VIOMUNDO

André Singer: Mídia esconde debate sobre reforma política

28 de abril de 2013 às 20h34

Henrique Fontana, autor da proposta

27/04/2013 – 19h51
Chance perdida

por André Singer, na Folha de S. Paulo

Cercada por silêncio ensurdecedor, a proposta de reforma política que previa, entre outros itens, o fim do financiamento privado das campanhas, foi arquivada pela Câmara dos Deputados duas semanas atrás.

Que os parlamentares fossem avessos a mudar as regras pelas quais se elegeram era provável. Foi surpreendente, contudo, que, com exceção do manifesto coordenado pela OAB e pela CNBB na véspera do recuo, houvesse tão pouca mobilização da cidadania a respeito do tema.

Sem chegar a ser apreciada em plenário, a proposta caiu no colégio de líderes, a quem o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves, consultou, conforme o prometido –justiça seja feita–, sobre a conveniência de levar o assunto a votação. O distinto público nem sequer foi informado sobre quais partidos bloquearam a tramitação da emenda. Exceto uma ou outra nota, a 
imprensa envolveu a questão numa espessa invisibilidade, tornando-a um não assunto.

Observe-se que ao adotar o comportamento acima, os meios de comunicação, além de privar a sociedade de informações importantes, endossam situação que dizem repudiar. Basta passar a vista nos primeiros cadernos dos jornais para perceber que boa parte do espaço é ocupada por escândalos de corrupção. Tais casos, por sua vez, estão, na maioria, direta ou indiretamente relacionados a recursos para eleger mandatários.

Não acredito em cálculo consciente, mas a verdade, paradoxal, é que embora os editoriais ataquem os desvios de candidatos e eleitos, o noticiário é alimentado por eles. Ou seja, o desprezado sistema atual é fonte inesgotável de histórias que compõem manchetes, reportagens e comentários.

O resultado é aumentar a descrença nos mecanismos democráticos. Crescente sentimento de que os Poderes da República nada têm a ver com a vida real perpassa a população, unificando em um círculo vicioso desde o mais engajado militante de ONG até o menos interessado dos habitantes do país.

É provável que aí esteja a razão de fundo para a indiferença que cercou o sepultamento do relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS). Como se os eleitores tivessem se conformado com o fato de que cerca de 200 empresas, segundo o parlamentar, controlem o processo eleitoral por meio de rios de dinheiro (quase R$ 5 bilhões em 2010).

O fracasso mudo da terça-feira, 9 de abril de 2013, mostra a face excludente da democracia brasileira. O caminho de construção de um regime participativo passa agora por fortalecer o Projeto de Iniciativa Popular por uma Lei das Eleições Limpas, também iniciativa da OAB e da CNBB, já apoiada por outras 30 entidades. Vai ser longo e árduo, todavia é o único que vale a pena trilhar.

*****

do site do PT

O PT lançou a Campanha pela Reforma Política no país. Os principais pontos da proposta são:

— Financiamento público exclusivo de campanhas políticas: para inibir a corrupção, a força do poder econômico e baratear os processos eleitorais.

— Voto em lista preordenada para os parlamentos: para que sejam valorizados os compromissos com os programas partidários.

— Aumento compulsório da participação feminina nas candidaturas: o PT já aprovou a paridade entre homens e mulheres em todos seus espaços, queremos que este seja também uma prática na política do nosso país.

— Convocação de Assembléia Constituinte exclusiva sobre Reforma Política: para que se aprofunde a democracia brasileira através de um amplo debate com participação efetiva da sociedade.

Para que seja reconhecido um projeto de iniciativa popular, é necessário coletar, no mínimo, 1,4 milhões de assinaturas. O objetivo do PT é atingir 1,5 milhões de assinaturas.

A Coordenação Nacional da Campanha pela Reforma Política alerta que, na falta do número do titulo de eleitor, todas as informações são de extrema importância, pois o nome da mãe e a data de nascimento facilitam para que seja encontrado o número no site do Tribunal Eleitoral. Outro detalhe importante: as fichas sem a assinatura não servem.

Após assinatura do formulário, o documento deve ser entregue no Diretório estadual ou enviar via correio ao Diretório Nacional do PT (Setor Comercial Sul, Quadra 2, Bloco C, nº 256, Edifício Toufic, CEP 70302-000, Brasília, DF).

Em caso de dúvidas os participantes podem se comunicar através do email [email protected] ou pelos telefones: 11 3243 1368/1369.


Acesse aqui o formulário, em pdf.

Leia também:

Henrique Fontana: O artigo sobre a reforma política que o Estadão censurou

 

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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claiton

30/04/2013 - 07h12

Não existe inconstitucionalidade que possa ser contestada pelo supremo sem que o projeto de lei, a medida provisória ou a emenda constitucional tenham sido votados. É direito incondicional e incontestável do parlamento apresentar tramitar e votar qualquer matéria, seja ela a mais inconsequente, impudica, aviltante ou inconstitucional. Após votação e antes da promulgação, caso algum interessado recorrer ao supremo para contestar a constitucionalidade de uma lei, ai sim, o supremo pode e deve suspendê-la por tempo máximo de 72 horas, com o aval, de pelo menos dois membros do seu colegiado, para sua avaliação constitucional. Sem que a matéria tenham sido discutida e votada em plenário, a interferência do supremo é coisa de interferência inadequada totalitarista, inaceitável em uma democracia plena e inconteste, é autoritarismo puro, fere de morte o direito máximo da liberdade ( cadê a imprensa que clama tanto pela liberdade de imprensa? ) e da democracia.

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Larissa Paes

30/04/2013 - 07h11

Vivemos em um país com liberdade para dizer e pensar o que achamos, a começar pelo voto, que é feito de maneira democrática, em que cada cidadão exerce seu papel indo às urnas e escolhendo seus representantes, mas isso não quer dizer que não haja corrupção, entretanto já é um começo para melhoria da política brasileira.
A proposta de Reforma Política é um projeto que a população deve se mobilizar com certeza, pois assim haverá muitas mudanças para melhor, como, a convocação de uma Assembléia Constituinte para debater a participação efetiva da sociedade; aumento da participação feminina na política. Esses pontos foram propostos pelo PT , e são bastantes positivos pois buscam a todo momento favorecer a população.
Para termos certeza de que alcançamos a democracia totalmente, qualquer pessoa, seja branca, negra, pobre ou rica deve ter seus deveres e direitos respeitados, não que chegaremos a presenciar uma sociedade sem miséria, fome, racismo e preconceito, pois isso seria querer demais, entretanto só de ter pessoas lutando e defendendo a classe mais desfavorecida é sinal de que nem tudo está perdido.

Responder

Euler

29/04/2013 - 22h29

Considero a reforma política importante e necessária, mas, sem que se quebre o monopólio da mídia, a reforma política estará comprometida.

A discussão pública, o debate amplo com a população acerca do que representa a reforma política precede qualquer tentativa de reformar – para manter – a legislação sobre o tema.

Como promover um amplo e democrático debate diante do monopólio da mídia pelos tucanos (tucanos = neoliberais, golpistas, pró-alinhamento automático com a política de rapina dos EUA e aliados, etc. E mais: tucanos não são necessariamente políticos apenas do PSDB. Também o PT está cheio de tucanos enrustidos).

E para completar, o governo federal do PT é “republicano” demais para enfrentar os donos da mídia e bancar projetos alternativos de comunicação social.

Ou seja, para se fazer mais do mesmo é preferível aguardar – e incentivar – que os de baixo se organizem e construam, nas suas mobilizações e nas lutas sociais, outras formas de fazer política, de acordo com os interesses da maioria da população.

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Gerson Carneiro

29/04/2013 - 20h27

A Lorota da Caxirola

Segunda-feira, 28.04.2013, durante meu desjejum (normalmente só uma xícara de café sem açúcar) tomei ciência, pelo twitter, que o programa Fantástico noticiou um protesto ocorrido no domingo na “Arena Itaipava Fonte Nova” em Salvador-Bahia, durante o derbi Ba-Vi.

Imediatamente lembrei de título recente de um post no VIOMUNDO chamado “O que a Globo não mostrou de Brasil vs. Chile” e então, cresceu a curiosidade e fui ver o que a Globo mostrou no Ba-Vi.

Para me cerificar, entrei em contato com um amigo torcedor do Bahia que esteve presente no evento. Segundo ele o protesto foi em função de problemas que ocorrem com o time do Bahia comumente presentes na diversidade de times brasileiros, tais como “time ruim, jogadores caros e que não dão resultados… presidente e diretoria em franca decadência” e etc.

Mas, com base nas imagens pensei tratar-se de protesto dos baianos contra a lorota da “caxirola” , instrumento musical do tipo chocalho “inventado” por Carlinhos Brown para ser instrumento musical oficial da Copa do Mundo de Futebol de 2014, e que foi certificado pelo Ministério do Esporte em 27 de setembro de 2012.

Destaque para o fato de portais como G1 e CBN denunciarem “a falta de educação” da torcida do Bahia, e em nenhum momento tocou no que pra mim é o real vexame real: a lorota da “caxirola”.

“A caxirola respeita os limites sonoros. Ela reproduz sons da natureza, do mar, por isso trabalhamos com os melhores engenheiros acústicos para que o som fosse gostoso, agradável.” Carlinhos Brown.

Na verdade, a caxirola é cópia do caxixi, instrumento do tipo chocalho, de origem africana. É um pequeno cesto de palha trançada. Tem uma alça no vértice. Com sementes secas no interior para fazê-lo soar. É usado principalmente como complemento do berimbau.

O caxixi é um instrumento artesanal, livremente comercializado. A caxirola é um instrumento industrializado e seu comércio e industrialização são monopolizados.

Foram distribuidas 50 mil caxirolas para os torcedores que compareceram ao Ba-Vi, segundo o Carlinhos Brown, “para fazer a primeira ola sonora do mundo”.


Carlinhos Brown apresenta a caxirola, sua “invenção”.


Protesto da torcida do Bahia.


Cara do Tadeu Schmidt ao noticiar “a falta de educação” da torcida do Bahia.


Caxixi, instrumento de produção artesanal e de livre comércio.

Responder

    renato

    30/04/2013 - 17h06

    Gerson, foi hilario a introdução para levar você a ligar a Tv Globo!
    bem na hora da CAXAROLA!
    Mas. também fiquei assim…pasmo!
    Não sabia se criticava a torcida e me envergonhava, ou ficava puto
    com CBrow, querer ganhar nas costas do povo.Mas um produto, para se
    jogar no lixo depois e de plastico.
    E o Som era ensurdecedor…Isto sim é uma VERGONHA.
    Mas continuemos, pedimos que votem no site do Gerson, para colocar
    um nome na nossa VOVODELA, que será testada na próxima partida, aqui no sul, onde somos mais ” Educados”.
    O POVO brasileiro é que nem criança marrenta, não presta joga fora mesmo!

Fabio Passos

29/04/2013 - 16h38

É fundamental garantir financiamento público exclusivo. Os políticos devem servir a seus eleitores… e não aos seus financiadores privados de campanha.

Retirar das grandes corporações, como bancos, empreiteiras, grandes indústrias, agronegócio, o poder de comprar candidaturas e eleições será um avanço gigantesco capaz de resgatar a democracia.

Tem quem goste da patifaria atual… em que o rabo dos políticos pertence a seus financiadores.

Evidente que é muito mais fácil controlar financiamento x despesas de campanha com um valor previamente definido.

Inclusive identificar e punir ainda durante a campanha, o uso de dinheiro de contribuições ilegais.

Apenas ignorantes e/ou pilantras negam este fato.
Resumindo e dando nome aos bois: leitores de veja. rs

Responder

    Roberto Locatelli

    30/04/2013 - 08h24

    O X da questão é esse, Fábio, financiamento público de campanha. O PIG é contra, a oposição é contra, vários partidos dessa tal base “aliada” são contra e, claro, os grandes empresários “financiadores” são contra.

    Enquanto os parlamentares forem comprados por interesses privados, não tem nem como extinguir as votações secretas na Câmara e no Senado. Se os parlamentares tiverem que votar tudo em voto aberto, aí sim é que serão chantageados e comprados por empreiteiras, bancos, etc.

acmsouza

29/04/2013 - 15h58

A compra de voto do associado partidário será inevitável, imensurável e incontrolável, e pior de tudo, o povo não escolhera mais os seus representantes, as eleições congressistas passara a ser indireto, visto que, na realidade só o partido será votado. Parte dos candidatos eleitos não terão autonomia, pois seus mandatos não são produto do voto do eleitor e sim da indicação do partido, e outra parte comprara com dinheiro particular a indicação dos seus nomes e, por consequência não terão nenhum compromisso com o povo, portanto, um ou o outro não serão os representantes do povo, mas sim, dos partidos e por consequência dos caciques endinheirados. O eleitor será mero homologador.
Os eleitos deixarão de serem os representantes do povo, passarão a ser das máfias poderosas e criminosas, bancadas com o dinheiro público.

Responder

    Ricardo JC

    29/04/2013 - 21h54

    Toda a sua teoria está furada por uma única e exclusiva razão. Com o fiananciamento público exclusivo, as campanhas serão controladas pela quantidade de recursos que será concedida a cada partido (conforme sua representação). Receber recursos de caixa 2 não vai adiantar nada, pois ele não poderá ser gasto. Campanhas milionárias, com abuso de poder econômico vão desaparecer e, consequentemente, financiadores (????) privados também vão. Qualquer iniciativa que leve ao fortalecimento dos partidos é bemvinda. Preste atenção amigo…hoje, no Brasil são 31 partidos políticos…e 39, pasmem, 39 pedidos de novos partidos. Vivemos uma situação surreal em que não há partidos (com uma ou outra exceção), mas agremiações usadas para satisfazer projetos pessoais. É isso que você quer? Eu não!!!!

acmsouza

29/04/2013 - 15h57

Financiamento de partido – campanha – por dinheiro público só nos regimes fechados.
Mesmo que a lei promova o financiamento público – campanha -, nunca, um partido deixara de receber dinheiro particular. O tão famoso caixa dois ( 2 ) proliferara de maneira arrasadora, ¨ sem lenço e sem documento ¨ . Será a maior orgia da ilegalidade, acobertada pela legalidade. Fico pasmo que existem pessoas que defendam tal aberração.

Responder

acmsouza

29/04/2013 - 15h53

Presta atenção: partido político não representa um todo de um povo, mas sim partes, as mais variadas e antagônicas possíveis, com o único desejo que é alcançar o poder, e sua manutenção deveria ser bancada por dinheiro particular, não deveria receber um misero centavo de dinheiro público. A única vantagem pública que seria cabível era o tempo da propaganda eleitoral nos meios de comunicação radiofônica e televisiva, e isso com tempo integralmente igual entre todos os partidos, e ser proibido qualquer aliança partidária que transfira tempo de um partido para outro com exceção, para o cargo de executivo (presidente, governador e prefeito), tempo este que nunca poderia ser superior a 10%. E quanto aos parlamentares eleitos, só os que receberem votos suficientes. Os partidos podem optar pó lista declarada por ordem que melhor desejarem, onde o voto não será pedido para o candidato, mas sim para a lista do partido.

Responder

oziel f. albuquerque

29/04/2013 - 15h26

O pig e o lixo atomico que o Brasil tem que entrrar, para o bem do povo brasileiro.

Responder

    Fabio Passos

    29/04/2013 - 18h30

    Falou e disse.
    E o maldito, mesmo enterrado, tem enorme poder destrutivo.
    A radiacao que contaminou milhares de cerebros mal formados da nossa classe media vai continuar fazendo estragos ao brasil por muito tempo. rs

marcflav

29/04/2013 - 14h21

O deus-mídia, a plutocracia e o ex-ceo sr lula da silva

por marcflav, em 10/fevereiro/2013

… não se pode negar o carisma do exceo sr lula da silva…ele é um daqueles dos que gostam de falar ao microfone, aprendeu a comunicar-se com o microfone, sabe pausar, prender a atenção, contar a estória, um puta comunicador, usando a retórica de bardos nem tão antigos… que imaginação fértil, de homem do interior indo em busca do eldorado perdido chamado emprego, agenda pra cumprir e destino certo pra trilhar!… vive do seu passado, da memória do seu passado, que ninguém pode lhe tirar – e se aproveita naturalmente disso – é a sua vida, e ele a representa totalmente, integrado dentro dos meandros do poder… ele ascendeu, faz parte das elites, e se orgulha disso, de ser um vencedor, de ter saído do interior de pernambuco para vencer em “sampala”… e credita a pecha de burgueses invejosos às oligarquias adversárias que o desprezam, ou por xenofobia, ou “pelas abobrinhas”, ou pelo falso conteúdo moral que naturalmente ele deseja compartilhar, como fazem praticamente todos os representantes do sistema, (e que o deus-mídia reproduz, incontesti), … ora, ora, mas é assim que os plutocratas instalados no sistema funcionam, na luta pelo poder, pelo controle do estado… e os novos mandarins da res-pública também o são exatamente por isso, por inveja daqueles que já mamam nas tetas dos cofres públicos… a história se repete em muitos lugares, em muitas épocas, cabendo à sociedade de massas justificar esse teatro como “democracia”… e aos lobistas da midia, chancelar, validar, escancarando ou escondendo as mazelas conforme os interesses dos poderosos donos do dinheiro, valendo-se ou mais, ou menos, das máscaras da vez do sistema… tem pra todo mundo mas acabou… agora só pra alguns… ano que vem tem mais emprego, concurso, tem mais cargo, mais carro, tem mais orçamento, tem mais obra… tem mais futebol… tem mais eleição ou seleção… o “concorrente maior” do exceo sr lula da silva, a mim me parece, será o ceo sr silvio santos, que joga dinheiro pra platéia, perguntando “quem quer dinheiro”, num desrespeito à tal de sociedade de massas, ostentação digna de um imperador sanguinário, porém ao mesmo tempo, podre-delícia circense….. mais: o que me faz refletir sobre a questão do exceo sr lula da silva reconhecer, bem sincero, que fala muita abobrinha, é que essa atitude é também uma artimanha de cordelistas na hora da performance… os bardos aprendem desde cedo a se virar nos 30s, quando falta conteúdo! porisso fica bem visível que ele é simplesmente mais um produto dessa mesma mídia que, ao que ele diz, o magoa, e é injusta… duplo-padrão, ou, usando uma metáfora pra simplificar, farinha do mesmo saco… numa espécie de disputa de campeonato, recriadas pela imaginação da ralé como deuses olímpicos, a políticagem é encenada, pelos plutocratas, nos templos do deus-mídia, numa consecução mais próxima de combates entre heróis e farsantes, e precisa, para representar as crenças e valores dos personagens mitológicos do brasil-olímpico, das figuras de um semideus, do mecenas, do protetor patriarcal, como também do ditador, do tirano, e dos novos mandarins da res-publica…e quem sustenta a “realidade” da agenda do poder concedente do estado é a mídia, é ela quem faz a cabeça e é “fazida” pela cabeça das massas… enfim, se é aceita como válida a hipótese das massas desejando satisfação de se realizarem num vencedor, líder inconteste que as guiará, a multidão silenciosa, através do abismo da vida subordinada à violência de uma economia dominada pelos controladores do dinheiro, então é aqui que a velha mídia entra, renovando-se e refletindo-se, ora na ralé, ora nos plutocratas, forjando e alimentando-se das necessidades das multidões silenciosas… a mídia é a interlocutora, o deus-mercúrio que leva-e-traz as notícias dos mercados entre os palácios e a ralé, é ela quem pode tudo mostrar e tudo esconder no rosto do comunicador…. pois assim que uma personagem entra no circuito midiático ela é rapidamente estereotipada para satisfazer as necessidades do establishment… e se quisermos compreender a carreira, a memória, os feitos e desfeitos do exceo sr lula da silva temos que considerá-lo como uma consequência do mass media, nessa antropofagia midiática chamada brasil … e, ao examinarmos também as tacanhas análises dos fundamentalistas de plantão, veremos que ele, o exceo sr lula da silva, será considerado de esquerda, por não seguir a agenda do estabilishment e será de direita quando seguir a agenda do estabilishment… ou seja, de qualquer forma ele está preso aos plutocratas do sistema, ele não tem um pé dentro do sistema e outro fora: ele tem os dois pés dentro do sistema, e é por isso que os plutocratas o chamam de estadista: costurou um arco de alianças que finge contemplar, ou contempla provisoriamente, aos interesses de praticamente todo o sistema brasil, – da qual ainda é presidente – só que agora do conselho de acionistas, digo, dos interesses econômicos que mantém em funcionamento a bocarra insaciável do estado, dos ansiosos donos do dinheiro e de seus gerentes dos mercados… sempre, e cada vez mais, precisando urgentemente do regalo do bombocado apetitoso de mais da metade de tudo aquilo que as pessoas dessa terra produz….e, se ele, o exceo sr lula da silva (“o deus-deu”), proporcionou, através das canetadas do poder concedente, para a sociedade de massas, as migalhas, (“a usura dessa gente/já virou um aleijão”), pois foi bom aluno no cumprimento da agenda da política da ordem e do progresso (vide a carta aos brasileiros), de fato, contribuiu para o comércio, para a indústria e para o consumo, inclusive para os banqueiros e para as multinacionais no exterior, mas não para uma cultura da Política, da Etica e da Moral, mesmo porque isso não interessa… interessa é o dinheiro, pelo poder que ele representa, ao fingir satisfazer a agenda diária à qual somos todos submetidos e/ou escravizados.

Responder

    renato

    29/04/2013 - 20h41

    De onde falas Ò poderoso Odin!
    Das Montanhas Escandinavas, onde Thor
    foi gerado, onde Crow, ainda te ensinava
    a tu o Digníssimo Rei das Tempestades
    Está difícil, mas ainda vou conseguir chegar
    em Conan, o Bárbaro.
    Onde é o lugar de ondes olha, o mundo ao
    qual, foste designado aos Deuses, julgar.

Maria Cesar

29/04/2013 - 12h16

Azenha, embora seja fora do tema, aproveito para mandar um vídeo, feito na “Festa Internacional de Jornalismo” em Perugia – Itália,em 28/04/2013, onde a convidada de honra era a blogueira cubana Yoane Sanchez que foi duramente contestada com as palavras de ordem: “Cuba sim, yankees não”. Eis o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=EVpYyUpVaxI

Responder

    renato

    29/04/2013 - 20h32

    Pago 25 R$, ainda não sei como depositar no banco, direto.
    Mas conforme Conceição passo a passo, vai dar certo.
    Não faço nada pela net bancário,( também não tenho, para fazer).
    Pago 30 R$, para o VIOMUNDO fazer coletânea da passagem da senhora
    Cubana,( para ela deve ser um aleijo, ser chamada assim)pelos países.
    Muito bom este vídeo, Maria, foi para desopilar as veias.
    Só não entendi porque os italianos nos convidavam para a final.
    ” VAI PRA FINAL BRASIL “??
    Não havia legenda, mas o resto dá para entender muito bem!!

Mardones

29/04/2013 - 12h04

Utilizar a tv para divulgar a importância desse projeto nem pensar. k k k

Responder

LuizCarlosDias

29/04/2013 - 11h50

Façam um questionário e espalhe nos blocos sociais para que cada eleitor seja um coletor de assinaturas que seria enviado pelo correio ao endereço em Brasilia.Por ex. faço varias cópias e vou ao encontro dos meus amigos simpatizante, faço a coleta dos dados e envio ao endereço de Brasilia, dando apoio as reformas politicas.Abraços e viva Lula/Dilma.

Responder

Rasec

29/04/2013 - 11h47

A mídia não tem interesse em reforma política. Veja se sai reportagens sobre sonegação fiscal no Brasil! Eles preferem pregar o discurso de criminalização dos partidos políticos, dos funcionários públicos e dos movimentos sociais. Quando, todos sabemos, o assalto ao país é feito por nosso empresariado, com suas margens de lucro exorbitantes e com financiamento privado de campanha.

Responder

Bernardino

29/04/2013 - 11h34

ANtes de reforma politica é necessario regulamentar essa Imprensa bandida,nao adianta jogar confete em aviao.A reforma da midia deve preceder as demais é VITAL pra DEMOCRACIA.Falta culhoes aos partidos e politicos safados!!

A VERDADE dos fatos:DEU no jornal HORA DO POVO- PL 4470/12 Rouba tempo e Recursos dos pártidos.É uma Brutalidade contra a DEMOCRACIA,afirma SEN REQUIAO.Querem destruir os adversarios antes que eles possam se movimentar continua Requiao.
A Proposta que prejudica a maioria dos partidos é de autoria do EDINHO ARAUJO(PMDB-SP) e tem apoio do PT,PMDB,DEM e o novato PSD do KASSAB
recebeu uma emenda absurda do sr Ronaldo Caiado,aprovada no plenario da camara que reduz em 2/3 o tempo de propaganda que é dividido igualmente entre todos os partidos.Dos 29 partidos existentes,apenas cinco partidos com bancada superior a 40 deputados se beneficiam dessa criminosa medida;Todos os demais partidos serao prejudicados por esse golpe Baixo

Alem de ter sido derrotada no senado em regime de urgencia o projeto que cassa tempo e recursos financeiros de mais de vinte partidos,a oligarquia partidaria formada por PT PMDB DEM e seu mais novo associado o PSD do Kassab foi derrotado tambem no STF por liminar provisoria do sr GILMAR MENDES que apesar grandes defeitos como ministro acertou na decisao
Prossegue o Hora do POVO-Alem de dificultar o surgimento de novos partidos impedir fusoes entre os mesmos.O que esse projeto tenta fazer de mais antidemocratico e inescrupuloso é atacar o direito da ampla maioria dos partidos existtentes ao roubar deles seu reduzido tempo de TV e os o poucos recursos do fundo partidario.Ou seja querem esmagar os partidos politicos noBrasil para se perpetuarem no PODER.Perseguiçao desse tipko a partidos e correntes politicas desse tipo nao tem o menor cabimento num regime democratico.Muito ao contrario,esse tipo de comportamento é tipico de grupos oporunistas,REacionarios e mesmo de elementos FASCISTAS inveterados. CNCLUI O HORA DO POVO!!!

POr essas e outras ve-se que o PT E SEUS COMPARSAS do PMDB devem explicaçoes a todos os Democratas e Progressista e esquerdistas tambem menos aos TUCANOS que no poder se comportavam como o agora PT!!!!

Responder

    Neotupi

    29/04/2013 - 23h37

    A Lei dos meios não passa no atual Congresso. Sem a reforma política o Congresso continuará mais ou menos como está. Por isso, a reforma política é a mais importante. Com Congresso conservador, os governos sempre serão limitados em seu progressismo.

    barreto

    30/04/2013 - 15h45

    Bernardino,
    vc esqueceu de dizer que a PL visa combater a criação de partidecos, às vésperas das eleições, com intuito de abocanhar tempo e recursos de outros partidos. Depois de criado, o partideco é vendido como mercadoria em troca de favores e cargos no governo.
    Enfim, a criação de partidos no Brasil virou um negócio.
    Sem partidos fortes não há democracia plena e a tendência natural de democracias consolidadas é a redução gradual de partidos – ficam apenas aqueles que tem representação no congresso, que tem massa eleitoral.

Tiago

29/04/2013 - 10h17

Tem razão, a questão deveria ser mais divulgada mesmo.

Deveria ser mais divulgado, por exemplo, que a proposta do PT para o financiamento público é que os partidos com maior votação no último pleito para deputado receberiam os maiores fundos (e a distribuição dos valores respeitaria essa proporção).

Qual partido seria, hoje, mais beneficiado com essa alteração? Adivinhem…

O que esse mesmo partido diria dessa proposta, na época em que contava com uma bancada de meia dúzia de deputados?

Responder

    Julio Silveira

    29/04/2013 - 11h07

    Sabe como vejo isso Tiago, o que vemos em toda e qualquer ditadura, o uso da força, nesse caso politica, para favorecer um casuismo em beneficio proprio e de seus assemelhados.

    Neotupi

    29/04/2013 - 17h27

    O PT cresceu com essas mesmas regras, que vem da Constituinte de 1988. Mas o abaixo assinado não propõe congelar essas regras. Propõe uma Constituinte exclusiva para debater e criar novas regras. Nada impede que a divisão do fundo partidário e tempo de TV seja um pouco diferente. Em vez de só criticar, porque não sugerir que os 4 maiores partidos recebam a maior fatia, mas com valores iguais (ou quase iguais) entre eles, equilibrando o pluripartidarismo, e situação/opisção? E que os próximos 4 partidos intermediários (uma espécie de 2a. divisão) também recebam uma fatia menor, mas com valores nivelados entre eles. E assim por diante com os 4 partidos da 3a. divisão até a 4a. Daí pra frente aí cada um que cresça e apareça. Cada 4 partidos de peso tendo tempo fixo independente de coligação, eliminaria a disputa de tempo de TV por legendas de aluguel.
    Criticar a política atual não adianta nada se a eleição continuar sendo bancada por banqueiros, empreiteiros, etc, num claro conflito de interesses populares com interesses econômicos.

J Souza

29/04/2013 - 08h27

Se o povo tivesse Educação de qualidade, que lhe desse senso crítico, vocês acham que iria fazer diferença a fonte de financiamento?
Esse mesmo tipo de alienação eles fazem nos EUA…
Duvido que na Escandinávia os políticos manipulem o povo como marionetes, oferecendo migalhas, como aqui.

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    J Souza

    29/04/2013 - 08h51

    Aliás, foi para isso que Brasília foi criada, para isolar os políticos dos “clamores populares”, afinal de contas, o povo é “desinformado” (por que será?), “ignorante” (por que será?), “baderneiro” (por que será?).
    E assim Brasília vai governando para poucos, para uma minoria.

    P.S.: Um exemplo típico é o caso da maioridade penal. A maioria da população quer punir os assassinos menores de idade, quer isso vá ou não diminuir a violência, mas o congresso nacional se faz de “morto” no assunto. Esse assunto deveria ir ao menos a plebiscito, pois os casos de comoção nacional não são esporádicos, são diários!

Roberto Locatelli

29/04/2013 - 07h01

Não houve mobilização da sociedade porque as lideranças de esquerda, que poderiam mobilizá-la, não o fizeram, inclusive o PT.

Só há duas opções possíveis para o próximo período no Brasil e na América Latina: mobilização e organização da sociedade ou retrocesso brutal nas conquistas sociais da última década.

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Neotupi

29/04/2013 - 01h07

Até que enfim o Viomundo entrou no tema da reforma política. É a mais transformadora das reformas institucionais e quase toda a blogosfera progressista tem relegado ao segundo plano.

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FrancoAtirador

29/04/2013 - 00h30

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André Singer não acredita em “cálculo consciente” da Mídia Bandida?

Quer dizer que foi por mera obra do Acaso que “o distinto público nem sequer foi informado sobre quais partidos bloquearam a tramitação da emenda”?

Que foi, portanto, sem querer que, “exceto uma ou outra nota, a 
imprensa envolveu a questão numa espessa invisibilidade, tornando-a um não assunto”?

E é absolutamente de forma involuntária que, “ao adotar o comportamento acima, os meios de comunicação, além de privar a sociedade de informações importantes, endossam situação que dizem repudiar”?

Quer mesmo dizer que os jornais e as revistas informativas semanais de circulação nacional e as Redes de Rádio e Televisão, que pertencem a Empresas Privadas de Comunicação, são apenas e tão-somente sensacionalistas ao estampar manchetes e discorrer linhas e linhas nas matérias, reportagens e comentários de colunistas e articulistas, sobre supostos agentes públicos corruptos nas instituições estatais, e não tratar das causas econômico-financeiras da corrupção na Política?

Então foi assim, da maneira mais inocente que se possa imaginar,
que o Estadão publicou um artigo de José Serra, do PSDB, desmoralizando grotescamente o Projeto de Lei de Reforma Política, em trâmite na Câmara dos Deputados,
e recusou publicar a resposta do deputado federal Henrique Fontana, do PT, relator da proposta elaborada depois de um estudo aprofundado da matéria?
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Responder

    Roberto Locatelli

    29/04/2013 - 07h03

    Realmente, FrancoAtirador, percebe-se que André Singer é a típica esquerda ingênua. Foi essa ingenuidade que abriu as portas para o golpe militar de 1º de abril de 1964. A esquerda dizia: “eles não fariam isso”.

    JOSE NETO

    29/04/2013 - 14h57

    Isso é ingenuidade ou foi contaminado pelo virus do Mercadante?

Janio de Freitas: “Com o Congresso e o STF, a Constituição está na lona.” | Maria Frô

28/04/2013 - 23h40

[…] também André Singer: Mídia esconde debate sobre reforma política e “endossa situação que diz […]

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    Nilo

    29/04/2013 - 09h02

    Ganha um pirulito quem adivinhar no bolso de quem esses bilhões vão acabar no final da cadeia eleitoral.

Fabio Passos

28/04/2013 - 23h21

Otima analise do Emir Sader:

” Financiamento privado: a melhor democracia que se pode comprar ”
http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=1230

” O Congresso deveria ser o espelho da sociedade. Enquanto os governos refletem as maiorias, os parlamentos deveriam representar todos os setores a sociedade, na sua devida medida.

Não é o que acontece e isso corrompe a democracia. Os lobbies povoam o Congresso, na medida dos recursos milionários com que fizeram suas campanhas. (…)

Um Congresso que não representa os brasileiros, povoado de lobbies, facilita o trabalho dos que estão sempre empenhados em desmoralizar a política, os partidos, os governos, o Estado, em favor da centralidade do mercado. Assim, o financiamento privado sabota a democracia, a enfraquece, contribui para sua desmoralização.

Os que estão a favor da continuidade do financiamento privado privilegiam o poder do dinheiro, o domínio da riqueza sobre a democracia, sobre a concorrência livre entre cidadãos. Democratizar é desmercantilizar, é debilitar o poder do dinheiro sobre o sistema político. “

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francisco pereira neto

28/04/2013 - 22h11

Bem que o PT poderia também colocar a opção de enviar o formulário preenchido digitalizado e por e-mail. Facilitaria a nossa participação.

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    Miguel

    28/04/2013 - 23h57

    Imprima, preencha e se não tem um scaner use uma máquina fotográfica (de preferência configure-a para o modo de foco macro – é o ícone de uma flor, que a foto fica mais nítida).

    Miguel

    29/04/2013 - 00h04

    Perdão pelo descuido, não li antes de postar.
    De qualquer modo estou consultado assim o diretório do PT, via email:
    “Tomei conhecimento de seu formulário no site do Azenha e pretendo enviar-lhes uma cópia e divulgar para amigos e conseguir mais adesões. Antes, porém, duas perguntas:
    1) A campanha ainda é válida?
    2) Existe modo de envio do formulário preenchido via email?
    Grato pela atenção.
    Aguardo resposta.”
    Sugiro ao Azenha que faça o mesmo e divulgue e poste um eventual outro meio melhor de adesão.

    Neotupi

    29/04/2013 - 09h19

    Não custa quase nada enviar pelo correio convencional em papel. É importante as assinaturas originais, igual ao título de eleitor, para ter validade formal e o abaixo assinado não poder ser contestado.

jaime

28/04/2013 - 21h52

Por essas e outras é que penso que a mídia é o portal por onde passa todo o resto. Sem uma mídia poderosa, qualquer assunto, seja política, economia, direitos humanos, enfim qualquer um, poderá avançar ou atolar naquele pântano chamado Congresso.
A mídia é a chave; se você paga 10 para ser enganado pela Veja, deveria pagar 20 para ser informado corretamente. A informação isenta (ou pelo menos razoavelmente imparcial, ou no mínimo alternativa) é um bem precioso, importante, raro, vale a pena ser pago.

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Fabio Passos

28/04/2013 - 20h53

O PiG é disparado a organização mais corrupta do Brasil.

A última coisa que o PiG quer é mudar o sistema político podre que o alimenta e a que serve com fidelidade canina.

Vou preencher e enviar o formulário para participar deste projeto de iniciativa popular.

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