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Sergio Amadeu: Os “nacionalistas” que a Microsoft ama

27 de janeiro de 2011 às 23h19

por Luiz Carlos Azenha

A entrevista que fiz com o sociólogo Sergio Amadeu, um conhecido defensor do software livre e da inclusão digital no Brasil, ficou muito mais longa que o desejável. Mas, como o tema é complexo, achei que valeria a pena colocar no contexto mais amplo possível o significado da decisão da ministra Ana de Hollanda de retirar do site do Ministério da Cultura a licença CC, do Creative Commons. Amadeu acredita que a decisão foi simbólica de uma ruptura com os ministros que a antecederam, Gilberto Gil e Juca Ferreira. Seria, portanto, uma ruptura com a política do governo Lula, como argumentou Sergio em artigo publicado originalmente na Carta Maior e reproduzido aqui.

Porém, na entrevista, falhei miseravelmente no quesito “didatismo”. É um tema complexo, cheio de siglas e informações incompreensíveis para muita gente. O bicho assusta, mas é manso. No entanto, tem gente que está chegando agora e se afasta da discussão por falta de paciência para entendê-la. É justamente aí que mora o perigo. O que está em jogo é importante demais para ser decidido apenas em gabinetes governamentais ou nos arreglos entre as grandes empresas e os políticos que elas ajudam a eleger ou “deseleger”.

Por isso, fiz um guia básico para iniciantes dos temas sobre os quais falamos na entrevista. Se você já é do ramo, é só saltar e ir direto para os vários trechos da gravação.

Caso contrário, não se envergonhe:

Copyright ou Direito Autoral, garante os direitos do autor sobre a obra.

Copyleft, popularizado pelo estadunidense Richard Stallman, é um trocadilho com o “direito de cópia – todos os direitos reservados” do copyright.

Stallman é um dos papas do software livre. O software livre, em contraposição ao proprietário (aquele, da Microsoft, pelo qual você paga) pode ser compartilhado dentro de algumas regras. Um dos princípios básicos é que seja transparente, ou seja, o código-fonte (o código que determina como o programa funciona, o DNA dele) é público. Pode ser manipulado por qualquer pessoa que tenha conhecimento para tanto. Você pode acrescentar, inventar, mexer à vontade, desde que tenha o compromisso de dividir com os outros da mesma forma que recebeu.

Stallman definiu os princípios pelos quais o software livre seria compartilhado ao criar a Licença Pública Geral, GPL em inglês.

O que a GPL foi para o software livre o Creative Commons é para uma gama mais ampla de criações culturais — textos, fotos, música, etc.

Creative Commons é uma ONG sem fins lucrativos, fundada por Lawrence Lessig na Califórnia, cujo objetivo é promover o compartilhamento. O autor, de livre e espontânea vontade, abre mão de seus direitos com o objetivo de compartilhar sua obra e determina as normas pelas quais isso será feito.Foi uma forma de permitir aos autores, nos Estados Unidos — não se esqueçam,  é a terra dos advogados — que abrissem mão do direito sobre suas obras para que elas se tornassem de domínio público de forma juridicamente clara e segura para todos. Ou seja, que pudessem ser copiadas, reproduzidas e mesmo modificadas pelos usuários livremente (existem licenças distintas e a escolha é sempre do autor da obra).

É essa ideia, de compartilhamento, que deu origem, por exemplo, ao Wikimedia Commons e à própria Wikipédia. Notem quantas vezes o verbo compartilhar aparece, acima. Gente, esses caras querem compartilhar tanto que até parecem… comunistas. Chamem o DEOPS!

Acordo TRIPs (trade-related aspects of intellectual property rights, ou aspectos relacionados ao comércio dos direitos de propriedade intelectual), fechado na rodada do Uruguai da Organização Mundial do Comércio, impôs ao mundo regras de proteção do direito intelectual defendidas pelos Estados Unidos, União Europeia e Japão.

International Intellectual Property Alliance (IIPA) é o lobby dos conglomerados em defesa da propriedade intelectual.

Firefox, um navegador da internet muito popular, em software livre, criação da Mozilla Foundation, dos Estados Unidos. É gratuito.  Compete com o Internet Explorer, da Microsoft, que vem no pacote quando você compra o Windows.

ECAD, Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, cuida de receber e repassar os direitos autorais aos músicos brasileiros.

P2P, peer-to-peer, par-a-par, conceito de interconexão entre computadores que permite o compartilhamento de conteúdos em rede (você baixa as músicas contidas nos arquivos de seus pares e permite que eles baixem as suas, por exemplo), que rendeu batalhas jurídicas homéricas nos Estados Unidos, movidas pela indústria fonográfica.

Malgaxe, nascido em Madagascar.

WordPress, um sistema de gerenciamento de conteúdo na rede, gratuito, que é escrito em software livre. É usado, com adaptações, pelo Viomundo, pelo Ministério da Cultura e por uma infinidade de sites e blogs em todo o mundo. O WordPress é produto de uma ONG gringa.

Trezentos é o nome de um dos blogs dos quais o Sergio Amadeu participa.

Fiquem, pois, com a primeira parte da entrevista com o Sergio Amadeu:

Sergio melhor.wma

Na segunda parte, Amadeu fala sobre os desenvolvedores brasileiros do Linux, do Apache, do BR Office, da necessidade de criar uma esfera pública internacional para defender o livre fluxo de informações e que apoiaria a ideia de criar uma licença brasileira equivalente ao Creative Commons. Menciona a Rede Mocambos. Fala sobre o clone do blog do Planalto. Responde à leitora Luciana. E diz acreditar que a ação da ministra Ana de Hollanda foi apenas o primeiro passo.

amadeu 2.wma

No trecho final da entrevista, Amadeu responde a internautas e explica os motivos pelos quais acredita que estamos a caminho de um grande retrocesso no MinC.

Amadeu final.wma

O livro da blogosfera em defesa da democracia - Golpe 16

Golpe 16 é a versão da blogosfera de uma história de ruptura democrática que ainda está em curso. É um livro feito a quente, mas imprescindível para entender o atual momento político brasileiro

Organizado por Renato Rovai, o livro oferece textos de Adriana Delorenzo, Altamiro Borges, Beatriz Barbosa, Conceição Oliveira, Cynara Menezes, Dennis de Oliveira, Eduardo Guimarães, Fernando Brito, Gilberto Maringoni, Glauco Faria, Ivana Bentes, Lola Aronovich, Luiz Carlos Azenha, Maíra Streit, Marco Aurélio Weissheimer, Miguel do Rosário, Paulo Henrique Amorim, Paulo Nogueira, Paulo Salvador, Renata Mielli, Rodrigo Vianna, Sérgio Amadeu da Silveira e Tarso Cabral Violin. Com prefácio de Luiz Inácio Lula de Silva e entrevista de Dilma Rousseff.

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172 Comentários escrever comentário »

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francisco y. barroso

27/02/2011 - 19h25

.
Azenha tudo muito super nos quesitos liberdade do compartilhamento e fomentação de conhecimentos científicos e culturais pelo meio digital contra os interesses industriais proprietários e as reações stalinistas das velhas guardas !
uma questão me intriga na grandeza comentada pelo entrevistado, as remixagens, como base de fomentação dos estímulos às criações abertas, seja no conhecimento cultural ou tecnológico, como o Linus e seus exemplos x os softwares-proprietários e as artes de uma maneira geral q dependem de certa quantidade de saber !
bem…acho criação coletiva uma técnica muito maneira e muito doidona, brainstorm, super !!!!!!
só que em algumas instancias dessa idéia generosa não consigo estabelecer para mim a questão da qualidade do funcionamento e de sua integridade geral frente aos já notados problemas na fabricação garantida dos hardwares e dos softwares !
cito duas condições para mim muito crítica hoje, o leitor ótico e os hackers !
como confiar ?
.

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Everaldo Magalhães

03/02/2011 - 18h28

Como bom baiano, aguardamos a nomeação de Tom Zé e Riachão para a Cultura Nacional.
(todos pela licença livre)
Everaldo Magalhães

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Arthur Schieck

30/01/2011 - 23h43

Obrigado. Eu era um dos que estava quase desistindo de entender isso tudo.

Responder

@diraol

30/01/2011 - 22h09

Caro Azenha, ainda não terminei de ler toda a matéria e nem a entrevista com o Sérgio Amadeu, mas certamente farei-a ainda hoje.
Gostaria, entretanto, de propor uma pequena correção no seu texto. Você cometeu um equívoco (muito comum, diga-se de passagem) ao "definir" software livre.

Você colocou:
"software livre, em contraposição ao proprietário (aquele, da Microsoft, pelo qual você paga)"

Porém, software livre não tem nada a ver com ser pago ou "de graça".
“Free software” is a matter of liberty, not price. To understand the concept, you should think of “free” as in “free speech,” not as in “free beer.” (http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.html)

Quem trabalha com Software Livre também ganha por isso. Essa confusão é super comum de ser feita, Cultura Livre não é "Cultura gratuita".

Apenas tentando colaborar um pouco com a disseminação da real Cultura e Software Livre. =)

Abraços,

Diego R. O. (http://blog.diraol.eng.br)
Grupo de Estudos de Software Livre da Poli-USP (http://polignu.org)

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    30/01/2011 - 22h11

    Beleza, fica registrada a minha imprecisão e a sua precisa intervenção. abs e obrigado por nos ensinar.

    Maldoror

    01/02/2011 - 12h14

    Sim ganha, mas não ganha vendendo licensa de uso… Ou eu estaria errado?

Sá Machá

30/01/2011 - 20h06

Sobre copyright e indústria fonográfica um filme interessante é Copyright Criminals, documentário da PBS dos EUA que aborda o tema focando a indústria fonográfica e as mixagens e samplings no hip-hop, etc

aqui um trailer http://www.youtube.com/watch?v=RHw8w6il_FQ&fe

Responder

Aline

30/01/2011 - 16h48

Sempre é bom ouvir os vários lados de uma polêmica: http://diversao.terra.com.br/arteecultura/noticia
A Ministra parece tranquilona.

Responder

Antonio Adolfo

30/01/2011 - 02h50

O termo cultura"livre" é equivocado. O que estão propondo é cultura à base de usurpação do criador. Dá pra perceber a interpretação de quem representa os que têm interesses muito maiores, alem de altas doses de falta de compreensão e respeito pelos que criam. Lamentavel.

Responder

Osmar

29/01/2011 - 23h50

Mas para quem quiser MESMO ir juntando as peças para armar o quadro geral desse imbloglio descomunal, nada melhor do que se dar ao trabalho de ler linha por linha esse longo e recente debate no Nassif: http://www.luisnassif.com/forum/topics/artistas-s
Internet tem essas coisas: todos os mais intrincados mistérios se desvendam em menos de uma semana. Esse já estava demorando muito para se desvendar.

Responder

    Rodrigo

    31/01/2011 - 11h25

    Acho realmente que o senhor precisa de tratamento psicologico, acredito piamente nisso, procurar um analista tb faz bem a saude.
    O que nao faz bem a saude é ser uma pessoa arrogante como o senhor.

    Osmar

    31/01/2011 - 18h27

    Trouxe informações que correm na internet a respeito do tema em pauta. Por isso vc me tacha de arrogante? Por acaso o insultei ou ofendi com isso?
    Para vc indicar tratamento psicológico vc tem que ser um especialista da área.
    Por acaso vc é analista, psiquiatra ou psicólogo?
    Acalme-se, rapaz. Fique de bem com a vida e seja feliz!

    Ⓐnti

    01/02/2011 - 15h04

    Talvez o xará aí de cima tá puto porque enquanto você ficou tergiversando sobre o Pedro Ayres, o CC, e puxando o saco da gestão atual do MinC, o post saiu da primeira página…
    Bonito né?
    Nem pra isso vocês são originais.

O Ministério da Cultura e o perigo do AI5 Cultural | e-trabalho – arakin monteiro

29/01/2011 - 21h46

[…] estes motivos, concordo com Sérgio Amadeu quando observa que a reação às ações do MinC não se trata de um movimento para “derrubar” […]

Responder

Osmar

29/01/2011 - 20h56

Uma matéria no O Globo sobre o tema que traz alguns indícios que o debate vai durar: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/#359654
Já o jornal Hora do Povo definitivamente cerra fileiras com a Ministra: http://pedroayres.blogspot.com/2011/01/ministerio
É a batalha de idéias em sua legítima expressão.

Responder

Claudionor Damasceno

29/01/2011 - 19h34

"É bom esclarecer: não há nada de errado em uma organização lutar para que sua causa ou suas ideias sejam postas em prática; no entanto, não podemos nos esquecer que até mesmo organizações não governamentais e sem fins lucrativos têm metas a cumprir, sob pena de ver seus recursos minguarem. Sim, eles também têm contas para pagar, né? Só a Fundação Ford doou para o Centro de Tecnologia e Sociedade (que dirige o Creative Commons no Brasil) US$ 200.000 em 2009 e US$ 80.000,00 em 2010. Obviamente, a retirada da licença Creative Commons no site do MinC causa impactos no curriculum da organização na hora de solicitar verbas. No lugar do Ronaldo Lemos é possível que eu também estivesse dizendo ao mundo que Ana de Hollanda é Belzebu."
fonte: http://ladyrasta.com.br/

Responder

    Paulo Silva

    30/01/2011 - 00h24

    Saquei o lance!
    Quer dizer que a Fundação Ford aquela que sempre sustentou e mimou FHC e seus rapazes, doou para o Centro de Tecnologia e Sociedade, que dirige o Creative Commons no Brasil essa grana preta toda?
    Mas não era tudo filantrópico e sem fins lucrativos? Dinheiro pra que dinheiro, homessa?
    De ladyrasta em ladyrasta acabaremos entendendo todos os detalhes desse factóide.

joao paulo Mendonça

29/01/2011 - 18h10

O CC nasceu para brigar pelo monopólio do Software, principalmente a MICROSOFT, embate muito interessante e firme. A extensão para a musica é pura vontade de ouvir musica sem comprar… é meio como tentar almoçar sem pagar.

Responder

    mauro

    29/01/2011 - 22h58

    Que bobagem…
    Então todos que estamos utilizando o Firefox nesse momento estamos tentando almoçar sem pagar…???
    O que vale para o Software, vale para qualquer produto cultural, incluindo o conhecimento…

    Lucio

    29/01/2011 - 23h11

    Na verdade sou compositor e nunca esperei receber um centavo sequer por isso….

    Robson

    02/02/2011 - 00h56

    hm, na verdade a GPL surgiu para defender o software livre, e isso não tem nada a ver com pagar ou não pelo software.. pense no sentido de "free speech" e não de "free beer", como sempre diz o Stallman.. e o CC é focado em bens culturais (músicas, livros, publicações, etc.), não especificamente em softwares..

joao Paulo Mendonça

29/01/2011 - 18h07

O objetivo do compositor não é DISSEMINAR como ele gosta de dizer, mas sim Criar uma OBRA de composições, e gostaria de receber por isso.

Responder

joao paulo Mendonça

29/01/2011 - 18h05

O CC é bom para artistas, bandas e criadores digitais, mas para o compositor é MUITO FALHO.

Responder

joao paulo Mendonça

29/01/2011 - 18h04

O Chico buarque ganharia mais dinheiro se licenciasse suas musicas em CC pois é artista, mas um parceiro eventual do compositor, q não sobe em palcos, passaria fome.

Responder

joao Paulo Mendonca

29/01/2011 - 18h02

Ele fala em BENS CULTURAIS, como se nascessem da rede magicamente PUFF! Pronto, ninguém gastou dinheiro para q isso existisse…

Responder

glapido

29/01/2011 - 18h02

Prezado Azenha,
Obrigado pela excelente entrevista com o Sérgio.
O assunto é fascinante, embora eu mesmo ainda esteja cauteloso em abraçá-lo 100%.
Fica aqui a sugestão para uma pauta: fazer uma série de entrevistas com alguns artistas nacionais que demonstre a possibilidade concreta de subsitência com modelos alternativos de produção e divulgação cultural.
De pronto me vem à cabeça dois nomes da música: BNegão e Jussara Silveira, dois nomes de peso e que me parece, cada um a seu modo, e com estilos muito diversos um do outro, sobrevivem com dignidade e com uma agenda sempre lotada de trabalho, sem precisarem estar associados ao modelo tradicional representado pelo ECAD (não tenho tanta certeza disso com relação à Jussara, mas mesmo que esteja enganado, a Jussara merece, pela beleza e qualidade artística, uma entrevista sua)
Com relação ao BNegão, posso afirmar com um grau maior de certeza de que é, realmente, um artista símbolo disso que o Sérgio propõe (e basta dar uma olhada no verbete BNegão da Wikipedia para você ver isso). Além disso, o filho dele estuda com o meu na mesma escola, e em meia dúzia de contatos com ele e a mulher dele, vejo que o BNegão viaja constantemente para shows, quer dizer, há como ganhar a vida sem precisar do ECAD.
Mas não deixe de considerar com carinho a entrevista com a Jussara, uma pessoa discretíssima e que não irá talvez se comprometer tanto com questões políticas, mas que, ainda assim, suspeito, tem o seu próprio jeito de não se curvar às grandes gravadoras/distribuidoras. E – sem querer ensinar o padre-nosso ao vigário – seria bom que você se deixasse seduzir primeiro com algumas interpretações dela – o que não é nada difícil.
Enfim, em resumo, isto é apenas uma sugestão de pauta para mostrar que a possibilidade de existência de modos de produção cultural alternativos – de alto nível – já existem.
Por favor, nem precisam publicar este comentário.
Obrigado

Responder

    V Pereira

    08/02/2011 - 15h17

    Maior congusão: o Bnegão, se não grava, não recolhe $ do ECAD, mas os produtores do show que ele faz pagam ao ECAD. Ou não? O que o Ecad faz com a grana q recolhe dos shows dele?

joao paulo Mendonça

29/01/2011 - 18h00

Desculpe Azenha, mas a visão de q reservar direitos por 70 anos após a morte só interessa ao atravessador é ridícula, e os herdeiros? O Autor tem família e quer q sua obra renda dividendos para seus filhos.
Um dos erros do CC é achar q a cadeia produtiva da musica começa no Artista, o compositor SÓ TEM ESSA FONTE DE RENDA.

Responder

boniboni

29/01/2011 - 15h54

Repetindo o que já falaram: votamos na Dilma para continuar o governo Lula e o padrão de políticas sociais e econômicas. Essa aproximação do MinC com os doentes da Propriedade Intelectual e ECAD é simplesmente um tiro na nossa confiança.

Responder

Nicodemus

29/01/2011 - 10h15

A Secretaria de Educação de Minas Gerais usa há mais de 5 anos um Linux maqueado (para pior) e paga uma fortuna anual para tê-lo. É uma espécie de virus ambulante de nome Metasys. A empresa distribuidora tem como donos amigos do secretário adjunto. Lá é proibido falar em licitação ou instalar o Umbuntum nas escolas. Dizem que andaram demitindo diretores por terem tentado acabar com a mamata da empresa (e do secretário adjunto).

Responder

    josecoura

    29/01/2011 - 22h15

    Estamos falando de prevaricação?
    Que tal uma investigação, que não precisa nem ser feita pelos deputados, que tal feita pelos que vivem a situação, os alunos e professores.

Roberto Locatelli

29/01/2011 - 09h05

Em que pese os escorregões do entrevistado – por exemplo, quando diz que Hugo Chávez é autoritário, repetindo um chavão do PIG – acho que os arrazoados do Sérgio sao bem pertinentes.

O principal é que a Ministra tem que vir a público e informar sobre os rumos de seu ministério. Se não fizer isso, estará nos negando transparência, o que é muito grave.

Responder

Eurico Zimbres

29/01/2011 - 01h18

Pensei inicialmente que só a Ana de Holanda, estivesse mal informada a respeito do que significa Licença Livre, Creative Commons, Software Livre, Conhecimento Livre. Vejo agora, lendo vários comentários, que há muito mais gente que precisa se informar melhor antes de sair falando qualquer coisa. Parabéns Sérgio Amadeu. Continue explicando, explicando e explicando, até eles entenderem um pouquinho.

Responder

    Osmar

    29/01/2011 - 17h17

    Carece não, Eurico.
    Papai Noel e Saci já não são mais mistérios nem para molecada de cinco anos.
    Nós já entendemos muito bem o que há por detrás de tudo.
    Isso é briga de cachorro grande.
    Siga o Dinheiro e chegarás lá!

    Eurico

    29/12/2012 - 06h22

    Um ano depois eu me defrontei com este seu comentário. A Ana de Holanda não é mais nem ministra. Só gostaria de saber se você já estudou o que vem a ser Software Livre ou se ainda está escondendo sua falta de conhecimento com ironias sobre sacis e muletas.

Stela Cabral

29/01/2011 - 00h06

Creio que seja o momento da ministra recuar e abrir diálogo com movimentos. O PiG começa lucrar em cima do fato. O Globo traz matéria amanhã

Responder

    Osmar

    29/01/2011 - 17h25

    A Veja , o Estadão, o Globo, o PIG unido quer a cabeça da Ministra numa bandeja!
    Pessoal unido!
    Jamais serão vencidos? A ver.

rodrigo

28/01/2011 - 22h07

pra que tanta tempestade em copo d'agua?

Responder

    Roberto Locatelli

    29/01/2011 - 08h53

    Rodrigo, acho que você precisa ouvir a entrevista novamente.

    Osmar

    29/01/2011 - 17h21

    Ou seja, se o Rodrigo ouvir cem vezes, acabará acredidanto piamente.
    Acreditar é preciso,duvidar não é preciso.
    Como dizem os chefes religiosos muçulmanos: "Crê ou Morre!"
    Rodrigo, continua perguntado. E creia, pensar e duvidar faz bem a saúde.

    Tiago Tozzi

    29/01/2011 - 20h44

    Não bem por aí Osmar, a questão não é de acreditar.
    Além disso, não há uma tempestade num copo d'água, o que estamos fazendo é debatendo um assunto bastante relevante do ponto de vista das políticas públicas do governo.

Paulo Silva

28/01/2011 - 21h58

Já roda um daqueles emails apócrifos pela internet dando conta de um mirabolante movimento liderado por D. Canô e Niemeyer para fazer do baiano Tom Zé o novo Ministro da Cultura. Fala cobras e lagartos da atual Ministra.
Pelo visto, o guru indiano do Serra fez escola! E pelo visto Ana de Hollanda mexeu em alguidar de despacho.
Já o Sergio Amadeu está cheio de certezas sobre as profundas intenções ocultas da Ministra. Espantoso!

Responder

    Claudionor Damasceno

    29/01/2011 - 19h10

    Sim, tbm percebi que o Amadeu não foi profissional ao se fundamentar em conjecturas, "sinais" que ele detectou, "suspeitas", "indicações" e "insinuações" da ministra, etc etc. Tambem o senti um bocado rancoroso ao ficar adjetivando meio mundo. O que ele tem contra o pessoal que ele diz ser oriundo do "partidão"? Acerto de contas? E quanto à tecnologia, será que não existe um certo deslumbrameto, misturado a uma subestimação das cada vez mais radicais imposições do capital na realidade que ainda vivemos? Aliás, será por acaso que o Amadeu gratuitamente chame de "ditador" ao presidente Hugo Chaves, aprovado em eleições e plebiscitos pelo povo venezuelano e o que enfrentou a ditadura midiática com mais coragem e radicalidade, motivo pelo qual é tão odiado pelos EUA e pela mídia?

    Osmar

    29/01/2011 - 20h01

    Há um ditado que diz: "quando Pedro fala de Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo".
    Aplica-se.

    Tiago Tozzi

    29/01/2011 - 20h48

    Sei não Osmar, o Amadeu até pode ter posições com as quais você e outros não concordam, mas da mesma forma que muitos aqui foram buscar na biografia da Ana de Hollanda uma justificativa para um certo respeito e confiança, peço que você faça o mesmo com o Amadeu, que é um cara importantíssimo no movimento de software livre no Brasil.

João Antonio

28/01/2011 - 20h31

Pessoal, eu creio no poder da LIBERDADE… No sentido mais real e puro que a palavra pode carregar…

O Software é LIVRE, a filosofia é LIVRE, todas incitam a LIBERDADE… Por que os usuários não podem ser?

Porque a Ministra não pode ser?

Eu acho que o debate deveria ser visto com algo de muito mais idade, atravessando quilômetros de calendários antes da primeira citação a GPL e CC…

Nenhum GOVERNO realmente quer a liberdade… NENHUM… isso os ameaça! Isso só os faz temer o que o POVO, bem municiado (de conhecimento, tá? Não de projéteis) poderia fazer aos seus novos "anos" no poder!

Não posso generalizar, mas o governo ganhou algo com a adoção do Software Livre? Temo que muitas licitações tenham sido dispensadas em face deste cenário…

Educação? Temos um CC na nossa educação… é livre e é grátis… Mas presta? (diferente dos softwares livres, que são livres, e, em muito, grátis, mas funcionam!)

Deus! Há tanto o que consertar neste país (e neste mundo, óbvio)… O Selo que a Ministra tirou é a gota dágua… (não estou majorando nem retirando a importância do fato)… Mas os erros atravessam gestores, gestões, mandatos e unidades temporais…

A MERDA é grande há muito tempo… Vê-se pela letargia de nossos educadores, pelo comodismo de nossos governantes e pela apatia satisfeita (de barriga cheia) de nossos estudantes (mesmo sem ter a barriga efetivamente cheia)…

Eu sou usuário, produtor de conteúdo CC, Obrigo que meu conteúdo seja distribuído gratuitamente… Porque quero que isso mude a realidade desse país, começando de baixo!

Cada um deve acordar, dentro de si, e verificar como pode ajudar…

Usar Linux ajuda? NÃO!
Promover o Linux e tentar convencer que ele é MELHOR ajuda? NÃO!
Dar a quem nao conhece a oportunidade e a capacidade crítica de descobrir que o Linux é melhor ajuda? SIM!

Precisamos EDUCAR…

Precisamos ALIMENTAR AS MENTES VAZIAS que ainda votam e comentam sobre o Big Brother, ou que aceitam passivamente as atocidades cometidas pelos nossos governantes…

Temos que criar NOVOS e BONS eleitores… Dos cidadãos, meus amigos, o governo não tem medo! Dos ELEITORES, talvez um pouco… DOS ELEITORES ESCLARECIDOS, morrem de pavor!

Desculpem se o desabafo foi Off-Topic… Achei que a questão seria muito "mais embaixo"…

Responder

    josecoura

    29/01/2011 - 12h13

    Entendo que devemos estar abertos e não sujeitos a A ou B, o software comercial é um conhecimento fechado e gera um valor somente para seus proprietários e quando decidimos por eles deve ser uma questão de ganho, seja financeiro, seja na produção e controle administrativo em uma empresa ou qualquer entidade. Agora você pode escolher não comprar um software comercial e utilizar um software livre, seja para uso pesssoal, seja dentro de uma empresa ou qualquer entidade e neste caso, você economiza um grande valor relacionado à compra do mesmo e outros custos relacionados ao suporte do mesmo, que normalmente, no caso do software comercial é custoso. No caso do suporte ao software livre, você mesmo pode buscar ajuda ou contratar empresas que atuam neste mercado.

    josecoura

    29/01/2011 - 12h13

    agora, falando de Estado brasileiro, a adoção por software livre e por software aberto é uma maneira do país estar além de economizando o nosso dinheiro, produzir e estimular o conhecimento tecnológico e cultural de nossa sociedade e isto é um dever de nossos funcionários públicos colocados em posições para promover o país e para isto minha sugestão é partir para uma discussão no congresso e na própria sociedade. Seja quem for o ministro, ele deve dizer a que veio. Sra. Ministra nos explique o seu ato, não espere que outros expliquem pela senhora, caso não seja possível, revoge a medida e abra o debate.

David

28/01/2011 - 19h27

Parabéns a todos envolvidos nesta matéria!!! Cada vez mais gosto do VIOMUNDO devido às matérias riquíssimas e envolventes. Continue assim e terá cada vez mais espaço garantido nos "favoritos" de muitos internautas. Vale parabenizar também os comentários coerentes e complementares de possíveis dúvidas que persistem após a exposição do assunto.

Responder

O_Brasileiro

28/01/2011 - 19h21

O mais importante é saber se o Ministério da Cultura vai continuar sendo da Cultura, ou se vai se transformar em Ministério dos Artistas, e o resto da cultura que se lixe… incluindo o povo que dela necessita!?

Responder

    Roberto Locatelli

    29/01/2011 - 08h57

    Você tocou no ponto chave: o único "problema" que o Ministério enxerga são os direitos dos artistas, ou melhor, dos cantores.

    Osmar

    29/01/2011 - 17h31

    Esses julgamentos sumários costumam redundar em condenações absurdas e injustas.
    Contextualizar, perguntar, duvidar, descobrir os verdadeiros interesses em jogo pode ser mais interessante que sair jogando pedra na Geni.

    Tiago Tozzi

    29/01/2011 - 20h51

    Então Osmar… você poderia dar uma força nisso… contextualize, pergunte, duvide… enfim, promova o debate em vez de ficar repetindo o julgamento do lado oposto.

    Osmar

    30/01/2011 - 00h45

    Tiago
    Vou te explicar. Não sou "muderno".
    Não me agrada nenhum pouco ver a Ministra Ana de Hollanda ser acusada, a partir de suposições e ilações, de intenções criminosas, em termos de Direito Público. Acho que a honra alheia é tão importante quanto a nossa.
    Estou promovendo esse debate sobre respeito a honra alheia, vc não percebe?
    Para isso estou lendo tudo que está circulando na internet a respeito desse imbroglio. E não consigui entender – ainda – a causa profunda do ódio à Ministra. Mas te juro que está por pouco.
    O meu lado é um só: respeitar a honra alheia. Falar apenas o que é comprovável e verdadeiro. E a prova cabe a quem acusa. Esse é o debate que proponho a vc.

    Tiago Tozzi

    30/01/2011 - 20h17

    Ok Osmar, mas neste caso acho que você está exagerando um pouco. Não vejo manifestações de ódio e sim desconfianças, o que é legítimo uma vez que, apesar da sua história, a nova ministra anda tomando algumas atitudes que modificam as políticas adotadas anteriormente e que por sua vez tinham uma base de apoio.
    Questionar as medidas de um ministro de Estado é algo normal e saudável dentro de uma sociedade democrática.
    Não vejo ataques à honra de ninguém, sinceramente.
    Aliás, quando você coloca que descobrir os interesses em jogo seria mais interessante, eu concordo com você, vejo inclusive que esta é a tentativa da maior parte das pessoas envolvidas no debate.

Paulo Monarco

28/01/2011 - 18h08

Bom, depois dessa aula, cabe a Ministra esclarecer sua posição. E esclarecer não significa notinhas burocráticas no site do Minc. Significa dar entrevista extensa esclarecendo sua real, transparente posição. Porque a política de disseminação cultural de Gilberto Gil e de Juca Ferreira foi atropelada e desrespeitada pela atual ministra da cultura. Ela reproduz uma cartilha autoritária, privativa, contrária aos interesses públicos, rasga e joga no lixo os árduos 8 anos de construção de uma política cultural, dentro do possível, minimamente disseminadora de conhecimento. Quem está por trás deste ventríloco conservador e retrógrado que atende por Ana de Hollanda (com 2 éles mesmo, pra não macular sobrenome tão importante)? Porque ela pediu da casa civil uma releitura do projeto, extensivamente discutido, de reforma da lei do direito autoral? Qual o próximo passo dessa copidesque de interesses privados? Detonar a já mulamba lei Rouanet? Privatizar aos amigos a produção cultural brasileira? Dará explicações sensatas ou deixaremos que caia no limbo do esquecimento? Parece até que escrevo sobre uma ministra do PIG! Como diz Sérgio Amadeu, é uma ministra da restrição e não do compartilhamento. Inacreditável o início desta gestão!

Responder

    Osmar

    29/01/2011 - 20h21

    Parece que há uma ira imensa contra os Hollanda reprimida. Será inveja, pelo tanto de bem que lhes quer tanta gente?
    Sabia que a GLOBO odiava o Chico Buarque. Mas não sabia que esse ódio se espraiava pela família toda dos Hollanda.
    Essa babação de ódio para os lados da Ministra Ana, concretamente só porque tirou esse CC do portal, o que não prejudicou nem o portal nem a ninguém está super-suspeita. Quanto às demais "acusações", que ofendem a honra da Ministra, partem de achismos, suposições e ilações. Pura leviandade.
    Os xingamentos à Ministra estão causando espécie.
    E O Globo promete matéria circunstanciada a respeito. Já rolam emails apócrifos na internet pedindo a cabeça de Ana. E propondo o baiano Tom Zé, para substituí-lo.
    Como se vê, factóides e escandalizações do nada vieram pra ficar na rasteira politicagem nacional.

aldo luiz

28/01/2011 - 18h04

Enquanto isso… Em Abril termina nosso prazo…
União européia te desconectará da rede, se você postar qualquer coisa que fira a ordem e
vá contra o poder vigente. A nova lei que será aprovada (sem sombra de dúvida em abril) estipula que "qualquer cidadão da UE (por enquanto) pode ser desconectado da Internet no provedor de rede se postar em site, blog ou em qualquer outra forma de informações ou referências, que possam ser consideradas ofensivas para o Estado ou qualquer pessoa ou grupo de pessoas (…)
Os meios eletrônicos de informação utilizados serão suspensos ou excluídos pelo operador de hospedagem. http://infinitoaldoluiz.blogspot.com/2011/01/2011
Sinto muito, sou grato.

Responder

Sá Machá

28/01/2011 - 18h03

E mais sobre a repercussão em outras línguas e países:
"Muchos temían que la nueva ministra de cultura brasileña -Ana de Hollanda- detuviera la progresiva agenda de reforma de la ley de derechos de autor en Brasil. No estaban locos.
(…)
"El único país que apuntaba en la dirección correcta para reformar de una forma justa para toda la sociedad y coherente con los retos que la digitilización implica, era Brasil. El Proyecto de Ley de Derecho de Autoral y su agenda de Cultura Digital creada por Gilberto Gil han sido uno de los factores que definitivamente ayudaron a voltear y fijar la mirada en Brasil."
http://alt1040.com/2011/01/el-ministerio-de-cultu

Responder

Sá Machá

28/01/2011 - 17h59

Até o Le monde citou a atitude da ministra:

"Au Brésil, Ana de Hollanda, une artiste qui vient d’être nommée ministre de la culture du gouvernement Dilma Roussef, a fait supprimer du site de son ministère toutes les licences du site de partage Creative Commons (CC) que son prédécesseur, Gilberto Gil, également chanteur, qui avait défendu des positions très favorables (jusqu’à installer les CC sur le site gouvernemental) aux libres partages sans copyright."
http://midem.blog.lemonde.fr/2011/01/22/la-croiss

Responder

    Osmar

    29/01/2011 - 17h33

    O PIG universal, nacional e outras mídias alternativas São bem afins do Creative Commons. Parece uma unanimidade universal!

Ari Silveira

28/01/2011 - 17h56

Software proprietário não é só da Micro$oft. O Mac OS X, da Apple, também é pago. Só que o usuário paga menos por um sistema muito superior ao Windows.

Responder

    @wandeclayt

    12/02/2011 - 14h32

    Paga menos no software da Apple porque o custo já está embutido no hardware.

Claudionor Damasceno

28/01/2011 - 17h40

Acho que o Amadeu poderia se esforçar para entrar mais na discussão, argumantar mais, ao invés de ficar repetindo chavões, acusações de "stalinismo", "nacionalismo que a Microsoft ama", "idéia beligerante", "provocação da ministra", "isso é só o começo" etc etc etc. Na verdade, o Amadeu parece um pouco deslumbrado com a tecnologia ao ponto de diluir as contradições do mundo do capital em um espécie de socialismo tecnológico, do mundo dos "commons". Não sei de onde ele tirou essa idéia. Ele se entrega quando começa a criticar o Hugo Chaves como autoritário. A música, para mim, é como um remédio, no entanto, confundir licença de fármacos com direitos autorais da criação artística, acho que força a barra. Essa entrevista esta com muito bla bla bla.

Responder

    josecoura

    29/01/2011 - 12h21

    Entendo também que devemos fazer um debate sobre o assunto sem a amarração ideológica e olhando o futuro do nosso país, identificando claramente quem ganha e quem perde em cada decisão que é tomada nesta área.

    Osmar

    29/01/2011 - 16h34

    D'accord!

    glapido

    29/01/2011 - 18h27

    Com relação à "confusão" entre a licença de fármacos com direitos autorais, há sim um elo comum: ambos são tratados com grande peso pela política externa norte-americana, nos famosos acordos anti-pirataria mais conhecidos por ACTA. Até onde me informei, com relação aos fármacos, há um exemplo muito "interessante" de ações típicas da ACTA: navios com carregamentos de remédios genéricos provenientes da Índia não podem atracar em portos de países que já assinaram o ACTA (tenho a impressão que muitos países da Europa). Isso, na prática, significa um grande cerco à filosofia do compartilhamento e quebra de patentes. O ACTA também aborda igualmente todo o tipo de cerceamento à Internet para proteger os direitos autorais da indústria de entretenimento americana.

    Leider_Lincoln

    29/01/2011 - 18h48

    Tem uma diferença sim: direitos de artistas têm propriedade pela vida inteira e mais 70 anos; fármacos, 7…

mello

28/01/2011 - 17h00

O entrevistado me pareceu bastante qualificado para comentar sobre o assunto, tem argumentos sólidos e linguagem clara. O entrevistador usou muito bem a sua reconhecida capacidade jornalística.
Eu aprendi bastante com essa excelente entrevista e começo a me preocupar muito com o desvirtuamento das políticas culturais implantadas no governo Lula pelos ministros Gil e Juca.

Responder

Fernando

28/01/2011 - 16h59

Quem não quiser usar software livre tudo bem, mas não use pirata.

Produto pirata sonega impostos, prejudica o governo federal nos trabalhos sociais.

Responder

Paulo Kretcheu

28/01/2011 - 16h29

Para aqueles que não souberam ou não conseguiram baixar os arquivos de audio da entrevista:

seguem os links:
http://www.viomundo.com.br/wp-content/uploads/201http://www.viomundo.com.br/wp-content/uploads/201
ttp://www.viomundo.com.br/wp-content/uploads/2011/01/Amadeu-final.wma.mp3

[]'s

Responder

Bruno Cava

28/01/2011 - 16h18

A ministra está enganada se acha que, com uma canetada, pode contrariar 8 anos de governo Lula, de democracia com Gil, de construção coletiva de políticas públicas.

Além da mobilização em rede, de protestos e tudo o mais, é caso de escrever (em massa) à presidenta Dilma.

Votei nela para continuar o governo Lula e suas políticas sociais e não para serem contrariadas no seu paradigma logo no primeiro mês.

Essa postura imperial não passará.

Responder

Reprodução de entrevista do Sergio Amadeu sobre Creative Commons, liberdade de informação e mais | Chris B.

28/01/2011 - 16h13

[…] Ele deu uma entrevista no Vi o Mundo muito interessante: começa falando de Creative Commons, software livre, a importância do compartilhamento de conhecimento, direitos autorais, a nova postura do MinC. Acessem, ouçam, é muito importante: http://www.viomundo.com.br/entrevistas/sergio-amadeu-os-nacionalistas-que-a-microsoft-ama.html […]

Responder

Maldoror

28/01/2011 - 15h49

Eu acho que ninguém deveria pegar "palavras", agrupá-las numa determinada e requer sobre isso qualquer tipo de proteção. As palavras são livres, as linguagens são livres e todo tipo de comunicação também deve ser livre. Isso vale para textos, músicas, programas de computador e afins… Ninguém deveria ser "dono" de uma idéia, até mesmo porque toda nova idéia é fruto de um processo milenar de acúmulo de conhecimento que a pessoa recebeu gratuitamente ao longo da vida…

Responder

    Fernando Gama

    28/01/2011 - 18h55

    Se fosse assim, ninguém iria produzir nenhum trabalho intelectual com a finalidade de sobreviver disso. O que seria ruim para a humanidade como um todo. O direito à propriedade intelectual é importante sim. O que não deve e não pode ocorrer é o abuso desse direito.

    Maldoror

    28/01/2011 - 20h17

    Se isso fosse verdade, um sistema operacional como o linux, ou uma iniciativa como a wikipedia nunca iriam existir…

    Luís

    29/01/2011 - 10h09

    Com relação a wikipédia, só se for a wikipédia em inglês, frances ou alemão. Porque a wikipédia em português é simplesmente lamentável.

    Já foi pior, mas ainda continua muito ruim. E antes que digam, colonizado é o c#%$&¨%#$@!!! Usem um pouco o senso crítico antes de partirem para uma retórica nacionalista.

    Lúcio

    29/01/2011 - 23h33

    Uma grande quantidade de artistas relevantes produziu suas obras magníficas sem esperar por nenhum retorno financeiro. Não é paradigma, mas aconteceu e continua a acontecer.

    Maldoror

    30/01/2011 - 08h54

    A iniciativa de se criar a wikipédia eu me referia, mas também serve o Apache, por exemplo… Já postaram um video aqui que resume bem o meu pensamento. Ele está disponível legendado em http://www.youtube.com/watch?v=umhhPj7t8FE . O livro "Apropriação Indébita" de Gar Alperovitz e Lew Daly também faz um excelente relato sobre a questão de patentes e direitos autorais nessa mesma linha…

Julio Feferman

28/01/2011 - 15h32

Acredito que o comentarista tenha razão em alguns de seus pontos. Entretanto, a respeito de software livre especificamente, há no Brasil uma difusão, em todas as esferas do governo, de práticas de insourcing no desenvolvimento de soluções de e-governo. Estas soluções, largamente amparadas em software livre, dão a falsa impressão de uso eficiente de inteligência aberta para o desenvolvimento de serviços. Nada poderia ser tão equivocado. O insourcing e o uso de software livre tem gerado grandes ineficiências. Relegaram ao governo um competência que não lhe cabe, nomenadamente a de produtor de softwares, trazendo a reboque todos os custos associados. Quem trabalha com software conhece os altíssimos custos e riscos associados ao desenvolvimento.

Enquanto isso, o setor privado de desenvolvimento de software, que contém competência muito maior, pois este é seu negócio central, é marginalizado nos contratos com o governo, em nome de uma abertura e da falsa premissa que o que vem do setor privado é intrinsecamente ruim pois é fechado ou vinculador. O vínculo se dá com um serviço. Existem serviços privados ruins e bons, bem como existem serviços públicos ruins e bons. Estas são considerações relevantes ao pensarmos em políticas que valorizem o empreendedorismo tecnológico no Brasil.

Responder

    Hans Bintje

    28/01/2011 - 16h15

    Fique de olho, Julio Feferman.

    Faz tempo que o governo brasileiro está contratando empresas para a produção desse tipo de programas.

    Cito um exemplo ( http://www.cesar.org.br/site/c-e-s-a-r-e-destaque… ):

    "O C.E.S.A.R marcou presença no III Congresso Internacional de Software Livre e Governo Eletrônico (CONSEGI), realizado entre os dias 18 a 20 de agosto em Brasília-DF. O evento, organizado pelo Ministério da Fazenda e que recebeu mais de cinco mil pessoas de 21 países, promoveu uma mesa redonda com participação de dois representantes C.E.S.A.R: o Diretor Carlos Ferraz e o consultor de segurança Rodrigo Assad, além dos presidentes de organizações como SERPRO e DATAPREV. Leia um resumo sobre a discussão no site do evento.

    Assad também ministrou no encontro um curso sobre montagem de Clouds Privadas, e uma palestra no CloudCamp. Por seu destaque no evento, ele foi convidado pela Embaixatriz Ana Amorim para participar de uma reunião com uma comitiva coreana interessada em montar uma infraestrutura de cloud em software livre.

    Ao fim do encontro, Assad recebeu uma homenagem do evento em virtude de sua contribuição ativa para o tópico cloud computing."

    E o C.E.S.A.R está empregando ( http://www.cesar.org.br/site/trabalhe-no-cesar/ ):

    "O C.E.S.A.R é um dos principais provedores de soluções de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) do mercado brasileiro; instituto de inovação ganhador dos prêmios FINEP de Mais Inovadora Instituição de Pesquisa do Brasil (2010 e 2004), Empresas Mais Inovadoras (Época Negócios, 2009) e Info200 de Melhor empresa de serviços de software (Revista Info, 2005).

    O C.E.S.A.R também se capacita para gerar novos empreendimentos de TICs em associação com investidores financeiros e estratégicos, criando oportunidades concretas de criação de novos negócios para todos os seus colaboradores.

    Junte-se a este time vencedor! Cadastre-se em nosso Banco de Currículos e preencha o formulário ao lado anexando o seu documento de currículo ou o envie para [email protected] informando o título da vaga."

    Morvan

    28/01/2011 - 16h50

    Julio Feferman e demais leitores:
    Não sei qual o viés de suas declarações, mas me parece haver um juízo equivocado, para dizer o mínimo, ou maldoso, eivado, para dizer o máximo; não sei colorizar a exata tez do que você propala, justamente por não vos conhecer.
    Primeiro, no que pese o seu neologismo, "InSourcing", no Brasil soa como piada. Alocar as pessoas que já são da esfera pública, onde elas "dão a sua vida (a delas, bem dizendo)", literalmente, é ser correto com o erário e para com a sociedade também. No Brasil "eficiente" (de Collor para até o final do Governo tucano, o que era público era ruim e ponto. Se o pessoal nativo das organizações não atende às expectativas, dentro de um certo critério técnico, é o caso de capacitá-las. É muito fácil malhar o servidor público como ineficiente e deixá-lo a ver navios. Aliás, é o comum. Os casos de migração de software proprietário para SL que eu conheço, dentro da esfera pública, que "deram água" sempre teve um componente muito perigoso na sua "migração": não houve capacitação; o "chefe" entrega[va] um pacote de programas ao comandado e diz[ia]: "Vira-te"! Sutil e tacitamente, claro.
    Como você determina a "competência maior" do setor privado, frente ao setor público? Como se mede isso, sem qualquer enviesamento?
    Você está, talvez sem qualquer má-fé, misturando aspectos diferentes: alocação nativa de trabalhadores do Estado, que devem sempre estar capacitados (grifo meu) e competência intelectual dos trabalhadores da esfera pública X esfera privada.
    Por último, lembre-se de uma coisa: o trabalhador da empresa pública é um ser humano capaz, potencialmente falando. Alguém (ou ele mesmo) pode "incapacitá-lo"…

    Uma coisa para vocês todos pensarem: a maior revolução da era da informação (Internet); se fosse construída a partir de software proprietário, teria chegado ao grau de evolução / capilaridade a que chegou?

    Morvan, Usuário Linux #433640

    josecoura

    29/01/2011 - 12h30

    O certo é não fechar o conhecimento e também não gerar um custo exagerado para a sociedade, a escolha deve ser livre, mas a avaliação de qualquer necessidade deve sempre buscar trazer valor agregado e entendo que o software fechado tem um custo e um risco alto para quem o utiliza. Existe a opção do software aberto e a opção do software livre, entendo que nas escolas devemos olhar as três opções para que a sociedade apreenda a escolher.

Gustavo Pamplona

28/01/2011 - 15h26

Ao ver o Azenha falando do "Download Helper" resolvi compartilhar com vocês os "add-ons" que eu costumo usar em meu FireFox e como uso versões inglesas então a lista segue em inglês.

Detalhe tanto meu Windows XP como meu KDE de meu Slackware e meu FreeBSD (já tenho 3 sistemas operacionais) instalados na mesma máquina também são em inglês. Eu costumo dizer que é proibido o uso da língua inglesa em meus computadores (tenho 2 Pentium 4)
—-
– Adblock Plus 1.3.3

Ads were yesterday

– DownloadHelper 4.8.2

Download videos and images from many websites

– Flashblock 1.5.14.2

Replaces Flash objecst with a button you can click to view them

– Flasghot 1.2.8.1

Enables single and massive ("all" and "selection") downloads using the most popular external

download mangesr for Windows, Mac OS X, Linux and FreeBSD (dozens currently supported…)

– Get File Size 1.94

Returns size of a remote file.

– Linkification 1.3.8

Converts text links into genuine, clickable links

– Long URL Please 0.4.3

Automatically converts short urls from servides like tinyurl.com back to the original so

that users don't have to.

– Unplug 2.039

Find and download media from websites.
—-

Nota 1: Como detesto Flash faço o possível para evitar flash então uso o "FlashBlock"
Nota 2: E também como detesto propagandas uso o AdBlock.
Nota 3: O Long URL Please é muito útil especialmente no Twitter
Nota 4: O Unplug é semelhante ao DownloadHelper,
Nota 5: O Linkification é muito útil também, pelo menos não preciso selecionar com o mouse e arrastar para a barra de endereços ou copiar o link e colar lá. E

URL para download: https://addons.mozilla.org/

Detalhe: Eu, Gustavo Eduardo Paim Pamplona sou assim mesmo, num dia eu sento o pau por aqui, outro dia escrevo bobagens, num dia estou interessado em colaborar, num dia estou interessado em provocar e por aí vai…

Responder

    Gustavo Pamplona

    28/01/2011 - 16h09

    Retificando…

    Detalhe: tanto meu Windows XP como meu KDE de meu Slackware e meu FreeBSD já "QUE" tenho 3 sistemas operacionais instalados na mesma máquina "E" também são em inglês. Eu costumo dizer que é proibido o uso da língua "PORTUGUESA" em meus computadores (tenho 2 Pentium 4)

    Luís

    28/01/2011 - 18h26

    Se você quiser, posso sugerir mais uma extensão:

    – Ghostery (https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/ghostery/). Protect your privacy. See who's tracking your web browsing and block them with Ghostery.

    Depois de instalada essa extensão, você fica com aquela agradabilíssima sensação de que o seu navegador estava mais para O Grande Irmão, do que um navegador propriamente dito.

CNC Comunicações

28/01/2011 - 15h17

Bem, o problema me parece maior do que simplesmente a retirada do selo.

O problema maior me parece ser a decisão da Ministra em reabrir (mais uma vez) a discussão sobre o projeto de Reforma da Lei de Direito Autoral, que após mais de três anos de debate público, transparente e democrático estava pronto para ser enviado ao Congresso.

Tal decisão, infelizmente, me parece atender apenas os interesses dos autores/criadores musicais (e mesmo assim apenas dos mais consagrados) que realmente estão contentes e satisfeitos com a legislação atual. Talvez seja o momento da Ministra buscar informações e alargar seu diálogo junto aos autores/criadores de outras linguagens artísticas, que comprovadamente, não estão satisfeitos com a atual legislação e apoiam a proposta, já que participaram ativamente do processo de sua elaboração.

Por outro lado, a revisão da legislação atual, terá que ser feita, de uma forma ou de outra, já que inclusive consta do Plano Nacional de Cultura, aprovado pelo Congresso e sancionado em dezembro pelo ex-Presidente Lula.

Lembro finalmente que a apresentação de projeto desta natureza à apreciação pelo Congresso independe da vontade do Executivo, apesar de logicamente ter maior força se assim fosse feito. Desta forma, acredito que não faltaram deputados com coragem e vontade política de apresentar um projeto de reforma da atual legislação, que no mínimo não atende as peculiaridades impostas por estes novos tempos de convergência e mídias digitais.

Portanto, de nada adianta lutar contra. Pois tudo não passará de mera postergação.

Cultura digital. Século XXI.

Que tal aproveitar a idéia das tais Indústria Criativas e começar a pensar (de verdade) em novos modelos de distribuição e de negócios?

PELOS DIREITOS DO PÚBLICO!

João Baptista Pimentel Neto
jornalista, gestor e produtor cultural, cineclubista convicto

Responder

JC Lobo

28/01/2011 - 15h11

Lamentavelmente, creio que o Sérgio Amadeu tem razão. Mas o advogado que o ECAD quer no MINC não foi confirmado até o presente momento. Isso é até certo ponto é compreensível; ele ia perder muita grana. O salário do serviço público não tem a menor condição de concorrer com o que ele provavelmente ganha de honorários do ECAD (salvo se ferisse o código de ética do servidor público e continuasse suas atividades em paralelo). Mas não se iludam: um outro nome logo aparecerá. Pelas declarações que dá, a ministra está decidida a colocar um nome de confiança do ECAD pra cuidar do direito autoral no MINC, um preposto, um testa de ferro qualquer. Aguardem só pra ver. O passo pra trás é certo.

Responder

Fernando

28/01/2011 - 14h04

Parece que o TRE do Rio está tirando o BR Office de lá vejam no: http://br-linux.org/2011/trtrj-diz-por-que-esta-t

Responder

    josecoura

    29/01/2011 - 12h43

    Quem pode responder qual o valor de uma alteração desta pode gerar de custos diretos e indiretos e futuros, visto que as ferramentas MS, tem curta duração de vida, tendo o usuário sempre o custo para evoluir o pacote e na maioria das vezes o que foi produzido numa versão, não funciona na versão futura.

Hans Bintje

28/01/2011 - 14h00

Teste de competência para a militância do PT.

Quero ver quem vai repassar o trecho final da entrevista do Azenha para a presidenta Dilma.

Ou mostra o vídeo para a presidenta,

ou, como escreveu o Paulo Henrique Amorim ( http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/08… ):

"E, como diz o Mino Carta, a Dilma não é metalúrgica.

Essa camada proletária, sindical será removida com o tempo.

E a classe média não se lembrará de associar a TV digital ao estádio da Vila Euclides.

(Seria exigir demais, não, amigo navegante ?)

Ou seja, o carisma do Lula passará a ser by proxy.

E quando o Golpe vier ?

Porque o Golpe contra presidentes trabalhistas sempre vem.

E quando o PiG se associar a um Líder Máximo do Estado da Direita, que pode vir do Judiciário ?

Quem é que vai para a rua defender a Dilma ?

A Classe Média ?

Já, já a Classe Média dá uma rasteira no Lula e no PT.

Quem mandou tirar o povo da rua ?

Tudo isso, se a Dilma não fizer nada."

Responder

    Maria Lucia

    28/01/2011 - 16h33

    O povo só vai para a rua quando é preciso. Fora disso está trabalhando, dando duro no transporte, morando nas beiras dos cursos d'água, nas encostas íngremes e nos terrenos alagadiços.
    O bom é que não precisam ler, ouvir ou ver o PIG: a grana lhes é escassa e dormem cedo, sem tempo para ver BBB ou ouvir conversas pra boi dormir e passarinho mudar de galho.

@iRenato

28/01/2011 - 13h54

Ainda não tive tempo de ouvir a entrevista, mas vejo que foi muito construtiva, pois os comentários atingiram um outro nível. A desinformação é muito prejudicial ao debate, a reflexão.

Responder

LUCAS PEREIRA

28/01/2011 - 13h40

BONO VOX QUER CONHECER DILMA! http://desatualidadescronicas.blogspot.com/2011/0

Responder

Edemar Motta

28/01/2011 - 12h56

Azenha, muito obrigado a você e aos comentadores que ajudaram a esclarecer esse cipoal de licenças. Quanto mais informação de qualidade, menos espaço para trollagem contra a ministra. Pô, deixem a mulher trabalhar.

Ninguém pode, licitamente, dar o que não tem. O Ministério pode colocar a 'sua' produção sob a licença que quiser, mas não a produção alheia acaso apresentada em seu saite – por exemplo, uma fotografia. Se não houver renúncia de direitos do autor, o Ministério não poderá liberar essa foto pela simples publicação no seu saite.

O Direito é mais simples do que parece, o que atrapalha é a má-fé de muitos.

Responder

José Ruiz

28/01/2011 - 12h53

Eu vou dar um exemplo prático desse compartilhamento: eu tenho (provavelmente) todos os softwares que a maioria dos brasileiros tem em seus computadores, mas não pago um único centavo e não cometo nenhuma ilegalidade (não uso software pirata), por exemplo processador de textos, planilha, editores de php/html, acesso a MSN, Skype, browsers, gerenciadores de email, editores de fotos, criadores de gráficos, etc… Eu uso Linux (Ubuntu) e várias ferramentas associadas. Administro vários sites, muito bem feitos – por sinal, sem ter comprado um único programa: uso licenças distribuídas gratuitamente na WEB. Acho que a imensa maioria das pessoas não tem idéia do que é isso, razão pela qual muita gente ainda usa Microsoft (quase 95% do mercado). Esse "universo compartilhado", que existe na WEB (há muito tempo) é uma coisa inusitada para muitos, daí a discussão em torno do Creative Commons… De fato, quem gosta dessa confusão é a Microsoft, que continua vendendo softwares para o governo…

Responder

    Antônio Crlos

    28/01/2011 - 15h15

    O estranho é que os laboratórios cedidos pelos MEC para as escolas públicas estão vindo ultimamente com o Winodws e antes vinham com o Linux Educacional. Eu observei somente os computadores que estão vindo para as salas de recursos especiais ou educação especial. Mudança estreanha e acho que tem alguém ou alguma empresa gannhando com isso!!!!

@iRenato

28/01/2011 - 12h48

Ainda não tive tempo de ouvir a entrevista, mas vejo que foi muito construtiva, pois os comentários atingiram um outro nível. A desinformação é muito prejudicial ao debate, a reflexão.

Espero que aqueles que consideravam a CC uma ferramenta imperialista cujo objectivo era destruir a cultura nacional revejam os seus pontos.

Responder

Luís

28/01/2011 - 11h53

Ah! Outra coisinha:

"Stallman é um dos papas do software livre. O software livre, em contraposição ao proprietário (aquele, da Microsoft, pelo qual você paga)"

Do jeito que está escrito, dá a impressão que software livre é de graça. Errado.

Nem todo software livre é gratuito (o Suse e o Unix são exemplos) e nem todo software gratuito é livre (Opera, CCleaner e outros).

E mais uma coisa. Com relação a licenças, existe um monte de licenças de software livre. Além do Copyleft, GPL e CC que foram citados, também existe (que eu consigo lembrar agora) a LGPL, AGPL, MPL (licença da Mozilla), APL (licença Apache), EPL (licença Eclipse), SPL (licença Sun), licença MIT, licença BSD, ZPL (Licença Zope).

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    28/01/2011 - 11h57

    Obrigado, Luís. Será que você poderia responder às perguntas do Jean Scharleau? abs e, de novo, obrigado por nos ensinar.

    Jean Scharlau

    28/01/2011 - 22h28

    Valeu, Azenha!
    Obrigado, Luís.
    Sabes dizer se alguma(s) dessas licenças que lembraste tem características e aplicações idênticas ou ao menos semelhantes à CC e se, como elucidou o Gustavo sobre a CC, são reconhecidas / usadas no mundo todo?

Jorge Stolfi

28/01/2011 - 11h38

A Ministra aparentemente não sabe (ou não quer saber) que não basta dizer que um conteúdo é de uso livre. É essencial que essa permissão venha acompanhada de uma licença detalhada para (a) proibir terceiros de se apoderar da obra, e (b) impedir que o autor mude os termos da licença depois de publicada.

Sem o item (a), quaqluer um poderia pegar uma obra que está sem copyright e tascar nela seu pŕoprio copyright. Isso prejudicaria o autor original (que queria compartilhar sua obra) e os potenciais usuários (que terão que pagar por algo que deveriam poder ter de graça — e ainda por cima pagar a alguém que não merece).

Sem o item (b), um autor espertinho poderia publicar uma obra com permissão de uso livre, esperar que milhares de usuários copiem essa obra, e aí dizer "mudei de idéia, agora esta obra é copyright, e todos voces me devem zilhões de royalties".

Uma licença de uso livre também precisa ser redigida com cuidado, "a prova de advogados". Aí que entram as licenças padonizadas como a CC-by-SA e GPL. Elas não atribuem nenhum papel às organizações que as escreveram. A única razão para usá-las é conveniência: como são bem escritas e bem conhecidas, nem autores nem usuários precisam perder tempo escrevendo ou lendo licenças complicadas.

Aliás, retirar uma dessas licenças (CC-by-SA, GPL, etc.)de uma obra que havia sido publicada com essa licença já é, por si, uma violação da licença. Se a Ministra não entendeu nem isso, então precisamos urgente de outra ministra. E por favor uma que dê mais atenção ao público do que ao ECAD.

Aliás, direitos autorais não tem *nada* a ver com cultura; são assunto para o Ministério da Indústria e Comércio. Há milhões de coisas mais importantes e interessantes para se falar sbre cultura do que o faturamento de gravadoras e editoras. Uma Ministra da Cultura que começa sua atuação defendendo os direitos autorais é claramente a pessoa errada para o cargo.

Responder

    Jean Scharlau

    28/01/2011 - 22h35

    Jorge, muito interessantes teus alertas sobre os ítens A e B, sobre a eventual violação da licença quando de sua retirada intempestiva e sobre a importância da 'boa confecção' das licenças.

@Doradu

28/01/2011 - 10h33

só pra ilustrar:

Ubuntu (mais popular sistema livre do mundo) e Guia do Hardware (maior e mais respeitado site sobre sistemas, livres ou não, do Brasil) a Secreataria da Cultura do Ceará (Estado modelo em se tratando de Software Livre) e a Secreatria da Cultura de Sampa (q tem o link inicial mais obscuro q já vi na internet) usam Copyright
http://www.ubuntu.com/
http://www.guiadohardware.net/
http://www.secult.ce.gov.br/
http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menu

O Software Livre Brasil (referência do mundo Linux, Open Source etc.) e o Viva o Linux (o maior agregador de usuários Linux destas bandas) usam licença GNU (diferentes tipos mas GNU – criada pelo Stalman)
http://softwarelivre.org/
http://www.vivaolinux.com.br/

a Secretaria da Cultura do Paraná (Estado, acredito eu, pioneiro em Software Livre) a Secretaria da Educação e Cultura do Piauí (Estado q vivo) e o Big Linux (mais famoso Linux brasileiro) usam Copyleft
http://www.cultura.pr.gov.br/
http://www.seduc.pi.gov.br/
http://www.biglinux.com.br/

a Secretaria de Cultura do Rio usa Creative Commons
http://www.sec.rj.gov.br/

abraço

Responder

@Doradu

28/01/2011 - 10h16

só pra ilustrar:

Ubuntu (mais popular sistema livre do mundo) e Guia do Hardware (maior e mais respeitado site sobre sistemas, livres ou não, do Brasil) a Secreataria da Cultura do Ceará (Estado modelo em se tratando de Software Livre) e a Secreatria da Cultura de Sampa (q tem o link inicial mais obscuro q já vi na internet) usam Copyright
http://www.ubuntu.com/
http://www.guiadohardware.net/
http://www.secult.ce.gov.br/
http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menu

O Software Livre Brasil (referência do mundo Linux, Open Source etc.) e o Viva o Linux (o maior agregador de usuários Linux destas bandas) usam licença GNU (diferentes tipos mas GNU – criada pelo Stalman)
http://softwarelivre.org/
http://www.vivaolinux.com.br/

a Secretaria da Cultura do Paraná (Estado, acredito eu, pioneiro em Software Livre) a Secretaria da Educação e Cultura do Piauí (Estado q vivo) e o Big Linux (mais famoso Linux brasileiro) usam Copyleft
http://www.cultura.pr.gov.br/
http://www.seduc.pi.gov.br/
http://www.biglinux.com.br/

a Secretaria de Cultura do Rio usa Creative Commons
http://www.sec.rj.gov.br/

abraço

Responder

claudio

28/01/2011 - 11h04

Quanto mais obras artísticas "subirem" ao domínio público, maior o desenvolvimento humano da população beneficiada.
No caso, o mundo. Inclusive o Brasil.
Nós não queremos divulgar a cultura nacional?
Ô companheira ministra, te liga…

Responder

Luís

28/01/2011 - 10h58

Como eu disse, nada melhor que deixar o assunto para quem entende, ao invés de deixar o assunto nas mãos de jornalistas.

Responder

Wagner Martos

28/01/2011 - 10h55

Putz que chute no estômago!
E S C L A R E C E D O R ao extremo.
Azenha, e a 2a. parte?????
Tou ansioso.

Responder

antonio ateu

28/01/2011 - 10h37

azenha disponibiliza o audio pra download. compartilha o audio. um abraço

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    28/01/2011 - 11h58

    Antonio, se você usa o Firefox pode usar o download helper, clicando com o botão direito do mouse sobre a barra da entrevista e baixando o áudio. abs

    Edemar Motta

    28/01/2011 - 13h02

    Caro Azenha, haverá transcrição total da entrevista ou não? Uso Firefox, mas não sei o que seja 'barra da entrevista' para baixar o áudio. Ouço apenas uma 'linha' dele. Obrigado.

    Luiz Carlos Azenha

    28/01/2011 - 13h25

    Não haverá transcrição, a não ser que alguma alma boa nos ajude. Clique pouco acima do símbolo do alto falante, com o lado direito do mouse. Se você tem o download helper do Firefox, vai funcionar! abs

    rodrigo.aft

    28/01/2011 - 17h31

    Azenha, vcs estão na idade da pedra lascada? rsrs

    Para pessoas ocupadas, ou perderam o escriba, ou q usam a voz muito intensamente, já temos o voice-capturer-writer tabajara, das Organizações Tabajara, Inc… rsrs

    besteiras à parte, vc conhece ou já usou algum soft de reconhecimento de voz e transcrição pra doctos? (eu usei o da ibm e funcionou mto bem, mas como passei a digitar bem rápido, o software perdeu um pouco a utilidade)

    "Talk into a microphone and the computer types what you say. That's an easy way to describe voice recognition software like Dragon NaturallySpeaking and IBM ViaVoice."

    veja (arghh) mais em: http://www.andybrain.com/extras/voice_recognition
    ajudaria a trascrever esses textos sem vc ter q digitar? acho q na sua profissão seria bem útil.

    Gustavo Pamplona

    28/01/2011 - 16h21

    Edemar… Instale o DownloadHelper
    https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/vi

    Clique em "Add to Firefox" (adicionar ao FireFox), deixe o FireFox instalar e logo em seguida o FireFox será reiniciado

    Volte ao site do Azenha e clique no botão de reprodução "Play"

    O DownloadHelper vai começar a "girar" (as tres bolinhas azul, amarela e vermelha) do lado da barra de endereços (onde você digita a URL). Clique na setinha do lado e você verá o nome do arquivo de áudio para download.

    No caso do primeiro áudio o nome do arquivo é: "Sergio-melhor.wma.mp3" Clique sobre ele e peça o "download".

    Falou!!!

    Morvan

    28/01/2011 - 16h51

    Bem lembrado, Azenha. DownloadHelper é animal.

    Morvan, Usuário Linux #433640

    Ⓐnti

    28/01/2011 - 14h51

    http://www.megaupload.com/?d=3FI133WU
    é só baixar

Luis

28/01/2011 - 08h27

Nem sei se esse "Creative Commons" é tão importante assim. Mas a retirada dele, do lugar em que se encontrava, sim. Não porque causasse um sério prejuízo ao instituto da nojenta propriedade intelectual. Mas, porque os ideológos da propriedade privada são intolerantes com qualquer manifestação de crítica ao dogma. Hoje, se vc quiser fazer uma homenagem a Drummond ou Guimarães Rosa o risco de um processo indenizatório por seus familiares é muito grande. O dogma da propriedade é tão enraizado que a memória, algo imaterial, eternamente pertencerá a alguém. Por laços consanguíneos! É isso: Gerdau, Falconi, ECAD e outros monstros do capital, como ideologia, como relação social, como dogma.

Responder

    Jorge Stolfi

    28/01/2011 - 11h40

    Mais do que isso: retirar uma licença CC-by-SA de uma obra é uma violação dessa licença. Queremos outra ministra, por favor!

    Osmar

    29/01/2011 - 20h26

    Violação de licença? Quer dizer que se entrar nessa de CC tem que morrer fiel ao CC?
    Barbaridade!

João Sabóia Jr

28/01/2011 - 08h26

Esclarecedor, coloque logo a 2a. parte. Devemos repensar mutio sobre a questão de direitos autorais, sem paixão, sem ideologia, a meu ver, com o foco na socialização do conhecimento.

Responder

João Filho

28/01/2011 - 08h09

Ministra ignora e desrespeita a Lei que regulamenta o artigo 216 da Constituição Federal. A Lei 12.343/2010, que aprova o Plano Nacional de Cultura, que diz lá em suas "Estratégias e Ações":
1.9.12 Incentivar o desenvolvimento de modelos solidários de licenciamento de conteúdos culturais, com o objetivo de ampliar o reconhecimento dos autores de obras intelectuais, assegurar sua propriedade intelectual e expandir o acesso às manifestações culturais.
1.9.13 Incentivar e fomentar o desenvolvimento de produtos e conteúdos culturais intensivos em conhecimento e tecnologia, em especial sob regimes flexíveis de propriedade intelectual.

É um daqueles casos em que o governante age contra as leis e a política do próprio governo…

Responder

Juliano Iowa

28/01/2011 - 08h04

Azenha,

Temos a transcrição da entrevista?
Estou ansioso para ver, mas aqui do trabalho não tenho audio.

Forte abraço

Responder

José Vitor

28/01/2011 - 07h36

Pequena correção: "Mozilla", não "Mozzila". Quanto à entrevista, se aparecer o texto eu leio…

Responder

rodrigo.aft

28/01/2011 - 05h42

Azenha e colegas,

querem outro tema interessantíssimo e que parece "dormir" na imprensa?
NIÓBIO.
Parece q o Brasil q está jogando dinheiro fora… tem algo errado nessa história.
Azenha, será q essa história procede? Não daria uma bela reportagem na tv ou no blog?

"FALTA POLÍTICA – Mal comparando, nióbio a 90 dólares o quilograma, é hoje o mesmo que petróleo a menos de um dólar o barril. No caso do petróleo, a OPEP estabelece o preço do óleo, equilibrando os interesses dos consumidores e produtores, porque o preço do petróleo é uma “questão de Estado”.

O mesmo não ocorre com o nióbio; absurdamente, quem estabelece o preço de venda do produto são os seus compradores. Por quê? Apenas uma fração dos valores e quantidades reais do nióbio “exportado” seria suficiente para erradicar a subnutrição da população explorada e empobrecida e livrar o Brasil da desfavorável condição de devedor, além de financiar o seu desenvolvimento.

Os Estados Unidos, a Europa e o Japão são 100% dependentes das reservas brasileiras de nióbio, metal que é tão essencial como o petróleo, só que muito mais raro. Como já demonstramos, sem nióbio não existiria a indústria aeroespacial, de armamentos, de instrumental cirúrgico, de ótica de precisão e os foguetes e os aviões a jato não decolariam."

veja mais em: http://www.viafanzine.jor.br/ronaldo.htm

Responder

    Eduardo Alencar

    28/01/2011 - 11h27

    Sério? O Brasil é o maior exportador de nióbio do mundo? Tá todo mundo dependendo do noso nióbio lá fora? Eu nem sabia disso… Excelente tema para ser abordado. Bem que o Brasil poderia usar o nióbio como "arma estratégica" nas negociações internacionais. E aumentar "um pouquinho" o preço para melhorar o saldo da nossa balança comercial.

    Janah

    28/01/2011 - 12h21

    Oi, Rodrigo!
    Me desculpa, mas achei muito interessante você citar o nióbio e coloquei o assunto via 'viafanzine' lá no LN.
    Azenha, espero que você e o Rodrigo não exijam direitos autorais; o 1º – Rodrigo-pelo comentário e o Azenha por ser do seu portal
    Sds

    rodrigo.aft

    28/01/2011 - 18h54

    Hola Janah,

    naum desculpo coisa nenhuma… cadê meu café? rsrs

    faz muito bem, divulgue tudo q for história mal contada, coisa q só beneficia minorias.
    qto mais gente sabe o conteúdo de caixas pretas, menos espaço para malandros, espertos de plantão e especuladores vai ter na internet (e na vida real. lógico!).

    que saber mais uma legal, da hora, "manera"?
    pela minha última informação (quem tiver alguma recente, com link, favor postar), e por favor não fiquem chocados nem revoltados (como eu fiquei durante mto tempo) com esse fato:
    1/3 dos aposentados do inss são funcionários públicos (município, estado, união) e CONSOMEM 3/4 dos pagtos. do inss.
    fica 1/4 do bolo para os 2/3 dos aposentados da iniciativa privada e autônomos.
    não é legal? tri-legal? 75% dos pagamentos do inss para 33% q são funcionários públicos com SALÁRIO INTEGRAL na aposentadoria?
    aí sobra a "fortuna" de 25% para pagar 64% dos outros aposentados (privados e autônomos) q tem drásticas reduções do salário na aposentadoria.
    ISSO QUE É JUSTIÇA SOCIAL!
    Socializar a arrecadação e privatizar a aposentadoria.

    não temos mais o direito de sermos inocentes!!!

    rodrigo.aft

    28/01/2011 - 19h14

    ooops… para pagar 67% dos outros… (onde arrumei 64%)?
    (estou usando grandes números, aproximações para se ter ordem de grandeza; pode não ser o valor exato de cada item,mas era bem próximo disso qdo tive acesso a eles).

    é a pressa… e neurônios com mal contato… rsrs

    rodrigo.aft

    31/01/2011 - 07h49

    Olá novamente Janah e demais colegas!

    achei mais um link interessante sobre nióbio; aproveitem q o site deste endereço tem bastante conteúdo: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/11/

    Janah

    31/01/2011 - 13h09

    Olá, rodrigo!
    Já havia passado lá também.
    Acho que vou começar a panfletar, viu? É um jeito dos que não possuem internet se inteirarem sobre o assunto.

    sds

    beattrice

    28/01/2011 - 12h25

    Essa questão já passou da hora de ser abordada pela blogosfera para exigir que as esferas cabíveis tomem as medidas necessárias. Volta e meia o assunto volta à baila, mas não deslancha.

    Janah

    28/01/2011 - 13h50

    Oi, beattrice!
    Comecei achar isso estranho, pois coloquei lá no Nassif e o assunto não rolou também.
    O que será que há por trás do desinteresse até dos blogueiros sobre algo que me pareceu muito relevante?!

    rodrigo.aft

    28/01/2011 - 15h22

    é por isso q coloquei o tema NIÓBIO pro Azenha eventualmente até fazer uma reportagem….

    – ou provam q o link viafanzini está errado
    (a única mina de alta escala de produção do mundo É PRIVADA, e o Estado brasileiro NÃO CONTROLA O PREÇO? isso foi obra do nosso prostitutivador mor, o FHC?)

    – ou o link está certo e tem gente levando muita vantagem com isso.
    (e não são os brasileiros).

    mais uma caixa preta pra ser aberta.

    Janah

    30/01/2011 - 13h35

    Oi, rodrigo!
    Como percebi que os blogueiros "sujos" se fecharam em copas sobre o tema NIÓBIO e com a curiosidade aguçada por isso, digitei no google: nióbio palavra proibida, me apareceu um blog de pouca visibilidade justamente com a frase: NIÓBIO, palavra proibida no Brasil.
    Penso que o silêncio seja pelo fato do nome Lula estar ligado ao nióbio. Se fosse o Serra dava para entender.
    Dá licença, mas acho que vou vomitar

    rodrigo.aft

    30/01/2011 - 14h50

    oi Janah, td bom?

    talvez esse tipo de assunto seja parecido com o fato de não se citar em quase nenhum lugar a Gamecorp do lulinha e como tiraram 2 delegados da pol. federal e pq o daniel dantas aplicou tanto dinheiro em compra de terras (garanto q não era pra criar boi)….

    mesmo q não dê certo no começo, faça como eu: vai tentando, vai tentando até q mais gente começe a perceber do q estamos falando.

    não há lado: o único lado é estar a favor da sociedade, onde mais pessoas se beneficiem das políticas públicas. Quando tem 1 ou 2 ganhando, é anti-social e tem treta.

    não precisa ser xiita (radical… rsrs), mas dentro da sua possibilidade e do bom senso, "vai perturbando" o povo como eu faço. Não ganho todas, mas tento participar de todas q posso.
    é minha pquena parte, minha contribuição pra melhorar algo nesse país.

    Janah

    31/01/2011 - 12h36

    Oi, rodrigo!
    Eu estou tentando e 'atentando'
    Acabei de passar um e-mail para um jornal para que ficasse, estilo PHA, batendo no mesmo assunto.
    Trechinho final:
    Revoltada e esperando que mais blogueiros falem sobre o que o nióbio representa para o Brasil até que todos os brasileiros saibam que não haveria miséria se soubessem o que é e o que representa o nióbio para todos os brasileiros!

    rodrigo.aft

    31/01/2011 - 08h15

    questão no. 1 – até onde vêem esses olhos? vc já viu quem está "mocozando" nosso nióbio? rsrs

    questão no. 2 – ô dona Beattrice, faz o favor de colocar um oclinho escuro básico nesses olhos e coloque nova foto, pois o povo vota no olhinho, não no seu comentário… rsrs

    resumindo, o q eu tenho com isso? será q era só falta do q fazer ou houve uma perturbação inconsciente? acho q não foi por ter tido uma ex com essa cor de olhos… d qquer modo, é mais um motivo pra vc colocar óculos escuros e postar nova foto… assim não fico me desconcentrando… rsrs)

    Gerson

    28/01/2011 - 15h57

    Matéria mais recente foi esta no Estadão: sobre uma lista no Wikileaks

    Dependência de nióbio é causa de preocupação de Washington

    Brasil é responsável por 87% das importações americanas do minério – usado até mesmo em projetos espaciais
    07 de dezembro de 2010

    A grande dependência do nióbio brasileiro deve explicar, segundo especialistas, a preocupação do governo dos Estados Unidos com relação à segurança das minas do País. O Brasil detém 98% das reservas e 91% da produção mundial do minério, usado para a fabricação de aços especiais.

    Os Estados Unidos não produzem o minério.

    Relatório anual do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) aponta que o Brasil tem reservas de 2,9 milhões de toneladas de nióbio, com uma produção acumulada de 57 mil toneladas em 2009. O País foi responsável, no ano passado, por 87% das importações americanas do mineral.

    Segunda maior reserva, o Canadá é responsável por apenas 7% da produção mundial.

    Procuradas pelo Estado, as empresas responsáveis pelas minas citadas no documento divulgado pela WikiLeaks não se pronunciaram sobre o assunto. A CBMM, do grupo Moreira Salles, e a Anglo American são as duas grandes produtoras de nióbio no País, operadoras das minas de Araxá e de Goiás, respectivamente.

    fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101207/

rodrigo.aft

28/01/2011 - 04h34

Azenha,

parabéns pelo tema sobre software! (e pelo mini-dicionário d informatiquês… rsrs)

dane-se q o tema ficou longo!!! se é importante, fique do tamanho q precisa ficar.

aprimorar a concentração e a capacidade cognitiva faz parte do desenvolvimento humano.

quem gosta só de ver novela ou futebol, não vai ler se o artigo for grande ou pequeno, masss… se vc realmente quer atrair um público q normalmente não se atém a este tipo de assunto, realmente precisa usar recursos de didática e marketing… força ae, mano! firmeza q vc consegue! rsrs

experimente por umas figurinhas q têm a ver com o tema… tem gente q é tarada por imagens… qdo vê só letrinhas, tem repulsa inconsciente e foge do texto, qquer q seja.
quem sabe, assim, vc traz d volta ao mundo da palavras esses desgarrados visuais… rsrs

daqui a alguns anos, talvez este tema tenha muito mais importância do q tem hoje, bem como
– neutralidade da rede,
– backbones e controle do fluxo,
– privacidade e a
– liberdade de expressão na rede.

Responder

Jean Scharlau

28/01/2011 - 02h32

Algumas dúvidas que persistem:
– O CC é a única licença ou forma de 'promover o compartilhamento', ou é uma das formas, ou seria talvez a melhor? Se não é a única, porque optar por esta?
– O Firefox, aqui citado, está licenciado pelo CC? Ou basta à Mozilla declará-lo público, livre e gratuito?
– Se o 'Vi o Mundo' e milhões de outros blogs e sites, não usam, lincam, nem indicam CC, quer dizer que são retrógrados?
– Ou o CC é mais importante e usado para segmentos específicos da cultura, como a música?
– O autor de música só consegue declarar sua obra pública, livre, gratuita, em evolução compartilhável, etc., através do CC? Ou o CC seria só uma forma pré-organizada para fazer isto e o seu único benefício seriam essas regras definidas e conhecidas para fazê-lo ? Ou, volto à dúvida inicial, o CC seria só uma das formas pré-organizadas de fazer isto, só um dos conjuntos de regras existentes?

Responder

    Elton

    28/01/2011 - 10h25

    Interessantes suas perguntas, acho que em algum momento deveriam ser respondidas por alguém aqui no site.

    Morvan

    28/01/2011 - 11h39

    ean Scharlau e demais "sujos", bom dia.
    O Mozilla Firefox é liberado sob várias licenças (perfeitamente possível). A mais famosa delas é a conhecida GPL. Complementarmente, ele é lançado e liberado via LGPL, "Mozilla Public License" e algumas licenças regionais (leia-se: por país).
    Se alguém desejar examinar mais detidamente estas licenças e suas especificidades, acione o "Help" do Fireox e clique em "Informações de Licenciamento" ou, alternativamente, digite "about:license" na Barra de Endereços e confirme.

    Morvan, Usuário Linux #433640

    José Vitor

    28/01/2011 - 12h08

    Meu entendimento é que o Firefox é licenciado ***apenas*** sob Mozilla Public License. Mas isso é detalhe, a MPL também é uma licença "livre e permissiva".

    Luiz Carlos Azenha

    28/01/2011 - 12h09

    Obrigado, Morvan. abs

    Morvan

    28/01/2011 - 14h07

    Não por isso. Estamos aqui para ajudar a compreender (e apreender, também; sempre.).

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Jean Scharlau

    28/01/2011 - 22h23

    Obrigado, Morvan.
    Então é possível, talvez recomendável, o uso concomitante de várias licenças.

    @Doradu

    28/01/2011 - 11h48

    primeira pergunta: não, o CC não é a única;

    segunda: o site Firefox está licenciado pela licença CC, o programa Firefox está licenciado pela licença Mozilla;

    terceira: acredito q não, apenas não são tão explicítos quanto a forma de compartilhamento de ideias que querem/desejam usar;

    quarta: na trave! ele, o CC, foi criado justamente pra artistas americanos (entre outros) pudessem compartilhar suas músicas (as músicas deles, q fique bem claro, não as músicas de outros artistas q não são adeptos do CC – ou por força de contrato ou por filosofia mesmo) sem nenhum entrave jurídico;

    quinta: com exemplo fica bem melhor, se eu fosse um cantor e quisesse doar meus videos para os meus fãs para que todos pudessem compartilhá-los ou mesmo até vendê-los eu postaria no Videolog e assinalaria a opção devida do CC no rodapé do vídeo, simples, muito simples pq o Videolog disponibiliza a opção de CC para os q estão logados,

    agora se eu quisesse compartilhar os videos q tenho do Roberto Carlos cantor não poderia pq isso seria um crime e CC nenhum me livraria desse crime,

    resumindo o CC é uma vontade do AUTOR da obra, eu nada posso fazer pra ajudar a divulgação da obra dos Mamonas Assassinas, por exemplo, já q não possuo procuração dos mesmo,

    ful claro???

    abraço

    Jean Scharlau

    29/01/2011 - 14h14

    Obrigado, @Doradu. Com o que ouvi aqui na entrevista, li na postagem do Azenha e nos comentários, incluso o teu, já posso acreditar que saiba de uma parte significativa do que se trata.

    Osmar

    29/01/2011 - 17h38

    Parabéns pela objetividade e clareza!

    Gustavo Junqueira

    28/01/2011 - 11h55

    O CC é a única licença ou forma de 'promover o compartilhamento', ou é uma das formas, ou seria talvez a melhor? Se não é a única, porque optar por esta?
    – O CC é simplesmente uma forma reconhecida no mundo todo, hoje em dia a constituição brasileira reconhece outras formas de compartilhamento, mas num mundo onde barreiras territoriais se tornam cada vez menores não adianta ser reconhecido apenas aqui.

    O Firefox, aqui citado, está licenciado pelo CC? Ou basta à Mozilla declará-lo público, livre e gratuito?
    – O Firefox, não entra no CC por que é um software e por isso licenciado pela GPL como software livre.

    Se o 'Vi o Mundo' e milhões de outros blogs e sites, não usam, lincam, nem indicam CC, quer dizer que são retrógrados?
    – Como eu disse antes, o CC é apenas para que essa licença seja reconhecida no mundo todo, se for um blog por exemplo direcionado ao público brasileiro apenas não é necessário. O uso do CC está em muitos sites governamentais, incluindo da casa branca (http://www.whitehouse.gov/copyright) e muitos outros pelo mundo a fora, já que governos se relacionam entre si.

    Acho que respondi suas outras dúvidas já nas respostas acima.

    Abraços

    Luiz Carlos Azenha

    28/01/2011 - 12h09

    Obrigado, Gustavo. abs

    José Vitor

    28/01/2011 - 12h09

    Meu entendimento é que o Firefox é licenciado ***apenas*** sob Mozilla Public License, e não pela GPL. Mas isso é detalhe, a MPL também é uma licença "livre e permissiva".

    Jean Scharlau

    28/01/2011 - 22h19

    Obrigado, José Vitor.

    Jean Scharlau

    28/01/2011 - 22h18

    Obrigado, Gustavo.
    Disseste que "- O CC é simplesmente uma forma reconhecida no mundo todo".
    É a única reconhecida no mundo todo?

    Parece-me então que para jornalistas e escritores (não repetidores) que publicam na Internet, também seria interessante o uso de licença(s) com alcance e reconhecimento internacional.

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