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Igor Grabois: Reação contra a Dilma começou com a redução dos juros

21 de junho de 2013 às 11h19

por Igor Grabois, especial para o Viomundo

Como, em tão pouco tempo, a direita brasileira conseguiu capturar uma onda de manifestações de massa, com causas justas e origem na esquerda? Por que tanta demonstração de insatisfação, mesmo em um período de bonança econômica? E, mais, por que essa concentração de ataques ao governo Dilma? Nem Lula viveu uma onda de ataques tão intensa no período do mensalão.

A ascensão do PT ao governo federal não alterou o bloco de classes que detém o poder do Estado no Brasil. Ao contrário, alguns setores, como o agronegócio se fortaleceram. As grandes empresas nos dois mandatos de Lula nunca lucraram tanto. Os dois maiores bancos lucram, sistematicamente, cerca de um bilhão de reais por mês. Houve crescimento do emprego e da massa salarial. Há motivos de satisfação tanto para a burguesia quanto para os trabalhadores.

Mas como no capitalismo não há equação de ganha-ganha, alguém perde com as mudanças na economia. Lula legou para a sua sucessora uma política monetária restritiva – a maior taxa de juros real do mundo – e uma taxa de câmbio insustentável. Não mexeu nos contratos das empresas privatizadas herdados de FHC. O crescimento da economia, cujos motivos e causas não cabem nesse espaço, conseguiu adiar a necessidade de solução dessas contradições.

A economia crescia e passou relativamente bem à crise internacional. O crédito cresceu a despeito dos juros altos. Reservas internacionais foram acumuladas em sucessivos superávits comerciais. E houve uma generalizada sensação de elevação dos padrões de vida.

Reduzir a Selic e deixar o real depreciar são medidas necessárias para o funcionamento do capitalismo no Brasil. Era inescapável para o governo Dilma. Não são medidas ideológicas, em que pese a cortina de fumaça que cerca esses temas. A taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia, vem descendo desde o ano passado. Com isso, a dívida pública diminuiu em termos de proporção do PIB. O governo reconheceu a manipulação cambial como saída da crise por parte das economias centrais. O dólar saiu de R$ 1,60 em meados de 2012 para R$ 2,15 neste momento.

Dilma atendeu uma reivindicação dos industriais, a redução da tarifa da energia elétrica. O governo pactuou os novos contratos sem a conta de amortização de investimentos já amortizados antes das privatizações. A apropriação de uma parte da renda nacional por acionistas das empresas elétricas diminuiu brutalmente.

A redução dos juros e a subida do dólar atingiram diretamente quem se beneficiava da arbitragem de juros e câmbio, ou seja, pegar dinheiro barato fora do país e ganhar dinheiro caro aqui dentro. Atingiu especuladores nacionais e internacionais. A estrela da bolsa brasileira, o setor elétrico, viu seus ganhos se reduzirem brutalmente. A subida do câmbio pega quem está endividado em dólar, fugindo dos juros do sistema financeiro brasileiro.

As camadas médias tradicionais, não a classe C da mídia, têm no Brasil um traço rentista. Vários têm suas economias vinculadas à Selic. A classe média tradicional se sente ameaçada pelas cotas nas universidades e não utiliza da saúde, educação e transporte públicos. Põe os filhos na escola particular – com mensalidades proibitivas – paga plano de saúde e anda de carro. Tem ojeriza do serviço público e o discurso anti-imposto cai como uma luva nas suas aspirações.

Portanto, a pequena-burguesia serve como base social para setores da esfera financeira que perderam com a redução da Selic, subida do câmbio e redução das tarifas de energia. É a base social ideal para o fascismo.

Não é coincidência o recrudescimento dos ataques à Dilma a partir de dezembro, quando houve o anúncio da redução da tarifa. De repente a economia estava um caos, com inflação galopante etc. Os ataques começaram no noticiário econômico, que uníssono pedia elevação da taxa de juros. Esses ataques se estenderam à imprensa internacional. Nesse quesito, o Banco Central piscou, aumentando em 0,75%  a taxa Selic.

O governo tem uma política de impulso à infra-estrutura e estímulo industrial via crédito e desonerações. Diariamente são anunciados setores beneficiados e novas políticas estímulo. A saúde e a educação básica são marginalizadas na política oficial. Os projetos de transporte urbano ou são abandonados ou andam a passo de cágado. Em nome do agronegócio se implode a política indigenista e o código florestal. Simultâneo aos ataques da direita, o governo perdeu apoios à esquerda. A sensação é que se beneficia o setor empresarial e se esquece do povo.

Com cara de grande capital, o governo sofre um ataque cerrado de parte do grande capital, aqui e no exterior. E a direita organizada percebeu a fragilidade organizativa dos movimentos originados na esquerda.

Este caldo de cultura, dirigido pelos perdedores da Selic, que tem a grande mídia como tambor, levou massas para as ruas. Quem esteve nas manifestações dessa quinta viu grupos fascistas organizados para muito além da internet, com apoio de pessoas comuns. A loucura pipoca pelos bairros e parece estar em todo lugar simultaneamente. A capilaridade impressiona.

Em São Paulo, a PM elegeu três vereadores nas eleições passadas. Está em todas as cidades e bairros. Em cada batalhão de bairro há um serviço de informações P2, que foi ostensivo nas últimas manifestações. Os alvos foram direcionados: prédios públicos, militantes de esquerda, interrupção de vias públicas, sempre acobertados pela noite.

Há uma combinação entre mobilização, que pelo menos em São Paulo teve presença da juventude de igrejas evangélicas, cobertura da mídia, falas de opinólogos de plantão, ação da polícia. O que a diminuição do capilé da Selic não faz. Nada de espontâneo, como querem fazer crer.

A tarefa da esquerda, agora, é recuperar as ruas e sair da letargia de correia de transmissão do governo. E superar o economicismo da atuação sindical. Barrar o fascismo exige ação política. As forças de esquerda precisam dirigir a vocalização das reivindicações dos setores populares e recuperar as justas bandeiras das mãos do fascismo, sob pena de perder a iniciativa política para a direita e viver um bárbaro retrocesso em cima de direitos duramente conquistados.

PS do Viomundo: Desse quadro fazem parte as reiteradas tentativas da revista The Economist derrubar o ministro da Fazenda, Guido Mantega. The Economist  é um órgão ideológico e um instrumento político do capital transnacional que busca ficar com a maior parte dos excedentes da sétima economia mundial.

Hoje, em sua  coluna na Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhede engrossa o coro, insinuando que a saída de Mantega do governo seria a solução para crise. Diz ainda:  “As tropas fiéis à presidente Dilma Rousseff tiveram de montar duas trincheiras: uma de defesa do Planalto, fisicamente; outra da própria presidente, politicamente”. Haveria tropas inféis? Seria uma ameaça?

 

 

110 Comentários escrever comentário »

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20/08/2013 - 06h05

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Igor Grabois: Conceito de "inimigo interno" permanece bem vivo - Viomundo - O que você não vê na mídia

23/07/2013 - 18h17

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Urbano

22/06/2013 - 18h50

E para passarem manteiga nas ventas de gato, dizem que vão atender as reivindicações do povo. Que reivindicações o povo, povo mesmo, fez? Isso está parecendo mais ideias capengas… que capengas que nada, mutiladas mesmo e recém saídas do forno do pig. Como se não bastasse o engavetamento do projeto deixado pelo Franklin Martins. Então, a partir das medidas cabíveis não tomadas e do aconselhamento do controle remoto, deduz-se claramente que é a mídia fascista que está com a razão em fazer o que faz e cada um que se vire; ou seja, jogou o problema no colo do povo brasileiro. Só faltou o “se virem”.

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MPL sai das ruas para não ser confundido com extrema direita - Viomundo - O que você não vê na mídia

22/06/2013 - 11h44

[…] Igor Grabois: Reação contra a Dilma começou com a redução dos juros […]

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Eduardo

22/06/2013 - 11h38

É desalentador , doi o coração ver posições tão oportunistas, egocentristas e tanta desonestidade sendo praticada para realizar vaidades pessoais ! Faço um apelo ao Aécio Neves,que se controle , não se desespere,não tente se beneficiar das dificuldades do nosso país para satisfazer sua vaidade, sua ambição! É hora de mostrar que pode ser Presidente do país! Não cometa o erro de tentar se aproveitar de fragilidades ocasionais!. Isso é covarde! Os eleitores não são idiotas! Faça o bem ao país, ajude nas soluções, seja proativo! Não seja um vândalo destruidor das conquistas e das idéias !Assim, voçê poderá almejar ser Presidente! Não seja infantil! Não se engaje no movimento baderneiro!O patrimônio público não são apenas os prédios,praças etc.! O maior patrimônio do povo eleitor são os direitos, as conquistas! Não tente quebra- las, destrui-las! Não se esconda atrás de máscaras! Estamos vendo um poço de vaidades,vazio de esperanças! É VOÇÊ ! Mude sua atitude, mude sua cara, esconda sua vaidade,seu egocentrismo! Espelhe- se no Lula, na Dilma! É disso que o povo e o Brasil precisam! Se você mudar, posso votar e lhe arrebanhar centenas de votos!

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    Mário SF Alves

    22/06/2013 - 15h26

    Eles se escondem atrás de argumentos rasteiros. Um deles é de tipo “o PT na oposição” teria feito o mesmo. É por isso que não esqueço de que crítica não contextualizada, não circunstanciada, não é crítica, é fofoca.

Roberto Locatelli

22/06/2013 - 11h13

Cadeia de comando:

– os baderneiros são cabeça-feita pelo PIG (Partido da imprensa Golpista);
– o PIG representa banqueiros, especuladores e rentistas;
– banqueiros e rentistas seguem orientação do Pentágono e da CIA.

Já vimos esse filme na América Latina.

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    Biru-biru

    22/06/2013 - 11h37

    A KGB existiu mesmo?

    Mário SF Alves

    22/06/2013 - 15h31

    Ih! Taí uma dúvida que poderia suscitar boa analogia. Só teoricamente, claro. Mesmo porque, resta não esquecer onde o Big Brother/Espião do Norte sempre teve as botas mais enterradas. Portanto, incomensuravelmente mais fácial pra CIA do que pra KGB. Simples e singelamente assim.

anac

22/06/2013 - 10h56

Quando Dilma mexeu no ganho da elite, até a The Economist passou a atacar seu governo. Os banqueiros e rentistas têm tanta força que aprovaram uma medida provisória – que se destina a matérias que sejam consideradas de relevância ou urgência – para legalizar a agiotagem: os juros compostos, anatocismo. Freando assim as ações revisionais que sobrecarregaram o Judiciário. Os juízes em uníssono passaram a matar as ações no nascedouro. Como financiadores das campanhas dos deputados senadores e chefes dos executivos conseguiram rapidamente a aprovação da medida.

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    Mário SF Alves

    22/06/2013 - 17h47

    Clareza pura, prezada Anac.
    __________________________________
    Síntese dos argumentos eleitorais da DIREITA (neo conservadores, neoliberais, anarco-capitalistas e adjacências ideológicas): MENTIRA, MENTIRA e mais MENTIRA, e quando necessário, muita FORÇA BRUTA.

A Camde agora mora na Barra | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

22/06/2013 - 10h03

[…] excelente artigo, ontem, no Viomundo, Igor Grabois, ontem, 0 […]

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Jayme Vasconcellos Soares

22/06/2013 - 08h38

O povo se revoltou com a redução dos juros, sim! Redução dos juros da caderneta de poupança, que penalizou os pequenos poupadores, aqueles que vinham mantendo depósitos para completar os soldos de sua sobrevivência! E esta redução só veio favorecer aos banqueiros, que utilizaram estes depósitos das cadernetas, e emprestaram a juros bem mais altos.

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Bonifa

22/06/2013 - 02h45

Toda crise pode e deve ser aproveitada em benefício de quem tiver inteligência e poder para dela se aproveitar. O Governo tem que ter isso, agora: Inteligência, altíssimo nível desta matéria tão rara, inteligência. E domínio das próprias forças a seu dispor, já que se sabe que grande parte do Governo é paúrento e outra boa parte é mesmo indigno de confiança.

Responder

    Mário SF Alves

    22/06/2013 - 15h54

    Sobre isso, prezado Bonifa, fica não seria interessante uma, ainda breve, consideração sobre as diferenças entre as inteligências da direita e da esquerda? Sobre que praxis uma e outra atuam? Sei que, uma, por influência perniciosa do seu passado escravagista e do velhaco Tio Sam, é a do porrete, do Big Stick.
    ______________________________
    Em tempo:
    Li sua crítica quanto à intenção de contratar os médicos de fora. Conversei com alguém que estava ao meu lado e essa pessoa ficou em dúvida se você não está sendo corporativo e se realmente conhece a realidade no que se refere ao atendimento médico nas Unidades de Saúde. Alerta ainda que boa parte dos médicos brasileiros se organizaram cooperativas, fato que, aliado à falta do especialista, precariza ainda mais o atendimento publico. Argumenta ainda que, de mais a mais, poucos querem ir para cidades pequenas do interior

Messias Franca de Macedo

21/06/2013 - 23h49

… Ontem, os âncoras do [famigerado, nefasto e golpista/terrorista/antinacionalista] ‘JN’ promoveram uma cobertura dos lastimáveis acontecimentos Brasil afora, que ficará para a posteridade: nos anais do ‘que não deve ser o jornalismo’! Cobertura sensacionalista, capciosa, irresponsável, cretina, eivada de contradições, medíocre…

… “Quando é hoje”, o cinismo estampando nos cenhos franzidos de supostos condoídos pelas desgraças que aconteceram! De forma infame, apresentaram – como se fosse um mártir da emissora – um funcionário vítima de uma bala de borracha…

… Enquanto isso, num mundo real do sofrimento [e não o do Projac!], pelo menos duas famílias choram copiosamente a perda de dois jovens, tenra idade, o direito à vida abortado estúpida, porém “explicavelmente”: mãos “invisíveis”, interesses escusos e abjetos, a incapacidade de perceber o mundo como deveria ser… Fraterno, justo, humano, solidário, ecumênico… Verdadeiro!…

UM DIA DE SILÊNCIO! – em solidariedade à família desses dois irmãos brasileiros, nossos irmãos do mundo – e cúmplices de um tempo perdido!…

Messias Franca de Macedo

Responder

Bacellar

21/06/2013 - 23h28

Ouvi esses tempos um “enquanto o povo quer saúde e educação o governo fica falando de SELIC” o nível da ignorância é gigantesco.
E o pior é escutar gente que nunca pisou numa favela se colocando em nome do povo.

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Rafael

21/06/2013 - 21h19

Parecia que estava lendo o enredo de um filme.

21
jun
Tem algo no ar, além de avião de carreira
Categoria: Sem categoria / sexta-feira, junho 21, 2013, 13:50

O longo texto abaixo é da socióloga e jornalista Marília Moschkovich.

Pela pontualidade de suas colocações, embora extenso, o artigo merece cuidados, atenção e profunda reflexão.

Vale a pena, perder alguns minutos na leitura dos precisos questionamentos da socióloga.

——————

Está tudo tão estranho, e não é à toa.

(*) Marília Moschkovich

Um relato do quebra-cabeças que fui montando nos últimos dias. Aviso que o post é longo, mas prometo fazer valer cada palavra.

Começo explicando que não ia postar este texto na internet. Com medo. Pode parecer bobagem, mas um pressentimento me dizia que o papel impresso seria melhor. O papel impresso garantiria maiores chances de as pessoas lerem tudo, menores chances e copiarem trechos isolados destruindo todo o raciocínio necessário.

Enquanto forma de comunicação, o texto exige uma linearidade que é difícil. Difícil transformar os fatos, as coisas que vi e vivi nos últimos dias em texto. Estou falando aqui das ruas de São Paulo e da diferença entre o que vejo acontecer e o que está sendo propagandeado nos meios de comunicação e até mesmo em alguns blogs.

Talvez essa dimensão da coisa me seja possível porque conheço realmente muita gente, de vários círculos; talvez porque sempre tenha sido ligada à militância política, desde adolescente; talvez porque tenha tido a oportunidade de ir às ruas; talvez porque pude estar conectada na maior parte do tempo. Não sei. Mas gostaria de compartilhar com vocês.

E gostaria que, ao fim, me dissessem se estou louca. Eu espero verdadeiramente que sim, pois a minha impressão é a de que tudo é muito mais grave do que está parecendo.

Tentei escrever este texto mais ou menos em ordem cronológica. Se não foi uma boa estratégia, por favor me avisem e eu busco uma maneira melhor de contar. Peço paciência. O texto é longo.

1. Contexto é bom e mantém a pauta no lugar
Hoje é dia 18 de junho de 2013. Há uma semana, no dia 10, cerca de 5 mil pessoas foram violentamente reprimidas pela Policia Militar paulista na Avenida Paulista, símbolo da cidade de São Paulo. Com a transmissão dos horrores provocados pela PM pela internet, muitas pessoas se mobilizaram para participar do ato seguinte, que seria realizado no dia 13. A pauta era a revogação no aumento das tarifas de ônibus, que já são caras e já excluem diversos cidadãos de seu direito de ir e vir, frequentando a própria cidade onde moram.

No dia 13, então, aconteceu a primeira coisa estranha, que acendeu uma luzinha amarela (quase vermelha de tão laranja) na minha cabeça: os editoriais da folha e do estadão aprovavam o que a PM tinha feito no dia 10 de junho e, mais do que isso, incentivavam ações violentas da pm “em nome do trânsito” [aliás, alguém me faz um documentário sensacional com esse título, faz favor? ]. Guardem essa informação.

Logo após esses editoriais, no fim do dia, a PM reprimiu cerca de 20mil pessoas. Acompanhei tudo de casa, em outra cidade. Na primeira hora de concentração para a manifestação foram presas 70 pessoas, por sua intenção de participar do protesto. Essa intenção era identificada pela PM com o agora famoso “porte de vinagre” (já que vinagre atenua efeitos do gás lacrimogêneo). Muitas pessoas saíram feridas nesse dia e, com os horrores novamente transmitidos – mas dessa vez também pelos grandes meios de comunicação, inclusive esses dos editoriais da manhã, que tiveram suas equipes de reportagem gravemente feridas -, muita gente se mobilizou para o próximo ato.

2. Desonestidade pouca é bobagem
No próprio dia 13, à noite, aconteceu a segunda “coisa estranha”. Logo no final da pancadaria na região da Paulista, sabíamos que o próximo ato seria na segunda-feira, dia 17 de junho. Me incluíram num evento no Facebook, com exatamente o mesmo nome dos eventos do MPL, as mesmas imagens, bandeiras, etc. Só que marcado para sexta-feira, o dia seguinte. Eu dei “ok”, entrei no evento, e comecei a reparar em posts muito, mas muito esquisitos. Bandeiras que não eram as do MPL (que conheço desde adolescente), discursos muito voltados à direita, entre outros. O que estava ali não era o projeto de cidade e de país que eu defendo, ou que o MPL defende.

Dei uma olhada melhor: eram três pessoas que haviam criado o evento. Fucei o pouco que fica público no perfil de cada um. Não encontrei nenhuma postagem sobre nenhuma causa política. Apenas postagens sobre outros assuntos. Lá no fim de um dos perfis, porém, encontrei uma postagem com um grupo de pessoas em alguma das tais marchas contra a corrupção. Alguma coisa com a palavra “Juventude”, não me lembro bem. Ficou claro que não tinha nada a ver com o MPL e, pior que isso, estavam tentando se passar pelo MPL.

Alguém me deu um toque e observei que a descrição dizia o trajeto da manifestação (coisa que o MPL nunca fez, até hoje, sabiamente). Além disso, na descrição havia propostas como “ir ao prédio da rede globo” e “cantar o hino nacional”, “todos vestidos de branco”. O alerta vermelho novamente acendeu na minha cabeça. Hino nacional é coisa de integralista, de fascista. Vestir branco é coisa de movimentos em geral muito ou totalmente despolitizados. Basta um mínimo de perspectiva histórica pra sacar. Pois bem.

Ajudei a alertar sobre a desonestidade de quem quer que estivesse organizando aquilo e meu alerta chegou a uma das pessoas que, parece, estavam envolvidas nessa organização (ou conhecia quem estava). O discurso dela, que conhece alguém que eu conheço, era totalmente despolitizado. Ela falava em “paz”, “corrupção” e outras palavras de ordem vazias que não representam reivindicação concreta alguma, e muito menos um projeto de qualquer tipo para a sociedade, a cidade de São Paulo, etc. Mais um pouco de perspectiva histórica e a gente entende no que é que palavras de ordem e reivindicações vazias aleatórias acabam. Depois de fazer essa breve mobilização na internet com várias outras pessoas, acabaram mudando o nome e a foto do evento, no próprio dia 13 de noitão. No dia seguinte transferiram o evento para a segunda-feira, “para unir as forças”, diziam.

3. E o juiz apita! Começa a partida!
Seguiu-se um final de semana extremamente violento em diversos lugares do país. Era o início da Copa das Confederações e muitos manifestantes foram protestar pelo direito de protestarem. O que houve em sp mostrou que esse direito estava ameaçado. Além disso, com a tal “lei da copa”, uma legislação provisória que vale durante os eventos da FIFA, em algumas áreas publicas se tornam proibidas quaisquer tipos de manifestações políticas. Quer dizer, mais uma ameaça a esse direito tão fundamental numa [suposta] democracia.

No final de semana as manifestações não foram tão grandes, mas significativas em ao menos três cidades: Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro. No DF e no RJ as polícias militares seguiram a receita paulista e foram extremamente violentas. A polícia mineira, porém, parecia um exemplo de atuação cidadã, que repassamos, compartilhamos e apoiamos em redes sociais do lado de cá do sudeste.

Não me lembro bem, mas acho que foi no intervalo entre uma coisa e outra que percebi a terceira “coisa estranha”. Um pouco depois do massacre na região da Paulista, e um pouco antes do final de semana de horrores, mais um sinal: ficamos sabendo que uma conhecida distante, depois do dia 13, pegou um ônibus para ir ao Rio de Janeiro. Essa pessoa contou que a PM paulista parou o ônibus na estrada, antes de sair do Estado de São Paulo. Mandaram os passageiros descerem e policiais entraram no veículo. Quando os passageiros subiram novamente, todas as coisas, bolsas, malas e mochilas estavam reviradas. A policial perguntou a essa pessoa se ela tinha participado de algum dos protestos. Pediu pra ver o celular e checou se havia vídeos, fotografias, etc.

Não à toa e no mesmo “clima”, conto pra vocês a quarta “coisa estranha”: descobrimos que, após o ato em BH, um rapaz identificado como uma das lideranças políticas de lá foi preso, em sua casa. Parece que a nossa polícia exemplar não era tão exemplar assim, mas agora ninguém compartilhava mais. Coisas semelhantes aconteceram em Brasília, antes mesmo das manifestações começarem.

4. Sequestraram a pauta?
Então veio a segunda-feira. Dia 17 de junho de 2013. Ontem. Havia muita gente se prontificando a participar dos protestos, guias de segurança compartilhados nas redes, gente montando pontos de apoio, etc. Uma verdadeira mobilização para que muita gente se mobilizasse. Estávamos otimistas.

Curiosamente, os mesmos meios de comunicação conservadores que incentivaram as ações violentas da PM na quinta-feira anterior (13) de manhã, em seus editoriais, agora diziam que de fato as pessoas deveriam ir às ruas. Só que com outras bandeiras. Isso não seria um problema, se as pessoas não tivessem, de fato, ido à rua com as bandeiras pautadas por esses grupos políticos (representados por esses meios de comunicação). O clima, na segunda-feira, era outro. Era como se a manifestação não fosse política e como se não estivesse acontecendo no mesmo planeta em que eu vivo. Meu otimismo começou a decair.

A pauta foi sequestrada por pessoas que estavam, havia alguns dias, condenando os manifestantes por terem parado o trânsito, e que são parte dos grupos sociais que sempre criminalizaram os movimentos sociais no Brasil (representados por um pedaço da classe política, estatisticamente o mais corrupto – não, não está nem perto de ser o PT -, e pelos meios de comunicações que se beneficiam de uma política de concessões da época da ditadura). De repente se falava em impeachment da presidenta. As pessoas usavam a bandeira nacional e se pintavam de verde e amarelo como ordenado por grandes figurões da mídia de massas, colunistas de opinião extremamente populares e conservadores.

As reações de militantes variavam. Houve quem achasse lindo, afinal de contas, era o povo nas ruas. Houve quem desconfiasse. Houve quem se revoltasse. Houve quem, entre todos os sentimentos possíveis, ficasse absolutamente confuso. Qualquer levante popular em que a pauta não eh muito definida cria uma situação de instabilidade política que pode virar qualquer coisa. Vimos isso no início do Estado Novo e no golpe de 1964, ambos extremamente fascistas. Não quer dizer que desta vez seria igual, mas a história me dizia pra ficar atenta.

5. Não, sequestraram o ato!
A passeata do dia 17, segunda-feira, estava marcada para sair do Largo da Batata, que fica numa das pontas da avenida Faria Lima. Não se sabia, não havia decisão ainda, do que se faria depois. Aos que não entendem, a falta de um trajeto pré-definido se justifica muito bem por duas percepções: (i) a de que é fácil armar emboscadas para repressão quando divulga-se o trajeto; e, (ii) mais importante do que isso, a percepção de que são as pessoas se manifestando, na rua, que devem definir na hora o que fazer. [e aqui, se vocês forem espertos, verão exatamente onde está a minha contradição – que não nego, também me confunde]

A passeata parecia uma comemoração de final de copa do mundo. Irônico, não? Começamos a teorizar (sem muita teoria) que talvez essa fosse a única referência de manifestações públicas que as pessoas tivessem, em massa:o futebol. Os gritos eram do futebol, as palavras de ordem eram do futebol. Muitas camisetas também eram do futebol. Havia inclusive uns imbecis soltando rojões, o que não é muito esperto pois pode gerar muito pânico considerando que havia poucos dias muita gente ali tinha sido bombardeada com gás lacrimogêneo. Havia pessoas brincando com fogo. [guardem essa informação do fogo também]

Agora uma pausa: vocês se lembram do fato estranho número dois? O evento falso no facebook? Bom, o trajeto desse evento falso incluía a Berrini, a ponte Estaiada e o palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado. Reparem só.

Quando a passeata chegou ao cruzamento da Faria Lima com a Juscelino, fomos praticamente empurrados para o lado direito. Nessa hora achamos aquilo muito esquisito. Em nossas cabeças, só fazia sentido ir à Paulista, onde havíamos sido proibidos de entrar havia alguns dias. Era uma questão de honra, de simbologia, de tudo. Resolvemos parar para descobrir se havia gente indo para o lado oposto e subindo a Brigadeiro até a Paulista. Umas amigas disseram que estavam na boca do túnel. Avisei pra não irem pelo túnel que era roubada. Elas disseram então que estavam seguindo a passeata pela ponte, atravessando a Marginal Pinheiros.

Demoramos um tanto pra descobrirmos, já prontos pra ir para casa broxados, que havia gente subindo para o outro lado. Gente indo à esquerda. Era lá que preferíamos estar. Encontramos um outro grupo de pessoas conhecidas e amigas e seguimos juntos. As palavras de ordem não mudaram. Eram as mesmas em todos os lugares. As pessoas reproduziam qualquer frase de efeito tosca de manira acrítica, sem pensar no que estavam dizendo. Efeito “multidão”, deve ser.

As frases me incomodaram muito. Nem uma só palavra sobre o governador que ordenara à PM descer bala, cassetete e gás na galera havia poucos dias. Que promove o genocídio da juventude negra nessa cidade todos os dias, há 20 anos. Nem mesmo uma. Os culpados de todos os problemas do mundo, para os verde-amarelos-bandeira-hino eram o prefeito e a presidenta. Ou essas pessoas são ignorantes, ou são extremamente desonestas.

Nem chegamos à Paulista, incomodados com aquilo. Fomos para casa nos sentindo muito esquisitos. Aí então conseguimos entender que aquelas pessoas do evento falso no facebook tinham conseguido de alguma maneira manobrar uma parte muito grande de pessoas que queria ir se manifestar em outro lugar. A falta de informação foi o que deu poder para esse grupo naquele momento específico. Mas quem era esse grupo? Não sei exatamente. Mas fiquei incomodada.

6. O centro em chamas.
Quem diria que essa sensação bizarra e sem nome da segunda-feira faria todo sentido no dia seguinte? Fez. Infelizmente fez. O dia seguinte, “hoje”, dia 18 de junho de 2013, seria decisivo. Veríamos se as pessoas se desmobilizariam, se a pauta da revogação do aumento se fortaleceria. Essa era minha esperança que, infelizmente, não se confirmou. A partir daqui são todos fatos recentes, enquanto escrevo e vou tentar explica-los em ordem cronológica. Aviso que foram fazendo sentido aos poucos, conforme falávamos com pessoas, ouvíamos relatos, descobríamos novas informações. Essa é minha tentativa de relatar o que eu vi, vivi, experienciei.

No fim da tarde, pegamos o metrô Faria Lima lotadíssimo um pouco depois do horário marcado para a manifestação. Perguntei na internet, em redes sociais, se o ato ainda estava na concentração ou se estava andando, e para onde. Minha intenção era saber em qual estação descer. Me disseram, tomando a televisão como referencia (que é a referencia possível, já que não havia um único comunicado oficial do MPL em lugar algum) que o ato estava na prefeitura. Guardem essa informação.

Fomos então até o metrô República. Helicópteros diversos sobrevoavam a praça e reparei na quinta “coisa estranha”: quase não havia polícia. Acho que vimos uns três ou quatro controlando curiosamente a ENTRADA do metrô e não a saída… Quer dizer, quem entrasse no metro tinha mais chance de ser abordado do que quem estava saindo, ao contrário do dia 13.

A manifestação estava passando ali e fomos seguindo, até que percebemos que a prefeitura era outro lado. Para onde estavam indo essas pessoas? Não sabíamos, mas pelos gritos, pelo clima de torcida de futebol, sabíamos que não queríamos estar ali, endossando algo em que não acreditávamos nem um pouco e que já estávamos julgando ser meio perigoso. Quando passamos em frente à câmara de vereadores, a manifestação começou a vaiar e xingar em massa. Oras, não foram eles também que encheram aquela câmara com vereadores? O discurso de ser “apolítico” ou “contra” a classe política serve a um único interesse, a história e a sociologia nos mostram: o dos grupos conservadores para continuarem tocando a estrutura social injusta como ela é, sem grandes mudanças. Pois era esse o discurso repetido ali.

Resolvemos então descer pela rua Jandaia e tentar voltar à Sé, pois disseram nas redes sociais que o ato real, do MPL, estava no Parque Dom Pedro. Como aquilo fazia mais sentido do que um monte de pessoas bem esquisitas, com cartazes bem bizarros, subindo para a Paulista, lá fomos nós.

Outro fato estranho, número seis: no meio da Rua Jandaia, num local bem visível para qualquer passante nos viadutos do centro, um colchão em chamas. A manifestação sequer tinha passado ali. Uma rua deserta e um colchão em chamas. Para quê? Que tipo de sinal era aquele? Quem estava mandando e quem estava recebendo? Guardamos as mascaras de proteção com medo de sermos culpados por algo que não sabíamos sequer de onde tinha vindo e passamos rápido pela rua.

Cruzamos com a mesma passeata, mais para cima, que vinha lá da região que fica mais abaixo da Sé, mas não sabíamos ainda de onde. Atrás da catedral, esperamos amigos. Uma amiga disse que o marido estava chateado porque não conseguiu pegar trem na Vila Olímpia. Achamos normal, às vezes a CPTM trava mesmo, daí essa porcaria de transporte e os protestos, etc. pois bem. Guardem a informação.

Uma amiga ligou dizendo que estava perto do teatro municipal e do Vale do Anhangabaú, que estava “pegando fogo”. Imbecil que me sinto agora, na hora achei que ela estava falando que estava cheio de gente, bacana, legal. [que tonta!] Perguntei se era o ato do MPL, se tinha as faixas do MPL. Ela disse que sim mas não confiei muito. Resolvemos ir ver.

[A partir daqui todos os fatos são “estranhos”. Bem estranhos.]

O clima no centro era muito tenso quando chegamos lá. Em nenhum dos outros lugares estava tão tenso. Tudo muito esquisito sem sabermos bem o quê. Os moradores de rua não estavam como quem está em suas casas. Os moradores de rua estavam atentos, em cantos, em grupos. Poucos dormiam. Parecia noite de operação especial da PM (quem frequenta de verdade a cidade de São Paulo, e não apenas o próprio bairro, sabe bem o que é isso entre os moradores de rua).

Só que era ainda mais estranho: não havia polícia. Não havia polícia no centro de São Paulo à noite. No meio de toda essa onda. Não havia polícia alguma. Nadinha de nada, em lugar nenhum.

Na Sé, descobrimos mais ou menos o caminho e fomos mais ou menos andando perto de outras pessoas. Um grupo de franciscanos estava andando perto de nós, também. Vimos uma fumaça preta. Fogo. MUITO fogo. Muito alto. O centro em chamas.

Tentamos chegar mais perto e ver. Havia pessoas trepadas em construções com latas de spray enquanto outros bradavam em volta daquela coisa queimando que não conseguíamos identificar. Outro colchão? Os mesmos que deixaram o colchão queimando na Jandaia? Mas quem eram eles?

De repente algumas pessoas gritaram e nós,mais outros e os franciscanos, corremos achando que talvez o choque estaria avançando. Afinal de contas, era óbvio que a polícia iria descer o cacete em quem tinha levantado aquele fogaréu (aliás, será q ela só tinha visto agora, que estava daquele tamanho todo?). Só que não.

Na corrida descobrimos que era a equipe da TV Record. Estavam fugindo do local – a multidão indo pra cima deles – depois de terem o carro da reportagem queimado. Não, não era um colchão. Era o carro de reportagem de uma rede de televisão. O olhar no rosto da repórter me comoveu. Ela, como nós, não conseguia encontrar muito sentido em tudo que estava acontecendo. Ao lado de onde conversávamos, uns quatro policiais militares. Parados. Assistindo o fogo, a equipe sendo perseguida… Resolvemos dar no pé que bobos nós não somos. Tinha algo muito, mas muito errado (e estranho) ali.

Voltamos andando bem rápido para a Sé, onde os moradores de rua continuavam alertas, e os franciscanos tentavam recolher pertences caídos pelo chão na fuga e se organizarem novamente para dar continuidade a sua missão. Nós não fomos tão bravos e decidimos voltar para nossas casas.

7. Prelúdio de um… golpe?
No metrô um aviso: as estações de trem estavam fechadas. É, pois é, aquela coisa que havíamos falado antes e tal. Mal havíamos chegado em casa, porém, uma conhecida posta no facebook que um amigo não conseguiu chegar em lugar nenhum porque algumas pessoas invadiram os trilhos da CPTM e várias estações ficaram paradas, fechadas. Não era caos “normal” da CPTM, nem problemas “técnicos” como a moça anunciava. Era de propósito. Seriam os mesmos do colchão, do carro da Record?

Lemos, em seguida, em redes sociais, que havia pessoas saqueando lojas e destruindo bancos no centro. Sabíamos que eram o mesmos. Recebi um relato de que uma ocupação de sem-teto foi alvo de tentativa (?) de incêndio. Naquele momento sabíamos que, quem quer que estivesse por trás do “caos” no centro, da depredação de ônibus na frente do Palácio dos Bandeirantes no dia anterior, de tentativas de criar caos na prefeitura, etc. não era o MPL. Também sabíamos que não era nenhum grupo de esquerda: gente de esquerda não quer exterminar sem-teto. Esse plano é de outro grupo político, esse que manteve a PM funcionando nos últimos 20 anos com a mesma estrutura da época da ditadura militar.

Algum tempo depois, mais uma notícia: em Belo Horizonte, onde já se fala de chamar a Força Nacional e onde os protestos foram violentíssimos na segunda-feira, havia ocorrido a mesma coisa. Depredação total do centro da cidade, sem nenhum policial por perto. Nenhunzinho. Muito estranho.

Nessa hora eu já estava convencida de que estamos diante de uma tentativa muito séria de golpe, instauração de estado de exceção, ou algod do tipo. Muito séria. Muito, muito, muito séria. Postei algumas coisas no facebook, vi que havia pessoas compartilhando da minha sensação. Sobretudo quem havia ido às ruas no dia de hoje.

Um pouquinho depois, outra notícia: a nova embaixadora dos EUA no Brasil é a mesma embaixadora que estava trabalhando no Paraguai quando deram um golpe de estado em Fernando Lugo.

Me perguntaram e eu não sei responder qual golpe, nem por que. Mas se o debate pela desmilitarização da polícia e pelo fim da PM parece que finalmente havia irrompido pelos portões da USP, esse seria um ótimo motivo. Nem sempre um golpe é um golpe de Estado. Em 1989 vivemos um golpe midiático de opinião pública, por exemplo. Pode ser que estejamos diante de outro. Essa é a impressão que, ligando esses pontos, eu tenho.

Já vieram me falar que supor golpe “desmobiliza” as pessoas, que ficam em casa com medo. De forma alguma. Um “golpe” não são exércitos adentrando a cidade. Não necessariamente. Um “golpe” pode estar baseado na ideia errônea de que devemos apoiar todo e qualquer tipo de indignação, apenas porque “o povo na rua é tão bonito!”.

Curiosamente, quando falei sobre a manifestação do dia 13 com meus alunos, no dia 14, vários deles me perguntaram se havia chances de golpes militares, tomadas de poder, novas ditaduras. A minha resposta foi apenas uma, que ainda sustento sobre este possível golpe de opinião pública/mídia: em toda e qualquer tentativa de golpe, o que faz com que ela seja ou não bem-sucedida é a resposta popular ao ataque. Em 1964, a resposta popular foi o apoio e passamos a viver numa ditadura. Nos anos 2000, a reposta do povo venezuelano à tentativa de golpe em Chávez foi a de rechaço, e a democracia foi restabelecida.

O ponto é que depende de nós. Depende de estarmos nas ruas apoiando as bandeiras certas (e há pessoas se mobilizando para divulgar em tempo real, de maneira eficaz, onde está o ato contra o aumento da passagem, porque já não podemos dizer que é apenas “um” movimento, como fez Haddad em sua entrevista coletiva). Depende de nos recusarmos a comprar toda e qualquer informação. Depende de levantarmos e irmos ver com nossos próprios olhos o que está acontecendo.

Se essa sequencia de fatos faz sentido pra você, por favor leia e repasse o papel. Faça uma cópia. Guarde. Compartilhe. Só peço o cuidado de compartilharem sempre integralmente. Qualquer pessoa mal-intencionada pode usar coisas que eu disse para outros fins. Não quero isso.

Quero apenas que vocês sigam minha linha de raciocínio e me digam: estamos mesmo diante da possibilidade iminente de um golpe?

Estou louca?

Espero sinceramente que sim. Mas acho que não.

———–

(*) Marília é socióloga, militante feminista, escritora, vez em quando jornalista. Também publica no “Mulher Alternativa” e no “Outras Palavras”.

Responder

    Malvina Cruela

    21/06/2013 - 21h44

    “Marília é socióloga, militante feminista, escritora, vez em quando jornalista” quer dizer, ganhar a vida honestamente nem pensar..

    Guanabara

    21/06/2013 - 22h18

    Muito bom.

    anac

    22/06/2013 - 11h18

    Que tem algo de muito estranho em São Paulo não resta a menor duvida e sempre relacionado a fogo. Após a eleição de Haddad os inúmeros INCENDIOS nas favelas de São Paulo cessaram.

Zanchetta

21/06/2013 - 21h16

Dilmarelou!!!!

Responder

J Souza

21/06/2013 - 20h34

Os ataques especulativos são orquestrados. As pessoas dizem que o clube de Bilderberg é apenas teoria da conspiração. Então, tá!

Primeiro, criam-se paraísos de “estabilidade”. Ai vem as “bolhas”. Então, surgem as “crises”, como as do Brasil atualmente. Depois, vem as “medidas de austeridade” – essa é a hora da “festa” para os especuladores, compram tudo bem barato, exigem preços “indexados” à inflação (o que gera mais inflação), e se tornam “credores” dos povos. Ai pedem aumento dos juros. Ai o ciclo recomeça, com nova “estabilidade”…

Alguém duvidava que depois da liquidação da Europa eles retornariam à América Latina, depois da década de 90? É um “arrastão” global, que faz “inveja” aos arrastões que estão acontecendo no RJ…

Responder

jõao

21/06/2013 - 19h51

Publicado em 21/06/2013
TIJOLAÇO DENUNCIA
OS VÍDEOS DA EXTREMA-DIREITA
Quem tem grana para financiar isso ? Quem são esses cabos Anselmo de sotaque ?

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Saiu no Tijolaço:

WHAT IS THIS, “COMPANHEIRO”?

Recebi e copio aqui um texto da maior importância, que deve ser lido por todos os que ainda duvidam da presença de grupos organizados de provocadores e por gente contrária ao Brasil que se aproveita dos desejos generosos que movem os jovens que estão se manifestando em todo o Brasil.

Tem boi na linha. #changebrazil? Qual seus interesses?

“Quanto mais pessoas colocarem pressão sobre o Brasil, mais rápido o Brasil terá que se dobrar” Diz porta-voz anônimo do movimento ChangeBrazil

Nem tudo que está acontecendo parece ser espontâneo. Qualquer pessoa que já tenha trabalhado com planejamento de campanha publicitária, especialmente online, sabe que algo assim é possível. Não é tão diferente de planejar o lançamento de um filme ou turnê para o público jovem.

Há um movimento na internet, que surgiu no dia 14 de junho, voltado principalmente para jovens, chamado #changebrazil (surgiu assim mesmo, em inglês). Em português o nome do movimento é Muda Brasil. Esse movimento postou vídeos, aparentemente espontâneos, que foram vistos por mais de 1 milhão de pessoas, a maioria deles jovens (muitos secundaristas) que estão indo para as manifestações em clima de festa e máscara V de Vingança.

Na quinta-feira, dia 13 de junho a polícia de Geraldo Alckmin (PSDB) reprimiu de forma violenta manifestantes do Movimento Passe Livre, cidadãos e jornalistas. Logo no dia seguinte a grande imprensa passou a defender o movimento e surgiu um vídeo, em inglês, com legendas em inglês, que se intitulava “Please Help us” (Por favor, nos ajude). O vídeo, com um narrador com visual rebelde (alguém sabe quem ele é?) que já foi visto por mais de 1 milhão e 300 mil pessoas, passa rapidamente sobre tarifa de ônibus, critica a mídia e estimula aos jovens o ódio contras os políticos, enaltece o STF e estimula quem ver o vídeo a espalhá-lo e debater o assunto na internet. Sugiro que quem não entende o clima da juventude no protesto ou que tem ilusões de que eles são de esquerda, o assista. http://youtu.be/AIBYEXLGdSg

O vídeo parece simples, mas a iluminação e fundo é profissional, foi feito em estúdio, e se prestar atenção, verá que o manifestantes (alguém o conhece?) de inglês perfeito, está lendo um teleprompter. O vídeo é feito em inglês, mas a maioria dos comentários é de brasileiros. Não há acessos a estatísticas. O vídeo foi feito e visto provavelmente por brasileiros, jovens, de classe média e alta que falam inglês. Fala da Copa do Mundo (preste atenção: todos falarão). E termina dizendo que “o povo é mais forte que aqueles eleitos para governá-los”.

Que movimento pelo Passe Livre faria um vídeo em inglês ? Que é esse sujeito? Quem pagou essa produção, feita em estúdio com teleprompter? http://youtu.be/AIBYEXLGdSg

As dicas sobre quem ele é o que as pessoas que estão por trás disso querem estão no segundo vídeo, postado durante as manifestações de segunda-feira. Este fala em português. Carregado de sotaque, celebra a tomada do Congresso Nacional por “protestantes” (sic). Esse vídeo foi menos visto, mas não pouco visto, são 66 mil pessoas. http://youtu.be/z-naoGBSX9Y Ele dá parabéns pela manifestação, pelas pessoas mostrarem que “amam” seu país. E segue para dar instruções. Cita as hashtags #changebrazil e o #brazilacordou. Diz que o público não pode se desconcentrar nisso pelo gol do Neymar, ou pelo BBB. Diz que não devem falar de outros assuntos. Mas ao mesmo tempo a mensagem é vazia além de “Muda Brasil”. Ele se refere sempre sobre o que acontece como isso. E no minuto 2:06 ele diz para as pessoas fazerem o material para o exterior porque “quanto mais pessoas colocarem pressão sobre o Brasil, mais rápido o Brasil terá que se dobrar”.

Que movimento é esse que quer mudar o Brasil fazendo ele se dobrar?

Ele mistura nas pautas do seu “movimento coisas que todos defendem, como contra a corrupção, e mais verbas para saúde e educação. Talvez por “coincidência” as mesmas pautas centrais, com a mesma linha de discurso foi postada em um vídeo suspostamente feito pelo grupo Anonymous justamente quando as tarifas iam baixar para propor novas causas. Ele já foi visto por 1 milhão e 400 mil pessoas http://youtu.be/v5iSn76I2xs Importante lembrar que como os vídeos do Anonymous usam imagem padrão e voz falada por digitada pelo Google, e são postadas em contas do Youtube aleatórias qualquer um pode fazer um vídeo se dizendo Anonymous.

O nosso amigo de sotaque não é o único vídeo que veio de fora. Já ficou famoso o vídeo de uma menina bonitinha, Carla Dauden, uma brasileira que mora em Los Angeles, falando contra a Copa do Mundo. Na descrição do vídeo ela diz que tinha feito o vídeo antes dos protestos (talvez para justificar a produção apurada), mas postou no dia 17 de junho . Carla diz Mais de 2 milhões de pessoas o viram. De novo, em inglês com legendas. Pretensamente para o exterior, mas de novo a maioria dos comentários é brasileiro. Ou seja, são para jovens que falam inglês. Diz mentiras como que os custos do evento teriam sido 30 bilhões de dólares, o que parece que os estádios custaram isso. Quando na verdade os custos reais são 28 bilhões de dólares, a maior parte em obras de mobilidade urbana, não estádios – veja o vídeo aqui http://youtu.be/ZApBgNQgKPU Mas quem está checando acusações?

Prestem atenção. A soma de apenas esses 3 vídeos somente deu 5 milhões de visualizações no Youtube.

Dê uma busca por changebrazil ou Muda Brasil, o nome dos vídeos em português do “movimento” que quer dobrar o Brasil no Youtube, e descubra você mesmo. Será que está acontecendo um 1964 2.0?

“Quanto mais pessoas colocarem pressão sobre o Brasil, mais rápido o Brasil terá que se dobrar” Diz porta-voz anônimo do movimento ChangeBrazil

Nem tudo que está acontecendo parece ser espontâneo. Qualquer pessoa que já tenha trabalhado com planejamento de campanha publicitária, especialmente online, sabe que algo assim é possível. Não é tão diferente de planejar o lançamento de um filme ou turnê para o público jovem.

Há um movimento na internet, que surgiu no dia 14 de junho, voltado principalmente para jovens, chamado #changebrazil (surgiu assim mesmo, em inglês). Em português o nome do movimento é Muda Brasil. Esse movimento postou vídeos, aparentemente espontâneos, que foram vistos por mais de 1 milhão de pessoas, a maioria deles jovens (muitos secundaristas) que estão indo para as manifestações em clima de festa e máscara V de Vingança.

Na quinta-feira, dia 13 de junho a polícia de Geraldo Alckmin (PSDB) reprimiu de forma violenta manifestantes do Movimento Passe Livre, cidadãos e jornalistas. Logo no dia seguinte a grande imprensa passou a defender o movimento e surgiu um vídeo, em inglês, com legendas em inglês, que se intitulava “Please Help us” (Por favor, nos ajude). O vídeo, com um narrador com visual rebelde (alguém sabe quem ele é?) que já foi visto por mais de 1 milhão e 300 mil pessoas, passa rapidamente sobre tarifa de ônibus, critica a mídia e estimula aos jovens o ódio contras os políticos, enaltece o STF e estimula quem ver o vídeo a espalhá-lo e debater o assunto na internet. Sugiro que quem não entende o clima da juventude no protesto ou que tem ilusões de que eles são de esquerda, o assista. http://youtu.be/AIBYEXLGdSg

O vídeo parece simples, mas a iluminação e fundo é profissional, foi feito em estúdio, e se prestar atenção, verá que o manifestantes (alguém o conhece?) de inglês perfeito, está lendo um teleprompter. O vídeo é feito em inglês, mas a maioria dos comentários é de brasileiros. Não há acessos a estatísticas. O vídeo foi feito e visto provavelmente por brasileiros, jovens, de classe média e alta que falam inglês. Fala da Copa do Mundo (preste atenção: todos falarão). E termina dizendo que “o povo é mais forte que aqueles eleitos para governá-los”.

Que movimento pelo Passe Livre faria um vídeo em inglês ? Que é esse sujeito? Quem pagou essa produção, feita em estúdio com teleprompter? http://youtu.be/AIBYEXLGdSg

As dicas sobre quem ele é o que as pessoas que estão por trás disso querem estão no segundo vídeo, postado durante as manifestações de segunda-feira. Este fala em português. Carregado de sotaque, celebra a tomada do Congresso Nacional por “protestantes” (sic). Esse vídeo foi menos visto, mas não pouco visto, são 66 mil pessoas. http://youtu.be/z-naoGBSX9Y Ele dá parabéns pela manifestação, pelas pessoas mostrarem que “amam” seu país. E segue para dar instruções. Cita as hashtags #changebrazil e o #brazilacordou. Diz que o público não pode se desconcentrar nisso pelo gol do Neymar, ou pelo BBB. Diz que não devem falar de outros assuntos. Mas ao mesmo tempo a mensagem é vazia além de “Muda Brasil”. Ele se refere sempre sobre o que acontece como isso. E no minuto 2:06 ele diz para as pessoas fazerem o material para o exterior porque “quanto mais pessoas colocarem pressão sobre o Brasil, mais rápido o Brasil terá que se dobrar”.

Que movimento é esse que quer mudar o Brasil fazendo ele se dobrar?

Ele mistura nas pautas do seu “movimento coisas que todos defendem, como contra a corrupção, e mais verbas para saúde e educação. Talvez por “coincidência” as mesmas pautas centrais, com a mesma linha de discurso foi postada em um vídeo suspostamente feito pelo grupo Anonymous justamente quando as tarifas iam baixar para propor novas causas. Ele já foi visto por 1 milhão e 400 mil pessoas http://youtu.be/v5iSn76I2xs Importante lembrar que como os vídeos do Anonymous usam imagem padrão e voz falada por digitada pelo Google, e são postadas em contas do Youtube aleatórias qualquer um pode fazer um vídeo se dizendo Anonymous.

O nosso amigo de sotaque não é o único vídeo que veio de fora. Já ficou famoso o vídeo de uma menina bonitinha, Carla Dauden, uma brasileira que mora em Los Angeles, falando contra a Copa do Mundo. Na descrição do vídeo ela diz que tinha feito o vídeo antes dos protestos (talvez para justificar a produção apurada), mas postou no dia 17 de junho . Carla diz Mais de 2 milhões de pessoas o viram. De novo, em inglês com legendas. Pretensamente para o exterior, mas de novo a maioria dos comentários é brasileiro. Ou seja, são para jovens que falam inglês. Diz mentiras como que os custos do evento teriam sido 30 bilhões de dólares, o que parece que os estádios custaram isso. Quando na verdade os custos reais são 28 bilhões de dólares, a maior parte em obras de mobilidade urbana, não estádios – veja o vídeo aqui http://youtu.be/ZApBgNQgKPU Mas quem está checando acusações?

Prestem atenção. A soma de apenas esses 3 vídeos somente deu 5 milhões de visualizações no Youtube.

Dê uma busca por changebrazil ou Muda Brasil, o nome dos vídeos em português do “movimento” que quer dobrar o Brasil no Youtube, e descubra você mesmo. Será que está acontecendo um 1964 2.0?
Por: Fernando Brito

Responder

    Mário SF Alves

    21/06/2013 - 21h31

    João, sei que vai parecer uma inconveniência comentar algo como isso que vou comentar agora, mas, ainda assim vamos lá:

    1) Será que ainda resta dúvidas quanto ao poder de sedução dos computadores, especialmente entre os jovens? Foi, é e continuará sendo uma janelona pro mundo. Em todos os sentidos, inclusive no que se refere à pornografia. Tá. E o que dizer do Facebook, das hashtags [palavras-chave antecedidas pelo símbolo “#”], e a respectiva velocidade de circulação de mensagens. Veja mensagens, não propriamente ideias. É ou não é campo propício para a proliferação descomunal e desordenada de um sem número de marias-vai-com-as-outras?

    2) Sobre a presidenta Dilma, a magnífica [como a ela se refere o Messias Franca]. Quem, brasileiro ou brasileira, em sã consciência iria negar a história, a heroicidade e a bravura dela? Quem, em sendo brasileiro ou brasileira iria incluí-la em meio a presepadas ou aventureirismo político? Quem, em sã consciência iria incluí-la no rol de corruptos, corrompidos ou corruptores? Quem, brasileiro ou brasileira, em sã consciência iria negar a capacidade de trabalho, as obras de infraestrutura e a responsabilidade gerencial dela? Quem, brasileiro ou brasileira, iria negar a ela o empenho pela destinação total dos royalties do pré-sal à educação em nosso País?

    3) Não obstante tudo isso, quem em sã consciência, medianamente esclarecido, brasileiro ou brasileira, sabedor das complexidades – inclusive geopolíticas – que envolvem a superação do subdesenvolvimento no Brasil ainda pode permanecer cético quanto a possibilidade de ela em nome do bom andamento do governo e da eleitorabilidade não ter sido obrigada a ceder parte de sua autonomia?

    É isso. E a fração de autonomia que em nome de todos os brasileiros e brasileiras ela não cedeu, agora querem roubar dela.

    Proponho que pensemos sobre isso.

Marieta

21/06/2013 - 19h10

ATENÇÃO, ATENÇÃO!

Qualquer pesquisa feita pelo DATA FALHA a esta altura do campeonato vale tanto quando um PEIDO do Bonner ou de sua mulher, a Fafá.

Responder

Francisco

21/06/2013 - 19h02

Artigo lúcido.

Cabe ao PT lembrar qual é o seu “capital”: os movimentos sociais.

Chega de chutar o MST!

Mais atenção ao que se faz dentro das escolas públicas!!

Importa logo esses médicos estrangeiros!!!

Há agora excelentes desculpas para institucionalizar mudanças e mecanismos populares.

Cadê os plebiscitos?

E, que diabo, cadê a porcaria da Lei de Mídia???

Responder

lulipe

21/06/2013 - 17h05

A culpa é do papai-noel que se uniu ao saci-pererê….

Responder

    Mário SF Alves

    22/06/2013 - 15h20

    Perdeu a voz, prezado Lulipe? Pensei em dizer argumento, mas… só mesmo acreditando em saci-pererê.

Movimentos sociais propõem à Dilma reunião com seus representantes - Viomundo - O que você não vê na mídia

21/06/2013 - 16h58

[…] Igor Grabois: Reação contra a Dilma começou com a redução dos juros […]

Responder

Paulo Henrique Tavares

21/06/2013 - 16h06

Igor, concordo contigo.
Porém, acho que não temos motivos para nos preocupar.
Esta “ondinha” conservadora vai passar e rápido.
Os movimentos de esquerda saíram fortalecidos e estão plugados com a manipulação e já tiraram seu “bloco” da rua, por enquanto.
Deixemos esta poeira baixar, vamos nos organizando e voltemos com propostas claras.
Estamos ganhando este jogo, não se preocupem.

Responder

marcos- RS

21/06/2013 - 15h37

Tristeza, tristeza…o brasil é a bola da vez na megaespeculação do cassino neoliberal !
Teremos como resistir ?

Responder

FrancoAtirador

21/06/2013 - 15h26

.
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ESTADO ZERO

MILTON FRIEDMAN NAS RUAS

Fé no indivíduo, falta de confiança em legendas

RIO — Duas pesquisas — uma realizada pelo Instituto Data Popular, outra pela comunidade Avaaz — apontam a falta de confiança dos brasileiros nas instituições e a valorização da iniciativa individual em detrimento da ação do Estado, além do apoio às manifestações das últimas duas semanas.

Uma das conclusões centrais da pesquisa “O novo poder jovem”, do Data Popular, é que os jovens brasileiros entre 18 e 30 anos (33% do total de eleitores do país) acreditam mais neles mesmos que no Estado para garantir um futuro melhor.
Foram ouvidas 1.502 pessoas de cem cidades em maio.

O repúdio à participação de partidos políticos nas recentes manifestações ecoa na pesquisa, sobretudo na pergunta
“Qual o principal fator que contribui para a sua vida melhorar?”.
Para 53%, a resposta foi
“meu próprio esforço”.

O governo aparece com 2%.
.
.
Grupos que se organizaram pela internet, como Revoltados Online e Pátria Minha, afirmaram que os protestos vão continuar, agora focados na queda da PEC 37 e em pautas contra a corrupção.

O mote do MPL “vem para a rua, vem contra o aumento” mudou para “vem pra rua, vem contra o governo”, mas sem os integrantes do Passe Livre.

Olavo de Carvalho explica o porquê da alteração:

(https://www.youtube.com/watch?v=G9R4kwKlwMM)

Responder

    FrancoAtirador

    21/06/2013 - 21h56

    .
    .
    Para avaliar a eclosão de um movimento político de massa
    é equivocado atribuir a um fator único como princípio de causalidade,
    já que é apenas parte de um processo psicossocial em desenvolvimento e, portanto, depende de como e por quem foi construído no curso do tempo, isto é, está condicionado por alguns aspectos de construção ideológica introjetada inicialmente em cada indivíduo e, depois, por intercâmbio e compartilhamento entre os indivíduos que se identificam entre si, daí passando a adquirir um caráter coletivo e finalmente resultando em protesto público de proporção relevante, que poderá até fugir ao controle da individualidade e, por conseguinte, dependendo do nível de civilidade, de radicalização e de fanatismo do grupo, da própria racionalidade, quando então o ser humano entrega a razão ao instinto animal, notadamente liberado no meio da turba.

    Fato inconteste é que é através da Comunicação pela Palavra, geralmente rebuscada com signos e adereços áudio-visuais, que se dá essa Formação da Ideologia que nada mais é senão a visão de mundo de uma determinada classe social ou o conjunto de representações e idéias que uma determinada classe tem da realidade que a cerca (http://misteriodasletras.blogspot.com.br/2008/11/conscincia-coletiva.html).

    No Brasil, historicamente, as bases sociais foram estruturadas, em nível de poder familiar, no Patriarcalismo*, regime centralizado na figura autoritária do Varão, e, em nível de poder político-institucional, no Império, sistema que se restringia em governar exclusivamente para a própria realeza e para os que possuíam títulos nobiliárquicos distribuídos pela Corte Brasileira: latifundiários rurais, comerciantes, oficiais militares, juízes, promotores, advogados, médicos, engenheiros, membros do Clero e artistas (http://pt.wikipedia.org/wiki/Nobreza_brasileira#O_processo_de_escolha), detentores do monopólio da propriedade privada e da prerrogativa de serem nomeados para cargos políticos, subjugando a Plebe à condição de serviçal ignara apenas considerada como mão de obra destinada a atender as necessidades daquela Elite Política e Econômica.

    A nossa (?!?) Classe Média tradicional se criou daí, dessa Nobreza da Família Imperial luso-brasileira, e, mesmo após o advento da industrialização e das sucessivas crises financeiras que se abateram sobre ela e que gradativamente a foram destituindo de grande parte da posse da terra que mantinha, permaneceu ainda assim com o status nobre, dada a presumida superioridade intelectual, aqui já autoatribuída na Sociedade.

    É impossível, neste caso, não citar Gramsci que afirmava que o poder é garantido fundamentalmente pela hegemonia cultural que as classes dominantes logram exercer sobre as dominadas, através do controle do sistema educacional, das instituições religiosas e dos meios de comunicação.

    Pois foi por meio desses três sistemas interligados que se formou, em nível nacional, na Classe Média, especialmente na juventude politicamente inexperiente, a ideologia do antipetismo – a atual variação do anticomunismo norte-americano – que culminou nesse movimento irracional que explodiu nas ruas do Brasil.

    A ‘Nobreza Brasileira’ não aceitará, em hipótese alguma, um governo que conceda, ainda que minimante, algum protagonismo à ‘Plebe Ignara’.
    .
    .
    *PATRIARCALISMO

    O Patriarcalismo [de ‘Patriarca’, do grego transliterado: ‘Patér’ = ‘Pai’) + (‘Arché’ = ‘Primeiro’ ou ‘Máximo’)] talvez seja a condição de dominação mais antiga da História da Humanidade.

    Desde os tempos em que a História era narrada exclusivamente pela oralidade – época na qual as famílias estavam estruturadas em clãs ou tribos agrárias – a referência de ascendência genealógica, como forma de manter uma situação de domínio territorial para, depois, expandi-lo, sempre foi a do Varão [que, por sinal, originou a palavra Barão (http://pt.wikipedia.org/wiki/Var%C3%A3o)], ‘Personagem Gloriosa do Sexo Masculino’, ‘Figura Paterna’ de denotado ‘Valor Superior’, ‘Grande Chefe’, ‘Supremo Líder’, ‘Autoridade Máxima’, ‘Pai Guerreiro’, ‘Sumo Protetor’ e ‘Senhor Mantenedor’ que detinha um “Poder Absoluto” atribuído por uma ‘Superioridade Inquestionável’ sobre os demais membros da Família, não só os do núcleo conjugal e hereditário, mas também parentes, criados e todos os agregados, os quais lhe deviam total Obediência e, portanto, Submissão, bem como, por óbvio, os propriamente ditos escravos de direito e de fato.

    Essa relação de Dominação Patriarcal ocorria, primeiro, dentro de um contexto restrito ao núcleo familiar, e, a seguir, no âmbito de determinados grupamentos sociais que se identificavam entre si, para, por fim, projetar-se para toda a Sociedade, que, por decorrência, adquiria no transcurso temporal a conformação estrutural socialmente predominante, incorporando, inclusive, os valores ideológicos, morais e espirituais preponderantes, culminando por delinear um suposto caráter de Nação que era definido por uma certa Identidade Nacional, por sua vez ditada por uma narrativa histórica elaborada pela própria elite dominante, que se constituía, então, em um só corpo intelectual, político e econômico.

    É de se destacar a tradição que se estende até os presentes dias, nas células familiares estruturadas sob o modelo patriarcal, de os descendentes, na transmissão de ‘grandes feitos’ dos antepassados e na narração histórica da aquisição dos bens materiais, notadamente os imóveis, maximizarem ou até sobrevalorizarem a importância do ‘Cabeça’ (do latim: ‘Capo’) de cada geração (o Pai, o Avô, o Bisavô), com o objetivo de preservar a ‘Memória e a Honra Familiar’ perante as gerações sucessoras e como forma de manutenção do ‘Patrimônio da Família’.

    Importante observar ainda que as principais empresas jornalísticas do País, fundamentalmente o Grupo G.A.F.E., também foram constituídas sob o regime familiar patriarcal e no sistema capitalista tradicional, daí advindo o verdadeiro temor dos donos, apropriadamente denominados ‘Barões da Mídia’, a qualquer forma de gerenciamento coletivo, igualitário e horizontal de produção, e a ojeriza pela organização dos trabalhadores em associações sindicais.

    Mas o fato mais evidente do fenômeno patriarcalista vigente na Classe Média tradicional brasileira é, por exemplo, a repulsa expressa ao Programa Bolsa-Família em que os recursos financeiros são administrados pela Mulher, e não pelo Patriarca.
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Dias

21/06/2013 - 15h18

Na realidade eles atiram no pato e acertaram o hipopótamo.
A Globo anabolizou o “primeiro ato” do MPL, com os mesmos mil e tantos manifestantes de sempre, mostrando-a exaustivamente no JN e em todos os interavalos da novela (estranhíssimo achei no dia), veio o “segundo ato” e já tinham conseguido dobrá-la de tamanho batendo o recorde do MPL e aconteceram as primeiras depredações, devidamente mostradas ao vivo pelo JN, seguindo-se entradas ao vivo a cada interavalo da novela. No dia seguinte entrou em cena os colunistas do millenium, Jabor á frente, desancando os vândalos e baderneiros, esquerdistas, com Alckmim de Paris prometendo que a polícia militar iria reprimir os arruaceiros e assim seguiria a procissão.
Aí veio o “terceiro ato”, com público duplicado novamente, uns cinco mil participantes, onde a maioria absoluta era virgem em protestos de rua e enfrentamentos com o Choque, e aí aconteceu o massacre com manifestantes inertes a frente da tropa tentando dialogar. Aí a comoção e o tiro desviando-se do pato e indo atingir o hipopótamo em cheio.
No dia seguinte, meia volta volver no rumo da mídia do millenum, recueta pastelônica do palhaço da globo, Jabor. Ao perceberam que tinham atingido um hipopótamo ao invés do pato de sempre, rapidamente puseram-se a campo para promover a reversão, e então pacíficos protestantes repaginados, surgiram nas telinhas e linhas impressas, não mais para vandalizarem e sim, como sal da terra, salvarem o “Gigante Adormecido” que tinham acordado. O resto da farsa todos sabem. Boa tarde e vamos a luta para barrá-los com a democracia e o povo na rua se preciso for.

Responder

Jurgen

21/06/2013 - 15h12

Na questão política, a queda da selic e a batalha do spread, formariam uma marca de governo junto com baixa do custo de energia e a continuação dos programas do governo anterior. Estava dando com alta margem a reeleição no primeiro turno com popularidade subindo. A possibilidade de “limpeza” do último bastião com mais um governo tornaria irrevogável a democracia e o modelo Brasil. Esta independência não é vista com bons olhos pelo capital transnacional. O modelo aqui implantado poderia criar raízes internacionais impedindo o ganho fácil destes capitais.

Responder

Biru-biru

21/06/2013 - 14h57

Não há reação especial contra Dilma. A reação da população é contra o estado de coisas. Não comecem a criar factóides.

Responder

    Ricardo Pereira

    21/06/2013 - 15h35

    Factóides? Vai pra rua. Veja o discurso fascista (mesmo que muitos nem saibam o que isso significa. Isso não é factóide. É uso da massa ignorante (que não se acha assim porque usa facebook).

    Julio Silveira

    21/06/2013 - 15h51

    Em que mundo você está?

    adao paim

    21/06/2013 - 17h35

    Abra as redes sociais e veja!!!

Bernardino

21/06/2013 - 14h52

SR LOCATELLI,seu comentario parece oraçao de sacrificio da madre TEREZA de Calcutá.Quer dizer que o PT E ESquerdinhas no Poder aceitam tudo isso e ficam quetinhos!!serao golpeados e entregarao o PODER? NAO reagem porque o governo e esquerdas brasileiro sao COVARDES e PQ sao covardes?

Nao fizeram reformas de base para o pais.CADE a lei dos medios,oito anos no poder e NADA.CADE a reforma agraria?NADA estao macomunados com o AGRNEGOCIO e mais estao todos mamando no Poder se locupletando.Achavam que fazendo alianças com a direitona iam governar sem conflitos.

CADÊ o todo poderoso das pesquisas o sr LULA?DEve estar escondido debaixo de alguma saia como é do seu feitio.O CHICO DE OLIVEIRA <SOCIOLOGO declarou : O LULA É um OPORTUNISTA e CINICO fugiu da RAIA e nao fez o que o PAÍS precisava para garantir o FUTURO DA NAÇAO
SE acha o tal recebendo premios da BANCA internacional que sempre condecora SUBSERVIENTES como ele O FOI.VIVIA Arrotando NACIONALISMO e no entanto ele s sua comparsa D DILMA entregaram o PETROLEO as Multinacionais e nao protegeram a EMPRESA!!

ESSA é a ESQUERDA Brasileira: CORRUPTA,COVARDE E ANTIPATRIOTA igualzinho À direitona que ainda continua dando as CARTAS,mesmo no governo dito de ESQUERDA!!

Responder

Fabio

21/06/2013 - 14h42

Nessa hora a presidenta deveria ter pulso forte e liderança, mais ao contrario, ela se escondeu do povo brasileiro.

Responder

Domingos

21/06/2013 - 14h42

Análise mais completa e inteligente da situação social e econômica da situação.

Responder

Artur

21/06/2013 - 14h36

Para quem a redução nos juros ?
Caia na real, petista.
Abra sua fatura do catão de crédito e veja… 16,9 % ao mês. Vá financiar um carro (os mais caros do mundo mesmo com redução de impostos) e pague três. Depois venda por um terço do que pagou.
Vá comprar uma casa do Minha casa Minha dívida e veja o que você comprou. Longe (imóveis se valorizaram artificialmente pelo espertalhões) com qualidade abaixo da crítica e sem infraestrutura (escolas, postos de saúde, hospitais, segurança, etc).
O FHC e seu partido foram ruins, mas nós poderiamos esperar isto deles, afinal são inimigos. Mas do PT e sua corja,não. Eles se diziam nossos amigos. Me enganaram até o veto ao fim do Fator Previdenciário, feito pelo maior traidor que este país já teve. O judas dos trabalhadores deste País.

Responder

    Wolf

    21/06/2013 - 15h13

    Não sabe ler meu caro, ele se referiu bem claramente à SELIC, ou seja, ao dinheiro de nossos impostos que é roubado, desviado, da educação, saúde, segurança e infraestrutura para os bolsos dos rentistas. A maior corrupção do Brasil ocorre na reunião do COPON, o buraco sem fundo do Banco Central que os grupos econômicos inventaram para escravisar os povos das sociedades modernas.

    renato

    21/06/2013 - 15h23

    Estava indo bem, até que falou mal do LULA, tua conversa quer parecer de esquerda mais não é.
    Já recebi coisa assim igual, de gente da direita.
    Seu Artur seu Artur, que feio homem que feio…
    Assuma um lado e se posicione.
    Você é o que, um Capitalista ou trabalhador.
    Comprou carro, comprou casa, o que fez da vida homem…
    Igual a um cara amigo meu de direita, as mesmas palavras.
    Tõ achando que é você enrustido…Aqui…aprendeu o caminho
    Nunca vi tanta gente de direita nos blogs de esquerda.

    Julio Silveira

    21/06/2013 - 16h00

    Existe um erro na tua avaliação, acertastes quando fala em blog da esquerda, erra quando acredita que esquerda quer dizer PT. Por algum tempo pode ter sido, hoje não mais. Mas os blogs, esses que são independentes, podem ser sim de esquerda. Cuidado com a ilusão.

    Artur

    21/06/2013 - 23h38

    Eu não sou nada, Renato. O último que acreditei é um traidor. E não voto mais nele ou no seu partido, do quem cheguei a ser filiado.
    Sou trabalhador e iniciei minha batalha em 1969. Sempre com carteira assinada em grandes empresas. Peguei pelo teto e hoje tenho 45% de redução na minha aposentadoria. O fdp do FHC criou o Fator Previdenciário, mas o outro fdp poderia ter acabado com ele. Afinal, ele não metia o pau nos gernos anteriores com respeito aos maus tratos aos aposentados, aos lucros dos bancos e tantos outros temas ?
    Ele é traidor.
    Como sempre fui um pessoa voltada a família, minha casa, meu sobrado e meus carros (3) são todos quitados.
    Não sou fanático. Não torço para partidos ou políticos. Tenho consciência e vejo que é muita mentira e sacanagem. Inflação manipulada, criação de novos ministérios, perdão a países devedores enquanto não temos o básico, construção (ou reformas) de estádios para serem entregues à iniciativa privada, etc… etc… etc…
    Eu estou livre de paixões e compromissos escusos com qualquer partido ou político. O que não deve ser o teu caso.

    renato

    21/06/2013 - 15h34

    Não tá bom, faça manifestação.
    Agora estamos no país da manifestação.
    Só não pode vender pipoca….
    Mas como o Brasileiro é inventivo.
    Vamos ter mascará contra gás, cartaz da direita
    da esquerda, bandeira não,pedido para soltar os
    corintianos, para o Palmeiras voltar para a
    primeira divisão.
    Soube que levaram embora a taça, aquela que não era para
    por a mão, mas o Galvão pôs.
    Levaram para que os brasileiros não sumissem com ela.
    Não é assim que nós somos…o da direita.

jose humberto malheiros

21/06/2013 - 14h33

Somos utupistas, queriamos que a imprensa”neutra” fosse a favor de Dilma? O povo está quieto, mexeu com Dilma mexeu comigo. Que venham

Responder

trombeta

21/06/2013 - 14h29

Cuidado com esquerdistas indignados com o PT, a Dilma e governo federal… com discursos do tipo a culpa da direita na rua é da Dilma etc.

Na verdade, é uma estratégia manjada de isolamento dentro do campo progressista que só fortalece a direita, não sejamos ingênuos os golpistas estão articulados, sincronizados e à espreita, a espera de um momento de fragilidade como tem acontecido para pavimentar o retorno ao poder por fora do processo democrático.

Vamos fazer as críticas necessárias e propositivas nos fóruns adequados, não vamos lavar roupa suja em público pois fiquem certos que eles monitoram as nossa conversas para definir estratégias de ação.

Responder

    renato

    21/06/2013 - 15h26

    Apoio.Amanha já estou votando.
    Acho até que deveria ter novas eleições
    10 Dilma
    13 LULA
    14 Haddad

    Mário SF Alves

    22/06/2013 - 20h43

    Renato, francamente, que motivo você tem para acreditar numa coisa destas? De onde ela é? Quem a representa? E quem te garante que tal apoio virtual não seria manipulado contra a Presidenta?
    ___________________________
    De minha parte, muita dúvida; um caminhão de ceticismo.

    Mário SF Alves

    22/06/2013 - 16h00

    Ah! A tal AVAAZ, cuidado com ela. Foi a mesma que puxou ação para pressionar a ONU pela exclusão de espaço aéreo na Líbia. Deu no que deu. A OTAN fez a festa dela, só dela, e dele, do capitalismo financeiro internacional. Assinei a maldita coisa; vio o que vi, pedi esclarecimentos e até hoje.

Elton

21/06/2013 - 14h16

É aquela história se queremos comprar algo bom desdenhamos, ai com a desvalorização pagamos pouco. Depois de comprar vendemos a preço de ouro. Tão óbvio que chega a ser um mistério. Não precisa fazer curso de economia para saber que o Brasil é o pais do futuro, e o futuro de muitos países ditos democráticos, e de primeiro mundo. Aqui temos recursos ilimitados tanto naturais quanto humano…Trabalhadores lutam por sobreviver… Pelo que luta nossa classe média? “Querem melhorar o inglês para atender melhor seu senhor?” Eu respeito os que estão na rua protestando, mas não me juntarei a eles. Querem protestar contra o Daniel dantas, Nahi nahas, Roberto Gurgel, Gilmar Mendes, Globo, me chamem. Caso contrario continuarei a defender o projeto de governo em curso.

Responder

Mardones

21/06/2013 - 14h13

Igor fala da ‘tarefa da esquerda’ como se as esquerdas não estivesses esfaceladas pelo mundo todo.

O J Carlos Assis fez uma análise muito interessante lá no Carta Maior.

Em resumo, a governabilidade do PT iria cedo ou tarde levar a isso, pois abriu mão de tudo que é elementar para sustentar uma democracia.

Responder

Bacellar

21/06/2013 - 13h49

Tae to falando faz tempo, a quem interessa a destabilizacao nacional? Ao MSU; Movimento dos Sem-Urna. A base eleitoral do Haddad trampa o dia inteiro e mora longe, tem dificuldade de acompanhar manifestacoes. O exemplo internacional é cristalino: As “primaveras”tem sucesso em nacoes que criam quaisquer dificuldades para o grande capital transnacional ou sao mercados a serem abertos (escancarados melhor dizendo)para a penetracao das operacoes dos grandes operadores de capital. Nao cravaria que fodeu de vez, mas nessa toada esta fodendo.

Responder

Messias Franca de Macedo

21/06/2013 - 13h31

VOX/CARTA: DILMA TEM 51%.
LEVA NO 1º TURNO

O Globope e o Datafalha dizem a mesma coisa: ela leva no 1º turno.
Publicado em 21/06/2013
em http://www.conversaafiada.com.br/politica/2013/06/21/voxcarta-dilma-tem-51-leva-no-1%C2%BA-turno/#comment-1163834

LÁ VEM O MATUTO QUE SENTE CHEIRO DE GOLPE DESDE O DIA EM QUE NASCEU EM *PINDORAMA!
* Significado de Pindorama:
Etimologicamente, quer dizer, em tupi-guarani, terra de papagaios. Designação dada ao Brasil pelas gentes andoperuanas e indopampianas. O jornalista e escritor Elio Gaspari, em seus artigos, usa muito este nome quando quer, de forma irônica, se referir ao Brasil.

… A presidente *Dilma Rousseff, A Magnífica, pode ter 51% hoje: porque o honesto, sapiente, leal e impávido povo trabalhador brasileiro está, simplesmente, trabalhando! [Portanto] O honesto, sapiente, leal e impávido povo trabalhador brasileiro irá se manifestar em outubro próximo: A Magnífica reeleita em primeiro turno, com mais de 60% dos votos válidos!…

*Oxente, ‘o poste’ “inté” parece o Sol, sô!…

… E que venham 267 ou 268 candidatos e candidatas da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL, MENTEcapta, mercenária, golpista/antinacionalista, fascista de meia tigela!… ‘O cheiro dos cavalos ao do povo’, rentistas dos Quintos dos Infernos!…

(“As elites são tão estúpidas que desprezam as próprias ignorâncias!” Emérito e humanista escritor uruguaio Eduardo Galeano)

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO [depende de nós enquanto ações e reações!]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Carlos Lima

21/06/2013 - 13h29

AZENHA, parabéns, você talvez foi e é o único a publicar os comentários contra essa insanidade manipulada, Nassif e PHA não publicam embora começaram uma guinada que o assunto não era manifestação e sim um estopim para um golpe. Tem um parente meu ai em SP que disse que RECEBE O VALE TRANSPORTE TODO MÊS e que custa 6% do seu salário, O MPL não foi honesto nas colocações, somente para a população em LAZER e ESTUDANTES pagavam mais caro, tudo bem que temos que reclamar dos abusos, mas não era preciso aliar-se a direita para ajudar a promover um GOLPE. A própria esquerda se auto destruiu por nostalgia e romance das épocas de chumbo, talvez tenha sido a falta de adversários para lutar e agora viraram poeira no meio da direitona, que vergonha PT, letargia e burrice hoje tem nome “PT”, não foi falta de aviso.

Responder

    Messias Franca de Macedo

    21/06/2013 - 14h16

    Prezado brasileiro Carlos Lima, parabéns pela sua análise! Permita-me, humildemente, referendar os seus honestos, sapientes e justos elogios ao trabalho memorável do jornalista Luiz Carlos Azenha. Em termos de honestidade intelectual e natureza absolutamente democrática, creio que um dos poucos jornalistas que adotam a mesma postura é o Rodrigo Vianna [blog ‘o escrevinhador’]. Em síntese, Luiz Carlos Azenha, muito bem acompanhado pela egrégia jornalista Conceição Lemes, assina um dos raríssimos blogues no qual a democracia pode ser exercida com total transparência, seriedade, compromisso social e ética!…

    Felicidades ao amigo! Extensivas a todos e a todas que direta ou indiretamente colaboram com esta conspícua ‘casa cibernética’, ou seja, produtores, leitores e comentaristas do ‘VioMundo’!

    Até a vitória sempre! Mesmo porque a guerra contra o fascismo é interminável!…

    BRASIL NAÇÃO – em homenagem ao jornalismo do ‘VioMundo’!

    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

Alexandre Aguiar

21/06/2013 - 13h13

O discurso do retrocesso está aí na fala do Alemão. Vejam que não há uma proposta condizente com a situação, os argumentos são fracos. São palavras-chave jogadas no ar com o intuito de chocar, de fazer alvoroço, sem uma objetividade palpável.
Ora, dá-se um golpe baixo, abre-se a contagem e se espera o combatente revidar. Se não, levanta-se o braço de quem está de pé e o declara campeão.
Ô, filme velho e antigo. Mussolini está rindo no inferno até agora. Os coxinhas seguiram com esmero a sua cartilha.

Responder

    Alemao

    21/06/2013 - 14h48

    O discurso de vanguarda está aí na fala do Alexandre. Vejam que há uma proposta condizente com a situação, os argumentos são sólidos. São palavras-chave muito bem empregadas com o intuito de esclarecer, de fazer entender, com uma objetividade palpável.

    Muito bom Alexandre, disse tudo sem dizer nada…

tori

21/06/2013 - 13h00

O governo dos trabalhadores deveria estar sendo defendido pelos trabalhadores!
Mas… E quando os trabalhadores são alijados ou já não se sentem representados, e são outros os que influenciam as decisões de governo?
Resposta: Os trabalhadores, a contragosto, afastam-se, e golpistas, infiltram-se.
Este, grosso modo, o quadro do governo Dilma: Governo dos trabalhadores onde trabalhador não tem vez nem voz.
E, livre, leve e solta, a direita promove a barbárie em todo o país.
Merda, admitir que parte da culpa do que está acontecendo é da própria Dilma, que tem sérias dificuldades pessoais para negociar com trabalhadores, mesmo que, pautas básicas, além de se fazer de surda aos reiterados avisos de que o golpe viria.
Merda, que a presidenta Dilma seja, talvez, a pessoa mais mal informada do país, justamente por ser tão mal assessorada.
Merda, que ela leve tipos como o zé tucano brutus Cardozo, da justiça, à sério, quando o mais sensato seria revista-lo sempre e nem se surpreender se encontrar um punhal escondido na toga… logo ele, que tem como atribuição direta o dever de preservar a ordem, mostra-se tão perigoso, irresponsável e incompetente.
Merda de impressão essa, de que, guardadas as proporções, existem mais golpistas dentro do tal governo de coalisão, do que fora dele; de que os aliados nadam de braçada e não precisam dar nada em troca; de que o governo dos trabalhadores sem trabalhadores vai, dia a dia, sendo minado por dentro.
Mas, e a aí, como fica a presidenta, cuja cabeça é pedida aos berros?
Vulnerável; tanto que, uma medida cautelar básica a ser tomada, seria o reforço de sua segurança pessoal e a imediata designação de provadores de alimentos.
Está sobrando assessores diretos da presidenta que dariam ótimos provadores compulsórios, entre eles, ministros e ministras. Que tal um número de cem por vez?
Eventualmente a presidenta seria poupada e o país se livraria de uma pá desses trastes.

Responder

Lando Carlos

21/06/2013 - 12h56

Quando analisamos essas manifestações, devemos primeiro nos despir do “sequestro de nossa capacidade de raciocínio independente” causada pela falta de informação isenta nos órgãos de comunicação existentes no País, que se assumem a oposição ao Governo Federal. Feito isso; existe claramente uma tentativa de transferência da responsabilidade de temas da administração pública que são locais (estaduais/ municipais) para o “colo” do Governo Federal e mais especificamente para o colo da Presidenta Dilma.
Considerando todos os indicadores econômicos e sociais, o País passa por uma grande transformação. Em todos os Ministérios e Secretarias do Governo Federal existem políticas públicas que orientam projetos de curto, médio e longo prazos em execução, todos eles trabalham duro e de maneira séria para construir um futuro para o Brasil. Deve-se parabenizar os partidos que fazem parte desse trabalho, PT,PMDB, PSB, PDT, PCdoB, PP, enfim todos aqueles que estão contribuindo nessa tarefa.
Quanto aos Estados e Municípios, são os Governadores e Prefeitos que tem que construir suas políticas públicas para administrar as áreas que são de sua inteira responsabilidade. A saúde, a educação, a segurança pública, o transporte público, a organização do espaço público, etc; são responsabilidades locais e que dependem de políticas específicas para cada local. Querer transferir a responsabilidade para o Governo Federal da falta de capacidade de Governadores e Prefeitos que não fizeram a sua obrigação, é usar a ingenuidade e despolitização da população para esconder a própria incompetência.
Todos os que trabalharam e cumpriram o seu dever, sabem que o seu trabalho irá aparecer e que colherão os frutos do seu bom trabalho. Todos os que construíram hoje, os alicerces que transformam a realidade do presente e pavimentam um futuro melhor para cada lugar, já podem ver as transformações em andamento. Quanto aos que nada fizeram, resta a eles transferir a responsabilidade para outros e tentar se esconder usando a falta de informação e despolitização da população.

Responder

Flor de Ipê

21/06/2013 - 12h54

E bradam contra a campanha da prostituta feliz: acaso essas mulheres do jornalismo não estão fazndo muito pior?

Muitissimo pior e mais perigoso.

Responder

Flor de Ipê

21/06/2013 - 12h53

Cantanhede, aquela mocinha bonitinha e delicada?

Uma verdadeira militante da TFP?

Cadê o Clóvis Rossi?

Santo Deus!

Nos valha Jânio de Freitas, o que sobrou no meio da escumalha jornalistica.

Responder

Flor de Ipê

21/06/2013 - 12h51

Sacripantas!

Nojentos!

Jornalistas de uma figa!

Responder

IZA

21/06/2013 - 12h35

Que falta faz Franklin Martins!
Tivesse continuado no cargo, não tíriamos hoje os fascistas da mídia partido dando as cartas!
Volta Franklin Martins!

Responder

Rui

21/06/2013 - 12h16

Parabéns MPL vcs se venderam por 0, 20 centavos aos especuladores financeiros e ainda vão ganhar uma ditadura fascista

Responder

cidadão neuto

21/06/2013 - 12h14

Ué os manifestos não eram apartidários? A esquerda pode participar, a direita não? confuso isso! Jurava que estavamos em uma democracia.
O povo sabe que precisamos de democracia e partidos políticos, porém que esteS REMOVAM as laranjas podres de suas agremiações, que passem a discutir ideias, planos e ideologias, não favores, interesses.
Que se debata as reformas que o Sr Lula prometeu fazer quando entrou em 2002, que FHC enrolou, se as elites não deixam porque isso não é escanCArado para A sociedade por quem é a favor?!
Meu primeiro voto foi em 2002 no Lula ouvindo ele dizer que iria rever a divida externa e pagar o justo, estou esperando até hoje.
O povo tentou PSDB, cansou, deu chance ao PT e… continua a mesma maré de dencuncias, o SUS, a Educação, Segurança teve melhoras pifias, por isso se foi a rua e continuará.
A Rede BOBO pode tirar o cavalinho da chuva ela é outra que está na lista de interesses.
Ideologias não são debatidas, esquerda, direita e centro não se vê. Temos hoje apenas interesses.
QUEREMOS POLITICAS NÃO POLITICAGEM.

Responder

Sergio Silva

21/06/2013 - 12h08

Por que é tão difícil ao PT entender que há insatisfação do povo, e não apenas dos setores conservadores, mas de toda a sociedade com uma série de erros que a Dilma vem cometendo.
Ao aliar-se com a direita conservadora, em nome da tão propalada governabilidade, o governo se sujeitou aos riscos, pois, para agradar setores como os evangélicos e ruralistas, se esqueceu de uma grande massa que sofre violentamente com os problemas de segregação sexual, mobilidade urbana, questões agrárias e ambientais.
É bom lembrar, que esses atingidos deram o grito de insatisfação, que acabou trazendo a reboco os setores conservadores da sociedade que também estão insatisfeitos, o que lhes é também direito, já que estamos em uma democracia.
Por fim, essa insanidade que foi querer realizar esses eventos esportivos, que apenas servem de publicidade para governos. Gastar 30 milhões de reais apenas com a Copa já seria motivo suficiente para toda a sociedade protestar, ainda mais da forma que foi. É sempre bom lembrar que esta Copa está saindo mais cara que as 3 últimas juntas!
Então, é hora de fazer um rescaldo, analisar e eleger prioridades, que deve ser o povo e não apenas empreiteiros, que são, juntamente com banqueiros, o câncer do país.

Responder

Wildner Arcanjo de Morais

21/06/2013 - 12h02

O problema é que o Governo Lula deixou tudo isso para o Governo Dilma, MAS, também deixou condições políticas para ela ir mais fundo nas reformas que a população almejava e o que este Governo fez? por medo, ou por comodismo, ou pior, por ideologia mesmo, sentou em cima dos avanços que deveria fazer: desonerações, ampliação do poder de consumo da classe média, obras de infraestrutura, melhorias na saúde, trasporte (de modo geral), mudanças nos meios de comunicação (amplo, não esse meia boca que foi feito) mas PRINCIPALMENTE, parou de dialogar com a Sociedade e este foi o seu erro capital. Fechou-se atrás de uma tecnocracia comprada da Mídia Brazileira (com Z mesmo) que vendeu a idéia útil para eles e inútil para o Governo de que Político não é bom. Vestiram-se de “Gestores Competentes”, mas (mas), o grande problema é que Gestores não dialogam com a População, as suas decisões são técnicas e isto a Sociedade, o Povão, que foi o único alicerce do governo Lula e está se ruindo no Governo Dilma, não perdoa. Tem saída? sim, claro que tem! Basta descer a rampa do Planalto e escutar mais o “João da Esquina”, saber o que eles querem. Não adianta tomar decisões técnicas neste ponto! O povo não pode ser medido pelo seu CPF e pela sua renda. Ele tem cara e colocou ela na rua, nos últimos dias.

Responder

    Wolf

    21/06/2013 - 15h18

    Deu 5% (cinco por cento) de reposição salarial para os servidores públicos, jogando um milhão de votos no lixo…

Renato Silva

21/06/2013 - 11h47

ACORDA GENTE! o país cor de rosa, maravilhoso que o Lula e a Dilma pintaram nos últimos anos só existe na propaganda oficial.

Não enganam mais a população em tempos de internet.

Responder

Alemao

21/06/2013 - 11h46

KKKKK! As pessoas estão nas ruas gritando contra a corrupção, reclamando da saúde, da segurança e da educação, especialmente frente aos gastos com a Copa, mas isso é só fachada não é mesmo?

O Brasil só não foi reconhecido como de primeiro mundo porque a direita não permite, é hilário!

As pessoas cansaram desse marketing furado do PT, do Brasil maravilha com esgoto a céu aberto.

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    Wildner Arcanjo de Morais

    21/06/2013 - 12h07

    Texto cheio de frases de efeito, mas sem nenhum conteúdo. Você pode convencer mais do que isto… esforce-se rapaz!

    Luis Dal Colleto

    21/06/2013 - 14h24

    Deixa prá lá Wildner. O tal Alemão é só mais um daqueles que se sente intelectual criticando. Seja lá o que for; mas criticando.
    O coitado parece a Marilia Gabriela ou Jo Soares que praticaram isto durante muito tempo; critica e ser do contra para mostrar que eram intelectuais.
    Abraço Wildner!

    Luis Dal Colleto

    Alemao

    21/06/2013 - 14h28

    De que conteúdo vc precisa meu caro? O texto contradiz claramente o que se vê nas ruas, pessoas reclamando da educação, da saúde e da segurança. Vc acha que somente os amigos do PT podem fazer este tipo de reclamação? Bem vindo à pluralidade, vcs não são os donos da razão, e de tudo de bom que pode existir.

    Para os vândalos, que se faça valer o estado de direito e as leis, agora não venham generalizar e demonizar a classe média que sustenta este país, quando alguns de seus integrantes se demonstra cansada de ver seu suor correndo pelos rios de corrupção.

    Quando o MST invade propriedades produtivas e depreda o patrimônio privado o governo faz cara de paisagem, demonstra que o estado de direito é parcial. Dá nisso, acaba incentivando a arruaça, a impunidade. A mensagem que passa é clara.

    Roberto Souza

    21/06/2013 - 12h27

    E qual é a sua proposta, mesmo?

    Lance

    21/06/2013 - 12h37

    Não sei sinceramente o que é pior; a mal informação impressionante, ou a burrice mesmo de alguns dos cidadãs que opinam por aqui.

    Vieira

    21/06/2013 - 12h40

    Coitado do Alemão, mais um alienado da Globo corrupções S/A.

    guilherme

    21/06/2013 - 13h02

    Bom é quem protege o Naji Nahas, mandando a polícia bater e desalojar os pobres que essa direita produziu durante toda a existência desse país.è de pessoas como o sr. que o Brasil precisa se libertar.

    francisco pereira neto

    21/06/2013 - 13h20

    “(…) do Brasil maravilha com esgoto a céu aberto”.
    Inclusive quando você abre a boca.

    Alemao

    21/06/2013 - 14h59

    Excelente pessoal! Não venham com argumentos! Só pode retrucar colocando palavras na minha boca e me xingando.

    Mário SF Alves

    22/06/2013 - 20h30

    Esqueça, Francisco. Esse aí é caso perdido. E pior: não está minimamente interessado na verdade. É… e tem um líder. Lembra daquele ilustre jurista que andou dizendo aos quatro cantos do mundo que a verdade é uma quimera? Pois, então.
    ________________________________
    Infelizmente.
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    O PT merece críticas, sim. E quem não as merece? Mas, convenhamos, o que poderia ter sido feito de melhor? O que se fez e se faz está aquém do esperado? É possível. No entanto resta saber porque.
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    Recado aos afoitos antipetistas que vez por e com certa frequência aparecem por aqui:
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    Por mais que tenhamos evoluído neste três últimos governos, este país ainda é o Brasil, ex-colônia de Portugal. É também este o país onde nem ditador militar teve poder para tirar da gaveta o Estatuto da Terra, um plano de ação elaborado sob encomenda desse mesmo regime ditatorial com vistas a alterar a desumana e anti social estrutura agrária brasileira. Este ainda é o país onde ministro de governo ditatorial diz abertamente que o que é bom para os EUA é bom pro Brasil. O que é bom para os EUA é bom pro Brasil. Lembram? “O que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil.” Juracy Magalhães.
    Não poderia ser o que é bom para Portugal é bom para o Brasil? Tiradentes que o diga!

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    *Juracy Magalhães: Jota-Eme, como era chamado, celebrizou-se por ter legalizado o jogo do bicho que passou a ser fonte de recursos para as obras assistenciais do governo. Inteligente. Sacou o link? Jogo de bicho versus obras assistenciais. Perfeito. Quem haveria de reprimir obra social. Interessante… o mesmo do o “que é pros EUA é bom pro…”. Resta saber quanto ao jogo de bicho… bom pro Brasil [dele] e bom pra quem mais?
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    Esses caras deveriam lavar a boca antes de pronunciar o nome do meu País!

    Luís Carlos

    21/06/2013 - 13h56

    Andas com os neonazistas nas ruas espalhando o niilismo e violência? Claro, não tens proposta, é apenas mais uma voz paga para espalhar ódio e mentiras? Espancaste muitos populares ontem nas ruas? Se divertiu enchendo a cara ao comemorar a violência de ontem? Combinam estuprar alguma jovem manifestante? Gritaram cumprimentos em alemão? O terror que tentam implantar é sua proposta? Até agora não apresentaste nenhuma outra, por isso pergunto. Tem gente que goza com o a dor e sofrimento do povo por que é incapaz de construir seu próprio mundo de relações.

    Alemao

    21/06/2013 - 17h11

    Meu dever como cidadão é cobrar meus governantes para fazerem o uso correto dos impostos que eu pago. Não sou obrigado a apresentar soluções. É até hipócrita da parte dos que me cobram propostas quando não os vejo apresentando as suas quando criticam os governantes da oposição.

    Roberto Souza

    21/06/2013 - 19h19

    De reclamão o inferno tá cheio.

augusto2

21/06/2013 - 11h43

oi sra presidenta:
como cidadão, lhe peço para decretar ja,com a cara na TV, estado de Emergencia nas quatro sedes da Copa Confederaçoes. E exercito em
outras tantas. Não sei o q esperam.A Tv no caso, é para explicar com total clareza o que, e por que.

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    Alemao

    21/06/2013 - 12h20

    Como é que é cara pálida? Agora vc quer o exército nas ruas?

    Eu fui bem claro desde o início das manifestações aqui no blog, todos os vândalos são imbecis e devem ser presos e punidos porque o que fazem é crime!

    Enquanto isso a gritaria aqui era enorme contra a polícia. Isso porque acreditavam que se tratava apenas de militantes de esquerda.

    Agora que a grande massa tomou a frente dos protestos, e que o grito de revolta é contra essa palhaçada que é o país das maravilhas do PT, vc quer que o exército entre na jogada?

    Tem que ser muito cara deslavada mesmo.

Roberto Locatelli

21/06/2013 - 11h33

O cronograma do golpe segue firme. Mensalão, boato do fim do bolsa-família e as manifestações “contra tudo isso que está aí”.

Resta saber se a mídia golpista adotará a estratégia de sangrar Dilma até as eleições ou se desfechará o golpe final antes.

Caso Dilma caia antes das eleições (muito provável), o que teremos é:
– Joaquim Batman assumindo a chefia da ditadura.
– Registro eleitoral do PT cassado.
– Perseguição a sindicatos e movimentos populares.

O que os golpistas querem é aplicar aqui a mesma política econômica que o fmi impôs à Europa. Os resultados lá foram os seguintes: recessão, miséria e fome para o povo. Mas os bilionários europeus tiveram aumento recorde em suas fortunas.

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    LEANDRO

    21/06/2013 - 12h07

    Pede a sua presidente para ir a tv explicar o que o governo vai fazer daqui em diante. Vai que isso acalma o povo. Pede a ela para dizer que um estádio é mais importante que 100 hospitais, só o povo que não enxerga isso. Ou que o alto comando e “cumpanheiros” estão ganhando diárias e ingressos para os jogos e isso também é bom para o país, só que o povo não entende. Que vale mais um estádio no meio do planalto onde não exitem times com torcida do que melhorar a educação.

    Wolf

    21/06/2013 - 15h22

    Para ter dinheiro para a educação e para hospitais, basta reestabelecer a cpmf, de preferência com uma alíquota especial para quem tenha movimentação superior a 20mil mensais.

    Mário SF Alves

    22/06/2013 - 21h01

    Não. Nós não vamos pedir nada. Nós a elegemos e confiamos nela. Já você, se rico rentista não for, e em se realizando a maldita profecia do Locatelli, ao que tudo indica vai ter de viver de quatro pedindo esmolas ao novo regime. Ou não?

    PedroII

    21/06/2013 - 12h46

    Fala-se muito de um golpe contra a Dilma, o que é muito provável, mas ai surge uma pergunta!!!! A quem interessa derrubar a Dilma, até uma criança sabe a resposta, outra pergunta!!! Quem elegeu a Dilma vai permitir que façam com ela o mesmo que fizeram com Fernando Lugo no Paraguai?????? Sera que nós permitiremos novamente que os golpistas saiam vitoriosos. A vitoria deles depende apenas de nós, será que os canalhas da globo e seus capangas conseguirão novamente fazer a cabeça do povo brasileiro e entregar o país para os EUA e seus sócios?????. Precisamos estar muito atentos, o sinal VERMELHO foi acionado, a GLOBO TIROU DO AR DUAS NOVELAS PARA EXIBIR EXAUSTIVAMENTE AS MANIFESTASÇÕES, Obviamente, se o interesse da Globo é tão grande assim significa que o EMBRIÃO DE UM GOLPE esta a caminho, pois a história ainda recente do nosso país mostra que o que interessa para a Globo e sua CORJA não interessa para os brasileiros.

    Flor de Ipê

    21/06/2013 - 12h55

    Alguém sabe o que mais John Biden veio fazer????

    Além de falar com Dilma? Com quem se encontrou e o que disse?

    guilherme

    21/06/2013 - 13h09

    É isso que esses idiotas querem. Por que não protestaram quando o Brasil aceitou realizar a copa. Fui contra a copa e na época fui chamado de burro pelas mesmas pessoas que hoje protestam. São um bando de marias vai com as outras orquestrados pela mídia. Eu temos pelo futuro de nossos filhos adolescentes.

    Maria Thereza

    21/06/2013 - 14h51

    Infelizmente, concordo com vc. Já comentei em outros blogues sobre o silêncio do judiciário, ultimamente tão disponível para luzes e microfones. JB só vai abrir a boca para “jurar” a constituição, sem jamais ter tido 1 voto. Quando Dilma enfrentou os rentistas tinha que ter preparado uma retaguarda mais consistente. Não vi um ministro, um deputado ou senador vir a público defender o governo. Estou triste que só.

braga

21/06/2013 - 11h32

azenha e todos: fiquem espertos.
a senha para o golpe já foi dada.
na abertura do programa da fátima bernardes apresentaram cenas da manifestações de ontem com fundo musical da música do caetano veloso
ALEGRIA…ALEGRIA
nada mais apropriado.

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LEANDRO

21/06/2013 - 11h29

É simplificar demais… Ele não enxerga que o lula elegeu a dilma com promessa de paraíso na terra e o que o povo vê é o salário sendo corroído, a violência explodindo, a saúde deteriorando…culpa a “elite” só piora, tomara que o governo não pense assim ou vai se ferrar ainda mais.

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