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Francisco Luís: Por que a oposição sabe que o impeachment é golpe

27 de março de 2016 às 20h18

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Foto: Lula Marques/Agência PT, via Fotos Públicas

por Francisco Luís, especial para o Viomundo

O pedido de impeachment contra a presidenta Dilma tramita atualmente na Câmara é sobre “pedaladas” fiscais.

Se ele for adiante, 16 governadores podem passar pelo mesmo processo, destacou recentemente o Valor Econômico.

O pedido de impeachment deve ser feito com base no atual mandato da presidência da presidenta.

Ou seja, só pode ser de 2015 para frente. Por isso, a oposição refez o pedido e incluiu dados do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as pedaladas de 2015.

Ocorre que, no final de 2015, o governo anunciou que zerou todas as chamadas pedaladas.

Logo, se o governo pagou, não há mais crime. Portanto, a própria oposição sabe que que não há base legal para o impedimento da presidenta.

Claro sabemos que o processo do impedimento é político. E isso é importante, já que o processo pode ser anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de gerar  grave conflito político e dar base para o PT renascer das cinzas nos próximos anos.

Sabendo disso,  o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, incluiu ao arrepio da lei,  a delação do senador Delcídio do Amaral.

Mas esse golpe de Cunha acabou sendo evitado pelos deputados de esquerda e pela presidenta Dilma, que ameaçaram paralisar o processo e irem novamente ao STF . A delação foi retirada.

Sabendo também da fragilidade do atual pedido de impedimento da presidenta Dilma, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) resolveu apresentar um novo pedido, do qual destaco este trecho:

“O relatório, assinado pelo advogado Erick Venâncio, acusa a presidente não só por ter autorizado as chamadas “pedaladas fiscais” (atraso no pagamento a bancos para maquiar as contas públicas); mas também a renúncia fiscal concedida à Fifa para a Copa do Mundo de 2014; e uma suposta interferência na Operação Lava Jato, inclusive com a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Civil”

Ora bolas, a Copa do Mundo é do primeiro mandato da presidente e a delação de Delcídio sequer pode ser usada com denúncia. Flávio Dino, juiz e governador do Maranhão (PCdoB-MA), chama a atenção para o absurdo da situação, ao afirmar que estão usando prova ilegal.

A posição do  governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) é sintomática do desespero, visto que ele era contra o impedimento com base em pedaladas fiscais.

A mudança de sua posição é explicada pela  luta por espaços dentro do PSDB com Aécio e Serra, por um lado; por outro, porque pode ser atingido pela delação da Odebrecht e pelo virá em 2017, quando o Cade trará à luz finalmente a verdade sobre o propinoduto tucano e o cartel dos trens.

A cada dia fica mais claro que o golpe midiático, jurídico e político pretender promover um grande acordo que pode, na verdade, ajudar os acusados de corrupção e garantir seletivamente a impunidade.

Pior ainda.  Além da instabilidade crescente,o ódio e a  intolerância que geram.

Lamento profundamente os ataques de fascistas ao ministro Teori Zavascki, do STF.

Lembro que nos últimos dias a esquerda perdeu três vezes no Supremo e ninguém foi a porta da casa dos ministros Gilmar Mendes, Rosa Weber e Luís Fux fazer protestos. Estes ataques são, na verdade, contra a democracia e o Estado de Direito.

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2 Comentários escrever comentário »

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Urbano

28/03/2016 - 14h13

Os bandidos da oposição ao Brasil nunca usaram pedaladas para as necessidades mais urgente da Nação; o forte deles sempre foi a utilização de super escavadeiras. E não era para as tais urgências, não. Os escroques da oposição ao Brasil sempre agiram na condição de bandido enquadrando o cidadão.

Responder

FrancoAtirador

28/03/2016 - 00h34

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Ora, Ora, Ora…
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É escandalosamente Óbvio, que uma Organização Criminosa (OC),
como essa que foi constituída numa Parceria Público-Privada (PPP),
.
atua de Má-fé, com Plena Consciência desse Crime de Lesa-Nação
que pratica, para premeditadamente promover um Golpe de Estado
.
pela Destruição dos Valores Nacionais, Materiais e Espirituais do Brasil,
tendo como Alvo um Governo Social-Trabalhista legitimamente Eleito.
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