VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.

Brasil e Argentina: Sem saída, elite local será presa fácil para Trump

13 de janeiro de 2017 às 13h31

Trump aponta dedo

Brasil e Argentina: Duas economias paradas no ar

Dóris Castro e Roger Amarante, no Diário do Capital

A matéria desta sexta-feira (2) do jornal Pagina 12, de Buenos Aires, resume com leve ironia a real situação da economia nacional e do governo Macri: Ahora admiten que la economia no arranca, pero “va a arrancar”.

Quer dizer, o governo finalmente admite que a economia não arranca, mas “vai arrancar”.

Uma semelhança tão forte com a situação da economia (e do governo) no Brasil não pode ser uma mera coincidência.

Nos dois países que concentram mais de 75% da produção na America Latina os capitalistas mostram sinais de crescente nervosismo: a prometida recuperação da economia prometida por Macri e temer não virá ou foi apenas adiada?

Essa é a pergunta que os homens do mercado fazem aos seus já claudicantes governos. Nada dá certo.

A produção afunda e o desemprego sobe. A capacidade dos governos de inverter a situação já começa a ser questionada pelos seus próprios patrocinadores.

Querem resultados rápidos da política econômica na economia real. Os ministros da Economia dos dois países já começam a se fritados.

Meirelles, em particular, já berra como cabrito em véspera de Natal.

Afinal, por que ocorre essa coincidência de fracasso dos governos das duas grandes economias sul-americanas?

Por que o fracasso de Temer é o mesmo de Macri?

Exatamente porque os dois fazem a mesma política pró-cíclica.

Fazem um diagnóstico político totalmente equivocado dos problemas econômicos externos e internos. E aplicam o remédio totalmente errado (o famoso “remédio amargo”, como eles dizem) de uma política suicida tipo antigo: monetarista, fiscalista e de austeridade – insistência burra de cortes de gastos do governo e do consumo individual.

Cronicamente inviável.

Não se faz mais essa besteira de “política de austeridade” em lugar nenhum do mundo. Frente à deflação global e à queda fulminante do comércio internacional, o que se faz em todo o mundo são políticas econômicas anticíclicas.

Redução drástica da taxa básica de juros e forte expansão dos gastos do governo – obras de infraestrutura, etc.

Reforço do mercado interno face às incertezas do mercado mundial.

Em todo o mundo se procura amortecer o peso do próximo choque depressivo global.

A palavra de ordem é garantir a produção, o consumo e o emprego das massas.

Seja nas principais economias dominantes – EUA, Alemanha, Japão – seja nas maiores economias dominadas da periferia – China, Índia…

Neste quadro global, Brasil e Argentina são economias estranhamente colocadas em coma induzido pelas respectivas burguesias.

O desemprego aumenta, a fome se aprofunda e os conflitos sociais invadem as ruas. No início dos anos 2000, a Argentina afundou catastroficamente e o Brasil escapou por um triz.

Desta vez, com a chegada do próximo choque global, as duas economias devem afundar juntas e mais catastroficamente ainda que entre 2000 e 2002.

As duas burguesias não terão mais nenhuma carta econômica para ser jogada. Nem política.

Abandonadas à própria sorte pelo imperialismo norte-americano da era Trump, a revolução voltará com força à ordem do dia na América do Sul.

Leia também:

A desembargadora que levou 388 mil reais para casa de remuneração em um mês

 

5 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Luiz Carlos P. Oliveira

14/01/2017 - 09h51

Nenhuma novidade. A direita semore andou na contramão da história. Cavallo e FHC conseguiram, artificialmente, equiparar o Austral e o Real com o Dólar. Quebraram as empresas exportadoras e criaram um paraíso para importadores. O resultado disso a gente já sabe. Agora vem a política do entreguismo. Temer e Macri acabaram com as duas maiores economias da América do Sul. Até quando?

Responder

Jiulio Camozzi

14/01/2017 - 05h12

Como será a nossa sociedade nos próximos decênios?
Wolfgang Streeck

https://eleuterioprado.files.wordpress.com/2017/01/como-serc3a1-a-nossa-sociedade-nos-prc3b3ximos-decc3aanios.pdf

Responder

Jiulio Camozzi

14/01/2017 - 05h05

“Redução drástica da taxa básica de juros e forte expansão dos gastos do governo – obras de infraestrutura, etc.

Reforço do mercado interno face às incertezas do mercado mundial.”

Ou seja, exatamente o contrário do que o golpista queridinho da classe média falida está a fazer.

Em vez de reforçar o mercado interno, como fez o PT com seus programas sociais, passa a tesoura em tudo e entrega as empresas brasileiras para serem devoradas pelas empresas do norte (assim como as economias do sul da Europa fazem em relação às empresas do norte).

Não esqueçamos amigos que na crise de 2000 os operários argentinos COMERAM RATOS

Responder

FrancoAtirador

13/01/2017 - 14h49

.
.
[email protected] que se Preparem para o ‘Cambiásso Reload’ do PSDB
.
.

Responder

Deixe uma resposta