VIOMUNDO

Dilma vira a mesa ao denunciar vazamento; a quem interessava divulgar a delação não homologada de Delcídio do Amaral?

03 de março de 2016 às 19h27

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por Luiz Carlos Azenha

O vazamento da “delação premiada” do senador petista Delcídio do Amaral é lance de House of Cards.

O procurador-geral Rodrigo Janot classificou de “ato jornalístico”, não jurídico.

Isso não significa que não haja uma minuta de delação ou o simples registro escrito do que Delcídio teria dito a investigadores depois que foi preso por tentar atrapalhar a Operação Lava Jato, com autorização do STF referendada pelo Senado.

Janot confirmou que nunca foi homologada delação premiada do ex-líder do governo Dilma no Senado. Ou seja, o que quer que ele tenha dito por enquanto não tem valor jurídico, mas político.

Na reportagem da IstoÉ, assinada por Débora Bergamasco, consta que ele pediu seis meses de sigilo sobre seu depoimento.

Por que? É o tempo com o qual Delcídio contava para se livrar da cassação no Senado. Como? Através da chantagem de colegas. “Se me cassarem, levo metade do Senado comigo”, teria dito o senador quando ainda estava na cadeia.

Ao defender o governo Dilma, o ministro Jaques Wagner usou o argumento da Escola Base: “Esse fato é intolerável em um estado democrático de direito. É feito um linchamento público seja de quem for para, depois, alguém dizer que não valeu, até porque ela deveria estar protegida por sigilo. Eu entendo que a delação perdeu o seu valor de fato, do ponto de vista do processo judicial, e virou a execração pública, para depois algum provar algo diferente”.

Por sua vez, o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também enfatizou a manobra política: “Nós recebíamos muitos recados, inclusive alguns foram publicados na imprensa. Falava-se que se governo não agisse pra tirá-lo da prisão, ele faria retaliações. Eu não sei dizer se há delação premiada, mas se efetivamente houve, há forte possibilidade de ser retaliação, até porque isso foi anunciado previamente. Se o governo não fizesse nada, ele retaliaria”.

O que está em jogo é muito: a destituição e possível prisão da presidente da República e do ex-presidente Lula!

Chama atenção o fato de que o vazamento tenha acontecido através de um canal pouco acionado pela Força Tarefa da Lava Jato, que invariavelmente prioriza a revista Veja e o Estadão. Será que a IstoÉ se antecipou à concorrência, que pretendia fazê-lo mais perto das manifestações previstas para 13 de março? É uma hipótese a considerar, quando sabemos que a autora da reportagem é muito próxima do ex-ministro Cardozo e o vazamento aconteceu logo depois dele trocar o Ministério da Justiça pela Advocacia Geral da União.

Informação é poder e o timing da divulgação, politicamente, mais ainda.

1. O próprio Delcídio pode ter vazado? Sim, emitindo um sinal de que se tiver o mandato salvo no Senado, pelo PMDB e PSDB, pode devolver o favor derrubando Dilma e prendendo Lula. Por outro lado, ele perde consideravelmente o poder de chantagem, já que qualquer mudança ou nova versão dada ao que foi publicado pela IstoÉ enfraquece a credibilidade do delator.

2. Alguém ligado à Lava Jato ou à oposição pode ter vazado? Sim, já que isso turbina as manifestações de 13 de março. Pode ser também uma forma de constranger o Supremo a homologar logo a delação do senador petista. Mas, como existe o risco de desgastar o papel de Delcídio como delator, fica a dúvida.

3. O próprio governo poderia ter se adiantado para desarmar armadilha de Delcídio? Possível. Seria uma forma de tirar dele o poder de chantagem e esvaziar o timing do juiz Moro e/ou da oposição. É razoavelmente conhecida a tática de furar o balão informativo alheio. O conteúdo de outro “vazamento” recente, que dava conta da quebra de sigilo de Lula e de toda a sua família, não se concretizou. Nada melhor que o vazamento de uma falsa delação premiada para desmoralizar futuros vazamentos, mas é óbvio que o conteúdo da IstoÉ enfraquece Dilma, Lula e o PT, já que ao longo do dia o conteúdo foi transformado em verdade absoluta pela mídia.

Abaixo, a nota do senador Delcídio do Amaral, que traz um adendo revelador: ele reitera o seu “comprometimento com o Senado da República”. “Comprometimento”!

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em respeito ao povo brasileiro e ao interesse público, o Senado Delcídio Amaral e a sua defesa vêm se manifestar sobre a matéria publicada na Revista IstoÉ na data de hoje.

À partida, nem o Senador Delcídio, nem a sua defesa confirmam o conteúdo da matéria assinada pela jornalista Débora Bergamasco.

Não conhecemos a origem, tampouco reconhecemos a autenticidade dos documentos que vão acostados ao texto.

Esclarecemos que em momento algum, nem antes, nem depois da matéria, fomos contatados pela referida jornalista para nos manifestarmos sobre fidedignidade dos fatos relatados.

Por fim, o Senador Delcídio Amaral reitera o seu respeito e o seu comprometimento com o Senado da República.

SENADOR DELCÍDIO AMARAL
ANTONIO AUGUSTO FIGUEIREDO BASTO

*****

NOTA OFICIAL NO BLOG DO PLANALTO

Todas as ações de meu governo têm se pautado pelo compromisso com o fortalecimento das instituições de Estado, pelo respeito aos direitos individuais, o combate à corrupção e a defesa dos princípios que regem o Estado Democrático de Direito. Nós cumprimos rigorosamente o que estipula a nossa Constituição.

Em meu governo, a lei é o instrumento, o respeito ao cidadão é a norma e a Constituição é, pois, o guia fundamental de nossa atuação.

Por isso, à luz de nossa lei maior defendemos o cumprimento estrito do devido processo legal. Os vazamentos apócrifos, seletivos e ilegais devem ser repudiados e ter sua origem rigorosamente apurada, já que ferem a lei, a justiça e a verdade.

Se há delação premiada homologada e devidamente autorizada, é justo e legítimo que seu teor seja do conhecimento da sociedade. No entanto, repito, é necessária a autorização do Poder Judiciário.

Repudiamos, em nome do Estado Democrático de Direito, o uso abusivo de vazamentos como arma política. Esses expedientes não contribuem para a estabilidade do País.

Dilma Rousseff, Presidenta da República do Brasil

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Bernardo

11/03/2016 - 14h52

A única dúvida que persiste nesse assunto é em relação à jornalista que, segundo saiu publicado, tem relações estreitas com o atual AGU e ex Ministro da Justiça. Por quê ela?

Responder

henrique de oliveira

04/03/2016 - 11h19

Esse ato do dia 13 se for contra a corrupção deve ser contra o PSDB , mídia e Sergio Moro que quer institucionalizar a corrupção no BRASIL.

Responder

FrancoAtirador

04/03/2016 - 08h26

.
.
[…]
“É importante entender como a mídia planeja seus modismos.
.
Houve período em que ela demandava indignados.
Qualquer problema que acontecesse, lá vinham entrevistas com os indignados de plantão.
Todo dia tinha um indignado disponível para se indignar ante qualquer fato.
Não batia com o estilo Francis, mais sofisticado e cético que os meramente indignados.
Sua pretensão maior era ser enaltecido pelo direitista do Leblon
e criticado pelo esquerdista de Ipanema.
Já o indignado era um mero pequeno burguês sem verniz.
.
Com o tempo, a mídia passa a demandar o agressivo.
Tornou-se moda, seguindo o modelo do Tea Party norte-americano.
Se deu certo por lá, por que não por aqui?
E, por razões editoriais, cada vez mais os grupos de mídia
passaram a exigir do perfil Francis – dos Francis de todos os veículos –
a incorporação do estilo agressivo do Tea Party.
Foi como colocar o dandy no papel do sujeito
que não se peja em coçar o saco em público.
.
E toca os Francis de todos os níveis a substituir a ironia erudita, corrosiva, cética, de salão,
pela catarse de palanque, igualando-se aos agressivos de pouco talento.
.
Com o mercado demandando, ofereceram-se agressivos de todos os naipes.
Bastava possuir o chamado “valor simbólico”, ou seja, qualquer tipo de reconhecimento
pela indústria da comunicação de massa, para se candidatar às novas vagas.
.
Assim, surgiu o agressivo musical, que antes só falava do barquinho e da flor;
o agressivo poeta, que trocou os versos densos pelas expressões chulas;
o agressivo maluco, despejando impropérios;
o agressivo esperto, emulando a retórica dos agressivos espertos de 64;
e, inacreditavelmente, até o agressivo humorista, um contrassenso.
E todos se empenhando em uma maratona similar à noite dos desesperados,
cada qual procurando superar o competidor em agressividade.
.
É uma escalada notável.
.
O agressivo passa a se comportar de maneira um pouco mais normal
e, de repente, teme ser superado pelo concorrente do lado,
que transbordou para o esgoto. E toca correr atrás.
.
Mas nenhum tipo de agressivo é mais candente que o agressivo paranoico.
.
O comunicador paranoico visa conquistar o público paranoico.
Cria-se uma interação poética selvagem, em que o público pede paranoia,
e o comunicador paranoia dá.
.
Cria-se um fanatismo tão grande entre comunicador e seu público,
que nenhum imitador de meia pataca se aventurará a invadir o espaço.
.
Há casos de estilo paranoico brilhante, como o Olavo de Carvalho.
.
Mas, na maioria dos casos, o estilo paranoico é pobre, apelativo, preguiçoso, receita pronta.
Não demanda trabalho e talento.
É só enxergar um comunista debaixo da cama, que a demanda se dá por satisfeita.
.
Não é à toa o sucesso do professor Hariovaldo de Almeida Prado (http://www.hariovaldo.com.br).
A parte mais interessante do fenômeno não é a capacidade do professor
em caricaturizar a paranoia. É o fato dos paranoicos levarem-no a sério
porque, na paranoia, não há como diferenciar a ficção do real”
.
Jornalista Luis Nassif
Março/2014
.
(http://nogueirajr.blogspot.com.br/2014/03/como-ubaldo-o-paranoico-tornou-se.html)
.
.

Responder

Julio Silveira

04/03/2016 - 07h59

É a propósito, a Dilma já era. Perdeu o tempo da reação, sua fala agora é como pregar no deserto. E nem se pode dizer que ninguém avisou. Como se diz no popular, agora é pedir para C. e ir embora.

Responder

Euler

04/03/2016 - 01h15

O golpismo no Brasil está atingindo um nível insuportável – vide operação lava-jato e seus paladinos a serviço da Casa Grande. Instituições do estado sendo usadas descaradamente para derrubar governo eleito pelo povo; mídia de concessão pública e financiada por verbas públicas fazendo campanhas diárias para detonar um único partido e seus líderes e envenenar o ambiente. O que essa gente quer? Uma guerra civil? Podem estar certos que eles serão as primeiras vítimas, pois estão entre os que mais têm a perder. Lula, quando muito, tem barquinhos e pedalinhos. Os Marinho têm R$ 60 bilhões em patrimônio. O povo não é bobo.

Responder

Praxedes

04/03/2016 - 00h22

Os furos do “furo” da delação de Delcídio na Istoé, por Luís Costa Pinto

Por Fernando Brito · 03/03/2016, no Tijolaço

costapinto

Luís Costa Pinto, Prêmio Esso de Jornalismo, por duas matérias – “Os Tentáculos de PC Farias” e “Pedro Collor Conta Tudo” – que iniciaram o processo de impeachment de Fernando Collor escreve hoje em seu Facebook uma meticulosa análise onde analisa a edição especial da Istoé que divulga a até agora suposta – e semi-desmentida, se é que isto é possível – delação premiada de Delcídio Amaral.

É longa e dela reproduzo o trecho em que ele disseca as contradições jornalísticas da matéria, de forma muito objetiva. Imperdível para jornalistas e para quem quer entender o que os jornalistas fazem e escrevem.

Mas, mesmo deixando aos leitores mais interessados o trabalho de (um clique só, nem tanto) de verem as comparações que faz com a entrevista de Pedro Collor, não resisto a destacar um trecho do final, que você pode ler lá:

“(…)o mais estranho em todo esse processo foi a eleição de Istoé para ser o veículo da vez. A revista é a terceira em circulação no país e tem importância secundária, hoje, no processo político. A ressurreição da publicação – mesmo que num fatídico beijo da morte caso tudo se prove uma barriga monumental – se dá justo na véspera da troca de comando em Veja (na próxima segunda-feira um jornalista de carreira equilibrada, de texto primoroso e de responsabilidade ética assume a direção de redação da publicação da Abril, e isso suscitou um debate paralelo nas redes sociais em relação a um suposto e improvável “enquadramento” de Veja pelo Governo). Por que os vazadores da suposta delação negada de Delcídio Amaral elegeram Istoé para entregar um papelório potencialmente bombástico?
Sobre o jornalismo e as
capas que “contam tudo”

Luís Costa Pinto, no Facebook (trecho)

A revista Istoé antecipou sua edição do próximo fim de semana para hoje, quinta-feira.

Antes de analisar qualquer coisa, o ato de antecipar a circulação da edição impressa só mostra quão difícil é pensar as publicações nos dias de hoje.

Modernos fossem, os editores de Istoé podiam ter arrebentado numa edição eletrônica e podiam resguardar a outrora preciosa edição impressa para oferecer a seus leitores uma cobertura espetacular sobre os desdobramentos da crise. Afinal, revistas nasceram para analisar em profundidade os cenários e para explicar o porquê dos fatos.

Mas esse foi só um desacerto editorial. Deixemo-lo de lado.

Na capa da edição, o título ‘Delcídio Conta Tudo’ e uma foto do senador do PT do Mato Grosso do Sul com ar soturno e a cabeça levemente inclinada para baixo.

A ambição, inconfessa, contudo evidente e descarada, é remeter os mais velhos à histórica capa de Veja ‘Pedro Collor Conta Tudo’, de autoria central minha, mas fruto de um amplo e espetacular trabalho de equipe – repórteres, editores, correspondentes e diretores – num formato de redação e de publicação que já não existe mais. Não existe. Mimetizar a força de uma capa por similaridades gráficas é mais que equívoco: é má fé.

O texto de Istoé relata o acesso que a repórter teve a um texto que seria parte de uma delação premiada, não homologada, do senador Delcídio Amaral. No rol de denúncias, supostos fatos que serão graves se forem verdadeiros.
Alguns deles:

1- A presidente da República e o ministro da Justiça teriam feito gestões junto ao presidente do Supremo Tribunal Federal numa reunião extrapauta, no Porto, para que Ricardo Lewandowiski ajudasse num processo de esvaziamento da Operação Lava Jato.

2- A presidente da República teria pedido ao líder do Governo no Senado, o próprio Delcídio, para que ele confirmasse com um futuro ministro do Superior Tribunal de Justiça se ele concederia habeas corpus aos presidentes de duas empreiteiras – Odebrecht e Andrade Gutierrez – tão logo assumisse a vaga no STJ. E que o presidente do STJ teria auxiliado nessas gestões.

3- Que Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil, soubera com todos os detalhes do passo a passo da compra da refinaria da Petrobras em Pasadena (EUA).

4- Que Dilma Rousseff, então ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, havia articulado com a CPI dos Bingos para que seu nome não fosse tratado lá dentro.

Não vale descer ao rol quilométrico de versões elencadas no papelório divulgado por Istoé, mas:

1- Delcídio Amaral nega a delação. Seus advogados, idem. Um dos advogados de Amaral é ex-presidente do STJ, Gilson Dipp, operador do Direito que construiu sólida reputação em Brasília. Eles não foram procurados antes da publicação do texto. Sequer para confirmar ou negar a existência da delação – ou para ajudar a melhorar a “apuração”. Por que?

2- O presidente do STF, Ricardo Lewandowiski, em que pese ter sido “elogiado” na edição de Istoé, não foi procurado antes da divulgação da revista. Por que? Deveria ter sido procurado, até para dar detalhes da conversa ocorrida no Porto, em Portugal. Lewandowiski negou que tenha ocorrido abordagem não-republicana na conversa entre ele, a presidente e José Eduardo Martins Cardozo.

3- O presidente do STJ também não foi procurado por repórteres de Istoé para dizer o que houve naquelas supostas gestões – para melhorar, para tentar derrubar a “apuração”. E até mesmo as reações dele já seriam notícia, em si, numa eventual reportagem.

4- O ministro Marcelo Navarro nega ter existido a conversa citada na suposta delação também negada. E também não foi procurado por repórteres de Istoé. Por que? Mesmo que Navarro negasse, havia reportagem se fato houvesse.

5- Regressar à compra de Pasadena, dizendo que Dilma sabia o que se passaria na reunião que levou à efetivação da compra da refinaria nos EUA, é chover no molhado numa obra já feita: a presidente já dissera, em outro momento, que soubera da compra por relatório preliminar – mas que não o lera antes da reunião do Conselho da Petrobras. E isso não é crime, é notícia velha. Por que não citar, em um parágrafo, que ela sabia o que já dissera que sabia?

6- A CPI dos Bingos não tinha rigorosamente nada a ver com Dilma. Nada. Foi ela, a CPI, a responsável por levar à queda de José Dirceu do ministério da Casa Civil. E Dilma assumiu o posto dele. E naquele momento ela não era nada, não era ninguém, no horizonte político nacional. Lula tirou o nome de Dilma da cartola depois da posse para o segundo mandato – e ali a CPI dos Bingos já não existia mais.

7- De resto, no texto da revista há dois parágrafos remetendo à renovação da tese do impeachment que não nasceram da pena jornalística. Saíram de uma mente policialesca. São indícios de digitais.

Responder

Messias Franca de Macedo

04/03/2016 - 00h10

E vamos “a um dos finalmente”:

se, verdadeiramente, o Brasil voltou a ter ministro da Justiça, a esta altura da patifaria hedionda golpista a Polícia Federal e a ABIN já coletaram a delação (sic) da jornalista Débora Bergamasco do folhetim ‘IstoÉ Tudo por Dinheiro’!
Portanto, amanhã pela manhã, ‘noiss’ já teremos as verdades enquanto novidades explosivas!
Ou, contrariamente, saberemos se no ministério da Justiça aportou outro ‘Zé Tucano’!
E se a ABIN foi, efetivamente, extinta durante ‘o [tíbio] PT da Governança’!
A conferir o nascer do Sol!
Ou o emergir solene das trevas!…

Responder

Mauricio Gomes

03/03/2016 - 23h19

Isso está com cheiro podre de retaliação da PF, por causa da possibilidade de ser enquadrada pelo novo ministro e ter que atuar dentro da lei, não como polícia política ou gestapo tupiniquim. Isso deveria ser o caso de demissão sumária do delegado geral da PF, que ou é incompetente ou conivente com essa bandalheira.

Responder

Messias Franca de Macedo

03/03/2016 - 22h55

“(…)
o mais estranho em todo esse processo foi a eleição de Istoé para ser o veículo da vez. A revista é a terceira em circulação no país e tem importância secundária, hoje, no processo político. A ressurreição da publicação – mesmo que num fatídico beijo da morte caso tudo se prove uma barriga monumental – se dá justo na véspera da troca de comando em Veja (na próxima segunda-feira um jornalista de carreira equilibrada, de texto primoroso e de responsabilidade ética assume a direção de redação da publicação da Abril, e isso suscitou um debate paralelo nas redes sociais em relação a um suposto e improvável “enquadramento” de Veja pelo Governo). Por que os vazadores da suposta delação negada de Delcídio Amaral elegeram Istoé para entregar um papelório potencialmente bombástico?”
(…)
Por jornalista Luís Costa Pinto

FONTES [LÍMPIDAS]:
aqui
https://www.facebook.com/lula.costapinto/posts/1054921227879455?fref=nf
e aqui
Os furos do “furo” da delação de Delcídio na Istoé, por Luís Costa Pinto
http://tijolaco.com.br/blog/os-furos-do-furo-da-delacao-de-delcidio-na-istoe-por-luis-costa-pinto/comment-page-1/#comment-258553

Responder

Antonio

03/03/2016 - 22h51

Começo a pensar que Dna. Dilma com seu republicanismo tosco é uma anta.
Tira um inútil da justiça e coloca na advocacia geral da união.
Que mistério liga Dilma e Cardozo?

Responder

Panino Manino

03/03/2016 - 22h19

Apenas um comentário que eu gostaria de fazer sobre essa história: o novo ataque muito coincidentemente vem no mesmíssimo dia em que oposição e adversários perderam aquele que é considerado o maior aliado do “golpe” no STF.

Responder

Messias Franca de Macedo

03/03/2016 - 22h12

A suposta delação de Delcídio está entrando numa zona perigosa a partir do desmentido do suposto autor.

Por conspícuo e impávido jornalista Renato Rovai

O que a revista Isto É tem em mãos não é um documento com qualquer tipo de timbre ou que remeta a algo oficial, mas uma minuta. Que poderia ser escrita por Delcídio, por um dos seus advogados, por um policial federal aposentado ou por mim, a partir de uma delação real.
A Revista Isto É também não apresenta na sua reportagem a assinatura de Delcídio ou de qualquer um de seus representantes e fala de 400 páginas. Se houvessem 400 páginas, certamente haveria muitos outros elementos para compor a matéria.
Segue a nota de Delcídio, negando “à partida” o conteúdo da reportagem. Se a revista confia na autenticidade do documento que tem, ela tem a obrigação de apresentá-los para que possam ser checados por outros veículos.

FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2016/03/03/delcidio-nega-delacao-e-diz-desconhecer-documentos-da-isto-e/

Responder

Messias Franca de Macedo

03/03/2016 - 22h03

(…)
Sobre Pasadena
Delcídio do Amaral “Acusa” Dilma de conhecer as tais cláusulas polêmicas, que, segundo o próprio Delcídio, seriam absolutamente normais em contratos daquela natureza. Se eram normais, a única acusação que pesaria contra Dilma é o da ignorância de apresentar como suspeitas cláusulas normais.
(…)

Por conspícuo e impávido jornalista Luis Nassif
em ‘O rescaldo da delação de Delcídio’

QUI, 03/03/2016 – 19:14

FONTE [LÍMPIDA!]: http://jornalggn.com.br/noticia/o-rescaldo-da-delacao-de-delcidio

Responder

Leo Oliveira

03/03/2016 - 21h38

Quem mandou vazar e arquitetou o vazamento está mais preocupado com os ganhos financeiros, as consequências políticas seriam problemas do governo, do PT, do Lula e da presidente.

A Bolsa subiu quase 4% e reverteu as perdas do ano. Não é possível que alguns dos principais operadores do mercado não sabiam de antemão da publicação da matéria.

Por que o Delcídio iria arriscar ainda mais o pescoço?

Tudo que o senador precisa nesse momento é de tranquilidade. Quanto menos publicidade, melhor, principalmente num caso que vai chegar ao Conselho de Ética.

Só se o quase ex-senador é um ingênuo que sai a falar singelamente algo que pode prejudicá-lo.

O agora AGU Cardoso foi advogado do Daniel Dantas, um dos poucos brasileiros conhecedores do cassino chamado Bolsa de valores.

O banqueiro tem ligações estreitas com a revista Isto é.

A jornalista é suposta concubina/namorada do ex-ministro da Justiça.

No clima que vive o país, onde setores do Estado apostam na desintegração ampla e irrestrita do governo e do seu grupo político, ganhar um trocado fácil especulando e até fraudando reportagem, não seria nada mau. Melhor ainda: tendo o biombo da disputa política como proteção e garantia de impunidade.

Responder

Messias Franca de Macedo

03/03/2016 - 21h18

… Outro aspecto lastimável é assistirmos a ministros do STF, de chofre, desconsiderando a análise criteriosa acerca da veracidade dos fatos, ratificando a criminosa premissa seletiva da presunção da culpa!
A exemplo do decano Celso de Mello!
A patacoada do “supremo DEMoTucano” ‘Gilmar Beiços do Cão Dantas Mendes’ é parte integrante da patifaria golpista!

Responder

José fernandes

03/03/2016 - 20h50

Com certeza essa jornalista recebeu uma bela grana..pra assinar essa porcaria…e porque não se deve chamar isso de matéria..nem em folhetim chifirim

Responder

Bacellar

03/03/2016 - 20h46

E o mercado vai ao delírio: Usiminas, Gerdau e Cemig puxam a alta; 35, 16 e 15%.

Responder

    Panino Manino

    03/03/2016 - 22h20

    Pois veja só, empresas grandes muito interessadas em que o combate à corrupção perca força.

marco guerra

03/03/2016 - 20h45

Patifaria so pra resumir. viji ,isso virou a casa da Noca. desculpa ai noca.

Responder

C.Paoliello

03/03/2016 - 20h22

Para cada reporcagem deveria haver um corte de publicidade para o pasquim mentiroso até zerar.

Responder

    Domenico

    03/03/2016 - 23h05

    Traduzindo o que você está dizendo, é com anúncios das estatais que o PT controla a imprensa.

jõao

03/03/2016 - 20h08

os tucanalhas queriam um pretexto para fazer passeata do dia 13 mais se enganaram kk kk

Responder

Julio Silveira

03/03/2016 - 19h57

Se tivéssemos instituições sérias, policia federal proba, deveria interessar principalmente a estas o esclarecimento.
Mas como somos província, e aqui alguns caciques mandam, e estão acima dos arremedos, que chamam de lei para intimidar alguns, ficaremos só com as especulações e a noticia maledicente, como num país de fofoqueiros.

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