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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Celso Amorim: O apoio do Brasil à resolução da ONU contra o Irã terá consequências

02 de abril de 2011 às 12h21

Consequências de um voto

1 de abril de 2011 às 11:51h

por Celso Amorim*, em CartaCapital

No dia 24 de março, o Brasil apoiou a resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas que instituiu um Relator Especial para investigar a situação no Irã. Esse tipo de relator sobre um país específico, do ponto de vista simbólico, representa o nível mais alto de questionamento sobre o estado dos direitos humanos. Para se ter uma ideia, apenas oito paí­ses estão sujeitos a esse tipo de escrutínio.

Se excluirmos o Haiti, cuja inclusão se deve sobretudo aos efeitos de catástrofes naturais e contou com o apoio do próprio governo de Porto Príncipe, todos os demais (Camboja, Mianmar, Somália etc.) foram palco de tragédias humanitárias graves. São em geral países muito pobres, ditos de menor desenvolvimento relativo, em que o Estado, seja por incapacidade (Burundi, Haiti), seja em razão de sistemas políticos autocráticos (Coreia do Norte, Myanmar), não atende minimamente às necessidades dos seus cidadãos.

Mesmo países, certa ou erradamente, considerados pelas potências ocidentais como ditaduras (Cuba, China e Líbia, antes dos últimos acontecimentos) ou que passaram a ser qualificados como tais recentemente (Egito e Tunísia, antes da Revolução do Jasmim) não fazem parte dessa lista infamante. Noto, a propósito, que um recente artigo publicado no Herald Tribune dava conta da opinião de um ex-diplomata norte-americano sediado em Teerã de que haveria no Irã mais elementos de democracia do que no Egito de Mubarak, então apontado como exemplo de líder árabe moderado. Que eu me recorde, o Irã é o único país que poderia ser classificado como uma potência média que está sujeita a esse tipo de escrutínio. Não procedem explicações que procuram minimizar a importância da decisão com comparações do tipo: “O Brasil também recebe relatores” ou “não houve condenação”.

Não há como comparar os relatores temáticos que têm visitado o Brasil com a figura de um relator especial por país. Na semiologia política do Conselho de Direitos Humanos e de sua antecessora, a Comissão, a nomeação de um relator especial (ressalvados os casos de desastres naturais ou situações pós-guerras civis, em que o próprio país pede ou aceita o relator) é o que pode haver de mais grave. Se não se trata de uma condenação explícita, implica, na prática, colocar o país no banco dos réus. Quando fui ministro do presidente Itamar Franco, viajei a Cuba com uma carta do nosso chefe de Estado, a qual, além de referir-se à ratificação do Tratado de Tlatelolco, sugeria que Cuba fizesse algum gesto na área de direitos humanos.

Cuba admitiu convidar o Alto Comissário das Nações Unidas para o tema, mas recusou-se terminantemente a receber o relator especial sobre o país. Conto isso não para justificar a atitude de Havana, mas para ilustrar a reação que desperta a figura do relator especial. Não cabe assim diminuir a importância do voto da semana passada. Pode-se concordar ou não com ele, mas dizer que não afetará as nossas relações com Teerã ou a percepção que se tem da nossa postura internacional é tapar o sol com a peneira.

Nos últimos meses e anos, o Brasil participou de várias ações ou empreendeu gestões que resultaram na libertação de pessoas detidas pelo governo iraniano, tanto estrangeiros quanto nacionais daquele país. É difícil determinar qual o peso exato que nossas démarches tiveram em situações como a da norte-americana Sarah Shroud ou do cineasta Abbas Kiarostami. No primeiro caso, a jovem alpinista veio nos agradecer em pessoa. Em outros casos, como a da francesa Clotilde Reiss, não hesito em afirmar que a ação brasileira foi absolutamente determinante. Mesmo no triste caso da mulher ameaçada de apedrejamento, Sakineh Ashtiani, os apelos do nosso presidente, seguidos de várias gestões no meu nível junto ao ministro do Exterior iraniano e ao próprio presidente Ahmadinejad, certamente contribuíram para que aquela pena bárbara não tenha se concretizado.

Poderia mencionar outros, como o do grupo de bahais, cuja condenação à morte parecia iminente. Evidentemente, tais ações só puderam ser tomadas e só tiveram efeito porque havia um certo grau de confiança na relação entre Brasília e Teerã, grau de confiança que não impediu que o presidente Lula tenha demonstrado ao presidente iraniano o absurdo de suas declarações que negavam a existência do Holocausto ou que propugnavam pela eliminação do Estado de Israel. Parece-me muito improvável que o governo brasileiro se sinta à vontade para esse tipo de démarche depois do voto do dia 24. Ou caso se sinta, que os nossos pedidos venham a ser atendidos. Muito menos terá o Brasil condições de participar de um esforço de mediação como o que empreendemos com a Turquia, em busca de uma solução pacífica e negociada para a questão do programa nuclear iraniano (o que, certamente, fará a alegria daqueles que desejam ver o Brasil pequeno e sem projeção internacional). Oxalá eu esteja errado.

* Este artigo marca a estreia do ex-chanceler Celso Amorim em CartaCapital.

Leia aqui sobre a estrategia mais ampla dos Estados Unidos, de cercar a Rússia e a China — e como a troca de regime no Irã se encaixa nisso.

E veja como a Rússia encara as ameaças vindas de Estados Unidos e China.

 

80 Comentários escrever comentário »

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Pitagoras

21/04/2011 - 18h04

Lamentável a mudança de rumos na política externa de Lula, tão bem representada pelo ilustre Ministro Amorim.
Ainda há tempo, Amorim de volta!!!

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Raphael Tsavkko

04/04/2011 - 04h10

Uma coisa que vem me incomodando há algum tempo (na verdade, irritando profundamente) é a insistência de alguns em tentar analisar aquilo que não conhecem ou, na melhor das hipóteses, analisar algo de forma enviesada, deixando transparecer claramente seu amor por um governo acima das evidências mais claras.

Falo da política externa brasileira, que vem dando sinais claros de mudança (algo explicitado até mesmo por Celso Amorim), apesar das tentativas de alguns de fingir que "não é bem assim".

Antes, o discurso era o de que não havia mudança alguma. Depois, com o mal estar causado pela entrevista do Amorim à Folha e BBC Brasil, havia a tentativa de fechar os olhos, fingir que não era exatamente aquilo, que a entrevista era falha, deixava duvidas e etc, até, finalmente, o agora, em que está claro que existem sim mudanças no direcionamento da política externa,, mas que isto é bom!

Oras, antes de mais nada, a discussão anterior não era sobre "bom" ou "ruim", mas sobre se havia mudanças. A qualidade é um assunto que entra depois, ois, vamos nos lembrar, Dilma não foi eleita para mudar nada. Dilma foi eleita como opção de continuísmo, logo, a idéia era a de MANTER a política externa brasileira, que vinha sendo um sucesso.

tsavkko.blogspot.com

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Maria Dirce

03/04/2011 - 15h46

Acorda Brasil!! ela ja esta de braços dados com o pig, só não vê quem é cego.O Amorim ja percebeu os entrelaços afetivos com o pig que já lhe deu 75% de aprovação ainda dizendo que ela começou melhor que o Lula!!!!O Obama governou 2 dias o Brasil, e a segurança americana deu um pé nos ministros nossos foi o maior vexame!!!!!!

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adão paim

03/04/2011 - 14h55

Que texto muito bom e muito oportuno . Luiz, que o ex-ministro esteja por aqui sempre.
Estou curioso por saber oque faz de nossos "patriotas" voltarem a ser "miquins"?

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Pedro Luiz Paredes

03/04/2011 - 13h33

Se ficar só nos direitos humanos e o Brasil continuar defendendo o direito do Irã em manter o programa nuclear para fins pacíficos isso não terá consequência política alguma.

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Carmem Leporace

03/04/2011 - 13h26

Pra quem não sabe… Celso Amorim votou em Serra contra Lula e o chamava de Presidente Serra.

Responder

    Bernardo

    03/04/2011 - 14h29

    Esse dado eu não tinha. Obrigado, Carmem. Ainda assim, o que Celso Amorim coloca nesse artigo é bastante pertinente. Credibilidade e confiança são muito difíceis de reconquistar depois de perdidos…

Bonifa

03/04/2011 - 12h36

Embaixador da Turquia vai a Londres propor paz na Líbia. Ele fala que a Turquia é o único país a ter relacionamento com os dois lados em conflito na Líbia, rebeldes e representantes do governo líbio. Ele acena já com uma proposta inicial de transição para um governo democrático. Adivinhem se os "ocidentais" vão ouví-lo… Eles vã dar mil desculpas para descartar a paz e a democracia verdadeira. Não querem uma democracia moderna, querem o massacre dos que apoiam o governo e um regime fantoche obediente aos interesses internacionais. http://www.nytimes.com/2011/04/04/world/africa/04

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Henrique

03/04/2011 - 12h14

A Presidenta Dilma está cercada pelo Palocci, pelo Patriota e, não se esqueçam, pelo Marco Aurélio Garcia, conselheiro do CEBRI, filial do CFR americano cujo presidente de honra é FHC. Confiram: http://www.cebri.com.br/cebri/CMS.do?idSecao=1FEA
Antes tinha o Ministro Celso Amorim para isolar o Lula dessa gente, agora a Dilma está jogada às feras! Meu conselho à Presidenta Dilma: faça voltar urgente o Celso Amorim!

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Nelson

03/04/2011 - 11h20

Ano passado, em conversas com colegas eu afirmava que minha expectativa era de que o governo Dilma teria postura à direita do de Lula. Os colegas contrarrestavam afirmando que não, que Dilma governaria à esquerda d barbudo. D e mainha parte, eu respondia: "Espero, sinceramente, que vocês estejam com a razão".
Pois, infelizmente, desgraçadamente – talvez para a decepção final daqueles que apostaram no PT – a minha previsão está se concretizando.
A subserviência aos interesses do "Patrão do Norte" passa a se repetir de forma contumaz.

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Bonifa

03/04/2011 - 10h51

Israel não deixa por menos. Quer reescrever a História em seu favor, tal como foi descrito no livro 1984. O relatório promovido pela comissão dos direitos humanos da ONU, elaborado pelo juiz Goldstone (que, apesar de judeu, passou a sofrer sistemática perseguição) tem que ser incinerado, para que prevaleça a versão ultra-sionista da História:

Netanyahu quer jogar relatório Goldstone na 'lixeira da História'
EFE – 02/04/2011 http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeq

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zepgalo

03/04/2011 - 10h36

Enfim, luz!!!!

Volta Amorim!!!!!

E que a Dilma um dia acorde e pare com esse loucura de escutar a imprensa que tanto a achincalhou!

Acorda Dilma!!! Seja altiva também!!!

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Luis

03/04/2011 - 10h23

O Sérgio Guerra, presidente do PSDB, aquele que não quis concorrer à reeleição para o senado e voltou a ser deputado, pois não se elegeria, disse lá em BH que a presidenta está "ouvindo" a oposição. Mas a oposição quer mais. Quer a certeza que os gestos de Dilma para eles não seriam "apenas palavras".
Aécio foi mais longe: criticou a criação do Ministério das Micro e Pequenas empresas, pelo fato de que seria apenas para abrigar mais um petista. Ou seja, se for para colocar um amigo dele, como o presidente de Furnas (Decat), aí pode.
Eles querem definir as açoes de governo e nomear a equipe!
O Patriota foi um deles.
Será que a Dilma vai se prestar a esse papel?

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Marat

03/04/2011 - 09h14

Por falar em direitos humanos e ONU, a pena de morte é aplicadoa apenas em países atrasados, não é mesmo?

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monge scéptico

03/04/2011 - 08h40

Melhor teria sido nada votar, que alinhar servilmente a USA/uk. Antes de votar qualquer
coisa, o governo deveria fazer uma consulta popular. Não ofaz pq washigton não permite,
pois sabe que o revés é certo. Ninguem em sã concciência apoiará a ingerência aberta
em assuntos internos de outros paises. Se censura cabe aos mesmos, a mesma só pode-
-rá se dar no âmbito da onu(o chiqueiro ianque). Fora dai é ingerência.
O governo ai instalado, com meu voto inclusive, pode ser servil e servir aos interesses da
usa; mas o povo informado, NÂO!!. Abaixo o servilismo FORA os que em brasília, não en-
grandecem nosso país. FORA!!

Responder

Samira N

03/04/2011 - 03h18

Mas então executar uma pessoa a cada 8 horas como o Irã está fazendo, para evitar que ocorra lá o que ocorreu no Egito e está ocorrendo na Líbia é coisa pouca?
Impressionante como vocês são desinformados.

Responder

    Bonifa

    03/04/2011 - 10h58

    Você não está desinformada, Samira. Você é vítima de propaganga cruelmente elaborada para bloquear as mentes inocentes e tentar distorcer a opinião pública mundial para obter apoio de guerra.

Almeida Bispo

03/04/2011 - 00h19

Esse rapaz… o Patriota, acho ele muito chegado a holofotes. Tremo de medo… tenho pavor de autoridades apaixonadas por holofotes: só fazem besteira.

Responder

beattrice

03/04/2011 - 00h17

O "patriota" (com minúsculas) não votou contra o Irã, votou a favor dos EEUU.
Saudades do Amorim, e do LULA.

Responder

    Roberto Locatelli

    03/04/2011 - 08h54

    Verdade, Beattrice.

    O Irã executa homossexuais. O Brasil executa (pelas mãos das polícias militares) negros pobres. Os EUA executam (pela inexistência de saúde para os pobres) milhares de doentes sem recurso para se tratar. A China executa oposicionistas e envia a fatura da bala utilizada à família do executado, pelo correio.

    Então, como disse o moço de Nazareth, que atire a primeira pedra aquele que não tem pecados.

    Esse voto não é contra o Irã, é a favor dos EUA e sua sede vampiresca por petróleo.

    Carmem Leporace

    03/04/2011 - 13h24

    Sei.

    renata

    08/04/2011 - 09h56

    PETRÓLEO! PETRÓLEO! PETRÓLEO! PETRÓLEO! PETRÓLEO! SÓ ISSO! eles trocam sem nenhum pudor um barril de sangue árabe e palestino por muitos de PETRÓLEO! PETRÓLEO! PETRÓLEO! PETRÓLEO! PETRÓLEO!

    Pedro Teixeira

    18/04/2011 - 12h52

    Alinhar-se ao lado dos EUA/UK não significa, ao meu ver, anuência aos desígnios de Washington, mas antes, concordância em temas específicos.

    Assim como, ao discordar da imposição de sanções contra o Irã, não estávamos nos alinhando ao histórico teocrático-autoritário iraniano, os apoiando, mas antes assinando em baixo da tese que firma as sanções como ineficientes — nem que seja no caso em tela.

    Se o PIG enevoa, dificultando a lisura com que se vê o horizonte, ou moldando a visão ao seu interesse, idem a posição acrítica que toma tudo "não-nosso" como sendo "deles" (isto é, do PIG e dos seus).

    Política externa é mais do que isso; digo, política é mais do que isso.

    Ah, e pra finalizar, Dilma sempre indicou que não concordava com a nossa política externa em relação ao Irã, pois era por demais muito amaciada. Talvez uma tornar a coisa mais rígida dê-lhe mais efetividade.

Bonifa

02/04/2011 - 23h45

"Nos últimos meses e anos, o Brasil participou de várias ações ou empreendeu gestões que resultaram na libertação de pessoas detidas pelo governo iraniano, tanto estrangeiros quanto nacionais daquele país. É difícil determinar qual o peso exato que nossas démarches tiveram em situações como a da norte-americana Sarah Shroud ou do cineasta Abbas Kiarostami. No primeiro caso, a jovem alpinista veio nos agradecer em pessoa. Em outros casos, como a da francesa Clotilde Reiss, não hesito em afirmar que a ação brasileira foi absolutamente determinante. Mesmo no triste caso da mulher ameaçada de apedrejamento, Sakineh Ashtiani, os apelos do nosso presidente, seguidos de várias gestões no meu nível junto ao ministro do Exterior iraniano e ao próprio presidente Ahmadinejad, certamente contribuíram para que aquela pena bárbara não tenha se concretizado."
O Patriota deveria saber que a posição do Brasil (não é possível que ele não saiba) consegue resultados concretos em matéria de direitos humanos, enquanto seu esdrúxulo voto contra o Irã significa apenas mais um pau de lenha para a fogueira dos futuros agressores do Irã. Para os conhecidos ocidentais agressivos, conseguir um vale para comprar um chocolate significa obter o direito de açambarcar todo o estoque e até a fábrica de chocolates. O voto não é a favor dos direitos humanos coisa nenhuma, é um voto belicista, é voto de quem está pedindo guerra contra o Irã e a guerra, como bem se sabe, não trará nenhum benefício aos direitos humanos. Não adianta dizer que não é isso. Para os inimigos do Irã, é até péssimo que o Irã avance em direitos humanos e o mundo venha a saber disso. Atrapalha seus manjadissimos planos de guerra.

Responder

Galerius

02/04/2011 - 22h42

O Celso Amorim não está errado.

O fato é que se curvaram, já duas vezes em tres mezes, e estou esperando o outro sapato cair.

O Irã é provavelmente um dos países mais democráticos do Oriente Médio onde um novo governo é eleito pelo voto universal à cada quatro anos. A Arabia Saudita, por exemplo, nem tem parlamento mas ninguem vai fazer intervenção na Arabia. E que tal uma intervenção na Costa do Marfim de um milhão de refugiados?

Voces sabiam que o Irã tem mais universitárias do que universitários? Digo isto por que a coisa não veio sem um pouco de preconceito tambem. É preciso ter muito cuidado para não absorver propaganda que demoniza os outros povos para fins políticos. Mas não quero defender o sistema dos mulas e ninguem está defendendo os aiatolas. E os opositores mais ferozes da teocracia iraniana são os próprios iranianos que irão eventualmente mudar o sistema e não será por "intervenção humanitária." Então, que deixem os iranianos cuidarem de seus problemas por que não queremos um dia alguem chegar batendo as nossas portas – ou arrombar as portas – para nos salvar de nós mesmos.

Responder

Alexandre Oliveira

02/04/2011 - 22h41

Que ironia: Aonde o governo Lula foi mais afirmativo temos o inverso na governo Dilma. O atual chanceler parece mais um mordomo de funerária falida. A presidenta Dilma não pode decidir as questões internacionais com mentalidade de feminista, e sim olhando as difíceis e tortuosas relações com povos e governos distintos. Sem patriotismo!

Responder

FrancoAtirador

02/04/2011 - 22h37

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OTAN ESTÁ MATANDO A GRANEL

Aviões da Otan matam 13 rebeldes e civis

02 Abr 2011 . 18:32 h . Agência France Press
Treze pessoas morreram nesse incidente: nove combatentes rebeldes que estavam nos carros e quatro civis a bordo da ambulância.

PRÓXIMO A BREGA, 2 abril 2011 (AFP) – Uma ambulância carbonizada e cinco carros destroçados estão espalhados na estrada para Brega, no leste da Líbia, vítimas de um terrível erro da aviação da Otan na noite de sexta-feira.

Treze pessoas morreram nesse incidente: nove combatentes rebeldes que estavam nos carros e quatro civis a bordo da ambulância.

Estes, segundo fontes do hospital da cidade vizinha de Ajdabiya, eram três estudantes de Medicina de Benghazi (leste) que tinham se apresentado como voluntários para atender as vítimas dos combates e o motorista da ambulância.

Segundo uma reconstituição dos fatos realizada pela AFP no local e em Ajdabiya, tudo começou quando um rebelde efetuou alguns disparos para o alto para comemorar.

"Um de nossos homens atirou para o alto depois de um ataque da Otan a posições dos homens de Kadhafi. Estava feliz, estavam avançando para Brega", explica Isa Jamis, encarregado em Ajdabiya de coordenar as operações com as autoridades da rebelião em Bengazi.

"Os aviões localizaram as balas traçantes, seguramente acreditando que estavam atirando na direção deles e destruíram o comboio", acrescentou.

Neste sábado de manhã, na única estrada costeira que liga Benghazi a Brega e Sirte, cenário de duros combates nas duas últimas semanas, ainda podiam ser vistos pedaços de metal, pedras e terra espalhados pelas explosões no local do incidente, onde as carcaças de dois carros ainda soltavam fumaça.

"Foi um ataque da aviação. Estou 100% certo", disse à AFP o doutor Mohamad Ahmad, no hospital de Ajdabiya. "Foi um erro. Os carros estavam próximos demais dos combates e das linhas de Kadhafi. E um soldado ou um civil mal treinado cometeu a estupidez de atirar para o alto".

Em Ajdabiya, controlada pela insurreição, ninguém quis culpar a Otan e seus aviões, sem os quais os rebeldes não têm esperanças de vencer as forças de Trípoli.

O isurgente Husein Jadit considerou que o erro foi de seus próprios colegas.

"Foi um erro dos revolucionários. Não dos americanos. Não podiam saber (o que acontecia e terra). Acharam que estavam sendo atacados e revidaram. É triste, mas é normal", admitiu.

Parentes e amigos das vítimas também não culparam os pilotos. Seguindo a tradição, fotos de seus "mártires" foram distribuídas em Ajdabiya. Um retrato mostra um jovem Abubakar Jema, de 21 anos, estudante do terceiro ano de Medicina em Benghazi.

Um dos outros dois estudantes de Medicina mortos chamava-se Ahmad e isso é tudo o que se sabe sobre ele no momento, já que seus documentos de identidade estavam quase que totalmente queimados.

A quase cinco quilômetros de onde ocorreu o trágico ataque, uma posição do Exército de Gadafi foi totalmente destruída na mesma noite de sexta-feira pelos caça-bombardeiros da Otan.

Uma equipe de jornalistas da AFP contou na manhã deste sábado sete corpos de soldados líbios espalhados pelas dunas, alguns deles destroçados. Próximo do amontoado de ferros calcinados de veículos, uma cratera foi deixada por uma bomba: cinco metros de diâmetro e dois de profundidade.

Responder

    Bonifa

    03/04/2011 - 00h09

    Alá escreve certo por linhas tortas. Quem se ajunta com cobras, será picado.

    FrancoAtirador

    03/04/2011 - 02h51

    .
    .
    É no que dá, ceder às tentações do grande satã.
    .
    .

Fabio

02/04/2011 - 22h11

Amorim como sempre, maravilhoso em suas reflexões.
Espero que a Dilma acorde deste sono profundo em politica internacional que ela esta e tire o Patriota Americano e o Malocci da responsabilidade da politica internacional de nosso pais.

Responder

    Bonifa

    03/04/2011 - 11h56

    Se depender do Malocci, Dilma jamais lerá este artigo do Amorim. Aliás, quem seleciona as revistas que Dilma lê?

Marat

02/04/2011 - 22h10

E quando um relator para direitos humanos da tal de ONU irá verificar a situação nos EEUU?

Responder

Adverso

02/04/2011 - 21h18

Um pastor americano queimou na Flórida um exemplar do Alcorão.

Em protesto, Talibãs atacaram uma base da NATO no Afeganistão. Até aí a gente entende.

Mas antes, manifestações no Afeganistão contra o ato do pastor americano tinham causado a morte de 7 funcionários da ONU.

A pergunta é: o que tem a ver os funcionários da ONU com a atitude do pastor americano?

É por essas e outras que eu estou começando a concordar com aqueles que pensam que os extremistas islâmicos são cachorros loucos conduzidos por um ódio irracional estúpido. Pessoas que se comportam dessa natureza são indefensáveis, mesmo quando estão debaixo do tacape de um inimigo cruel e desumano. Atos como este só ajudam a denegrir a imagem do islâmismo no mundo inteiro.

Responder

    daniel

    02/04/2011 - 22h33

    Mas não foi pra isso que os EUA invadiu o Afeganistão? Para levar as "maravilhas" da "civilização ocidental" aos talibãs da idade da pedra? Dá pra se notar que INÚTIL foi aquela guerra do ponto de vista humanitário. Do ponto de vista "capitalista selvagem" foi tudo como planejado…

    FrancoAtirador

    03/04/2011 - 00h56

    .
    .
    CHAMAR O CAPITALISMO DE SELVAGEM É OFENDER AOS SILVÍCOLAS.
    .
    .

luis

02/04/2011 - 21h14

Não creio que a questão dos direitos humanos é tratada com a devida seriedade pela comunidade internacional, leia-se aqui EUA. Uma coisa é a gente tratar questões com simetria outra é usar os direitos humanos como pano de frente em sua campanha. É isso que está ocorrendo justamente agora na Líbia. Quando o grande Celso Amorim demonstra que só o Irã está nesta situação quando várias outras nações poderiam estar, não é simplesmente zelo pelo que fez. E mais, o Brasil por não cumprir decisões de cortes das quais é signatário não tem autoridade moral pra cobrar de ninguém assuntos dessa natureza. Se no Irão parte das decisões que tomam vem de sua cultura, no nosso caso, é injustificável por qualquer razão que assassinos, estupradores, torturadores, inimigos da democracia sejam encarados sem o devido trato. Isso é acima de tudo destratar as pessoas, destratar os direitos humanos elementares.
Ademais, se for para ser igual a tantos que lá estão, não precisamos de assento algum em lugar algum!!!

Responder

    Silvio I

    03/04/2011 - 10h39

    luis:
    Na Líbia o pretexto e defender a população civil das atrocidades de Kadafi. Agora para defender essa população, se bombardeia com munição, que contem urânio radiativo empobrecido. Imagina as conseqüências de essa radiação, na população civil.. Durante quantos anos vão a sofrer as conseqüências.Terá cânceres,degeneração genética,ma formação de fetos etc.

tunico

02/04/2011 - 20h36

Vejo um pouco de exagero nesse zelo, nesse melindre do nosso estimado Celso Amorim em relação à Teerã, é compreensível que nosso ex chanceler não queira ver, descer morro abaixo, todos o esforço que ele ( com muita capacidade, diga-se de passagem ) fez para colocar o Brasil como um país respeitado no mundo. Mas o Brasil não pode ficar a mercê da boa vontade de Teerã por gestos gestos isolados. Se o Brasil quer um assento permanente no conselho de segurança da ONU, tem que ser menos maleável e mais duro, mais objetivo com questões humanitárias. Penso que o geverno agiu certo.

Responder

    luis

    02/04/2011 - 21h32

    Interessa a quem que tenhamos assento na ONU para fazermos mais do mesmo? Se continuarmos assim é claro que teremos assento!
    Como podemos aceitar a indelicadeza de um presidente que em um país que era contra a operação de bombardeios a Líbia toma a decisão em nosso solo? Como aceitar que autoridades brasileiras sejam revistadas por agentes americanos? Como podemos concordar com um presidente que dá sua anuência para que tratemos com o Irã e depois puxa o tapete? Como podemos pactuar com essas farsas tipo preocupação com os direitos humanos na Líbia?
    Nosso governo é de continuidade, em relação a política internacional não creio que estejamos nesse rumo. Não digo que já estejamos tirando os sapatos porém começamos a desatar os nós! Espero que tenhamos reações importantes senão…

    Silvio I

    02/04/2011 - 22h35

    tunico:
    Brasil tênia que ter votado isso negativamente. Porque razão se coloca sô no banco dos réus a Iran. Porque não se coloca também os EUA.Os EUA respeitam algum DDHH? O assunto se chama petróleo, e se busca de qualquer forma, ter um pretexto para punir, debilitar, invadir. Me parece excelente, a posição de nosso melhor Ex Ministro das Relações Exteriores.

Ismar Curi

02/04/2011 - 20h22

De qualquer maneira há que se considerar que o regime de Teerà sob o ponto de vista dos objetivos da esquerda em geral, na medida em que o interessante do regime dos aitolás, do nosso ponto de vista, se circunscreve no confronto com Washington, tal como outros regimes que nos interessariam mais como o cubano ou o coreano, mas, não nos eganemos quanto aos princípios de política econômica que sempre serão abominados por Teerã, que já perseguiu todos os seus marxistas logo no início da revolução islâmica. Porque guardar tantas esperanças com o regime dos aitolás, se ao final nossas idéias nunca terão eco naquele território enquanto estiverem sob o domínio dessa teocracia?

Responder

    Silvio I

    02/04/2011 - 23h00

    Ismar Curi:
    Em essa zona, existem dois países teocráticos, um e Iran, e outro Israel. Mais o problema não e religião, o problema e o petróleo. Não é de hoje que existe problema entre Ira, Inglaterra e os EUA. Isto já leva quase 100 anos, o seja desde onde se começa a usar petróleo, como fonte de energia. Se deve lembrar que o Reza Palevi foi colocado no governo pelos EUA e Inglaterra.Os problemas em Oriente Médio começam quando Winston Churchill começa sua vida política como deputado.Isto no ano 1920.Por Iran passa o oleoduto que leva petróleo para a Índia desde Rússia.A guerra no Afeganistão e para poder passar com um oleoduto desde Arábia Saudita e tratar de sabotar a Rússia

    Bonifa

    02/04/2011 - 23h59

    Os aiatolás estão perdendo poder no Irã desde há muito. Não conseguem impor nada de radical e são aos poucos desmoralizados pelas mudanças de costumes, que nas grandes cidades são quase completamentamente ocidentalizados. Apenas o remoto interior ainda é bastante conservador, como é no Brasil e em todo lugar.

Zé Duarte

02/04/2011 - 20h09

Agora que o Brasil toma realmente decisòes condizentes, esse aí quer vir criticar… falando suas habituais bobagens.

A melhor parte é "tido como ditaduras pelo Ocidente"… e são o que? Democracias?

Depois do desasttre que ele e Lula fizeram na diplomacia brasileira, agora estão voltando aos eixos.

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Ricardo Montero

02/04/2011 - 19h59

Volta Amorim! Com Lula em 2014!

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beattrice

02/04/2011 - 19h26

Para os que insistem em dizer que tudo como dantes no palácio de abrantes:
– O suposto "patriota", o Tony, não acompanhou a presidentE a Portugal, quem seguiu até lá foi o Marco Aurélio Garcia.
– O suposto "patriota", o Tony, durante todo o ato oficial em homenagem póstuma ao José Alencar, podia ser visto tricotando e cochicando, com o Johnbim.
Só ainda não vê quem não quer.

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bentoxvi-o santo

02/04/2011 - 18h56

AZENHA.

GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL DO PIG….pessoal ninguem esta vendo????o PIG levantou a bola nossa presidenta…superstar…agora sai a pesquisa…sua aprovação é grandiosa…magnanima…maior do que o melhor presidente de nossa historia…ZIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM…é a mosca azul…rondando o ego dos incautos….

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Regina Braga

02/04/2011 - 18h25

Vamos tirar os sapatos,de novo?Volta Ministro! Tenho medo,de que ,acabem tirando a roupa.

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    Carmem Leporace

    02/04/2011 - 19h58

    Não, vocês gostam mesmo é de serem ""apalpados""..

    Sá cumé… não colonizado é outro naipe….

    O negócio é ser apalpados pelos ""estadunidenses"""… kkkkkkkkkkkk

    Foram apalpados pelo pessoal do FBI dentro do próprio país… ridículos.

    daniel

    02/04/2011 - 22h35

    Eu até gostei de ser apalpado. NOT!
    Acorda, generalizar é coisa de idiotas. Ops, esqueci estou nas internetz.

    Silvio I

    02/04/2011 - 22h42

    Carmem Leporace;
    Ridículo não! Vergonhoso! Esses brasileiros, Ministros, não tem condições de formar parte do Executivo. Falta em eles alguma coisa muito importante.

ricardo silveira

02/04/2011 - 17h54

Se o Brasil quiser continuar merecendo o respeito conquistado com a política externa do Celso Amorim tem que ser coerente e exigir relatores de direitos humanos para os Estados Unidos, Israel, etc. A ONU não tem nenhuma autoridade moral, o que há na ONU é a submissão da maioria dos países aos interesses americanos e dos demais países que têm poder de veto e bomba atômica.

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dukrai

02/04/2011 - 17h13

Amorim chutou o pau da barraca e escancarou o jogo de alinhamento com os EUA do Patriot e Dilminha. os inimigos do Irã estão virando pó no Oriente Médio e o Brasil pode ser o contrapeso para essas perdas. será que tem promessa da cadeira no Conselho de Segurança?

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Bonifa

02/04/2011 - 16h44

O fraco chanceler faz fraca a forte gente,como diria Camões. Mas vejam essa:

Dez rebeldes mortos no fogo amigo “humanitário”

Dez rebeldes libios foram mortos em um ataque aéreo da coligação internacional na sexta à noite perto do porto petroleiro de Brega. Para enganar a aviação inimiga, elementos das forças leais a Muammar Gaddafi teriam se infiltrado nas fileiras dos rebeldes e abriram fogo com armas antiaéreas. "Depois disso, as forças da OTAN chegaram e bombardearam", disse um dos insurgentes.
http://www.lemonde.fr/afrique/article/2011/04/02/

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yacov

02/04/2011 - 15h33

Há desrespeito aos direitos humanos em todos os países do mundo, inclusive aqui e nos EUA, porque é que esse relator não visita esses países também???? E porque escolher justo esse momento para essa visita ao Irã??? Aí tem coisa… Será que a DILMA está "costeando o alambrado dos steitis"???? Não quero crer numa coisa dessas.. VOLTA AMORIM!!!! FORA PATRIOTA!!!!

"O BRASIL PARA TODOS não passa na groBO – O que passa na grObo é um braZilpara TOLOS"

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assalariado.

02/04/2011 - 15h21

As ultimas posições do Brasil,na politica externa ou,foi em cima do muro ou,pulou para lado do interesses do imperio do capital,leia-se G7. O Brasil no caminho que estava,no governo passado,começou a criar uma feição de que ia dar novos rumos assertivos em favor de mostrar ao mundo,a hipocrisia existente dentro ONU em sua politica,em relação aos demais paises.Com estas atitudes,não tenho duvidas,levaria consigo muitas nações para construir uma nova ordem politica,economica e social perante o planeta.Que a ONU,na realidade é,apenas mais uma braço economico,politico e militar da burguesia internacional de se impor ao mundo,como nações exportadoras de guerras,exploradoras de outros povos que,em caso contrário,são invadidos militarmente por estas nações imperialistas que mantem graças a estas atitudes o "Estado do bem estar social" a seus povos,em detrimento do sofrimento de suas colonias que,de momento algumas se encontram invadidas,pelos mesmos,para assim manter seus previlegios enquanto nações imperialistas segundo seus interesses economicos,capitalistas.

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Carmem Leporace

02/04/2011 - 15h20

Cadê a matéria da Época???

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alexandre silva

02/04/2011 - 14h57

Celso amorim falou tudo (o que, certamente, fará a alegria daqueles que desejam ver o Brasil pequeno e sem projeção internacional). É para onde estamos caminhando com a nova política externa sem projeção, é isso que os americanos queriam calar a nossa voz e a força que o brasil conquistou com lula. estamos sendo apenas mais um no cenário mundial.. Celso Amorim sim visão

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giovani montagner

02/04/2011 - 14h56

volta amorim.

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O_Brasileiro

02/04/2011 - 14h35

Política exterior é jogo de xadrez ou de conchavos?
Amorim é um bom "enxadrista"!
Já o Patriot, eu não sei…

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    Silvio I

    02/04/2011 - 23h05

    O Brasileiro:
    O Patriot não é Patriota.Ele e patriota( com miniscula) de sobrenome!

ed.lima

02/04/2011 - 14h26

Esse PatriotaéUm míssil ameericano.

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Antonio

02/04/2011 - 13h58

Celso Amorim está correto na sua avaliação, mas será que o voto brasileiro iria evitar a vitória americana? E os estragos internos e externos que poderiam causar valeria a pena? Infelizmente, as vezes, a tomada de decisão tem que levar em consideração a "política real".

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    beattrice

    02/04/2011 - 19h22

    Um erro não justifica o outro, o Brasil a cada dia se torna BRAZIL nas mãos deste suposto patriota.

ZePovinho

02/04/2011 - 13h55

Acho que a Dilma vai apoiar esse discurso mequetrefe sobre "direitos humanos"(limitado apenas aos países que ameaçam a hegemonia dos EUA) para justificar,em casa,a investigação a fundo dos crimes da ditadura militar que sopesou o Brasil de 1964 a 1985.
Eu sei.Não perguntem como.

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    Orellano Paz

    02/04/2011 - 17h32

    Bingo!
    E aí vai ficar clara a política dos fabricantes de ditaduras (EUA).

    ZePovinho

    02/04/2011 - 19h31

    Vamos aguardar,Orellano.Direitos humanos valem no exterior e aqui dentro.Vamos ver se falarão em direitos humanos quando começarmos a mandar os militares torturadores para a cadeia.

    Silvio I

    03/04/2011 - 10h29

    Ze Povinho:
    Direitos humanos dentro do Brasil?Averigua o tratamento dentro de delegacias e cárceres. Se continua em alguns locais, a usar o pau de arara.Agora esquece isso de ver os que torturarão presos.No Brasil, não e como em Chile, Argentina, e Uruguai, aqui se vai a ir cozinhando em fogo lento, ate que a Parca marche com todos eles .Ai se vão a escrever livros, falando de a justiça, da democracia, da cordialidade do homem brasileiro.Nos não temos mudado continuamos procedendo da mesma forma.A historia nos mostra que sempre se fizeram as coisas por médio de maracutaias(termino usado por Lula) entre as elites das diferentes épocas. Ademais os mortos mortos estão!Esse não e meu pensamento.

    Silvio I

    02/04/2011 - 23h12

    Orellano Paz:
    A TV Brasil, a partir da dia 4 segunda feira às 22.00 horas vai a transmitir em três capítulos a intervenção do EUA no golpe militar de1964. E um documental, com os documentos do governo americano.Esses documentos, já deixarão de ser segredo nos EUA.

    beattrice

    02/04/2011 - 19h22

    Como se uma coisa justificase a outra.

maria regina

02/04/2011 - 13h44

Diante de argumentação extremamente convincente, o que dizer?
Apenas tenho dúvidas (por falta de conhecimento, certamente) em relação:
– Há a possibilidade de o Brasil ter concordado com tal envio mediante acordo com o Irâ para que não permitisse a distorção dos fatos?
– Há a possibilidade da presidenta, em relação aos direitos humanos, posicionar-se, sempre, radicalmente contra, independente do país e suas consequências, como uma questão de foro íntimo (o que seria questionável)?
– Houve polaridade entre o posionamente da presidenta e de seu ministro Patriota?

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    Antonio Silva

    02/04/2011 - 14h21

    " – Há a possibilidade da presidenta, em relação aos direitos humanos, posicionar-se, sempre, radicalmente contra, independente do país e suas consequências, como uma questão de foro íntimo (o que seria questionável)?…"

    Então o Governo Dilma terá que questionar até violações (pedolatria) no Estado do Vaticano .

    Talvez sobre a pacífica e neutra Finlândia para afinarmos uma maior aproximação política e econômica .

Myriam Marques

02/04/2011 - 13h29

Entendo seu ponto de vista, mas oxalá o Sr esteja errado mesmo. Acho que a presidenta Dilma deve continuar dialogando com Teerã normalmente e temos grande chance de continuar influenciando positivamente para que o regime fique mais humano. Negociar com um país não quer dizer concordar em tudo, absolutamente tudo que aquele governo faz. Tem que ter investigadir sim, em países que não respeitam a mínima liberdade democrática de expressão, que abrem fogo contra manifestantes pacíficos na rua. E o Brasil, não pode concordar com isso. Que sofremos com ditaduras e sabemos o valor das liberdades democráticas temos que lutar para ampliar os países seriamente investigados. Nossa presidenta Dilma, deveria propor para Incluir a China, para começar, que só para lembrar alguns crimes mais recentes, massacrou tibetanos e muçulmanos chineses, tem nosso Premio Nobel da Paz , preso de consciência.. Senão, agora vale tudo? Não. Se o Brasil quer ser desenvolvido, seja em tudo, defenda os direitos humanos como país desenvolvido. Dá o exemplo para os outros. E nossa presdenta Dilma continua o diálogo com coragem ( que não lhe falta), aproveitando caminho aberto pela administração Lula. Assim, sem medo. O Irã e a China precisam de nós também.

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    Ronaldo

    02/04/2011 - 17h08

    Não é uma questão de discordar. É uma questão da natureza e da ênfase na manifestação da discórdia.

    Ou o Celso Amorim está chateado com alguma coisa no governo Dilma, e sua colocação pode ser minimizada, ou o problema é grave mesmo.

    O trecho "Parece-me muito improvável que o governo brasileiro se sinta à vontade…" expõe a ruptura. São "eles", ou melhor "ela", quem fez a lambança.

    Eu, pessoalmente, acho que a Dilma se fixou muito na questão do gênero. Então apedrejar homem pode? Ou será overdose de realpolitik?

    Dilma e Lula estão trocando beijinhos. Prefiriria que trocassem idéias.

    A ver . . .

    Marola1

    02/04/2011 - 21h25

    Interessante que vc só lembra de violações de direitos humanos ocorridas em países que de alguma forma possam se opor aos interesses dos EUA. Que tal falarmos de civis afegãos mortos por raids aéreos feitos por aeronaves americanas não pilotadas, ou de civis em Gaza sendo mutilados por bombas de fósforo branco (o que caracteriza crime de guerra no direito internacional) jogadas por tropas de Israel? E pra ficar aqui na terrinha, que moral que temos pra jogar pedra no telhado dos outros, se somos um país em que um motoboy pode estar sujeito a morrer de pancadas infligidas por policiais da PM paulista, que embora estejam sendo processados por esse crime que pode os levar à prisão, provávelmente cumprirão penas brandas naquelas verdadeiras colônias de férias designadas para esse tipo de servidores se condenados. Pimenta nos olhos dos outros, não arde.

    Silvio I

    02/04/2011 - 23h24

    Myryam Marques:
    Iran e um país de governo teocrático. As leis de eles estão em livros religiosos. Aplica-se a lei do talião, e seu livro guia e o Coram. O que para nos e ruim, e desumano para eles e normal.Nos não aceitamos por exemplo,ter varias mulheres ,eles podem ter todas aquelas que possam manter, cortar uma mão, o morrer apedrejado.

helena catin

02/04/2011 - 13h12

AC/DC
Antes e depois de Celso Amorim
MRE virou ministerio das relacões inferiores com o patriot…
LULA e AMORIM essa dupla é imbatível e infelizmente, para nós, parece que foi oportunidade única!

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Sérgio Vianna

02/04/2011 - 12h47

Oxalá o primeiro de abril da emissão do primeiro texto de Amorim para CC seja só um detalhe, e assim o conteúdo do artigo não tenha similaridade com a tradição da data.

Celso Amorim faz falta desde primeiro de janeiro. A cena política ficou mais pobre sem a presença dele a nos brindar com suas elegancia, simpatia e inteligencia apuradas.

Com Celso Amorim tinhamos certeza absoluta de que o Brasil era um país respeitado no mundo. Um chanceler exemplar, firme e convicto de suas posições. E com serenidade singela ao responder qualquer indagação do PIG.

Faz falta e provoca saudades. O atual governo não vai bem nesse quesito das relações internacionais. Voltou a ser um ator submisso, de segunda categoria. O voto, objeto do artigo do Amorim é um. A abstenção do caso líbio outro. A invisibilidade no caso Egito também. Há mais fatos. Estão aí, pra quem sabe ler.

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    Ramalho

    02/04/2011 - 13h08

    Concordo. Esta nova orientação apequena o Brasil. Mas há quem goste.

    Beto Crispim - BH

    02/04/2011 - 20h19

    De acordo

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