rousseff para 2014, como provam a Veja da semana, os comentários de Arnaldo Jabor e os asseclas públicos da sua linha ideológica.

Mas da direita se sabe o que esperar, é fácil e inútil culpá-la. A culpa é do horizonte tacanho da nossa esquerda que institucionalizou-se. Que colocou no topo da lista de tarefas um desenvolvimento com distribuição de renda, mas ignorou amplamente a política para as cidades, a despeito de 85% dos brasileiros viverem nelas. Que não avançou um palmo em relação à democratização dos meios de comunicação e segue sendo a principal financiadora dos monopólios. Que enfrenta timidamente os militares responsáveis pela barbárie da tortura e dos mortos e desaparecidos políticos, não fechando um necessário ciclo de terror que se expressa na ação PM paulista, filha pródiga dessa ditadura militar.

Apesar do Estatuto das Cidades, um dos parcos avanços nesse tema, a política de mobilidade urbana inexiste, o preço do transporte público segue sendo escorchante (terceiro principal custo da família brasileira), e sua exploração relegada à iniciativa privada para realização de lucros privados, quando sabemos que o transporte coletivo é um serviço público essencial, consagrado como tal na Constituição Federal de 1988 e fator estratégico para o funcionamento regular das cidades, de sua economia, e sobretudo da garantia do acesso aos diversos equipamentos públicos e conquistas da humanidade que se concentram nelas. O que colhem agora é também o fruto de uma política de incentivo à indústria do automóvel e de endividamento da classe trabalhadora, política corresponsável pelos enormes engarrafamentos diários e por uma verdadeira guerra civil no trânsito brasileiro. Mais de 50 mil pessoas morrem por ano vítimas do trânsito. No Vietnam, morreram 54 mil combatentes ao longo do conflito.

Uma hora a fatura seria cobrada. E como há um descolamento evidente da base social – que não para e caminha com suas próprias pautas, confusas ou não –, da direção política que hegemonizou a luta da classe trabalhadora, essa mesma direção política olha assustada para as manifestações, pendulando entre uma posição reacionária alinhada ao discurso da ordem e servindo de marionete à direita, para uma posição de diálogo, ainda que no campo técnico, sem disposição de reconhecer os erros, baixar tarifas, e apresentar propostas ousadas e inovadoras, que visem a democratização do acesso aos direitos e conquistas que se concentram nas cidades.

Uma demonstração do cenário dessa mudança é a posição do governo da Luiza Erundina, do PT de 1988, para a posição do Fernando Haddad, do PT de 2013. É inspirado num projeto do próprio PT, de 1988, de Tarifa Zero nos transportes coletivos, que o Movimento Passe Livre se fia teoricamente para levar a cabo a luta pelo direito à cidade. Embora lá também o PT não gozasse internamente de todo apoio necessário para levar a cabo a consagração dessa tese (um dos contrários a essa posição era o Lula). Mas no caso de 88, Erundina prefeita era uma das grandes entusiastas e lideranças de proposta. Fazia Política na concepção ampla da palavra. Não se apegou aos obstáculos e minudências técnicas, nem tinha no horizonte a preocupação com a próxima eleição, e sim com a prefeitura em si como instrumento de intervenção para modificações estruturais que fazem avançar a democracia real na cidade.

Em São Paulo, Fernando Haddad e a prefeitura paulista parecem só ter um caminho possível para reverter o desgaste acumulado e se separar de vez da péssima postura inicial, quando fizeram eco ao discurso de Geraldo Alckmin: anunciar a revogação imediata do aumento da tarifa, sentar com o movimento e estabelecer uma agenda de curto, médio e longo prazo que vise a ampla democratização do acesso ao transporte, na lógica do controle público e do interesse social. Dizer ser impossível fazê-lo porque custa 600 mil reais é não fazer “matemática política”. O custo de suas posições são muito maiores do que esse valor e não haverá marqueteiro político milionário que consiga reverter essa situação.

No Brasil, chegamos, com isso, num momento ímpar de reflexão e de decisão. Essa semana que abre no dia 17 de junho de 2013, temos 74 manifestações marcadas no país e no exterior. É óbvio que a repressão militar não dará conta de resolver isso na borracha. As pautas misturam diversas questões ligadas sobretudo à carestia, mas também a uma agenda vazia de conteúdo, como o “combate à corrupção”. Ninguém em sã consciência é a favor da corrupção. Mas ela é lamentavelmente quase um pressuposto do sistema político vigente. Ela é pauta eleitoral de 2014. Cabe às forças políticas consequentes, que se negam ao retrocesso e a lógica do quanto pior melhor, mas que se desapontam ao ver a esquerda que a classe trabalhadora levou ao poder reproduzindo acriticamente o que de pior a direita sempre fez, levar às ruas do Brasil a agenda avançada que o momento reivindica: Por um Transporte Público, Gratuito e de Qualidade; Contra o Estatuto do Nascituro e Redução da maioridade Penal; Pelo direito à Memória, Verdade e Justiça contra os crimes da Ditadura Militar; pela Reforma Agrária e Urbana; pela igualdade ampla e irrestrita entre homens e mulheres; pela livre orientação sexual; e pelos Direitos Humanos contra a barbárie da repressão na cidade, no campo, e contra os indígenas. Com um recorte político e de classe bem definido, contra a despolitização que permite a apropriação ainda que em partes desse movimento pela direita reacionária do Brasil. É hora de lutar, entrar na disputa e não de se esconder.

Marcelo Pomar, historiador, co-fundador do Movimento Passe Livre (2005, FSM, Porto Alegre), foi preso em três ocasiões em 2004, 2005 e 2006, acusado de liderar a onda de protestos que barrou o aumento das tarifas de transporte em Florianópolis (SC).

Flora Lorena Branco Muller, mestra em Psicologia Social, co-fundadora do Movimento Passe Livre (2005, FSM, Porto Alegre), foi presa em 2005, acusada de liderar a onda de protestos que barrou o aumento das tarifas do transporte em Florianópolis (SC).

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    JOTACE

    19/06/2013 - 00h22

    Caros comentaristas,
    Brilhante em quase tudo a análise das causas do levante. Mas assentir que o combate à corrupção é ‘uma agenda vazia de conteúdo’, é uma conclusão que parece ignorar como o depravado comportamento, praticado até as escâncaras pelo governo de Dilma, tem prejudicado, ofendido, e insultado o povo brasileiro. Este, de uma postura um tanto paciente durante os governos de Lula, passou a uma fase reativa frente ao desvario que ocorre no atual governo da sua sucessora e discípula. É bom lembrar que no seu momento inicial, como o sucede justo agora, não caberia à revolta levar arrolados nos protestos os mil tentáculos do polvo, as suas idiossincrasias, as diferentes faces que tem e sítios onde ele se aloja. Mas conviver com ele como um pressuposto, um fato normal do nosso sistema político, representa no meu entender uma acomodação fatal aos destinos da nossa democracia. Jotace

    João Tavares

    21/06/2013 - 17h59

    Obrigado aos dois por essa aula de Brasil!!
    Essa é a reflexão: comodismo ou reforma geral?

    É necessário ter um canal aberto a todos os brasileiros do mundo!
    Que possam se comunicar, dividir informações, se educar! E, sobretudo, votar sobre reformas, como essas apontadas ai, por ambos! É disso que o Brasil precisa! Pessoas que de sã consciência, que botam a cara mesmo e falam isso tudo que o povo precisa aprender e se conscientizar. Precisamos votar de livre e espontânea vontade em reformas e conquistar uma vóz no governo.

    Ninguém imaginava que a gente conseguiria unir tanta gente de garganta entalada com esse Brasil corrupto. Até onde o povo consegue chegar se unindo organizadamente, mais importante de tudo, pacificamente e conscientemente assim? Vamos combater o vandalismo até o fim! Isso é coisa de marginal e inconsequente! O que não toleramos é injustiça e covardia!

    Uma coisa é certa, só depende da gente! Se 56mil já fizeram um baralho desse, o que 100 milhões unidos não são capazes de conquistam? O Mundo está mudando rápido! O Brasil é só mais um acordando para a realidade e se unindo! Povo unido jamais será vencido!

    “Primeiro eles ignoram você,
    ai eles riem de você,
    depois eles “lutam” contra você,
    e então você vence.”

    – Mahatma Gandhi

Messias Franca de Macedo

18/06/2013 - 21h24

… E A ABIN?!…

# é composta por amadores? Ingenuidade?!…
# não conseguiu monitorar “as mãos invisíveis”, que apostaram na entrega dos estádios de futebol somente em 2026, e que, portanto, perderam novamente?!… A ABIN não suspeitou que “o PIBinho do PIG” tem que ser assegurado?! [PIG antinacionalista e rentista] A ABIN não identificou, ao menos rumores, de que a DIREITONA “não deixaria barato” a realização de uma exitosa Copa do Mundo, no Brasil, em ano de eleição?!…
# afinal, o time da ABIN veste mesmo a camisa do time da Dilma?! A camisa do verdadeiro, sapiente e honesto povo trabalhador brasileiro?!…
# ou será que a ABIN teria iniciado “os protestos antes dos protestos”?!…

… Com a palavra a ABIN!…

EM TEMPO: para os de boa-fé que ainda enxergam nesses protestos a expressão da espontaneidade e da natureza apolítica dos movimentos sociais , recomendo ler os adjetivos referenciados em relação ao Lula e à presidente Dilma Rousseff – adjetivos usados – na internete – pelos xiitas da direitona! Muitos e muitas dos(as) mesmos(as) “a engrossar essa revolta popular”! Ah! queiram ver, também, os discursos – e os sorrisos matreiros [e reveladores!] – dos políticos do famigerado e nefasto conluio/consórcio PSDB/DEMo!…

E que país é esse?! República de ‘Nois’ Bananas

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Edno Lima

18/06/2013 - 21h01

É Azenha, você, o PHA e o Rodrigo Vianna também vão ter que esconder o cubo da Record!

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    18/06/2013 - 21h04

    Só uso microfone de lapela, que não tem cubo!

    ricardo

    18/06/2013 - 21h29

    O patrão sabe?

    Malvina Cruela

    18/06/2013 - 21h28

    quem tem cubo tem medo..

    Leo V

    18/06/2013 - 21h31

    Pelo jeito vão, pois até o Caco Barcelos foi agredido.

Renato Cruz

18/06/2013 - 20h44

Eu vou expressar. Na realidade não vai mudar em nada, daqui alguns meses o povo vai esquecer. No ano que vem, ano de copa do mundo, a FIFA e o PT vão dar um jeitinho para o Brasil erguer a taça e esse movimento inflado vai se esvaziar.

Olha, conheceno o povo Brasileiro, a imprensa de direita que temos suavizando, está com cheiro que vai terminar em Samba. O Haddad vai terminar retrocedendo com a tarifa.

Partidos Ultra-Esquerda ganhar eleição? Não tem força. O povo brasileiro ao ouvir em Socialismo e perder o Status Quo acabam migrando os votos para a direita conservadora.

Então gente, eu não esperaria mudanças em relação a isso.

Responder

Pedro Cruz

18/06/2013 - 20h39

Faltou o Movimento Contra a Carestia, década de 70, e a passeata dos 100.000, em 68. Sair às ruas, protestar, é MUITO BOM. No mundo inteiro se faz isso, se protesta, se grita. Na Argentina tem manifestação dia sim, outro tambem, e o mundo não acaba, os golpistas só se fodem. A moçada pegou o gosto pelas ruas, isso não terá fim. QUE BOM, isso é muito bom. Quero ver a hora que começarem a falar em democracia dos meios de comunicação, em reforma política, em reforma agrária, o pau vai comer. Esse é o Brasil. ENFIM,ÀS RUAS.

Responder

Fabio Passos

18/06/2013 - 20h32

Ate o momento os manifestantes estao detonando com as oligarquias caqueticas do PiG.
A globo e a veja sao hostilizadas… e merecem mais!

O PiG, assim como a PM, e inimigo do povo… e assim deve ser tratado.

GLOBO E VEJA VOLTAM A SER ALVO DOS PROTESTOS O povo não é bobo volta a ser entoado !
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/06/18/globo-e-veja-voltam-a-ser-alvo-dos-protestos/

” A revista Veja e a Rede Globo foram alvo de manifestações no começo da noite desta terça-feira, em mais um ato contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo. “Veja, Globo, o povo não é bobo”, era um dos gritos entoados pelos manifestantes na Praça da Sé, na região central da capital.”

Responder

    Luis Cortinhas

    18/06/2013 - 22h46

    fofo, vc esqueceu de falar mal da “elite branca”…

    tá doente?

    rsrsrsrs

psgd

18/06/2013 - 20h32

Este é o momento do PT propor a volta da CPMF (imposto do cheque) para financiar o transporte público.

Responder

Messias Franca de Macedo

18/06/2013 - 20h30

“Nos olhos dos outros é refresco!”… ENTENDA

… Nesse exato momento [20h19], o Marcelo Rezende da Record está proferindo uma espécie de, digamos, editorial da emissora. Com um tom híbrido de solene e funesto, o apresentador se refere às imagens que mostram um carro de transmissões da emissora em chamas! Segundo o Marcelo Rezende, o fogo foi ateado por delinquentes e criminosos que participam das manifestações! O Marcelo Rezende – até há pucos minutos (sic) – favorável aos protestos, agora é só revolta! E tome-lhe achincalhe – na “turba de mascarados”(!), segundo o jornalista da Record!…

É A TAL DA COISA: e a liberdade de expressão?! “Nos olhos dos outros é refresco!”…

… E “vamo” protestar! Em Pindorama, motivos não faltam! Contrariamente!…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

ivan nogueira de morais

18/06/2013 - 20h30

Olá Meus Caros Companheiros:
Esta é a hora de se começar a verdadeira mudança neste país. Se o Direito de ir e vir é sagrado porque não garantirmos,agora de forma gratuita, à população que precisa de transporte público. E o Dinheiro?? Vamos recriar a CPMF dos transportes gratuitos !!! Neste momento ninguém ficaria contra.
Eu acredito no BRASIL !!! Eu acredito na DEMOCRACIA !!!
Respeitosamente,
Ivan Nogueira de Morais.

Responder

    Fabio Passos

    18/06/2013 - 20h39

    Esta e a proposta dos manifestantes.
    Passagem gratuita pro povo ir aonde quiser, na hora que desejar… de graca!

    Quem paga?
    A “elite’ branca e rica.

    Tasca imposto na ricaiada branquela pra subsidiar transporte de qualidade pra populacao.

    E mais… que tal trazer os pobres expulsos para a periferia de volta as areas “nobres” das grandes cidades?

    Por que deixamos que a “elite” branca tome posse da melhor infra-estrutura publica enquanto os pobres, que mais precisam, estao abandonados onde a infra-estrutura e quase nenhuma?

Messias Franca de Macedo

18/06/2013 - 20h12

… A *DIREITONA VOLTOU A SORRIR! E, ATENTEM, A DESGRAÇA PODE ESTAR, APENAS, EM SEUS PRIMÓRDIOS! ENTENDA
*eterna, MENTEcapta e fascista OPOSIÇÃO AO BRASIL! ‘O cheiro dos cavalos ao do povo!’

… Esses manifestantes de araque são os(as) mesmos(as) frequentadores(as) assíduos(as) das baladas, das promiscuidades do funk, das esbórnias regadas a cerveja… Apaixonados(as) pelo futebol! (sic)… Muitos fanáticos pelo Corinthias; muitas são, orgulhosas e declaradamente, ‘Neymarzetes’! Que coisa mais patética, estúpida e grotesca: ‘Neymarzetes’!…

… Pois muito bem: a DIREITONA “achou o discurso”!… Quem será o primeiro progressista(!) a referendar o golpe?!…

… Por outro lado, o Geraldo Alckmin do início das badernas é quem estava certo! Acompanhem as imagens da tentativa insana e aloprada de uma turba tentando invadir a sede da prefeitura de São Paulo!…

[… Enquanto isso o GilMAU Mendes e o ‘Joaquim Coitado do Ruy Barbosa’ assistem, ao vivo, a lambança! Esses protagonistas-mor da [seletiva] criminalização e judicialização do debate político; talvez, agora, colham os frutos putrefatos e miasmáticos do julgamento do MENTIRÃO!…]

EM TEMPO DE “PROTESTANTISMO MILITANTE”: em nome do mínimo de coerência, estamos esperando por alguns manifestos, exemplos:

ABAIXO O FUTEBOL, NO BRASIL!

… Qual o parlamentar brasileiro que, ouvindo as vozes e o clamor das ruas, encaminhará um projeto de Lei – a ser referendado por um plebiscito – determinando a supressão do futebol no Brasil – ‘o país do futebol, da cerveja e do carnaval’!… Tomara que o STF “não bote gosto ruim!” [Risos]…

… E “vamo” protestar! Quem sabe não aparecerá esse ‘fi’ de Deus!…

E mais: OS EMPRESÁRIOS DE PRODUTOS E DE SERVIÇOS EMBUTEM NO PREÇO FINAL AS FORTUNAS PAGAS A NEYMAR & A OUTROS MENOS VOTADOS! E, AÍ, QUANDO E ONDE TEREMOS MANIFESTAÇÕES DE PROTESTOS?!…

… Ah! Quem determina os horários escrotos dos jogos do Brasileirão é a nefasta e mercenária Rede Globo! E, AÍ, QUANDO E ONDE TEREMOS MANIFESTAÇÕES DE PROTESTOS?!…

… E “vamo” protestar! Em Pindorama, motivos não faltam! Contrariamente! E a liberdade de expressão?! “Nos olhos dos outros é refresco!”…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Messias Franca de Macedo

18/06/2013 - 20h08

CALDOS DE CULTURA PARA A NOVA TENTATIVA DO ‘GOLPISMO SEMPRE EM CURSO’! Ou o que deveria ser um ‘mea culpa’ do governo federal:

# A ausência da Lei dos Meios;
# A judicialização e a criminalização da atividade política;
# A leniência do Ministério da Justiça em episódios recentes, por exemplo: não exigiu que a Polícia Federal divulgasse e punisse exemplarmente as forças (ir)responsáveis pelos boatos relativos à supressão do programa ‘Bolsa Família’…
# A tibieza e a cumplicidade do Ministro das Comunicações: entre outras irresponsabilidades, engavetou o projeto de regulamentação dos Meios de Comunicação, de autoria do eminente e nacionalista Franklin Martins. Projeto modernizante, libertário, democrático e civilizatório… Mesmo porque, os veículos de comunicações são meras concessões públicas do Estado brasileiro…

EM TEMPOS DE MANIFESTAÇÕES: a DIREITONA conseguiu produzir aquilo que pretendia que os “ingrezes” vissem! Pelo menos, fica o aviso: que tal cancelar a Copa do Mundo e as Olimpíadas?!

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Deca

18/06/2013 - 19h54

A direitona e o PIG já se apossaram do “movimento”, invadiram até a “Carta Capital”. Infelizmente!

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marcosomag

18/06/2013 - 19h52

Não existe movimento sem lideranças. Elas existem. O “Roda Morta” da TV entrevistou dois supostos líderes do movimento. Será que o faria caso eles fossem “trotskistas radicais” do PSTU? Haddad poderia mandar um projeto de passe livre para a Câmara Municipal, como a Erundina fez. Seria massacrado pela mídia, como Erundina foi. Assim, cairia a máscara da Globo que não tem a menor intenção de ver os pobres circulando livremente pela cidade. Pelo contrário, ela é contra o Bilhete Único, que torna o custo do transporte para o cidadão paulistano menos proibitivo do que em cidades governadas pela direita. O que a Veja, Globo e imprensa corporativa em geral querem é o deslocamento dos pobres unicamente casa-trabalho-casa, como os “passes” (carteira de identidade) sempre conferidas pela Polícia no trajeto. Igual aos bastustões na África do Sul do apartheid.

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Messias Franca de Macedo

18/06/2013 - 19h51

EXCELENTE COMENTÁRIO:

Leo 18.06.2013 às 19:37

“Acorda, governo lerdo do PT. É hora de tirar proveito disso tudo, levem à votação o projeto de lei que tributa grandes heranças. Criem um imposto, nos moldes da CPMF, sobre movimentações financeiras acima de 10 mil reais, para financiar transporte público de qualidade.”

Parabéns! E vamos constatar, pelos próprios “manifestantes”, o grau de hipocrisia que caracteriza parte da nossa sociedade!

E MAIS: pela legítima [e LEGAL!] instituição da Lei dos Meios! Considerar como hediondo os crimes de corrupção, os crimes do “colarinho branco”!… Enfim, “vamo” protestar! Em Pindorama, motivos não faltam! Contrariamente! E a liberdade de expressão?! “Nos olhos dos outros é refresco!”…

Felicidades!

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Samira Silva

18/06/2013 - 19h43

É um erro da Record tentar manipular a população e jogá-la contra os Governos do PT no movimento Passe Livre. O bispo também vai para o lado de Serra. Como cidadãos, vamos reagir e explicar às pessoas que esse trabalho de Marcelo Rezende, pau mandado da Record, está manipulando, está se aproveitando do Movimento do Passe Livre para jogar a população contra os governos do PT. Pouca vergonha. Nojento mesmo.

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    Deca

    18/06/2013 - 20h04

    Concordo! É uma vergonha esse posicionamento do Marcelo Rezende. A Sonia Abraão também está tendo a mesma postura, isso mostra que os “donos” da RedeTV também estão ao lado do Serra.

    Jeanette

    18/06/2013 - 20h43

    O Marcelo Rezende passou dos limites, insuflando a população o tempo todo contra o Hadad. Parecia que até os repórteres da emissora estavam assustados com ele mostrando as garras. Lamentável.

Luiz Felipe Albuquerque: Novo estilo de golpe da direita - Viomundo - O que você não vê na mídia

18/06/2013 - 19h40

[…] Lincoln Secco: Manifestantes serão enjaulados no discurso dos donos da Grande Imprensa? […]

Responder

Messias Franca de Macedo

18/06/2013 - 19h33

… A *DIREITONA VOLTOU A SORRIR! E, ATENTEM, A DESGRAÇA PODE ESTAR, APENAS, EM SEUS PRIMÓRDIOS! ENTENDA
*eterna, MENTEcapta e fascista OPOSIÇÃO AO BRASIL! ‘O cheiro dos cavalos ao do povo!’

… Esses manifestantes de araque são os(as) mesmos(as) frequentadores(as) assíduos(as) das baladas, das promiscuidades do funk, das esbórnias regadas a cerveja… Apaixonados(as) pelo futebol! (sic)… Muitos fanáticos pelo Corinthias; muitas são, orgulhosas e declaradamente, ‘Neymarzetes’! Que coisa mais patética, estúpida e grotesca: ‘Neymarzetes’!…

… Pois muito bem: a DIREITONA “achou o discurso”!… Quem será o primeiro progressista(!) a referendar o golpe?!…

… Por outro lado, o Geraldo Alckmin do início das badernas é quem estava certo! Acompanhem as imagens da tentativa insana e aloprada de uma turba tentando invadir a sede da prefeitura de São Paulo!…

[… Enquanto isso o GilMAU Mendes e o ‘Joaquim Coitado do Ruy Barbosa’ assistem, ao vivo, a lambança! Esses protagonistas-mor da [seletiva] criminalização e judicialização do debate político; talvez, agora, colham os frutos putrefatos e miasmáticos do julgamento do MENTIRÃO!…]

EM TEMPO DE “PROTESTANTISMO MILITANTE”: em nome do mínimo de coerência, estamos esperando por alguns manifestos, exemplos:

ABAIXO O FUTEBOL, NO BRASIL!

… Qual o parlamentar brasileiro que, ouvindo as vozes e o clamor das ruas, encaminhará um projeto de Lei – a ser referendado por um plebiscito – determinando a supressão do futebol no Brasil – ‘o país do futebol, da cerveja e do carnaval’!… Tomara que o STF “não bote gosto ruim!” [Risos]…
… E “vamo” protestar! Quem sabe não aparecerá esse ‘fi’ de Deus!…

E mais: OS EMPRESÁRIOS DE PRODUTOS E DE SERVIÇOS EMBUTEM NO PREÇO FINAL AS FORTUNAS PAGAS A NEYMAR & A OUTROS MENOS VOTADOS! E, AÍ, QUANDO E ONDE TEREMOS MANIFESTAÇÕES DE PROTESTOS?!…

… Ah! Quem determina os horários escrotos dos jogos do Brasileirão é a nefasta e mercenária Rede Globo! E, AÍ, QUANDO E ONDE TEREMOS MANIFESTAÇÕES DE PROTESTOS?!…

… E “vamo” protestar! Em Pindorama, motivos não faltam! Contrariamente! E a liberdade de expressão?! “Nos olhos dos outros é refresco!”…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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João Tavares

18/06/2013 - 19h30

#precisamos de um lider

Caros amigos, irmãos, compatriotas, BRASILEIROS,

Precisamos com urgência criar um novo “governo”, isto é, precisamos de um LIDER que possa apresentar sugestões e mudanças cabíveis dentro de todos os pontos apontados nos protestos em todo o Brasil (principalmente corrupção). Nosso maior trunfo será criar uma arma contra a corrupção. Em seguida, todos juntos, através de uma votação, colocaremos em um “decreto” as reivindicações e idéias do povo para solução dos grandes problemas do de nossa nação (má utilização do gastos públicos, educação, saúde e transporte).

Precisamos urgente de um espaço, pode ser dentro do facebook, que dê liberdade aos jovens, trabalhadores, estudiosos de infra-estrutura, políticos e principalmente professores sem partidos definidos, possam expor os reais problemas (palestras na internet – um portal que consiga organizar as nossas idéias e que dê liberdade expor nossos pensamentos de forma objetiva) e criando votações de todos para eleger as melhores propostas e soluções. Claro que os estudiosos terão mais peso e muitas pessoas unidas pensando podem transformar essa idéia numa realidade bem estruturada de modo que todos tenham acesso e voz. Minha cabeça está parecendo fogos de artíficios de idéias para juntos nos organizarmos.

#precisamosdeumlider

Essa idéia pode nascer assim, criando perfis de líderes das manifestações em cada estado, jovens que abraçam a causa da mudança e em seguida dentro desses jovens encontraremos o líder que levará as nossas propostas, literalmente do povo, para a política.

“O GIGANTE ACORDOU!!!” – O grandiosidade dessa frase vem da força do nosso povo. Juntos podemos mudar!!
Vamos criar a nossa políica! Vamos fazer a nossa democracia!!

#precisamosdeumlider = ESPALHEM ESSA IDÉIA!!

Lapidem essa idéia! Nós queremos mudança!! Acreditamos na mudança!

Responder

    ricardo

    18/06/2013 - 21h36

    João,
    Já experimentou um anúncio nos classificados?

    hc

    18/06/2013 - 23h02

    Só pessoas como você querem virada de mesa, digo golpe contra a democracia.

    JOTACE

    19/06/2013 - 00h29

    REQUIÃO, caro Tavares! Por que não insistir no seu nome?

    Lu Witovisk

    19/06/2013 - 08h15

    Requião seria um sonho.

    João Tavares

    21/06/2013 - 18h20

    Caro Jotace,

    Minha ideia aqui nunca foi e nunca será eleger o meu nome. Tenho plena consciência que eu não tenho o conhecimento necessário de Brasil para se auto titular líder de uma manifestação na minha cidade. O que eu quero é jogar ideias. Quanto mais gente pensando, mais oportunidade teremos de conseguir nos organizar

    O movimento está uma verdadeira bagunça. Temos anarquistas fazendo a chamada “revolução punk” que saem quebrando e destruindo o nosso patrimônio. Ontem estive na prefeitura e vi uma guerra generalizada. Manifestantes brigando entre si por conta de partidos diferentes, as vezes partidários e apartidários, bandidos infiltrados p furtar os próprios manifestantes e vi tb a reação da polícia literalmente “sentando o sarrafo” em qualquer um (criança, velho, estudante, trabalhador enfim pessoas pacíficas). Era chuva de bomba de gás lacrimogêneo.

    Enquanto o povo não conseguir uma figura que atinja a massa e consiga unir as pessoas em prol de um consenso comum (“As 5 causas”, por exemplo) todas essas manifestações serão em vão e as confusões, roubos, guerras e destruições nunca terminarão. As pessoas vão parar de aderir o movimento, pois não querem ser vítimas de atitudes de um bando de imbecis, ignorantes e revoltados.

    Cade esse anônimo?? Pq ele não bota a cara? Pq ele não começa a marcar reuniões com a população em praças com alto falantes, sei lá??

    Não estou falando de um golpe direto, mas de uma maior participação do povo em uma esfera que vá além das votações. Depois que eles são votados eles fazem o que querem pq nos representam. To nem ai se eles me representam, a gente tem que querer participar tb. Além de conquistar as 5 causas, a gente tem que ter voz direta através de votações de projetos políticos, temos que ter acesso total a contabilidade de todo dinheiro do governo. Qualquer desvio deverá ser detectado.

    Desculpa, mas continuo achando que se não ter organização, não vai adiantar de nada. Insisto em dizer, não acho que golpe é o caminho, mas alguma mudança na estrutura da política brasileira tem que existir em prol e respeito da democracia e da liberdade!

    Não sou de direita, não sou de esquerda… eu sou Brasil! e eu quero mais que qualquer um partido ou ideologia política existente hoje possa me conceder.

    O governo está sem credibilidade e a única forma de mostrar isso é com total transparência e crime hediondo para qualquer ato de corrupção!

Sidnei

18/06/2013 - 18h35

Por que aumentos em percentuais bem acima da inflação cometidos pelas gestões Serra/Kassab não mereceram tanta barulheira? Sei que a história sempre tem dessas coisas; um “comam brioches” que a gente não consegue entrever, mas…;

Por que, quando daqueles aumentos, as sedes de PSDB e DEM (então partido do prefeito) não sofreram danos?

Se a briga é quanto aos aumentos das passagens em geral, incluindo trens e metrôs, por que a sede do PSDB, do governo estadual responsável pelos aumentos, não sofreu depredações nas atuais manifestações?

Só esclarecendo: graças dou aos céus que a sede dos tucanos não tenha sofrido ataques. Ainda bem! Só gostaria de entender por que a sede do PT em São Paulo, partido do prefeito que deu o menor reajuste em anos na passagem, foi atacada.

Há outras coisas estranhas acontecendo:

– a imprensa não está se esforçando em desinflar as multidões, o que costuma fazer em manifestações de movimentos sociais;

– segundo reportagens, paulistanos passaram a não mais reclamar de efeitos no trânsito;

– muita gente execrando a participação de galera ligada a partidos, quando o caso, ou elogiando a ausência de colorações partidárias na maioria dos eventos.

Quanto a este último, vale lembrar que a política é feita pelos partidos. Consequentemente, não dá para se imaginar mudanças políticas de qualquer monta sem a participação dos partidos.

Qualquer sujeito do MPL que, por exemplo, queira seguir carreira política, não o fará se não filiar-se a alguma agremiação.

Muitos execram os partidos por pura ignorância. Outros, não tenho dúvidas, é por DNA golpista mesmo. Ou seja, no fundo sonham ver a política “limpada” dos partidos, quem sabe pelos militares, pelos juízes do STF, pela imprensa…

Sou a favor da tarifa zero, assim como a moçada do MPL. Lembro-me da proposta da ex-prefeita Luiza Erundina: tarifa zero subsidiada por aumento progressivo do IPTU. Apoio com louvor a ideia.

Será que a meninada que está nas ruas de São Paulo têm conversado com seus pais sobre essa forma de financiar o transporte público na Capital?

Não sendo possível esse caminho, defendo a estatização total do transporte público, com cobranças de tarifa um pouco mais em conta – mas com cobrança, de qualquer forma.

Estatização total, sem qualquer eufemismo do tipo concessão, parceria etc.

Neste último caso, o que estariam falando agora os nossos amigos da imprensa?

Responder

Bonifa

18/06/2013 - 18h33

As televisões se encontram em um impasse: Apoiar o movimento e ao mesmo tempo apoiar a Copa. Este é um movimento cheio de belas intenções juvenis, mas elas vão murchar dentro do vaso fascista da direita entreguista e neoliberal. Que não se tenha a menor dúvida, ele é imaginado e impulsionado pela direita, talvez internacional, embora engatilhado numa minoria da classe média, sobre um caldo de cultura onde predomina a insatisfação com a insegurança geral da população e a indignação com a sensação de impunidade.

Os excessos da polícia paulista se devem a que o governo paulista não havia entendido que rumo político devia dar a este movimento. É como se em 64 a polícia paulista tivesse reprimido duramente a Marcha com Deus pela Família e a Propriedade. Este é um movimento alimentado pela insegurança, que só foi possível de acontecer graças ao nível altíssimo de insatisfação e insegurança que foi desenvolvido pela mídia no dia a dia dos programas televisivos, ajudado pela incompetência da polícia diante da escalada de barbárie e pela absoluta falta de justiça e de penalização dos atos de selvageria urbana.
.
Mas, para as emissoras de televisão, não apoiar a Copa, tão esperada pelo povão, seria suicídio. O povão, lógico, quer passagem mais barata e reage a qualquer aumento. E esta foi a ligação, o pretexto que os mentores deste movimento fizeram para tentar jogar o povão dentro das manifestações. Daí o espanto de tanta gente com um movimento tão pesado por apenas vinte centavos.
.
Mas o povão quer também a Copa, quer o futebol e quer que a Pátria de chuteiras seja campeã. E ao povão, que teve emprego de marceneiro e pedreiro com a construção dos estádios, e que terá muitos outros benefícios com as obras da Copa, não passa nem um minuto pela sua cabeça que o governo tenha gastado demais ou de menos com este ou aquele estádio. Ele quer ver o estádio bonito se destacando na paisagem. E ele sabe perfeitamente que em tudo há muita corrupção, está acostumado com isso e contra isso não berra, sabe que o bom cabrito não berra, como a nova UDN que tanto berra apenas por hipocrisia e com fins políticos, mas que também está até o pescoço na corrupção. A corrupção que quem conhece sabe que só vai minguar com a educação, e ninguém pode dizer que este governo trabalhista não tem se esforçado para mudar o patamar da educação, embora a nova UDN tenha sempre atrapalhado este esforço. E o povo sabe que nada é feito sem muita grana rolando por baixo do pano. Nada, inclusive estas ricas manifestações.

Responder

    JOTACE

    19/06/2013 - 01h16

    Caro Bonifa,

    Creio que sou um daqueles que lêem, por apreciá-los, os seus comentários. Finos, lógicos, racionais, no tremedal que é a política, mais especificamente no caso brasileiro. Mas, desta feita, discordo de suas conclusões que, um tanto contraditórias, convergem para o tema tão do agrado do governo, que é culpar a tudo e a todos para inocentá-lo. Que o levante é do agrado da ultra-direita fascista, ou mesmo de uma parte da classe média sabidamente conservadora, ou de alguns poderes internacionais cujos interesses a grande imprensa representa, isto se faz evidente. Provavelmente estaríamos sentindo da mesma forma se estivéssemos do outro lado da peleja. Mas esquecer e até defender o maior culpado, no caso os malfadados e traidores governos petistas que temos tido e afundados na mais desbragada corrupção, não creio que você, mesmo talentoso como é, possa jamais justificar. Dizer que “o bom cabrito não berra”, quer dizer, se acomoda, ou insinuando como adequado este comportamento, em referência àqueles que derramaram seu suor e até arriscaram suas vidas em certos momentos da construção das obras da Copa, parece situar você a léguas de distãncia da que é hoje a triste realidade brasileira. Um cordial abraço do, Jotace

    Bonifa

    19/06/2013 - 12h56

    Quando falamos que o bom cabrito não berra como sendo um paradigma de comportamento do povão, não estamos dizendo que isto seja correto nem estamos defendendo este comportamento. Aliás, vemos a cada dia grandes esforços comunitários no sentido da compreensão popular dos direitos e deveres da cidadania. Apenas, sabemos que o povo, por ter consciência de que não tem alcance intelectual para entender muita coisa, de tudo desconfia e entende que o que se passa nas esferas sociais acima de seu entendimento, é corrupção e muita coisa ainda mais suja, da qual ele não quer nem saber, porque não é louco de se meter. Quanto à corrupção generalizada dos políticos do Partido dos Trabalhadores, pelo que sabemos da vida pública e administrativa brasileira, podemos afirmar que esta crença não corresponde à verdade. Pelas estatísticas tecnicamente colhidas, também, temos a constatação de que o PT é o partido menos corrupto. Pela quantidade de políticos cassados, também temos que o Partido dos Trabalhadores é o partido com menos políticos cassados. E temos que no governo do PT a Polícia Federal prendeu 500% a mais bandidos de colarinho branco que nos anos de governo do PSDB. Então estamos à vontade para afirmar que não sabemos de onbde você colheu suas informações.

Marco

18/06/2013 - 18h13

Caro professor.Receio que a alternativa colocada pelo sr. da cooptação pela direita dos movimentos de massa que hoje ocorrem,infortunadamente o serão.Porque?Tenho pra mim,que todo o movimento de massas pequeno-burgues é dúbio ideologicamente.Tendem muitos,ao anarquismo e adjacências ,como também,para o ato de sentir medo,característica principal dessa classe.Quanto ao PT,conseguiu produzir um lider carismático,no seio do operariado mas com ideologia sabidamente conservadora,tanto é assim,que sua sucessora,reiteradamente sustenta querer transformar o país num pais de classe média,média de medíocre,naturalmente.Se olharmos para a Europa e Estados Unidos,deparamos com sua população majoritariamente pequeno-burguesa que ao longo de sua trajetória,sempre termina propondo voto facultativo,voto distrital,parlamentarismo e afins,tudo com o intuito de não se envolver nos processos históricos-políticos de suas nações,tudo pra não terem que se incomodar com o semelhante,já que perdura nessas circunstâncias,o individualismo puro e simples.Lamentavelmente a propaganda,arma preciosa de difusão de idéias,está no pais,em mãos da classe burguesa,com suas prerrogativas democrático-elitista.Louvo contudo,o seu sábio artigo de historiador competente!

Responder

pereira

18/06/2013 - 17h57

Esses meninos já foram manipulados, e agora perderam o controle, quem vai se ferrar são eles quando pegarem um diploma, e não terem o que fazer.

Responder

pereira

18/06/2013 - 17h56

Prezado paulo quando o Lula chamar nós vamos, os filhos do Lula vão, agora mande o fhc chamar alguém?

Responder

    Vlad

    19/06/2013 - 10h37

    Tá aí, para os que insistem em observar as formigas enquanto os elefantes marcham ao lado,de lana caprina, para os fãs mais ansiosos:

    “Foi identificado um dos provocadores, suspeito de ser pago pela direita, para causar ações violentas de depredação e intimidação no protesto em São Paulo desta terça-feira (18/06). O sujeito acima nas fotos seria Tiago Ciro Tadeu Faria, sujeito que em seu currículo, praticou ações como rasgar os votos da apuração das escolas de samba no carnaval de SP em 2012. As informações foram divulgadas nas redes sociais, através da grupo anarquista Black Bloc, em sua página do Facebook.”

Marcelo de Matos

18/06/2013 - 17h54

Atenção jovens manifestantes: Arnaldo Jabor está convocando todos vocês para o protesto contra a PEC 37:
http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-apelo-do-comentarista-arnaldo-jabor-contra-a-pec-37

Responder

JOTACE

18/06/2013 - 17h48

Caríssimo Mário SF Alves,

Ainda neste sorvedouro ao qual nos conduziu o PT, estou à busca de luzes para entender o momento. E, a partir disso, decidir quais os passos que devo tomar como cidadão já vacinado contra partidos políticos depois de haver votado sempre nos candidatos do PT de Lula, inclusive nele por 3 vezes, sempre na esperança de um Brasil melhor. Há muita podridão no ar e que pra ser exaurida deve contar com o mais decidido apoio ao movimento e a luta para que não seja ele encabrestado pela mídia convencional ou por entidades, pessoas ou partidos, de passados traidores, de comprometidos vende-pátrias e anti-democratas. A propósito, por que não se discute pressionar o Senado ou a Câmara dos Deputados para a expedição de decreto legislativo que possibilite um referendo (Lei 9.709/98)? Ent5ementes, há que evitar a manipulação que ocorre e vai ocorrer em todos os lugares. Aqui mesmo, no seu artigo, o Secco denomina os protestos de “Movimento do Passe Livre” atribuindo-lhe uma conotação que não me parece correta. O que faz o povo, particularmente os jovens, ir para as ruas em todo o Brasil, vai muito além de um protesto apenas contra um aumento das passagens. Secco incorre no erro de ignorar isso no texto publicado. O que há e tem havido é muitíssima corrupção em prejuízo do povo e com isto serve ao governo que desrespeita o povo. É o sentir dela que está levando a população brasileira para as ruas. E, com ela, o sentimento dos governados quanto ao descaramento cínico das autoridades, à fraude, à traição, à perfídia com que agem. Um exemplo disso é o discurso de Dilma, elogiando com toda a hipocrisia a mocidade, o povo que protesta, justo na ocasião em que encaminhava o novo marco regulatório da mineração. O tal marco foi feito justamente para assegurar aos piratas o domínio futuro do que resta aos brasileiros das nossas reservas minerais… Se você tiver alguma dúvida leia o texto da Carta Aberta da CNBB Sobre o Marco Regulatório da Mineração. O site é : http://racismoambiental.net.br/2013/03/carta-aberta-da-cnbb-sobre-o-marco-regulatorio-da-mineracao/

Um cordial abraço, do Jotace

Responder

Scavone: Explosão jovem cheira mais primavera que pólvora e gasolina - Viomundo - O que você não vê na mídia

18/06/2013 - 17h47

[…] Lincoln Secco: Manifestantes serão enjaulados no discurso dos donos da Grande Imprensa? […]

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Francisco

18/06/2013 - 17h40

Woodstock foi lindo… mas passou e só deixou nenês…

Responder

Indio Tupi

18/06/2013 - 17h31

Aqui do Alto Xingu, os índios fazem refletem sobre a postura anarquista de alguns supostos líderes do Movimento do Passe Livre (MPL), eis que, como dizia Santayana, “os que não se lembram do passado estão condenados a revivê-lo”. Ademais, não se pode avançar socialmente sem alguma forma de institucionalização do movimento, como demonstrou à saciedade a história do movimento anarquista.

O esquema liberal-conservador de interpretação da sociedade é tripolar e tem por conta a “realidade precária” de um sistema institucional constantemente ameaçado. A realidade material do homem – seu trabalho para satisfazer suas necessidades – não aparece no conceito conservador da realidade. O sistema institucional – que inclui o sistema de propriedade – é considerado como o árbitro inapelável de organização desse mundo material; este não pode ser enfrentado na vigência do sistema institucional. Para o pensamento conservador, o mundo material não é inexistente, mas secundário e irrelevante.
Vinculada à precariedade da ordem aparece, em termos de uma empiria idealizada, o caos; e vinculada com a realidade institucional, que se opõe à precariedade, aparece o sistema institucional em sua perfeição. No caso do pensamento neoliberal, essa perfeição é o modelo do equilíbrio e da competição perfeitos.
Já o pensamento anarquista é bipolar, no qual o centro da realidade empírica é a realidade material de trabalho para a satisfação das necessidades subjugadas pelo sistema institucional, em particular o sistema de propriedade e o Estado. Assim, a realidade do pensamento anarquista é uma realidade subjugada; o sistema institucional somente serve para explorar o trabalhador e condená-lo à miséria.
No que no pensamento conservador é o “nomos” que se legitima e sacraliza, no pensamento anarquista é o meio de subjugação da vida real e material. Dado que a vida material não é livre, não há nenhuma liberdade; a realidade subjugada do pensamento anarquista é uma realidade de miséria e sem liberdade. O problema já não é o do caos que ameace a realidade a partir de fora, como crê o conservador, mas da realidade mesma, que é catastrófica, miserável e escravizante. Para o anarquista, o mal não é uma ameaça que se apresente contra a precariedade da ordem legítima, senão que está na raiz dessa ordem e, portanto, é ilegítima.
Por isso o enfoque anarquista é bipolar: a realidade presente é a de uma ordem de escravidão, enquanto que a ordem da liberdade é algo por se fazer. Realidade atual depravada e realidade futura libertada são os dois pólos. A realidade presente é catastrófica e depravada porque não há trabalho permanente, os salários são baixos, a jornada de trabalho é esgotante, o desprezo dos capitalistas pelos trabalhadores é irritante e chocante o luxo, a abundância e o desperdício de que desfrutam, sem agregarem nada de socialmente útil, a não ser às custas dos trabalhadores.
Toda a realidade está dominada por esse novo senhor, o capital, que está por trás de todos os fenômenos da exploração. Trata-se de uma personagem anônima que corresponde ao que a teoria neoclássica chama “o mercado”, e que agora é vista como senhor opressor. O que oprime é uma estrutura social denominada capitalismo que forma os homens, divide-os em dominadores e dominados e os leva à confrontação.
O senhorio do capital nasce do direito da propriedade privada, onde se encontra a origem do conflito de todos contra todos e que permite aos proprietários concentrarem os frutos da força de trabalho explorado. Por trás do capital está, portanto, a origem do problema: a propriedade privada. Enquanto instituição, ela permite a subjugação do homem e sua escravidão.
A origem da propriedade privada remonta à pilhagem das terras comunitárias, seja como resultado de conflitos tribais, da acumulação de riquezas pelo capital mercantil que despojou de suas terras camponeses e senhores feudais, e das riquezas pilhadas pelas conquistas coloniais da Ásia, da África e da América Latina, com o que os conquistadores legitimaram sua propriedade, sob o amparo da força, motivo pelo qual essa instituição não tem legitimidade.
Para o anarquismo, a propriedade privada está na origem do Estado, pois o direito de propriedade cria também a necessidade do Estado pelo fato de que dá origem às desigualdades sociais, terreno fértil para todos os tipos de crimes. Os governantes são necessários unicamente sob um sistema de desigualdade econômica. Da desigualdade social derivam a autoridade e o Estado.
Entregue toda a sociedade ao capital e à sua acumulação, aparecem a lei e a moral burguesa para defender o proprietário do que ele considera crime, e que não é mais do que o resultado da desigualdade social criada pela propriedade privada. O Estado se faz, então, necessário para defender essas leis e moral burguesas. O homem é integralmente um escravo: escravo do capital e do Estado.
A alternativa anarquista é pela liberdade absoluta, negando toda autoridade e a condição de ser escravo de alguém. É uma alternativa tão polarizada e tão maniqueísta como no caso da teoria conservadora ou neoliberal, mas adquire uma forma inversa. Para a teoria conservadora ou neoliberal, a liberdade é a afirmação da autoridade; para o anarquista, a autoridade é o conjunto da propriedade privada e do Estado, motivo pelo qual considera a liberdade liberal a escravidão. Daí porque, a liberdade é a superação de toda autoridade e da propriedade privada, o que, visto da teoria conservadora-neoliberal é precisamente a escravidão, o caos e a ameaça: o socialismo.
O aspecto central do projeto anarquista é o comunitarismo das terras e de todos os instrumentos de trabalho e, por paradoxal que seja, “a liberdade econômica” — mantra também, em outro sentido, da crença conservadora-neoliberal –, da qual derivaria a felicidade e a liberdade. A liberdade econômica não é senão deixar de ser escravos dos ricos e, por conseguinte, da autoridade. Assim, a liberdade do anarquista é, em última instância, a liberdade de cada um.
Temos assim a análise bipolar anarquista em termos de uma realidade subjugada presente e uma realidade liberada no futuro. É uma relação bipolar entre a realidade miserável de hoje e aqui, e uma realidade de vida plena no futuro, perfeitamente empírica. A partir da revolução, esta nova sociedade, esta vida plena, esta liberdade e felicidade se realizarão na terra. É uma bipolaridade entre morte e vida, morte presente e vida futura.
O anarquismo também tem sua bipolaridade de virtudes e vícios que se expressa em termos de orgulho e humildade. Os ricos não tem humildade. Quanto ao orgulho, a aceitação da igualdade de todos transforma a humanidade no orgulho e glória da terra. O orgulho dos de cima – que recusam a humilhação da igualdade – desonra a terra da mesma maneira que a humildade dos de baixo em relação ao orgulho dos ricos.
Nos conceitos éticos chaves de humildade e orgulho podemos ver a inversão que o pensamento conservador realiza com o pensamento anarquista. O que o anarquista considera como humildade virtuosa, o conservador vê como orgulho: a igualdade entre os homens. O que o conservador chama como humildade, para o anrquista é orgulho dos de cima em cumplicidade com a falsa humildade dos de baixo que se inclinam frente a esse orgulho. Para o anarquista, o orgulho e a glória da terra é a aceitação da igualdade e a construção da fraternidade, enquanto que para o conservador é exatamente o inverso: a aceitação da desigualdade.
A problemática do pensamento anarquista se torna patente quando se analisa a conceituação do trânsito desde a sociedade subjugada do presente ao futuro da liberdade. Como esse futuro é um futuro de relações sociais sem nenhuma institucionalização e sem autoridade, o anarquista não pode pensar o trânsito ao futuro em termos mediatizados; entre o presente e o futuro há um abismo sem nenhuma ponte institucional, sejam partidos políticos, organização ou o Estado.
A polarização absoluta entre dominadores e dominados se reproduz nessa polarização absoluta entre presente e futuro. Disso resulta que não há nenhum conceito de construção do futuro. O pensamento anarquista não tem nenhum conceito de práxis. Supõe que há uma força espontânea facilmente mobilizável nas pessoas, forças que estão trancafiadas pelas instituições da propriedade e do Estado, do capital e da autoridade.
O ato de destruição dessas cadeias do capital e do Estado liberará essa espontaneidade e fará florescer a nova sociedade de liberdade. Liberadas as pessoas, elas se levantarão e desenvolverão a espontaneidade que as fará encontrar, pelas relações diretas entre elas, uma ordem para sua espontaneidade. Desta colocação se segue que não haverá que se fazer concessões na luta revolucionária, eis que as cadeias têm que ser rompidas. Surge então o lema da ação direta que destrói para que o novo possa nascer.
Disso resulta a idéia de que não deve subsistir nenhuma ponte institucional para que se destruam realmente as cadeias e se possa despertar a espontaneidade livre dentro da nova ordem, ordem que não se institucionaliza senão que nasce com essa liberdade espontaneamente. “Já que forçosamente correrá sangue, que as conquistas que se obtenham beneficiem a todos e não a determinada casta social.”, dizia Flores Magón, célebre anarquista mexicano. Ou, no dizer de Bakunin: “A paixão da destruição é uma paixão criadora”.
No entanto, a esperança do nascimento de uma nova ordem não se realiza jamais. Há revoluções anarquistas – como a espanhola e a mexicana — mas não há sociedades anarquistas. Uma revolução anarquista pode vencer como ato vitorioso, mas não pode construir uma sociedade precisamente porque sua crença na espontaneidade a impede de entrar em um processo de construção da sociedade. Se bem toda criação traz consigo alguma destruição, nem por isso o inverso é verdadeiro, ou seja, uma destruição não acarreta, por si mesma, uma criação. E, quanto mais se destrói, mais difícil é a construção.
Por conseguinte, o anarquismo desenvolve uma grandiosa imagem da liberdade, mas não tem um modo eficaz de responder ao movimento conservador que o enfrenta. Frente ao movimento popular de clamor por justiça, o movimento conservador afirma as estruturas centrais da sociedade, o que Berger chama de “nomos” e Hayek “as regras gerais de conduta”. Isso porque o capitalismo não tem e em nem busca a capacidade de assumir tais anseios, daí que o conservador, em seu enfrentamento com os movimentos populares, convoca a ação repressora contra eles.
Se o enfrentamento se agudiza, tal ação conservadora não tem outra perspectiva senão que a aplicação da força, desembocando, ao final, no terror. O conservador realmente muda a sociedade em tais processos de enfrentamento, mas a transforma derivando sempre uma repressão maior. Sua perspectiva de aceleração é então a perspectiva fascista ou o Estado policial em qualquer de suas formas. Quanto mais fixamente interpreta o princípio central de sua sociedade, mas maniqueísta é sua posição e mais forte essa lógica, até a aplicação de medidas violentas e de força.
A seqüência anti-utópica sob a qual o conservador interpreta os movimentos populares de protesto social não é mais que uma criação fantasmagórica – uma projeção – à sombra da qual prepara sua própria aceleração de sua luta de classes desde cima e os passos seguintes ao terror conservador e à transformação de sua sociedade, cada vez mais estreitamente interpretada como uma fortaleza.
Disse Popper, o papa do liberalismo: “As instituições são como fortalezas. Têm que estar bem construídas e, ademais, propriamente guarnecidas de pessoas.” Hayek, o bispo neoliberal, acrescentou: “Quanto um governo está quebrado e não há regras conhecidas, é necessário criá-las para dizer o que se pode fazer e o que não se pode. E, nessas circunstâncias, é praticamente inevitável que alguém tenha poderes absolutos.”
A seqüência conservadora inversamente correspondente à seqüência anti-utópica que Hayek projeta nos movimentos populares, é, agora, sua própria polarização do poder. Tem três etapas: um sistema social fixo, invariável no tempo (o “nomos” de Berger, as “regras gerais de conduta” de Hayek, por exemplo), o questionamento popular do sistema capitalista, e a aceleração da agressividade antipopular até a reivindicação do poder absoluto.
O fato de o liberal reclamar esse poder absoluto como forma de que nunca mais haja poder absoluto é apenas um modo de legitimar esse poder em termos os mais estritos. Com efeito, para que nunca mais haja poder absoluto leva precisamente a este poder absoluto, que é um meio para tal fim, esta legitimidade irrestrita. O poder conservador se sacraliza – ainda que em termos secularizados – absolutamente. É valor absoluto, agora, porque a sociedade que ele defende é um absoluto histórico. Em termos desta dialética maldita, evita-se o poder absoluto legitimando-o hoje em nome de sua eliminação e desaparecimento futuros.
Podemos complementar a seqüência liberal-conservadora incluindo nela, agora, a própria seqüência anti-utópica:
a) a fixação do capitalismo liberal, invariável no tempo e concentrado nas regras de conduta do mercado, como as formula Hayek. O caminho da perfeição é elaborado em termos funcionais pelo modelo do equilíbrio e competição perfeitos;
b) o questionamento do protesto popular contra o sistema capitalista, por considerar utópico o questionamento do mercado, o que, em seu entender, resultaria impossível; seria o caminho para o caos e a servidão. À competição perfeita se contrapõe o caos;
c) Há uma valorização absoluta do sistema determinado por regras de conduta do mercado como aproximação ao equilíbrio e competição perfeitos. Vida e morte se enfrentam: as regras gerais são a vida e o protesto social é a morte. E, para defender-se da morte tudo é lícito, não havendo limitações para tal ação. Reivindica-se o poder absoluto legítimo, sob a condição de que seja o poder que afirme para sempre as regras gerais de conduta. Enquanto as afirma, é o poder absoluto quem assegura que, no futuro, não haja mais poder absoluto.
Deste modo, o modelo do equilíbrio e da competição perfeitos se transforma em valor absoluto de toda a vida social. Aparece, assim, o totalitarismo do “mercado total”, com a perspectiva de sua “guerra total” enquanto guerra antisubversiva, seja nacional ou em nível mundial. É o passo ao fascismo de hoje, ou melhor, a forma democrático-liberal que o fascismo assume.
Sem embargo, com sua recusa de uma mediação institucional do trânsito até uma sociedade libertada e com a insistência na ação direta, o anarquismo só consegue inverter a polarização e o maniqueísmo da sociedade burguesa contra a qual se insurge. Deste modo, aparece a violência anarquista contraposta à violência do sistema capitalista existente contra o qual o anarquista se rebela.
Não obstante, as duas posições são insustentáveis. À medida que o sistema capitalista se fecha e se transforma em uma fortaleza que substitui sua incapacidade de atender às necessidades básicas da população pela repressão policial, perde sua legitimidade ainda que tenha força militar e policial. Por outro lado, à medida que se espera da ação direta o trânsito a uma nova liberdade, se reforça a reação policial e repressiva do sistema.
Sem dúvida, qualquer rebelião anarquista – ainda que vença – já tem, em si, os germens da derrota, mas o mesmo vale para o sistema capitalista transformado em fortaleza. Este carrega em si o germe de uma profunda violência sempre exposta, finalmente, à tentação de uma violência fascista do “Viva a morte!”. É a ação direta das classes dominantes para recuperar das cinzas a sociedade passada.
A contraproposta do anarquismo, em última instância, não é somente contrária à propriedade privada: é igualmente contrária à propriedade socialista. Realmente, ela não nega apenas o Estado burguês, mas também o Estado socialista. Quando fala de propriedade comum, não fala de propriedade socialista, mas propriedade de todos, de acesso de todos. O que o anarquista nega na propriedade privada não é apenas seu caráter privado, mas, em geral, seu caráter privativo. E, embora a propriedade socialista não seja privada, segue sendo propriedade privatista, cujo acesso e desfrute é regulado por regras de formas mercantil. O anarquista se rebela contra essa repressão à espontaneidade ao acesso aos bens.
A liberdade anarquista é uma imaginação, mas nem por isso é arbitrária. É uma imaginação de perfeição, não a partir de alguma institucionalização, mas a partir da vida concreta do homem que através de seu trabalho satisfaz suas necessidades. O modo de efetuar esse trabalho, de sentir as necessidades e de chegar a satisfazê-las é refletido pelo anarquista em termos de um progresso infinito. Pensa o processo de intercambio com a natureza com cada vez menos dificuldades até chegar pelo progresso infinito da abstração, à espontaneidade perfeita. Que tudo seja liberdade e que as necessidades mesmas sejam atendidas em forma de livre espontaneidade: isso é sua imaginação definitiva da liberdade.
Desde logo, frente a um processo infinito desse tipo, toda institucionalidade – sejam relações mercantis, leis, Estado, planificação ou propriedade privativa de qualquer tipo – aparece como limitação e repressão da livre espontaneidade. A liberdade plena, para o anarquista, é criar uma ordem que não necessita de nenhuma institucionalidade: a ordem espontânea do pensamento anarquista. A realidade é imaginada de uma forma que cada um, seguindo sua livre espontaneidade, realiza espontaneamente uma ordem complementar com as ações dos outros. Seria a realização do que Kant chamava de “a bela harmonia”, com o que o anarquismo se aproxima do idealismo alemão do séc. XVIII.
A liberdade anarquista é a liberdade de cada um escolher o caminho que quiser. Fazendo isso espontaneamente, e não guiado por leis do mercado nem leis ou planos do Estado, todos poderão fazer espontaneamente e em comum. Come-se do que se gosta, faz-se o trabalho que se quer e trabalha-se o tempo que a cada um bem aprouver. Dorme-se quando se está cansado e diz-se o que quiser nos jornais, livremente. Ninguém proíbe nada e tampouco nada falta a ninguém. Vive-se onde se gostar e engaja-se no trabalho que se quiser e as necessidades podem ser satisfeitas de acordo com os desejos de cada um.
É a sociedade do viver contra a sociedade do ter, na qual as coisas não estão à disposição de cada um, eis que são propriedade de alguém ou reguladas pelo Estado. Mas, como os homens têm necessidade, forçosamente têm que ter acesso aos bens; sem embargo, o que os têm podem condicionar esse acesso. Agora, não é o gosto o que leva a ganhar a vida, mas a necessidade., e ela impõe a violar constantemente aquela espontaneidade original. Por cima da espontaneidade violada aparecem as preferências do consumidor. Assim, a “sociedade do ter” impede a livre espontaneidade da imaginada “sociedade do viver” anarquista.
Teoricamente, o pensamento anarquita nunca aparece em termos muito elaborados. É um pensamento rudimentar, de muito fácil acesso popular, que se propaga mais por discursos e mobilizações entusiastas do que por elaboração de grandes teorias. O tom é sempre o de despertar efeverscências, de contagiar, de entusiasmar, lembrando, até, invocações bíblicas, que tratam de arrastar a humanidade inteira até seu novo paraíso.
Um modelo teórico de anarquia não existe, e provavelmente nunca existirá. Tais modelos se elaboram para a adoção de posturas frente à condução da economia e, no caso da planificação, para elaborar técnicas de planificação. Um pensamento antiinstitucional, como o anarquista, não pode ter tais técnicas e, portanto, não pode elaborar conceitos correspondentes.
Mas, se se pergunta pelas premissas de realização da anarquia, a resposta consistiria precisamente na referência aos supostos básicos de qualquer modelo de institucionalidade perfeita: conhecimento perfeito e velocidade infinita de reação aos fatores, os quais, quiçá, não seriam suficientes.
No entanto, há uma diferença de fundo. Os conceitos limites da institucionalidade perfeita levam sempre à contradição segundo a qual, ao se pensar a institucionalidade em sua perfeição, pensa-se em termos de ausência. Uma competição perfeita é a ausência da função real da competição; uma legitimidade perfeita é a ausência da função social da legitimidade; o acatamento perfeito das leis implica a ausência do sistema legal real.
No caso da anarquia não ocorre nada parecido. Pensar o intercâmbio do homem com a natureza, em termos de perfeição e liberdade total, não se abstrai, nem se explicita nem implicitamente, de sua realidade. Uma realidade imperfeita é, agora, perfeita, mas não aparece aquela contradição implícita que encontramos em todos os casos de uma conceitualização da institucionalidade em termos perfeitos.
Em todo o caso, a imaginação anarquista influenciou o desenvolvimento posterior do pensamento social. Mas, por sua vez, foi acerbamente criticada pela falta das mediações institucionais imprescindíveis em qualquer concepção revolucionária do trânsito da realidade subjugada presente rumo à liberdade no futuro. Foi Marx quem pela primeira vez, e de forma aparentemente insuperável, efetuou essa crítica, iniciando, assim, a possibilidade de se construir uma sociedade futura que os anarquistas esperavam como resultado da livre espontaneidade surgida da destruição da sociedade anterior.

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renato

18/06/2013 - 17h17

Já foi, minha mãe viu um guri na Globo e disse viu como fala bem, o Biau ficou de boca aberta a apresentadora também.
A Globo já copiou…PLIM PLIM
Já era…

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Alexandre Aguiar

18/06/2013 - 16h44

Honestamente, não consigo ser otimista com esse movimento. Falta alguma coisa. Não é o PT, obviamente. Não é a falta de um líder de massa. Falta substância. Falta objetividade. Essa história de ser contra tudo e contra todos, que alguém já mencionou aí abaixo, o famoso contra-tudo-isso-que-está-aí é um belo caldo para a ascensão dos oportunistas, e que geralmente não estão do lado branco da força (ou vermelho, para usar um clichê). Esse movimento, vindo agora diante de um evento internacional, que ganhou repercussão por causa da atitude insana de alguns milicos mal preparados, tem cheiro de ranço e cor de quartel. Sei lá.
Como diz aquela canção do Caetano, alguma coisa está fora da ordem, e não é um apelo popular.

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    Leomar

    18/06/2013 - 17h18

    É uma juventude na sua maioria despolitizados, sem uma objetividades mais concreta, sem uma pauta de reformas estruturais, e é claro se a esquerda não tomar a direção das manifestações a direita irá cooptar e fazer. A História do Brasil nos mostra que toda a manifestação quando toma grandes proporções e caminha na direção da mudança que inevitavelmente gera ruptura traumática, ela tende a ser conduzida pela direita. Espero que a Reforma política, agrária, tributária, educacional, do monopólio dos meios de comunicação estaja também na pauta desta juventude salvo as excessões totalmente despolitizados.

anderson

18/06/2013 - 16h18

Porque Aécio não conta a verdade sobre as tarifas de ônibus
Senador critica mas não informa que comanda o lobby nacional das tarifas das empresas de ônibus municipal, intermunicipal e interestadual
O Senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, utilizou uma rede social para afirmar: “São brasileiros de diversas partes do país se mobilizando, entre outras questões, contra o aumento de passagens, contra a baixa qualidade dos serviços públicos, de transporte”.

Evidente que é precisa e louvável a análise de Aécio esquecendo-se apenas de informar que sua carreira política sempre foi financiada pelos concessionários de ônibus, patrimônio herdado de seu pai que igualmente foi desde a década de 60, defensor dos interesses dos concessionários de ônibus.

No congresso nacional Aécio sempre defendeu os interesses das empresas de ônibus mantendo paralisado quando presidente da Câmara dos Deputados todos os projetos que visavam modernizar e moralizar o setor. Sendo inclusive sua a iniciativa para prorrogação sem licitação das concessões de linhas interestaduais e internacionais.

Foram durante os oito anos que Aécio governou Minas e os três de seu sucessor Anastasia que os concessionários de transporte de passageiros metropolitanos e interestadual conseguiram as maiores tarifas de sua história sem que fosse feito qualquer investimento que a justifica-se. A frota da região metropolitana de BH está ai para atestar tal descaso.

O senador também não informou que por sua orientação as linhas metropolitanas e intermunicipais permanecem entregues a seis famílias através de uma simulada e fraudada licitação que já poderia ter sido anulada pelo MP se o processo não estivesse dormindo no TJMG, assim como o sindicato dos concessionários ganhou o direito de explorar e operar a bilhetagem eletrônica da RMBH sem que igualmente qualquer certame licitatório ocorresse.

Com certeza apostando no esquecimento da população esconde que seu financiador e vice-governador em 2002 foi Clesio Andrade, concessionário de ônibus, hoje senador e presidente da CNT Confederação Nacional do Transporte, envolvido nos maiores escândalos de corrupção do País.

A participação do senador Aécio Neves na defesa dos concessionários de ônibus é tão grande que na aliança celebrada entre o PSDB e PSB para eleger Marcio Lacerda ficou reservado para seu grupo a gestão da BHtrans, empresa municipal que sabidamente defende e representa os interesses dos concessionários de ônibus da capital mineira.

Quem fixa a tarifa, regulamenta e fiscaliza a qualidade do transporte de passageiros em Minas Gerais e o DER-MG autarquia do governo de Minas e na capital mineira o BHtrans, ambos administrados por integrantes do PSDB, escolhidos a dedo por Aécio Neves.

Se o senador quer contribuir para melhoria da qualidade assim como uma menor tarifa porque seu prefeito Marcio Lacerda e seu governador Antonio Anastasia não fazem o que o prefeito de São Paulo Fernando Haddad fez;

“Abrir a caixa preta da planilha que calcula a tarifa do transporte de passageiros. Haddad lembrou que, no custo da tarifa paulistana, o empresário entra com 10%, o poder público com 20% e o passageiro com 70%”.

E agora Senador?
http://www.novojornal.com/politica/noticia/porque-aecio-nao-conta-a-verdade-sobre-as-tarifas-de-onibus-18-06-2013.html

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Taiguara

18/06/2013 - 15h55

“É preciso estar atento e forte.”
http://www.youtube.com/watch?v=MpUTXIYvfZQ

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Maria Izabel L Silva

18/06/2013 - 15h46

“A direita midiatica ja começou vasta operação de se apossar do movimento”. Essa pedra, eu que sou velha, ja cantava há muito tempo. Era tudo que a direita queria.. Na minha cidade, Aracaju, a manifestação será dia 20, e esta sendo convocada, pasmem, pela Prefeitura Minicipal, que é do DEM. O DEM colocou uma chamada no Facebook e ainda colocou a logomarca da Prefeitura. Vai ser pau na Dilma e no PT o tempo todo, não tenha duvida. Aqui esse negocio de MPL ja virou pó antes de nascer. Esse é o saldo de toda essa merda. A preparação para o golpe. Agora os lideres do movimento de apressam em dizer que não são massa de manobra nem bucha de canhão para a midia golpista. To Late. O golpe esta a caminho.

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Tiago

18/06/2013 - 15h17

Estive na manifestação ontem, em SP. Acompanhei o grupo a partir da Brig. Faria Lima, subimos pela R. Augusta, por toda a Avenida Paulista e segui até a entrada da Avenida 23 de Maio.

(admito que me faltou “espírito revolucionário” nesse momento, pois aproveitei o fato de estar em frente ao metrô para voltar pra casa, hehe)

Pude ver muitas coisas, e muitos tipos de pessoas.

Como eu esperava, vi muitos colegas que se enquadrariam em todos os clichês já criados para “playboys” e “patricinhas”. Muitos que eu duvido que já tenham trabalhado um único dia da vida, ou melhor dizendo, usado ônibus algum dia na vida.

Vi pessoas nos prédios dos Jardins apoiando a passeata, a partir das suas varandas de 100m quadrados e apartamentos de um andar. As mesmas pessoas que tem nojo do povo.

Vi pessoas com uma postura que pessoalmente detesto, a de se considerarem os “esclarecidos”, cuja missão é guiar o povo que julgam ignorante.

Vi muitas máscaras do V (de Vingança). O cara que fabrica isso já deve ter se tornado um capitalista gordo que fuma charutos, controlando uma mega corporação que escraviza crianças em algum país asiático em sua linha de produção. Se não for isso, bom, com certeza já ganharam um bocado de dinheiro. Até mesmo um símbolo de anarquia e revolta se torna um “produto”.

E o que mais vi, eram apenas pessoas, que queriam ser ouvidas, cuja indignação chegou a um ponto de “não dá mais”.

O que achei estar mais presente, de um jeito ou de outro, era a atmosfera de mudança e esperança, de que se alcançou um ponto de virada no país. Já estive em manifestações menos “midiáticas” e o sentimento de que se está fazendo algo de útil também é presente, mas devido ao engajamento dos envolvidos. Minha impressão inicial na manifestação era que essa atmosfera de esperança era alimentada por pensamentos como “estamos na TV, agora eu quero ver os políticos não nos ouvirem!”. Mas acho que estava errado.

Se a mobilização das pessoas vai se manter em torno de uma pauta, seja o que for, só o tempo dirá. É claro que algum dia as manifestações terminarão, mas cabe a essas mesmas pessoas continuarem atentas, e não apenas retornar ao Facebook após o “calor do momento”.

Ainda assim, é justo desqualificar esses movimentos, por não ser bem o que podemos chamar de “povo”?

Afinal, as pautas são verdadeiras, e o governo chicoteia as costas de todos sem dó. O Brasil não é feito só de miseráveis, assim como não é feito só de milionários. E todos pagam pra manter uma gigantesca máquina corrupta e ineficiente. O Estado brasileiro, a meu ver, se desconectou de tal forma dos seus governados, que tratam como escravos, que a insatisfação atinge a todos da mesma forma, não obstante os diferentes níveis sociais terem diferentes reivindicações.

Dessa forma, sim, acredito que o movimento, e indignação geral que ele trouxe à tona, são mais que legítimos.

Vi nas ruas pessoas fora da manifestação, que pareciam assustadas ou incrédulas. É incrível como o país se desacostumou a manifestações, mobilizações. Parece que aprendemos a temer os poderosos, sejam eles dos setores que pregam a “ordem” ou o governo. Ou aprendemos a ser submissos e viver de joelhos.

E foi bonito estar lá e ver que, em algum momento, mesmo que demore…será possível mudar isso.

Mesmo que esse momento não dê em nada…alguma semente foi plantada. Que, espero, trará uma bela primavera, ao contrário da opinião de alguns que prevêem um intenso inverno.

E é evidente que a oposição fará algum uso político dessa insatisfação. Mas talvez as próprias pessoas não permitam (espero!), afinal, o que presenciei foi um cansaço não contra um partido, mas contra um sistema que impôs um fardo muito pesado ao povo, um sistema comandado por homens cujo objetivo declarado, e reforçado a cada denúncia, é enganar e fraudar o povo que alegam defender.

“O povo unido jamais será vencido”, apesar do clichê, ainda é o mais bonito dos gritos.

Enfim, foi isso. Hoje tem mais!

Saudações.

Responder

    Dani

    18/06/2013 - 15h49

    ótimo texto.

Bonifa

18/06/2013 - 14h48

Ninguém se iluda. Este movimento, que galvaniza tantas boas intenções, é um golpe da direita, quiçá internacional, muito bem planejado.

Responder

    Mário SF Alves

    18/06/2013 - 15h32

    Os do Psol, daqui do Blog, parece, não veem isso não.

    Alexandre Aguiar

    18/06/2013 - 16h39

    Mas me parece, percebendo nos últimos tempos, que o PSOL “adestrou”.

    babi

    18/06/2013 - 17h29

    O pior é que eu concordo com suas colocações Bonifa. Infelizmente, parece que breve veremos fora Dilma!.

Guanabara

18/06/2013 - 14h25

Sei do seguinte: quando Alckmin recuou no uso das balas de borracha, e da agessão por parte da PM de SP, assumiu que quem efetivamene começou os atos de vandalismo foi a sua PM. Mas isso, infelizmente, já sumiu dos noticiários. Ou seja, em SP, para todos os efeitos, toda manifestação sempre foi permitida e pacífica.

Responder

    Paulo

    18/06/2013 - 19h03

    #VemPraRua Guanabara! #OccupyAllStreets

    Vem destruir seus inimigos imaginários.
    O poder tão longe de sua realidade e você sentado no sofá. Pra você está tudo bem? OK! Vem ensinar pra gente!

    Tem que ser pacífico? Venha em paz!
    Tem que ter luta? Nos diga, qual brasileiro é seu verdadeiro inimigo e nos convença que devemos lutar juntos.

    #VamosPraRua

    Dá pra mudar? Não saberemos só comentando por aqui!

    []s anárquicos

Lucas L

18/06/2013 - 14h15

Bertolt Brecht
Nossos Inimigos

Nossos inimigos dizem:
“a luta terminou”.
Mas nós dizemos:
“ela começou”.

Nossos inimigos dizem:
“a verdade está liquidada”.
Mas nós dizemos:
“nós ainda a conhecemos”.

Nossos inimigos dizem:
“mesmo que ainda se conheça a verdade, ela não pode mais ser divulgada”.
Mas nós a divulgamos”

É a véspera da batalha.
É a preparação de nossos quadros.
É o estudo do plano de luta.
É o dia antes da queda de nossos inimigos.,

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Vejo que um dos saldos positivo das grandes manifestações que tomaram conta das capitais do país nessa última semana foi colocar em evidência todo o descompromisso dos grandes meios de comunicação com a informação (além de deixar bem claro a posição de classe destes). A tentativa forçosa da Grande Imprensa de tomar as rédeas, de simbolizar os acontecimentos, fracassou miseravelmente. As redes de comunicação virtual – ditas sociais – atingiu de maneira implacável os jovens do país com acesso à internet. O material filmado, fotografado, gravado, escrito, que circulou e foi compartilhado na internet contrastou com tudo aquilo que se escutava/dizia/via na televisão e no papel do jornal impresso.

“Um passo à frente. E você não está mais no mesmo lugar”

Responder

Eduardo

18/06/2013 - 14h11

Esse movimento devia ganhar corpo e peso específico. Não prego a anarquia, mas seria necessária uma paralisação geral, de todos os segmentos da sociedade brasileira pra que os governantes e a classe política entendessem de uma vez por todas que eles estão lá pra fazer a vontade do povo e não pra se locupletar. Precisamos de implementar reformas em todos os níveis de governo e em todos os poderes da república. O povo está de SACO CHEIO de assistir tanta bandalheira e ninguém faz nada pra mudar essa estado de coisas. A sociedade brasileira precisa tomar as rédeas da nação e conduzirmos o nosso futuro.
A Dilma precisa descer o seu salto alto, deixar de ser intransigente, arrogante e ter humildade suficiente pra entender que o país não é o seu escritório ou a sua cozinha. Ela precisa ouvir a voz rouca das ruas e defender os cidadãos de bem e ordeiros que clamam por JUSTIÇA SOCIAL, ampla e igualitária.
O PT precisa reaprender a representar, com legitimidade, os seus eleitores e não os seus FINANCIADORES.
Esse modelo político de representação não serve à sociedade brasileira mas apenas e tão somente os políticos eleitos. Uma das grandes mazelas desse país é o modelo(????) de eleição onde só se elege que tem dinheiro ou se alia aos poderosos que lhes pagam a conta pra depois cobrar a FATURA, sempre em detrimento do povo.
A corrupção grassa por todos os setores da vida pública e o aparelho do estado só tem serventia para os ocupantes dos palácios. Os governantes fazem do aparelho estatal seus escritórios de negociatas. O PT escancaradamente aparelha o ESTADO apenas para lhe servir de barreira de proteção, deixando à míngua os órgãos de fiscalização e controle, citando apenas como exemplo o sucateamento da POLÍCIA FEDERAL, órgão extremamente politizado e que trabalha, melhor dizendo, não trabalha para a ESTADO/SOCIEDADE e sim para o GOVERNO, dando-lhe proteção e contribuindo para o aumento da CORRUPÇÃO.
O cidadão brasileiro precisa despertar desse estado de letargia profunda e sair, ordeiramente, para as ruas e exigir seus direitos.
Vamos botar o bloco na rua povão!!!!!!!

Responder

Vitu

18/06/2013 - 13h30

Sugiro aos setores mais revoltados desse movimento – os que não mostram a cara – que por zêlo e racionalidade econômica são contrários a realização da Copa e Olimpídas no Brasil; também incorporem, imediatamente, em suas bandeiras, a suspensão da Festa Junina, do Carnaval, dos Campeonatos Esportivos em todas as modalidades, dos Folguedos, da Procissões, etc…É muito desperdício de dinheiro público em detrimento da Saúde, Educação e Transporte. Na vida particular, lutem pelo fim das comemorações de 15 anos, colação de grau, noivado, casamento, aniversário, etc…É muito desperdício de dinheiro familiar em detrimento do Plano de Saúde, do tratamento dentário, da reforma da casa, da aposentadoria dos pais, etc….Quem sabe, sob o slongan: “só de pão vive o homem!”, em poucos anos seremos uma Nação de zumbis saudáveis, escolarizados e com ampla mobilidade!…Viva o Brasil!….

Responder

von Narr

18/06/2013 - 13h24

As grandiosas manifestações pelo voto nulo!
Ora, o que esse movimento tem novidade? A presença de multidões de jovens nas ruas.
A maioria dos manifestantes defende ideias que não são novas: “não há diferença entre direita e esquerda, políticos são todos iguais, criticam e depois que chegam ao poder fazem igual, enganar e o roubar.”
Há um enorme empenho do movimento em se apresentar “apartidário”. Nessa aí, até o PSTU e PSOL são vaiados.
O noticiário recente da Globo revela não foi só o Jabor que fez autocrítica, a Globo em peso passou pro lado dos manifestantes!
Os comentaristas da Globo, e convidados, se sucedem na repetição dos clichês de que “é mais do que 20 centavos, é contra tudo de errado que está no país”.
A jornalista Renata Lo Prete, editora de política da TV Globonews e comentarista do jornal das 10 da TV Globo, em diálogo com o imortal Merval Pereira, diz mais ou menos o seguinte sobre as multidões nos protestos (cito de memória): “Apanhou os políticos de surpresa. Porque embora as pesquisas mostrassem que a economia está em crise e que a popularidade da presidente Dilma está em queda, ela foi vaiada no estádio, ninguém esperava que o grau de insatisfação tivesse chegado a esse ponto.”

Grandes jornais mostram fotos e mensagens de jovens atores e cantores participando das passeatas, apoiando a “mudança do Brasil”.

Ou seja, a Globo já está vendendo (ela sempre vende algo) a ideia de que esses protestos todos são um imenso repúdio à Dilma.

E são mesmo!

Ora, se protestam contra o governo, então protestam contra Dilma e o PT, ou existe outro governo federal no país?

A esquerda vai continuar sem encarar de frente o ataque?

Não é apenas um grande “fora Dilma! Fora PT!”, é um enorme “fora todos os políticos, abaixo todos os partidos!”

A direita fica feliz com os protestos contra os petistas, a esquerda lembra que o palácio do Alckmin quase foi invadido, que xingaram Aecio Never em BH.

A extrema-esquerda tem que ir de devagar porque já não está na vanguarda.

Pior ainda, os manifestantes estão hostilizando os partidos de esquerda porque o movimento é “contra os partidos”.

O que o PSTU e o PSOL tem a ver com isso, eles não são governo federal, nem estadual nem são nenhuma das prefeituras alvo dos principais protestos? Aí é que está, uma das bandeiras do movimento é que partidos políticos, todos eles, sem exceção (incluindo os da extrema-esquerda) querem apenas se aproveitar do movimento, que todos são iguais, críticos e honestos na oposição, corruptos e demagogos no poder.

Não há novidades nessas ideias.

No mundo inteiro, há repúdio aos políticos: “todos iguais”, só pensam em cargos, em acordos sujos pra se manter no poder, roubam direto, não estão nem aí pro povo.

Essas ideias circulam amplamente na cultura de massas, na indústria cultural (perdoem-me os anacronismos).

A TV e o cinema não inventaram essas ideias, elas apenas confirmam o sentimento geral. Ou alguém ainda acha que os que fazem tevê, publicidade, humor e jornalismo são omniscientes, que são sábios olímpicos, não compartilham o senso-comum e os preconceitos anti-políticos?

Em outras palavras, não afirmo que há “manipulação dos meios de comunicação”. Os próprios meios de comunicação compartilham esses valores anti-políticos.

Os partidos e movimentos de esquerda também não participam desse estado de espírito quando enxergam generalizadamente nos rivais o fisiologismo, a hipocrisia, os interesses espúrios?

Quantas vezes não ouvimos nas conversas com amigos, nós da esquerda, que a direita é corrupta por natureza?

Der Zeitgeist.

Então, a molecada está na rua com um imenso protesto contra TODOS os políticos e partidos, inclusive os de extrema-esquerda, por mais que Zé Maria esteja comemorando os dias finais da Dilma e a tomada do Palácio de Inverno pelo proletariado com apoio dos marinheiros do Aurora que cruza o Rio Neva.

O que querem os manifestantes?

Qualquer pessoa de bem, conversadora ou liberal, é contra a corrupção, é a favor de saúde e educação. Contudo, manifestar isso é manifestar um desejo, um sentimento, não é ainda uma ação prática por mudança.

Autoelogio só muda as coisas nas páginas de livros esotéricos.

Autoelogio do tipo “estamos mudando o Brasil” na verdade não muda nada.

Os cartazes com “ou param de roubar ou paramos o Brasil” são cômicos. O que pretendem? Pedir para os corruptos “por favor, não roubem mais”?

E quem são esses corruptos? Todos os políticos, sem exceção?

Passaram em frente do prédio da Fiesp na av. Paulista e nada? Desculpem, sou da velha guarda, do tempo do coro “abaixo a burguesia!”.

Será que os empresários agora são os aliados do movimento, também eles “pobres vítimas dos impostos que só servem para os petralhas enriquecerem e comprarem voto da ralé ignara”?

Claro que a multidão não é de esquerda. Nem pretende ser. Abominam o que para eles não passa de rótulo.

Se eles são contra tudo e todos, o que pretendem?

Pode ser simplesmente que votem nulo.

Estas são as passeatas pelo voto nulo.

Na última eleições, foram muitos votos nulos. A quantidade pode aumentar mais ainda.

É possível que estejam a espera do político “não-político”, como já se apresentaram no passado Jânio e Collor.

Vamos lá, parte da popularidade do Lula não vem da noção de que ele “não é político como os outros”?

Longe de mim, eleitor contumaz de Lula e do PT (por vezes, do PSOL), dizer que Lula é um Collor, um Jânio. Localizo a intenção de muitos eleitores, as possíveis interpretações da figura pública de Lula, não da sua prática.

Se não será voto nulo, então quem será o “não-político” da vez?

Os militares?

Marina Silva, que agora posa de vítima de todos os outros partidos que querem “impedir que ela se candidate”? Ela própria tem entusiasmado as pessoas ao declarar que não é de esquerda nem de direita, que esses conceitos são ultrapassados.

Vai ser a Marina?

Essas são passeatas da terceira via. Seja ela o voto nulo, a Marina, os militares, Eduardo Campos, Luciano Huck, sei lá quem mais.

Representam a maioria da população brasileira?

Claro que o movimento pode se multiplicar e influenciar dezenas de milhões. Mas qual tipo de influência se o movimento não se posiciona claramente por nada a não ser para sua própria insatisfação?

Talvez a influência se restrinja sobre os votos nulos e votos marinistas.

O resto dos brasileiros talvez permaneça ainda nos dois campos, Dilma e Aecio.

Os militantes de esquerda só poderão exercer influência sobre o movimento de deixarem de lado as identificações partidárias e passarem a levar faixas e cartazes com reivindicações concretas, de acordo com as posições políticas, que podem ser, por exemplo, “Abaixo a Dilma” ou “Aecio Never” ou “Pela reforma agrária já” ou “Jornada de 40 horas”.

Do mesmo modo, a direita pode entrar com suas faixas do tipo “Maioridade penal de 15 anos” (projeto do Álvaro Dias) ou “Privatizem a Petrobrás”, enfim, cada um que ponha o que achar melhor.

Bandeira de partido, camiseta vermelha, tudo isso está com bola murcha.

Ao contrário do que se diz, a batalha não será decidida nas ruas, ou apenas nas ruas.

A grande batalha é a guerra pelo direito de impor sua interpretação dos acontecimentos.

Batalha sangrenta nos meios de comunicação, na web.

A Globo já percebeu e é por isso que apoia o movimento e trata de ressaltar os aspectos anti-PT e anti-Dilma.

A esquerda precisa reagir. Mas a melhor reação não pode ser baseada na mentira de que os manifestantes são exclusivamente anti-tucanos.

No fundo, por enquanto, a grande manifestação pelo voto nulo.

Responder

    Bonifa

    18/06/2013 - 14h58

    Todo movimento de massa que não tem estofo teórico, apenas emoção e boa vontade, está condenado a ser cooptado por forças fascistas. Os manifestantes serão soldados que lutarão contra os interesses do Brasil e serão massa de manobra para a direita internacional destruir a verdadeira Primavera dos povos latino-americanos, aquela que começou com Lula, Chávez e Kirchner, e colocar o continente de joelhos novamente diante da Europa e dos Estados Unidos.

    Noé

    18/06/2013 - 15h30

    Quem começou os protestos foi a esquerda, mané. O povão aderiu depois de ver a moçada apanhar nas ruas da policia tucana, sob os aplausos dos midiáticos jornalistas pigais. Não venha com esse papo furado de que a manifestação não tem viés politico. Tem sim e é por isso que o Alckmin mandou baixar o porrete na nossa comunistada que começou o protesto. A PM de SP não bate na direitalha. Parou de bater quando se generalizou o protesto. A sua análise é totalmente furada.

    von Narr

    18/06/2013 - 20h40

    Mas você não percebe que o tom “apolítico”, do “povo unido não precisa de partido”, as hostilidades contra PCO, PSTU e PSOL, revelam que se trata de um imenso movimento de DIREITA? O filósofo francês Alain já dizia que quem diz que não há diferença entre direita e esquerda é de direita. Foi este o meu ponto de vista. A coisa começou com a extrema-esquerda, que perdeu a hegemonia, foi atropelada pela massa. A massa de filhinhos de papai de classe média.

Avelino

18/06/2013 - 13h14

Mas ela já pega um ou outro manifestante com uma placa anti Dilma ou anti PT a torna em palavra de ordem dos manifestantes, ela isola o Alckmin,bem como outros tucanos.
A mídia já está manipulando esse movimento.

Responder

Mardones

18/06/2013 - 13h06

Acho difícil a mídia conseguir canalizar esse movimento a favor dos seus interesses e contra o Brasil, como sempre.

Embora haja esforço para tanto, nas manifestações há uma única certeza: não há lideranças e nem uma bandeira partidária.

Pior: há muitos daqueles que são a favor da famigerada apolítica.

Terreno para Marina Silva? Não. A menos que ela consiga esconder o Itáu, por exemplo.

Responder

Bacellar

18/06/2013 - 13h05

Acho incrivel como por ignorancia as pessoas separam o meio politico da esfera civil. Isto estava patente nas manifestacoes de ontem. Pensam que o PT manda no pais e nao o capital privado nacional e estrangeiro. Quem financia o meio politico? Se nem um conceito tao basico esta difundido entre os manifestantes…Sim servirao de massa de manobra dos interesses privados.

Responder

    roberto pereira

    18/06/2013 - 15h14

    Concordo. Da mesma forma que o movimento espanhol conhecido como os “Indignados” favoreceu a direita naquele país, com aquelas multidões servindo indiretamente de massa de manobra dos neoliberais – protesto contra tudo e contra todos – aqui pode ocorrer o mesmo. Ora, há pouco meses a Presidente Dilma enviou para o Congresso Nacional um projeto de lei para que todo o dinheiro arrecadado com os impostos do pré-sal fosse destinado para a educação. O projeto foi derrotado. Não se ouviu nenhuma voz das ruas defendendo essa proposta. No entanto, vê-se agora inúmeras faixas em defesa da melhoria da educação. Então, pergunta-se, qual a proposta para uma educação melhor? Esse exemplo serve para todos os serviços públicos. Manifestação sem objetivos definidos se diluem frente a realidade em que vive a sociedade. Manifestações imensas dos “Indignados” na Europa deu em mais preponderância do sistema financeiro. E mais desemprego com a direita no poder.

Gabro

18/06/2013 - 12h35

Caro Azenha,

Eu escrevi um comentário na madrugada…

Num outro post…

E vou insistir…

Está faltando um pesonagem nessa historia,

É preciso colocá-lo no circuito!

Quem é ele, ou melhor quem são eles?

Os donos das empresas de ônibus!

Não se pode falar de Estado corrupto e ineficiente sem falar das máfias privadas que se apoderam do Estado para parasitar a sociedade.

Em todos os setores: obras, comunicação, transportes, saúde, educação, segurança pública, política de habitação…

Vc frequentemente fala aqui do Daniel Dantas, do Naji Nahas, e tantos outros banqueiros e mega investidores criminosos.

Vamos falar também dos empresários do ônibus.

No RJ e em SP, e em todas as capitais do Brasil.

As concessões do ônibus são tb uma espécie de privataria!

Se Alckmin e Cabral (e Sr. Julio Lopes), Hadad e Paes não melhoram o transporte público, é porque atendem aos interesses dos empresários mafiosos.

São representantes deles e não nossos.

Vamos investigar isso!

Vamos dar nome aos bois!

Vamos identificar ao público quem são os empresários do transporte!

Esses é que são os grandes inimigos!

abs

Responder

Carlos

18/06/2013 - 12h33

ESSE MOMIVEMNTO TEM QUECOLOCAR EM PAUTA UMA REFORMA POLÍTICA ATRAVÉS DE UMA ASSEMBLEIA CONSTITUINTE.
O BRASIL TEM DE ACABAR COM O PRIVILÉGIO DOS POLÍTICOS, DOS EMPRESÁRIOS, DOS BARÕES DA MÍDIA, DOS MAGISTRADOS, DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO ETC.
SÓ ATRAVÉS DE UMA NOVA CONSTITUIÇÃO É QUE SE ACABAM ESSES PRIVILÉGIOS.

Responder

    Conceição Lemes

    18/06/2013 - 13h21

    Carlos, preferimos letras minúsculas nos comentários. abs

Luís Carlos

18/06/2013 - 12h25

O risco é real. A grande mídia tenta a todo momento. Há a armadilha da “não ideologia”, porém a luta é boa. O momento é de pressão e não pode passar batido por quem tem coragem de manifestar e de dialogar. Governos populares devem aproveitar a oportunidade e se fazer presente para o diálogo e participação e avançar em pautas demandadas pela população.

Responder

    Gabro

    18/06/2013 - 12h39

    Perfeito!

    Esse papo de “sem ideologia” é uma falácia para justamente esvaziar a ideologia do movimento…

    É uma ideologia difusa, claro, mas que se situa bem claramente num certo lado do espectro político, e esse lado não é o mesmo do da Globo, Daniel Dantas, PSDB e empresários dos transportes.

    É hora de todo mundo que é anti-poder embarcar nessa onda.

Marcelo de Matos

18/06/2013 - 12h16

Finalmente, foi selada a paz no ninho “socialista”.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/06/1296796-ciro-recua-e-admite-apoio-a-campos-se-o-psb-decidir.shtml

Responder

    Rose PE

    18/06/2013 - 20h01

    Marcelo, não esquecendo que foi selada o oportunismo político, o povo não passa de massa de manobra na mão dessa gente (políticos), além de ter a mídia trabalhando com afinco para isso.

Adilson

18/06/2013 - 11h44

O poder da mídia é realmente avassalador. Se o movimento agora é “contra tudo isso que tá aí”, Veja , Globo , Folha e Estadão não perderão essa oportunidade histórica de ideologizar e dar-lhes uma bandeira, que aliás, é a única que concordam em gênero, número e grau: A cabeça da Dilma!

Duvidam? Basta um Globo Repórter ligando “os caras pintadas de 92 aos olhos-roxos de 2013” e pronto. Veremos o ódio contra a presidenta espumando na boca dos filhos dos leitores da imprensa burguesa pelas ruas de todo o Brasil.

Responder

    Fabio

    18/06/2013 - 11h48

    A questão é que haja equilíbrio, caro piadista com vocação à zorra total. A briga trata de bom senso e trabalho sério, emprego adequado da verba pública. Pois, valendo-se do mesmo artifício de você, digo que qualquer pessoa de BOM SENSO consegue fazer uma ótima festa sem onerar a renda da família, garantindo que haja saúde, educação, transporte, moradia. Mas, é isso, a ignorância de alguns é que FODE esse país. E o pior, esses ignorantes são bem instruídos, e isso confunde.

    Adilson

    18/06/2013 - 12h45

    Capa da Veja: Jovens nas ruas: Contra a corrupção e a criminalidade? (só faltou um que tal?)

    Capa do Extra de hoje (O Globo de R$ 1,20): BRASIL ASSOMBRADO.

    O Medo e o fantasma da corrupção são algo que a mídia se valeu em diversos momentos da história pra aplicar seu golpe, acho que até os ignorantes bem instruídos sabem disso.

    Mas, talvez, pior que os “ignorantes bem instruídos”, que você cita são os inocentes que subestimam o poder de manipulação da velha mídia.

    Mas, claro, não é o seu caso.

    um abraço

    Abel

    18/06/2013 - 18h46

    Alex Campos, “comentarista econômico” da JB FM aqui no Rio já deu uma pista hoje: o movimento não tem bandeira nem líder. É preciso arranjar um, naturalmente. Alguém aí pensou em Aécio Neves?

Paulo

18/06/2013 - 11h38

Controle, controle, controle…

Comando e controle. De cima para baixo. Um stalinista puritano dizendo-se dono das massas. E os caras “seccos” na sua ideologia partidarizada ainda não entenderam nada!

Este é o “socialismo” moldado pela corporação do estado?
Se é assim, afaste de mim esse cálice!

E a hegemonia política que nunca existiu, a não ser nos sonhos ditatoriais, basta ver a acensão do PMDB na arena democrática(aqui posta como um chiste), é velada como se fosse um filho morto.

Ah, mas agora a política mudou! Fatores internacionais (crise de 2008, Primavera Árabe, movimento dos indignados) e outras forças do além tecnológico estrumbicam a comunicação e a ordem do rebanho.

Vem pra ruas PT, vem! Não se acovarde. Venha para ver se consegue controlar o incontrolável, porque governar você não parece estar dando conta. Mas não venho como inimigo e muito menos como dono. Apenas venha! Venha e proteste.

Bye, bye “PT” saudações!

——————————–
Dúvida cruel: A “História do PT” com H maiúsculo é um erro de digitação ou um ato falho?
——————————–

Responder

Paulo

18/06/2013 - 11h35

Controle, controle, controle…

Comando e controle. De cima para baixo. Um stalinista puritano dizendo-se dono das massas. E os caras “seccos” na sua ideologia partidarizada ainda não entenderam nada!

Este é o “socialismo” moldado pela corporação do estado?
Se é assim, afaste de mim esse cálice!

E a hegemonia política que nunca existiu, a não ser nos sonhos ditatoriais, basta ver a acensão do PMDB na arena democrática(aqui posta como um chiste), é velada como se fosse um filho morto.

Ah, mas agora a política mudou! Fatores internacionais (crise de 2008, Primavera Árabe, movimento dos indignados) e outras forças do além tecnológico estrumbicam a comunicação e a ordem do rebanho.

Vem pra ruas PT, vem! Não se acovarde. Venha para ver se consegue controlar o incontrolável, porque governar você não parece estar dando conta. Mas não venho como inimigo e muito menos como dono. Apenas venha! Venha e proteste.

Bye, bye “PT” saudações!

Dúvida cruel: A “História do PT” com H maiúsculo é um erro de digitação ou um ato falho?

Responder

    Max

    18/06/2013 - 11h45

    Paulo
    você sabe ler?

    Paulo

    18/06/2013 - 12h12

    Mais ou menos Max!

    Você entendeu aquela parte de “não pode contar mais com apoio militante que não seja profissionalizado”?

    #VemPraRua Max

    Wladimir

    18/06/2013 - 14h34

    Paulo, o TUCANO disfarçado de Pinguim! Se tem alguma coisa que nem vc, nem a mídia oligárquica golpista e nem o seu partido vão conseguir apagar, é a História do PT; pode pôr o bico e as penas “de molho”!

Eunice

18/06/2013 - 11h25

Mito: havia passeata da sociedade. Claro que não havia, pois a sociedade preguiçosa não tem fisico pra isso, não. Eles caminharam 20 quilometros em Sp.Havia protesto de jovens, e sem depredação e melhorado.
Mas as radios malharam a noite toda que houve uma passeata nacional, e botavam o reporter lá na tal cidade a cada 5 minutos para ver o jogo.

Responder

    Vlad

    18/06/2013 - 13h25

    Sim…mas apenas a parte da sociedade que está mamando deitada há dez anos não tem físico para caminhar.

Eunice

18/06/2013 - 11h22

A rádio Jovem Pan entrevista às 23:30 h Marco antonio Vila (claro que sendo educados não acoraram ele, ou seja, estavam todos mancomunados)
Ele que é historiador e não tem formação nem experiencia politica vira imediatamente um “comentarista politico”. Melhor seria o Galvão.
Mete o pau na Câmara mas não menciona a Assembléia paulista
Mete o pau em Dilma, mas nesse exato momento o portão do Alkmin estava sendo chacoalhado e ele nem tium!
Mete o pau em Hadad, e não fala mal da polícia.
Elogia Alkmin e dá por feito o serviço e decreta que Alkmin já capitalizou o movimento e está muito bem na fita.
Suas palavras e o tom panfletário mais excitado em dia de protesto não deixam dúvidas. Menos!

Responder

    Eunice

    18/06/2013 - 11h24

    Eu quis dizer ” não o acordaram no meio da noite…”

    Abel

    18/06/2013 - 18h42

    Aqui no Rio, a JB FM (direita rançosa) possui um “comentarista econômico”, ALex Campos, cuja principal função é falar mal do governo (federal, quase sempre). Ontem e hoje ele abriu espaço para falar das manifestações. Falou dos manifestantes que invadiram o Congresso “e não quebraram nenhuma vidraça”. Não falou que no Rio tentaram incendiar o Reichstag (ops! – a ALERJ), incendiaram carros de trabalhadores, espancaram 20 policiais (contra 8 manifestantes hospitalizados, o que dá uma ideia de como foi o confronto), depredaram o patrimônio público (igrejas, pontos de ônibus, o Paço Imperial) e privado (dois restaurantes e duas lojas foram saqueados, uma agência do Itaú depredada). Em resumo: a manifestação da classe média foi ordeira e pacífica. Esses vândalos não faziam parte da mesma. Caíram de Marte, num disco voador.

Isabela

18/06/2013 - 11h21

O Pedro Bial falando disso ao vivo na Fátima Bernardes é intrigante…

Responder

trombeta

18/06/2013 - 11h21

Acho que as análises mais à esquerda tendem a glamourizar um movimento difuso que, na minha modesta opinião, ainda carece de consistência.

Vemos cenas bizarras onde, em pleno regime de total democracia, os manifestantes saem às ruas mascarados enquanto na época brava da ditadura a gente ia protestar de cara limpa.

Há uma disputa pelo direcionamento dos protestos em qua a mídia golpista aposta tudo na predominância de sua agenda: desgastar os governos progressistas e apontar uma saída sob sua batuta.

Até agora todas as análises que li sobre o tema são fracas e mais refletem os desejos dos autores do que a realidade dos fatos.

Responder

    danusia

    18/06/2013 - 12h53

    concordo totalmente. todas as revistas de ‘esquerda’ estão fazendo análises supervalorizando esse movimento, com gritos de guerra em seus textos e inúmeros clichês. esta agora publicada é a melhorzinha, mas o que eu mais gostei de ler mesmo foram as análises que um moço no facebook tem feito, rafael patto é o nome dele.

Valcir Barsanulfo

18/06/2013 - 11h13

A globobo mesmo sendo vaiada e cobrada nas suas incoerências, mantem-se afinada cínicamente com a desinformação.
Até quando toleraremos os Alexandre Malluf Garcia,Míriam Pig et caterva com seus comentários delirantes?
Os manifestantes já mostraram seu descontentamento com a cobertura do PIG.
Fora Rede Globobo,Fôia, Estadão e (in)veja.

Responder

Sérgio Rodrigues

18/06/2013 - 11h06

Caro Azenha, sugiro aos setores revoltados desse movimento que por zêlo e racionalidade econômica são contrários a realização desses eventos no Brasil; também incorporem, imediatamente, em suas bandeiras, a suspensão da Festa Junina, do Carnaval, dos Campeonatos Esportivos em todas as modalidades, dos Folguedos, da Procissões, etc…É muito desperdício de dinheiro público em detrimento da Saúde, Educação e Transporte. Na vida particular, lutem pelo fim das comemorações de 15 anos, colação de grau, noivado, casamento, aniversário, etc…É muito desperdício de dinheiro familiar em detrimento do Plano de Saúde, do tratamento dentário, da reforma da casa, da aposentadoria dos pais, etc….Quem sabe, sob o slongan: “só de pão vive o homem!”, em poucos anos seremos uma Nação de zumbis saudáveis, escolarizados e com ampla mobilidade!…Viva o Brasil!….

Responder

    Marcelo de Matos

    18/06/2013 - 11h10

    Boa Sérgio. Geralmente eu venho aqui para criticar. Dessa vez cabe um elogio.

    Lidia

    18/06/2013 - 12h10

    E você não tem vergonha de concordar com esta besteira?

    Zanchetta

    18/06/2013 - 11h20

    Dois cartazes da passeata para você:

    “Seu filho tá doente? Leva ele pro estádio!”

    “Queremos hospitais e escolas padrão FIFA”

    Ronaldo Marques

    18/06/2013 - 14h18

    Não, não querem. Querem derrubar o governo federal e colocar um tucano no lugar.

    Alex Back

    18/06/2013 - 11h38

    É Sérgio, é porque pra fazer uma festa junina é preciso construir estádios de BILHÃO de reais. Pra fazer quermesse, tem que deixar de investir em saúde e educação. Tens toda razão… Abre o olho!

    Lidia

    18/06/2013 - 11h52

    Cara, que coisa mais ridícula é essa aí que você escreveu! Sério mesmo…

    Geraldo Souza

    18/06/2013 - 12h14

    Excelente. Parabéns.

    danusia

    18/06/2013 - 12h55

    rara adorei!

Antônio

18/06/2013 - 10h57

Os hackers invadiram o blog da Dilma e postaram esta simpática mensagem:

Porque nosso governo anda agredindo tanto o povo? afinal o que fizemos de tão ruim ?

Afinal, vivemos ou não em uma democracia? o LIMITE acabou!! INFLAÇÃO, CORRUPÇÃO, REPRESSÃO, CENSURA, TARIFAS, IMPOSTOS?

e COPA? PRA QUEM ? a educação não vale? a segurança não vale? e a SAÚDE? não vale investimentos? que se dane a copa do mundo
eu não vou fingir para “inglês” ver, e você DILMA? porque chateada com vaias? seu governo não vale 1% do nosso sangue e impostos!!
VAI TOMAR NO CU!!

CHEGA DE COPA !! CHEGA DE DITADURA MODERNA !! #ACORDAMOS
+ SAÚDE
+ EDUCAÇÃO
+ OPORTUNIDADES
+ JUSTIÇA

Acesse o Blog da Dilma e veja você mesmo.

Responder

Mário SF Alves

18/06/2013 - 10h56

Vale o destaque para duas questões postas pelo Lincoln Secco:

1- “Mas agora a política mudou. Fatores internacionais (crise de 2008, Primavera Árabe, movimento dos indignados), aliados a transformações tecnológicas que permitem a ação em rede e a comunicação em tempo real…”

2- “A história nos ensina que cada movimento destes politiza de uma só vez milhares de pessoas. Elas não aprendem com teorias, mas com ações. Só que depois as teorizações, o aprendizado em coletivos permanentes é que consolida o movimento.”

___________________________________
Em termos de relevância, das duas, fica difícil escolher uma. No entanto, eu ressaltaria a primeira, posto que ela é fundamental no entendimento da diferença entre o passado e o presente. De lá pra cá a poder de comunicação mudou da água pra o vinho. E o motor disso chama-se informática e sua consequente, a Internet. A diferença, inclusive socioeconômica, entre um tempo e outro é absoluta, gritante. A única coisa que pouco mudou é a ideologia conservadora que ainda sujeita o pensamento da grande maioria das pessoas. E é esse o único risco. O único risco em relação ao objetivo maior de consolidação da democracia.

____________________________
Mas, seja como for, é inegável que o PT conquistou (e consolidou) apoio eleitoral. Pena que a pior elite golpista, a elite-bolinha-de-papel, a pior do mundo não tenha o menor respeito por isso. Pena que o preço pago por isso tem sido a corrosão, a invisibilidade ou a perda do apoio político. Inclusive entre os jovens. Mas… ainda há tempo. Acorda PT! A corda! A corda!

Responder

Ana Cruzzeli

18/06/2013 - 10h56

¨…poderá a autonomia das ruas se expressar em novas formas de organização ou será enjaulada no discurso dos donos da Grande Imprensa?¨

Esperemos os proximos capitulos, mas minha experiencia diz que 80% ainda gostam de aparecer na telinha, mas já há um grande manifesto dos Contra a Rede Golpe.

Dilma vai capitando o resultado de sua mensagem poderosa de 2011 no seu discurso de posse. Lei é só um pedaço de papel, uma lei só é lei se o povo assim a considere. Eu deixei de assistir a Rede Golpe, usei meu controle remoto.

P.S. Sinto que o MPL vai percebendo que esse movimento se ampliou para o FORA REDE GLOBO QUE O POVO NÃO É BOBO.
Essa sim é a melhor regulação que existe

Responder

    Fernando Fidelis Vasconcelos

    18/06/2013 - 11h23

    Só redundando: NÃO É BOBO!!! NÃO É BOBO!!! NÃO É BOBO!!! NÃO É BOBO!!! NÃO É BOBO!!! NÃO É BOBO!!!

Fátima Oliveira: É burrice política não sentir o pulsar das ruas - Viomundo - O que você não vê na mídia

18/06/2013 - 10h53

[…] Lincoln Secco: Manifestantes serão enjaulados no discurso dos donos da Grande Imprensa? […]

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jaime

18/06/2013 - 10h48

“Com Lula, você tem TV, carro, casa, geladeira e eletrodomésticos. Da porta para dentro de casa, a vida mudou. Da porta para fora, a situação ainda não mudou”.

Serviços de má qualidade
O “da porta para fora” refere-se aos serviços públicos detonados, às horas perdidas em transportes caros e de péssima qualidade, às escolas públicas carentes de materiais e de professores motivados e às debilidades da saúde pública, sem contar com um crescente clima de insegurança pública nas metrópoles.”

Extraído de texto de Gilberto Maringori, em Carta Maior, que dá uma primeira pista sobre o que está ocorrendo e para onde poderá se encaminhar.
Mas concordo com esta parte, pelo menos. Sem serviços públicos de qualidade não se chega a lugar nenhum, ainda mais pagando impostos noruegueses.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=22210

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xacal

18/06/2013 - 10h44

Uma boa olhada na agenda anti-política (e anti-partidos) revela que eles já nasceram nesta jaula, de coleira e domesticados, a despeito de uma ou outra escaramuça com a PM e com jornalistas do PIG.

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    leprechaun

    18/06/2013 - 11h30

    a jaula dos partidos é tão ruim quanto, às vezes pior, basta ver o que aconteceu na URSS e no restante do bloco socialismo realmente inexistente, e agora com o PT. Eu acho que a situação está em aberto, mas a mídia leva vantagem no “enjaulamento”. Na minha opinião o que ficará de bom é:

    “A história nos ensina que cada movimento destes politiza de uma só vez milhares de pessoas. Elas não aprendem …”

    E que se abra um fresta democrática no tecido social congelado pela ditadura. Que o edifício autoritário e excludente montado-reforçado pela ditadura (coisa que os partidos de esquerda nem se dão conta, ou como o PT que nega, afirmando que vivemos num estado democrático de direito consolidado(Tarso Genro))comece a ser abalado.

    João Tavares

    19/06/2013 - 02h43

    Obrigado aos dois por essa aula de Brasil!!
    Essa é a reflexão: comodismo ou reforma geral?

    É necessário ter um canal aberto a todos os brasileiros do mundo!
    Que possam se comunicar, dividir informações, se educar! E, sobreudo, votar sobre reformas, como essas apontadas ai, por ambos! É disso que o Brasil precisa! Pessoas que de sâ consiência, que botam a cara mesmo e falam isso tudo que o povo precisa aprender e se conscientizar. Precisamos votar de livre e espontânea vontade em reformas e conquistar uma vóz no governo.

    Ninguém imaginava que a gente conseguiria unir tanta gente de garganta entalada com esse Brasil corrupto. Até onde o povo consegue chegar se unindo organizadamente, mais importante de tudo, pacificamente e concientemente assim? Vamos combater o vandalismo até o fim! Isso é coisa de marginal e inconsequente! O que não toleramos é injustiça e covardia!

    Uma coisa é certa, só depende da gente! Se 56mil já fizeram um baralho desse, o que 100 milhões unidados não conquista? O Mundo está mudando rápido! O Brasil é só mais um acordando para a realidade e se unindo! Povo unido jamais será vencido!

    “Primeiro eles ignoram você,
    ai eles riem de você,
    depois eles “lutam” contra você,
    e entao você vence.”

    – Mahatma Gandhi

Adalberto

18/06/2013 - 10h42

Estamos vivenciando uma nova fase do que chamo de evolução social no Brasil. Após o plano real em 1994 faltou uma visão humana para entender qual seria a próxima necessidade da população após se debelar a inflação. FHC não percebeu isso e está pagando seu preço, assim como seu partido. Lula trouxe a inclusão social e econômica que já atingiu seu pico, mas ainda necessita ser explorada para a parcela da população que ainda vive em condições precárias.

Agora estamos em um novo ciclo de evolução pois surgiu uma geração “antenada e conectada” com o mundo através da internet e que não se guia por televisão, jornais e revistas tradicionais, tratadas neste espaço como “velha mídia”. Essa nova geração de brasileiros buscará a qualidade dos serviços públicos já que não aceitará pagar por saúde, educação e transporte como as gerações anteriores. Dilma tocou nesse ponto da melhoria dos serviços públicos no início do mandato mas não houve materialização dessa questão, seja por falta de ação ou pela divisão de responsabilidades com Estados e Municípios.

Assim, o que essas manifestações precisam agora é apresentar propostas objetivas e não genéricas para que o movimento ganhe a adesão das gerações anteriores. Dizer que é contra a corrupção todos estão de acordo, mas onde está a corrupção de forma objetiva? Quem está roubando? Esse tipo de postura não agrega até porque os mecanismos atuais de controle (Controladorias, Ministério Público, Polícia Federal) permitem localizar esses focos de corrupção com mais efetividade.

Querem melhorias no transporte, mais que tipo? Seria melhor indicar que AÇÕES OBJETIVAS deveriam ser tomadas. Por exemplo, os corredores de ônibus com embarque e desembarque pelo lado esquerdo em SP deveriam ser expandidos e circulariam nesse espaço apenas com linhas exclusivas nas avenidas estruturais (Paulista, Faria Lima, etc) com destino a terminais de ônibus, preferencialmente com conexão às linhas de trem e metrô. Isso é uma medida efetiva de melhoria e não um discurso genérico.
Essa deve ser a abordagem para que o movimento cresça e ganhe legimitidade perante às gerações anteriores: propor AÇÕES OBJETIVAS aos agentes públicos a partir da percepção dos USUÁRIOS do serviço público.

O que o movimento não pode deixar de tocar é no Judiciário pois este é o poder em que não há eleição direta pela população e vive à margem dos anseios da maioria da população, esquecendo-se que também é um serviço público. Os representantes do Judiciário dizem que o problema da impunidade está nas leis. Então ninguém melhor que esses representantes para indicarem quais as leis que permitem manobras legais e que precisariam serem modificadas pelo poder Legislativo. Como se vê, sairíamos da postura genérica do contra para a proposição de ações objetivas e efetivas.

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    Flor de Ipê

    18/06/2013 - 12h33

    Permite, mas esses órgãos ficam na moita.

    O que deve é haver pressão sobre esses órgãos da mesma maneira que houve pressão sobre o STF e Justiça em geral. Se não pressionarmos eles ficam na moita, pois o corporativismo lhes confere vantagens, e saindo da moita aparece o corporativismo.

    A Receita Federal pode muito, mas não usa.

    Uma coisa que precisa acabar no Brasil é a nomeação politica. É constitucional e tudo, mas isso tem aumentado o caminho entre o povo e a verdade.

Marinho

18/06/2013 - 10h39

Vejam esses dois bons artigos:”Por um vintém” e “Hora de começar a pensar sobre a maior manifestação dos últimos tempos” em http://www.passapalavra.info

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