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Cartas de Minas
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Cláudio Lembo: Julgamento como nos juízos medievais

23 de setembro de 2013 às 17h18

Mensalão e democracia

por Cláudio Lembo, no seu blog em Terra Magazine

Os valores culturais formam as nacionalidades. Indicam seus modos de encarar o mundo e reconhecer seus iguais. Em cada sociedade eles se apresentam de maneira singular.

Algumas nacionalidades tendem ao espírito guerreiro. Outras às artes. Muitas atuam em duelos tribais. Umas poucas se dedicam à contemplação do universo.

Os brasileiros recolhem muitos destes atributos e acrescentam um traço característico. Todo brasileiro é técnico de futebol. É o que se dizia até passado recente.

Agora, o Brasil profundo, aquele que foi forjado pelo bacharelismo, veio à tona. Com o julgamento do mensalão, todos se voltaram a ser rábulas, práticos da advocacia.

A audiência da televisão pública, destinada aos assuntos da Justiça, superou a de todos os demais canais. As sessões do Supremo Tribunal Federal foram assistidas, em silêncio, por multidões.

São os adeptos do novo espetáculo. O conflito de posições entre personalidades relevantes do cenário público: os ministros da mais alta Corte do Judiciário.

Há, neste fenônemo, aspectos a serem considerados e merecem reflexão. Certamente, o acontecimento demonstra que a cidadania deseja saber como atua seu Judiciário. Moroso e repleto de jogos de palavras.

Outro aspecto se concentra no próprio objeto da causa e em seus personagens, os réus da ação. Quantos temas novos surgiram e como os réus foram expostos sem qualquer reserva.

Alteraram-se visões jurisprudênciais remansosas e de longa maturação. Não houve preservação da imagem de nenhum denunciado. Como nos antigos juízos medievais, foram expostos à execração pública.

O silêncio a respeito foi unânime. O princípio da publicidade foi levado ao extremo. Esta transparência permitiu, inclusive, a captação de conflitos verbais entre magistrados.

A democracia se aperfeiçoa mediante o seu exercício continuo. O julgamento do mensalão foi o mais exposto da História política nacional. Foi bom e ao mesmo tempo preocupante.

Aprendeu-se a importância do bem viver e os danos pessoais – além das penas privativas da liberdade – à imagem dos integrantes do rol de réus. A lição foi amarga.

Toda a cidadania se manifestou a respeito do julgamento. Os meios de comunicação nem sempre foram imparciais no acompanhamento do importante episódio.

Alguns veículos aproveitaram a oportunidade para expor as suas idiossincrasias com agressividade. Aqui, mais uma lição deste julgamento. Seria oportuno um maior equilíbrio na informação.

Isto faria bem à democracia e aos autores do noticiário. Equilíbrio e imparcialidade são essenciais para o desenvolvimento de uma boa prática política.

Um ponto ainda a ser considerado. O comportamento dos próprios ministros. Alguns se mostraram agressivamente contrários a determinadas figuras em julgamento. A televisão capta o pensamento íntimo das pessoas.

Houve também ministros que bravamente aplicaram a lei de forma impessoal. Foram chamados de legalistas. Bom que assim seja. As concepções contemporâneas do Direito, por vezes, fragilizam a segurança jurídica.

Portou-se com destemor o Ministro Enrique Ricardo Lewandowski. Soube suportar posições de confronto com altivez e respeito ao Direito. Terminada sua missão de revisor, surgem as primeiras manifestações favoráveis à sua atuação.

São muitas, pois, a lições recolhidas do julgamento do mensalão, em sua primeira etapa. Os brasileiros, rábulas por ativismo, aguardam ansiosos os novos capítulos.

Não haverá a mesma emoção no futuro. A democracia é exercício. Aprendeu-se muito com as sessões do Supremo Tribunal Federal nestes últimos seis meses, inclusive controlar as animosidades.

Leia também:

Ives Gandra: José Dirceu foi condenado sem provas

 

55 Comentários escrever comentário »

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Antônio David: Veja transforma em 'super-herói nacional' assassinos de Amarildo - Viomundo - O que você não vê na mídia

09/10/2013 - 23h56

[…] Lembo: Como nos juízos medievais, denunciados foram expostos à execração pública […]

Responder

Eduardo

25/09/2013 - 15h42

Pilatos,Herodes, seus conselheiros e juizes foram mais convincentes que Gurgel ,Joaquim Barbosa,o plenário do STF e a mídia(Globo), mesmo assim entraram para o lado negro da história universal.O erro daqui ficará somente na história do Brasil, independentemente da Globo e de historiadores mentirosos!O erro de um julgamento se resume em absolvição ou condenação injusta.A condenação se completa justa,quando inquestionável a pena.

Responder

Matheus Pichonelli: A direita saiu do armário - Viomundo - O que você não vê na mídia

25/09/2013 - 13h29

[…] Lembo: Como nos juízos medievais, denunciados foram expostos à execração pública […]

Responder

Antônio David: Sede de que justiça, Safatle? A do mesmo STF que julga para agradar a mídia? - Viomundo - O que você não vê na mídia

25/09/2013 - 13h20

[…] Lembo: Como nos juízos medievais, denunciados foram expostos à execração pública […]

Responder

FrancoAtirador

25/09/2013 - 10h48

.
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“Não é achando que um caso tenha qualidade de alterar o sistema.
Isso é uma ilusão que se vende para a população.
A população deseja um Estado menos corrupto, e não vamos ter isso reduzindo a presunção da inocência.
(…)
Não é o caso do mensalão que vai aumentar ou diminuir a crença no Judiciário.
Mas o Judiciário não vai funcionar bem. O caso que não estiver na mídia vai demorar do mesmo jeito.
Mesmo com Dirceu preso não muda nada.
É ilusão achar que Dirceu na cadeia vai melhorar a Justiça ou tornar o país mais ético.
Um Estado não corrupto só existe em uma sociedade não corrupta.”

(Jurista Pedro Serrano, em entrevista ao Congresso em Foco)

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/serrano-%E2%80%9Cdirceu-na-cadeia-nao-muda-nada%E2%80%9D

Responder

    FrancoAtirador

    25/09/2013 - 10h57

    .
    .
    “Tem uma questão a se amadurecer aí.
    Toda vez que não ocorrer o linchamento que a população quiser vai desanimar a sociedade?
    Para que serve a Constituição?
    Reúna-se e faça novamente a Constituição e acabe com a presunção de inocência.
    Mas quero ver se a sociedade consegue viver assim. Claro que não.
    Quando ela derrubou a ditadura, deixou claro que não queria.
    Tem de se ver o por quê da lentidão da Justiça.
    Mas, sem defesa, não há processo.
    Suprimir a defesa acaba com o processo obrigatório.
    Este é um país civilizado. Tem uma legislação penal.
    Se querem torná-la mais rígida, que se mude a lei.”

    (Jurista Pedro Serrano, na entrevista acima mencionada)
    .
    .

Francisco

25/09/2013 - 09h07

Alguém se lembrou da célebra frase: ” Aos amigos tudo, aos inimigos a Lei ! “

Responder

FrancoAtirador

25/09/2013 - 01h50

.
.
QUANDO O SR. OPUS DEI DEFENDE O ZÉ DIRCEU, ATÉ O SANTO DESCONFIA…

Por Celso Lungaretti, no Náufrago da Utopia

Quando um inimigo figadal deita falação que de alguma forma favorece as nossas causas, como devemos proceder?
Espalhando aos quatro ventos para colhermos benefícios imediatos, como fazem os propagandistas em geral?

Não. Mais sensato é refletirmos profundamente, tentando decifrar o porquê desse seu posicionamento inusitado.
E, em seguida, pesarmos os prós e contras de levantarmos a bola do personagem em questão.

É o que os defensores virtuais do Zé Dirceu não fizeram no caso da entrevista de Ives Gandra Martins ao jornal da ditabranda.

Quem é Gandra?

Nada menos do que o principal expoente do Opus Dei no Brasil. Como tal, participou inclusive da campanha presidencial de Geraldo Alckmin, membro dessa sociedade ultra-arqui-super-mega-reacionária de fundamentalistas católicos (que se tornou influente, em primeiro lugar, na Espanha, onde praticamente se fundiu ao governo do ditador Francisco Franco).

Por que Gandra aparece tanto na mídia opinando sobre grandes temas nacionais e posando de eminente jurista?
Única e tão somente devido à enorme influência do Opus Dei na grande imprensa.
Pois, na verdade, ele não passa de um advogado tributarista.
Sua expertise é na área de ensinar os ricaços a tourearem o Fisco e socorrê-los quando acusados de sonegação.

Para não gastar muita vela com mau defunto, recorro às sólidas avaliações do Altamiro Borges, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, que qualificou Gandra de “uma personalidade ligada à ditadura, ao latifúndio e aos setores mais reacionários”, defensor de “tudo o que é há de mais retrógrado e conservador na sociedade brasileira”.
Nada a acrescentar.

Então, o que levaria tal personagem a alinhar-se com Zé Dirceu?

Como identificação política não há, a hipótese mais plausível está neste trecho da entrevista:

“Você tem pessoas que trabalham com você. Uma delas comete um crime e o atribui a você. E você não sabe de nada. Não há nenhuma prova senão o depoimento dela –e basta um só depoimento. Como você é a chefe dela, pela teoria do domínio do fato, está condenada, você deveria saber. Todos os executivos brasileiros correm agora esse risco”.

Ou seja, o interesse do Gandra no assunto seria apenas profissional: ele teme que “todos os executivos brasileiros” comecem a ser condenados pelos delitos econômicos que atiram nas costas de seus subalternos quando a m… fede, fingindo nada saberem, como perfeitos anjinhos que são…

Na condição de um dos principais patronos de tais executivos, que recebe régios honorários para livrá-los de multas e da prisão, faz sentido Gandra querer detonar a teoria do domínio do fato a qualquer preço, nem que seja preciso somar forças com um antípoda ideológico.

Como fez todo sentido ele recentemente esbravejar contra a derrubada da proposta de emenda constitucional que enfraqueceria a investigação dos crimes do colarinho branco.

Tudo isto ponderado, vale a pena darmos quilometragem ao blablablá do Gandra neste assunto, sabendo que no próximo artigo ou entrevista ele estará provavelmente lançando outra de suas diatribes coléricas contra valores e posições de esquerda?

Não. Mil vezes não!

(http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2013/09/quando-o-sr-opus-dei-defende-o-ze.html)

Responder

Henrique

24/09/2013 - 20h50

Eu,como um simples cidadão brasileiro, não entendo porque o Claudio Ives Lembo Gandra só se manifestaram agora!
Por que só agora!?
Desta feita então, sugiro que eles esclareçam o seguinte (por favor, não sejam tão técnicos que eu só sou um simples cidadão brasileiro):

– parece que foi comprovado que não era dinheiro público, então, o que realmente estava em julgamento?

– quanto foi o valor mensal do “mensalão”?

– por que o mensalão tucano foi desmembrado e o suposto do PT, não?

– qual motivo legal para o verdadeiro mensalão tucano ainda não ter ido a julgamento?

– deixarão prescrever o mensalão tucano?

– por que a mídia e seus lacaios se preocupam tanto em pautar o STF?

Responder

Henrique

24/09/2013 - 20h44

Novamente aos fatos.

A AULA DE BOM DIREITO DO SENHOR CELSO DE MELLO

-Regimento Interno do STF de 1909, de 1940, de 1970 e o de 1980 estabeleceram a possibilidade de recurso quando surgem 4 votos divergentes. Alguns juízes do STF consideraram que a Lei 8.038, promulgada em 1990, tinha abolido a possibilidade de embargos, que teria tornado obsoleto o artigo do Regimento Interno do tribunal, que previa isso.
NÃO ESTAVA OBSOLETO, NÃO.
O SENHOR CELSO DE MELLO, lembrou que em 1998 o fhc elaborou um projeto de lei ELIMINANDO os embargos infringentes. ESSE PROJETO FOI REJEITADO PELA CÂMARA, COM VOTOS DOS PRINCIPAIS LÍDERES PARTIDÁRIOS. OU SEJA, PSDB, PFL(ATUAL DEM) E OUTROS PARTIDOS DECIDIRAM QUE OS EBARGOS INFRINGENTES DEVERIAM CONTINUAR.
A PRÓPRIA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SE CONFORMOU E NÃO INSISTIU MAIS NO ASSUNTO.

Eu,como um simples cidadão brasileiro, não entendo porque o Claudio Ives Lembo Gandra só se manifestaram agora!

Por que só agora!?

Responder

Souza

24/09/2013 - 18h52

Ives, Lembo … Em sua entrevista à Folha, Ives relata que o domínio do fato não foi devidamente aplicado, uma vez que não atingiu o Lula (seu grande objetivo). Prezados, o domínio do fato já serviu aos objetivos da pior elite do planeta. Agora, através de seus formadores de opinião, precisam começar a reverter a operação, evitando que eles próprios (empresários, cartelistas ou não), bem como, aqueles que a representam (FHC, Serra e Alckmin – privateiros e coniventes com cartelistas) sejam vítimas do fogo amigo; de sua ardilosa armadilha.
Olhos abertos !!

Responder

Eduardo

24/09/2013 - 16h47

Tenho pena do Gurgel. Não tinha preparo para o serviço.O STF perdeu a chance de entrar positivamente para a historia utizando- se das provas existentes.Mas embarcou sem saber o destino!Não fosse o JB, todos estariam livres hoje. O grande culpado da ” merda” da teoria do dominio dos fatos é do JB que ouviu, leu, estudou, mas não entendeu. Pior! Pegou de surpresa os demais, que talvez por preguiça embarcaram na canoa furada. Ainda há tempo de pularem fora e deixarem o JB com o remo na mão! Ele inventou o problema que ache a solução!

Responder

nei zwiebel

24/09/2013 - 16h30

Caro Azenha,
Será que este pessoal não conhece a Constituição? Leiam o Artº 55. Quanto aos embargos infringentes existe a Lei nº 8.038 de 1990 que o FHC em 1998 tentou extinguir este tipo de recurso mas foi rejeitado pelo PPS, DEM e PSDB como lembrou o Ministro Celso de Mello.
Nei

Responder

Matheus

24/09/2013 - 16h12

Só eu acho que a defesa de Zé Dirceu & cia por figuras conservadoras é motivo para ficar com um pé atrás?

E amanhã, quando essas figuras reacionários voltarem a destilar seu veneno, agora com a reputação inflada pelos governistas?

Olhem as palavras do Ives Gandra, para perceber o que REALMENTE o preocupa: “Você tem pessoas que trabalham com você. Uma delas comete um crime e o atribui a você. E você não sabe de nada. Não há nenhuma prova senão o depoimento dela – e basta um só depoimento. Como você é a chefe dela, pela teoria do domínio do fato, está condenada, você deveria saber. Todos os executivos brasileiros correm agora esse risco”.

“TODOS OS EXECUTIVOS BRASILEIROS CORREM AGORA ESSE RISCO”

Ele se preocupa com os magnatas que cometem todo tipo de crime de colarinho branco e jogam a culpa toda em subordinados e executores, enquanto eles, os planejadores e mandantes, saem rindo a toa. São os clientes do Ives Gandra, advogado tributarista (e não penalista).

Isso é só mais um exemplo de como o maniqueísmo é estúpido. Amplificaram ao máximo o discurso de um jurista reacionário, militante da Opus Dei, o “Reinaldo Azevedo do Direito” como disse o Túlio Viana.

A falta de igualdade no tratamento dos políticos no judiciário (dependendo de quão mais à esquerda ou à direita eles são), não é novidade. É mais uma discriminação judiciária, ao lado da classe e cor dos acusados ou acusadores. É uma pena que os petistas só tenham despertado para a seletividade penal em um caso singular, e não tenham muita preocupação em apoiar governadores autoritários e criminalizadores da pobreza.

Responder

Mário SF Alves

24/09/2013 - 14h39

.
.
Conquista da civilização
é o devido processo legal,
a presunção de inocência,
a aplicação dos princípios da isonomia,
da igualdade e da imparcialidade do juiz,
o direito à ampla defesa,
ao duplo grau de jurisdição,
à obediência às garantias fundamentais
da Constituição Federal Brasileira
e às normas estabelecidas pelos Tratados
Internacionais de Direitos Humanos.
…”
________________________
Pois é, prezado FrancoAtirador. É isso mesmo. Nós já vínhamos delineando tudo isso desde o começo do vendaval. Vínhamos dissecando o mentirão desde o começo. E sempre tivemos claro que não propugnaríamos ou apoiaríamos a aplicação da teoria do domínio do fato nem num eventual e remotíssimo julgamento dos crimes cometidos por adversários. Pois é, é como você bem demonstrou, conquista da civilização.

Responder

cassio

24/09/2013 - 13h25

Já que o Lembo tocou em futebol, diria que ele é um “esportista” e não um torcedor. Ou seja, independente do adversário sabe fazer uma análise do jogo em si! Não é a primeira que leio uma análise coerente de assuntos polêmicos e sempre soube se posicionar com imparcialidade.

Responder

Maria Rita

24/09/2013 - 11h12

Acredito que tudo isso é tão emblemático quanto o sumiço do Amarildo. Por que só agora? equivale para mim à frase Onde está Amarildo? Ou seja, a verdade só aparece quando é tarde demais.

Responder

RicardãoCarioca

24/09/2013 - 10h36

A revista Retratos do Brasil cravou a estaca no peito do Assas JB Corp. Vale até um post:

http://www.youtube.com/watch?v=tq15GeVliVI

Responder

Julio Silveira

24/09/2013 - 09h22

Eu, como cidadão que quer as coisas melhores para o Brasil, mas principalmente para a cidadania que sofre as consequências das inconsequências (que vão se tornando quase culturais no Brasil) dos despreparados, até eticamente, mas que aspiram a seguirem carreira politica nacional, aplaudo todas as consequências que recaem sobre os chamados mensaleiros. Pela oportunidade que fatos como esse dão para que se meditem sobre o tipo de politica que ser quer para este país. Diferente da maioria, correligionária, que luta para qualificá-los como vitimas, coisa que no meu entender de fato não são, o que pode ter havido neste caso é, no máximo, uma exacerbação no intuito de puni-los. Até natural, visto que criaram muitas animosidades no passado recente, fruto da própria hipocrisia na pregação que praticavam, os tornando alvos preferenciais, até de um rigorismo judicial que sabe-se partidarizado e classista, que não deveria ser nada ignorado por qualquer cidadão muito menos aqueles que aspiram a politica com discursos ideológicos e bom senso, neste país de coronéis e de corporativismo classista, e cultura conservadora.
E esse ponto para mim é o divisor de aguas. Quem sabe doravante as pessoas que aspirem a carreira politica, que se alinham com discursos ideológicos, possam de fato observar os pressupostos de ética e retidão, não caindo na tentação de se imiscuir com o sistema vigente, sendo de fato os revolucionários pacíficos que aspiram o povo, pelo menos munidos de inteligência nessa representação a nosso favor. Essa turma de ex heróis, que penduraram as chuteiras do heroísmo, mas que usando o velho curriculum receberam da cidadania votos de confiança para mudarem o Brasil e seus culturais maus costumes, erraram (talvez por preguiça de combater o bom combate ou por ver uma oportunidade como boa parte dos estelionatários que já possuíamos), ao aceitaram e aderirem ao modus operandi criminoso do sistema, ao invés de denunciarem-no e combate-lo. São hoje uma mimica do que foram, e de mim não tem nenhuma solidariedade. Por menos graves que tenham sido seus crimes, o maior deles foi terem realmente esquecido quem deveriam ser e o mais ridículo ainda, neste luta pela manutenção da má cultura e quererem ser tratados como os demais iníquos que deveriam combater para o bem do país e da cidadania.

Responder

    Mário SF Alves

    24/09/2013 - 13h34

    Aplaudo sua boa intenção, prezado Julio, entretanto, e não é o inferno que ande cheio de bem intencionados, não, o nosso problema é transformar filigranas em problema político. Nosso, problema, prezado Julio, é dar atenção demais à corrupção inerente ao DNA do capitalismo [que se dirá do nosso capitalismo?] e “esquecermos” da drenagem de recursos públicos – quase 50% do PIB – que sai pelo ralo da dívida pública interna. Esse é o X maior da questão.

    Julio Silveira

    24/09/2013 - 16h48

    Prezado Mario, concordo com tudo que diz. E por tudo que diz é que sinto-me em luto por acreditar que seria possível fazer a revolução pacifica, a revolução de Gandhi, também neste País. Mas esperar o que desses nosso “heróis”, que ao vislumbrarem a primeira oportunidade vão a justiça pedir recompensas, pensões, pelas próprias decisões tomadas no passado que se diziam cívicas, indignadas, éticas. Cobrar da cidadania, as custas da cidadania.
    Meu caro, fico achado que dificilmente melhoraremos, acho que nosso problema é de má cultura e nossa cultura infelizmente e a da hipocrisia e do oportunismo.

Romanelli

24/09/2013 - 09h07

MAIS vale um Zé Dirceu livre, do que um Serra, ou Azeredo preso, pensam

Vc conhece a biografia deste “poço de saber”, do Ca_laudio

Claudio foi, bom lembrar, da Arena, do PFL, do DEMO, reitor da Mackenzie, secretário de Olavo Setúbal, Jânio, de Maluf, depois de Serra, Kassab e vice de Alckimin, além de braço direito de Marco Maciel ..diga-me com quem tu andas, pense ?

Não, vc pode até discordar do tamanho da pena, ou dos penduricalhos que não lhes foram dados, os mesmos que aqui nos fazem pensar que o crime VALE A PENA (prescrição, primariedade, penas menores que 8 anos, cumprimento em liberdade – vê se pode daqui a pouco até com direito a pensão – etc)

Mas daí a dizer que eram inocentes, que não haviam evidencias SUFICIENTES (que corruptos passivos não confessaram e foram pegos com a erva ?)

convenhamos ..querem enganar a quem ?

Verdade agora é que esta escumalha esta correndo pra tentar safar seus próprios dedos ..visto que o STF promete pra 2014 se debruçar nos corruptores ATIVOS deles.

nota – que papai do céu me abençoe desta vez e permita com que o CENSOR do BLOG libere minhas considerações que, além de buscar não ofender ninguém diretamente, penso estar exercendo um direito que ainda acredito estar previsto na lei ..amém

Responder

    Mário SF Alves

    24/09/2013 - 13h12

    Provas, Romanelli, provas. É só isso o que interessa. Provas, meu caro, provas.
    _____________________________
    E em consideração à sua atenção à biografias [de fato, importante], por favor, acrescenta aí, nessa sua fórmula, uma pitadinha de História. História do Brasil. Esqueça os colonizadores portugueses; esqueça o “projeto de nação” que eles – os colonizadores – tinham para o Brasil. Esqueça tudo isso. Concentre sua atenção apenas na questão da corrupção e dos corruptores. Comece pela difamação movida contra o JK, avance um pouco mais e vá até o Jango. Após isso, verifique de onde provêm as referidas campanhas de difamação.
    _____________________________________
    Você ganha um doce se não chegar a conclusões de tipo seguinte:

    1)

    *2)

    *3)

    *4)

    5) http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRwYBVS5_oq0l6W2aMlUXH0cEUImfvYtILPVo-zDLvbc5Wgw_9w

    6)

    7)

    _________________________________________

    *Carlos Frederico Werneck de Lacerda foi um jornalista e político brasileiro. Membro da União Democrática Nacional (UDN), foi vereador , deputado federal e governador do estado da Guanabara. Fundador e proprietário do jornal Tribuna da Imprensa e criador da editora Nova Fronteira. Ganhou a alcunha de “Demolidor de Presidentes” por causa do seu forte oposicionismo: alguns o acusam de ser responsável pelo suicídio de Getúlio Vargas, Jânio Quadros renunciou por causa de sua pressão e o próprio Juscelino Kubitschek admite que se lhe tivesse dado voz na televisão ele o teria derrubado também. Nesta série de artigos, vamos conhecer a trajetória do Demolidor de Presidentes.

    _________________________________________________
    Talvez se chegue à conclusão que, com o fim da direita no Brasil, a viseira extremista que direciona a crítica antipetista da (in)Veja e demais PiGs ande produzindo isso [Tio Sam Caboclo]:

    ?w=450
    _________________________________

    **Um dos slogans de campanha eleitoral de Ademar de Barros, não assumido abertamente, era “Ademar rouba, mas faz”, que, apesar de ser uma frase cunhada por seu adversário Paulo Duarte,9 acabou por ser o lema de sua campanha eleitoral para prefeito de São Paulo, em 1957, se promovendo em cima das inúmeras acusações de corrupção, na época chamadas de “negociatas”.

    Era acusado também de desvio de verbas públicas nos períodos em que era chefe do executivo paulista. E quanto a desvio de verbas, seus adversários diziam que existia a “Caixinha do Ademar” para financiar suas campanhas eleitorais. Em reposta à crítica, os ademaristas tinham um refrão muito popular, composto por Herivelto Martins e Benedito Lacerda:

    “Quem não conhece?
    Quem nunca ouviu falar?
    Na famosa ‘caixinha’ do Adhemar.
    Que deu livros, deu remédios, deu estradas.
    Caixinha abençoada!”
    ______________________________

    A propósito, o ditado mudou, hein! Não é mais o “diga com quem andas”, agora é “diga o que fazes”.

    Romanelli

    24/09/2013 - 17h45

    conheci Paulo Duarte, era primo de meu avô ..vc sabia que ele foi o cara mais exilado do Brasil ? e não que fosse comunista

    e por se falar em JK, busque verificar a biografia do ministro da Fazenda dele (patrão de outra conhecida minha, e que era telefonista – uma que sabe de telefonemas, como poucos), dum ministro que tinha uma fábrica de vidros bem quando da construção de Brasilia ..parece que foi banido, roubando tb

    diga-me com quem tu andas, meu filho

    e sim, indícios podem e DEVEM compor o conjunto probatório, a montagem do cenário dum crime ..faz parte do enredo ..e mafioso não assina

    abrá

    abrá

Malvina Cruela

24/09/2013 - 08h35

“fé é acreditar no que não se vê e a recompensa dessa fé é ver o que se acredita”…sto agostinho, o craque da metafísica.
traduzindo: a esquerda é tola assim mesmo ou faz de boba pra viver???

Responder

Mardones

24/09/2013 - 08h32

Depois de cumprido o seu papel, o processo de mensalão e seus algozes agora sofrem ataques. Assim é fácil, pois o estrago já foi feito ao PT e às suas principais lideranças da era Lula.

Os comportamentos de Yves e Lembo mostram a nossa hipocrisia, pois o mentirão foi uma tentativa de golpe desde o início. E só agora, depois do pulso firme de alguns ministros que não se venderam ao golpismo, é que surgem os ‘adoradores’ da lei e da ordem.

Responder

edir

24/09/2013 - 06h36

Näo se iludam com Ives Gandra e Lembo, eles comecam agora a trabalhar para “assustar” os novos do STF na protecäo aos mensaleiros do PSDB. Tem o caso Siemens em SP, caso use o dominio do fato, José Serra e Alckmin responderiam pelo prática de corrupcäo e teria que ir presos. O dois juristas estäo apenas lavando a escadaria da igreja do Bomfim para o pessoal do PSDB serem “abencoados” pelos “honestos” do nosso STF. Ah! JB/Gurgel/Gilmar/Fux , o inferno está sendo ampliado e haverá para voces uma vaga.

Responder

    Ozzy Gasosa

    24/09/2013 - 12h41

    Também compartilho dessa ideia.
    O advogado dos Privatas está preparando o terreno, no PIG e STF, para seus clientes.

edir

24/09/2013 - 06h24

Azenha poste esse vídeo no seu blog, vale a pena.

http://www.youtube.com/all_comments?v=tq15GeVliVI

Responder

    Conceição Lemes

    24/09/2013 - 09h16

    Olá, Edir, já postamos ontem. Obrigada. Abs

Cláudio

24/09/2013 - 03h13


“Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma.” >>> Joseph Pulitzer


“Se você não for cuidadoso, os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” >>> Malcolm X



Ley de Medios Já ! ! !



Responder

Alexandre

23/09/2013 - 23h57

Li certa vez que o Claudio Lembo se diz um liberal, economicamente.

Apesar disso, ainda não descobri por que ele continua no DEM. O discurso dele não combina com o resto do partido.

Responder

Edmorc

23/09/2013 - 23h25

Tudo muito bom, tudo muito bem!!! O que mais me intriga é por que tantas vozes críticas ao comportamento do STF somente após a admissão dos embargos infringentes? Se o decano Celso tivesse negado a admissão dos embargos, será que teríamos estas mesmas opiniões externadas via grande mídia?

Responder

Retrato do Brasil: Vídeo disseca a cobertura do julgamento do mensalão - Viomundo - O que você não vê na mídia

23/09/2013 - 23h12

[…] Cláudio Lembo: Como nos juízos medievais, denunciados do mensalão foram expostos à execração p… […]

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Matilde Roca

23/09/2013 - 21h47

Será que as consciências começaram a pesar?

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Yarus

23/09/2013 - 21h28

Vídeo produzido pela revista Retrato do Brasil, do respeitado jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, desmonta acusações feitas pelo relator Joaquim Barbosa a determinados dos réus da Ação Penal 470; segundo ele, algumas condenações, como a de João Paulo Cunha, teriam sido armadas pelo atual presidente do Supremo Tribunal Federal com “mentiras escandalosas”; vídeo é apresentado pelo escritor e jornalista Fernando Morais; assista >> http://www.brasil247.com/+knr0z

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Fabio Passos

23/09/2013 - 21h26

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ricardo silveira

23/09/2013 - 20h57

Prof. Claudio Lembo, sempre muito educado. O STF fez um papelão, juízes fazendo discurso político chinfrim em pleno julgamento, coisa vergonhosa, semelhante a candidato querendo apoio em convenção de partido. Tanta coisa absurda ocorreu e o silêncio cúmplice da mídia, medroso das instituições da sociedade civil e, mais, das ligadas à justiça, apenas meia dúzia de advogados, se tanto, tiveram a coragem de mostrar desde o início que era um julgamento de exceção. A propósito, cadê as provas para justificar as condenações? Não é certo que esse julgamento se consuma tendo em conta o modo como foi realizado. Deem o nome que quiserem ao que se viu, menos o de julgamento justo.

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José X.

23/09/2013 - 20h55

Tá ficando engraçado esse negócio. Não demora muito e o reinaldinho cabeção vai aparecer criticando o stf…

É muito oportunismo desse pessoal, eles não mudam mesmo. E tem gente que ainda fica elogiando esse pessoal da falsa “direita decente”. Nunca me enganaram. Esperem pelo próximo a criticar o stf, o preferido do Nassif, LC Bresser Pereira.

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    Lagrange

    23/09/2013 - 23h36

    Perfeito, mister X. Ontem li o que Ives Gandra achou, hoje o que o Cláudo entendeu e tudo por quê? O mensalão, o verdadeiro e único mensalão, começa a ser abordado e esses oportunistas da “direita decente” já se antecipam em dizer que não se devem utilizar os mesmos artíficios inventados pelos togados. Só agora, né? Cambada de sem-vergonhas. A impressão que me dá é que se eles fossem os togados, cometeriam os mesmos estupros que barbosa, mello, fux etc. cometeram contra a constituição nessa palhaçada contra o PT.

    Mário SF Alves

    24/09/2013 - 13h41

    Comentário genial. Simples, franco e eficiente. Valeu.

francisco pereira neto

23/09/2013 - 19h58

Tem algo estranho nessas opiniões, só agora, colocada na grande mídia. Esperou-se o resultado da decisão do STF, como se fosse um embate entre Brasil e Argentina, numa hipotética final de copa do mundo de futebol. O resultado apertado,favorável aos réus do mensalão que segundo opiniões dos conservadores Yves Gandra e Cláudio Lembo, tem o direito assegurado aos embargos infringentes. E mais do que isso. Yves chega ao inimaginável, afirmando que leu todo o processo do Zé Dirceu e não encontrou um fiado de provas. Por outro lado, Lembo fala em julgamento medieval.
Por que não fizeram denúncias lá atrás quando o bisonho e mau caráter do Gurgel fez o seu relatório e leu a peça de acusação nas tribunas do STF com direito a transmissão de TV, internet, rádio, como se fosse um espetáculo de final de copa do mundo?
E voltando ainda mais no passado. Por que o tratamento “especial” dos envolvidos sem foro privilegiado, indo direto para a degola sem apelação no STF, não foram alvo de denúncia dos mesmos autores, e de outros conservadores?
Será que foi um “alerta” para outros julgamentos, como o mensalão tucano de 1998, onde FHC, réu confesso diz que “nós fazemos caixa dois para usar na campanha, agora eles não, usam para enfiar nos bolsos.
Só que para a oposição a coisa é feia demais. Rememorando temos a Satiagraha, Castelo de Areia, Privataria Tucana e agora o Propinoduto Tucano da Siemens e Alstom.
Quem tem mais a perder? O PT perdendo Zé Dirceu ou os tucanos com envolvimento nessas maracutaias todas? E tem mais, o mensalão não foi suficiente para abalar até certo ponto a base do partido. Afinal Haddad se elegeu em São Paulo.
O mais importante nessa história toda se reflete na atual composição dos ministros do STF. Seis ministros garantiram os embargos infringentes.
Como agirão esses ministros quando começarem julgar as malandragens dos tucanos?

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Lafaiete de Souza Spínola

23/09/2013 - 19h50

Existem Chicos e Franciscos.

São mais numerosos os Chiquinhos e os Francisquinhos.

Pau que dá em Chicos, na conjuntura atual, pode resvalar nos Franciscos.

Esqueçam os Chiquinhos! Estes são os altamente vulneráveis! Estes são os grandes injustiçados dessa nossa sociedade perversa, sem educação, sem saúde etc. Quando recebem algo, vem em dose homeopática. Quando retiram, vem em dose mortal, como foi a retirada, pelo Congresso, da CPMF.

Realmente, o domínio do fato é um absurdo! Só que muitas dessas “grandes personalidades” ficaram esperando o desfecho!

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.” Rui Barbosa

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Olavo

23/09/2013 - 19h48

Por que só agora?

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FrancoAtirador

23/09/2013 - 19h36

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A única lição que se extraiu do Supremo Mentirão Midiático

foi a de como se fazer um Julgamento de Exceção no S.T.F.,

fingindo aplicar o Direito e a Legislação numa Ação Penal,

para condenar políticos de um Partido que está no Governo,

indesejado por alguns ministros ideologicamente engajados,

com o único objetivo de derrubá-lo do Poder Executivo Federal

para o qual obteve legitimidade constitucional para exercê-lo,

uma vez que eleito pelo voto direto e majoritário da população.

Realmente é muita tentativa de Golpe para um único julgamento!

Brincaram de fazer Justiça com a privação da Liberdade alheia.

Para os reacionários, “não haverá a mesma emoção, no futuro”.
.
.
Aliás, por que a TV Justiça não teve a mesma audiência

no julgamento do deputado federal do PMDB Natan Donadon?
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    Alencar

    23/09/2013 - 20h53

    Ora Franco
    Pq o Donadon não é o Dirceu nem o Genoino
    Sacanearam o Dirceu !
    Ele tem as suas culpas, mas reclusão é demasiada e a execração a que foi submetido é verdadeiramente medieval
    Temos que lutar por uma justiça que puna mas mantenha todos os direitos dos acusados
    Isso está acima de questões políticas é uma conquista da civilização
    Um abraço

    FrancoAtirador

    23/09/2013 - 22h46

    .
    .
    Conquista da civilização

    é o devido processo legal,

    a presunção de inocência,

    a aplicação dos princípios da isonomia,

    da igualdade e da imparcialidade do juiz,

    o direito à ampla defesa,

    ao duplo grau de jurisdição,

    à obediência às garantias fundamentais

    da Constituição Federal Brasileira

    e às normas estabelecidas pelos Tratados

    Internacionais de Direitos Humanos.

    Nada disso foi aplicado ou exercido,

    pelo STF, no curso da Ação Penal 470.

    E vêm alguns agora dizer aos condenados

    que, apesar de haverem sido injustiçados

    com uma condenação sumária e sem provas,

    isto é, por crimes que não cometeram,

    e terem suas vidas carimbadas com o rótulo

    de corrupção ativa e formação de quadrilha,

    “uma prisãozinha em regime semi-aberto

    não é lá tão ruim assim, não é mesmo?”.

    Digam isso para @s [email protected] dos réus!
    .
    .

    Alencar

    24/09/2013 - 14h09

    Concordo
    Destroem a imagem do réu e da sua família
    São seqüelas indeléveis

Marcelo Meskita

23/09/2013 - 19h35

Precisou acontecer toda essa desgraça com petistas célebres como Dirceu, Genoino e até outros como Pizzolato, com essas condenações bizarras para que nos Presidentes “demasiadamente Republicanos” caísse a ficha e aprendessem que a ingenuidade custou-lhes um preço altíssimo. Quando Lula e Dilma indicaram certos indivíduos par compor o quadro de Ministros do STF, deveriam ter escolhido melhor, se assim os tivessem feito, teriam evitado, além desse atentado contra o Direito e a Justiça, a promoção de pessoas desqualificadas e sem o mínimo de caráter para tão importante função. Agora é tarde o estrago já foi feito, só nos resta perguntar; conseguiremos algum dia virar esta triste página de nossa história?

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J Souza

23/09/2013 - 19h02

O mundo é uma roda-gigante… Um dia com discursos inflamados a favor do impedimento do Collor. No outro, sofrendo os absurdos dos discursos travestidos de votos no STF…

Admiro muito o Dirceu e o Genoíno. Esses que hoje se dizem “petistas” não chegam nem aos pés deles, apenas dizem “amém” a tudo que vem do palácio do planalto. Mas, Dirceu, Genoíno e outros de sua época não deram ao Collor o benefício da dúvida.
“Alimentaram”, naquela época, a mídia golpista. Por que iria ser diferente com eles?

Que o julgamento da AP470 sirva de lição aos justiceiros de plantão, principalmente aos da política!

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Regina Braga

23/09/2013 - 17h38

Sempre descente e lúcido…O Claudio Lembo!

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    Malvina Cruela

    23/09/2013 - 20h37

    “Fé é acreditarmos no que não vemos, e a recompensa dessa fé é vermos aquilo em que acreditamos.”

    será que a esquerda é tola assim mesmo ou estão só me iludindo?

    Zanchetta

    23/09/2013 - 20h50

    Desde que deixou de ser subinte passou a ser descente…

    Lagrange

    23/09/2013 - 23h39

    Muito “descente” mesmo. Voce e a velhinha de Taubaté que acreditam.

RicardãoCarioca

23/09/2013 - 17h26

O PiG perdeu o MPF. Sem o Jô Gurgel, o MPF não será mais o DOI-CODI da direita.

O PiG tem apenas 4 ministros amestrados: Gilmar Dantas, Assas JB Corp, Luiz Fucks e Mello, o primo. As outras duas agiram até aqui meio que como maria-vai-com-as-outras.

E, como o PGR já prometeu o mesmo pau que bateu em chico para bater em francisco (mensalão tucano), está na hora de jogar fora o ‘domínio do fato’ que foi importado exclusivamente para a AP 470.

Como o STF de exceção perdeu o ‘timming’, é melhor livrar Dirceu do que pôr em risco quase toda a cúpula do tucanato.

O imorrível merdal global deve estar se contorcendo mentalmente nesse momento para defender o fim do ‘domínio do fato’ enquanto o PiG já colocou o Assas JB Corp na prancha, para jogá-lo ao mar daqui a pouco, como já fez com o Jô Gurgel.

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