VIOMUNDO

Estudantes de Duke, nos EUA, se mobilizam contra o golpe

28 de março de 2016 às 15h05

Captura de Tela 2016-03-28 às 15.03.45 sugerido por Kátia Gerab Baggio

Nós, integrantes do Global Brazil Humanities Lab da Duke University, como estudiosos do Brasil e da América Latina, nos posicionamos contra o golpe que se implanta em terras brasileiras, as ações antiéticas perpetradas pelo judiciário e a manipulação de informações pela mídia nacional e internacional, que têm levado o país a um cenário de constante ameaça à democracia.

Cientes do contexto do golpe civil-militar de 1964, notamos que assim como hoje a mídia de massa no Brasil, controlada por poucas famílias, se posicionou a favor do golpe. Centenas de milhares de pessoas foram às ruas para marchar “com a família com Deus e pela liberdade”, constantemente insistindo que defendiam a democracia, não muito diferente do que tem ocorrido ultimamente.

Hoje sabemos que a “democracia” defendida pela mídia e pelos manifestantes seria transformada em 21 anos de uma ditadura que aprisionou, torturou e assassinou os seus opositores. Tal como ocorre hoje, civis no Congresso e nos setores empresariais e financeiros agiram como fiadores do golpe.

As pedaladas fiscais hoje usadas como justificativa para o impeachment da presidente Dilma Rousseff foram realizadas pelos dois presidentes anteriores e por 16 dos governadores eleitos em 2014.

Insatisfação não constitui argumento a favor do impeachment e muito menos tem força para anular a vontade de 54 milhões de eleitores.

Para o agravamento do quadro, mais de 50% dos deputados que julgarão o impeachment estão envolvidos em processos judiciais, acusados de corrupção. Assim, vemos um golpe em andamento, uma radicalização política de extrema direita, com ares fascistas. Enxergamos as tentativas de impeachment e a perseguição ao ex-presidente Lula como um grande acordo jurídico-político-midiático para o fim das investigações da Lavo-Jato, com o propósito de frear os avanços sociais que têm caracterizado os últimos anos.

Alunos de pós-graduação

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Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Vera Lúcia de s. Lima

28/03/2016 - 20h31

Não aceito essa situação caótica em que se encontra o nosso país. Chega de conluios, armações midiáticas, de imprensa fascista, golpista, que tenta incendiar o Brasil, manipulando as opiniões da população da maneira mais sórdida! Essa mídia não é a favor do Brasil, mas inimiga dele. Que lamentável que tanta gente prefere concordar com essa corja. Gente, o momento requer que pesemos os prós e os contra, antes de agirmos. Como um patriota, amante do seu país pode permitir que um escrotes como o Celso Cunha possa decidir o que vai acontecer no Brasil daqui pra frente? Esse sim, é um verdadeiro bandido. De deixarmos que ele realize seus planos, vai sair ileso da cassação e permanecerá no governo, roubando mais. E a responsabilidade será nossa.

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Amaro Oliveira

28/03/2016 - 15h59

Viva a liberdade e a democracia.!!

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