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Yoshiaki Nakano: Livrar o Brasil da mentalidade colonial

publicado em 30 de dezembro de 2011 às 14:00

Trecho de entrevista do economista Yoshiaki Nakano à CartaCapital, reproduzido na Resenha Eletrônica, dica recolhida no Conversa Afiada

CartaCapital: O senhor está otimista com 2012?

Yoshiaki Nakano: Estou, mas lógico que para ficar otimista é preciso fazer aquelas mudanças que eu disse (desindexar a economia, melhorar a gestão pública, reduzir o Custo Brasil). Se fizermos essas mudanças, o Brasil poderia entrar em uma situação parecida com todas as crises internacionais anteriores. É muito interessante observar o seguinte na história do Brasil. O Brasil de certa forma deslanchou nas últimas décadas do século XIX. Criou-se então um projeto para construir uma sociedade moderna, urbana.

Foi a crise dos anos 1880 que gerou migração, resolvendo os problemas que permitiram o início da industrialização. Durante a Primeira Guerra, expandimos; durante a Segunda Guerra, expandimos. Com a crise de 1930, finalmente mudamos o polo de crescimento, do dinamismo de fora de uma economia exportadora, e nos industrializamos. Então o Brasil foi bem nos momentos de crise. A lógica disso é complexa, mas muito evidente e clara.

CC: Qual é essa lógica?

YN: O Brasil ainda tem uma mentalidade colonial, valorizamos aquilo que é do exterior, do Primeiro Mundo. Nós não pensamos com a nossa cabeça, importamos as coisas etc. e particularmente as ideias. Quando o mundo entra em crise, entra em crise todo um modelo, todo um pensamento, todo um conjunto de ideias. A teoria econômica, ortodoxa, convencional, prevalecente entrou em declínio. Então, o que é preciso fazer nos momentos de crise? O Brasil precisa pensar com a própria cabeça e olhar para dentro.

Aí você vai descobrir que tem potencial de crescimento, problemas que precisam ser resolvidos, e deixa de olhar para uma miragem. Aquilo em que eles acreditam e desenvolvem vale para eles, não para nós. Então você tem nesses momentos de crise internacional um momento de crise também do pensamento econômico, de um modelo econômico, da estratégia de crescimento daqueles países… Hoje ninguém está querendo copiar alguma coisa da Europa ou dos EUA, que estão em crise em termos de pensamento. Então você vai ter de pensar com a própria cabeça.

Essa é a grande mudança que permitiu ao Brasil avançar. Você deixa de priorizar a globalização e passa a priorizar os problemas de interesse doméstico. E enfrentar os problemas domésticos mais para valer. Porque o dinamismo não vai mais vir de fora, tem de ser aqui de dentro. E aquelas coisas de Consenso de Washington… isso já foi lá pra baixo. Então, na verdade, essa crise está derrubando um tipo de hegemonia política e ideológica de um pensamento que existiu. Isso abre espaço para você pensar o País.

CC: E como o senhor avalia o pré-sal?

YN: Neste contexto atual de crise, talvez seja muito importante. Agora tem outro fator, que é também muito importante e foi importante na transição de que falamos, do fim do século XIX e início do XX, para finalmente mudar o modelo em 1930. É que os países emergentes estão crescendo. Os países desenvolvidos é que vão declinar. E a estagnação, a crise dos países desenvolvidos, já está gerando imigração.

A imigração não vai vir dos desempregados do mundo emergente, mas de gente qualificada do mundo desenvolvido, e isso já está acontecendo. Sei de empresas que estão trazendo engenheiros de Portugal, da Espanha. Então o nosso problema de qualificação vai ser resolvido pela vinda eventualmente de imigrantes, de gente qualificada. E isso vai obrigar os brasileiros a reagir. Se você demanda aprendizagem, as instituições que conseguem fazer o aluno aprender vão ser valorizadas. As que não fazem isso vão lá pra baixo.

Esse pode ser um fator que dê impulso à produtividade e eficiência no Brasil. Essas coisas acontecem nesses momentos de crise, como aconteceu na década de 1870, em geral na Europa, a vinda maciça de imigrantes. E lógico que aí você precisa reduzir a burocracia de imigrantes no Ministério do Trabalho, que é um absurdo.

CC: o senhor acredita que a inclusão das classes emergentes tem fôlego para se manter nos próximos anos?

YN: Acho que tem. Na verdade, acho que o fundamental não foram os programas sociais. O que os programas fizeram foi importante, não estou desmerecendo. Mas o fundamental foi a mudança demográfica. Lá na década de 1970, a taxa de natalidade começou a cair. No inicio da década de 1980, já caiu. E a partir de 2004, a população jovem, de 18 a 24 anos, em termos absolutos começou a cair. Tinha 35 milhões, hoje deve ser de 33 milhões ou 32 milhões.

A populacão está envelhecendo. Então é na base da pirâmide que o salário, está subindo. Acho que a imigração vai vir, mas não vai reduzir o salário porque vai vir gente de nível mais elevado e que tem salários melhores. Os emergentes também estão crescendo e têm essa imigração para disputar. Essa mudança demográfica mudou a dinâmica do mercado de trabalho. Em um conjunto enorme de setores, como o custo de mão de obra era tão baixo, contratava-se gente muitas vezes de maneira informal. Agora teve não só de formalizar como pagar mais, então passa a ter a preocupação com produtividade. Basta ver o que acontece no mercado da construção. Se olhássemos uma obra, a ineficiência saltava aos olhos, viam-se trabalhadores tropeçando uns nos outros. As empresas agora têm de pagar mais, tem de ter menos gente, e vai ser necessário incorporar tecnologias com maior produtividade. E isso já está acontecendo.

Prédios que levavam quatro anos para ser construídos agora são erguidos em 20 meses. Lá fora, constrói-se em seis meses. Esse tipo de avanço tecnológico está vindo e virá para todos os setores. Empresário que é empresário vai olhar e ver que existe um monte de oportunidades que ele pode fazer. O cara que estava despreocupado com inovação, que reclamava que o trabalhador custa caro, vai ver que não adianta, se ele não pagar mais não consegue.

CC: Há como elevar a produtividade por aí?

YN: Há um espaço infinito para aumentar a produtividade. Criamos um circulo virtuoso: saímos de uma situação de economia com excesso de trabalho e estamos passando para uma economia normal, com uma dinâmica de mercado de trabalho diferente. O círculo virtuoso em que se aumenta o salário e o empresário tem de aumentar a produtividade para manter a margem de lucro.

Se você paga um salário maior, o mercado é maior, então surgem novas oportunidades de crescimento. Em outras palavras, estamos finalmente criando no Brasil uma estrutura produtiva sem aquilo que Celso Furtado e (Raúl) Prebisch chamavam de insuficiência dinâmica. Porque o que caracteriza a estrutura produtiva dos países desenvolvidos é que ela própria, seu próprio funcionamento, é capaz de gerar estímulos dinâmicos. A própria operação do sistema gera crescimento.

Se você está na fronteira tecnológica, isso se dá através de inovações. O nosso problema não é inovação, é gerar demanda. E criamos um sistema em que a própria operação do sistema gera demanda sem pressão de custo. O salário sobe, a produtividade sobe, o custo unitário do trabalho está caindo, a margem de lucro se mantém. É possível autofinanciar os investimentos e expandir. Tem um circulo virtuoso que pode durar algumas décadas, é uma oportunidade histórica, mas têm coisas que travam: juros altos, câmbio destrutivo, falta de investimento em infraestrutura, falta de poupança do setor público etc. Se você mudar isso, o potencial de crescimento da economia é outro. Se conseguir fazer ajustes e elevar a taxa de investimento a 24% ou 25% do PIB não há razão para a economia brasileira não voltar a crescer 7%.

PS do Viomundo: Quem é que, diariamente, reforça a tal ‘mentalidade colonial’ dos brasileiros? Quem seria?

Leia também:

 

34 Comentários para “Yoshiaki Nakano: Livrar o Brasil da mentalidade colonial”

  1. sáb, 31/12/2011 - 13:11
    ZePovinho

    NÃO PODE!!!!!!!!!!!!ESSES COMUNAS VÃO DESTRUIR ESSE PAÍS!!!!!!!!!!CABEÇAS CHATAS ESTÃO DOMINANDO O ITA!!!!!!!!!!!
    http://planobrasil.com/2011/12/30/um-terco-dos-ap

    Um terço dos aprovados no ITA é de Fortaleza

    Tradição e investimento nas escolas cearenses são a receita dos bons resultados nas provas e concursos nacionais

    IVNA GIRÃO
    REPÓRTER

    As mais de 13 horas diárias que a estudante Adriana Nunes Chaves, 19, dedicou para os estudos lhe renderam bons resultados. Ela foi a primeira mulher a passar em 1º lugar no Instituto Militar de Engenharia (IME) e recebeu ontem a notícia da sua aprovação no Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA).

    “O que faz a gente se sair bem é que cada vitória é um estímulo a mais para continuarmos nos dedicando. Os colégios nos ajudam muito também”, diz a garota medalhista, dona de um sorriso de uma orelha a outra.

    Contudo, as conquistas não se restringem apenas à Adriana, mas à centenas de alunos cearenses que se destacaram nos concursos mais concorridos do País. Dos 120 aprovados do ITA, 40 são de Fortaleza, 33% do total.

    No IME, dos 398 aprovados – entre ativos e reservistas – 111 são cearenses, 27% do grupo. Os resultados, entretanto, não param por aí. Dos 120 medalhistas na Olimpíada Brasileira de Física de 2011, 37 moram na Capital. Dos 34 premiados na Olimpíada Brasileira de Química, por exemplo, 15 são do Ceará.

    Para o coordenador geral da turma ITA do Colégio Farias Brito, Teixeira Júnior, o Ceará é destaque nacional tanto qualitativamente como quantitativamente. “Temos chamado muito atenção lá fora. Já estamos sendo reconhecidos pelos próprios organizadores dos concursos que perguntam qual o nosso segredo para aprovar tanto”, comenta Júnior. A estrutura dada para os alunos, com turmas especiais e professores qualificados, fazem a diferença nas provas.

    Tradição

    O diretor da Seara da Ciência da Universidade Federal do Ceará (UFC), Marcus Vale, vibra com o sucesso dos cearenses, mas diz que não é sorte, mas sim preparação e dedicação. Ele até brinca comentando que os paulistas, por exemplo, estariam com raiva dos fortalezenses. “Temos uma certa tradição. Nas provas do ITA, por exemplo, sempre levamos em torno de 40% das vagas. Há um pesado investimento e uma estrutura que garante qualidade e dedicação dos alunos. Há uns 20 anos que estamos tendo bons resultados”, afirma. O diretor conta também que os “prêmios” financeiros dados pelas escolas também estimulam.

    Para Wagner Andriola, professor da Universidade Federal do Ceará, o mérito é mais dos alunos e dos familiares que apoiam, vibram e sofrem juntos. “Atesta-se que a aposta no potencial, através da educação, pode conduzir os indivíduos ao pleno êxito. Não é o ingrediente que falta à educação pública?”, questiona.

    Fonte: diáriodonordeste.globo
    [youtube ekU9Yw5FaOc http://www.youtube.com/watch?v=ekU9Yw5FaOc youtube]

    • sáb, 31/12/2011 - 13:40
      ZePovinho

      Comentarista Morvan,por favor,faça suas considerações macho réi.

    • seg, 02/01/2012 - 12:20
      Klaus

      Parabéns o Ministério da Educação e ao governo do Ceará pelo sucesso dos cearenses em tão disputados concursos.

    • seg, 02/01/2012 - 13:45
      Jairo_Beraldo

      Estamos perdidos…vou formar a "Coluna que Presta" para refazer as fronteiras desta nação…não podemos ser invadidos por estes conterraneos de José de Alencar, Fagner, Adolfo Bezerra de Menezes e outros…é uma infâmia!!!
      Temos que continuar a ter os destroyer's Tasso "tenho jatinho porque posso" Jereissati e famiglia, Renato Aragão, Chico Anísio, dentre outros cansados.

  2. sáb, 31/12/2011 - 12:17
    FrancoAtirador

    .
    .
    CLASSE MÉDIA: DINHEIRO NO BOLSO E MERDA NA CABEÇA
    .
    .
    PESQUISA CNA/PSD/IPESPE SOBRE A CLASSE "C"

    Segundo critérios de renda da FGV, a Classe "C" é composta por homens e mulheres
    com renda familiar entre R$ 1.200 e R$ 5.200, abrangendo 55% da população brasileira.

    De acordo com a pesquisa, 81% dos entrevistados defenderam a diminuição da maioridade penal de 18 para 16 anos, 60% o estabelecimento da pena de morte para assassinos e 46% a pena de morte para assaltantes.

    Em relação ao posicionamento ideológico, 18% se declararam de esquerda, 27% de centro e 22% de direita.

    Detalhe:

    89% DISSERAM QUE A TELEVISÃO É O PRINCIPAL MEIO PELO QUAL SE MANTÊM INFORMADOS

    http://www.canaldoprodutor.com.br/sites/default/f

  3. [...] Yoshiaki Nakano | Carta Capital | Vi o Mundo Compartilhe Tweet Esta entrada foi publicada em Brazil, Brazilian, Futuro, Places, Política e marcada com a tag brazil, history. Adicione o link permanenteaos seus favoritos. ← Calle 13 – Latinoamerica | Feliz año nuevo [...]

  4. sáb, 31/12/2011 - 11:05
    Fábio

    "Não vimos as reportagens".__Não perderam nada, muito ao contrário.__Falta de competência, associada com idéias preconcebidas (ou seria uma "pau mandado"?)__

  5. sáb, 31/12/2011 - 10:38

    “O ponto de partida de qualquer novo projeto alternativo de nação terá que ser, inevitavelmente, o aumento da participação e do poder do povo nos centros de decisão do país”.
    Celso Furtado, O longo amanhecer: reflexões sobre a formação do Brasil, 1999.

    (…) “Não é casual o fato de que a intelectualidade brasileira esteja há 150 anos se debatendo, sem sucesso, na tentativa de formular um conceito e um projeto de nação que pudesse dar conta dessa aparente “desconjunção” brasileira, enquanto o “país real” dos donos do poder e da riqueza expandia-se, de forma cíclica mas continuada, através das portas abertas pelo liberalismo internacionalizante e de costas para o povo. Na verdade, este “país real” nunca precisou da idéia de nação e sua vontade política dirigente nunca apontou efetivamente para a “construção de um sistema de decisões e produção capaz de definir e hierarquizar por si mesmo objetivos coletivos ou nacionais.”
    José Luis Fiori, Celso Furtado e o Brasil, 2000, pág. 54.

  6. sáb, 31/12/2011 - 10:27
    Almeida Bispo

    "Vem, vamos embora que esperar não é saber; quem sabe faz a hora, não espera acontecer".
    A crise é do chamado Primeiro Mundo; nós somos afetados isso? Claro, mas temos um potencial enorme de sair por cima e resolver meio mundo de problemas. Agora, se vier a imigração… manda pro Nordeste, Centro-Oeste ou Minas, vai! Porque a que foi mandada pra São Paulo e adjacências só fez aumentar o complexo de vira-lata. E ninguém é nada se achando… um nada!

  7. sáb, 31/12/2011 - 10:00
    CLAUDIO LUIZ PESSUTI

    Ele pode dizer isso, mas e tucano e defensor do Estado minimo e das diretrizes do Consenso de Washington(ora , quem faz discurso de "Custo Brasil" são os neoliberais").Este cara ai foi secretario da fazenda de Covas, arquiteto de privatizações , altamente lesivas ao Estado, agora quer posar de "desenvolvimentista"?

  8. sex, 30/12/2011 - 21:59
    luiz pinheiro

    Sinceramente, considero muito estranho, digno de anacrônico neo-malthusianismo, atribuir à "mudança demográfica" o processo de forte inclusão social que, feliz e finalmente, agraciou o povo brasileiro. Parece uma reles, mal disfarçada tentativa de despolitizar, negar o papel transformador do governo Lula/Dilma. Os programas sociais são importantes, promovem justiça social, devem e precisam ser ampliados, porque não se pode negar a cada família brasileira pelo menos uma participação mínima na renda nacional. Mas, para este processo de forte inclusão social promovido por Lula/Dilma, eles foram menos decisivos do que o conjunto da politica economica, que vem priorizando o mercado interno, o emprego, o controle da inflação, a valorização do salário, a construção da soberania financeira nacional, o resgate do papel do Estado.

  9. sex, 30/12/2011 - 20:29
    bentoxvi-o santo

    Azenha.

    Educação é tudo.

  10. sex, 30/12/2011 - 19:36
    Fabio_Passos

    Quem tem e incentiva a mentalidade colonizada no Brasil?

    A "elite" branca e rica: Capacho ianque assumida.
    É a ricaiada que construiu um Apartheid Social no Brasil. Seguramente a pior "elite" do mundo.

    E a máquina de propaganda destes capachos dos ianques é a mídia-lixo-corporativa: rede globo, quadrilha veja, estadão e fsp.

  11. sex, 30/12/2011 - 18:50
    Antonio C.

    Nakano observa de forma aguda e atual a questão da presença dos estrangeiros no Brasll. Percebe-se o movimento de portugueses e espanhois em São Paulo. Vejamos os capítulos posteriores…

  12. sex, 30/12/2011 - 18:24
    EUNAOSABIA

    Vocês mudaram o que mesmo na macro economia que receberam de Fernando Henrique Cardoso em nove anos de governo?

    Política Fiscal, Monetária e Cambial? mudaram?

    Lei de Responsabilidade Fiscal, Superávit Primário e Metas de Inflação? mudaram?

    Mudaram o que mesmo?

    Quero na moral, com o uso de teoria econômica aplicada.

    Comentários ufanistas e completamente fora de contexto serão solenemente ignorados.

    • sex, 30/12/2011 - 20:49
      Ed Fidelis

      Muitas vezes nem são as ferramentas que definem o resultado de um trabalho, mas quem e como as manipulam.

    • sex, 30/12/2011 - 20:58
      Jorge Nunes

      Vocês ainda não perceberam por que não elegem ninguém fora de São Paulo?

      • sáb, 31/12/2011 - 4:23
        EUNAOSABIA

        Jorge Nunes… metade do PIB e metade da população do país estão com a oposição… mesmo com a brutal máquina político, financeira e eleitoral nas mãos de vocês há 9 anos.

        Se São Paulo fosse um país, sozinho seria do G20, se São Paulo fosse um país, estaria nas reuniões do G20…..

        Procure melhorar ….

        PS1 do ENS: Não é o seu caso, mas comentários ofensivos, de quem não entende bulhufas de economia ou finanças públicas, com puro panfletismo insano serã ignorados.

      • sáb, 31/12/2011 - 12:58
        ZePovinho

        Errou de novo,seu BURRO.A participação de São Paulo no PIB brasileiro caiu para menos de 34% desde que esses incompetentes tucanos assumiram o poder!!!!!!!!!
        VAI ESTUDAR,BURRO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

        PS:VAMOS DISCUTIR SOBRE FINANÇAS PÚBLICAS,CONTABILIDADE PÚBLICA,AFO OU AUDITORIA GOVERNAMENTAL???

      • seg, 02/01/2012 - 13:48
        Jairo_Beraldo

        ZéPovinho, ainda perde tempo com este EUNÃOSABIA….poupe suas energias para atacar os que serão contra a CPI da PRIVATARIA….

    • sex, 30/12/2011 - 21:40
      luiz pinheiro

      Antonio Nunes, voce de volta!

    • sex, 30/12/2011 - 22:02
      Francisco

      Ô rapaz você por aqui de novo! E aí, como vai indo a sétima economia? Você preferiu ficar na Inglaterra, não? Não?! Está em Paris fazendo companhia a FHC no exílio?

      Se está, aproveita e pergunta para ele, que como economista (um economista do seu nível!) é um sociólogo brilhante (um farol!), o que é que ele fez de diferente no Brasil, do que a Europa esta fazendo hoje? Pergunta para ele, porque é que o Brasil esta diferente da Europa, se tudo o que o PT fez até hoje é continuar o que ele criou? Pergunta também: como é que fecha essa lógica? Duas premissas iguais e duas conclusões diferentes?

      Ou as conclusões são iguais (o Brasil esta tão em crise quanto a Europa – mesmo desemprego, mesma proporção de dívida, enfim, mesma pindaíba) ou então a premissa é diferente: a politica econômica do PT é diferente da politica neo-liberal de FHC.

      OBS: Lei de Responsabilidade Fiscal é um negócio tão besta e óbvio que tem em qualquer lugar – comunista, capitalista ou feudal! -, isso ai não é contribuição a modelo econômico. Isso ai é curso de contabilidade bem feito. Só!

    • sáb, 31/12/2011 - 0:20
      adriano

      Eunaosabua,

      Na moral e sem ufanismo. Sabe o que mudou na macroeconomia do FHC para o governo Lula/Dilma?

      Mudou a competência. Saiu um incompetente e entrou dois extraordinários administradores/governantes.

      Pois se nada mudou como vc sugere, então somente a incopentência do FHC explica o Brasil estar endividado até as tampas mesmo tendo vendido tudo o que podia e o que não devia, explica o Brasil ter caído de oitava para décima quarta economia do mundo e explica tirarmos os sapatos pra entrar nos EUA.

      Hoje somos credores do FMI, sexta economia do mundo e não tiramos mais o sapato em lugar nenhum…ao contrário, tem gringo tirando o sapato por aqui, pois pra fazer negócio com o Brasil, estão aprendendo português, aprendendo a tocar tamborim, torcendo pro Flamengo e tirando o sapato…no sentido figurado. Pois vira-lata que tira sapato literalmente só vi um até hoje.

  13. sex, 30/12/2011 - 17:49
    Leider_Lincoln

    Que tal a mídia, Azenha? Que tal os programas de TV, que vão dos desenhos de natal em que abunda neve às novelas e propagandas repletas de gente loura e jornalistas sem sotaque? Eles nos colonizam! Se reduzirmos seu poder, sua influência, aumentaremos nossa própria liberdade!

  14. sex, 30/12/2011 - 17:15
    Antonio

    Sugiro avisar ou recomendar ao economista que devia começar a mudança mudando a forma de pensar dos seus amigos do PSDB.
    Mais um que pratica: "Faça o que eu mando e não o que faço"

  15. sex, 30/12/2011 - 16:56
    Tomudjin

    As sanções econômicas são um "prato cheio" para quem consegue sobreviver sem elas até hoje.

  16. sex, 30/12/2011 - 16:41
    Paulo Roberto

    "é uma oportunidade histórica, mas têm coisas que travam: juros altos, câmbio destrutivo, falta de investimento em infraestrutura, falta de poupança do setor público etc."

    O absurdo que se destina aos bancos com o pagamento dos juros da dívida pública, com certeza, estão incluídos no etc.

  17. sex, 30/12/2011 - 16:09
    Galeano

    Mentalidade colonial? Quem reforça, pratica e divulga? Deixa eu adivinhar…(pensando ainda…). Bem, acho que a nossa gloriosa "direita", não? O P.I.G., braço da direita tupiniquim, principalmente.

    Por outro lado, só divirjo do ilustre professor no tocante à alegada burocracia, no MTe, sobre contratação de estrangeiros. Não se trata propriamente de burocracia, mas, de barreiras ou cotas. Sim, cotas. Já na década de 30 foi criada lei protecionista em relação à proporção de estrangeiros vs. brasileiros. Trata-se da chamada "Lei dos 2/3" (abraçada, depois, pela CLT – está lá, ainda, artigo 352), ou seja, para cada 3 trabalhadores, dois têm de ser brasileiros. Se isso estava correto naquela época, porque a chegada de estrangeiros para aqui trabalhar era uma constante, hoje, curiosamente, o fenômeno se repete. A propósito, alguns juristas entendem que a Lei dos 2/3 teria sido revogada pela Constituição. Não penso assim, não. Procurem no Google, há vários artigos sobre esse assunto.

  18. sex, 30/12/2011 - 15:15
    FrancoAtirador

    .
    .
    SOBRE MENTES COLONIZADAS

    Importe mencionar o testemunho do comentarista CMundim,
    em comentário aqui no blog, no post do professor Emir,

    Se me permitem, reproduzo-o:

    CMundim70p
    Hoje, andando na praia perto da minha casa, que também fica perto de alguns dos melhores resorts de luxo e campos de golfe de Phuket e da Tailandia, ouvi dois casais falando português e decidir me aproximar para me apresentar ao casais que estavam conversando, para bater um papo e falar um pouco a nossa lingua, matar a saudade do nosso povo.

    Tendo eu uma cara de estrangeiro com os meu cabelo loiro-albino e a minha branca tez, e talvez achando que eu era eleitor do PSDB e leitor da cartilha do Consenso de Washington tive a alegria transformada em tristeza pois presenciei o complexo de vira-latas e todas a estupidez e miopia desta elite neo-liberal tucana e para ser sincero nunca ouvi tanta merda neste ano que está acabando.

    Na visão destes dois casais, Paulistas e moradores dos jardins, o Brasil é um horror, uma terra de vagabundos, ladrões, bandidos e corruptos, de um povo feio e mestico, "um povo casca-dura que se vende por ninharia de bolsa familia", como me disse a Dra Maria Eugênia, um povo que não tem consciência e prefere votar em uma guerrilheira do que em um dos melhores politicos que o Brasil já teve, sim ele o "Dr Serra". Estou falando sério e para entender a mente deste povo chic mas tão chic que são os que os ingleses e americanos chamam de 'Kitsch',ou em bom português "Cafona" e com todo o nojo destes preconceituosos continuei a conversa por alguns minutos a mais para ver onde ia dar e para dar boas risadas depois, ou chorar pelo Brasil, mas quando eu indaguei se eles tinham ouvido ou lido o livro do Amaury, ouvi como resposta que não e quando eu dei um breve resumo do livro eles me interromperam com o mesmo blablablá usado pelo FHC, Serra e filhinha privata patricinha que é tudo mentira dos vagabundos dos petistas e nada foi provado, que o Serra e o FHC são honestos e cultos e quando ofereci o livro (em PDF) para eles lerem, ouvi a desculpa que estavam atrasados e que tinham que ir. Quer dizer, eles não tem argumentos e fogem…

    …enquanto isto a classe média, os nouveau-riche kitsch e grande parte dos eleitores do Serra parecem preferir Miami do que o Brasil, segundo o The New York Times.

    Tirei uma parte com a fala de um dos filhos do Nelson Piquet que mostra bem o complexo vira-lata desta nossa elite endinheirada e Tucanizada, assim como o Dr Cardoso e a Dra Maria Eugênia et entourage. Além de fazerem milhões, nem sempre honestamente e quase sempre na dependência de um BNDES ou outro banco de formento, a nossa elite paga de volta ao país falando mal desta terra maravilhosa e de seu povo alegre e hospitaleiro.

    É melhor eles realmente irem para Miami, certamente o Brazil deles não é o Brasil dos brasileiros e a nossa terra certamente seria muito melhor sem estes cidadões e os seus complexos de vira-latas nouveau-riche. Só espero que Phuket sendo do outro lado do mundo esteja salva destas pestes.

    o link en inglês é este: http://www.nytimes.com/2011/12/28/us/miami-courts

    (a traducão é minha e livre)

    "Em Miami, eles podem vir e usar relógios caros e dirigir seus carros conversíveis, que ninguém vai cortar o seu braço para uma peça de joalheria, como acontece no Brasil", disse Alexandre Piquet, um advogado brasileiro da Piquet Realty, que foi fundada por seu irmão, Cristiano, um conhecido piloto de corridas. "Aqui não temos que se preocupar com crianças atravessando a rua e serem sequestrados, alguns dos problemas que ainda enfrentamos lá em baixo. É a realidade ".

    A Piquet Realty, fundada em 2005 dobrou seus negócios no ano passado, Cristiano Piquet disse. Alguns apartamentos que vendemos estão totalmente mobilados pela Artefacto, um proeminente designer de móveis brasileiros. Se os brasileiros precisam de ajuda com negócios jurídicos, questões de natureza fiscal ou conselhos de imigração, a empresa oferece isso também. Se um cliente quer um Ferrari, Piquet Realty arranja."

    http://www.viomundo.com.br/politica/emir-sader-20

    • sex, 30/12/2011 - 23:50
      Ricardo

      Caro Franco,

      eu sei exatamente o que esse senhor está falando. Eu vivo no Canadá há quase dois anos e, sinceramente, do que mais corro são dos brasileiros que encontro por aqui. Que gente cega, estupida e mesquinha. Inclusive no meio academico que é por onde eu circulo mais. Os brasileiros, por aqui, os que passeiam ou vivem, aparentemente, não tem nada de bom para dizer sobre o Brasil. Apenas ataques, desmerecimento e tentativas de rebaixar nosso país. Sentem-se outra coisa e, sobretudo, odeiam o Lula. Invariavelmente. Eu já comprei várias discussões. Então, prefiro não estar com brasileiros, porque ser o fato de estarmos em outro lugar, não nos coloca no mesmo lugar. É triste mesmo, para dizer a verdade.

      • sáb, 31/12/2011 - 0:46
        FrancoAtirador

        .
        .
        Pois é, Ricardo.

        É muito triste vermos conterrâneos denegrirem a imagem do próprio País no exterior.

        Pior é que, sem a regulação da mídia oligárquica, isto se torna cada vez mais frequente.

        A elite mercantil está formando máquinas de consumo, narcisistas produzidos em série.

        “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta
        formará um público tão vil quanto ela mesma”.
        (Joseph Pulitzer – 1847/1911)
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  19. sex, 30/12/2011 - 15:03
    ZePovinho

    Nakano,Bresser e outros foram escanteados dentro do PSDB.

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