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Dois dias atrás, Zezé Perrella denunciou “falcatruas desfrutadas por Lula”; R$ 2 milhões de Aécio foram parar na empresa do helicoca; veja

18 de maio de 2017 às 14h07

Com previdência e sem corrupção

por Zezé Perrella, em O Estado de Minas

O Brasil nunca esteve numa situação política, econômica e social tão difícil como a atual, em que o desemprego, principalmente, bate recorde e assusta a população. No entanto, a mudança de governo e o trabalho de recuperação da economia desenvolvido pelo presidente Temer apresenta resultados positivos, apesar de um processo inevitavelmente lento.

A realidade brasileira tornou-se mais adversa após o desastre dos governos Dilma e a descoberta das falcatruas permitidas e desfrutadas por Lula e seus tesoureiros do PT. Um pretenso líder sindical que virou abnegado protetor e parceiro de empreiteiros desonestos. Personagem que prejudicou o Brasil, mas cuja inconsequência já o anima a almejar o poder mais uma vez.

Nosso país é maior do que a bandidagem que quase o destruiu recentemente, e desenvolve vigorosa ação contra a corrupção e a audácia do crime organizado, a partir de gabinetes, escritórios e penitenciárias. Um novo país começa a se revelar mas precisará do apoio de sua população e dos políticos e administradores honestos para restabelecer a ética e a seriedade, na política e na administração pública.

Basta de crimes e assassinatos nas favelas, nas vias públicas, ceifando a vida de crianças e jovens atingidos por balas perdidas. O Rio de Janeiro sofreu com o ex-governador Cabral. Seu insaciável apetite de corrupção deixou o estado arruinado. Praticamente sem serviços públicos funcionando. O novo Brasil que começa a surgir terá sua consolidação em termos éticos, morais, com desenvolvimento econômico e social.

Nosso povo merece. A inflação e os juros estão caindo, o ajuste fiscal sendo feito, mas a retomada do crescimento é sempre lenta. Trabalharemos mais para a recuperação do país. As reformas trabalhista e previdenciária são fundamentais para a modernização da administração pública e a dinamização do setor privado, estimulando o processo produtivo e gerando empregos.

A reforma política, para moralizar a atividade, evitar partidos sem representação e acabar com o caixa dois e a reeleição, entre outras mudanças, não pode mais ser postergada. Recentes acontecimentos, com destaque para o mensalão e a lava jato, provocaram a rejeição da sociedade e o desprestígio da atividade.

Neste processo evolutivo, como nos grandes momentos da política brasileira, o PT e seus seguidores estão sempre ausentes. Foram contra o Real, a nova Constituição, a responsabilidade fiscal. São contra as reformas trabalhista, previdenciária, a terceirização. São favoráveis à radicalização, ao corporativismo, à impunidade em relação à corrupção. São contra a verdade dos fatos. Querem impor a intolerância e a divisão no país.

Empresa que, segundo investigações, recebeu R$ 2 milhões em nome de Aécio pertence a dono de helicóptero apreendido com cocaína

Secretário do Ministério do Esporte, o ex-deputado estadual Gustavo Perrella é filho do senador Zezé Perrella (PSDB-MG). Em 2013, aeronave de outra empresa dele foi apreendida com 450 kg de cocaína. Político foi inocentado

Do Congresso em Foco

Dono da empresa que, segundo os irmãos Joesley e Wesley Batista, do grupo JBS, recebeu R$ 2 milhões destinados ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), Gustavo Perrella é dono do helicóptero apreendido em novembro de 2013 com 45o kg de cocaína no Espírito Santo. Filho do senador Zezé Perrella (PSDB-MG), aliado de Aécio, Gustavo é secretário de Futebol no Ministério do Esporte. Na época da apreensão, ele era deputado estadual e foi inocentado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

O repasse para a Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, de Gustavo, foi feito por meio de um assessor de Perrella, considerado um dos políticos mais próximos de Aécio.

Gravação entregue pelos irmãos Batista ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mostra Aécio pedindo R$ 2 milhões a Joesley para pagar, segundo ele, o criminalista Alberto Torno. A menção ao nome do advogado já havia sido feita ao empresário pela irmã de Aécio, Andrea Neves, conforme revelou o jornal O Globo.

De acordo com a reportagem, o presidente do PSDB indicou seu primo Frederico Pacheco de Medeiros para receber o dinheiro. Foram quatro entregas de R$ 500 mil cada uma.

A Polícia Federal filmou uma delas. As cédulas foram rastreadas. Os policiais constataram que elas foram depositadas em conta da empresa do filho do senador Zezé Perrella.

Joesley e Wesley Batista fizeram acordo de delação premiada e entregaram as gravações e documentos ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato. Uma das gravações mostra o presidente Michel Temer estimulando Joesley a manter os pagamentos de uma mesada ao ex-deputado cassado Eduardo Cunha para comprar o seu silêncio.

Outro registro, em vídeo, flagra o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), recebendo dinheiro no Palácio do Planalto.

“Helicoca”

O nome de Gustavo Perrella ficou conhecido nacionalmente no final de 2013. No dia 24 de novembro daquele ano, a Polícia Federal apreendeu 450 kg dentro de um helicóptero perto da cidade de Afonso Cláudio (ES). A aeronave pertencia à Limeira Agropecuária, de Gustavo Perrella.

No helicóptero estavam o piloto Rogério Almeida Antunes, o copiloto Alexandre José de Oliveira Junior, Everaldo Lopez Souza e Robson Ferreira Dias.

O piloto, o copiloto e os dois interceptadores da droga foram presos, mas acabaram liberados em abril de 2014 e aguardam julgamento em liberdade.

Dono da aeronave, Gustavo foi considerado inocente pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.

O caso ganhou repercussão na época sob o apelido de “helicoca”, principalmente pelo rápido desfecho em relação ao político.

O Ministério Público, no entanto, continuou a apurar o uso indevido de dinheiro público na compra do combustível utilizado pelo helicóptero e como o piloto conciliava o emprego na agropecuária com o cargo de assessor parlamentar.

Em discurso no Senado, na ocasião, Perrella disse que sua família foi “traída” pelo piloto, que também era assessor de Gustavo na Assembleia de Minas, e que seu filho jamais teve qualquer envolvimento com drogas.

Segundo ele, parte da imprensa foi “sacana” com seu herdeiro ao associá-lo ao transporte da droga. “Mas a imprensa, quando não quer entender, quer ver sangue, quer massacrar. Meu filho não conhece sequer droga. Tanto eu como meu filho lutamos contra as drogas”, declarou o senador.

Leia também:

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Arnaldo Costa

18/05/2017 - 17h36

Zezé Perrella é um bandido mafioso de alta periculosidade. Fez fortuna através do tráfico. Dizem que essas empresas dele são de fachada e há um entra e sai constante de caminhões que ninguém sabe do que se trata. É um grande canalha, picareta! Entrou na política para conseguir forum privilegiado. Seu palavreado é de um vagabundo desqualificado.

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Jader Oliver

18/05/2017 - 16h48

Zezé Perrela, como todo maçom que se prese, treinado para mentir e ser hipócrita.

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